Influenciado por notícias positivas do exterior e do Brasil, o mercado financeiro teve um dia de tranquilidade nesta quinta dia 8. O dólar caiu pela primeira vez em três dias. A bolsa de valores teve forte alta, ajudada por ações de bancos.

O dólar comercial encerrou o dia vendido a R$ 5,589, com recuo de R$ 0,035 (-0,62%). A divisa começou o dia em alta, chegando a R$ 5,64 por volta das 10h. Ao longo da sessão, no entanto, a cotação foi caindo até fechar próxima da mínima do dia.
No mercado de ações, o índice Ibovespa, da B3, fechou esta quinta-feira aos 97.920 pontos, com alta de 2,51%. O indicador operou em alta durante todo o dia, amparado por ações de bancos, que registraram forte valorização.
No noticiário externo, comentários do presidente norte-americano, Donald Trump, indicaram uma possível retomada das negociações de um novo pacote de estímulos para a maior economia do planeta, afetada pela pandemia de covid-19. Ontem (7), Trump tinha pedido a aprovação de leis menores e de medidas de ajuda a companhias aéreas até que o Congresso dos Estados Unidos retome as discussões em torno do pacote, depois das eleições de novembro.
A presidente da Câmara dos Deputados dos Estados Unidos, Nancy Pelosi, disse que a proposta estímulos para companhias aéreas é uma questão de segurança nacional e que só pode ser aprovada no Congresso com garantias de que os parlamentares trabalharão em um pacote de auxílio mais abrangente.
No Brasil, a reação do comércio em setembro contribuiu para animar o mercado. Segundo a Pesquisa Mensal de Comércio (PMC), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o setor varejista registrou, no mês passado, o maior volume de vendas da série histórica. O indicador reforça a percepção de retomada da economia brasileira. (Com Agência Brasil)
A Organização Mundial da Saúde (OMS) relatou um aumento diário recorde de casos globais do novo coronavírus nessa quinta dia 8, quando o total foi de 338.779 em 24 horas, liderado por uma disparada de infecções na Europa.

A Europa relatou 96.996 casos novos, o maior total da região já registrado pela OMS. As mortes globais aumentaram 5.514 e chegaram a 1,05 milhão.
O recorde anterior de casos novos notificados pela OMS foi de 330.340 no dia 2 de outubro. A agência registrou o recorde de 12.393 mortes em 17 de abril.
Como região, a Europa está relatando mais casos do que a Índia, o Brasil ou os Estados Unidos. A Índia relatou 78.524 casos novos, seguida pelo Brasil com 41.906 e os EUA com 38.904, de acordo com a OMS, cujos dados são menos atualizados do que os relatórios diários de cada país.
De acordo com uma análise dos dados nacionais mais recentes feita pela Reuters, as infecções de covid-19 estão aumentando em 54 países, o que inclui disparadas na Argentina, no Canadá e na maior parte da Europa.
As infecções no Reino Unido atingiram níveis recordes, com mais de 17 mil novos casos registrados ontem.
As novas infecções diárias de covid-19 na França continuaram acima do patamar recorde de 18 mil pelo segundo dia nessa quinta-feira e novas restrições foram impostas para conter o surto.
O número médio de novas infecções na Bélgica aumentou durante sete dias seguidos, e também ontem a Alemanha relatou seu maior aumento diário de casos novos desde abril.
Nos EUA, que têm o maior número total de casos e mortes do mundo, as novas infecções estão crescendo, assim como o número de pacientes de covid-19 hospitalizados desde o início de setembro. (Com Agência Brasil)
O Índice Geral de Preços-Mercado (IGP-M), usado no reajuste de contratos de aluguel, registrou inflação de 1,97% na primeira prévia de outubro. A taxa é inferior aos 4,41% da primeira prévia de setembro. Os dados, divulgados hoje dia 9 no Rio de Janeiro, são da Fundação Getulio Vargas (FGV).

Com o resultado da prévia de outubro, o IGP-M acumula 18,01% no ano e 19,45% em 12 meses.
A queda da taxa foi puxada pelos preços no atacado, medidos pelo Índice de Preços ao Produtor Amplo, cuja inflação passou de 6,14% na prévia de setembro para 2,45% na prévia de outubro.
Ao mesmo tempo, os preços no varejo e na construção civil tiveram alta. O Índice de Preços ao Consumidor, que mede o varejo, subiu de 0,35% para 0,64% no período. Já o Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) aumentou de 0,88% para 1,26%. (Com Agência Brasil)
O Ministério da Educação (MEC) vai prorrogar o prazo para inscrições em vagas remanescentes do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) do segundo semestre de 2020. De acordo com comunicado na página do Fies na internet, a alta procura pelas inscrições ocasionou sobrecarga e instabilidade no sistema. O processo está suspenso e um novo cronograma será divulgado em edital específico.

As inscrições começaram na última segunda-feira (6) e, segundo o comunicado, quem já se inscreveu não será prejudicado. A ampliação do prazo será proporcional ao tempo em que a plataforma ficou indisponível para os candidatos.
Os três primeiros dias de inscrições (6 a 8/10), estavam reservados para a oferta exclusiva de vagas para os cursos prioritários, como os da área de saúde, engenharias, licenciaturas e ciência da computação. Os candidatos não matriculados em uma instituição de ensino superior poderiam se inscrever até 13 de outubro. E aqueles já matriculados teriam prazo até o dia 13 de novembro para realizar suas inscrições.
As vagas remanescentes são aquelas que não foram ocupadas no decorrer do processo seletivo regular, por desistência dos candidatos pré-selecionados ou falta de documentação na contratação do financiamento, por exemplo. Nessa etapa, estão sendo ofertadas 50 mil vagas.
O processo de ocupação das vagas remanescentes é diferente dos processos regulares de seleção do Fies e ocorrerá de acordo com a ordem de conclusão das inscrições. Por essa razão, o MEC alerta que o candidato que precisar alterar alguma informação na inscrição já concluída no sistema deve ficar atento porque terá que cancelá-la para depois realizar uma nova inscrição. Dessa forma, a mesma vaga escolhida anteriormente poderá ser ocupada por outro candidato que tiver concluído a inscrição antes.
Para se inscrever, é necessário ter participado de uma das edições do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), a partir de 2010, ter obtido no mínimo 450 pontos na média das cinco provas do exame e não ter zerado a prova de redação. O interessado precisa ainda ter renda mensal bruta de até três salários mínimos por pessoa da família.
O Fies é o programa do governo federal que tem o objetivo de facilitar o acesso ao crédito para financiamento de cursos de ensino superior oferecidos por instituições privadas. Criado em 1999, ele é ofertado em duas modalidades desde 2018, por meio do Fies e do Programa de Financiamento Estudantil (P-Fies).
O primeiro é operado pelo governo federal, sem incidência de juros, para estudantes que têm renda familiar de até três salários mínimos por pessoa; o percentual máximo do valor do curso financiado é definido de acordo com a renda familiar e os encargos educacionais cobrados pelas instituições de ensino. Já o P-Fies funciona com recursos dos fundos constitucionais e dos bancos privados participantes, o que implica cobrança de juros. (Com Agência Brasil)
A Caixa Econômica Federal paga hoje dia 9, o auxílio emergencial para 3,6 milhões de brasileiros nascidos em abril. Serão liberados R$ 1,6 bilhão para beneficiários que não fazem parte do Bolsa Família, no ciclo 3 de pagamentos do programa.

Do total, 1,4 milhão receberão R$ 900 milhões referentes as parcelas do auxílio emergencial. Os demais, 2,2 milhões, serão contemplados com a primeira parcela do auxílio emergencial extensão, em um montante de R$ 700 milhões.
Os recursos estarão disponíveis para movimentação na poupança social digital e poderão ser movimentados pelo aplicativo Caixa Tem. Com ele é possível fazer compras na internet e nas maquininhas em diversos estabelecimentos comerciais, por meio do cartão de débito virtual e QR Code. O beneficiário também pode pagar boletos e contas, como água e telefone, pelo próprio aplicativo ou nas casas lotéricas.
O calendário de pagamentos do auxílio emergencial é organizado em ciclos de crédito em conta poupança social digital e de saque em espécie. Os beneficiários recebem a parcela a que têm direito no período, de acordo com o mês de nascimento. Saques e transferências para quem recebe o crédito nesta sexta-feira serão liberados a partir do dia 21 de novembro.
O benefício criado em abril pelo governo federal foi estendido até 31 de dezembro, por meio da Medida Provisória (MP) nº 1000. O auxílio emergencial extensão será pago em até quatro parcelas de R$ 300,00 cada e, no caso das mães chefes de família monoparental, o valor é de R$ 600,00.
De acordo com a Caixa, não há necessidade de novo requerimento para receber a extensão do auxílio. Somente aqueles que já foram beneficiados e, a partir de agora, se enquadram nos novos requisitos estabelecidos na MP, terão direito a continuar recebendo o benefício. A parcela extra inicial será para os beneficiários que receberam a primeira parcela do auxílio emergencial em abril. (Com Agência Brasil)
O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que mede a inflação oficial do país, registrou 0,64% em setembro deste ano, taxa superior ao 0,24% de agosto.

Em setembro de 2019, o IPCA havia tido deflação (queda de preços) de 0,04%.
Esta é a taxa mais elevada para setembro desde 2003 (0,78%). Com o resultado, o IPCA acumula inflação de 1,34% no ano e de 3,14% em 12 meses.
Os dados foram divulgados hoje dia 9, no Rio de Janeiro, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). (Com Agência Brasil)
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