O presidente do Banco Central (BC), Roberto Campos Neto, afirmou hoje dia 9, que o novo sistema de pagamentos instantâneos, o Pix, vai reduzir os custos para as empresas e proporcionará mais eficiência no fluxo de caixa. Campos Neto participou da abertura do seminário virtual Conexão Pix.

“É muito importante entender essa mudança que estamos passando e como isso tem sido intensificado pela crise, pela pandemia. A gente vê o número de pagamentos digitais crescendo. Há um movimento de inovação que se acelerou em várias áreas”, afirmou.
Segundo Campos Neto, o custo operacional para as empresas será reduzido e terão facilidade no recebimento de pagamentos e redução de gastos com transporte de dinheiro. “É um instrumento que faz com que a gestão de fluxo de caixa atinja um novo patamar de eficiência. Menos custos significa mais margem [de lucro] para quem está de um lado e menos preço para quem está no outro”, destacou.
O Pix entrará em funcionamento em 16 de novembro deste ano. As transações com a nova ferramenta, que funcionará 24 horas por dia, poderão ser feitas por meio de QR Code (versão avançada do código de barras lida pela câmera do celular) ou com base na chave cadastrada. (Com Agência Brasil)
O ministro da Economia, Paulo Guedes, disse hoje dia 9, que a reforma administrativa deve gerar cerca de R$ 300 bilhões de cortes de gastos, em 10 anos. Ele participou de evento virtual promovido pelo Instituto de Direito Público (IDP) sobre a reforma administrativa.

“Nossos cálculos iniciais é que essa reforma na formatação que enviamos vai cortar [cerca de] R$ 300 bilhões, ao longo de 10 anos”, disse.
De acordo com o ministro, essa estimativa considera a reforma como foi enviada ao Congresso Nacional, ainda sem alterações que poderão ser feitas pelos parlamentares. Também foi considerada a taxa de reposição de servidores que se aposentam de 60% ou 70% e a redução de salário de entrada no serviço público.
Guedes defendeu que o teto de salário de carreiras seja elevado, para reter talentos considerando a meritocracia e graus de responsabilidade. Ele disse que atualmente os salários não refletem o desempenho dos servidores e é “uma distribuição quase socialista”.
O ministro destacou ainda que a proposta prevê aumento de produtividade e considera a digitalização dos serviços públicos. “Vamos digitalizar todo o serviço público”, disse. (Com Agência Brasil)
Um suposto esquema criminoso para o favorecimento de empresas em contratos para merenda escolar e a produção de videoaulas, realizados pela Secretaria de Educação do Distrito Federal, são alvo de duas operações da Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) nesta quarta dia 9.
A operação cumpre 26 mandados de busca e apreensão. As investigações do Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) e da Polícia Civil apontam para diversas práticas delituosas como um possível conluio de grandes empresários do ramo alimentício para fraudar licitações referentes à alimentação escolar. Também está sob investigação o direcionamento do edital de licitação referente a denominada terceirização da merenda para empresas prédeterminadas, irregularidades na contratação de produção de videoaulas e ainda a alteração de parâmetros nutricionais de proteína, sem nenhuma justificativa, beneficiando diretamente os fornecedores.
São Paulo e Piauí
Além de Brasília, os alvos são dos estados de São Paulo e Piauí. A investigação faz parte da operação Self-Service, deflagrada hoje (9) e da operação Fames, que já está na segunda fase. Ambas são coordenadas pela Divisão Especial de Repressão à Corrupção da (Cecor), em parceria com o Ministério Público do Distrito Federal (MPDFT) e com a Controladoria-Geral da União (CGU).
Os nomes dos envolvidos não foram divulgados. Os mandados de busca e apreensão estão sendo cumpridos em órgãos públicos, em residências de servidores e ex-servidores, além de empresas envolvidas nas licitações.
Segundo a Polícia Civil do DF, o termo Fames é uma referência à deusa da fome, da mitologia romana, por causa das irregularidades nos contratos do ramo alimentício. Já o termo Self Service, que em tradução livre significa autosserviço, foi escolhido pelo fato dos suspeitos atenderem interesses privados.
A Secretaria de Educação do DF ainda não se manifestou sobre o caso. (Com Agência Brasil)
O Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), que mede a variação de preços da cesta de compras de famílias com renda até cinco salários mínimos, registrou inflação de 0,36% em agosto deste ano. A taxa é inferior à observada no mês anterior (0,44%), segundo dados divulgados hoje (9) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Esse é o maior resultado para um mês de agosto desde 2012, quando o INPC ficou em 0,45%. O indicador também ficou acima da inflação oficial, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que ficou em 0,24% no mês de agosto deste ano.
O INPC acumula taxas de inflação de 1,16% no ano e de 2,94% nos últimos 12 meses. Em ambos os casos, o indicador ficou acima da inflação oficial, que acumula taxas de 0,70% no ano e de 2,44% em 12 meses.
Em agosto, os alimentos tiveram alta de preços de 0,80%, enquanto os produtos não alimentícios subiram 0,23%. (Com Agência Brasil)
A Pesquisa Industrial Mensal Regional, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), revela aumento da produção do setor em 12 dos 15 locais analisados, no mês de julho. A alta é reflexo da ampliação do movimento de retorno ao trabalho de unidades produtivas.

As maiores altas na comparação mensal foram nos estados do Ceará, com crescimento de 34,5%, e Espírito Santo, onde houve aumento de 28,3%. O IBGE destaca que o crescimento de 8,6% em São Paulo foi a principal influência no resultado nacional, já que o estado tem o maior parque industrial do país, com destaque para o bom desempenho dos setores de alimentos e de veículos automotores, além das máquinas e equipamentos.
O ganho acumulado em São Paulo nos três meses seguidos de crescimento é de 32%, ainda abaixo das perdas relacionadas à pandemia, já que indicador está 6% abaixo do índice de fevereiro. No Ceará, as altas foram nos setores de couro, artigos de viagens, calçados e vestuário, com alta acumulada de 92,5% em três meses seguidos de crescimento, ficando 1% abaixo do patamar pré-pandemia. O avanço acumulado em dois meses no Espírito Santo soma 28,6%.
Também registraram alta acima da média da indústria nacional em julho os estados do Amazonas (14,6%), Bahia (11,1%), Santa Catarina (10,1%), Pernambuco (9,5%) e Minas Gerais (9,2%). Completam a lista das altas no mês o Rio de Janeiro (7,6%), Rio Grande do Sul (7,0%) e Pará (2,1%). Registraram baixa em julho o Paraná (-0,3%), Goiás (-0,3%) e o Mato Grosso, que caiu 4,2% após dois meses de alta.
Na comparação anual o resultado é negativo em oito dos 15 locais pesquisados pelo IBGE, com queda de 3% na produção nacional. O Espírito Santo (-13,4%) e o Paraná (-9,1%) tiveram as quedas mais acentuadas na comparação com julho de 2019. Também registraram queda o Pará (-7,5%), Rio Grande do Sul (-7,5%), Bahia (-5,7%), Santa Catarina (-4,9%), Mato Grosso (-4,4%) e São Paulo (-3,3%).
As altas em relação a julho do ano passado foram registradas em Pernambuco, que cresceu 17%, Amazonas (6%), Goiás (4%), Ceará (2,7%), Minas Gerais (1,5%), Rio de Janeiro (1%) e Nordeste (0,9%).
*Matéria alterada para correção no título e primeiro parágrafo. As informações publicadas incialmente, às 10h12, se referiam à pesquisa nacional, divulgada no último dia 3. (Com Agência Brasil)
Entre 2016 e o fim de 2019, os investimentos feitos em estoque de capital no Brasil não conseguiram superar a depreciação da estrutura produtiva que já existia, diz estudo divulgado hoje ontem dia 8, pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea). Como resultado, o estoque de capital usado para produzir diminuiu ao longo do período e voltou a aumentar somente no início deste ano.
Os dados constam da pesquisa Estoque de Capital Fixo no Brasil: Séries Desagregadas Anuais, Trimestrais e Mensais, que foi divulgada pela primeira vez nesta terça-feira e deve ser atualizada trimestralmente.
A redução de capital constatada após a crise econômica que começou em 2014 foi a primeira desde 1947, segundo o Ipea. Como o país havia expandido sua capacidade produtiva nos anos anteriores, a depreciação desse capital continuou crescendo nos anos seguintes. Por outro lado, os investimentos na formação de capital, como máquinas e construção, começaram a cair a partir da recessão, e o resultado foi um investimento líquido negativo, explica o diretor de Estudos e Pesquisas Macroeconômicas do Ipea, José Ronaldo Souza Júnior.
"O estoque de capital vai se deteriorando com o tempo. E parte dos investimentos é justamente para cobrir essa depreciação, repor essa depreciação. Nesse período de 2016 a 2019, o investimento era tão baixo que sequer era suficiente para repor a depreciação. Tudo que era investido era para repor a deterioração, de tal forma que a capacidade produtiva estava diminuindo ao longo do tempo".
Souza Júnior afirma que a reação do investimento líquido veio com o crescimento do investimento bruto, iniciado em 2017, e a queda da depreciação, com a redução do estoque de capital.
"Só no início de 2020, a gente começou a ter dados positivos de investimento líquido", diz o diretor do Ipea. Ele pondera que a pandemia de covid-19 já trouxe uma nova queda dos investimentos no segundo trimestre deste ano. "A gente espera que se isso se recupere no segundo semestre. Não totalmente, mas que haja uma recuperação parcial."
O Ipea ressalta que as informações referentes a 2018 e 2019 são preliminares e devem ser revistos quando forem divulgados os dados anuais completos, que constaram no Sistema de Contas Nacionais, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
(Com Agência Brasil)























