Uma nuvem de gafanhotos que veio do Paraguai é monitorada pelo governo da Argentina.
O Senasa (Serviço Nacional de Saúde e Qualidade Agroalimentar) do país monitora o avanço nas províncias e alerta o Brasil sobre a aproximação, principalmente pelo Rio Grande do Sul.
Pelo mapa é possível ver regiões afetadas e as que indicam maior perigo.
Regiões como Santa Fé, Rosário, Entre Rios e Corrientes estão alerta de perigo. As fronteiras com Uruguai e Rio Grande do Sul também estão no mesmo estado.
Já na fronteira em Santa Caratina e parte do Paraná estão em "ameaça".
Nas redes sociais o Senasa informa a situação dos locais atingidos e orienta a população.
O gafanhoto se alimenta de vegetais, ele oferece risco às plantações, mas não transmitem doenças ou provocam lesões, ou seja, não são perigosos a humanos e animais. (Com Catve)
Um decreto do presidente Jair Bolsonaro, publicado nesta terça dia 23, no Diário Oficial da União, retifica a data de exoneração de Abraham Weintraub do cargo de ministro da Educação. No último sábado dia 20 o governo havia publicado a exoneração de Weintraub, quando ele já estava nos Estados Unidos. A publicação atualizada informa como data oficial do ato a sexta dia 19, um dia antes de Weintraub chegar ao país.
Em nota divulgada hoje, a Secretaria-Geral a Presidência da República justificou que a exoneração do ex-ministro foi publicada no sábado por ter sido o dia em que o pedido chegou às mãos do órgão. Segundo a Secretaria-Geral, o comunicado de Weintraub pedia a demissão a partir de sexta-feira. “A entrada oficial do documento na Secretaria-Geral da Presidência da República ocorreu no dia 22 de junho, segunda-feira. Entretanto, na carta, o então Ministro da Educação solicitou exoneração do cargo a contar de 19 de junho de 2020, motivo pelo qual o ato foi retificado”, diz um trecho da nota.
Investigação
Ontem dia 22, o Ministério Público junto ao Tribunal de Contas da União (TCU) ingressou com uma representação para que a corte investigue se houve participação irregular do Itamaraty na viagem do ex-ministro. Weintraub é investigado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) no inquérito das fake news.
"Entendo conveniente avaliar a regularidade da gestão do Ministério das Relações Exteriores acerca do uso do passaporte diplomático por parte do ex-ministro, tendo em vista que compete a essa pasta a regulamentação do uso dos passaportes diplomáticos, nos termos do art. 6º do Decreto nº 5978/2006, considerando que, uma vez inexistente finalidade pública na viagem realizada, o uso desse tipo de passaporte teria objetivado, conforme algumas notícias divulgadas em diversos veículos de mídia, evitar uma quarentena obrigatória para entrada nos Estados Unidos, devido à pandemia da Covid-19", diz a representação assinada pelo subprocurador-geral Lucas Rocha Furtado. (Com Agência Brasil)
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, assinou nesta segunda dia 22, uma ordem executiva (instrumento constitucional que dispensa a aprovação do congresso americano) que congela temporariamente a emissão de green cards, que são os vistos permanentes para estrangeiros, e também de certos vistos de trabalho emitidos para funcionários com habilidades técnicas consideradas valiosas, como pessoas que operam na indústria de tecnologia do Vale do Silício. A medida vale apenas até o final de 2020.
Visto para funcionários do setor de tecnologia com habilidades extraordinárias Visto para trabalho temporário definido Visto para cônjuges de portadores do H-1B Visto para estudantes e universitários Visto para executivos e administradores de multinacionais.
De acordo com a proclamação emitida pela Casa Branca, a medida visa assegurar que americanos nativos tenham prioridade em vagas que são comumente disputadas por imigrantes portadores de certos tipos de visto. A ordem executiva não altera, no entanto, vistos já emitidos.
De acordo com o documento, as medidas asseguram que certas faixas etárias encontrem menos competição estrangeira ao buscar uma oportunidade de emprego em meio à pandemia do novo coronavírus. “Entre fevereiro e abril de 2020, mais de 17 milhões de empregos nos Estados Unidos foram cedidos a pessoas que solicitaram vistos H-2B, H-1B e L. Os jovens americanos, que competem com certos aplicantes para o visto tipo J, têm tido alta taxa de desemprego: 29,9% para a faixa entre 16 a 19 anos, e 23,2% para a faixa entre 20 e 24 anos. A assimilação de trabalhadores nessas faixas, portanto, apresenta perigo significativo nas oportunidades de emprego para americanos afetados pelo problema econômico extraordinário causado pela pela pandemia de covid-19.”
Segundo dados divulgados pela Casa Branca, 525 mil pessoas serão afetadas pelas medidas. Outras 170 mil não terão mais nenhum andamento no processo de requisição de green cards, que só deverá ser retomado no ano que vem.
Tipos de visto
De acordo com as normas americanas para emissão de visto, cada categoria tem um propósito diferente para o mercado de trabalho. O visto H-1B é dado a trabalhadores oriundos da Índia que atuam no Vale do Silício. Em 2019, cerca de 225 mil inscrições foram feitas para esse tipo de visto, mas apenas 85 mil foram concedidos.
Os vistos do tipo H-2B são dados a trabalhadores temporários, que possuem definição de entrada e saída do país. O visto J-1 é dado para estudantes de intercâmbio e alunos de universidades, além de babás. Professores e pesquisadores não estão inclusos, e poderão continuar solicitando esse tipo de visto. Executivos, gerentes e administradores de grandes empresas multinacionais - categoria do tipo L de visto - não poderão requisitar vistos de trabalho até o final do ano. (Com Agência Brasil)
A economia brasileira deve apresentar queda forte no primeiro semestre deste ano, seguida de recuperação gradual a partir do terceiro trimestre.
A previsão é do Banco Central (BC), que divulgou hoje (23), em Brasília, a ata da última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), realizada na semana passada, quando o Copom reduziu a taxa básica de juros, a Selic, em 0,75 ponto percentual para 2,25% ao ano.
Segundo a ata, os membros do Copom (formado pela diretoria do BC) avaliaram que “os dados relativos ao segundo trimestre corroboram a perspectiva de forte contração do PIB (Produto Interno Bruto - a soma de todas as riquezas produzidas pelo país) no período e sugerem que a atividade atingiu o seu menor patamar em abril, havendo recuperação apenas parcial em maio e junho”.
“O Copom considera uma queda forte do PIB na primeira metade deste ano, seguida de uma recuperação gradual a partir do terceiro trimestre”, acrescentou.
Próximos passos
Na ata, o Copom reforça que um eventual futuro corte na Selic será “residual”. Para o Copom, a Selic chegou a um nível muito baixo e manutenção da taxa depende do controle das contas públicas.
“Neste momento, a conjuntura econômica prescreve estímulo monetário [taxa de juros baixa] extraordinariamente elevado, mas reconhece que o espaço remanescente para a utilização de política monetária é incerto e deve ser pequeno.
O comitê avaliou que a trajetória fiscal ao longo do próximo ano e a percepção sobre sua sustentabilidade serão decisivas para determinar o prolongamento do estímulo”, destaca.
Na ata, o BC disse que o comitê retomou a discussão sobre um potencial limite mínimo para a taxa básica de juros brasileira.
“Para a maioria dos membros do Copom, esse limite seria significativamente maior em economias emergentes do que em países desenvolvidos devido à presença de um prêmio de risco [retorno adicional cobrado por investidores para aceitar correr maior grau de risco]”, explicou a ata do Copom.
Para o Copom, esse prêmio de risco é maior no Brasil, “dadas a sua relativa fragilidade fiscal e as incertezas quanto à sua trajetória fiscal prospectiva”.
“Nesse contexto, já estaríamos próximos do nível a partir do qual reduções adicionais na taxa de juros poderiam ser acompanhadas de instabilidade nos preços de ativos e potencialmente comprometer o desempenho de alguns mercados e setores econômicos”, disse o BC.
A ata ainda afirmou que o comitê também refletiu sobre a importância relativa dos componentes principais do custo de crédito, e ressaltou que o prêmio por liquidez parece prevalecer no momento. “Esse conjunto de fatores e questões prudenciais justificam cautela na condução da política monetária [definição da Selic]”, disse a ata.
Pandemia
Para os membros do Copom, o impacto da pandemia da covid-19 na economia brasileira será desinflacionário, associado ao aumento do nível de ociosidade da economia.
“A elevação abrupta da incerteza sobre a economia deve resultar em aumento da poupança precaucional e consequente redução significativa da demanda agregada”, acrescentou. Entretanto, o comitê ponderou que programas de estímulo creditício e de recomposição de renda têm potencial de recompor parte significativa da demanda por bens e serviços, perdida devido aos efeitos da pandemia. “Com isso, a recuperação da economia pode ser mais rápida que a sugerida no cenário base”.
Estimativa de inflação
Na ata, o Copom destacou que as projeções para a inflação estão abaixo da meta estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN) que deve ser perseguida pelo Banco Central.
Para 2020, o Conselho Monetário Nacional (CMN) estabeleceu meta de inflação de 4%, com margem de tolerância de 1,5 ponto percentual.
O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), portanto, não poderá superar 5,5% neste ano, nem ficar abaixo de 2,5%. A meta para 2021 foi fixada em 3,75%, também com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual.
A projeção do Copom é que inflação pelo IPCA termine este ano em 2% e chegue a 3,2% em 2021. Esse cenário considera que a Selic encerrará 2020 em 2,25% ao ano e se elevará até 3% ao ano em 2021. A taxa de câmbio será de R$ 4,95.
No curto prazo, a inflação “tende a mostrar elevação refletindo, principalmente, os impactos da reversão do comportamento dos preços internacionais de petróleo e de reajustes de preços de itens administrados que foram postergados”. (Com Agência Brasil)
O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), disse hoje dia 23, que o Brasil deveria dar mais atenção ao tema do meio ambiente para não afastar os investidores na retomada da economia após o fim da pandemia do novo coronavírus (covid-19). Na avaliação do deputado, o tema meio ambiente é, ao lado do debate sobre a democracia e a estabilidade das instituições, uma das preocupações dos investidores internacionais, e podem ter “custo grande na retomada do investimento”.
“A gente não deveria estar discutindo democracia como a gente vem discutindo nas últimas semanas, assim como a gente deveria dar uma sinal mais claro com relação ao meio ambiente. Nós sabemos que esse é um ponto importante para muitos investidores”, disse Maia durante a videoconferência promovida pela Câmara de Comércio França-Brasil.
O deputado revelou que tem recebido cartas de investidores estrangeiros preocupados com a condução da política ambiental, e disse que as manifestações de grupos que pedem o fechamento do Congresso Nacional e do Supremo Tribunal Federal (STF) afetam a credibilidade do do país junto aos investidores.
“É uma agenda [do meio ambiente] que o governo trata de uma outra forma. [O governo] foi eleito para isso. É legítimo. Mas isso pode ter um custo muito grande na retomada do investimento, que é exatamente a credibilidade do Brasil em relação à independência das nossas instituições e o tema do meio ambiente, que são temas certamente muito importantes para aqueles que investem, principalmente para aqueles estão na Europa e nos Estados Unidos”, afirmou.
Maia foi questionado sobre a votação da proposta de emenda à Constituição (PEC) que trata da prisão após condenação em segunda instância. Ele disse que pretende votar a proposta em agosto.
“Queria reafirmar meu compromisso de votar a reforma tributária em agosto e também a PEC da Segunda Instância durante o mês de agosto também, que são duas pautas que são de fato importantes para sociedade brasileira", disse Maia, defendendo que a prisão se aplique em todas as esferas do Judiciário, como a trabalhista, penal e tributária. (Com Agência Brasil)
A Campanha Nacional de Vacinação contra a gripe de 2020 acaba na próxima terça dia 30, em todo o Brasil. E, nesta reta final, a Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo convoca as pessoas que ainda não foram aos postos para receberem suas doses nesta última semana, visando proteger a população e atingir a cobertura de 90%, meta da iniciativa.4
Até agora, mais de 13,9 milhões de doses da vacina contra o vírus Influenza já foram aplicadas em São Paulo, o equivalente a 84,7% de cobertura.
O chamado é especialmente direcionado a crianças, gestantes e puérperas, pois cerca de metade desses públicos ainda não está imunizada. Foram aplicadas 1,55 milhão de doses em crianças de 6 meses a 6 anos (50,9%), somente 214,6 mil em gestantes (47,6%) e 41,6 mil em puérperas (56,2%). De modo similar, o grupo das pessoas com idade entre 55 e 59 anos registra menor procura, com apenas 823 mil vacinados (40,8%).
“A vacinação é fundamental, especialmente neste momento da pandemia de covid-19, pois ajuda a evitar doenças respiratórias causadas por gripes e resfriados que são mais frequentes nesta época do ano”, pontua a diretora de Imunização da Secretaria, Nubia Araújo.
Funcionários do Metrô, CPTM, Correios, agentes de limpeza urbana e pessoas em situação de rua também integram a campanha desde a última semana. Eles e demais pessoas que pertencem a outros grupos prioritários, mas ainda não estão imunizadas, devem comparecer em uma unidade básica de saúde até o dia 30.
Balanços
Em São Paulo, a cobertura vacinal atingiu 100% entre idosos (5,85 milhões vacinados); profissionais da saúde (1,5 milhão) e indígenas (6,7 mil). Em pessoas com doenças crônicas não transmissíveis e outras condições clínicas especiais, mais de 2,5 milhões de doses foram aplicadas.
Além disso, foram imunizados 275,8 mil professores; 18,8 mil doses foram aplicadas em pessoas com deficiência; foram vacinadas 219,6 mil pessoas do sistema prisional; 169 mil profissionais das forças de segurança e salvamento; 82,3 mil motoristas de transporte coletivo; 132,1 mil caminhoneiros; e 8,3 mil trabalhadores portuários. A meta da campanha é vacinar 90% da população-alvo de 17,7 milhões de moradores de São Paulo.
Neste ano, o Instituto Butantan entregou ao Brasil 75 milhões de doses da vacina, 10 milhões a mais na comparação com 2019. As doses são constituídas por três cepas de Influenza: A/Brisbane/02/2018 (H1N1)pdm09; A/South Austrália/34/2019 (H3N2); e B/Washington/02/2019 (linhagem B/Victoria).
Coronavírus
A vacina contra a gripe não imuniza contra o novo coronavírus, mas a campanha é fundamental para reduzir o número de pessoas com sintomas respiratórios nos próximos meses.
“Além de proteger a população contra a Influenza, precisamos minimizar o impacto sobre os serviços de saúde em meio a pandemia de covid-19, já que os sintomas destas doenças são semelhantes”, diz o Secretário de Estado da Saúde, José Henrique Germann.
A orientação aos profissionais que trabalham na campanha é para que haja organização da fila e do ambiente, com mesas e distanciamento de pelo menos 1 metro entre o anotador e o paciente. Cada profissional tem a recomendação de usar caneta própria e álcool deverá ficar disponível para uso.
Além disso, é importante realizar uma triagem com identificação de sintomático respiratório – presença de febre, tosse, coriza e falta de ar. Se a pessoa apresentar febre ou mau estado geral, deve ser colocada máscara no paciente e adiada a vacina, com recomendação para seguir o isolamento domiciliar. (Com Agência Brasil)






















