Com novos centros especializados, Paraná reforça cuidados com a fauna silvestre

No Dia Mundial da Fauna e Dia da Defesa da Fauna, nesta quarta-feira (22), o Governo do Estado, por meio da Secretaria do Desenvolvimento Sustentável e do Turismo (Sedest) reforçou o serviço prestado no Paraná de atendimento aos animais silvestres.

 

O secretário da pasta, Márcio Nunes, inaugurou o Centro de Triagem e Atendimento aos Animais Silvestres (Cetas) em Ponta Grossa, nos Campos Gerais, e o Centro de Atendimento aos Animais Silvestres (Cafs) em Guarapuava, no Centro-Sul, nas dependências da Unicentro (Campus Cedeteg).

 

Em Curitiba, o secretário também visitou as dependências do Cafs Curitiba, no bairro Capão da Imbuia, onde comemorou a renovação da parceria com a prefeitura no atendimento à fauna vitimada. No zoológico da Capital, 18 pássaros das espécies pintassilgo, tico-tico, sanhaço-frade e cascais retornaram à natureza após tratamento no Centro.

 

Em reconhecimento aos serviços prestados, Nunes entregou o Selo Amigo da Fauna às instituições. “É um momento histórico. Estamos descentralizando o atendimento especializado a animais machucados ou perdidos, visando sempre a reintrodução dele à natureza", disse.

 

Quando o animal resgatado não está apto a retornar ao seu habitat, com riscos de não conseguir sobreviver sozinho, é encaminhado a um cativeiro regularizado pelo IAT.

 

“Estamos mostrando o respeito que o Governo do Paraná tem para com a vida na terra. Além de promover o desenvolvimento, o Estado também quer ser o que mais preserva e recupera o meio ambiente”, afirmou Nunes.

 

Os centros fazem parte das iniciativas Pró-Fauna da Sedest, programa que já investiu mais de R$ 1,1 milhão no atendimento à fauna silvestre vítima de atropelamento, maus-tratos, comércio ilegal, tráfico e cativeiro irregular, e que precisam de atendimento veterinário.

 

CETAS – O Centro de Triagem e Atendimento a Animais Silvestres dos Campos Gerais foi idealizado em parceria com o Instituto Klimionte Ambiental. A unidade ofertará tratamentos de maior complexidade na estrutura de 800 metros quadrados, com recintos adaptáveis, de acordo com a demanda, para aves, répteis e mamíferos.

 

Sua construção foi viabilizada com recursos de três condicionantes de licenças ambientais pelo IAT, no terreno doado pela prefeitura.

 

A manutenção com alimentos e medicamentos está enquadrada no Programa de Conversão de Multas do IAT, previsto no Termo de Cooperação Técnica nº 01/2020.

 

De acordo com o diretor-presidente do Instituto, Robson Klimionte, o Cetas também vai contribuir com pesquisas de saúde pública. “Hoje os animais que chegam aqui passam pela coleta de tecidos para a formação de um banco genético. Nossa ideia é entender a movimentação da fauna, além de realizar o tratamento. Estaremos, também, fazendo levantamento sorológico de zoonoses desses animais”, afirmou.

 

Está em fase de liberação de recursos e licitação a implantação do Cetas Litoral, nas instalações da Unespar.

 

 

CAFS – Já os Centros de Atendimento à Fauna (Cafs) fazem a recepção, triagem, atendimento médico veterinário básico e encaminhamento para que o IAT dê a destinação final aos animais, preferencialmente visando o seu retorno na natureza. Desde o início de 2019, mais de 5,6 mil animais silvestres passaram pelo Cafs Curitiba.

 

“Esse é um local de transição onde eles são tratados, cuidados e futuramente soltos na natureza”, destacou o superintendente de Controle Ambiental da Secretaria Municipal de Meio Ambiente, Marcos Traad.

 

A unidade de Guarapuava foi a quarta inaugurada no Estado, depois de Curitiba, Londrina (Cafs Unifil) e Cascavel (Cafs Univel). O coordenador do Cafs Unicentro, professor Rodrigo Antônio Martins de Souza, ressalta o benefício da estrutura também para os estudantes da universidade.

 

“Temos um serviço especializado que serve à pesquisa e ao ensino de extensão, e que se torna política pública de conservação da biodiversidade”, disse. Ele lembra que o primeiro paciente foi uma fêmea jovem de veado alvejada com um tiro no abdômen por um caçador.

 

“Com isso, percebeu-se que aqui na região esse atendimento era essencial e agora ele é reconhecido, dentro da parceria com o IAT, como um serviço oficial do sistema de proteção à fauna silvestre do Estado do Paraná”, completou.

 

A unidade tem, atualmente, 45 animais em atendimento, sendo sete mamíferos, cinco répteis e 33 aves.

 

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Outros dois Cafs estão prontos para serem inaugurados: um em Maringá, na sede da Unicesumar, e outro em Mauá da Serra, no Instituto Monte Sinai.

 

Estão em processo de instalação o Cafs de Cornélio Procópio, em parceria com a prefeitura e o Instituto de Pesquisa em Vida Selvagem; o Cafs de Toledo, em parceria com a Universidade Federal do Paraná; e em Foz do Iguaçu, juntamente com o Instituto Aves da Mata Atlântica. (Com AEN)

 

 

 

14 municípios paranaenses ultrapassam R$ 1 bilhão em Valor Bruto da Produção Agropecuária

O relatório final do Valor Bruto da Produção Agropecuária (VBP) de 2020, divulgado nesta quarta-feira (22) pela Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento do Paraná (Seab), mostra que a produção no campo paranaense foi de R$ 128,273 bilhões, estabelecendo mais um recorde, com crescimento real de 21% em relação a 2019.

 

Além disso, 14 municípios alcançaram valores superiores a R$ 1 bilhão, realçando a força das atividades agropecuárias. No VBP anterior, nove municípios haviam ultrapassado esse volume, cinco a mais do que em 2018.

 

Os novos municípios bilionários são Tibagi (R$ 1,26 bilhão), Carambeí (R$ 1,17 bilhão), São Miguel do Iguaçu (R$ 1,16 bilhão), Nova Aurora (R$ 1,08 bilhão) e Piraí do Sul (R$ 1,02 bilhão). Eles se juntam a Toledo (R$ 3,48 bilhões), Cascavel (R$ 2,27 bilhões), Castro (R$ 2,26 bilhões), Guarapuava (R$ 1,60 bilhão), Marechal Cândido Rondon (R$ 1,47 bilhão), Santa Helena (R$ 1,35 bilhão), Assis Chateaubriand (R$ 1,34 bilhão), Dois Vizinhos (R$ 1,34 bilhão) e Palotina (R$ 1,32 bilhão).

 

O crescimento mais expressivo tanto em variação nominal (57%) quanto real (46%) foi observado em São Miguel do Iguaçu, que saiu de R$ 741,7 milhões em 2019 e atingiu R$ 1,16 bilhão em 2020. Piraí do Sul também se destacou com crescimento nominal de 47% e real de 36%, assim como Carambeí, que fica na mesma região dos Campos Gerais, com variação nominal de 46% e real de 36%.

 

PESQUISA AMPLA – O levantamento do VBP paranaense é um dos mais completos do País, com pesquisas semanais de preços e condições de lavoura de cerca de 350 culturas, entre elas produtos da agricultura, pecuária, piscicultura, silvicultura, extrativismo vegetal, olericultura, fruticultura, plantas aromáticas e ornamentais. Como comparativo, o VBP nacional tem como base dados da produção e preço médio de comercialização de 26 culturas, levantados pela Companhia Brasileira de Abastecimento (Conab).

 

“O VBP tem uma função muito importante tanto como panorama global das atividades agropecuárias no Estado e do faturamento bruto da comercialização da safra quanto para o fortalecimento dos municípios”, enfatizou o secretário estadual da Agricultura e do Abastecimento, Norberto Ortigara. O índice é utilizado para compor o Fundo de Participação dos Municípios, representando 8% da cota-parte do ICMS destinada a eles.

 

“No ano passado e ainda agora convivemos com condições climáticas não tão favoráveis, que se aliam às restrições provocadas pela pandemia, mas, mesmo assim, temos uma prova de que os agricultores e pecuaristas paranaenses não pararam e, mais uma vez, a produção, de forma geral, foi bastante razoável”, reforçou Ortigara. “De outro lado, os preços tiveram evolução expressiva, proporcionando renda para os produtores e enriquecimento para os municípios”.

 

Para o chefe do Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria da Agricultura e do Abastecimento, Salatiel Turra, o VBP mostra todas as potencialidades do agronegócio paranaense. “É possível perceber, dada a evolução dos últimos anos, que a produção e a produtividade estão aumentando graças aos pacotes tecnológicos, à assistência técnica cada vez mais especializada e à atenção para com a atividade por parte do produtor rural”, afirmou.

 

PECUÁRIA – Pelo segundo ano consecutivo, a receita bruta estimada da pecuária é destaque no VBP paranaense. O montante de R$ 63,65 bilhões representa aumento nominal de 31% e real de 21% em relação ao valor anterior. Com esse volume, o segmento representa 50% do Valor Bruto da Produção Agropecuária paranaense.

 

Em Dois Vizinhos, por exemplo, a pecuária é responsável por 87% de todo o VBP municipal. Em Santa Helena, o percentual chegou a 84,7%, enquanto em Toledo representa 80,8%.

 

“A alta nas cotações dos produtos da bovinocultura contribuiu para o aumento dos preços médios de outras proteínas, em razão do efeito substituição, circunstância que, aliada à expansão do volume de abates, auxiliou no excelente desempenho do segmento”, disse a técnica do Deral responsável pelo levantamento do VBP, Larissa Nahirny.

 

AGRICULTURA – Ainda que se mantenha atrás da pecuária em valor, com participação de 40% no total do VBP, o grupo dos grãos e grandes culturas foi o que apresentou maior evolução em relação a 2019, com aumento nominal de 41% e real de 31%. O ano de 2020 rendeu aos produtores de grãos paranaenses R$ 54,33 bilhões. O destaque é para a produção recorde de 20,9 milhões de toneladas de soja e para os bons preços conseguidos pelos produtores.

 

Isso compensou as perdas da cultura do milho, provocadas pela estiagem. Mas, mesmo com redução em 6% na produção, o preço teve valorização e repercutiu favoravelmente no Valor Bruto da Produção Agropecuária. Em termos de preço, o trigo foi o que mais remunerou os produtores.

 

“Ao observar a série histórica, em todas as ocasiões em que o aumento real do VBP superou a casa dos 20%, o expressivo crescimento esteve correlacionado à recuperação da safra de soja”, afirmou Larissa. “Esse incremento ocorreu em virtude tanto do maior faturamento do principal produto agrícola, como do efeito da valorização do seu preço em outras culturas.”

 

No segmento de madeira, que participa com 3,32% do VBP, o que se observou foi uma redução real de 9% na receita bruta estimada, caindo de R$ 4,3 bilhões para R$ 4,2 bilhões. Consequência, sobretudo, do fato de os preços médios de comercialização não apresentarem aumento real.

 

As hortaliças também apresentaram grande retração, com perda real de 22% em relação aos R$ 4,6 bilhões de 2019, chegando a R$ 3,9 bilhões em 2020. As frutas elevaram em 8%, fechando com R$ 1,9 bilhão, enquanto o setor de flores e plantas ornamentais reduziu 6% e valor de R$ 171,59 milhões.

 

REGIÕES – Considerando o percentual de crescimento de 2019 para 2020, as regiões Noroeste e Centro-Oeste apresentaram os maiores índices: 26% em termos reais. Em valor, o Noroeste ocupa a quarta posição, com R$ 12,40 bilhões, enquanto o Centro-Oeste aparece em sétimo, com R$ 8,82 bilhões. A liderança em volume é do Oeste, com R$ 30,03 bilhões e crescimento real de 22%.

 

Todas as regiões do Estado apresentaram crescimento nominal e real positivos. O Norte é a segunda colocada em valor bruto agropecuário, com R$ 17,99 bilhões (25% de aumento real em relação a 2019). Na terceira colocação fica o Sudoeste, com R$ 16,25 bilhões (crescimento de 24%). A região dos Campos Gerais está na quinta posição, com valor de R$ 10,63 bilhões e crescimento real de 23%.

 

O Norte Pioneiro é o sexto colocado, com volume de R$ 9,89 bilhões e aumento de 20% em relação a 2019. Nos últimos lugares em valor bruto agropecuário estão o Centro-Sul, com R$ 8,42 bilhões (aumento real de 20%), Sudeste, com R$ 7,66 bilhões (mais 12%) e Região Metropolitana de Curitiba, com R$ 6,12 bilhões (crescimento real de 1%). (Com AEN)

 

 

 

Estado vai a Brasília solicitar doses para vacinação em adolescentes

O Governo do Estado vai mandar a Brasília uma comitiva com representantes da Secretaria da Saúde para solicitar novas doses para vacinação contra a Covid-19 em adolescentes. A viagem vai acontecer nesta quinta-feira (23). Os representantes do Paraná vão entregar ao Ministério da Saúde um ofício assinado pelo secretário estadual da Saúde, Beto Preto, requerendo a liberação nacional da aplicação em todos os jovens de 12 a 17 anos.

 

“Vamos insistir na vacinação de adolescentes, já pactuamos uma decisão no Estado, mas é importante ressaltar que sem vacina não podemos avançar. Por isso a necessidade de cobrarmos, com diálogo e diplomacia, o envio de doses por parte do governo federal”, disse Beto Preto. No Estado, a estimativa geral de adolescentes nessa faixa é de 900 mil pessoas.

 

A expectativa é de que haja uma revisão do Ministério da Saúde sobre essa deliberação. A pasta emitiu uma Nota Técnica na semana passada recomendando a vacinação apenas para adolescentes entre 12 e 17 anos que tenham deficiência permanente, comorbidades ou estejam privados de liberdade, apesar da autorização da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para toda a faixa, independente de comorbidade.

 

O único imunizante autorizado para adolescentes é a vacina da Pfizer/BioNTech. O público de jovens de 12 a 17 anos com comorbidades já está contemplado no Plano Nacional de Imunizações (PNI).

 

NO PARANÁ – No Paraná, o início da vacinação contra a Covid-19 em adolescentes de 12 a 17 anos com comorbidades e jovens de 17 anos sem comorbidades foi pactuada na Comissão Intergestores Bipartite (CIB) nesta quarta-feira (22). O assunto já havia sido discutido pela Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) e Conselho de Secretarias Municipais do Paraná (Cosems/PR) na terça-feira (21) e foi oficializado em forma de deliberação para os 399 municípios.

 

O Ministério da Saúde ainda não enviou remessas de vacinas destinadas à imunização de menores de idade. A vacinação deste público deverá ser realizada, neste primeiro momento, com doses remanescentes da reserva técnica, que é enviada em todas as pautas de distribuição para os municípios.

 

De acordo com a orientação, os municípios devem respeitar o escalonamento das comorbidades e da faixa etária, em ordem decrescente. São considerados públicos prioritários pessoas com deficiências permanentes; gestantes, puérperas e lactantes; indígenas; e privados de liberdade. A vacinação nos jovens sem comorbidades também vai começar em 17 anos.

 

DADOS – Informações do Vacinômetro Nacional mostram que o Paraná já aplicou 12.591.577 vacinas, sendo 7.937.434 primeiras doses (D1), 322.619 doses únicas (DU) e 4.331.524 segundas doses (D2). Entre D1 e DU, 94,72% da população adulta, estimada em 8.720.953 pessoas, já recebeu pelo menos uma dose. 53,37% deste público está completamente imunizado.

 

Ainda segundo a base nacional, 16.090 doses já foram aplicadas em adolescentes pelas prefeituras municipais. Até agora, a imunização neste público no Paraná estava autorizada, em nível estadual, somente no município de Toledo, única cidade do País que recebeu um estudo da Pfizer para vacinar toda a população e verificar como o vírus se comporta em comunidades completamente imunizadas.

 

REFORÇO – Na reunião desta quarta também foi ressaltada a indicação da dose reforço para idosos acima de 70 anos, que tenham tomado D2 há pelo menos seis meses e imunossuprimidos que tenham finalizado o esquema vacinal há 28 dias ou mais. Para dose reforço é indicado preferencialmente a vacina da Pfizer, ou de forma alternativa Janssen e AstraZeneca.

 

O presidente do Cosems/PR, Ivoliciano Leonarchik, comentou a decisão. “O Governo do Estado demonstrou sensibilidade com essa campanha e com toda a entidade Cosems, na construção de um documento único, de coragem e respeito em ouvir e tomar a decisão do coletivo. Estamos juntos nesse propósito de cobrar mais vacinas, queremos e sabemos fazer essa imunização, e o Paraná já provou que tem capacidade e é exemplo no Brasil”, afirmou.

 

PACTUAÇÕES – Também foram discutidas a distribuição de geladeiras para reestruturação da rede de frio das Regionais de Saúde e municípios; novos recursos para hospitais da Rede Estadual de Vigilância Epidemiológica Hospitalar; habilitação do Laboratório de Monitoramento Externo de Qualidade dos Exames Citopatológicos do Colo do Útero (LABMEQ) no Hospital Universitário do Oeste do Paraná; reajuste no repasse do piso fixo de Vigilância em Saúde para 12 municípios com Agentes de Combate a Endemias (ACE); contratualização da Fundação Ecumênica de Proteção ao Excepcional (Fepe) para a realização do teste do pezinho e teste da mãezinha; e fluxo de acesso do usuário do SUS na Rede de Atenção à Saúde (RAS) para cirurgia eletiva e das ações iniciais para o planejamento do Programa Paranaense de Procedimentos Cirúrgicos Eletivos.

 

Diante da necessidade de aumentar as doações de sangue, foi deliberada, ainda, a distribuição de cotas para coleta e análise de sangue para doação de medula óssea. Durante a reunião também foram apresentados o cenário do Programa Estadual de Controle do Tabagismo no Paraná e as ações para a Operação Verão 2021/2022.

 

CIB – A CIB é uma instância de negociação e deliberação quanto aos aspectos operacionais do SUS no âmbito do Estado, sendo constituída paritariamente por representantes dos gestores municipais e do gestor estadual. Desde a sua criação se reúne regularmente para construir a política de saúde voltada para a população, buscando consolidar e fortalecer o Sistema Único de Saúde.

 

PRESENÇAS – Participaram da mesa o diretor-geral da Sesa, Nestor Werner Junior; o diretor de Gestão em Saúde da Sesa, Vinícius Filipak; a diretora de Atenção e Vigilância em Saúde, Maria Goretti David Lopes; o chefe de gabinete da Sesa, César Neves; a secretária municipal de Saúde de Curitiba, Márcia Huçulak; e representantes do Cosems. (Com AEN)

 

 

 

Com previsão de chuvas abaixo da média, Primavera começa com dois terços do Paraná em estiagem

A primavera começa com dois terços do território do Paraná em estiagem e, segundo previsão do Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná (Simepar), a situação com relação à crise hídrica deve se manter, com projeção de chuvas abaixo da média na estação. A Sanepar alerta que a cooperação da população fazendo o uso racional da água continua fundamental neste momento.

 

O Estado vive a pior estiagem das últimas décadas e várias regiões, incluindo a Grande Curitiba, passam por racionamento de água, com o rodízio no fornecimento. No interior do Estado seis municípios estão com o abastecimento em dias alternados e 19 cidades em situação crítica.

 

“Atualmente, dois terços do território do Paraná continuam sob o fenômeno da estiagem. A região Leste está se recuperando, mas precisa de muita chuva para voltar à normalidade. Isto significa que a estiagem está distribuída ao longo do Estado, com mais força na Região Sudoeste”, destaca o diretor de Meio Ambiente e Ação Social da Sanepar, Julio Gonchorosky.

 

A previsão para o mês de outubro é de chuvas dentro da média ou um pouco acima, mas em novembro diminuem e a situação voltará a ser crítica. “Temos que reforçar que nos últimos dois anos o Paraná vive uma estiagem severa e precisamos de água em abundância para que possamos recuperar os mananciais e reservatórios”, diz o diretor.

 

EMERGÊNCIA HÍDRICA - No início de agosto, o governo estadual publicou o terceiro decreto de emergência hídrica no Paraná, em sequência, reconhecendo a gravidade da estiagem e priorizando o uso da água para abastecimento humano e dessedentação animal.

 

A estiagem também tem provocado perdas na agricultura. Sem chuvas significativas no momento do plantio de grãos, a produção sofreu o impacto das mudanças climáticas. A produção de milho teve uma quebra de quase 60% em relação ao ano passado.

 

De acordo com o Prognóstico Climático para a Primavera/2021 divulgado pelo Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), de 1961 até 2020, observa-se uma diminuição média de 28 milímetros de chuva no país durante a estação. O levantamento ainda aponta que, na Região Sul, existe tendência significativa de elevação da temperatura durante a primavera.

 

DICAS DE ECONOMIA

 

Feche a torneira – Ao lavar as mãos ou a louça, não deixe a torneira aberta o tempo todo. Isso evitará que vários litros de água tratada sejam desperdiçados.

Hora do banho – Seja rápido. Cada 5 minutos embaixo do chuveiro consomem aproximadamente 70 litros de água.

Basta um copo – Para escovar os dentes é necessário apenas um copo de água. Feche a torneira.

Use a vassoura – Antes de lavar a calçada, use vassoura. Jamais use a água potável para esse serviço. Reaproveite a água da lavagem de roupa ou da chuva.

Vaso sanitário – Diminua as descargas. Regule periodicamente a válvula hidra ou a caixa de descarga. Coloque uma garrafa pet com água ou areia dentro da caixa acoplada. Se a garrafa for de 1,5 litro, a cada descarga, você economiza 1,5 litro de água.

Lavando roupa – Junte roupas para lavar todas de uma só vez. Aproveite a água usada no tanque ou na máquina para lavar calçadas.

Fazendo a barba – Não faça a barba com a torneira aberta. Use a água somente para molhar e enxaguar o rosto.

Tá na mão – Ao ensaboar as mãos, deixe a torneira fechada. Só abra para enxaguar.

Reaproveite – A água do último enxágue das roupas, no tanque ou na máquina, pode ser usada para ensaboar tapetes, tênis, cobertores, pisos e calçadas.

Gaste menos – Ao lavar a louça, encha a cuba de água e mantenha fechada. Evite deixar a torneira aberta, enxágue a louça toda ao final da lavagem. Assim, o gasto de água é bem menor.

Tá Pingando – Os maiores ladrões de água são vazamentos, torneira pingando e descarga desregulada. Faça manutenção regularmente.

Carro – Em época de estiagem, não lave carro. Reaproveite água da chuva ou de lavagem de roupas para fazer a limpeza. (Com AEN)

 

 

 

Papa Francisco nomeia Dom Adelar Baruffi como Arcebispo de Cascavel (PR)

O Papa Francisco nomeou nesta quarta-feira, 22 de setembro, dom Adelar Baruffi (RS), até então bispo diocesano de Cruz Alta (RS), como novo arcebispo de Cascavel (PR). A arquidiocese encontrava-se vacante desde a morte de dom Mauro Aparecido dos Santos, em 11 de março de 2021.

 

Biografia e trajetória de dom Adelar Baruffi


Natural de Coronel Pilar (RS), nasceu em 19 de outubro de 1969. Ingressou no seminário aos 15 anos. Possui formação em Filosofia e Teologia pela Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul. Recebeu a ordenação presbiteral em 22 de janeiro de 1995.

Foi nomeado bispo pelo Papa Francisco, em 17 de dezembro de 2014. Sua ordenação episcopal foi realizada no dia 07 de março de 2015, no santuário diocesano de Santo Antônio de Bento Gonçalves-RS, sendo empossado bispo diocesano de Cruz Alta no dia 15 de março, na catedral Divino Espírito Santo. Dom Adelar é mestre em Teologia e especialista em Espiritualidade pela Pontifícia Faculdade Teológica Teresianum, em Roma.

 

Saudação dos bispos do Paraná a Dom Adelar Baruffi


“Ide, pois, fazer discípulos entre todas as nações…” (cf. Mt 28,19)

 

Prezado irmão, Dom Adelar Baruffi!

 

Em nome do episcopado paranaense, a presidência do Regional Sul 2 da CNBB, manifesta grande alegria pela sua nomeação para a Arquidiocese de Cascavel (PR). É nobre a missão; também é grande o desafio. Todavia, o Senhor está sempre ao lado dos que escolhe e envia. Com imensa fraternidade, antecipamos as nossas boas-vindas.

 

Nossa imensa gratidão ao Administrador Diocesano, Padre Reginei José Modolo. Neste tempo de vacância conduziu a Arquidiocese de Cascavel com zelo, dedicação e coração de pastor. Deus o recompense com generosidade por esse serviço.

 

Recordamos também a memória de Dom Mauro Aparecido dos Santos. Elevamos nossa prece de gratidão por todo o bem que realizou em favor da igreja particular de Cascavel. Rogamos a Deus que lhe conceda o descanso eterno e o prêmio dos justos.

 

Dom Adelar Baruffi, alegramo-nos com sua vinda ao Paraná. Muitos gaúchos fizeram desta região a sua casa. Chegou a sua vez. Bem-vindo!

 

Que Nossa Senhora Aparecida, padroeira da Arquidiocese de Cascavel, seja a mãe intercessora em favor do seu pastoreio. (Com CNBB)

 

 

 

Tecpar e Fiocruz avaliam retomada de produção de insumos para vacinas

O Instituto de Tecnologia do Paraná (Tecpar) recebeu nesta quarta-feira (22) uma equipe de técnicos do Instituto de Tecnologia em Imunobiológicos (Bio-Manguinhos) da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). Eles vieram analisar o projeto de instalação de uma infraestrutura voltada ao fornecimento de novas soluções ao Sistema Único de Saúde (SUS).

 

Até sexta-feira (24), o grupo participa de uma série de reuniões e visitas técnicas para avaliar a viabilidade da proposta para o campus CIC do Tecpar. As duas instituições já atuam em consonância no Parque Tecnológico da Saúde, localizado no Tecpar, e agora trabalham em conjunto para planejar a retomada de produção de proteínas carreadoras, que são insumos importantes para a produção de imunizantes.

 

A proposta busca implementar o processo de produção nacional destas proteínas, com a finalidade de alcançar autossuficiência nacional na fabricação de vacinas. As tratativas contam com o apoio técnico do Instituto de Biologia Molecular do Paraná (IBMP).

 

O diretor-presidente do Tecpar, Jorge Callado, destaca que o projeto interinstitucional começou a ser desenvolvido após a visita do governador Carlos Massa Ratinho Júnior à Fiocruz, no Rio de Janeiro, no início deste ano. “Reforçamos nossa parceria com a Fiocruz, que é estratégica para fortalecer a saúde pública e a autonomia na produção de insumos no Brasil. Além de apresentar novas soluções para o país, o projeto destaca o papel do Tecpar na área de biotecnologia e saúde humana”, afirma Callado.

 

Carla Wolanski, assessora da vice-diretoria de Produção Bio-Manguinhos, considera muito positiva a retomada da aliança entre Tecpar, Bio-Manguinhos e Fiocruz. “A princípio, a produção desta proteína vai permitir acelerar a transferência de tecnologia da vacina pneumocócica. Não precisaremos mais importar o insumo e esses recursos ficarão dentro do país. Este é o primeiro passo para as próximas parcerias voltadas para outras vacinas”, explica.

 

PESQUISA GENÔMICA – O segundo projeto que está em andamento prevê a instalação de um Centro de Saúde Pública de Precisão no Parque Tecnológico da Saúde. O objetivo é avançar nos estudos genéticos, que podem trazer respostas mais precisas no diagnóstico e tratamento de doenças, focando na necessidade de cada indivíduo.

 

Nesta etapa, especialistas das três instituições vão planejar a elaboração de estudos da população com doenças raras e diversos tipos de câncer, por meio de sequenciamento genético de nova geração e pesquisa genômica.

 

COVID-19 – No ano passado, uma parceria entre as três instituições resultou na implantação da Unidade de Apoio para o Diagnóstico da Covid-19. A unidade foi fundamental na estratégia de testagem em massa da população paranaense e contribuiu para posicionar o Paraná como referência nacional na realização de testes do tipo RT-PCR entre os estados brasileiros.

 

PRESENÇAS – Participaram da abertura das atividades a gerente de Departamento de Relações com o Mercado de Bio-Manguinhos, Tatiana Sanjuan; o diretor-presidente do IBMP, Pedro Ribeiro Barbosa, a diretora de Desenvolvimento Institucional do IBMP, Meila Bastos de Almeida; o diretor Industrial da Saúde do Tecpar, Iram de Rezende; e a gerente da Divisão de Prospecção de Novos Negócios do Tecpar, Carolina Perottoni; além da equipe técnica do Instituto de Tecnologia do Paraná. (Com AEN)

 

 

 

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