Recursos da Ecocataratas garantem novas viaturas à PRE

A Ecocataratas, empresa do grupo Ecorodovias que administra a BR-277 no trecho de Foz do Iguaçu a Guarapuava, entregou nesta quinta dia (09), cinco novos veículos à Polícia Rodoviária Estadual (PRE). O repasse faz parte da verba de aparelhamento que consta no contrato de concessão e as viaturas serão utilizadas para reforçar a segurança nas rodovias da região oeste do Paraná.

 

“É muito importante esse repasse, pois a nossa região gera uma demanda grande e com o recebimento destas viaturas estaremos melhor aparelhados para realizar os atendimentos. Esses veículos vêm para beneficiar e auxiliar o nosso trabalho, além de aumentar o nosso comprometimento com a sociedade,” enaltece o capitão Roberto Tatibana, comandante da 3ª Companhia do Batalhão da PRE.


Os cinco veículos do modelo Toyota/Corolla foram entregues em solenidade realizada na sede da PRE, em Cascavel (PR). Somando os valores, a concessionária transferiu R$ 689.595,49 reais em viaturas que vão ajudar nos serviços de policiamento e apoio à fiscalização nas rodovias da região, pois serão alocados nos Postos de Policiamento Rodoviário de Cascavel e Santa Helena.

“A verba de aparelhamento é uma contribuição importante do programa de concessão rodoviária, não só para equipar as polícias, mas também para contribuir com a segurança dos motoristas que trafegam pelas rodovias”, enfatiza Silvio Caldas, Diretor Superintendente da Ecocataratas.

 

Para saber mais informações sobre a Ecocataratas acesse o site www.ecocataratas.com.br (Com Assessoria). 

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Comitê começa a avaliar protocolo de retorno às aulas

Os primeiros protocolos de retorno das atividades escolares presenciais no Paraná começaram a ser avaliados pelo Comitê de Volta às Aulas nesta quinta-feira (9). A proposta final deve ser validada pelas autoridades sanitárias da Secretaria da Saúde no dia 28 de julho.

 

Neste primeiro encontro todos os integrantes do Comitê participaram da apresentação do levantamento de materiais, insumos e itens de proteção individual que serão necessários para o retorno. Na semana que vem, o grupo será dividido por setor para construir a proposta final que será apresentada nos últimos dias de julho.

 

O retorno das aulas ainda não tem data prevista para acontecer, mas depende da definição deste protocolo, que após aprovado pelos epidemiologistas da Secretaria da Saúde, será adotado nas escolas de todo o estado. A intenção principal do Comitê é planejar como será a volta dos jovens estudantes e profissionais da Educação para as salas de aula, de forma que, ao ser definida a data, o processo ocorra de maneira organizada.

 

O encontro foi online, seguindo o que determina os decretos estaduais, e contou com a participação da Casa Civil, das Secretarias de Estado da Educação, da Saúde, do Planejamento, da Fazenda, da Fundepar e da Superintendência de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior.

 

Participaram, também, representantes da Assembleia Legislativa, do Ministério Público, do Conselho Estadual de Educação, dos conselhos municipais de Educação e da União das Secretarias Municipais, além de associações dos municípios do Estado.

 

Também estiveram presentes os representantes dos trabalhadores da Educação e das escolas particulares, da Federação das Associações de Pais, Mestres e Funcionários das Escolas Públicas do Paraná.

PLANEJAMENTO – Ao abrir a reunião, o chefe da Casa Civil, Guto Silva, destacou a importância deste planejamento para que, quando a data for estabelecida, cada ente envolvido na Educação saiba qual será o seu papel: 

“Quem de fato nos dará o aval para nossa data de retorno será a Saúde, a nossa grande intenção é estar preparado para quando tivermos este ok”, disse ele. “Temos a compreensão de que o momento é extremamente difícil, sensível, e que não podemos tomar decisões precipitadas. Estamos tratando de milhões de vidas, temos uma grande preocupação com os alunos, as famílias e com os profissionais da Educação e precisamos oferecer segurança para que todos possam ter tranquilidade para voltar à sala de aula”, destacou.

Para Gláucio Dias, diretor-geral da Secretaria da Educação, com o envolvimento de todos os atores da Educação neste Comitê, o estado irá garantir que o plano de retorno, de fato, traga tranquilidade a todos quando for possível retornar.

"Nossa intenção é abrir um canal de diálogo, em que todos possam contribuir na construção de um rigoroso plano de retorno. No fim, quando a situação do coronavírus estiver sob controle, teremos a tranquilidade de que atendemos aos anseios de todos os envolvidos e, assim, garantiremos a segurança dos jovens, profissionais e das famílias paranaenses", explicou.

“Mesmo que não tenhamos uma data neste momento, o planejamento com antecedência vai garantir que todas as escolas, públicas e privadas, estejam fisicamente preparadas para cumprir os protocolos sanitários", completou.

 

ESTUDOS INICIAIS - Durante o encontro a Secretaria da Educação apresentou os estudos iniciais já realizados pela Diretoria de Planejamento e Gestão Escolar em parceria com a Secretaria da Saúde. Adriana Kampa, responsável pela Diretoria, mostrou um levantamento inicial com a quantidades de materiais, insumos, salas de aulas e EPIs que seriam necessários para atender todos os estudantes e profissionais envolvidos na educação. 

 

CRONOGRAMA DO COMITÊ – Com base nos estudos iniciais apresentados pela Secretaria da Educação, cada integrante do Comitê irá se reunir individualmente com a Secretaria para contribuir com mais dados e propostas para o retorno.

Os encontros vão acontecer entre 13 e 17 de julho. Na semana seguinte o protocolo será estruturado para que, no dia 28, seja apresentado aos epidemiologistas da Saúde. Com o plano aprovado pela Saúde, no dia 30 de julho, uma nova reunião geral do Comitê será convocada para aprovação final do protocolo.(Com AEN). 

 

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Obras da Cohapar mantêm mais de 5 mil empregos no Paraná

A Companhia de Habitação do Paraná (Cohapar) não paralisou nenhuma de suas obras durante a pandemia causada pelo novo coronavírus. São 1.960 unidades habitacionais em construção em todo o Paraná que, juntas, geram 5.017 empregos. A estimativa é baseada em dados do Ministério do Desenvolvimento Regional, que calcula 2,56 empregos gerados para cada unidade habitacional em construção, sendo 40,13% diretos e 59,8% indiretos. 

 

Nenaldo de Ramos está trabalhando na obra da Cohapar em Cantagalo, no Centro-Sul do Paraná, onde estão em construção 119 casas urbanas do programa Nossa Gente Paraná. Há 11 meses no canteiro de obras, ele conta que não houve pausa, mesmo com a pandemia. “Não interromper os trabalhos foi muito importante para muitos pais de família que estão tirando daqui o sustento. É bom para a empresa, que não para, e é bom para nós que precisamos ganhar dinheiro para manter a família”, afirma.

 

De acordo com o presidente da Cohapar, Jorge Lange, além de gerar empregos, as obras em andamento ajudam a movimentar a economia no Estado. “As obras exigem compra de materiais de construção, telha, cimento, grama. Tudo isso gira a economia, mantém empregos no comércio e permite que o Estado continue operando mesmo durante este período tão difícil”, afirma.

 

INVESTIMENTOS - Os investimentos nas obras em andamento da Cohapar somam R$ 133,8 milhões, resultando em uma arrecadação tributária ao Paraná de R$ 8,225 milhões. A companhia já trabalha em um plano de retomada da economia após a pandemia que deve ser apresentado ao governador Carlos Massa Ratinho Junior até o final de julho. “Neste cenário, ampliaremos a quantidade de obras no Estado, gerando muito mais empregos e arrecadação de impostos”, prevê Lange.

 

PRECAUÇÕES - Para garantir a segurança dos trabalhadores nas obras, a Cohapar emitiu comunicado que orienta todas as contratadas a seguirem à risca as recomendações sanitárias da Secretaria de Estado da Saúde para garantir a segurança dos trabalhadores.

A maioria redistribuiu os funcionários de forma que fosse mantida a distância devida, sempre trabalhando de máscara e afastando imediatamente quem porventura apresente sintomas da doença. “Com todas estas precauções tomadas tivemos poucos afastamentos ou casos de contágio”, afirma Lange.

 

OBRAS - A Cohapar mantém obras dentro de diferentes programas. Um deles é o Vida Nova, iniciativa do Governo do Estado para reduzir o número de favelas no Paraná. Lançado no final de 2019, o programa é coordenado pela Secretaria de Desenvolvimento Urbano e de Obras Públicas em parceria com a Cohapar e visa atender 2,5 mil famílias por ano, de todo o Estado, até de 2022.

 

A primeira obra do programa está em licitação e acontecerá no município de Jandaia do Sul (Vale do Ivaí), onde serão construídas 75 unidades para o desfavelamento total da Vila Santo Antonio.

 

O Casa Fácil destina-se à construção de moradias vendidas por financiamento. Uma das obras que está em fase final é no município de Piraquara, na Região Metropolitana de Curitiba – são 56 unidades habitacionais.

 

Em Jaguariaíva (Campos Gerais) e Foz do Iguaçu (Oeste) estão sendo construídas 80 unidades do programa Viver Mais Paraná, voltado ao atendimento de idosos com renda de um a seis salários mínimos. Em parceria com as prefeituras, a Cohapar contrata construtoras via licitação para a construção de condomínios horizontais fechados, com 40 moradias cada, para casais ou pessoas solteiras, com completa infraestrutura de saúde, assistência social e lazer.

 

Dentro do programa Nossa Gente, as habitações são doadas para famílias em situação de extrema pobreza. No município de Prudentópolis (Centro-Sul) há 89 casas em construção.

 

No município de Rebouças (Centro-Sul) a Cohapar desmanchou uma favela que existia no município. As famílias foram para outro local e a Secretaria da Justiça, Família e Trabalho está pagando aluguel social de novas casas até que as 53 unidades em construção estejam concluídas. As obras já estão em fase final, com previsão de entrega para o início do segundo semestre.(Com AEN). 

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Foz do Iguaçu aposta no turismo de compras para restabelecer economia

Com nova interrupção das atividades não essenciais desde o dia 1º de julho, por causa de um decreto estadual, o setor de turismo de Foz de Iguaçu, no Paraná, antecipa estratégias para reativar a principal atividade econômica da cidade. A aposta vem da abertura de diversas lojas francas, também chamadas free shops, que permitem a compra de produtos nacionais e importados livres de impostos.

 

Segundo o secretário municipal de Turismo, Gilmar Piolla, a ideia é desenvolver um novo segmento do setor, para oferecer mais atrativos aos turistas nacionais que, em um primeiro momento pós-pandemia, devem focar nos destinos brasileiros, por causa das restrições à entrada em outros países. “Nossa meta é atrair em torno de 25% do público que viaja para destinos de compras mundialmente famosos, como Miami, Paris e outros”, diz.

 

Ainda neste ano, seis lojas francas devem entrar em funcionamento na cidade, sendo que uma delas chegou a ser inaugurada pouco antes das medidas federais para conter a pandemia, que interromperam as atividades não essenciais desde o dia 17 de março em todo o país.

 

Os novos modelos de comércio são amparados pela Lei 12.723, de 2012, que permite lojas francas em cidades nas fronteiras do país, onde tanto a população local quanto os turistas podem consumir até US$ 300 ao mês, livres de impostos. Esse valor se torna ainda mais atrativo, ao se somar à cota de US$ 500, livre de impostos, que o turista pode consumir nas lojas francas de outros países, ao atravessar a fronteira.

 

Com a isenção tributária, os preços dos produtos chegam a sofrer redução de 64% para perfumes, 54% para bebidas, 53% para artigos de vestuário, 45% para aparelhos celulares e 37% para relógios, segundo a consultora e especialista em lojas francas, Elizângela de Paula Khun. Para o setor, esse será mais um apelo ao turista brasileiro, que deverá ser mais econômico diante do cenário incerto pós-pandêmico.

 

Geração de empregos

 

De acordo com estimativa de um estudo da FGV Projetos, em 2020 o Produto Interno Bruto (PIB) do turismo será de R$ 165,5 bilhões, o que representará queda de 38,9% na atividade.

 

Em todo o Brasil, a cidade de Foz do Iguaçu é uma das mais atingidas pela queda na atividade, causada pelas medidas de contenção da covid-19. “Nossa economia é muito dependente do turismo. Para você ter uma ideia, 40% dos empregos diretos e indiretos, formais e informais, da nossa economia são ligados à cadeia produtiva do turismo. Dois terços das receitas do Imposto sobre serviços de qualquer natureza (ISSQN) também são provenientes do turismo”, diz Gilmar Piolla.

 

Segundo o secretário, o município promoveu medidas de redução de danos para a economia, como o estímulo à suspensão de contratos de trabalho para a participação do empregado em curso ou programa de qualificação profissional oferecido pelo empregador, que é prevista no Artigo 476A da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT). Para compensar a suspensão, a proposta também prevê uma complementação de renda e a garantia de estabilidade por período igual ao do afastamento do trabalhador.

 

Mesmo com essa possibilidade, a força de trabalho de Foz do Iguaçu foi atingida fortemente pela pandemia. Dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) mostram saldo negativo de 5.157 postos de trabalho, entre janeiro e maio de 2020, um dos maiores impactos nacionais proporcionalmente à população da cidade.

 

Com a inauguração das lojas, a expectativa é que parte desses postos de trabalho seja reaberta. Uma das novas lojas pertence à rede Cell Motion, já estabelecida no Paraguai, com uma das maiores lojas francas de países fronteiriços.

 

Segundo o CEO do grupo, Jorbel Griebeler, somente a loja da rede, prevista para ser inaugurada em dezembro em um shopping localizado no principal corredor turístico de Foz do Iguaçu, tem previsão de gerar 150 emprego diretos, podendo chegar a 300 indiretos.

 

Com 2 mil metros quadrados, a loja do grupo deverá ser uma das maiores entre as seis que já estão autorizadas a abrir. Para Piolla, juntas elas devem gerar cerca de 600 novos empregos e o impacto de postos indiretos deverá representar boa parte da recuperação dos que foram fechados durante a pandemia.

 

Turismo nacional

 

A expectativa da gestão municipal é que a recuperação dos demais postos de trabalho aconteça com o reposicionamento da cidade em relação ao turista brasileiro. Antes da pandemia, a cidade de Foz do Iguaçu já se mantinha entre os três destinos mais visitados por turistas internacionais no Brasil, mas o turismo doméstico ainda pode melhorar, segundo Piolla.

 

Com esse potencial turismo doméstico, as fronteiras fechadas, as restrições da entrada de brasileiros nos destinos internacionais mais procurados e o turismo de natureza, lazer e eventos corporativos bem estruturados; Foz do Iguaçu passou a ser uma boa oportunidade de investimento para o grupo Cell Motion.

 

Griebeler conta que a decisão da rede em investir no novo empreendimento ocorreu após o fechamento da fronteira, quando a loja no lado paraguaio sofreu uma redução drástica de possibilidade de público, uma vez que 80% dos consumidores do local eram turistas brasileiros. “Para você ter uma ideia do tamanho do nosso negócio, recebíamos em torno de 10 mil pessoas por dia”. conta.

 

Enquanto as fronteiras não forem abertas, esse potencial para o turismo de compras poderá ser absorvido pelas novas lojas francas no Brasil e, depois disso, não concorrerão entre si, já que as cotas no Brasil e fora são cumulativas.

 

Atualmente, o setor permanece parado, e a secretaria municipal calcula que o mês de julho tenha taxa de ocupação de apenas 8%, mesmo com o fim do decreto estadual, previsto para o dia 15. O setor aposta em uma boa temporada de turismo nacional para dezembro e a retomada integral, com a força do turismo internacional, somente em 2021, para quando já existem mais 16 propostas de abertura de lojas francas em análise.

 

“Nós temos consciência de que as atividades não podem ser retomadas, mesmo com o cumprimento de todos os protocolos de responsabilidade sanitária que a gente implantou. Foz do Iguaçu foi um dos primeiros destinos a implantar, mas a gente acredita que o momento certo de retomada é na curva descendente da pandemia”, afirma Gilmar Piolla. (Com Agência Brasil)

 

 

 

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