Paraná Rosa une Estado e municípios para reforçar cuidados com a saúde da mulher

O Governo do Estado abriu oficialmente nesta segunda-feira (4) as atividades da 3ª edição da campanha Paraná Rosa, que promove a prevenção dos cânceres de mama e de colo do útero. Sob o tema “Cuide-se, ame-se, previna-se”, as ações são organizadas pela secretaria estadual da Saúde e a Superintendência Geral de Ação Solidária (SGAS), e foram anunciadas em evento no Palácio Iguaçu.

 

“A campanha do Outubro Rosa é conhecida no Brasil inteiro. Aqui, nós unimos todas entidades municipais e estaduais para fazer com que as informações cheguem a todas as mulheres de forma universal, em todos os cantos do Paraná. Essa campanha serve para chegar a todas e convencê-las da necessidade de se cuidar. Por isso, incentivamos que façam seu autoexame e o exame com um profissional de saúde”, afirmou o governador Carlos Massa Ratinho Junior.

 

A presidente do Conselho de Ação Solidária e primeira-dama do Paraná, Luciana Saito Massa, e o secretário estadual de Saúde, Beto Preto participaram da solenidade de abertura da campanha. Através de diversas frentes, a campanha compartilha informações para conscientizar a população sobre os sinais, sintomas e formas de proteção contra os cânceres de mama e de colo do útero, além de fomentar o acesso a serviços de diagnóstico e de tratamento precoce das doenças. As atividades também envolvem ações voltadas à saúde integral da mulher.

 

Em 2021 a campanha volta a contar com ações presenciais nos municípios, já que, em 2020, ela foi realizada totalmente online em consequência da pandemia. Ao longo de outubro, seis municípios terão encontros regionais com a presença da primeira-dama Luciana Saito Massa, que pretende engajar lideranças das comunidades para que alertem as mulheres sobre a importância do autocuidado e dos exames de detecção e diagnóstico precoce do câncer. A programação será divulgada pela SGAS.

 

Entre as novidades desta edição, está o lançamento da Cartilha dos Direitos da Pessoa com Câncer e do Programa de Garantia da Qualidade das Mamografias, que implementa instrumentos de garantia da qualidade da imagem, do laudo e da dose de radiação empregada nos mamógrafos utilizados no Estado. Todas as ações promovidas pela campanha, além de materiais informativos para divulgação, estão compiladas no site do Paraná Rosa.

 

PRÉDIOS ILUMINADOS – A campanha também vai iluminar prédios públicos e privados com a cor rosa, lembrando os paranaenses do período como forma de incentivo. O Palácio Iguaçu, o Museu Oscar Niemeyer, a Assembleia Legislativa e o prédio da Secretaria estadual da Saúde são alguns deles.

 

AGENDAMENTO DE CONSULTAS – No Brasil, o câncer de mama é o que mais incidente em mulheres. Segundo o Instituto Nacional de Câncer (Inca), o Paraná pode chegar a 3.470 casos neste ano. Já o câncer do colo do útero é o terceiro tumor maligno mais frequente no Brasil, correspondendo à quarta causa de morte de mulheres. Para o ano de 2021, são estimados 990 novos casos da doença no Estado.

 

A diretora de Atenção e Vigilância em Saúde da Secretaria de Saúde, Maria Goretti David Lopes, recomenda às mulheres que busquem sua unidade para fazer os exames. Ela reforça que também é papel dos profissionais da área e gestores municipais incentivarem os agendamentos de mamografias e coletas de papanicolau para prevenção ao câncer de colo de útero.

 

Esses exames tiveram queda por causa da pandemia. O Paraná registrou uma redução de 45% no número de mamografias entre 2019 e 2020. De acordo com o Sistema de Informação do Câncer (Siscan), foram realizadas 347.319 mamografias em 2019, reduzindo para 191.043 em 2020. Já o papanicolau teve queda de 47% no período.

 

“Temos uma rede de cuidados organizada no Estado para a detecção precoce, diagnóstico e tratamento das doenças. Se feito de maneira rápida, na hora certa, o exame pode evitar casos graves e mortes de mulheres por câncer de mama e de colo de útero”, explicou Maria Goretti.

 

Campanha da Portos do Paraná promove conscientização do câncer de mama
EXAMES – Indicada para mulheres entre 50 e 69 anos, a mamografia é oferecida pelo Sistema Único de Saúde (SUS) de forma gratuita. Também podem fazer o exame mulheres acima de 35 anos e com fatores de risco. A recomendação é que as mamografias sejam realizadas a cada dois anos.

 

Para oferecer os exames pelo SUS, o Paraná conta com 184 mamógrafos distribuídos nas 22 Regionais de Saúde. Além disso, a secretaria distribui aos municípios kits para a coleta do exame Citopatológico do Colo de Útero e organiza a programação dos exames de mamografia e de papanicolau.

 

PRESENÇAS – Estiveram presentes no lançamento da campanha o secretário de Segurança Pública, Romulo Marinho Soares; o coordenador estadual da Defesa Civil, coronel Fernando Schunig; a deputada estadual Cristina Silvestri; e o presidente da Associação Comercial do Paraná, Camilo Turmina. (Com AEN)

 

 

 

UEL lança edital para incubação de empresas de base tecnológica para 2022

A Agência de Inovação Tecnológica (Aintec) da Universidade Estadual de Londrina (UEL) lança nesta semana o Edital de Seleção 2021 para empreendimentos a serem abrigados na Incubadora Internacional de Empresas de Base Tecnológica da UEL (Intuel) em 2022. As inscrições vão até 22 de outubro.

 

Estão abertas cinco vagas, todas para empreendimentos de base tecnológica, nas modalidades de incubação residente (no âmbito da universidade) ou não-residente. As inscrições podem ser feitas no site da Aintec, sem custos. O resultado final do processo será divulgado também no site da agência. Candidatos aprovados e não selecionados formarão um cadastro de reserva, válido por seis meses.

 

Podem ser incubadas na Intuel empresas que se encaixem nas características das startups de tecnologia. Segundo o gerente da Intuel, Thiago Spiri Ferreira, o processo vai se concentrar em empresas de hard science, ou seja, que possuem ideias inovadoras desenvolvidas por pesquisadores da UEL ou comunidade externa e que necessitem de serem comercializadas, com a expertise e estratégia disponibilizadas pela Incubadora.

 

“Procuramos pesquisadores plenos, de qualquer área do conhecimento, com base tecnológica”, afirma Ferreira.

 

Cada empreendedor ou empresa deve inscrever apenas um projeto. Os critérios de seleção para o processo serão os estabelecidos pela plataforma Cerne, um modelo de qualidade nacional utilizado pela Intuel. De acordo com Ferreira, o processo seletivo se dará em três fases. Na primeira, classificatória, os candidatos devem preencher o formulário com dados do empreendimento ou ideia, disponível neste link, e gravar e enviar um vídeo com rápida apresentação (pitch) sobre o negócio ou ideia, de no máximo 5 minutos de duração.

 

Já a segunda fase, eliminatória, atenderá aos requisitos do edital. Na terceira etapa do processo, também classificatória, os candidatos passarão por uma banca, com base na análise do formulário de inscrição e pitch do projeto. “Para este ano, consideraremos aprovados os candidatos que conseguirem nota 7”, confirma Ferreira.

 

STARTUP E MERCADO – A Intuel é uma das responsáveis, segundo o gerente da incubadora, de estabelecer um elo entre as startups de tecnologia e o mercado, por meio da atuação da universidade. Com processo de incubação de 24 a 48 meses, a Intuel recebe desde empresas com ideias inovadoras, mas sem um empreendimento formalizado, até startups já em andamento.

 

Atualmente, a Intuel abriga 14 empresas em incubação. “Temos três em processo de graduação, mas conseguimos atender entre 10 a 15 empresas simultaneamente. Nossa meta, para 2023, é ter 15 empresas incubadas”, informa.

 

Em 2019, último ano em que houve graduação de empresas pela Aintec, saíram da incubadora para o mercado seis empresas. Em 2020, não houve graduação de empresas, por conta da pandemia. (Com AEN)

 

 

 

Clima, altitude e terra fértil ajudam Tibagi a se consolidar como capital nacional do trigo

A combinação de clima, altitude, fertilidade e sanidade faz do trigo produzido em Tibagi, nos Campos Gerais, referência para o País. Quem diz isso tem know-how no assunto, é considerado por muitos uma espécie de catedrático da região. Guilherme Frederico de Geus Filho mal nasceu e já começou a percorrer os campos de trigo da propriedade.

 

Conta, com orgulho, que ainda menino de tudo já acompanhava o pai na lavoura. E se divertia entre os ramos dourados. Criou tanto amor pelo cereal que fez disso a sua profissão. Engenheiro agrônomo desde 2010, ele toca o dia a dia da fazenda, sempre sob a supervisão e os olhos atentos do patriarca.

 

A cada inverno, reserva um espaço entre 600 e 800 hectares para a cultura, o que rende uma colheita de até 3.600 toneladas, integralmente comercializada com a cooperativa Frísia. “É o que temos de mais forte na época de frio. E Tibagi é ainda mais privilegiada, com uma combinação perfeita de fatores que favorecem o trigo plantado aqui”, afirma ele, destacando que os diferentes negócios do grupo empregam 20 pessoas na região.

 

“Da cooperativa o nosso trigo ganha o Brasil e o mundo”, ressalta.

 

Os números corroboram a explicação do agricultor. Ninguém produz mais trigo no Paraná e no Brasil do que Tibagi, cidade com população estimada em 20,6 mil habitantes pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). De acordo com o Departamento de Economia Rural (Deral) da Secretaria de Estado da Agricultura e Abastecimento (Seab), o município colheu 111 mil toneladas em 2020, em uma área total de 30 mil hectares. Ou pouco mais de 15% de toda a produção paranaense de trigo.

 

“Tudo começou com meu avô, um holandês que veio para o Brasil e se estabeleceu em Tibagi. Hoje eu toco uma plantação de 160 hectares, que rende cerca de 400 toneladas de trigo por ano”, conta o agricultor Fredy Nicolaas Biersteker.

 

Impulsionado pelo trigo, Tibagi passou a figurar no seleto grupo dos bilionários no somatório das riquezas produzidas pelo campo – conjunto formado por aqueles municípios que alcançaram valores superiores a R$ 1 bilhão no Valor Bruto da Produção Agropecuária (VPB). A cidade alcançou R$ 1,26 bilhão.

 

Toledo (R$ 3,48 bilhões), Cascavel (R$ 2,27 bilhões), Castro (R$ 2,26 bilhões), Guarapuava (R$ 1,60 bilhão), Marechal Cândido Rondon (R$ 1,47 bilhão), Santa Helena (R$ 1,35 bilhão), Assis Chateaubriand (R$ 1,34 bilhão), Dois Vizinhos (R$ 1,34 bilhão) e Palotina (R$ 1,32 bilhão), Carambeí (R$ 1,17 bilhão), São Miguel do Iguaçu (R$ 1,16 bilhão), Nova Aurora (R$ 1,08 bilhão) e Piraí do Sul (R$ 1,02 bilhão) completam o ranking.

 

DESEMPENHO ESTADUAL – O trabalho da turma de Tibagi isola o Paraná como maior produtor de trigo do País. Foram 3,2 milhões de toneladas no ano passado, pouco mais da metade de tudo o que foi colhido no País – 6,2 milhões de toneladas. Com isso, dentre o faturamento das principais culturas locais, o trigo foi o que teve o maior incremento no Valor Bruto da Produção (VPB), passando de R$ 1,92 bilhão para R$ 3,59 bilhões de 2019 para 2020. O crescimento real de 87% foi impulsionado pela produção 39% superior aliada aos preços valorizados, cuja média da saca passou de R$ 46,93 para R$ 67,99.

 

“Por causa do dólar alto, o mercado está mesmo muito bom. Não podemos reclamar”, afirma Biersteker.

 

Rendimento que segue alto. A projeção da Seab aponta para 3,7 milhões de toneladas, meio milhão a mais ao que foi colhido em 2020. “Em que pese a pandemia e as condições climáticas não tão favoráveis, a produção agropecuária paranaense foi bastante razoável e os preços acompanharam boa parte da evolução das principais commodities do mundo, o que trouxe renda para os agricultores e esse crescimento expressivo”, destaca o secretário de Estado da Agricultura e do Abastecimento, Norberto Ortigara.

 

“O Paraná tem ciência, conhecimento e materiais que nos permitem apoiar as culturas de inverno, reduzir nossa dependência de importação, reduzir os custos e aumentar a renda”, acrescenta.

 

SÉRIE – O trigo de Tibagi faz parte da série de reportagens “Paraná que alimenta o mundo”, desenvolvida pela Agência Estadual de Notícias (AEN). O material mostra o potencial do agronegócio paranaense. Os textos são publicados sempre às segundas-feiras. A previsão é que as reportagens se estendam durante todo o ano de 2021. (Com AEN)

 

 

 

Copel inaugura hidrelétrica no Paraná que reforça geração de energia renovável

Mais de cem mil pessoas serão beneficiadas pela energia elétrica produzida pela Pequena Central Hidrelétrica Bela Vista, inaugurada nesta sexta-feira (1º) com dois anos de antecedência em relação ao prazo previsto. O empreendimento está instalado no Rio Chopim, no Sudoeste paranaense, entre os municípios de Verê e São João.

 

O investimento total na obra foi de R$ 224 milhões por parte da Copel. A usina é composta por três unidades geradoras na casa de força principal e mais uma, menor, na casa de força complementar. Juntas, elas somam uma potência de 29,81 megawatts (MW).

 

O governador Carlos Massa Ratinho Junior ressaltou a importância da obra para a economia do Sudoeste, que se torna um grande polo gerador de energia para o Paraná e o Brasil. “Essa inauguração ajuda o Paraná a se consolidar como um grande produtor de energia limpa no Brasil. Essa obra faz parte de um grande projeto que é dar velocidade à construção de pequenas centrais hidrelétricas”, afirmou, por vídeo. Ele não compareceu ao evento devido às condições climáticas na região.

 

“Somos um dos estados que mais têm potencial nessa área. Em dois anos e meio, demos a autorização para a construção de 80 PCHs. Isso porque, primeiro, essa é uma energia limpa, renovável, de baixo impacto ambiental; e segundo, porque é uma tecnologia brasileira, usando equipamentos paranaenses”, acrescentou.

 

As obras da PCH Bela Vista foram iniciadas em junho de 2019. Um ano depois já se realizava o desvio do rio Chopim para a conclusão da barragem. Com o avanço da construção, as três unidades geradoras principais foram inauguradas ao longo de 2021, finalizando a obra: a primeira em 12 de junho, a segunda em 10 de julho e a terceira, em 15 de agosto.

 

“A Copel é uma das mais importantes empresas de energia do nosso País, e o Paraná tem se destacado não só na geração de energia, mas na sua transmissão e distribuição. Esse empreendimento contribui para assegurar a segurança energética do nosso país e para o desenvolvimento socioeconômico local”, afirmou o ministro de Minas e Energia Bento Albuquerque, também por vídeo.

 

“Esse é um grande empreendimento da Copel, marcando uma nova fase da nossa empresa na fronteira do desenvolvimento do setor elétrico”, pontuou Daniel Pimentel Slaviero, diretor-presidente da Copel.

 

O empreendimento gerou cerca de 450 empregos em todas as frentes de trabalho no período. O prefeito de Verê, Ademilso Rosin, ressaltou que a obra ajudou na economia do município durante o período da pandemia, e que seus benefícios serão permanentes.

 

“Percebemos um aumento no fluxo do comércio com as pessoas que transitaram por aqui durante a construção da PCH. Hoje, encerrando essa etapa, teremos o ganho de toda essa obra. Além de auxiliar a região na geração de energia para milhares de pessoas, ela vai ajudar o município de Verê pela contribuição de ICMS”, afirmou Rosin. Durante a construção da PCH, mais de R$ 6 milhões foram arrecadados pela prefeitura em ISS.

 

FUNCIONAMENTO DA PCH – A usina aproveita uma curva fechada natural existente no curso do rio Chopim para a criação do reservatório, formado com o represamento das águas por uma barragem em forma de arco. Ela foi construída em concreto compactado com rolo (CCR) e soleira vertente livre, com comprimento de 392,78 metros.

 

O reservatório desvia o fluxo do rio entre Verê e São João e, depois da geração de energia, devolve a ele o volume de águas. O percurso em linha reta tem aproximadamente um quilômetro de extensão.

 

Após o reservatório há uma queda de 15,5 metros. Ali é instalada a casa de força principal da PCH, composta por três turbinas SEMI tipo Kaplan “S” jusante de eixo horizontal, cada uma com engolimento nominal de 73,55 m³/s, potência unitária de 9,67 MW e três geradores WEG com potência nominal de 10,74 MVA. Com as três turbinas operando na capacidade máxima, a potência nominal total é de 29,322 MW, “engolindo” 200 metros cúbicos de água por segundo.

 

Além disso, outra turbina de menor porte foi instalada na casa de força complementar, que fica junto à barragem. Ela gera energia aproveitando a vazão mínima de água do rio que não pode ser represada, escoando de forma permanente no trecho abaixo do barramento. A vazão de 7,11 m³/s gera, assim, uma potência nominal de 0,48 MW, produzindo mais energia ao mesmo tempo em que mantém a condição ambiental adequada do rio.

 

Após a geração, a energia passa por uma subestação elevadora (13,8 kV – 138 kV) e uma linha de distribuição de alta tensão (138 kV) em circuito simples, com 18,4 quilômetros de extensão, que se conecta à subestação da Copel em Dois Vizinhos (138 kV).  

 

“De lá ela é distribuída para o setor elétrico brasileiro, entrando no sistema geral. É como se ela caísse em uma grande caixa que recebe energia de várias fontes, que se acumula e distribui conforme a demanda do setor elétrico”, explica o diretor técnico da PCH, Roberto Seara.

 

“Essa é uma obra de engenharia maravilhosa, que coloca a Copel em destaque - um braço importante do sistema nacional de geração e distribuição de energia”, reforçou Guto Silva, chefe da Casa Civil, também por vídeo.

 


O reservatório desvia o fluxo do rio entre Verê e São João e, depois da geração de energia, devolve a ele o volume de águas. Foto: Geraldo Bubniak/AEN
PONTE DA INTEGRAÇÃO – A implantação da PCH também incluiu, como contrapartida social, uma ponte de 200 metros de extensão sobre o Rio Chopim na área do reservatório. A travessia entre Verê e São João, que era feita por balsa, passa a ser gratuita, atendendo a uma antiga reivindicação da população local. O investimento foi de R$ 7 milhões.

 

O prefeito de São João, Clóvis Cucolotto, explica que antes da ponte a ligação entre os dois municípios costumava ser por balsa, que abria das 8h às 20h.

 

“Não havia um deslocamento social grande entre as duas cidades, e o fluxo do agronegócio era reduzido. Para o fluxo do leite, uma importante cadeia na região, tinha que se dar uma volta de cerca de 44 quilômetros. Com a ponte, não há necessidade disso: em cinco minutos se atravessa para a outra cidade. Isso reforça muito a questão econômica do agronegócio”, disse.

 

IMPACTO AMBIENTAL – Todo o empreendimento foi planejado para manter um baixo impacto ambiental na região. O reservatório tem área de 2,66 quilômetros quadrados (266,33 hectares) para o Nível de Água Máximo Normal.

 

Em compensação, a área de floresta que foi adquirida e recuperada pela Copel para ser preservada na região é bem maior do que o reservatório, chega a 3,3 quilômetros quadrados, criando um corredor ecológico para abrigar animais silvestres. Para recuperar áreas antes degradadas, foram plantadas 75 mil mudas nas margens do reservatório.

 

Além disso, foi desenvolvida uma série de programas de proteção à fauna, flora, patrimônio arqueológico, monitoramento de condições ambientais, além de ações voltadas à comunidade local.

 

 

"Essa inauguração ajuda o Paraná a se consolidar como um grande produtor de energia limpa no Brasil", disse o governador. Foto: Geraldo Bubniak/AEN
PRESENÇAS – Compareceram ao evento de inauguração o diretor de Operações e Manutenção da Copel, Carlos Frederico Pontual Moraes; o diretor administrativo da Copel Transmissão e Geração, Adriano Fedalto; o presidente do conselho de administração da Bela Vista Energia, Marcio Ploszaj; o diretor administrativo e financeiro da Bela Vista Geração de Energia, Nilton Moretti; os prefeitos de Itapejara d’Oeste, Vilmar Schmoller; de Chopinzinho, Edson Cenci; e de Sulina, Paulo Horn; o vice-prefeito de Verê, Luiz Miolla; e o presidente da Câmara de Vereadores de Verê, João Neles. (Com AEN)

 

 

 

Pesquisa do Paraná aponta que genética influencia impacto da Covid-19 nas pessoas

Pesquisadores das universidades estaduais do Paraná realizaram um estudo sobre o novo coronavírus que ajuda a compreender como os sistemas naturais de defesa do organismo humano reagem à Covid-19. A pesquisa destaca a interação do genoma do vírus e dos pacientes acometidos pela doença.

 

O estudo envolveu a revisão de cerca de 90 trabalhos científicos, publicados até julho de 2021, relacionados às variantes do novo coronavírus (Sars-CoV-2) em países como Estados Unidos, Inglaterra, Irã, Itália e Suíça, entre outros.

 

Entre os resultados, foi possível classificar os grupos de risco de pessoas infectadas para além da idade e das comorbidades associadas a outras doenças.

 

No Jubileu de Ouro da UEL, governador destaca relevância das instituições
A doutora em Genética Ilce Mara de Syllos Cólus, que atua como professora no Departamento de Biologia Geral do Centro de Ciência Biológicas (CCB) da UEL, explica que o DNA humano passou por muitas mutações ao longo da evolução, fixando algumas dessas alterações nos genes, que são os responsáveis pelas características físicas e biológicas das pessoas.

 

“O mapeamento das variações genéticas relacionadas à infecção pelo novo coronavírus evidencia, em parte, o fato de as pessoas reagirem de forma diferente à doença, ou seja, a genética dos pacientes influencia significativamente na forma como o corpo reage à Covid-19”, pontua a pesquisadora.

 

Ela esclarece que as principais variantes genéticas presentes nos genomas dos pacientes são, particularmente, focadas nos genes ACE2, responsável pela regulação da pressão arterial do corpo humano; e TMPRSS2, referente à entrada e disseminação viral. Essas variantes impactam na predisposição à infecção do vírus e na gravidade da doença.

 

Para a doutora em Genética Toxicológica, professora Juliana Mara Serpeloni, que também atua no Departamento de Biologia Geral do CCB da UEL, entender as variações genéticas do vírus e das pessoas é importante para o monitoramento e controle da doença.

 

“As variantes influenciam diretamente na taxa de infecção, na quantidade de vírus que adentra nas células humanas, na capacidade de o vírus escapar do sistema imunológico e nas manifestações clínicas da doença”, aponta.

 

GRUPOS DE RISCO – Aspectos como faixa etária e comorbidades são insuficientes para explicar a patologia e as reações da doença no organismo humano. Por isso, as variantes genéticas descritas na pesquisa e os fatores moleculares envolvidos na interação genômica entre vírus e paciente favorecem a definição dos grupos de risco.

 

O estudo sugere a avaliação de hábitos como o tabagismo e o consumo de álcool, assim como fatores genéticos dos pacientes, para melhor classificação dos grupos de risco – também chamados de populações-chave para a dinâmica da pandemia e resposta ao vírus.

 

Os resultados demonstram, ainda, que o tipo sanguíneo influencia nas reações fisiológicas das pessoas: o tipo “A”, por exemplo, apresenta mais risco de infecção, enquanto o tipo “O” apresenta menos risco.

 

A pesquisa também constatou que infectividade e letalidade não estão diretamente relacionadas. A letalidade é alta se comparada a doenças de vírus da mesma família.

 

PARCERIA – O estudo foi realizado em parceria com pesquisadores das universidades estaduais de Maringá (UEM), de Ponta Grossa (UEPG) e do Oeste do Paraná (Unioeste); da Universidade Federal do Paraná (UFPR); da Universidade de São Paulo (USP); do Instituto de Pesquisa Pelé Pequeno Príncipe; e do Instituto para Pesquisa do Câncer de Guarapuava (Ipec).

 

INTERNACIONAL – A partir desse estudo, as pesquisadoras produziram ainda um artigo acadêmico, publicado na revista holandesa Immunobiology – periódico centenário, considerado referência na divulgação de conteúdos científicos de imunobiologia, sorologia, hematologia, alergia, doenças infecciosas e transplantes. (Com AEN)

 

 

 

feed-image
SICREDI 02