O Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) teve 5,78 milhões de inscritos. O balanço foi divulgado hoje dia 23, pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep). Destes, 5,68 milhões se cadastraram para fazer o exame impresso e outros 96 mil para a versão digital, que ocorrerá pela primeira vez.
O Enem ainda não tem data para ocorrer. Uma consulta está aberta até o dia 30 de junho para os participantes aos participantes opinarem sobre a data.
Segundo o Inep, o total marca um aumento de 13,5% em relação ao ano passado. O Instituto credita a ampliação dos participantes a fatores como a modalidade digital, extensão do período de pagamento e gratuidade automática. A modalidade sem custo foi utilizada por 83% dos inscritos.
Do total, 65,6% terminaram o ensino médio em anos anteriores, mais da metade tem mais de 20 anos de idade e 60% são mulheres. No recorte por cor, 47% são pardos, 34,7% são brancos, 13,3% são pretos e 2,2% são amarelos.
Consulta
A data depende agora da consulta aos participantes, promovida após reclamações de alunos diante do cenário da pandemia do novo coronavírus. Os estudantes podem escolher entre três alternativas de adiamento: Enem impresso: 6 e 13 de dezembro de 2020/Enem Digital: 10 e 17 de janeiro de 2021, Enem impresso: 10 e 17 de janeiro de 2021/Enem Digital: 24 e 31 de janeiro de 2021 e Enem impresso: 2 e 9 de maio de 2021/Enem Digital: 16 e 23 de maio de 2021. (Com Agência Brasil)
Foi inagurado, nesta terça dia 23, em Brasília, o Centro de Operações Espaciais Principal (Cope), unidade que ficará responsável pelo monitoramento e controle dos satélites brasileiros, especialmente do Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicações Estratégicas (SGDC). O presidente Jair Bolsonaro e diversas autoridades participaram da inauguração.
O SGDC entrou em órbita em 2017 e é o único satélite brasileiro com capacidade de fornecer conexão de internet banda larga de alta velocidade em qualquer parte do território nacional. De uso misto, civil e militar, o satélite também dá apoio às atividades das Forças Armadas em projetos estratégicos de defesa nacional.
"A partir de hoje, o Cope coordenará todas as atividades que façam uso de constelações de sistemas espaciais, oferecendo serviços de cunho militar e civil, nas áreas de comunicações, observação, mapeamento de informações, posicionamento e monitoramento espacial, com benefícios diretos e indiretos para usários da comunicação pública e da socidade brasileira", afirmou o tenente-brigadeiro do ar Antonio Carlos Moretti Bermúdez, comandante da Aeronáutica.
O Cope já é considerado a instalação do setor público mais moderna do país e conta com sistemas de operação de última geração, capazes de manter seu funcionamento em qualquer situação crítica.
"Todas essas obras e instalações foram concebidas com com nível máximo de segurança e disponibilidade de rede, possuindo todos os sistemas de conectividade, energia, climatização, automação e segurança redundantes", afirmou o presidente da Telebras, Waldemar Gonçalves Ortunho.
A estatal dá suporte nas políticas de conexão à internet por meio do satélite. Segundo Ortunho, a unidade está prestes a obter a certificação TIER IV, que confere o mais alto grau de confiabilidade de operação para sistemas de datacenter, assegurando a continuidade dos serviços em praticamente qualquer cenário.
"Quando a gente olha as necessidades do país, a gente vê tanto que um sinal de satélite, levar informação, quanto controlar nossas fronteiras, melhorar nossa agricultura, nosso meio ambiente, a Marinha com necessidade gigantesca em todo o nosso litoral. Satélites são essenciais para o Brasil. Nós temos aqui uma organização que tem essa capacidade", afirmou o ministro da Ciência, Tecnologia e Inovações, Marcos Pontes.
O ministro das comunicações, Fabio Faria, também destacou o papel do Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicações na oferta de internet de alta velocidade, especialmente para as áreas de educação e pesquisa. "O SGDC leva informação, conhecimento e segurança de todos os brasileiros. Ele permite ao governo ampliar a capacidade de conexão de internet banda larga para universidades, escolas, hospitais, centros de pesquisa e outros pontos de interesse público". (Com Agência Brasil)
Uma nuvem de gafanhotos que veio do Paraguai é monitorada pelo governo da Argentina.
O Senasa (Serviço Nacional de Saúde e Qualidade Agroalimentar) do país monitora o avanço nas províncias e alerta o Brasil sobre a aproximação, principalmente pelo Rio Grande do Sul.
Pelo mapa é possível ver regiões afetadas e as que indicam maior perigo.
Regiões como Santa Fé, Rosário, Entre Rios e Corrientes estão alerta de perigo. As fronteiras com Uruguai e Rio Grande do Sul também estão no mesmo estado.
Já na fronteira em Santa Caratina e parte do Paraná estão em "ameaça".
Nas redes sociais o Senasa informa a situação dos locais atingidos e orienta a população.
O gafanhoto se alimenta de vegetais, ele oferece risco às plantações, mas não transmitem doenças ou provocam lesões, ou seja, não são perigosos a humanos e animais. (Com Catve)
Um decreto do presidente Jair Bolsonaro, publicado nesta terça dia 23, no Diário Oficial da União, retifica a data de exoneração de Abraham Weintraub do cargo de ministro da Educação. No último sábado dia 20 o governo havia publicado a exoneração de Weintraub, quando ele já estava nos Estados Unidos. A publicação atualizada informa como data oficial do ato a sexta dia 19, um dia antes de Weintraub chegar ao país.
Em nota divulgada hoje, a Secretaria-Geral a Presidência da República justificou que a exoneração do ex-ministro foi publicada no sábado por ter sido o dia em que o pedido chegou às mãos do órgão. Segundo a Secretaria-Geral, o comunicado de Weintraub pedia a demissão a partir de sexta-feira. “A entrada oficial do documento na Secretaria-Geral da Presidência da República ocorreu no dia 22 de junho, segunda-feira. Entretanto, na carta, o então Ministro da Educação solicitou exoneração do cargo a contar de 19 de junho de 2020, motivo pelo qual o ato foi retificado”, diz um trecho da nota.
Investigação
Ontem dia 22, o Ministério Público junto ao Tribunal de Contas da União (TCU) ingressou com uma representação para que a corte investigue se houve participação irregular do Itamaraty na viagem do ex-ministro. Weintraub é investigado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) no inquérito das fake news.
"Entendo conveniente avaliar a regularidade da gestão do Ministério das Relações Exteriores acerca do uso do passaporte diplomático por parte do ex-ministro, tendo em vista que compete a essa pasta a regulamentação do uso dos passaportes diplomáticos, nos termos do art. 6º do Decreto nº 5978/2006, considerando que, uma vez inexistente finalidade pública na viagem realizada, o uso desse tipo de passaporte teria objetivado, conforme algumas notícias divulgadas em diversos veículos de mídia, evitar uma quarentena obrigatória para entrada nos Estados Unidos, devido à pandemia da Covid-19", diz a representação assinada pelo subprocurador-geral Lucas Rocha Furtado. (Com Agência Brasil)
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, assinou nesta segunda dia 22, uma ordem executiva (instrumento constitucional que dispensa a aprovação do congresso americano) que congela temporariamente a emissão de green cards, que são os vistos permanentes para estrangeiros, e também de certos vistos de trabalho emitidos para funcionários com habilidades técnicas consideradas valiosas, como pessoas que operam na indústria de tecnologia do Vale do Silício. A medida vale apenas até o final de 2020.
Visto para funcionários do setor de tecnologia com habilidades extraordinárias Visto para trabalho temporário definido Visto para cônjuges de portadores do H-1B Visto para estudantes e universitários Visto para executivos e administradores de multinacionais.
De acordo com a proclamação emitida pela Casa Branca, a medida visa assegurar que americanos nativos tenham prioridade em vagas que são comumente disputadas por imigrantes portadores de certos tipos de visto. A ordem executiva não altera, no entanto, vistos já emitidos.
De acordo com o documento, as medidas asseguram que certas faixas etárias encontrem menos competição estrangeira ao buscar uma oportunidade de emprego em meio à pandemia do novo coronavírus. “Entre fevereiro e abril de 2020, mais de 17 milhões de empregos nos Estados Unidos foram cedidos a pessoas que solicitaram vistos H-2B, H-1B e L. Os jovens americanos, que competem com certos aplicantes para o visto tipo J, têm tido alta taxa de desemprego: 29,9% para a faixa entre 16 a 19 anos, e 23,2% para a faixa entre 20 e 24 anos. A assimilação de trabalhadores nessas faixas, portanto, apresenta perigo significativo nas oportunidades de emprego para americanos afetados pelo problema econômico extraordinário causado pela pela pandemia de covid-19.”
Segundo dados divulgados pela Casa Branca, 525 mil pessoas serão afetadas pelas medidas. Outras 170 mil não terão mais nenhum andamento no processo de requisição de green cards, que só deverá ser retomado no ano que vem.
Tipos de visto
De acordo com as normas americanas para emissão de visto, cada categoria tem um propósito diferente para o mercado de trabalho. O visto H-1B é dado a trabalhadores oriundos da Índia que atuam no Vale do Silício. Em 2019, cerca de 225 mil inscrições foram feitas para esse tipo de visto, mas apenas 85 mil foram concedidos.
Os vistos do tipo H-2B são dados a trabalhadores temporários, que possuem definição de entrada e saída do país. O visto J-1 é dado para estudantes de intercâmbio e alunos de universidades, além de babás. Professores e pesquisadores não estão inclusos, e poderão continuar solicitando esse tipo de visto. Executivos, gerentes e administradores de grandes empresas multinacionais - categoria do tipo L de visto - não poderão requisitar vistos de trabalho até o final do ano. (Com Agência Brasil)
A economia brasileira deve apresentar queda forte no primeiro semestre deste ano, seguida de recuperação gradual a partir do terceiro trimestre.
A previsão é do Banco Central (BC), que divulgou hoje (23), em Brasília, a ata da última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), realizada na semana passada, quando o Copom reduziu a taxa básica de juros, a Selic, em 0,75 ponto percentual para 2,25% ao ano.
Segundo a ata, os membros do Copom (formado pela diretoria do BC) avaliaram que “os dados relativos ao segundo trimestre corroboram a perspectiva de forte contração do PIB (Produto Interno Bruto - a soma de todas as riquezas produzidas pelo país) no período e sugerem que a atividade atingiu o seu menor patamar em abril, havendo recuperação apenas parcial em maio e junho”.
“O Copom considera uma queda forte do PIB na primeira metade deste ano, seguida de uma recuperação gradual a partir do terceiro trimestre”, acrescentou.
Próximos passos
Na ata, o Copom reforça que um eventual futuro corte na Selic será “residual”. Para o Copom, a Selic chegou a um nível muito baixo e manutenção da taxa depende do controle das contas públicas.
“Neste momento, a conjuntura econômica prescreve estímulo monetário [taxa de juros baixa] extraordinariamente elevado, mas reconhece que o espaço remanescente para a utilização de política monetária é incerto e deve ser pequeno.
O comitê avaliou que a trajetória fiscal ao longo do próximo ano e a percepção sobre sua sustentabilidade serão decisivas para determinar o prolongamento do estímulo”, destaca.
Na ata, o BC disse que o comitê retomou a discussão sobre um potencial limite mínimo para a taxa básica de juros brasileira.
“Para a maioria dos membros do Copom, esse limite seria significativamente maior em economias emergentes do que em países desenvolvidos devido à presença de um prêmio de risco [retorno adicional cobrado por investidores para aceitar correr maior grau de risco]”, explicou a ata do Copom.
Para o Copom, esse prêmio de risco é maior no Brasil, “dadas a sua relativa fragilidade fiscal e as incertezas quanto à sua trajetória fiscal prospectiva”.
“Nesse contexto, já estaríamos próximos do nível a partir do qual reduções adicionais na taxa de juros poderiam ser acompanhadas de instabilidade nos preços de ativos e potencialmente comprometer o desempenho de alguns mercados e setores econômicos”, disse o BC.
A ata ainda afirmou que o comitê também refletiu sobre a importância relativa dos componentes principais do custo de crédito, e ressaltou que o prêmio por liquidez parece prevalecer no momento. “Esse conjunto de fatores e questões prudenciais justificam cautela na condução da política monetária [definição da Selic]”, disse a ata.
Pandemia
Para os membros do Copom, o impacto da pandemia da covid-19 na economia brasileira será desinflacionário, associado ao aumento do nível de ociosidade da economia.
“A elevação abrupta da incerteza sobre a economia deve resultar em aumento da poupança precaucional e consequente redução significativa da demanda agregada”, acrescentou. Entretanto, o comitê ponderou que programas de estímulo creditício e de recomposição de renda têm potencial de recompor parte significativa da demanda por bens e serviços, perdida devido aos efeitos da pandemia. “Com isso, a recuperação da economia pode ser mais rápida que a sugerida no cenário base”.
Estimativa de inflação
Na ata, o Copom destacou que as projeções para a inflação estão abaixo da meta estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN) que deve ser perseguida pelo Banco Central.
Para 2020, o Conselho Monetário Nacional (CMN) estabeleceu meta de inflação de 4%, com margem de tolerância de 1,5 ponto percentual.
O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), portanto, não poderá superar 5,5% neste ano, nem ficar abaixo de 2,5%. A meta para 2021 foi fixada em 3,75%, também com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual.
A projeção do Copom é que inflação pelo IPCA termine este ano em 2% e chegue a 3,2% em 2021. Esse cenário considera que a Selic encerrará 2020 em 2,25% ao ano e se elevará até 3% ao ano em 2021. A taxa de câmbio será de R$ 4,95.
No curto prazo, a inflação “tende a mostrar elevação refletindo, principalmente, os impactos da reversão do comportamento dos preços internacionais de petróleo e de reajustes de preços de itens administrados que foram postergados”. (Com Agência Brasil)








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