O Índice Geral de Preços – Disponibilidade Interna (IGP-DI) registrou inflação de 3,30% em setembro deste ano. A taxa é inferior à observada no mês anterior, que havia sido de 3,87%. Segundo a Fundação Getulio Vargas (FGV), o índice de inflação nacional acumula taxas de 14,80% no ano e de 18,44% em 12 meses.
A queda da taxa de agosto para setembro foi puxada pelo Índice de Preços ao Produtor Amplo, que mede o atacado, cuja inflação recuou de 5,44% em agosto para 4,38% em setembro.
Por outro lado, as taxas de inflação do Índice de Preços ao Consumidor, que mede o varejo, e o Índice Nacional de Custo da Construção tiveram alta no período. A taxa dos preços ao consumidor subiu de 0,53% em agosto para 0,82% em setembro. Já a inflação do custo da construção passou de 0,72% para 1,16%.
(Com Agência Brasil)
O Indicador Antecedente de Emprego (IAEmp), divulgado hoje dia 7, no Rio de Janeiro, pelo Instituto Brasileiro de Economia (Ibre) da Fundação Getulio Vargas, mostra que permanece negativa a percepção sobre o mercado de trabalho no país. 

Apesar do aumento de 7,2 pontos em setembro, para 82,0 pontos, o quinto mês seguido de alta, houve uma desaceleração no indicador a partir de julho. Segundo a FGV, em médias móveis trimestrais, o IAEmp avançou 8,4 pontos, indo para 74,3 pontos.
Rodolpho Tobler, economista da FGV/Ibre, explica que a alta de setembro aproxima o IAEmp dos níveis pré-pandemia, que não estavam muito elevados, de acordo com a série histórica. O pico de alta do indicador foi março de 2018, ficando acima de 105 pontos. Em março de 2020 houve uma queda brusca, para menos de 45.
“Para os próximos meses, ainda é possível enxergar fatores que podem adicionar riscos à sustentabilidade da retomada, como a elevada incerteza e o fim dos programas governamentais de apoio nesse período da pandemia”, observou.
Já o Indicador Coincidente de Desemprego (ICD) se manteve estável em setembro, em 96,4 pontos. Segundo o Ibre/FGV, o ICD tem um sinal semelhante ao da taxa de desemprego, com um número menor indicando um melhor resultado.
Em médias móveis trimestrais, o ICD apresentou recuo de 0,3 ponto, para 96,7 pontos. O indicador se mantém nesse patamar, com pouca variação, desde setembro de 2015. Até março de 2014, o ICD estava em patamares na faixa de 65 pontos.
Tobler afirma, ainda, que o resultado do mês indica a percepção negativa. “O resultado de setembro ainda mostra que há uma percepção negativa sobre o mercado de trabalho. Apesar da tímida redução na margem, o alto patamar indica que há um longo caminho de recuperação”, afirmou.
Destaques
Todos os sete componentes do IAEmp seguem em alta, como nas duas análises anteriores, mas com ritmo mais lento. O destaque do mês foi o indicador da Indústria de Tendência de Negócios, que subiu 16,2 pontos, para 117,4 pontos.
Todos os indicadores cresceram menos em relação ao mês anterior, exceto os indicadores do Consumidor de Emprego Futuro e de Serviços de Emprego Previsto.
Com relação ao ICD, a queda ocorreu apenas para famílias de renda mensal entre R$ 2,1 mil e R$ 4,8 mil. O indicador de Emprego Local atual para esta faixa subiu 1,9 ponto na margem.
O IAEmp combina séries de dados extraídas das Sondagens da Indústria, de Serviços e do Consumidor, com o objetivo de antecipar os rumos do mercado de trabalho no país. O ICD utiliza dados desagregados em quatro classes de renda familiar da Sondagem do Consumidor, para captar a percepção a respeito da situação presente do mercado de trabalho. (Com Agência Brasil)
A Polícia Federal deflagrou na manhã desta quarta dia 7, a Operação Apocalipse. O alvo é uma uma organização criminosa que atuava em São Miguel do Iguaçu, no oeste do Paraná. As investigações revelaram indícios de que a organização criminosa infiltrada na prefeitura, era especializada em fraudes em licitações, desvio de recursos públicos, falsidade e uso de documentos e lavagem de dinheiro.

As irregularidades ocorriam em secretarias relacionadas à saúde pública, limpeza urbana, esporte e cultura. Segundo a apuração, as empresas selecionadas, algumas delas apenas de fachada, estavam relacionadas, direta ou indiretamente, a um empresário municipal. Na ação estão sendo cumpridos 51 mandados de busca e apreensão e 44 ordens de afastamento de sigilo bancário e fiscal, além de dois mandados de prisão preventiva e quatro de prisão temporária. Além destas medidas, 30 ordens específicas fizeram o bloqueio contas bancárias e de patrimônio estimados em R$ 20 milhões .
“Com os contratos em vigor, foram realizadas inúmeras manobras ardilosas que possibilitaram o desvio de recursos públicos e enriquecimento ilícito daqueles que foram identificados como os supostos líderes da organização criminosa. Essas práticas possibilitaram uma exponencial evolução patrimonial de alguns investigados, cujos bens estavam ocultados em nome de interpostas pessoas, mas foram revelados pelas medidas investigativas adotadas no bojo da presente investigação”, diz nota da PF.
Entre 2013 e 2020, em 25 licitações, foram movimentados mais de R$ 60 milhões de verbas públicas por meio de 25 contratos celebrados com as empresas do grupo. Há elementos que indicam que até licitações relacionados ao combate da pandemia causada pelo novo coronavírus foram manipuladas pela organização criminosa.
A operação, batizada de “Apocalipse”, tem seu nome relacionado ao padroeiro da cidade onde os fatos foram praticados, Arcanjo Miguel, o qual é reportado no livro de Apocalipse como um guerreiro na luta contra o mal. (Com Agência Brasil)
O porta-voz da Presidência da República, general Otávio Rêgo Barros, foi exonerado do cargo. Em agosto, o governo anunciou que o posto seria desativado com a criação do Ministério das Comunicações. A exoneração foi publicada hoje dia 7, no Diário Oficial da União e assinada pelo ministro-chefe da Casa Civil, Walter Braga Netto.

Até integrar a equipe do presidente Jair Bolsonaro, em janeiro de 2019, o general era o chefe do Centro de Comunicação Social do Exército, cargo que ocupava desde 2014. Nessa função, Rêgo Barros era um dos principais assessores do então comandante do Exército, general Eduardo Villas Bôas, que também havia deixado o posto para integrar a equipe do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), a convite do presidente.
Em 2019, o porta-voz costumava falar diariamente com a imprensa no Palácio do Planalto, atualizando informações do governo e respondendo perguntas dos jornalistas. Em 2020, entretanto, o briefing diário não aconteceu mais, mesmo antes da pandemia de covid-19.
Rêgo Barros é general de divisão do Exército e passou para a reserva em julho do ano passado. Já foi assessor da extinta Secretaria de Assuntos Estratégicos (SAE), onde participou da organização do livro Desafios Estratégicos para a Segurança e Defesa Cibernética. Atuou na Cooperação Militar Brasileira no Paraguai e na missão de paz das Nações Unidas no Haiti, a Minustah.
Entre as missões como oficial general, Rêgo Barros comandou a força de pacificação nos complexos do Alemão e da Penha, no Rio de Janeiro, e a segurança da Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, a Rio+20.
Natural de Recife, o ex-porta-voz da Presidência tem 60 anos e ingressou na carreira militar em 1975, como aluno da Escola Preparatória de Cadetes do Exército. (Com Agência Brasil)
A Associação dos Membros dos Tribunais de Contas do Brasil (Atricon) e o Instituto Rui Barbosa (IRB), por meio do Comitê Técnico de Educação do IRB (CTE-IRB), aderiram à campanha Fora da escola não pode, desenvolvida pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) em parceria com a União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime) e o Colegiado Nacional de Gestores Municipais de Assistência Social (Congemas).

O acordo prevê ações de colaboração voltadas à capacitação, ao monitoramento, ao engajamento e à mobilização dos gestores públicos municipais, distritais e estaduais e outros agentes para enfrentamento da exclusão escolar e da cultura do fracasso escolar na educação básica.
Segundo a Atricon, a campanha disponibiliza materiais com orientação para ajudar o trabalho de mobilização e de engajamento das escolas, das famílias, da gestão pública e da mídia. A ideia é ajudar os municípios e estados a montarem suas próprias campanhas de comunicação para o enfrentamento do abandono e evasão escolar.
Entre os conteúdos disponibilizados está o Guia Busca Ativa Escolar em Crises e Emergências. A publicação apresenta uma série de orientações e recomendações para enfrentamento do tema. Para acessar o material basta acessar a página da campanha.
Outro material disponível é um guia para uso de uma ferramenta de acompanhamento da frequência escolar, utilizada para ajudar os gestores no acompanhamento da situação nas redes municipais e estaduais e assim tomar decisões rápidas a fim de prevenir o abandono escolar. (Com Agência Brasil)
A área mais impactada pela pandemia do novo coronavírus no âmbito dos municípios brasileiros foi a educação, seguida pela geração de empregos. Nove em cada dez cidades passaram a realizar aulas remotas, tanto na rede de ensino público, quanto na particular. Os dados constam da pesquisa Impactos da Covid-19 nos Municípios divulgada hoje dia 6, pelo Programa Cidades Sustentáveis e pelo Ibope Inteligência.

O levantamento foi feito com prefeitos, secretários e gestores de 302 municípios. O objetivo foi mapear ações que vêm sendo tomadas pela gestão pública municipal para o enfrentamento da pandemia e quais os impactos já sentidos pelas cidades.
Praticamente sete em cada dez prefeituras avaliam como muito alto ou alto os impactos da pandemia nas contas públicas e um quarto relataram que o impacto é médio. Em 73% das cidades, a pandemia afetou muito os programas e medidas previstos para o desenvolvimento dos municípios e em 27% afetou pouco.
“A suspensão das aulas, as campanhas de prevenção, a proibição de grandes eventos e aglomerações, a criação de políticas de assistência social às pessoas mais vulneráveis, incluindo a distribuição de cestas básicas, os investimentos emergenciais na área da saúde estão entre as medidas mais adotadas pelas prefeituras”, disse Patrícia.
Dificuldade de testagem
A pesquisa também mostrou que cerca de dois terços dos municípios encontram alguma dificuldade para disponibilizar testes de sorologia e o RT-PCR para detectar a covid-19 para a população, enquanto cerca de seis em cada dez têm dificuldade para disponibilizar testes rápidos, medicamentos e insumos para o tratamento dos sintomas de pessoas com suspeita ou confirmação de covid-19.
Por outro lado, 51% do universo de cidades pesquisadas disse não ter nenhuma dificuldade em disponibilizar os equipamentos de proteção individual (EPIs) aos profissionais da saúde, 38% informaram ter alguma dificuldade e 11% revelaram ter muita dificuldade de fornecer os EPIs.
Quase a metade dos gestores avalia que a violência contra a mulher se manteve estável durante a pandemia, enquanto cerca de dois quintos afirmaram que houve aumento de casos. Oito em cada dez municípios têm um canal ou algum outro meio para receber denúncias de casos de violência contra a mulher.
Índice de enfrentamento
Os municípios brasileiros têm uma capacidade média de enfrentamento à pandemia de covid-19, segundo metodologia desenvolvida pelo Programa Cidades Sustentáveis e pelo Ibope Inteligência. O Índice das Cidades no Enfrentamento da Covid-19 (Icec) considera os resultados de 54 itens apurados durante a coleta dos dados e medidas adotadas na tentativa de minimizar os impactos econômicos.
O Icec apurou que cerca de um terço dos municípios têm capacidade alta de lidar com a pandemia. Praticamente dois terços dos municípios da região Sudeste estão no agrupamento de capacidade média; nas regiões Nordeste, Norte e Centro-Oeste, as cidades se dividem quase que na mesma proporção entre o grupo de capacidade média e o de capacidade alta. Cerca de dois quintos dos municípios mais populosos e capitais encontram-se no grupo de capacidade alta.
O levantamento mostrou que durante a pandemia do novo coronavírus, os municípios brasileiros trabalharam de forma a divulgar informações gerais sobre a covid-19: o número de casos e óbitos, os gastos, além da disponibilização de canais para atender as demandas da população.
O estudo também apontou que as administrações municipais seguiram protocolos e tomaram uma série de providências, principalmente com apoio dos governo estadual e federal, para enfrentar a covid-19 e minimizar seu impacto na economia.
Para o coordenador-geral do Programa Cidades Sustentáveis, Jorge Abrahão, o país já enfrentava um período pré-pandemia de grande desigualdade social e com a economia em dificuldade, o que já trazia pressão nas contas públicas dos municípios. “Quando entramos na pandemia, tudo isso acaba de alguma forma se acirrando”.
As entrevistas foram realizadas entre 27 de julho e 14 de setembro e a amostra considera as proporções de região, porte e condição dos 302 municípios. A margem de erro é de 6 pontos percentuais e o índice de confiança é de 95%. A iniciativa tem a parceria do projeto CITInova e o apoio da Frente Nacional de Prefeitos (FNP), Associação Brasileira de Municípios (ABM) e Instituto Arapyaú. (Com Agência Brasil)





















