Caixa libera 2ª parcela para 2,6 milhões de beneficiários de auxílio

A Caixa Econômica Federal libera nesta sexta dia 05, as transferências e os saques da segunda parcela do auxílio emergencial para 2,6 milhões de beneficiários nascidos em junho. O valor é de R$ 600 (R$ 1,2 mil para mães solteiras).O dinheiro é para fazer frente às dificuldades decorrentes do surto do novo coronavírus.

 

A liberação do saque e a transferência da poupança social da Caixa para outros bancos estão sendo feitas de acordo com o mês de nascimento dos beneficiários. Os recursos são transferidos automaticamente para as contas indicadas.

 

No último sábado (30), foram liberados o saque e a transferência para os nascidos em janeiro. Hoje, é a vez dos nascidos em junho. Amanhã (6), a liberação será para os nascidos em julho, e assim por diante até o sábado, 13 de junho, para quem nasceu em dezembro, com exceção de domingo (7) e do feriado de Corpus Christi (11).

 

Transferência
A transferência dos valores será feita para quem indicou contas para recebimento em outros bancos ou poupança existente na Caixa. Com isso, esses beneficiários poderão procurar as instituições financeiras com quem têm relacionamento, caso queiram sacar. Segundo a Caixa, mais de 50 bancos participam da operação de pagamento do auxílio emergencial.

 

Todos os beneficiários do Bolsa Família elegíveis para o auxílio emergencial já receberam o crédito da segunda parcela.

 

A Caixa informou que não é preciso madrugar nas filas. Todas as pessoas que chegarem às agências durante o horário de funcionamento - das 8h às 14h - serão atendidas. Elas vão receber senhas e, mesmo com as unidades fechando às 14h, o atendimento continua até o último cliente, garantiu o banco. (Com Agência Brasil)

 

 

 

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Petrobras divulga venda de participação em cinco empresas de energia

A Petrobras informou, na noite desta quinta dia 05, que iniciou a etapa de divulgação da oportunidade (teaser), referente à venda de suas participações em cinco empresas de geração de energia elétrica. Na divulgação, os interessados em comprar a participação da estatal petrolífera terão acesso às principais informações sobre a oportunidade, bem como os critérios de elegibilidade para seleção de potenciais participantes.

 

As participações são na empresa Brasympe Energia S.A., Energética Suape II S.A., Termoelétrica Potiguar S.A. (TEP), Companhia Energética Manauara S.A. (CEM) e Brentech Energia S.A.

 

A venda de participação nas empresas faz parte da política de desinvestimentos da Petrobras, com o objetivo, segundo a estatal, de otimizar seu portfólio e melhorar de alocação do capital da companhia. (Com Agência Brasil)

 

 

 

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Captação da poupança bate recorde em maio

Aplicação financeira mais tradicional dos brasileiros, a caderneta de poupança voltou a atrair o interesse dos brasileiros em meio à pandemia provocada pelo novo coronavírus (covid-19). No mês passado, os investidores depositaram R$ 37,2 bilhões a mais do que retiraram da aplicação, informou nesta quinta dia 4, o Banco Central. Em maio do ano passado, os brasileiros tinham sacado R$ 718,7 milhões a mais do que tinham depositado.

 

Essa foi a maior captação líquida para todos os meses desde o início da série histórica, em 1995. Com o resultado do mês passado, a poupança acumula entrada líquida de R$ 63,9 bilhões nos cinco primeiros meses do ano.

 

A aplicação tinha começado o ano no vermelho. Em janeiro e fevereiro, os brasileiros retiraram R$ 15,93 bilhões a mais do que depositaram. A situação começou a mudar em março, com o início da pandemia da covid-19, quando os depósitos superaram os saques em R$ 12,17 bilhões. Em abril, a poupança captou R$ 30,46 bilhões.

 

A queda expressiva da bolsa de valores e a instabilidade em outros investimentos, como títulos do Tesouro, refletiram-se em maior volume de depósitos na poupança. Por causa da turbulência no mercado financeiro, os títulos do Tesouro Direto têm registrado oscilações nas taxas de juros.

 

Rendimento


Com rendimento de 70% da Taxa Selic (juros básicos da economia), a poupança atraiu mais recursos mesmo com os juros básicos em queda. Com a Selic no menor nível da história, o investimento estava rendendo menos que a inflação no início do ano. No entanto, a expectativa de que a inflação caia por causa da crise econômica provocada pelo novo coronavírus pode fazer a aplicação terminar o ano com rendimento positivo.

 

Nos 12 meses terminados em maio, a aplicação rendeu 3,35%, segundo o Banco Central. No mesmo período, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo-15 (IPCA-15), que serve como prévia da inflação oficial, atingiu 1,96%. O IPCA cheio de maio será divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) no próximo dia 10.

 

Para 2020, o Boletim Focus, pesquisa com instituições financeiras divulgada pelo Banco Central, prevê inflação oficial de 1,55% pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). Com a atual fórmula de rendimento, a poupança está rendendo 2,1% em 2020, considerando a redução da Selic para 3% ao ano.

 

Histórico


Até 2014, os brasileiros depositavam mais do que retiravam da poupança. Naquele ano, as captações líquidas chegaram a R$ 24 bilhões. Com o início da recessão econômica, em 2015, os investidores passaram a retirar dinheiro da caderneta para cobrir dívidas, em um cenário de queda da renda e de aumento de desemprego.

 

Em 2015, R$ 53,57 bilhões foram sacados da poupança, a maior retirada líquida da história. Em 2016, os saques superaram os depósitos em R$ 40,7 bilhões. A tendência inverteu-se em 2017, quando as captações excederam as retiradas em R$ 17,12 bilhões, e em 2018, com captação líquida de R$ 38,26 bilhões. Em 2019, a poupança registrou captação líquida de R$ 13,23 bilhões. (Com Agência Brasil)

 

 

 

 

 

UFMG e Fiocruz desenvolvem teste mais preciso e barato para covid-19

O CT Vacinas, núcleo formado por pesquisadores da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), desenvolveu um teste para diagnosticar a covid-19, que diminui as chances de o resultado ser de falso negativo ou falso positivo. Trata-se de um teste Elisa, nome que deriva da abreviação de "ensaio de imunoabsorção enzimática" (em inglês, enzyme-linked immunosorbent assay), em referência à técnica usada. Pelo mundo, o método consolidou-se, há anos, como ferramenta de detecção do HIV.

 

Além de rápido, o teste concebido pelo CT Vacinas tem a vantagem de ser mais barato que outra opção existente, o RT-PCR (do inglês reverse-transcriptase polymerase chain reaction), cujo custo varia de R$ 280 a R$ 470 na capital paulista, conforme apurou a Agência Brasil, após contatar três redes de laboratórios.

 

Como os testes rápidos, o Elisa também é sorológico (feito a partir da procura por anticorpos no sangue), com a diferença de que pode ser realizado somente em laboratórios, ainda que o equipamento necessário seja relativamente simples. Após as validações iniciais, a próxima etapa é obter a certificação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

 

"No caso do Elisa, de metodologia completamente diferente [em relação aos testes rápidos], tira-se uma amostra de sangue maior, precisa-se de 1 mililitro, pelo menos. Então, é necessária uma agulha para coletar o sangue. O processo de detecção da presença do anticorpo é muito mais sensível", diz a coordenadora do CT Vacinas, Santuza Ribeiro.

 

"Por isso, mesmo que a pessoa tenha baixas quantidades de anticorpo, não se detecta naquele teste rápido, mas pode-se detectar no Elisa. Não se consegue fazer o Elisa em um balcão de farmácia, por exemplo. Por outro lado, há uma sensibilidade muito maior. Outra vantagem é que, com o Elisa, consegue-se uma redução não só de falso negativo, mas de falso positivo, que é quando se tem uma reação que parece positiva, e, na verdade, é um anticorpo contra outro vírus, que não o Sars-CoV-2, como o de gripe comum", explica Suzana.

 

Com o Elisa desenvolvido pelos pequisadores do CT Vacinas, consegue-se mostrar que, em pessoas que têm anticorpos contra outras viroses, como dengue, não se detecta positivo. "O teste rápido não é capaz de diferenciar as outras infecções", acrescenta.

 

Na prática, o que se faz é fixar o antígeno em uma placa de poliestireno e ligá-lo a um anticorpo com marcador enzimático. Caso haja reação de defesa do organismo contra o agente patogênico – no caso, o novo coronavírus –, na forma de anticorpos, o material depositado sobre a placa muda de cor.

 

Em virtude da estrutura exigida para aplicação do teste, a equipe agora busca o apoio de órgãos federais, como o Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações e outros entes públicos e também de empresas, para possibilitar a produção em larga escala e a disponibilização a uma parcela significativa da população. Duas pontes que estão sendo negociadas envolvem a Fundação Ezequiel Dias (Funed), do governo de Minas Gerais, e o Instituto de Tecnologia em Imunobiológicos (Bio-Manguinhos), da Fiocruz.

 

Santuza destaca, ainda, que o teste Elisa para covid-19 surgiu do aprimoramento de um saber que já circulava no núcleo, sinalizando para a importância do investimento estável em ciência. "No CT Vacinas, a gente já havia desenvolvido um teste muito semelhante, para outras doenças, inclusive não virais, para leishmaniose, doença de Chagas e malária. A mudança que foi feita consistiu em colocar como componente do teste uma molécula capaz de detectar o anticorpo contra o covid-19."

 

"Testamos três opções e encontramos o antígeno N, componente da partícula viral, como a melhor molécula para detectar o anticorpo contra covid-19. Isso foi uma demanda específica que tivemos da Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais, por meio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais (Fapemig), com financiamento da fundação, inicialmente, e depois recebemos recursos do governo federal, por meio da Rede Virus, do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações. De acordo com a coordenadora do CT Vacinas, trata-se de uma molécula distinta da que está sendo usada no desenvolvimento de vacinas.

 

A proposta foi apresentada pela Fapemig no início de março, diz Santuza, ao destacar o sucesso da equipe, que completoo o desafio em três meses: "A gente ficou muito feliz, porque não sabia se teria capacidade de realizar em um tempo tão curto." (Com Agência Brasil)

 

 

 

 

 

Mais maquininhas receberão pagamentos feitos com auxílio emergencial

As compras pelo celular com uso dos recursos do auxílio emergencial depositados em poupança social da Caixa poderão ser feita em mais maquininhas de cartão. Inicialmente, a Caixa anunciou a medida em parceria com a bandeira Elo.

 

Hoje dia 4, o diretor de Organização do Sistema Financeiro e Resolução do Banco Central (BC), João Manoel Pinho de Mello, disse que a instituição financeira está “extremamente vigilante” quanto à falta de concorrência relacionada a essa parceria entre Caixa e Elo, mas afirmou que a medida foi tomada em situação de urgência para evitar aglomerações em meio à pandemia de covid-19. Ao poder usar o dinheiro em compras por débito, evita-se a necessidade de ir ao banco para sacar o dinheiro.

 

“Lembrando de sopesar os interesses públicos aqui, estamos extremamente vigilantes. O mais rapidamente esse arranjo de pagamento dará acesso, o mais simétrico possível, a todos os credenciadores de estabelecimentos comerciais”, disse, em entrevista coletiva transmitida pela internet, para apresentar o Relatório de Economia Bancária, divulgado hoje pelo BC.

 

O diretor acrescentou que o BC, por meio de uma circular, limitou as taxas cobradas dos comerciantes nas compras por meio das maquininhas usando o cartão virtual.

 

Compras


As compras com o cartão virtual é feita por meio de código QR (uma forma mais avançada do código de barras que pode ser lido por câmeras de celulares).

 

Para fazer a compra com o cartão virtual, o usuário tem que acessar o aplicativo Caixa Tem, usado para movimentar as contas poupança digitais, e escolher a opção pagar na maquininha. Em seguida, a câmera do celular automaticamente abrirá. O usuário deverá apontá-la para o código QR que aparecerá na maquininha, conferir o valor da compra a apertar o botão confirmar na tela do celular.

 

Em seguida, a maquininha do cartão imprimirá o recibo dizendo que a compra foi efetuada. Uma via ficará com o estabelecimento. (Com Agência Brasil)

 

 

 

 

 

 

Covid-19: sem vacina até dezembro, "não haverá Olimpíada", diz Conrado

O presidente do Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB), Mizael Conrado, entende que os Jogos Olímpicos e Paralímpicos de Tóquio (Japão), em 2021, estão comprometidos se a vacina contra o novo coronavírus (covid-19) não for aprovada até o fim deste ano. A pandemia sanitária já provocou o adiamento dos eventos, inicialmente previstos para 2020.

 

"Tenho observado (o cenário) com bastante preocupação e temos uma posição bem concreta. Basicamente, o que a gente entende é bastante simples e objetivo. Nosso entendimento é que se não houver uma vacina aprovada até dezembro deste ano, não haverá Jogos em 2021", disse Conrado à Agência Brasil. "Digo isso não só com relação à Paralimpíada mas à Olimpíada também. Entendo que (a covid-19) é um problema de saúde pública e afeta toda a sociedade", completou.

 

O adiamento dos Jogos foi anunciado pelo Comitê Olímpico Internacional (COI) em 24 de março. Quatro dias antes, o dirigente do CPB havia declarado, ao site GloboEsporte.com, ser contrário à realização dos eventos em 2020, em meio à pandemia. A Olimpíada foi remarcada para ocorrer entre 23 de julho a 8 de agosto de 2021. Já a Paralimpíada será de 24 de agosto a 5 de setembro, também do ano que vem.

 

O presidente do COI, Thomas Bach admitiu, em entrevista à rede britânica BBC, que as disputas em Tóquio podem ser canceladas se a covid-19 não estiver controlada até lá. Discurso semelhante ao do mandatário do Comitê Organizador dos Jogos, Yoshiro Mori, que reconheceu, em declarações aos diários japoneses Nikkan Sports e Kyodo News, a possibilidade de os eventos não ocorrerem.

 

Antes de a Olimpíada ter a data alterada, comitês olímpicos e paralímpicos pelo mundo chegaram a anunciar que não participaram dos eventos em razão do novo coronavírus - no dia 22 de março, o Canadá foi o primeiro a se manifestar nesse sentido. Perguntado pela Agência Brasil se o CPB pensa em adotar posição semelhante caso a Paralimpíada seja mantida para 2021 mesmo sem a vacina, Conrado afirmou que a entidade não discute essa possibilidade.

 

"Não pensamos nisso porque acreditamos muito na responsabilidade dos movimentos olímpico e paralímpico internacionais. Tenho absoluta certeza de que se houver qualquer risco à saúde dos atletas, as nossas organizações e representações internacionais adotarão as medidas necessárias para garantir a segurança", acredita.

 

A Organização Mundial da Saúde (OMS) rregistrou mais de 6,2 milhões de pessoas infectadas pelo novo coronavírus no mundo, e cerca de 376 mil mortes. Ainda não há uma vacina considerada eficaz contra a doença. Na última terça-feira (2), o Governo Federal anunciou a participação do Brasil numa iniciativa internacional para produção de vacina, medicamentos e diagnósticos, que reúne mais de 44 países, empresas e entidades internacionais, entre elas, a própria OMS. (Com Agência Brasil)

 

 

 

 

 

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