O Paraná confirmou o bom desempenho habitual no mercado de proteínas animais no ano passado. Os destaques foram na produção de carne suína e frango, que apresentaram variação positiva de 11% e 3,9%, respectivamente, na comparação com 2019, segundo dados da Estatística da Produção Pecuária, divulgada na última quinta dia (18) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Com esses números, o Estado se consolida como o primeiro produtor de carne de frango, responsável por 33% da produção nacional, e segundo maior produtor de carne suína, com 21% da produção brasileira. O Paraná também é líder em piscicultura e mantém a vice-liderança na produção de leite (13,6%) e ovos (9%).
Somadas, as carnes de frango, suíno e bovino do Paraná totalizaram 5.789.525 toneladas, representando 22,3% do total do Brasil. “O trabalho das cooperativas e agroindústrias do nosso Estado, aliado às demandas interna e externa, ajudou a evitar perdas mais severas da economia em um ano de grandes desafios”, diz o secretário estadual da Agricultura e do Abastecimento, Norberto Ortigara.
Colaboraram para impulsionar o desempenho paranaense a demanda internacional, devido a problemas sanitários no exterior; a taxa de câmbio, que melhorou a competitividade do produto; e o crescimento do consumo de frangos e suínos, alternativas mais baratas que a carne bovina.
SUÍNO – No ano passado, foram produzidas no Paraná 936 mil toneladas de carne suína, um aumento de 11,1% comparativamente a 2019. O Estado fica atrás apenas de Santa Catarina, responsável por 29% do total nacional, que apresentou crescimento de 16,3%, produzindo 1,3 milhão de toneladas. Já o Brasil produziu 4,5 milhões de toneladas de carne suína, volume 8,5% superior ao de 2019.
Segundo o analista de suinocultura do Departamento de Economia Rural (Deral), Edmar Gervásio, o resultado se deve a fatores como o crescimento do consumo interno, especialmente devido à pandemia, além da demanda internacional, que impulsionou as exportações, principalmente para países asiáticos, e pela substituição de proteínas mais caras, como a bovina.
Outro ponto do levantamento do IBGE que o técnico destaca é o peso médio por cabeça abatida no Brasil, de 90,7 quilos, alta de 2% com relação a 2019. O Paraná foi o que apresentou maior peso de abate entre os cinco principais estados produtores de carne suínam (que detêm 85% da produção nacional). O abate aconteceu com peso médio de 94 quilos, alta de 3% em relação ao ano de 2019.
FRANGO – A pesquisa mostra, ainda, que em 2020 o Paraná continuou liderando amplamente a lista de estados que mais abateram frangos, com 33,4% de participação nacional, seguido por Santa Catarina (13,7%) e Rio Grande do Sul (13,6%). No último trimestre de 2020, o Paraná foi o que mostrou maior variação positiva na quantidade de abates com relação ao mesmo período do ano passado, com 6,3%.
A produção total de carne de frango em 2020 foi de 4,49 milhões de toneladas, um crescimento de 3,9% na comparação com 2019. Na avaliação do Deral, entre os fatores principais para esse desempenho está a qualidade da carne, que também é mais acessível em termos de preços. Além disso, o Paraná, que lidera o ranking nacional nas vendas externas do setor, teve um crescimento de 1% na exportação sobre o ano de 2019, somando 1,6 milhão de toneladas.
BOVINOS – A produção de carne bovina também teve um pequeno aumento, de 0,64%, somando 358,3 mil toneladas, embora a atividade tenha registrado queda de 0,6% no número de abates de 2019 para 2020, seguindo a tendência nacional.
De acordo com o técnico do Deral, Fábio Mezzadri, há alguns anos, com a elevação nos valores de cereais como soja e milho, e a estabilidade nos valores da arroba, os produtores rurais vinham abatendo suas matrizes em alta escala e liberando os campos para o plantio de soja, em busca de melhor rentabilidade. (Com AEN).
O secretário estadual de Saúde, Beto Preto, anunciou nesta sexta dia (19) que o Governo do Estado planeja abrir mais 200 leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) exclusivos para Covid-19 nos próximos dias. Serão 20 no Hospital Universitário de Cascavel (Oeste) e 20 no Hospital Universitário de Ponta Grossa (Campos Gerais), além dos 5 leitos de UTI e 15 de enfermaria abertos no Hospital Regional do Litoral.
Os demais ainda dependem de novos equipamentos, como monitores e ventiladores, mas também vão reforçar o atendimento hospitalar de referência em todas as regiões do Estado.
Esse esforço se soma a 357 leitos de UTI e 890 de enfermaria ativados apenas neste mês de março. O Paraná tem atualmente 1.671 leitos de UTI e 2.787 leitos clínicos para adultos e, somados os pediátricos, são mais de 4 mil espaços exclusivos para atendimento da Covid-19.
“Desde 26 de fevereiro estamos tomando decisões muito difíceis. Trabalhamos diariamente para derrubar os números e continuamos abrindo leitos no decorrer dos últimos 20 dias. São mais de mil leitos no Paraná inteiro apenas neste mês. Se pegarmos desde o início da pandemia, são mais de 4 mil leitos, o equivalente a 40 hospitais de campanha de 100 leitos, com 40 de UTI e 60 de enfermaria cada”, destacou o secretário.
Segundo ele, a estratégia utiliza a expertise de hospitais já instalados e com histórico de atendimento no Estado, como o reforço executado ao longo da pandemia nos quatro hospitais universitários e na entrega dos três hospitais regionais de Ivaiporã, Guarapuava e Telêmaco Borba.
“Observamos a fila todos os dias. Ela baixou um pouco, mas continua alta. Ninguém está desassistido. De alguma forma, em algum leito de hospital, em algum leito de unidade de pronto atendimento, o paciente está acolhido. Os paranaenses estão sendo assistidos por equipes treinadas”, acrescentou Beto Preto. “Esse é um dos motivos dos decretos. Precisamos apertar um pouco mais nesse momento”.
NOVO DECRETO – Um novo decreto assinado pelo governador Carlos Massa Ratinho Junior na sexta dia (19) impôs medidas mais restritivas de circulação para 11 municípios da Região Metropolitana de Curitiba. A medida se soma à renovação da Bandeira Vermelha na Capital, que continuará seguindo legislação própria e não se enquadra na normativa estadual. (Com AEN).
O Cenipa (Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos) da Força Aérea Brasileira seguirá com investigações sobre a queda de aeronave de pequeno porte em aeroporto executivo de Cascavel, na noite deste sábado dia (20).
O órgão foi comunicado ainda ontem pela Polícia Federal de Cascavel e representantes devem vir a cidade neste domingo dia (21).
O local com destroços da aeronave foi isolado por equipes da Polícia Militar. Os corpos dos empresários Lyncoln Carneiro e Carlos Morales, que morreram no acidente aéreo, foram retirados pelo IML (Instituto Médico Legal) com apoio do Corpo de Bombeiros na noite de sábado (20).

(Foto: Arquivo Pessoal).
Quando equipes de socorro chegaram ao aeroporto executivo às margens da PR 486 as vítimas já estavam sem vida.
Na manhã desta sexta dia 19, a Prefeitura de Cascavel publicou no Diário Oficial do Município o Estado de Calamidade Pública.
A ação considera as condições da Pandemia, com as diversas infecções com a Covid-19, além dos protocolos encaminhados pelo Ministério da Saúde e pela OMS (Organização Mundial da Saúde).
O documento também considera as ações emergenciais necessárias para conter o avanço do Novo Coronavírus, as finanças públicas e a meta fiscal do município, as quais poderão ser comprometidas.
Com o fato, o Poder Executivo solicitará à Assembleia Legislativa do Paraná o reconhecimento de Estado de Calamidade Pública para os fins do disposto no Artigo 65 da Lei Complementar Federal, número 101, de 4 de maio de 2000.
Os policiais civis, policiais penais, policiais científicos, policiais e bombeiros militares estão entre os profissionais na linha de frente durante a pandemia. Mais um fator de risco para eles, que já enfrentam diariamente o perigo na missão de salvar, proteger e garantir a segurança pública da sociedade, seja nas ruas, nas penitenciárias, delegacias ou batalhões.
Infelizmente, diariamente os números da pandemia crescem no Brasil, apontando uma triste realidade: estamos à beira do caos. O sistema de saúde está em colapso, poucos brasileiros foram vacinados e muitas pessoas ainda vão perder a vida.
E nas tristes estatísticas estão também os profissionais da área de segurança pública. Dezenas de policiais e bombeiros faleceram por complicações da Covid-19 e centenas foram contaminados.
Entre os policiais e bombeiros militares da ativa, somente em Curitiba e região metropolitana foram 829 contaminados, em dados registrados até o dia 25 de fevereiro, e sem somar os militares estaduais de outras regiões do Estado.
Desde o início da pandemia, até o dia 05 de março, foram totalizados 726 casos de policiais penais contaminados e cinco deles acabaram não resistindo.
Entre os policiais científicos, foram 51 casos de contaminações e afastamentos, até o dia 04 de março. O número pode parecer pequeno, mas não é quando comparado ao quantitativo da Polícia Científica no Paraná, que possui 516 profissionais, entre peritos oficiais e auxiliares.
Somam-se ainda dezenas de casos de policiais civis, cerca de 20 delegados contaminados e ao menos duas mortes.
Sem qualquer reconhecimento profissional, os policiais e bombeiros paranaenses também estão morrendo, mas mesmo diante do caos, não "abandonam o barco". Todos os dias, deixam suas famílias na incerteza de como retonarão para as suas casas, mas seguem firmes na missão, pelo bem da sociedade.
É pedir muito ao Governador do Paraná, Ratinho Junior, que ele reconheça todo esse esforço e dedicação? Quanto vale a vida dos nossos policiais e bombeiros?
A Copel prorrogou o prazo da chamada pública para contratação de energia proveniente de autogeradores. As propostas poderão ser inscritas até 18 de junho de 2021. Antes do prazo final, porém, será realizado um webinar para explicar os principais tópicos da chamada e tirar dúvidas dos potenciais participantes. O seminário online está agendado para o dia 24 de março, das 14h30 às 16h30, e pode ser assistido gratuitamente pelo link https://youtu.be/4tOFHGllGps.
O edital da chamada pública, inédita no Brasil, foi lançado em novembro do ano passado, autorizado pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) mediante solicitação feita pela Copel para implantar esse projeto-piloto de cinco anos.
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A previsão é contratar até 50 MW (megawatt) médios de energia nessa modalidade, equivalente a 438 mil MWh/ano ou 1,9% de sua carga anual.
"Por ser um projeto bastante específico e em vista de seu ineditismo, vimos a necessidade de esclarecer bem os tópicos referentes à chamada para que as propostas inscritas venham completamente alinhadas à expectativa da Copel”, afirma o superintendente de Smart Grid e Projetos Especiais da companhia, Julio Omori. Por conta disso, após o webinar, os interessados ainda terão até de 14 de maio para solicitar esclarecimentos sobre o texto.
MICRORREDES – O objetivo da chamada é atrair produtores independentes de pequeno e médio porte, incluindo minigeradores, aproveitando ainda mais o potencial energético do Estado, com capacidade para operar de maneira conectada. Para vender à Copel, os autogeradores terão de constituir uma microrrede – um sistema elétrico independente, que funciona como uma “ilha de energia”, integrando à rede de distribuição geração, armazenamento e consumo.
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Os autogeradores que constituirão as microrredes vão entregar a energia contratada para a Copel e, com isso, poderão abastecer um grupo de consumidores próximos. Eles devem estar inseridos em uma das 32 macrorregiões listadas na chamada. São elas: Almirante Tamandaré, Alto Paraná, Arapoti, Barboza Ferraz, Campo do Assobio, Canteiro Segredo, Cascavel, Castro, Clevelândia, Colombo, Distrito Industrial de Telêmaco Borba, Figueira, Governador Parigot de Souza, Guaraituba, Igapó, Jaguariaíva, Lapa, Marialva, Morretes, Passo do Iguaçu, Piraquara, Pitanga, Ponta Grossa Norte, Ponta Grossa Sul, Pontal do Sul, Quatro Barras, Rio Branco do Sul, Sabará, Salto do Meio, Tafisa, Tunas e União da Vitória. À Copel caberá a responsabilidade pelo controle e segurança da operação.
A chamada vai abranger acessantes que geram de 1 a 30 MW (potência capaz de atender 100 mil consumidores), sem restrição da fonte geradora, com custo máximo de venda de R$ 311/MWh. Os proponentes terão de dar garantias de sustento de geração para atender a microrrede e controle sobre a potência por, pelo menos, cinco horas ininterruptas. Este critério foi estabelecido em comum acordo entre Copel e Aneel.
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A autorização da Aneel para a chamada pública é denominada sandbox regulatório – espécie de ambiente de teste, conhecido como “caixa de proteção” regulatória. Nessa regra a duração e as condições são previamente delimitadas para que os agentes do setor possam pôr em prática as inovações. (Com AEN)
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