Paraná apresenta iniciativas sustentáveis na agropecuária

O seminário "Biogás e Biometano: oportunidades econômicas para o meio rural da Região Sul", realizado em formato online na tarde de segunda-feira (29), debateu o desenvolvimento de projetos em energias renováveis e a união de esforços por políticas públicas. O evento integra a programação do 3º Fórum Sul Brasileiro de Biogás e Biometano, que ocorre de 29 de março a 1º de abril.

 

O secretário estadual da Agricultura e do Abastecimento, Norberto Ortigara, apresentou as ações do Governo do Paraná no setor e defendeu o diálogo entre os estados do Sul pela criação de políticas unificadas, com apoio do governo federal.

 

Governo investe em parcerias e tecnologia na agricultura, afirma secretário

 

Com índices expressivos da cadeia produtiva animal e das agroindústrias, o Paraná tem uma grande disponibilidade de dejetos para produção de energia renovável. Ortigara acrescentou que o Estado possui base legal e referências para promover mais competitividade no campo e, ao mesmo tempo, investir em sustentabilidade. “Queremos ampliar as fontes renováveis, seguindo os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU. O Paraná está fazendo seu dever de casa para estimular essa alternativa, com geração de emprego e renda”, afirmou.

 

O coordenador do programa Paraná Energias Renováveis, Herlon de Almeida, citou os esforços conjuntos da Secretaria e do IDR-Paraná. “O governo estadual colocou a energia renovável na ênfase das políticas públicas, e isso possibilitou termos uma proposta para o Paraná”, disse.

 

De acordo com ele, o IDR-Paraná já capacitou 154 técnicos com apoio do CIBiogás e da Embrapa. Também há intenção de credenciar, por meio de chamada pública, empresas privadas habilitadas para operar projetos em biogás. A expectativa é alcançar, até 2030, aproximadamente 8 mil a 10 mil propriedades com biogás no Paraná. “Com isso, vamos melhorar substancialmente o desempenho das cadeias produtivas de proteína animal e reduzir o impacto da energia nos custos de produção”, afirmou.

 

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SEMINÁRIO – O evento é organizado pelo CIBiogás, Embrapa, Universidade de Caxias do Sul e Sociedade Brasileira dos Especialistas em Resíduos das Produções Agropecuária e Agroindustrial (Sbera). A iniciativa do seminário é da Embrapa Suínos e Aves, Emater-RS, Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná-Iapar-Emater (IDR-Paraná) e Epagri-SC. (Com AEN)

 

 

 

 

 

 

 

 

Secretaria da Saúde registra mais 5 mortes por dengue no Paraná

Informe semanal da dengue divulgado nesta terça-feira (30) pela Secretaria da Saúde totaliza 5.540 casos confirmados da doença desde o início do período, em agosto de 2020. São 1.023 casos a mais que a semana anterior, que somava 4.517 confirmações.

 

O Informe registra cinco novos óbitos provocados pela dengue. Os casos ocorreram entre 25 de janeiro a 9 de março de 2021.

 

Duas mortes foram em Londrina: um homem de 69 anos, que apresentava comorbidade, hipertensão arterial e insuficiência renal crônica; e uma jovem de 19 anos, sem doenças pré-existentes.

 

Os outros óbitos foram registrados em Maringá (mulher de 89 anos, com quadro associado de hipertensão), Paranavaí (homem, de 46 anos, com hipertensão e obesidade) e em Paraíso do Norte (mulher de 20 anos, que estava no puerpério).

 

De acordo com o balanço, 14 pessoas morreram por dengue no período epidemiológico.

 

Paraná passa de 1 milhão de doses aplicadas da vacina contra o coronavírus

 

“O Governo do Estado segue em alerta para a dengue; o vírus está circulando, temos casos confirmados em 231 municípios paranaenses e pedimos que a população nos apoie neste enfrentamento, pois os focos e criadouros do mosquito estão concentrados nos domicílios”, disse o secretário estadual da Saúde, Beto Preto.

 

“É preciso verificar e eliminar pontos que acumulem água. Insistimos na recomendação: vamos remover os criadouros, cobrindo caixas d´água, baldes e reservatórios que ficam destampados nos quintais, além de outros cuidados como evitar os pratinhos com água nos vasos de plantas. A dengue é grave e causa mortes como confirmamos em nossos registros e monitoramento semanal”, afirmou.

 

Municípios do Paraná aderem à vacinação de domingo a domingo

 

INFORME – Vinte e dois municípios apresentam casos de dengue com sinais de alarme e dois municípios passaram a constar da relação neste informe, Colombo e Sengés. Onze municípios apresentam casos de dengue grave: Londrina entrou para a lista nesta semana. O Informe registra 45.798 notificações para a dengue distribuídas em 350 municípios. (Com AEN)

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Com queda nas doações de sangue, Hemepar pede ajuda à população

O Centro de Hematologia e Hemoterapia do Paraná (Hemepar) registrou uma queda de 13% no número de doadores entre fevereiro e março no Estado. Essa redução implica em 33% do estoque de distribuição, considerando que cada bolsa de sangue pode produzir até quatro hemocomponentes.

 

Governador destaca novo ritmo da campanha de vacinação e abertura de leitos

 

“Embora estejamos enfrentando a pandemia da Covid-19, precisamos lembrar que os traumas não param de acontecer, as transfusões continuam sendo necessárias e as doações de sangue são a única maneira de conseguirmos atender os 384 hospitais públicos, privados e filantrópicos do Paraná que recebem bolsas de sangue da hemorrede”, afirmou o secretário de Estado da Saúde, Beto Preto.

 

A diretora do Hemepar, Liana Labres de Souza, faz um apelo à população. “Precisamos da colaboração de todos que estejam aptos a doar. Façam o agendamento no site ou por telefone na unidade mais próxima e doem sangue para que possamos continuar salvando vidas”.

 

COMO DOAR – O ideal é que cada pessoa doe sangue pelo menos duas vezes ao ano. O agendamento das doações pode ser feito no site da Secretaria de Estado da Saúde.

 

SEGURANÇA – O Hemepar segue protocolos de segurança para prevenção da Covid-19 como o agendamento e recepção de oito pessoas a cada meia hora para evitar aglomerações, utilização de álcool gel 70% e profissionais que atuam no atendimento devidamente paramentados.

 

Pessoas vacinadas contra a Covid podem doar sangue, esclarece Hemepar

 

QUEM TOMOU VACINA PODE DOAR? – Pessoas imunizadas contra a Covid-19 podem fazer doações de sangue normalmente, desde que aguardem o período estipulado para cada tipo de vacina.

 

A Coranovac/ Butantan estabelece um prazo de 48 horas após o recebimento para que o cidadão possa fazer doação de sangue, e a AstraZeneca/Fiocruz pede o intervalo de sete dias para a doação.

 

Hemepar busca doação de plasma de pacientes que tiveram Covid-19

 

PLASMA HIPERIMUNE – Pessoas que já se recuperaram da Covid-19 podem ajudar outros pacientes de uma forma bastante simples: doando plasma. Um dos componentes sanguíneos, justamente a parte líquida do sangue, o plasma de pacientes que tiveram a doença pode concentrar uma grande quantidade de anticorpos que agem no combate à infecção. É o chamado plasma hiperimune ou plasma convalescente. Para isso, o paciente recuperado precisa esperar até 45 dias do diagnóstico do RT-PCR ou 30 dias após o fim dos sintomas. Também é necessário agendar a coleta no Hemepar. (Com AEN)

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Paraná aplicou 130 mi​l doses no fim de semana, um quinto de todo o País

Com alta adesão dos municípios, o Estado fechou o primeiro fim de semana da campanha Vacina Paraná de Domingo a Domingo com a aplicação de 129.412 doses do imunizante contra a Covid-19. Com essa grande força-tarefa, que contou com mutirões no sábado (27) e no domingo (28) em 231 cidades, o Estado se aproxima da marca de 1 milhão de paranaenses vacinados.

 

De acordo com o vacinômetro da Secretaria de Estado da Saúde, 933.836 pessoas dos grupos prioritários já foram vacinadas, sendo que 213.614 receberam a dose de reforço. Até a tarde desta segunda-feira (29), 1.147.450 doses tinham sido aplicadas no Estado. Das 1.727.850 vacinas recebidas pelo Paraná do Ministério da Saúde, 1.726.479 já foram enviadas pelo Governo do Estado às 22 Regionais de Saúde e, posteriormente, aos municípios.

 

Quase um quinto de todas as doses aplicadas no Brasil no fim de semana foi em um paranaense. Informações do consórcio de veículos de imprensa mostram 650.341 doses de vacina foram aplicadas no sábado e no domingo no País. “A nossa orientação é que os municípios acelerem a vacinação para imunizar o maior número de pessoas, com aplicações todos os dias de semana, de domingo a domingo, sem interrupção. Quanto mais paranaenses estiverem vacinados, mais rapidamente conseguiremos vencer essa pandemia”, afirmou o governador Carlos Massa Ratinho Junior.

 

O objetivo do Estado, explicou Ratinho Junior, é aumentar a escala de aplicação para que, em abril, todas pessoas com 60 anos ou mais sejam vacinadas, para então incluir novos grupos prioritários, como policiais e professores. “Algumas cidades já estão vacinando o público a partir de 65 anos, mas a ideia é vacinar cada vez mais rápido. O sistema de saúde do Paraná é bastante organizado. Tendo vacina, conseguimos aplicar de forma muito célere”, disse.

 

REGIONAIS – A 2a Regional de Saúde (Metropolitana), que tem o maior público a ser imunizado, foi também a que mais vacinou no fim de semana. No sábado e no domingo, 16 cidades da regional participaram do mutirão e aplicaram 36.607 doses. A 15a RS (Maringá) também se destacou, com a aplicação de 11.232 doses nos dois dias.

 

Com a vacinação do fim de semana, quando 6.846 doses foram aplicadas, Maringá já vacinou 11% da sua população, chegando a imunizar 44.673 pessoas. O governador Ratinho Junior e o secretário estadual da Saúde, Beto Preto, acompanharam, no domingo, o mutirão na cidade e também em Apucarana.

 

“Neste momento estamos gastando todo o estoque da primeira dose, enquanto trabalhamos com o Ministério da Saúde a garantia da segunda. O importante é ampliar o espectro de vacinados, para diminuir rapidamente os casos que precisam de internação médica”, afirmou Beto Preto. “Com o esforço dos municípios paranaenses, o trabalho de prefeitos e secretários municipais de saúde, conseguiremos chegar logo a uma boa porcentagem da população paranaense imunizada”, ressaltou.

 

Também se destacaram na vacinação do fim de semana a 3a RS (Ponta Grossa), com 9.056 doses aplicadas, a 9a RS (Foz do Iguaçu), com 6.935 doses, 17a RS (Londrina), com 6.546 doses, 1a RS (Paranaguá), onde todos os sete municípios aderiram e vacinaram 5.836 pessoas, 8a RS (Francisco Beltrão), com a aplicação de 5.682 doses, 14a RS (Paranavaí), com 5.580 doses, e 19a RS (Jacarezinho), que aplicou 5.031 doses.

 

Confira quantas doses foram aplicadas no fim de semana por Regional de Saúde

 

1a RS – Paranaguá – 5.836

2ª RS – Metropolitana – 36.607

3ª RS – Ponta Grossa – 9.056

4a RS – Irati – 1.411

5a RS – Guarapuava – 2.736

6a RS – União da Vitória – 1.707

7a RS – Pato Branco – 2.242

8a RS – Francisco Beltrão – 5.682

9a RS – Foz do Iguaçu – 6.935

10a RS – Cascavel – 4.495

11a RS – Campo Mourão – 4.777

12a RS – Umuarama – 5.421

13a RS – Cianorte – 2.026

14a RS – Paranavaí – 5.580

15a RS – Maringá – 11.232

16a RS – Apucarana – 4.390

17a RS – Londrina – 6.546

18a RS – Cornélio Procópio – 1.743

19a RS – Jacarezinho – 5.031

20a RS – Toledo – 3.675

21a RS – Telêmaco Borba – 1.955

22a RS – Ivaiporã – 329

Total – 129.412 (Com AEN)

 

 

 

Oficiais da PM lançam livro com técnicas para Negociação em Crises

Com a proposta de aliar doutrina com a prática para disseminar conhecimento aos profissionais de segurança pública, oficiais da Polícia Militar do Paraná escreveram o livro Negociação em Crises Policiais – Teoria e Prática. A publicação explica a origem e a evolução do tema ao longo das últimas décadas, pontuando casos mais relevantes no Paraná e os resultados obtidos pelas equipes policiais. É de autoria do major Marco Antônio da Silva, major Luiz Fernando da Silva e do capitão Otávio Lúcio Roncaglio.

 

“Há quatro anos nos reunimos e resolvemos colocar no papel toda essa parte doutrinária e a nossa experiência, para que a gente pudesse consolidar a doutrina e também para servir de referências para outras corporações, pois é um assunto muito técnico e específico. Nossa ideia é difundir, sistematizar esse conhecimento e atrelar com a prática”, disse o major Marco.

 

Ele e o major Fernando, que são irmãos, já foram comandantes da Equipe de Negociação e, juntamente com o capitão Roncaglio, atual comandante da subunidade, reuniram uma extensa gama de documentos e imagens da experiência que adquiriram ao longo de mais de uma década em atividades operacionais, além de cursos e especializações feitas no Exterior.

 

Os operadores são treinados para lidar com ocorrências de maior complexidade, como rebeliões em unidades prisionais, roubos frustrados, resgate de reféns, entre outras situações.

 

“Nos empenhamos muito ao longo desses anos, pois é um trabalho bem focado em ajudar outras pessoas que estão interessadas nessa área. A negociação tem como objetivo acabar com uma ocorrência com refém, presos rebelados, tentativas de suicídio. A maioria termina no processo de negociação sem nenhuma perda”, explicou o major Marco.

 

A riqueza de detalhes e a análise de casos servem de instrução para policiais militares aprenderem mais sobre o tema e terem maior efetividade ao se depararem com situações de crise. “A ideia é dar ferramentas para que os policiais tenham condições de prestar um atendimento mais profissional em negociação de crises e, assim, salvar vidas”, disse o major Fernando.

 

ABORDAGENS – A obra aborda aspectos históricos da Negociação de Crises no Brasil e no mundo, técnicas de negociação, tipologia dos causadores de eventos críticos, comunicação com suicidas, presos rebelados e terroristas e até os meios e recursos necessários para que uma equipe de negociação seja estabelecida numa polícia. “Nos casos práticos a gente demonstra que essas doutrinas e técnicas efetivamente funcionam na missão de salvar vidas e cumprir a lei”, complementou o major Fernando.

 

Segundo o capitão Roncaglio, a obra abrange toda a experiência dos autores e foi organizada de forma que o leitor possa buscar informações de acordo com o interesse. “Militamos nessa área de negociação e gerenciamento de crise há bastante tempo e percebemos que, no nosso País, existia uma pendência muito grande numa literatura específica sobre esse tema. Pensando nisso, aliado a todo o tempo que a gente milita nessa área, resolvemos trazer nossa experiência prática e colocar num livro. A ideia também é que, talvez num curto prazo, esse livro seja considerado um manual de negociação em crises a ser utilizado no País”, explicou.

 

O primeiro exemplar foi entregue ao comandante-geral da PM, coronel Hudson Leôncio Teixeira, que já foi comandante do Bope e um dos maiores incentivadores para fortalecimento da subunidade. Também participou do momento da entrega o tenente-coronel Roberto Sampaio Araújo, primeiro comandante da Equipe de Negociação e que trabalhou para elevar o assunto dentro da Corporação, e o chefe do Estado-Maior da PM, coronel Gelson Marcelo Jahnke. O tenente-coronel Sampaio foi o autor do prefácio do livro.

 

HISTÓRIA – A Equipe de Negociação foi criada no dia 20 de março de 2003 (com data reconhecida pela Portaria do Comando-Geral número 930, de 17 de setembro de 2019), em um momento em que se vislumbrou a necessidade de um atendimento técnico e profissional às ocorrências críticas que aconteciam em território paranaense. Nestes 18 anos de atividade bem-sucedida, o grupo atendeu mais de 200 crises e participou da preservação de inúmeras vidas, sempre com tecnicidade, dedicação e comprometimento. (Com AEN)

 

 

 

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