Campanha de vacinação contra a gripe começa em 12 de abril

A Secretaria da Saúde do Paraná participou nesta terça-feira (6) de reunião técnica virtual com o Ministério da Saúde para orientações sobre a 23ª Campanha Nacional de Vacinação contra a Influenza, que terá início na semana que vem, dia 12, e seguirá até 19 de julho.

 

A meta para todos os estados, segundo o governo federal, é imunizar pelo menos 90% dos grupos prioritários. O Paraná deverá vacinar 4,4 milhões de pessoas e, para iniciar a primeira fase, recebeu 372 mil doses do Ministério da Saúde.

 

“Vamos trabalhar com duas campanhas simultaneamente, contra a Covid-19, já em andamento, e a partir do dia 12 contra a Influenza. O Paraná tem expertise em vacinação, conta com uma rede com 1.850 salas de vacina distribuídas por todos os municípios e equipes capacitadas e preparadas”, disse o secretário de Estado da Saúde, Beto Preto.

 

As orientações recebidas do Ministério serão repassadas nesta quarta (7) para as 22 Regionais de Saúde do Estado.

 

“Destacamos a importância da vacina da gripe. Além de prevenir o surgimento de complicações, internações e óbitos decorrentes da própria infecção, reduzirá os sintomas que podem ser confundidos com a Covid-19. Com mais pessoas vacinadas contra a gripe o diagnóstico médico para outras doenças respiratórias será facilitado”, explicou o secretário.

 

PÚBLICO – A vacinação será feita de forma escalonada. Os grupos prioritários serão distribuídos em três etapas. Na primeira, de 12 de abril a 10 de maio, serão imunizadas crianças de 6 meses a menores de 6 anos de idade (5 anos, 11 meses e 29 dias), gestantes, puérperas, povos indígenas e trabalhadores da saúde.

 

Na segunda fase, de 11 de maio a 8 de junho, a vacinação abrangerá idosos com 60 anos e mais, professores das escolas públicas e privadas.

 

Na terceira etapa, de 9 de julho e 19 de julho, estão pessoas com comorbidades, pessoas com deficiência permanente, caminhoneiros, trabalhadores de transporte coletivo rodoviário de passageiros urbano e de longo curso, trabalhadores portuários, forças de segurança e salvamento, forças armadas, funcionários do sistema de privação de liberdade, população privada de liberdade e adolescentes e jovens em medidas socioeducativas.


“Salientamos que pela primeira vez os idosos não estão na primeira etapa da vacinação da Influenza porque neste momento o grupo ainda está sendo atendido com a dose contra a Covid-19. Os idosos estão com suas doses garantidas na segunda etapa da campanha”, destacou a diretora e Atenção e Vigilância em Saúde da Sesa, Maria Goretti David Lopes.

 

A chefe da Divisão do Programa Estadual de Imunizações, Vera Rita da Maia, lembrou ainda a importância de que gestantes e crianças recebam a vacina contra a gripe logo no início da campanha porque estes grupos ainda não estão imunizados pela vacina contra Covid-19 e precisam de proteção. “Mesmo que este público esteja em isolamento, como o recomendado, é necessária a imunização contra a gripe”, disse Vera Rita.


COVID-19 – O Ministério da Saúde não recomenda a aplicação das vacinas contra a Covid-19 e contra a gripe simultaneamente. A orientação, neste momento, é priorizar a imunização contra a Covid-19 e respeitar o intervalo de 14 dias entre uma e outra dose.

 

A estratégia de vacinação contra a influenza foi incorporada ao Programa Nacional de Imunizações (PNI) em 1999, com propósito de reduzir internações, complicações e óbitos na população-alvo. (Com AEN)

 

 

 

Ferrovia que vai transformar o Paraná será verde e sustentável

A vocação da Nova Ferroeste vai além de unir por trilhos Paraná e Mato Grosso do Sul, dois dos principais polos exportadores do agronegócio brasileiro, e se transformar no segundo maior corredor de transporte de grãos e contêineres do País, perdendo em capacidade apenas para a malha paulista. A ferrovia quer nascer verde e sustentável.

 

Todo o projeto foi desenvolvido para ter o mínimo possível de impacto socioambiental. O desenho preliminar do traçado de 1.285 quilômetros entre Maracaju (MS) e o Porto de Paranaguá, por exemplo, não prevê nenhuma interceptação em comunidades indígenas, quilombolas ou em Unidades de Proteção Integral.

 

Os técnicos responsáveis pela proposta alinharam o traçado a um distanciamento mínimo de cinco quilômetros dessas coletividades ou pontos de conservação. Já no final do percurso, toda a estrutura da nova ferrovia que vai cortar a Serra do Mar foi alinhada com o Plano Sustentável do Litoral, concebido em 2019.

 

“A sustentabilidade tem um peso muito importante em todo o projeto. Buscamos mitigar o máximo possível questões ambientais para que a Nova Ferroeste seja de fato uma ferrovia verde, que se preocupa com o desenvolvimento sustentável do País”, disse o coordenador do Grupo de Trabalho Ferroviário do Estado do Paraná, Luiz Henrique Fagundes.

 

Outra preocupação, destacou o coordenador, é com a redução dos conflitos urbanos. A orientação é para que os trechos da ferrovia evitem cruzar as cidades. Em Curitiba, por exemplo, os trilhos serão todos desviados, sem a passagem de trens por cruzamentos que podem gerar acidentes. “É, sem dúvida, uma iniciativa que vai deixar a capital paranaense muito mais segura, seja para motoristas ou pedestres”, afirmou Fagundes.

 

NAS ESTRADAS – A instalação do modal terá impacto também na melhoria da qualidade do ar. A conta simples prevê que um trem com 100 vagões substitui 357 caminhões, ambos com capacidade aproximada de 100 toneladas de carregamento. “É uma redução significativa na emissão de gases do efeito estufa. Não existe dúvida de que o trem é melhor ambientalmente do que um motor a combustão”, ressaltou o coordenador.

 

Ele lembra também que com menos caminhões trafegando, as estradas tendem a ser mais seguras de uma maneira geral. “É um pedido dos próprios caminhoneiros para que o trabalho deles fique concentrado em trechos menores, com distâncias mais curtas e possibilidade de fazer uma quantidade maior de fretes”, disse Fagundes.

 

AUTORIZAÇÃO – Outro ponto importante é que o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) concedeu no início deste ano a Autorização de Captura, Coleta e Transporte de Material Biológico (Abio) para o projeto da Nova Ferroeste. É mais uma etapa no processo de licenciamento ambiental da proposta, que foi qualificada no Programa de Parcerias de Investimentos (PPI), do governo federal.

 

A Abio permitiu o início dos trabalhos de campo para o diagnóstico ambiental da fauna na área do projeto da Nova Ferroeste. Essa etapa é balizada por um plano de trabalho, analisado e aprovado pelo Ibama, no qual são indicados os pontos de amostragem e a metodologia a ser aplicada. Os dados a serem coletados em campo são essenciais para a avaliação de impactos ambientais da ferrovia, que será debatida com a sociedade após a conclusão dos estudos.

 

ESTUDOS – A Ferroeste foi qualificada em meados de 2020 no âmbito do PPI, o que acelera o seu processo de desestatização. O pedido foi feito pelo Governo do Paraná e significa que a União vai ajudar o Estado com apoio técnico regulatório necessário em diversas áreas, da modelagem e meio ambiente à atração de investidores.

 

O Governo do Paraná firmou um acordo de cooperação técnica com o Mato Grosso do Sul em 2020 para acelerar projeto. A empresa TPF Engenharia, contratada pelo Governo do Estado, está realizando os Estudos de Viabilidade Técnico-Operacional, Econômico-Financeira, Ambiental e Jurídica (EVTEA).

 

O Estudo de Impacto Ambiental (EIA) e seu respectivo Relatório de Impacto Ambiental (RIMA) são coordenados pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe), da Universidade de São Paulo (USP).

 

FERROVIA – O projeto busca implementar o segundo maior corredor de transporte de grãos e contêineres do País. A área de influência indireta abrange 925 municípios de três países. São 773 do Brasil, 114 do Paraguai e 38 da Argentina. No Brasil, impacta diretamente 425 cidades do Paraná, Mato Grosso do Sul e Santa Catarina, totalizando cerca de 9 milhões de pessoas. A área representa 3% do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro.

 

A expectativa, de acordo com os técnicos, é que pela Nova Ferroeste seja possível o transporte de 54 milhões de toneladas por ano – ou aproximadamente 2/3 da produção da região. 74% seriam de cargas destinadas para a exportação.

 

A previsão é que os estudos de viabilidade sejam finalizados em setembro e os estudos de impacto ambiental em novembro. A intenção é colocar a ferrovia em leilão na Bolsa de Valores do Brasil (B3), com sede em São Paulo, logo na sequência. O consórcio que vencer a concorrência será também responsável pelas obras.

 

ESPECIAL – O projeto da Nova Ferroeste está sendo esmiuçado ao longo desta semana em cinco reportagens especiais. A primeira, sobre o traçado, foi publicada na segunda-feira (05). Na terça-feira (06), foi reforçado o impacto econômico do modal. Por fim, as matérias trarão a expectativa do setor produtivo pela ferrovia e como o Porto de Paranaguá está se preparando para receber a nova demanda de grãos e contêineres, entre outros produtos. A intenção é explicar a importância da implementação deste novo corredor de exportação que vai unir duas potências do agronegócio mundial. (Com AEN)

 

 

 

Paraná amplia em 80% alcance do programa Caixa d’Água Boa com início da fase III

O Governo do Estado deu início à fase III, a maior do programa Caixa d’Água Boa. Até o momento foram distribuídos kits com reservatório domiciliar (500 litros), tubulação e base de sustentação metálica para 730 famílias (40,5%) de um total de 1.800 que serão beneficiadas apenas em 2021. O projeto vai atender 64 municípios ao longo deste ano.

 

O quantitativo vai ampliar em 80% o alcance do projeto. Nas duas outras etapas, entre 2019 e 2020, o Caixa d’Água Boa atendeu 2.199 famílias paranaenses em situação de vulnerabilidade social de 79 cidades diferentes.

 

Desenvolvido pela Sanepar em parceria com a Secretaria de Estado da Justiça, Família e Trabalho (Sejuf), o programa recebeu investimentos de aproximadamente R$ 9,9 milhões nas três fases – R$ 5,9 milhões da companhia de saneamento e R$ 4 milhões da secretaria estadual, via Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID).

 

 

“O projeto proporciona melhores condições habitacionais para famílias vulneráveis. Garante o fornecimento durante interrupções no fornecimento e evita a retirada de água da rede de distribuição durante horários de pico, contribuindo para o equilíbrio de todo o sistema”, afirmou o secretário estadual da Justiça, Família e Trabalho, Ney Leprevost.

 

Coordenador do projeto dentro da Sejuf, Everton de Oliveira destacou outro ponto positivo da iniciativa. “É fundamental neste momento de estiagem no Paraná, visto que quem não tem caixa d’água fica sem reserva alguma nos dias de rodízio no fornecimento. E também em relação à pandemia da Covid-19 em que a higienização constante das mãos é tão necessária”, disse.

 

O Paraná atravessa um período de severa estiagem, especialmente em Curitiba e Região Metropolitana. Desde o ano passado vigora no Estado o decreto de emergência hídrica, com interrupções no abastecimento de água.

 

PÚBLICO – O Caixa d’Água Boa é voltado para famílias vulneráveis, com renda per capita de até R$ 550. A prioridade é para moradores de áreas urbanas de municípios com baixo Índice de Desenvolvimento Humano (IDH).

 

A Sanepar é responsável por doar os conjuntos, compostos por reservatório domiciliar com capacidade de 500 litros, tubulação e base metálica. A Secretaria da Justiça, Família e Trabalho dá um auxílio financeiro no valor de R$ 1 mil para cada família para ser aplicado na mão de obra necessária à instalação. Já os municípios são responsáveis pelo armazenamento e distribuição dos materiais que compõem o kit e também pela fiscalizam a instalação. (Com AEN)

 

 

 

Capacitação sobre autismo é voltada para pais, cuidadores e educadores

Como parte das ações do Abril Azul, mês direcionado para a Conscientização do Autismo, a Secretaria de Estado da Saúde lança nesta segunda-feira (5), por meio da Diretoria de Atenção e Vigilância em Saúde e Escola de Saúde Pública do Paraná (ESPP), uma capacitação voltada para pais, cuidadores e educadores.

 

O curso é virtual, com duração de 20 horas e baseado em Análise do Comportamento Aplicada (ABA), terapia reconhecida internacionalmente com evidências científicas. A organização é da Divisão de Saúde das Pessoas com Deficiência da secretaria estadual da Saúde e ESPP, em parceria com o Flórida Institute of Tecnologie.

 

No conteúdo, disponibilizado no site da ESPP, temas como: o que é o autismo, práticas saudáveis de criação dos filhos, aprendizagem de pessoas com Transtorno do Espectro do Autismo e aprendizagem através de brincadeiras.

 

“A Sesa sabe da importância do Transtorno do Espectro do Autismo (TEA) e seu impacto na vida das pessoas. Por isso, destacamos a relevância das capacitações voltadas para o tema e que estão disponíveis para profissionais, pais e familiares. São conteúdos atualizados e que podem apoiar o tratamento e favorecer o cuidado das pessoas com suspeita ou diagnóstico de TEA”, disse o secretário da Saúde, Beto Preto.

 

TEA – O Transtorno do Espectro do Autismo é considerado um transtorno do neurodesenvolvimento com início na infância, que pode afetar a capacidade de se comunicar e interagir.

 

“Os sintomas do TEA variam de paciente para paciente, sendo os mais comuns as dificuldades de comunicação, dificuldade nas interações sociais, interesses obsessivos e comportamentos repetitivos”, explicou a chefe da Divisão de Saúde das Pessoas com Deficiência, Aline Jarchel de Oliveira.

 

Além da capacitação lançada hoje para pais, cuidadores e educadores, a ESPP mantém outro conteúdo específico, disponibilizado também em formato virtual e direcionado para profissionais como médicos, psicólogos, fonoaudiólogos, fisioterapeutas e enfermeiros, entre outros. Trata-se da Capacitação Multiprofissional em Análise de Comportamento Aplicada voltada ao Transtorno do Espectro Autista. (Com AEN)

 

 

 

Nova Ferroeste vai entregar mais economia, rapidez e maior eficiência

Eficiência, segurança, rapidez e economia. É sob essas premissas que nasce a Nova Ferroeste, estrada de ferro com 1.285 quilômetros que vai ligar Maracaju, no Mato Grosso do Sul, ao Porto de Paranaguá, no Litoral paranaense, dando origem a um dos mais importantes corredores de exportação do País.

 

O investimento estimado em R$ 20 bilhões vai mudar drasticamente a estratégia logística nacional. A começar pela redução do chamado “custo Brasil”. Estudos preliminares de demanda e traçado apontam para uma queda de 27% nas operações de exportação com a troca do modal rodoviário pelo ferroviário. Custo de produção cai de R$ 4,9 bilhões para R$ 3,7 bilhões no Paraná (-23%). E de R$ 3,8 bilhões para R$ 2,6 bilhões (-32%) no Mato Grosso do Sul.

 

Diferença que pode ser explicada justamente por um dos pontos que reforçam a competitividade do transporte ferroviário: quanto maior a distância a ser percorrida por trilhos, mais barato será o preço final da carga. O traçado elaborado pela equipe da GTFerrovias, vinculada ao Governo do Paraná, prevê uma economia logística de US$ 13 por tonelada.

 

“Por isso o carregamento de Maracaju, ponto inicial da ferrovia, até o Porto de Paranaguá terá um impacto maior na redução do frete do que de Guarapuava a Paranaguá, por exemplo”, destacou o coordenador do Grupo de Trabalho Ferroviário do Estado do Paraná, Luiz Henrique Fagundes. “O custo, porém, diminui de maneira uniforme ao longo de todo o traçado”, acrescentou.

 

Haverá, ainda, uma redução significativa no tempo de viagem quando comparado com o traçado atualmente em funcionamento. O grupo estima que a rota Cascavel/Paranaguá pela nova malha levará em torno de 18 horas, contra as atuais 100 horas.

 

Diminuição de tempo e custos que, na visão do diretor-presidente da Ferroeste e um dos coordenadores do projeto do novo eixo ferroviário, André Gonçalves, terá efeito cascata, com reflexo imediato nas gôndolas dos supermercados. “O consumidor final vai pagar menos na garrafa de óleo de soja, por exemplo, um dos principais produtos com origem na região”, disse.

 

FERROVIA – O projeto busca implementar o segundo maior corredor de transporte de grãos e contêineres do País, unindo dois dos principais polos exportadores do agronegócio brasileiro. Apenas a malha paulista teria capacidade maior.

 

A expectativa, de acordo com os técnicos, é que pela Nova Ferroeste seja possível o transporte de 35 milhões de toneladas por ano – ou aproximadamente 2/3 da produção da região, dos quais 74% seriam de cargas destinadas para a exportação.

 

Pelo planejamento, será construída uma estrada de ferro entre Maracaju, maior produtor de grãos do Mato Grosso do Sul, até Cascavel, no Oeste Paranaense. De lá, o trem segue pelo atual traçado da Ferroeste com destino a Guarapuava – os 246 quilômetros de ferrovias atuais serão modernizados –, até se ligar a uma nova ferrovia que vai da região Central do Estado ao Porto de Paranaguá, cortando a Serra do Mar. Há previsão, ainda, de um novo ramal entre Cascavel e Foz do Iguaçu.

 

ÁREA DE INFLUÊNCIA – O caminho a ser seguido pelos trens entre Maracaju e Paranaguá, de acordo com os estudos, terá influência direta em 425 municípios (925 indiretamente) de três estados brasileiros: Paraná, Santa Catarina e Mato Grosso do Sul. A área representa cerca de 3% do Produto Interno Bruto (PIB) do País, estimado em R$ 206 bilhões.

 

O alcance chega ao Paraguai (114 municípios e 39% da população) e Argentina (38 municípios e 1,2% da população). No total, terá impacto em 9 milhões de pessoas.

 

A previsão é que os estudos de viabilidade sejam finalizados em setembro e os estudos de impacto ambiental concluídos em novembro. A expectativa é colocar a ferrovia em leilão na Bolsa de Valores do Brasil (B3), com sede em São Paulo, logo na sequência. O consórcio que vencer a concorrência será também responsável pelas obras.

 

ESPECIAL – O projeto da Nova Ferroeste está sendo esmiuçado ao longo desta semana em cinco reportagens especiais. A primeira, sobre o traçado da via férrea , foi publicada da segunda-feira (05). Nesta terça-feira (06), a matéria reforça o impacto econômico do modal.

 

Na sequência, o tema será o desenvolvimento sustentável e setor produtivo, finalizando com a preparação feita pelo Porto de Paranaguá para receber a nova demanda de grãos e contêineres, entre outros produtos. A intenção é explicar a importância da implementação deste novo corredor de exportação que vai unir duas potências do agronegócio mundial. (Com AEN)

 

 

 

Vacina e informação clara vão ajudar o Paraná a sair da pandemia, diz secretário da Saúde

Um ano e um mês desde os primeiros casos confirmados de Covid-19 no Paraná, o Estado mantém a atenção total à doença. O foco agora, garante o secretário estadual da Saúde, Beto Preto, é manter firme os protocolos que evitam a disseminação do novo coronavírus, garantir a imunização rápida, principalmente dos grupos prioritários, e comunicar com clareza a população para que ninguém deixe de lado os cuidados necessários.

 

Nesta entrevista, Beto Preto traça um cenário sobre a pandemia e comenta sobre as novas cepas do coronavírus que ampliaram a contaminação e comprometeram ainda mais o sistema de saúde. “Estamos extremamente preocupados, o número diário de casos positivos está alto, o vírus continua circulando, em transmissão comunitária e com alta taxa de contágio”.

 

O secretário destaca a estratégia de acelerar a vacinação dos grupos prioritários, seguindo com o Plano Estadual de Imunização que prevê que 4,6 milhões de pessoas sejam vacinadas dentro dos grupos que estão mais expostos ou são mais suscetíveis à doença. “Se conseguirmos vacinar todo esse público até o final de maio, já irão diminuir as internações hospitalares e as mortes pela doença. Mas para isso é preciso ter o principal insumo, que é a vacina”, ressalta.

 

“Adotamos a estratégia de vacinar de domingo a domingo para acelerar a imunização dos grupos prioritários, mas também como campanha para incentivar as pessoas a se vacinarem. Alguns grupos ainda acreditam que a vacina é ruim, mas é o contrário, a vacina é o bálsamo da salvação”, explica. “Temos a missão de informar, e as questões de saúde pública às vezes não são bem entendidas, principalmente em um momento crítico como esse, que também influencia na atividade econômica”, afirma o secretário.

 

Quando a pandemia começou, há um ano, havia uma noção de que era uma doença nova e seria difícil, mas em algum ponto o senhor achou que chegaria ao que atravessamos hoje?

 

Achei que sempre estivemos no fio da navalha. Primeiro, encaramos o início da doença como mais uma virose respiratória, mas com o passar do tempo, com os relatos dos casos que necessitaram de internação hospitalar em uma UTI, ficou claro que era algo muito diferente e abrangente. Quem trabalha com imunologia e virologia sabe que a estrutura viral vai se remodelando ao longo do tempo, por isso o surgimento das cepas diferentes. Daquele organismo de 2020, o Sars-CoV-2, temos hoje diversas cepas. Foi constatado no Paraná uma forte circulação da P1, a cepa amazônica brasileira, que tem um contágio muito maior, com muito mais rapidez de evolução do quadro clínico, por isso o colapso do sistema de saúde. Mas tem a variante britânica, a sul-africana e outras cepas que mudam ao longo do tempo. Olhando para tudo isso de maneira retrospectiva, não dava para imaginar que chagaríamos hoje no que estamos passando.

 

Apesar de eu sempre ter uma leitura de que poderia recrudescer, achava que o pior momento seria no inverno. Por isso estamos extremamente preocupados, o número diário de casos positivos está alto, o vírus continua circulando, em transmissão comunitária e com alta taxa de contágio. Teremos que passar por isso com muita resiliência, tolerância, mas principalmente, com bom senso. Perdemos muitas batalhas, esta guerra nos custou muitas vidas, um esforço enorme da população e consequências para a economia. Mas temos que vencer a pandemia e, para isso, montamos estratégias. Não paramos de trabalhar, a saúde continua de pé e nós vamos avançar.

 

O senhor consegue visualizar quando a situação estará mais calma?

 

Se conseguirmos vacinar até 31 de maio os cerca de 4,6 milhões de paranaenses que fazem parte dos grupos prioritários teremos uma queda expressiva no número de casos de doenças mais graves, que necessitam de internação hospitalar. O plano de imunização atinge a população com mais de 60 anos, aqueles com comorbidades como hipertensão arterial, diabetes, doenças brônquicas, policiais e professores e todos os grupos que se expõem mais ou tem mais riscos por causa da doença. Essa estratégia está montada, mas precisamos do insumo principal, que é a vacina. Mas também já começo a me preocupar com o cenário dentro de quatro ou cinco meses, no período do inverno. A Covid-19 não vai acabar em 2021, ela pode arrefecer, mas provavelmente teremos que continuar cuidando e vacinando. Continuaremos dando atenção à vida dos brasileiros e dos paranaenses para que possamos logo ter um horizonte, para que tenhamos um pouco da nossa vida de volta.

 

Se esse horizonte vem com a vacinação, o que tem sido feito para antecipar sua chegada?

 

Lançamos a estratégia de vacinar de domingo a domingo para ampliar o espectro dos grupos imunizados e acelerar esse processo. Temos muito a agradecer a todos que têm nos ajudados, os municípios e as secretarias municipais de Saúde. As vacinas chegam, são rapidamente distribuídas e os municípios já vão fazendo o seu trabalho. Mas essa campanha também serve para chamar a atenção de todos, porque uma parcela das pessoas ainda acredita que a vacina é ruim. Muito pelo contrário, a vacina é o bálsamo da salvação. Por isso quero pedir, chegando o seu momento de vacinar, procure a unidade de saúde mais próxima de casa. Tem que vacinar, é importante isso. (Com AEN)

 

 

 

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