Governo do Paraná reafirma parceria com iniciativa privada para aumentar produção de pescados

O vice-governador Darci Piana reforçou que o Governo do Paraná é parceiro da iniciativa privada para promover o crescimento ainda mais rápido da cadeia de pescados no Estado.

A declaração foi dada nesta quarta-feira (24), na sessão de abertura oficial da III International Fish Congress & Fish Expo Brasil 2021, que acontece até esta sexta (26) em Foz do Iguaçu, no Oeste. A ministra da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Tereza Cristina, e o secretário de Estado da Agricultura e do Abastecimento, Norberto Ortigara, também acompanharam o evento, que reúne aproximadamente 1.400 pessoas em formato presencial e online.

“O esforço que o Paraná vem fazendo, patrocinado pela Secretaria da Agricultura, junto com toda a infraestrutura do Estado, é resultado de trabalho sério e competente que fazemos, no sentido de que essa nova cadeia cresça da mesma forma que tem crescido o nosso agronegócio com as carnes de frango, suínos e outros produtos”, disse Piana. “O Governo do Paraná tem se preocupado com essa cadeia, tem dado a sua parcela de contribuição. O governo tem que ajudar, não pode atrapalhar o setor produtivo, e é isso que estamos fazendo.”

PRODUZIR - A ministra da Agricultura, em cuja pasta está abrigada a Secretaria Nacional de Aquicultura e Pesca, salientou a importância do Paraná no cenário nacional também em razão da produção de peixes de cultivo. O Estado lidera o ranking, com 172 mil toneladas produzidas em 2020, com predominância da tilápia. “Ainda tem muito espaço para caminhar e crescer e sei que vamos caminhar muito mais com organização cada vez maior do setor e com crédito que hoje praticamente inexiste”, afirmou a ministra.

“A oportunidade está aí, está dada a ordem de comando, que é produzir, produzir e produzir, porque o mercado para esse produto maravilhoso e sustentável nós temos”, disse Tereza Cristina. Ela citou a última viagem à Rússia, quando foi anunciada a abertura do país para importação de suínos e bovinos de algumas plantas brasileiras.

“Quero na próxima viagem trazer na mala a abertura para pescados, porque nosso produto é excelente”, disse. Ela falou, ainda, do encontro nesta quarta-feira com o presidente do Paraguai, Mario Abdo Benítez, para discutir a criação de peixes no Lago de Itaipu, que pode acrescentar até 400 mil toneladas ao ano na produção.

INOVAÇÃO - O secretário Norberto Ortigara destacou a relevância do encontro. “O congresso reuniu todos os elos importantes da cadeia, da genética ao distribuidor no varejo, passando por máquinas, equipamentos, implementos, rações, medicamentos, toda forma de equipamentos para processar, aeradores, distribuidores de alimentos, todo tipo de equipamento dentro da indústria, para despesca, enfim para fazer todo o processo se tornar mais ágil e menos onerosas as operações dentro de uma propriedade rural e dentro de uma indústria”, disse.

Ele ressaltou, ainda, a participação do Estado na efetivação do evento, com apoio da Fomento Paraná, do BRDE, da Copel e da Sanepar. Além de citar a presença de profissionais da Agência de Defesa Agropecuária (Adapar) e do Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná (IDR-Paraná) como palestrantes ou congressistas.

“É um evento de três dias, numa cadeia nova que está se consolidando como alternativa importante de geração de oportunidade e renda no meio rural e que tem a pretensão mais ampla de chegar no mercado mundial acompanhando a logística das demais proteínas, como frango e porco, que saem do Paraná para centenas de países”, disse.

O Paraná também recebeu um prêmio por seu destaque em inovação no setor de aquicultura e pesca. O troféu foi entregue pelo vice-governador Darci Piana ao secretário Norberto Ortigara.

 

 

 

 

Por - AENps

Com fim das concessões, forças de segurança reforçam atuação nas rodovias do Anel de Integração

Assim que terminarem as concessões de pedágio às 23h59 de sexta-feira (26), em 14 praças, e de sábado (27), nas outras 13, as equipes da segurança pública do Paraná entrarão em ação para apoiar a Polícia Rodoviária Federal.

Policiais militares, rodoviários e bombeiros – com o suporte de equipes da Saúde, Polícia Civil, Polícia Científica e da Defesa Civil – serão os responsáveis pela operacionalização, de forma emergencial, de parte dos serviços que até então eram exercidos pelas concessionárias. 

Para alinhar todo esse trabalho, representantes da Polícia Militar, Polícia Rodoviária Federal, Corpo de Bombeiros, Departamento de Estradas de Rodagem (DER/PR), Polícia Civil, Polícia Científica, Defesa Civil e o Departamento Penitenciário do Paraná (Depen) se reuniram, nesta quarta-feira (24), na sede da Secretaria de Estado da Segurança Pública.

O objetivo foi ajustar as operações de guinchos mecânicos, ambulâncias, inspeção de tráfego, atendimentos em casos de acidentes ou paralisação das pistas, canalização de fluxo nas praças de pedágio, entre outros serviços. Eles serão prestados nos 2,5 mil quilômetros de rodovias estaduais e federais que compõem o Anel de Integração, até o início das novas concessões. 

“Estamos fechando esse planejamento, com todas as forças e secretarias integradas. O reforço dos serviços e o planejamento já estão consolidados. A partir de sábado e domingo, vamos substituir as concessionárias, pelo tempo necessário, na execução desses serviços”, afirmou o secretário estadual da Segurança Pública, Romulo Marinho Soares. “Com essa integração, vamos conseguir dar uma pronta resposta à sociedade, em um trabalho que envolve tanto a área federal como a estadual”.

Haverá um reforço no efetivo de todas as forças. No caso da Polícia Rodoviária Federal, também está previsto o aumento de equipes, podendo chegar a uma ampliação de 100% do efetivo nos pontos mais críticos. 

“Teremos uma primeira etapa, até o dia 9 de dezembro, em que haverá um reforço variável de cerca de 50% e, em alguns locais, de 100% de efetivo. A partir de 10 dezembro, em uma segunda etapa, o reforço será em locais e momentos específicos conforme os indicadores de fluxo de veículos, ocorrência de acidentes de trânsito e demais ocorrências”, explicou o chefe de Operação da PRF no Paraná, Elton Scremin. 

GUINCHOS – Neste primeiro momento, de forma emergencial, a remoção dos veículos para desobstrução das pistas em casos de acidentes será feita pelos guinchos da Polícia Militar. O DER/PR já lançou um edital para contratação dos serviços de guincho leve e pesado, que estarão disponíveis em todas as rodovias do Anel de Integração pelo período de um ano.

“Faremos o que é atribuição do Estado, que é a segurança pública e a prestação de serviços para a coletividade. Iremos até o local para socorro das vítimas, para retirar os veículos de locais de risco e fazer o levantamento de acidentes. O deslocamento dos veículos sinistrados será por conta dos motoristas, através dos seus seguros ou pela contratação de guinchos terceirizados”, explicou o comandante-geral da PMPR, coronel Hudson Leôncio Teixeira.

Quando a situação é de falha elétrica ou mecânica do veículo, a responsabilidade pela remoção será do usuário. A PRF está com uma campanha em suas redes sociais para orientar os motoristas sobre os procedimentos de sinalização para esses casos. 

“Alguns serviços que eram prestados pelas concessionárias serão interrompidos. Em acidentes leves, que não tenham vítimas, o motorista pode retirar o veículo da pista e sinalizar, podendo entrar em contato com a PRF para tirar dúvidas quanto ao procedimento”, explicou Maciel Junior, da comunicação social da PRF.

“Tem atitudes que o usuário pode tomar, não precisa esperar alguém acompanhá-lo para retirar o carro da rodovia e sinalizar com o triângulo. Essa campanha ensina como fazer essa sinalização, para relembrar os conhecimentos que ele teve quando tirou a habilitação”, disse.

AMBULÂNCIAS – O Corpo de Bombeiros sempre atuou no atendimento pré-hospitalar das vítimas de acidentes rodoviários, com a mobilização das ambulâncias do Siate. Esse trabalho será reforçado tanto com a ampliação do efetivo, como também com a participação da Secretaria de Estado da Saúde, com a inclusão das bases do Samu nesse atendimento. 

Ao todo, serão 35 bases de atendimentos – 14 do Corpo de Bombeiros (Siate) e 19 do Samu – com cobertura de toda a malha rodoviária. “O Corpo de Bombeiros sempre atuou nas rodovias auxiliando as concessionárias. A diferença é que agora vamos absorver as demandas que elas recebiam pelo 0800 e atuar juntamente com o Samu”, destacou o comandante do Corpo de Bombeiros do Paraná, coronel Manoel Vasco de Figueiredo Júnior. 

“Para isso, vamos aumentar o efetivo das ambulâncias e dos ABTRs (Auto Bomba Tanque e Resgate), para caso de vítimas enclausuradas. Quando houver incêndios nas margens que possam ocasionar acidentes, vamos manter o trabalho que sempre fizemos”, disse. 

 

 

 

 

Por - AEN

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Em live, Governo destaca políticas para criação de reservas particulares de proteção natural

As iniciativas e políticas públicas do Paraná promovidas pelo Instituto Água e Terra (IAT) visando à conservação ambiental do Estado e seus impactos nas Reservas Particulares de Proteção Natural (RPPNs) foram destacadas nesta quarta-feira (24) durante o 1º Encontro Paranaense de RPPNs.

O evento, organizado pela Associação dos Protetores de Áreas Verdes do Paraná, foi transmitido online no Canal do YouTube da TV RPPN Brasil, com diversos temas discutidos durante todo o dia.

O diretor-presidente do IAT, Everton Souza, participou do painel sobre o futuro da conservação ambiental no Paraná e as RPPNs paranaenses, juntamente com o diretor de Meio Ambiente e Ação Social da Sanepar, Julio Gonchorosky. Também participou do painel o diretor de Políticas e Relações Institucionais no Instituto BVRio, no Rio de Janeiro, Beto Mesquita.

A Reserva Particular de Proteção Natural é uma modalidade de Unidade de Conservação de domínio privado (pessoa física ou jurídica), com o objetivo de conservar a diversidade biológica de uma área.

O Paraná possui 314 RPPNs, que totalizam 55 mil hectares em áreas conservadas, um aumento de 7,5% em número de áreas em relação a 2020. Deste total, 46,7 mil hectares correspondem a 238 reservas estaduais, 8,2 mil hectares são de 22 Rrservas federais e outros 80 hectares são referentes a áreas municipais. O Estado tem, ainda, nove áreas em análise para se tornarem RPPNs.

O diretor-presidente do IAT destacou que o maior incentivo para a criação das reservas de proteção é o ICMS Ecológico, que completou 30 anos de existência em 2021. Em alusão à data, o Governo do Paraná entregou quatro comendas, 22 certificados e 4 prêmios a proprietários e municípios que possuem RPPNs e as mantêm por diversos motivos.

“É uma forma do Estado demonstrar seu agradecimento a quem utiliza as Unidades de Conservação como fontes de receita para as pessoas do seu entorno, incentivando o turismo sustentável, que é uma das atividades previstas dentro das RPPNs, além da pesquisa científica, treinamento, capacitação e restauração ambiental, entre outras”, disse Everton Souza.

Das 314 RPPNs instaladas no Estado, 262 geraram ICMS Ecológico aos municípios em valores que somam R$ 26,1 milhões em 30 anos, referentes a uma área de 51,4 mil hectares.

As RPPNs estão presentes em todas as regiões do Estado, protegendo áreas de vegetação nativa em regiões altamente fragmentadas, como a Floresta Estacional Semidecidual das regiões Norte, Noroeste e Oeste. São áreas que cumprem um importante papel de prestação de serviços ambientais à sociedade.

“São figuras de conservação extremamente importantes”, destacou o diretor da Sanepar, Julio Gonchorosky. Ele lembrou o momento de estiagem pelo qual o Estado passa atualmente. “Nunca foi tão importante falar em resiliência hídrica e da conservação ambiental, e essa conservação é fundamental para termos nascentes, águas e reservas hídricas para esta e as futuras gerações”, acrescentou.

AVANÇOS – O diretor de Políticas Ambientais da Sedest e diretor de Patrimônio Natural do IAT, Rafael Andreguetto, demonstrou a função das RPPNs dentro da política de conservação da biodiversidade e os avanços nas legislações que regem a criação das Reservas.

Segundo ele, entre os avanços, em dois anos e 11 meses de Governo, está a atualização da Portaria nº 263/98; a sanção da Lei do Paraná Mais Verde, a aprovação do programa estadual de educação ambiental, entre outras iniciativas que estão em andamento e que impactam diretamente as RPPNs.

“Todas as iniciativas e políticas executadas pelo Estado atendem três diretrizes da agenda ambiental internacional: a Agenda 2030, em cumprimento aos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS); o Race To Zero com o compromisso de zerar a emissão dos gases de efeito estufa até 2050; e o Estado também cumpre os dez compromissos previstos na Declaração de Edimburgo, segundo à Secretaria de Convenção da Biodiversidade da ONU”, afirmou Andreguetto.

Ele lembrou, ainda, que com essas iniciativas o Paraná foi reconhecido pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) como um Estado sustentável e conquistou o primeiro lugar no Ranking de Competitividade dos Estados em todo o país.

 

 

 

 

Por - AEN

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