Personalidade muda mais ao longo da vida do que as pessoas imaginam, aponta estudo

Diferentemente do que boa parte das pessoas imagina, a personalidade não está completamente definida na vida adulta e pode mudar ao longo dos anos.

Isso é o que mostra um estudo publicado na revista científica "Communications Psychology", uma das publicações da Nature, que comparou a percepção de quase 900 adultos com dados de cerca de 167 mil pessoas.

A conclusão é que as mudanças nos traços de personalidade durante a vida são mais comuns do que se pensava e acompanham fatores como satisfação com a vida, saúde, renda e autoestima.

Amanda J. Wright, professora assistente no Departamento de Ciências Psicológicas e do Cérebro na Texas A&M University e uma das autoras do estudo, explica que a pesquisa foi desenvolvida para comparar a magnitude das mudanças ao longo da vida, algo que varia de acordo com características da personalidade e também com a idade.

Por mais que algumas das grandes transformações aconteçam mais cedo na vida, ao longo da adolescência, elas seguem ocorrendo durante toda a vida.

 "A mensagem importante da pesquisa é que a vida adulta também é um período de desenvolvimento, e não uma fase em que a personalidade fica 'fixada como gesso'", afirma Wright, em entrevista ao g1

O trabalho, realizado por pesquisadores das universidades de Zurique e Texas A&M e de instituições da Alemanha, analisou os chamados "big five", modelo que reúne cinco grandes dimensões da personalidade:

  • Extroversão
  • Amabilidade
  • Conscienciosidade
  • Neuroticismo
  • Abertura à experiência

De acordo com os autores, embora exista uma percepção generalizada de que a personalidade é estável, os dado mostram que os cincos grandes traços continuam a se desenvolver ao longo da vida e apresentam mudanças comparáveis, e até maiores, às observadas em outras características pessoais. 

 

O que os dados mostram

A pesquisa foi dividida em dois estudos. No primeiro, os pesquisadores queriam saber como as pessoas imaginavam que diferentes características mudavam dos 15 aos 90 anos.

Participaram 887 adultos considerados representativos da população dos Estados Unidos em sexo, idade e raça. Eles avaliaram os cinco grandes traços de personalidade e outras 20 variáveis de diferentes áreas da vida.

No segundo estudo, os pesquisadores analisaram oito grandes bases de dados longitudinais dos Estados Unidos, Alemanha, Austrália e Holanda. Ao todo, foram considerados dados de 166.971 pessoas.

A partir dessas informações, os cientistas estimaram como os cinco traços de personalidade mudavam ao longo da vida e compararam essas alterações com as de quase 30 outras variáveis.

 

Os resultados indicaram que as mudanças médias anuais e ao longo da vida nos cinco traços foram comparáveis e, em muitos casos, maiores do que as observadas em características como satisfação com a vida, saúde subjetiva, renda e autoestima.

Os pesquisadores também observaram que a diferença entre a percepção das pessoas e os dados foi particularmente consistente quando considerados os cinco traços em conjunto. Em diferentes modelos analisados, as mudanças acumuladas nos cinco traços foram subestimadas pela percepção dos participantes.

Isso não significa que a personalidade mude completamente ou que uma pessoa se transforme em outra ao longo da vida.

 "A personalidade deve ser compreendida de maneira semelhante ao peso corporal. Ela tem continuidade, mas também se desenvolve", comenta Amanda.

O estudo analisou principalmente mudanças médias nos níveis dos traços, e os próprios autores ressaltam que essa é apenas uma das formas possíveis de estudar o desenvolvimento da personalidade.

 

Por que existe a impressão de que a personalidade não muda?

Segundo os autores, a crença na estabilidade da personalidade é antiga. Durante boa parte do século 20, tanto pesquisadores quanto o público consideravam os traços de personalidade altamente estáveis e, em grande medida, imutáveis depois das primeiras fases da vida.

O estudo aponta que essa percepção pode ser reforçada por fatores cognitivos, sociais e culturais. As pessoas tendem, por exemplo, a formar rapidamente categorias sobre outras pessoas e depois interpretar comportamentos de acordo com essas expectativas.

 "Se esperamos que alguém se comporte de determinada maneira, tendemos a prestar mais atenção quando essa pessoa age dessa forma e, às vezes, até criamos circunstâncias que tornam esses comportamentos esperados mais prováveis", exemplifica Wright.

Isso pode contribuir para a impressão de que determinadas características permanecem constantes mesmo quando há mudanças.

Segundo o estudo, acreditar que a personalidade é estável pode diminuir a motivação para buscar mudanças, fazer com que esforços de transformação pareçam pouco realistas e reduzir o apoio a intervenções voltadas ao desenvolvimento pessoal.

 "Se as pessoas acreditam que sua personalidade é fixa, elas podem subestimar sua própria capacidade – e a capacidade dos outros – de crescer e se desenvolver", analisa a pesquisadora.

 

Limitações do estudo

Ainda que os resultados ajudem a compreender melhor as mudanças na personalidade humana, os autores destacam algumas limitações do trabalho.

Os dados analisados são provenientes de países ocidentais e democráticos, portanto os resultados podem não ser generalizados para outras populações. Fatores históricos, culturais e sociais podem influenciar as crenças sobre a estabilidade da personalidade.

Além disso, o estudo analisou principalmente mudanças médias ao longo da vida. Esse tipo de medida não captura todas as diferenças individuais: algumas pessoas podem mudar mais, enquanto outras podem apresentar mudanças menores.

Os autores afirmam que pesquisas futuras podem incorporar outras formas de medir a estabilidade e a mudança da personalidade.

 
 
 
 
 
 
 
Por - G1
Brasileiros poderão ver eclipse solar por transmissão na internet

Um eclipse solar total vai ocorrer nesta quarta-feira (12) e poderá ser visto no Hemisfério Norte, principalmente em países como Espanha e Portugal. 

O fenômeno não será visível no Brasil, nem mesmo de forma parcial, mas o Observatório Nacional (ON) anunciou uma transmissão ao vivo do eclipse através das suas redes sociais, com início a partir das 12h de amanhã. 

O pico do eclipse está previsto para às 14h, e deve ser visto também em países como Rússia, Islândia e Groenlândia. Em outras regiões do Hemisfério Norte e no norte do continente africano, o eclipse solar vai ser apenas parcial. 

A astrônoma do Observatório Nacional Josina Nascimento explica que o eclipse solar, mesmo total, ocupa uma área reduzida. O que exige o deslocamento a um local específico para aqueles que quiserem acompanhar o fenômeno presencialmente. 

“Tem Sol, Lua e Terra, e a sombra da Lua vai fazer um caminho pela Terra. Só quem está neste caminho é que vê o eclipse do Sol. Esse caminho é de 300 quilômetros de largura”, explica. 

“Por isso que a gente acha que o eclipse solar é raro. Não é que ele seja raro, acontece em geral um eclipse total do Sol por ano. Mas quem vai estar naquela sombrinha são poucas pessoas”. 

Eclipse Solar 

Um eclipse solar acontece sempre na Lua Nova, bloqueando pelo menos parte da luz e criando a projeção de uma sombra. Fora do ponto que ele abrange, mesmo sendo total, ele se torna um eclipse anular, o que significa que a Lua não cobre o Sol por completo criando um anel de luz em volta.  

A pesquisadora do Observatório Nacional alerta que, para observar um eclipse solar, são necessárias precauções de segurança. Só é possível fazer a observação com óculos especiais certificados com a norma ISO 12312-2 ou máscaras com vidro de soldador número 14. Olhar diretamente sem proteção traz riscos sérios à visão e pode causar cegueira.  

Onde assistir

O Observatório Nacional vai transmitir o eclipse solar através do seu canal no YouTube. Também fará a transmissão do eclipse lunar que acontece no Brasil, na madrugada dos dias 27 e 28 de agosto. 

Josina Nascimento conta que, quando o eclipse solar é visível no Brasil, o ON consegue distribuir gratuitamente os óculos de segurança em eventos de observação, além de realizar oficinas que ensinam truques com material reciclável para ver o eclipse solar. 

“Tem outras observações indiretas que também são muito legais, que é você pegar, por exemplo, uma tampa de caixa de pizza, fazer um furinho e colocar um papel embaixo para projetar. Se o sol está bem alto na hora do eclipse, projeta no chão. Se está mais baixo, projeta em uma parede”, explica. 

 

 

 

 

 

Por -Agência Brasil

Como saber se um comprovante Pix é falso? Veja como evitar cair em golpes

Nem todo comprovante de Pix enviado após uma compra significa que o pagamento foi concluído.

Em alguns casos, o documento pode ter sido adulterado; em outros, a transferência foi apenas agendada e ainda pode ser cancelada. O aumento das buscas por termos como "editar comprovante pix nubank falso", "simulador de comprovante pix nubank" e "app gerador de comprovante pix", somado a crimes relacionados ao comprovante adulterado, coloca esse tipo de golpe em evidência. A seguir, veja como saber se um comprovante Pix é falso e como evitar cair em golpes. 

 
 

O que é o comprovante de Pix falso?

O comprovante de Pix falso é uma imagem ou arquivo criado — ou alterado — para simular uma transferência que nunca foi realizada. Em alguns casos, ele é produzido a partir da edição de um comprovante verdadeiro. Em outros, é gerado por páginas e aplicativos que reproduzem a aparência dos bancos e permitem preencher informações como valor, data, horário e nome do destinatário.

A intenção é convencer a vítima de que o pagamento foi feito para que ela entregue um produto, conclua um serviço ou finalize uma negociação sem conferir se o dinheiro entrou na conta. Em compras realizadas pela internet, por exemplo, esse arquivo pode ser enviado por WhatsApp logo após o pedido.

Nem toda fraude, porém, depende de uma imagem adulterada. Em alguns casos, o comprovante é verdadeiro, mas registra apenas um Pix agendado, e não uma transferência concluída. Como a operação ainda está programada para uma data futura, o pagamento pode ser cancelado antes que o dinheiro seja enviado.

  
 

Como funciona o golpe do comprovante Pix?

O golpe pode ser aplicado de diferentes maneiras, mas quase sempre segue o mesmo roteiro. O comprador envia um comprovante e tenta convencer o vendedor a concluir a negociação antes da conferência do pagamento.

Uma das modalidades mais conhecidas envolve a edição de um comprovante verdadeiro. O criminoso altera informações como valor, data, horário ou destinatário e encaminha o arquivo à vítima. Dependendo da qualidade da montagem, a fraude pode passar despercebida, principalmente em estabelecimentos com grande movimento ou em horários de maior fluxo de clientes.

Outra estratégia utiliza páginas e apps que reproduzem a interface de bancos conhecidos. Nessas ferramentas, basta preencher os dados da suposta transferência para gerar um documento visualmente semelhante ao emitido após um Pix. Apesar da aparência, nenhuma operação foi registrada no sistema de pagamentos.

Também há casos em que o golpe acontece sem qualquer edição de imagem. O comprador agenda um Pix, envia o comprovante emitido pelo próprio banco, recebe a mercadoria antes da data prevista para a transferência e, depois, cancela o agendamento. Como o documento é autêntico, essa modalidade pode ser mais difícil de identificar à primeira vista. 

 

Como identificar um comprovante Pix falso?

Um comprovante bem elaborado pode enganar até quem recebe pagamentos por Pix com frequência. Por isso, a análise não deve se limitar à aparência da imagem. Também é importante verificar se as informações da transação fazem sentido e correspondem ao momento da negociação.

Comece pelos dados exibidos. Confira se o nome do pagador e do recebedor estão corretos, se o valor corresponde ao combinado e se a data e o horário batem com o momento da compra. Se alguém afirma ter acabado de fazer a transferência, mas o documento mostra outro horário ou outra data, interrompa a negociação e confirme o pagamento antes de prosseguir.

Em seguida, observe a qualidade da imagem. Logotipos desfocados, fontes diferentes das utilizadas pelo banco, espaçamentos irregulares, textos desalinhados e erros de ortografia podem indicar edição. Capturas de tela com baixa resolução, partes cortadas ou elementos ocultos também merecem atenção, pois podem esconder informações importantes da transação.

O comportamento do comprador também ajuda a identificar tentativas de fraude. Em negociações pela internet, por exemplo, é comum receber o comprovante por WhatsApp acompanhado de mensagens pedindo urgência na entrega da mercadoria ou na liberação do serviço. Antes de atender ao pedido, confirme se o pagamento aparece no extrato da conta.

   
 

Como verificar se o dinheiro realmente caiu?

A maneira mais segura de confirmar um Pix é consultar o extrato ou o histórico de movimentações da conta que receberia a transferência. Se o pagamento foi concluído, ele aparecerá entre as operações registradas pela instituição financeira, acompanhado do valor recebido e das demais informações da transação.

Essa conferência deve ser feita no aplicativo, internet banking ou outro canal oficial do banco. O histórico da conta do recebedor é o que confirma se a transferência foi efetivamente concluída, independentemente da imagem enviada pelo pagador.

Como o Pix é um meio de pagamento instantâneo, a liquidação normalmente ocorre em poucos segundos. Se o valor não aparecer no extrato nesse intervalo, verifique se a operação foi registrada como Pix Agendado ou aguarde a confirmação da instituição financeira antes de entregar um produto ou concluir um serviço.

Também vale manter as notificações do app bancário ativadas. Assim, sempre que um Pix for recebido, você será avisado imediatamente e poderá confirmar o crédito sem depender apenas do comprovante enviado pelo comprador. 

 

Alerta: é preciso cautela com Pix Agendado

O Pix Agendado permite programar uma transferência para uma data futura. Nessa modalidade, o banco emite um comprovante informando que a operação foi agendada, mas isso não significa que o dinheiro já foi enviado ao destinatário.

Golpistas exploram essa característica para enganar vendedores. Eles agendam o pagamento, enviam o comprovante, recebem a mercadoria ou o serviço e, antes da data prevista para a transferência, cancelam a operação. Como o Pix não é concluído, nenhum valor chega à conta do destinatário.

Antes de finalizar qualquer negociação, confira se o documento traz indicações como "Pix Agendado", "Agendamento" ou uma data futura para a transferência. Se houver qualquer referência ao agendamento, aguarde a liquidação do pagamento antes de liberar a compra.

 

Recebi um comprovante de Pix falso, o que fazer?

Se o pagamento não aparecer no extrato da conta ou houver suspeita de fraude, interrompa a negociação até esclarecer a situação. Caso a venda ainda não tenha sido concluída, não entregue a mercadoria nem finalize o serviço antes da confirmação da transferência.

Guarde conversas, imagens recebidas, dados do comprador e todos os registros da negociação. Esse material pode ser solicitado pela instituição financeira e também será importante caso seja necessário registrar um boletim de ocorrência.

Se o comprador informar que houve algum problema durante a transferência, peça que ele entre em contato com o banco para verificar o status da operação. A instituição financeira consegue informar se o Pix foi concluído, rejeitado, cancelado ou apenas agendado.

 
 

O que fazer se você caiu no golpe?

Entre em contato com sua instituição financeira assim que identificar a fraude. Dependendo do caso, o banco poderá avaliar o acionamento do Mecanismo Especial de Devolução (MED), mecanismo do Banco Central do Brasil criado para tentar recuperar valores enviados em situações de golpe ou fraude.

Depois, registre um boletim de ocorrência e reúna todas as provas disponíveis, como conversas, comprovantes, notas fiscais e demais registros da negociação. Esses documentos ajudam na análise da instituição financeira e podem ser utilizados durante a investigação.

Se a compra ou a venda ocorreu por um marketplace, aplicativo de mensagens ou rede social, comunique também a plataforma sobre o ocorrido. A denúncia pode contribuir para identificar a conta utilizada pelo golpista e impedir que ela seja usada para aplicar novas fraudes.

 

 

 

 

 

Por - TechTudo

Gravidez reduz oportunidades e autonomia de meninas, mostra pesquisa

A gravidez na infância ou na adolescência interrompeu os estudos de seis em cada dez (61%) jovens entrevistadas em uma pesquisa realizada pela organização não governamental Plan Brasil. Com o título Marcas do Tempo: Gravidez na Infância ou Adolescência e seus Impactos na Vida de Mulheres no Brasilo estudo está disponível no site da organização

A pesquisa ouviu mais de 1,5 mil mulheres de 19 a 29 anos, em todas as regiões do Brasil, e comparou dois grupos: as que engravidaram na infância ou adolescência e as que não passaram por essa experiência. No caso da interrupção dos estudos, o percentual cai para 33% entre esse segundo grupo. 

De acordo com a CEO da Plan Brasil, Cynthia Betti, a gravidez na infância ou adolescência é um ponto de inflexão que aprofunda desigualdades que já existiam antes mesmo da gestação

"Os dados mostram que essas meninas enfrentam barreiras que se acumulam, seja na educação, na saúde, no mercado de trabalho ou no exercício de seus direitos mais básicos”, disse. 

Oito em cada dez entrevistadas (83%) disseram ainda já ter deixado um trabalho ou perdido uma oportunidade profissional por precisar cuidar dos filhos. 

Segundo os resultados da pesquisa, mesmo partindo de contextos parecidos, as jovens que engravidaram na infância ou adolescência acumulam desvantagens maiores ao longo da vida. 

O estudo ressaltou que 73% relatam já ter sido discriminadas por causa da gravidez, seja na família, na escola ou em serviços de saúde. 

Esse preconceito aparece de forma recorrente nos relatos, com descrições de julgamentos sobre a capacidade intelectual, moral e profissional dessas jovens. 

Casamento na adolescência

A pesquisa destaca também que 59% das jovens que engravidaram antes dos 19 anos passaram a viver em casamento ou união logo após a primeira gestação.

O estudo identifica ainda um aumento de 19 pontos percentuais na chance de casamento antes dos 16 anos entre essas jovens. 

Os dados mostram que, entre as jovens que engravidaram antes dos 14 anos, metade (50%) não teve a possibilidade de interrupção legal da gestação nos serviços de saúde. Segundo a legislação brasileira, toda gravidez em menores de 14 anos é resultado de estupro de vulnerável

Para Cynthia, essas jovens não perderam apenas um emprego ou um ano de estudo, perderam a possibilidade de escolher os próprios caminhos no momento em que mais precisavam dessa autonomia.  

“Reverter esse quadro exige implementação, monitoramento e orçamento para políticas públicas integradas e de prevenção, e não respostas isoladas. Ouvir essas histórias é o que nos permite transformar estatística em compromisso público”, avaliou.  

Recomendações  

O estudo aponta um conjunto de recomendações que vão da garantia de educação sexual baseada em direitos e do acesso descomplicado a métodos contraceptivos até a universalização de creches com horários compatíveis com a rotina de estudo e trabalho.

Também são considerados importantes o combate à violência obstétrica e à coerção contraceptiva, e políticas de primeiro emprego voltadas especificamente para jovens mães. 

 

 

 

 

 

Por - Agência Brasil

Ovos devem ser guardados na geladeira ou em temperatura ambiente? Entenda o que diz nutricionista

Para muitas pessoas, a forma como os ovos são armazenados em casa não é um assunto que exige muita preocupação. Normalmente, eles apenas retiram os ovos das sacolas de compras e os colocam no local de costume.

No entanto, é importante entender que, se forem armazenados de maneira incorreta, os ovos podem perder seu frescor. Algumas pessoas preferem mantê-los em temperatura ambiente, enquanto outras reservam um espaço dentro da geladeira para guardá-los.

Nos supermercados, os ovos costumam ser deixados nas prateleiras, pois mudanças bruscas de temperatura podem afetar o alimento. “O ovo tem uma cutícula, que é uma película superfininha abaixo da casca, protegendo-o, entre outras coisas, da salmonela, que pode estar na parte externa da casca”, explica a nutricionista Bea Gonfer.

A especialista também alerta que qualquer alteração nessa defesa natural pode permitir que microrganismos indesejados, como bactérias, entrem no ovo e comprometam sua composição. Por isso, é essencial armazená-los em um local onde a temperatura não varie drasticamente, garantindo que estejam sempre frescos e livres de qualquer organismo prejudicial à saúde.

Se a temperatura ambiente da sua casa for estável, os ovos podem ser armazenados fora da geladeira, desde que o local seja adequado. No entanto, mantê-los refrigerados ajuda a conservar seu frescor por mais tempo.

Além disso, a nutricionista destaca que o frio “contribui para que a clara fique mais densa e a gema mais centralizada”, o que pode ser vantajoso para quem gosta de cozinhar ovos com aparência perfeita.

Ela também alerta que armazenar na porta da geladeira não é a melhor opção, pois essa área sofre grandes variações de temperatura, o que pode comprometer a proteção natural do alimento. Por fim, a especialista recomenda que os ovos sejam guardados na parte central da geladeira, garantindo sua melhor conservação e preservação de suas propriedades.

 

 

 

 

Por - O Globo