Pacto pela Inovação quer ampliar, unificar e difundir tecnologia pelo Paraná

O Paraná estabeleceu uma nova estratégia para ampliar e unificar o ecossistema de inovação, além de difundir de maneira mais harmônica a tecnologia pelo Estado. Para isso, a Superintendência Geral de Inovação (SGI), órgão vinculado à Casa Civil, lançou o Pacto pela Inovação. O projeto está percorrendo diferentes regiões para divulgar ações, ligar soluções a demandas e amplificar o ambiente de negócios, fazendo com que o Poder Público possa se abrir a iniciativas inovadoras.

 

A “caravana da tecnologia” já passou por Curitiba, Londrina, Ponta Grossa, Cascavel e Foz do Iguaçu. Maringá vai receber o evento em outubro. Na sequência, há agendas previstas para Campo Mourão, Arapongas, Apucarana, Pato Branco e Francisco Beltrão.

 

O Estado tem mais de mil startups e quase 5 mil empresas trabalhando com inovação, além de sete universidades estaduais e uma federal alimentando diariamente as cidades e pequenos negócios com inovação. Também tem financiado redes de pesquisa temáticas e a integração entre todos os setores com apoio da Fundação Araucária e do Tecpar. É o segundo estado em cidades inteligentes, em um mercado que movimenta bilhões todos os anos.

 

“No Pacto, convidamos as universidades, indústria, comércio, governo e Sebrae e dedicamos um dia inteiro para conversas e apresentações. O foco é sempre fazer a tecnologia avançar e chegar a todos, ampliando esse ecossistema. O Paraná tem uma grande rede de inovação, que agora vamos tornar mais ampla, ligando as soluções pensadas por startups a necessidades da população”, destacou o superintendente-geral de Inovação do Estado, Marcelo Rangel.

 

Uma das ideias é abrir os projetos ao poder público, nas esferas estadual e municipal, amparada na Lei da Inovação, que será regulamentada. A lei também torna possível o apoio aos ambientes de inovação, como os Núcleos de Inovação Tecnológica das universidades, incubadoras, aceleradoras e parques tecnológicos em todas as regiões do Estado.

 

Segundo Rangel, essas novas estratégias são fundamentais para os desafios do futuro. “As prefeituras também querem implantar leis que abrem o poder público à tecnologia, funcionando como um grande laboratório de testes. É a era da hiperconectividade. Temos que usar essas ferramentas para melhorar os serviços e as políticas públicas”, disse.

 

O superintendente citou como exemplo a criação do bairro inteligente de Foz do Iguaçu, na Região Oeste, o primeiro do País. No Vila A, são demonstradas e testadas soluções e intervenções tecnológicas, monitoradas por meio de aplicativos customizados que permitem, inclusive, comunicação direta com os moradores.

 

O projeto faz parte de um convênio entre Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI), Parque Tecnológico Itaipu (PTI), Itaipu Binacional e Prefeitura de Foz do Iguaçu.

 

Entre as iniciativas, já começaram a funcionar na região os primeiros semáforos inteligentes, além de câmeras de reconhecimento facial e iluminação pública inteligente – com telegestão e regulação da intensidade de brilho. Algumas das luminárias inteligentes têm, inclusive, câmeras de reconhecimento facial.

 

“É um exemplo fantástico do que pode ser feito a partir do Pacto pela Inovação. Se qualquer tipo de proposta der certo ali, poderá ser difundida para o mundo todo. E a empresa vai crescer, gerar mais impostos, empregos e desenvolvimento. É isso que queremos ver espalhado por todo o Paraná”, comentou Rangel.

 

REGULAMENTAÇÃO – Essa aproximação entre a inovação e a gestão pública usa o conceito de sandbox (caixa de areia), um ambiente específico para testes de tecnologias inovadoras. Após um período de execução, os resultados e riscos são avaliados. No Paraná, a expectativa é que a Lei da Inovação seja regulamentada pelo Estado nesse semestre, estabelecendo uma metodoloia para pavimentar essa relação entre o público e o privado.

 

“A partir daí o Estado estará completamente aberto para esses testes, ampliando a atuação das startups e das soluções tecnológicas. A medida atende completamente uma das diretrizes da administração do governador Carlos Massa Ratinho Junior: fazer do Paraná o Estado mais moderno e inovador do País”, disse Rangel.

 

Esse sandbox regulatório vai desburocratizar a legislação e fomentar a parceria entre Estado e empresas de tecnologia, criando um ambiente de inovação. Permite, por exemplo, que essas empresas ofereçam seus serviços sem parte das atuais restrições e por períodos limitados, novos produtos e serviços poderão ser experimentados pelo poder público para avaliar o impacto sobre os usuários.

 

Esse "teste" poderá ocorrer antes que as empresas tirem todas as licenças e alvarás exigidos pela legislação e os serviços e produtos que tiverem resultado positivo para o Estado poderão sofrer adequações e, então, serem implementados de forma definitiva em prol do cidadão.

 

"Um exemplo é uma empresa que quer testar em um número x de linhas de ônibus o pagamento da passagem por meio de reconhecimento facial e adequar a tecnologia para que seja efetivada pela Coordenação da Região Metropolitana de Curitiba (Comec). É uma forma de abrir a gestão pública e encontrar novas formas de lidar com os dilemas do cotidiano", arrematou Rangel. "Ao fomentar essa nova expansão da inovação, o Paraná também vai se consolidar como exportador de tecnologia". (Com AEN)

 

 

 

Com 2,5 milhões de triagens, portos investiram R$ 14 milhões no combate à Covid-19

Em um ano e meio, a Portos do Paraná investiu cerca de R$ 14 milhões na prevenção e combate à Covid-19. Desde o final de março de 2020 e até 22 de setembro de 2021, a empresa pública mantém uma estrutura sanitária reforçada, incluindo equipe médica e de enfermagem alinhada com os protocolos do governo federal, do Estado e dos municípios de Paranaguá e Antonina.

 

“Mesmo antes da Covid-19 ser declarada pandemia pela Organização Mundial da Saúde, já fazíamos um trabalho intenso para proteger os nossos trabalhadores, tanto no acesso à faixa portuária, como no acesso dos caminhoneiros ou na área de administração. Esses setores não pararam um dia sequer”, lembra o diretor-presidente da Portos do Paraná, Luiz Fernando Garcia.

 

As atividades que vêm sendo desenvolvidas ao longo desses 18 meses são campanhas educativas, comunicação constante, contratação de empresas especializadas em sanitização e desinfecção, disponibilização de álcool em gel, máscaras e estrutura de banheiros e pias para a higienização das mãos.

 

“É importante ressaltar o esforço de toda a nossa equipe, em parceria com a Secretaria de Estado da Saúde, pela regional do Litoral, e com as secretarias municipais para conseguir vacinar toda a comunidade portuária de Paranaguá e Antonina”, afirma Garcia.

 

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A primeira dose da vacina foi aplicada no final de maio deste ano. O ciclo da imunização, com a segunda dose, aconteceu em agosto. “Estimamos que quase 90% dos trabalhadores portuários do Paraná já estão completamente imunizados. Porém, seguimos com as medidas de prevenção como a exigência do uso de máscara, álcool em gel e do distanciamento”, diz o diretor-presidente.

 

RETORNO – Imunizados, desde o dia 1º de setembro os colaboradores da Portos do Paraná – cerca de 525 pessoas, que estavam trabalhando de forma remota, em regime de revezamento e escala – já retornaram ao trabalho presencial. Como explica o diretor de Meio Ambiente da Portos do Paraná, João Paulo Ribeiro Santana, o retorno foi possível graças aos resultados positivos do trabalho de prevenção.

 

“No mês de agosto, segundo os registros da nossa equipe de saúde e segurança do trabalho, os atendimentos necessários representaram 0,003% do total de trabalhadores que passaram pela aferição dos técnicos e técnicas de enfermagem”, afirma Santana.

 

Ele ainda detalha que dos 26.359 caminhoneiros que passaram pela triagem de saúde no pátio, apenas 1 foi encaminhado com alguma queixa; e dos 124.840 trabalhadores que acessaram o cais do Porto de Paranaguá no mês, três precisaram passar pelo médico.

 

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“A queda é significativa no número de atendimentos médicos em encaminhamentos preventivos à Covid-19. Antes da vacina, em maio, no acesso à faixa portuária, chegamos a registrar 32 atendimentos médicos e 16 coletas de exame RT-PCR. Em agosto, não foi feita coleta de exame”, completa o diretor de Meio Ambiente.

 

ATENDIMENTOS – De 25 de março de 2020 até 31 de agosto de 2021 foram realizadas 2.509.648 triagens de saúde (com aferição de temperatura e questionário da equipe de enfermagem). Desse total, 762 atendimentos médicos foram realizados, sendo que 313 pessoas apresentaram sintomas de Covid-19. Foram considerados suspeitos 282 casos, sendo que a grande maioria – 248 casos - foram descartados depois de realizarem o exame por RT-PCR. Trinta foram encaminhados para o sistema público municipal de saúde, como exige o protocolo. Outras quatro pessoas não precisaram ser encaminhadas, apenas cumpriram a quarentena em casa.

 

CONTINUIDADE – Além da exigência do uso obrigatório de máscara, permanecem as recomendações de higienização das mãos e distanciamento social, segundo a Gerência de Saúde e Segurança do Trabalho da Portos do Paraná.

 

Também continuam, por tempo indeterminado, a disponibilidade da ambulância dedicada para remoção, se necessária, de tripulantes com Covid-19; espaços de higienização na entrada interna do Prédio Dom Pedro II (estruturas disponibilizadas pelo Órgão Gestor de Mão de Obra dos trabalhadores portuários avulsos do Porto de Paranaguá - OGMO); disponibilização de álcool em gel em todos os acessos de pessoas e veículos; higienização constante dos torniquetes e leitores de crachá; e atendimento limitado ao distanciamento social nos locais de acúmulo de pessoas (portaria e credenciamento); além das campanhas e cartazes de orientação sobre as medidas preventivas. (Com AEN)

 

 

 

Programa de energia renovável atrai produtores rurais e já tem 656 projetos prontos

O Programa Paraná Energia Rural Renovável (RenovaPR) já tem 656 projetos elaborados a pedido de interessados em instalar unidades de energia solar fotovoltaica ou biodigestor, alcançando o montante de R$ 120 milhões. Desses, 244 projetos técnicos já estão em bancos para financiamento, o que representa R$ 43.984.617,96. Em aproximadamente dois meses após lançamento, pelo menos 5 mil produtores rurais já procuraram os escritórios municipais do Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná-Iapar-Emater (IDR-Paraná) em busca de informações.

 

Além do atendimento ao agricultor, o IDR-Paraná lançou editais de chamada pública para interessados em prestar serviços para energia solar e biogás em ambientes rurais. Até este momento, o Edital 001/2021, para integradoras de energia solar, possui 346 empresas cadastradas. Dessas, 321 já passaram por todo o processo e estão homologadas para atender produtores rurais em projetos. O Edital 002/2021, para a modalidade biogás/biometano, tem até agora 13 empresas cadastradas e nove já homologadas.

 

 

O secretário de Estado da Agricultura e do Abastecimento, Norberto Ortigara, destacou que o Paraná está dando oportunidade para que os produtores mostrem ao mundo sustentabilidade e capacidade de inovação para garantir mais renda nas propriedades. “A energia é um insumo cada vez mais relevante nos processos agrícolas, representando boa parte dos custos”, afirmou. “A geração própria, a partir de fontes renováveis, ajuda a reduzir custos, além de dar mais qualidade à energia, pela estabilidade no suprimento. Por isso, o agricultor precisa ter muito presente a importância dessa riqueza.”

 

Os produtores interessados precisam se dirigir à unidade municipal do IDR-Paraná mais próxima de sua propriedade. É ali que ele manifesta a vontade de aderir ao programa e opta, entre os homologados, a quem melhor atende seus objetivos. Caso pretenda aproveitar os benefícios do Banco do Agricultor Paranaense, pelo qual o Estado assume o pagamento total da taxa de juros, o produtor deve procurar também o agente financeiro credenciado a esse programa.

 

SUSTENTABILIDADE - Segundo o coordenador do RenovaPR, Herlon Goelzer de Almeida, do IDR-Paraná, o Estado possui hoje cerca de 2.300 unidades produtivas rurais gerando energia própria. Dessas, 2.100 pelo sistema solar fotovoltaico e 200 a partir de biodigestores. “O programa RenovaPR colocou como meta 100 mil unidades produtivas gerando sua própria energia até 2030”, afirmou Almeida. O IBGE estima em 305 mil o número de estabelecimentos rurais no Estado.

 

Para ele, o incentivo à energia renovável por parte do governo e a crescente procura por parte dos produtores têm pelo menos duas variáveis importantes. Uma delas é o peso que a energia elétrica tem no custo de produção no meio rural.

 

“Existe um decreto presidencial estabelecendo que até 2023 a energia rural vai perder o subsídio concedido desde 1930, o que vai elevar ainda mais a tarifa. Então, o programa ganha mais importância como auxílio na redução do custo de produção”, argumentou o coordenador do RenovaPR. “Além disso, o Estado optou por substituir o programa Tarifa Rural Noturna pela medida mais duradoura e racional do estímulo à produção própria de energia renovável.”

 

De acordo com Almeida, tão relevante quanto o fator custo é a participação do Estado no cumprimento dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), proposto pela Organização das Nações Unidas. O ODS 7 prevê que, até 2030, seja assegurado o acesso universal, confiável, moderno e a preço acessível à energia. Além disso, propõe que seja aumentada, de forma substancial, a participação de energias renováveis na matriz energética mundial.

 

MENOS GASTO - Em Cafelândia, o primeiro contrato assinado do RenovaPR beneficiará a propriedade de 3,5 alqueires que Armindo Zuck tem com o filho Anderson no distrito de Campina. Ali eles se dedicam à avicultura e à bovinocultura de leite, com consumo que vai de 6 mil quilowatts/mês a até 14 mil, dependendo da temperatura e do uso dos equipamentos.

 

Isso obriga o desembolso em torno de R$ 4,5 mil a R$ 5,5 mil por mês. “Às vezes, o que sobraria para a gente vai tudo em energia, é o maior custo da propriedade”, disse Anderson. Mas esse gasto está com os dias contados. As estruturas que receberão 178 placas fotovoltaicas estão sendo montadas e a expectativa é que em outubro, com os 9.500 quilowatts que serão gerados, a fatura seja a mínima.

 

Foi durante reunião do Conselho Municipal de Desenvolvimento que a família Zuck ficou sabendo dos programas RenovaPR e Banco do Agricultor Paranaense e da possibilidade de financiar a instalação das placas e do Estado bancar o pagamento de 100% da taxa de juros. “Um dos grandes atrativos que levou ao investimento neste momento foi a questão do Banco do Agricultor Paranaense que ajudou na taxa de juros do empreendimento”, afirmou.

 

BANCO - Em Francisco Beltrão, onde os proprietários rurais têm buscado muitas informações e muitos já se decidiram pela energia renovável, a família Gandolfi deve reduzir a conta já em outubro. Na propriedade são produzidos 1.400 litros/dia de leite e mantidas em alojamento 20,4 mil aves.

 

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“Nós tomamos a decisão de mudar por causa da energia, que tem aumentado cada vez mais”, disse Joélcio Marcos Gandolfi, que divide o trabalho com o pai, Silvestre. Ele destacou que a família estava com todo o processo de reconversão em andamento e ajustado, que pagaria 3% de juro, quando foi informada sobre o Banco do Agricultor Paranaense. “Demos baixa no processo, fomos no IDR-Paraná, fizemos o projeto por lá e encaminhamos para o banco que já liberou o financiamento com juro zero”, contou.

 

Segundo o produtor, a conta de energia chegava a até R$ 2 mil. “E estão falando que nos próximos tempos terá cada vez menos água e a energia ficará cada vez mais cara”, salientou. Agora, a família espera que as 68 placas, com potência de 3800 quilowatts, garantam o consumo e ainda sobre. O investimento de R$ 132 mil deve ser amortizado pelos próximos dez anos. “Tem dez anos para pagar o financiamento, sem juro ainda, é um negócio muito bom, não pode perder”, afirmou Joélcio. (Com AEN)

 

 

 

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