A inflação oficial do Brasil, medida através do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), recuou de 1,26% em junho para 0,33% em julho. Os dados divulgados nesta quarta-feira, dia 8, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) revelaram que a inflação acumula taxas de 2,94% em 2018 e de 4,48% em 12 meses.
Segundo a entidade, os alimentos e bebidas tiveram queda de preços de 0,12% em julho. O grupo de despesas, que havia apresentado alta de preços de 2,03% no mês anterior, foi um dos principais responsáveis pelo recuo da taxa oficial de inflação.
Entre os produtos com queda de preços, destacam-se a cebola (-33,5%), batata-inglesa (-28,14%), tomate (-27,65%), frutas (-5,55%) e carnes (-1,27%). Apesar da queda média dos alimentos, a alimentação fora de casa passou a custar 0,72% mais em julho.
“Isso se explica pelas férias, que aumentam a demanda por esse tipo de consumo, e pela Copa do Mundo, quando tradicionalmente as pessoas se reúnem fora de casa, em bares e restaurantes, para assistir os jogos”, disse o gerente da pesquisa, Fernando Gonçalves. (Com Canal Rural)
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A proibição do casamento de menores de 16 anos, em qualquer hipótese, foi aprovada nesta quarta dia 08, pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado.
Hoje o casamento de menores de 16 anos só é admitido em caso de gravidez ou para evitar imposição ou cumprimento de pena criminal, já que ter relações sexuais com menores de 14 anos é crime, com pena que varia de 8 a 15 anos de reclusão.
Para sair do papel, o texto ainda precisa ser votado no plenário da Casa, para onde segue com pedido de urgência. Se aprovada na fase final, a matéria vai à sanção presidencial. Apesar de acabar com a possibilidade do casamento antes dos 16 anos, o texto em discussão mantém as outras normas em vigor hoje: casamento no Brasil só a partir de 16 anos completos, com autorização dos pais, ou livremente a partir de 18 anos.
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"O projeto é singelo, mas de um significado imenso para a proteção das nossas crianças, em especial das meninas. Com o casamento infantil, a menina perde a capacidade de tomar decisões por si mesma. O que ocorre, na maioria das vezes, é que ela deixa a escola, o que vai se refletir dramaticamente na sua capacidade de conseguir um emprego quando adulta, sem contar outras situações graves”, destacou a senadora Marta Suplicy (MDB-SP), relatora da proposta na CCJ.
Histórico
Em junho, quando o texto foi aprovado na Câmara dos Deputados, a autora da proposta, Laura Carneiro (DEM-RJ), destacou que, no Brasil, cerca de 877 mil meninas casaram-se com menos de 16 anos.
“Elas são quase vendidas a seus abusadores na forma de casamento. A aprovação do projeto é um avanço extraordinário, aplaudido por todos os organismos envolvidos nos direitos da criança e do adolescente”, afirmou a deputada. (Com Agência Brasil)
A estiagem prolongada deve demandar a cobrança de taxa extra na conta de luz até o fim do chamado período seco, no fim de novembro, afirmou nesta quarta dia 08, o diretor-geral do ONS (Operador Nacional do Sistema Elétrico), Luiz Eduardo Barata.
Segundo ele, o mês de julho teve o pior nível de chuvas da série histórica, iniciada em 1931, e não houve melhora no início de agosto. Sem chuvas, o ONS é obrigado a acionar usinas térmicas, que são mais caras.
O custo das térmicas já vem sendo pago pelo consumidor desde maio, quando foi acionada a bandeira amarela, que acrescenta à conta de luz R$ 1 a cada 100 quilowatts-hora (kWh) consumidos. A partir de junho, começou a vigorar a bandeira vermelha nível 2, de R$ 5 a cada 100 kWh.
Em palestra na conferência Brazil Windpower, Barata disse esperar que a bandeira vermelha nível 2 vigore até o fim do período seco, que se encerra no fim de novembro. A decisão sobre qual bandeira acionar é tomada mensalmente pela Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica).
Segundo o ONS, até as 11h45 desta quarta, as térmicas representavam 21,5% da energia gerada no país. Diante da seca, há usinas a diesel e óleo combustível, mais caras e poluentes, em operação.
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A previsão do ONS é que os reservatórios do Sudeste e Centro-Oeste, principal caixa d'água do setor elétrico brasileiro cheguem ao fim de novembro com, no máximo 20% de sua capacidade. O valor é semelhante ao registrado no mesmo período do ano anterior, mas é metade do projetado no início de 2018.
No Nordeste, com as restrições da vazão no rio São Francisco, a situação deve melhorar: a expectativa é que os reservatórios atinjam no fim de novembro 30% da capacidade, bem acima dos 5,5% do mesmo período do ano anterior.
A região Nordeste tem sido beneficiada também pela expansão da capacidade de geração éolica, que chegou a responder por 72% da demanda local no dia 23 de julho, um recorde desde que o setor começou a operar no Brasil. Atualmente, disse Barata, o Nordeste está exportando energia para outras regiões.
O consumidor brasileiro enfrenta outra ameaça de aumento na conta de luz, devido à proposta de revisão, pela Aneel, do orçamento da CDE (Conta de Desenvolvimento Energético), encargo cobrado nas tarifas.
A Aneel prevê gasto adicional de R$ 1,4 bilhão neste ano, além dos R$ 18,8 bilhões já aprovados, para ajudar a bancar a operação das distribuidoras da Eletrobras e reconhecer incentivos dados à energia éolica. (Com Folhapress)
Boletim epidemiológico divulgado pelo Ministério da Saúde revela que o país já registra 1.100 casos confirmados de sarampo, sendo 788 no Amazonas e 281 em Roraima.
Há ainda casos considerados isolados em São Paulo (1), no Rio de Janeiro (14), no Rio Grande do Sul (13), em Rondônia (1) e no Pará (2).
De acordo com a pasta, pelo menos 5.058 casos permanecem em investigação no Amazonas e 111 em Roraima. Além disso, até o momento, cinco óbitos por sarampo foram confirmados no país – quatro em Roraima (três em estrangeiros e um em brasileiro) e um no Amazonas (em brasileiro).
Campanha
A Campanha Nacional de Vacinação Contra a Poliomielite e Sarampo começou na última segunda-feira (6) e segue até 31 de agosto. O Dia D de mobilização nacional está marcado para o dia 18 (sábado), quando mais de 36 mil postos de saúde estarão abertos no país. No total, 11,2 milhões de crianças devem ser vacinadas.
A meta é imunizar pelo menos 95% do público-alvo, numa tentativa de reduzir a possibilidade de retorno da pólio e a chamada reemergência do sarampo, doenças já eliminadas no Brasil. Em 2017, dados preliminares apontam que a cobertura no Brasil foi de 85,2% na primeira dose contra o sarampo (tríplice viral) e de 69,9% na segunda dose (tetra viral).
Todas as crianças com idade entre 1 ano e menores de 5 anos devem ser levadas aos postos de vacinação, independentemente da situação vacinal.
Com base em informações divulgadas pelo Ministério da Saúde, a Agência Brasil formulou as principais perguntas e respostas relacionadas à campanha. Veja abaixo:
Quando e onde ocorre a campanha?
Entre os dias 6 e 31 de agosto, em postos de saúde de todo o país. O Dia D está marcado para 18 de agosto, um sábado.
Qual o foco da campanha?
Crianças com idade entre 1 ano e 5 anos incompletos (4 anos e 11 meses).
Crianças que já foram vacinadas anteriormente devem ser levadas aos postos?
Sim. Todas as crianças com idade entre 1 ano e menores de 5 anos devem comparecer aos postos. Quem estiver com o esquema vacinal incompleto receberá as doses necessárias para atualização e quem estiver com o esquema vacinal completo receberá outro reforço.
Qual a vacina usada contra a pólio?
Crianças que nunca foram imunizadas contra a pólio vão receber a Vacina Inativada Poliomielite (VIP), na forma injetável. Crianças que já receberam uma ou mais doses contra a pólio vão receber a Vacina Oral Poliomielite (VOP), na forma de gotinha.
Qual a vacina usada contra o sarampo?
A vacina contra o sarampo usada na campanha é a tríplice viral, que protege também contra a rubéola e a caxumba. Todas as crianças na faixa etária estabelecida vão receber uma dose da tríplice viral, independentemente de sua situação vacinal, desde que não tenham sido vacinadas nos últimos 30 dias.
Adultos participam da campanha?
Não. A campanha tem como foco crianças com idade entre 1 ano e menores de 5 anos.
Mesmo não sendo foco da campanha, adultos precisam de alguma das duas doses?
Sim. Conforme previsto no Calendário Nacional de Vacinação, adultos com até 29 anos que não tiverem completado o esquema na infância devem receber duas doses da tríplice viral e adultos com idade entre 30 e 49 anos devem receber uma dose da tríplice viral. O adulto que não souber sua situação vacinal deve procurar o posto de saúde mais próximo para tomar as doses previstas para sua faixa etária. (Com Agência Brasil)
O terceiro lote de restituição do imposto de renda de 2018 será pago no dia 15 de agosto.
Segundo destaca o InfoMoney, os pagamentos são realizados de acordo com a ordem da declaração. O terceiro lote contemplará os contribuintes que entregaram a declaração do imposto de renda a partir de 18 de março. Os valores serão depositados na conta-corrente ou poupança indicada na declaração ou então o contribuinte terá que procurar uma agência do Banco do Brasil para fazer o saque.
Os trabalhadores que tiverem dúvidas podem ligar para o Receitafone, no número 146, ou entre no site da Receita Federal.
O calendário dos pagamentos das restituições são as seguintes:
3º lote, em 15 de agosto
4º lote, em 17 de setembro
5º lote, em 15 de outubro
6º lote, em 16 de novembro
7º lote, em 17 de dezembro
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Mesmo com o dólar mais valorizado, o volume de trigo importado em julho foi o maior desde outubro de 2016, somando 757,55 mil toneladas, segundo a Secretaria de Comércio Exterior (Secex).
Isso também representa aumento de quase 30% frente a junho.
As aquisições, segundo pesquisadores do Centro de Estudos Avançados de Economia Aplicada (Cepea), estão ligadas à baixa disponibilidade do cereal de boa qualidade no mercado brasileiro.
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No geral, o país intensificou as compras dos Estados Unidos, mas reduziu um pouco as aquisições da Argentina, devido à menor competitividade do grão argentino.
Com o dólar médio de R$ 3,83 no mês passado, o preço da importação foi de R$ 919,79 por tonelada FOB (Free on Board), contra R$ 850,91 por tonelada em junho. No Brasil, por outro lado, as cotações oscilaram, refletindo as incertezas quanto à comercialização do cereal. (Com Canal Rural)






















