Senado aprova MP que altera tolerância no peso de caminhões e ônibus

Texto vai à sanção presidencial.

 

O Senado aprovou nesta quarta, dia 22, a medida provisória (MP) que aumenta de 10% para 12,5% a tolerância para o excesso de peso por eixo de ônibus de passageiros e de caminhões de carga sem aplicação de penalidades. O texto vai à sanção presidencial.

 

De acordo com o texto aprovado, os veículos ou combinações de veículos (carretas com reboques, por exemplo) com peso bruto igual ou inferior a 50 toneladas deverão ser fiscalizados apenas quanto aos limites de peso bruto total ou de peso bruto total combinado (caminhão mais o reboque)

 

No caso de o veículo fiscalizado de até 50 toneladas ultrapassar a tolerância máxima do peso, o veículo também será fiscalizado quanto ao excesso de peso por eixo. E, neste caso, aplicam-se as penalidades de forma cumulativa, respeitada a nova tolerância máxima por eixo.

 

Em relação aos veículos não adaptados ao transporte de biodiesel, mas que realizam o transporte desse produto, o texto aumenta de 5% para 7,5% a tolerância no peso bruto total ou no peso bruto total combinado. A regra vale até o sucateamento desses caminhões.

 

 

 Por Fábio Massalli

 

 

Clima, alta do petróleo e do dólar: saiba como eles fizeram a inflação avançar

Combustíveis, carne vermelha e energia elétrica estão relacionados com o avanço da inflação acima do esperado.

 

Além de pesar no bolso dos motoristas que precisam abastecer o veículo, a alta dos combustíveis afeta o transporte público, o frete e reflete no preço de diversos produtos.

 

E quando o petróleo e seus derivados ficam mais caros no mercado internacional, o botijão de gás também tende a sofrer reajuste.

 

Já a falta de chuvas, associada à redução dos níveis dos reservatórios, aumentou o custo da energia e prejudicou a produtividade de diversas lavouras.

 

No caso da carne vermelha, o preço tem subido apesar da queda no consumo interno, e um dos motivos é o clima frio, que elevou os custos de produção ao afetar produtos como soja e milho e castigar as pastagens.

 

Com a desvalorização do real frente ao dólar e ao euro, a carne bovina ficou mais cara no mercado externo e a preferência do produtor passou a ser exportar.

 

Como consequência dessas altas, em doze meses, completados em agosto, o Índice de Preços ao Consumidor Amplo, o IPCA, avançou para nove vírgula 68 por cento.

 

Sem a pressão desses itens, ele teria ficado abaixo de cinco por cento e dentro da meta fixada pelo governo para 2021, aponta levantamento da Fundação Getúlio Vargas, a FGV.

 

Medido pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, o IBGE, o IPCA é o principal índice que mede a inflação do País.

 

 

 

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Caminhoneiros pedem que Bolsonaro vete trecho do Documento Eletrônico sobre anistia ao piso de fretes

Caminhoneiros pedem ao presidente Bolsonaro que vete trechos da Medida Provisória aprovada pelo Senado, que trata da anistia a quem não cumpriu o piso mínimo de frete.

 

Em ofício, a Confederação Nacional dos Transportadores Autônomos (CNTA) considera que o perdão das indenizações a quem não respeitou a tabela de valores mínimos entre julho de 2018 e maio de 2021 é ofensa a quem cumpriu a regra e um presente aos infratores.

 

O presidente da CNTA, Diumar Bueno, afirma que o texto aprovado cria um sentimento de impunidade e de afronta às leis.

 

Segundo a colunista Carla Araújo, do UOL, o documento enviado ao presidente Bolsonaro cita, ainda, que a entidade reconhece ser primordial levar ao conhecimento do chefe do Planalto as ponderações e críticas ao texto aprovado no Congresso.

 

Além da anistia, a entidade também reclama que a MP que cria o Documento Eletrônico de Transporte vai permitir que contratantes de cargas (embarcadores e transportadoras) administrem os direitos dos caminhoneiros.

 

Afirma que a lei deixará os caminhoneiros aprisionados às condições impostas pelos donos das cargas, que terão controle sobre documentos do frete e serão responsáveis pelas retenções e impostos.

 

 

 

Com Rádio 2

 

 

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Portugal ainda não aceita certificado de vacinação do Brasil

O embaixador de Portugal no Brasil, Luís Faro Ramos, publicou um vídeo nas redes sociais para esclarecer que o governo português ainda não aceita o certificado de vacinação contra covid-19 emitido pelo governo brasileiro.

 

Segundo o embaixador, todos os brasileiros que desejarem entrar em Portugal ainda necessitam apresentar teste PCR negativo que tenha sido realizado ao menos 72 horas antes do embarque ou teste de antígeno que tenha sido realizado com no mínimo 48 horas de antecedência ao voo.

 

A regra foi estabelecida em 1º de setembro, quando o país europeu anunciou a abertura a brasileiros em viagens não essenciais.

 

“No passado fim de semana, surgiram algumas notícias dizendo que Portugal reconhecia o certificado de vacinação covid emitido pelas autoridades brasileiras. Essas notícias não são totalmente corretas”, disse Ramos nesta terça (21).

 

No sábado (18), um comunicado à imprensa do governo português informou que “passam a ser reconhecidos, em condições de reciprocidade e desde que cumpram determinados requisitos, os certificados de vacinação e de recuperação emitidos por países terceiros”.

 

De acordo com o embaixador, Brasil e Portugal ainda não fecharam um acordo de reciprocidade para reconhecimento mútuo de seus certificados de vacinação.

 

“Quando as negociações, que se estão a se desenvolver, entre as autoridades de saúde respectivas chegaram a um bom termo, então aí sim será possível reconhecer os certificados de vacinação”, disse Ramos.

 

Mesmo que o certificado passe a ser aceito, o brasileiro que quiser entrar em Portugal sem apresentar teste negativo para covid-19 só poderá fazê-lo se tiver tomado alguma das vacinas autorizadas pela Agência Europeia do Medicamento (EMA). São elas: Janssen, AstraZeneca, Moderna e Pfizer. (Com Agência Brasil)

 

 

 

OMS escolhe Fiocruz para produção de vacinas contra covid-19

A Organização Mundial da Saúde (OMS) selecionou nesta terça (21) o Instituto de Tecnologia em Imunobiológicos (Bio-Manguinhos) da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) como centro para desenvolvimento e produção de vacinas com tecnologia de RNA mensageiro na América Latina.

 

As vacinas de RNA mensageiro são um novo tipo de imunizante em estudo para proteger pessoas de doenças infecciosas. Segundo informou a Fiocruz, a escolha de Bio-Manguinhos ocorreu em função dos “promissores avanços no desenvolvimento tecnológico de uma vacina de mRNA contra a covid-19, atualmente em estágio pré-clínico”. A iniciativa contou com recursos do Ministério da Saúde e de emendas parlamentares.

 

A presidente da Fiocruz, Nísia Trindade Lima, avaliou que essa tecnologia vem se somar à plataforma de adenovírus, utilizada na vacina Fiocruz/AstraZeneca para a covid-19. Para ela, o desenvolvimento de uma vacina da Fiocruz de mRNA é um passo fundamental para que o Brasil detenha o domínio tecnológico de duas plataformas essenciais para o avanço no desenvolvimento de imunobiológicos.

 

“Com esse projeto e o apoio da OMS, estamos reafirmando nosso compromisso com a ciência e a tecnologia a serviço da população”, disse Nísia.

 

Ela acrescentou que ainda é cedo para falar de datas e cronograma, contudo, afirmou que o apoio da OMS será decisivo para que o desenvolvimento da vacina ocorra de maneira breve e dentro dos protocolos de segurança e qualidade mundiais.

 

Especialistas

 

A chamada mundial da OMS foi lançada em 16 de abril deste ano, com o objetivo de ampliar a capacidade de produção e o acesso às vacinas contra a covid-19 nas Américas. Participaram da seleção cerca de trinta empresas e instituições científicas latino-americanas. O processo de escolha foi realizado por um comitê de especialistas independentes. Além da Fiocruz, foi selecionada também a proposta de uma instituição da Argentina.

 

A OMS, por meio da Organização Pan-Americana da Saúde (Opas), colocará à disposição da Fiocruz uma equipe de especialistas internacionais com experiência nos diferentes aspectos de desenvolvimento e produção de vacinas dessa natureza.

 

A vacina de Bio-Manguinhos se baseia na tecnologia de RNA auto-replicativo e expressa não somente a proteína Spike (usada pelo coronavírus para entrar nas células), mas também a proteína N (proteína do nucleocapsídeo, encontrada apenas no interior da partícula viral), visando melhor resposta imunológica.

 

Segundo a Fiocruz, essa tecnologia demanda menos necessidades produtivas, atingindo uma escala, em termos de doses, superior à de outras vacinas de mRNA. Isso reduz seu custo em relação ao de outras vacinas semelhantes, o que possibilita ampliar seu acesso.

 

Uma vez desenvolvida, a vacina candidata passará pelo processo de pré-qualificação da OMS, que garante o cumprimento de elevados padrões internacionais para garantir sua qualidade, segurança e eficácia. Para assegurar o acesso equitativo, a vacina desenvolvida será oferecida aos estados-membros e territórios da Opas por meio de seu Fundo Rotatório, que fornece vacinas acessíveis há mais de 40 anos na região.

 

Bio-Manguinhos já dispõe de uma planta suficientemente avançada para a produção da vacina candidata, não sendo necessária a construção de uma nova fábrica.

 

Transferência

 

Como parte da proposta apresentada à OMS, a Fiocruz se comprometeu a compartilhar seu conhecimento para a produção da vacina com laboratórios da região, de modo a garantir a transferência de tecnologia para aumentar a capacidade produtiva regional.

 

O diretor de Bio-Manguinhos, Mauricio Zuma, acredita que o apoio que a unidade receberá da Opas/OMS permitirá galgar mais um degrau “em nossa jornada de desenvolvimento de capacitações científicas e tecnológicas em plataformas de última geração para vacinas humanas".

 

"Permitirá, ainda, contribuirmos mais decisivamente para aumentar a equidade mundial no acesso a vacinas, com potencial para uma verdadeira revolução no desenvolvimento de outras vacinas de interesse para o Sistema Único de Saúde (SUS) e para a saúde pública mundial”, declarou. (Com Agência Brasil)

 

 

 

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