A presença da comitiva do Paraná na Expo Dubai, em outubro deste ano, tem os primeiros desdobramentos para o projeto da Nova Ferroeste. Na manhã desta quarta-feira (17) representantes do Grupo de Trabalho do Plano Estadual Ferroviário apresentaram detalhes da nova estrada de ferro para o Fundo de Desenvolvimento de Abu Dhabi (ADFD), dos Emirados Árabes Unidos. A reunião foi online.
“Esse movimento que o Paraná fez ao participar da Expo Dubai foi muito importante para nós. O primeiro contato que tivemos lá nos Emirados Árabes com esse fundo foi superficial, mas eles logo demonstraram interesse em conhecer mais sobre o projeto”, disse o coordenador do Plano Estadual Ferroviário, Luiz Henrique Fagundes.
Projeto do Governo do Paraná, a Nova Ferroeste será uma estrada férrea entre Maracaju, no Mato Grosso do Sul, e o Porto de Paranaguá. O projeto prevê a ampliação e modernização do trecho já existente, entre Cascavel e Guarapuava, além de novos ramais até o MS e Foz do Iguaçu. O projeto deve ir a leilão na Bolsa de Valores do Brasil (B3) no segundo trimestre de 2022. A empresa vencedora vai executar a obra e explorar a ferrovia por 70 anos. O investimento previsto é de R$ 29,4 bilhões.
O Fundo de Desenvolvimento de Abu Dhabi (ADFD), vinculado ao governo daquele País, financia projetos que estimulam países em desenvolvimento a alcançar um crescimento socioeconômico sustentável. A atuação pode ser na forma de empréstimos, gestão e ações diretas. A conversa com representantes do Governo do Paraná durou cerca de uma hora, período em que o diretor financeiro da ADFD, Ahmed Alturbak, percebeu a dimensão do empreendimento Nova Ferroeste.
PONTOS FORTES - Alturbak destacou a posição geográfica do Paraná e a existência do Porto de Paranaguá como pontos fortes do projeto. “A infraestrutura portuária e a proximidade com grandes estados produtores e outros países chama a nossa atenção para esse empreendimento”, disse Alturbak.
Durante a conversa, representantes do fundo também demonstraram interesse em se associar à empresa que vai executar a obra. “Essa posição nos surpreendeu positivamente, porque eles poderiam financiar a obra e constituir sociedade com quem for explorar”, explicou o coordenador do Plano Estadual Ferroviário, Luiz Henrique Fagundes.
DETALHES - No encontro foram apresentados os dados gerais da Nova Ferroeste, como os polos geradores de carga, a previsão de crescimento da indústria e do agronegócio brasileiro. Parte da reunião foi destinada às etapas de execução de investimento para a construção dos 1304 quilômetros da ferrovia. “Este é um projeto ambicioso e transformador”, avaliou o diretor do ADFD. Luiz Henrique Fagundes ressaltou que os investimentos em infraestrutura são muito atrativos porque têm um nível de segurança alto e longa duração.
Ao final do encontro, Ahmed Alturbak solicitou o agendamento de uma data para vir ao Brasil visitar o Paraná. No primeiro trimestre de 2022 uma comitiva dos Emirados Árabes embarca para a América do Sul, onde deve conhecer regiões da Colômbia e Argentina. “O Brasil é um parceiro estratégico no qual temos um grande interesse”, disse Alturbak.
OUTRO ENCONTRO - Na quinta-feira da semana que vem (25) uma reunião presencial será realizada na sede do fundo Mumbadala, no Rio de Janeiro. Assim como o Fundo de Desenvolvimento de Abu Dhabi, o primeiro contato com instituição aconteceu durante a Expo Dubai.
NOVA FERROESTE - O projeto proposto pelo governo estadual prevê uma estrada de ferro com 1.304 quilômetros de extensão - segundo maior corredor de grãos e contêineres do país. No primeiro ano de operação plena, devem passar pelos trilhos da estrada de ferro cerca de 38 milhões de toneladas de produtos, a maioria com destino ao porto de Paranaguá.
Nas próximas semanasserá finalizado o Estudo de Impacto Ambiental (EIA/RIMA) e o Governo do Paraná deve solicitar a Licença Ambiental Prévia junto ao Ibama. No início de 2022 acontecem as audiências públicas. O projeto deve ir a leilão no segundo trimestre do ano que vem.
Por - AEN
O Instituto Água e Terra (IAT) lançou nesta quarta-feira (17) o aplicativo AIA-E (Auto de Infração Ambiental Eletrônico). Com uso da tecnologia, os fiscais do órgão ambiental estadual passarão a emitir os Autos de Infrações de forma eletrônica.
Também foram adquiridos pelo órgão ambiental 95 celulares e 100 impressoras térmicas portáteis, com investimento de cerca de R$ 120 mil. A solenidade de entrega dos equipamentos aos fiscais dos 21 Escritórios Regionais do IAT aconteceu na Federação das Indústrias do Paraná (Fiep), em Curitiba.
O secretário do Desenvolvimento Sustentável e do Turismo, Márcio Nunes, demonstrou como será feito o procedimento, que levará poucos minutos. Para ele, o grande ganho é acabar com os processos físicos, que podem se perder ou ser bastante morosos. “É mais agilidade, transparência e cuidado com o meio ambiente”, disse.
Cada Auto de Infração atualmente necessita de quatro folhas de papel. No Paraná, a média de autuações por parte do órgão ambiental é de 5 mil ao ano, o que representa a utilização de 20 mil folhas de papel em 365 dias.
“A fiscalização é prioritária. Para atingir patamares como o Estado que mais reduziu o desmatamento, é preciso um esforço muito grande e a modernização do órgão faz parte disso. É mais uma ferramenta que nos traz para a era digital, oferecendo muito mais agilidade, transparência e segurança para o processo ambiental”, destacou o secretário.
O novo modelo de fiscalização do Paraná faz parte do projeto i9 Ambiental, desenvolvido pelo IAT para melhorar os serviços ambientais de maneira unificada, mais rápida, com padronização e transparência.
CAPACITAÇÃO – As multas eletrônicas serão emitidas de forma piloto pelo próximo mês. Para unificar a forma de utilizar os equipamentos e o aplicativo, os fiscais do IAT passaram por uma capacitação durante todo o dia.
O diretor-presidente do IAT, Everton Souza, destaca que a entidade vem buscando, junto com a modernização dos serviços, um único entendimento entre todos os Escritórios Regionais para a interpretação das leis.
“Estamos trazendo a tecnologia para dar respostas que a sociedade paranaense exige. É uma ferramenta nova, fácil de trabalhar, mas é necessária a capacitação para que tenhamos uma padronização entre todos os Escritórios, com uma interpretação única em todo o Estado”, disse.
NA PRÁTICA – Além de dar agilidade ao trabalho do fiscal em campo, o Auto de Infração eletrônico melhora o levantamento de estatísticas, que até hoje é feito de forma manual. Isso permite ao Governo do Estado identificar os principais crimes ambientais e elaborar políticas públicas para a conservação do meio ambiente.
“Vai facilitar o trabalho do agente fiscal e dar mais rapidez ao tramitar os procedimentos. O mais trabalhoso é o pós-preenchimento do Auto de Infração, como gerar informações, relatórios, fotos, criar um processo. Isso tudo é feito depois de lavrar a notificação, no Escritório Regional. Agora, com todo o processo já no sistema, vai otimizar o tempo do fiscal em todas as etapas”, afirmou o chefe regional do IAT em Jacarezinho, Marcos Antonio Pinto, fiscal há 30 anos.
Por - AEN
Há pouco mais de um ano, o Hospital Universitário do Oeste do Paraná (Huop), pertencente à Universidade Estadual do Oeste do Paraná (Unioeste), inaugurou o serviço de ressonância magnética, o primeiro em hospital público no Interior do Paraná.
Desde então, já foram feitos mais de 2 mil exames. O aparelho foi instalado para otimizar e melhorar o atendimento à população, que passava meses na fila de espera por um exame.
“O objetivo é, justamente, diminuir a fila e o tempo de espera dos pacientes que necessitam desse recurso do hospital”, disse o coordenador de Centro de Imagens, Narciso Comíssio. O exame, mesmo não sendo de urgência e emergência, é essencial à saúde e tem agregado em diagnósticos feitos no hospital. “Estamos conseguindo atender o máximo da população possível e fazer com que o objetivo do setor seja alcançado aos poucos”, conta Narciso.
Quando o setor foi inaugurado, em setembro do ano passado, alguns pacientes aguardavam pelo exame ambulatorial desde 2016. Em apenas três meses o Huop conseguiu zerar essa fila de espera.
“Hoje, o tempo de espera entre o agendamento e a realização do exame é de uma a duas semanas. Além de ser mais fácil ter o equipamento aqui, o custo também é menor do que encaminhar o paciente para fazer exame em serviços terceirizados”, avalia Narciso.
A ressonância magnética atende pacientes ambulatoriais do Huop e pacientes internados na instituição, além daqueles encaminhados pela 10ª Regional de Saúde e por meio do convênio firmado com o Hospital do Câncer de Cascavel (Uopeccan), em abril deste ano.
Marli Lima é paciente da Uopeccan e foi encaminhada para fazer a ressonância no Huop. “Foi muito rápido. Dia 01 de novembro fui até o Uopeccan, já me encaminharam para o Huop e dia 8 fiz o exame”, relata Marli.
Essa parceria é fundamental para as duas instituições. “É uma parceria que permite um reconhecimento na região e faz com que o Huop contribua ainda mais com o atendimento da população”, explica Narciso.
ATENDIMENTO – A equipe da ressonância magnética do Huop é qualificada e preparada para oferecer o melhor atendimento aos pacientes. “Todos passam por treinamentos para ter familiaridade com o equipamento, assim é possível que o atendimento seja realizado com facilidade e também transmitir segurança aos pacientes”, explica o coordenador do Centro de Imagens.
Marli conta que estava bastante apreensiva antes de fazer o exame no Huop, porém chegando no hospital foi bem atendida desde o início. “Cheguei aqui com medo, ansiosa, nervosa, mas foi tudo muito bem, fui bem atendida desde a portaria até agora na observação. Estou bem mais tranquila, o atendimento é excelente”, finaliza a paciente.
Por - AEN
A Assembleia Legislativa do Paraná, por proposição do deputado Michele Caputo (PSDB), realiza, nesta quinta-feira (18) às 14 horas, uma audiência pública que vai debater a cobrança do ICMS-ST sobre os medicamentos bonificados das farmácias do Paraná.
"Nesta audiência pública, estarão os representantes do Sindifar (farmacêuticos), do Sindifarma (comércio varejista), do Conselho de Farmácia, da Associação das Farmácias, da OAB que também tem muito a contribuir nesse processo", disse Michele Caputo. "São seis mil estabelecimentos do setor", completou.
A audiência terá transmissão ao vivo pela TV Assembleia, site e redes sociais do Legislativo.
Michele Caputo comentou sobre o projeto do Governo do Estado que tramita na Assembleia legislativa, já tendo pareceres aprovados nas Comissões de Constituição e Justiça e na de Finanças e Tributação, que regula a cobrança do imposto dos estabelecimentos farmacêuticos. "Precisamos analisar a proposta do Governo, se há margem para avançar com relação a uma série de questões que vão impactar em valores que vão ser cobrados", disse,
Substituição tributária
A análise e discussão da proposta, segundo o deputado, precisam ser transparentes e com a participação efetiva dos "legítimos representantes" do setor farmacêutico. "Essa é uma função da Casa de Leis. Já foram realizadas duas audiências há meses e evitou que fosse cobrado, por exemplo, com base no preço máximo ao consumidor que nenhuma farmácia do Paraná pratica", lembrou. "Temos situações de outros estados como São Paulo e Santa Catarina, que nós julgamos extremamente avançadas. São Paulo, por exemplo, a partir de janeiro zerou a alíquota do ICMS para medicamentos e Santa Catarina cobra no destino final, portanto em cima do preço real praticado. Precisamos discutir essa questão porque envolve milhares de empregos, milhares de famílias, e tem impacto e tem interesse na saúde pública e das pessoas", completou.
A substituição tributária (ST) acontece quando a cobrança do ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços) é feita de forma antecipada.
Por - ALEP
A Secretaria estadual da Justiça, Família e Trabalho (Sejuf) e o Conselho Estadual para a Igualdade Racial (Consepir) apresentam nesta sexta-feira (19) a nova edição do Plano Estadual de Políticas para Promoção da Igualdade Racial do Paraná.
O evento será às 13h30, no Salão de Atos do Palácio Iguaçu, com abertura pelo Coral Negro de Curitiba Pastoral Negra.
O documento traz orientações e metas do governo para as políticas de combate ao racismo e à discriminação. “Temos que fazer um trabalho de conscientização, esclarecimento e educação contra essa chaga, que não deveria jamais ter existido e tem que ser extirpada da nossa sociedade”, afirma o secretário Ney Leprevost.
O primeiro plano esteve em vigor de 2017 a 2019 e a nova versão, de acordo com o Conselho Estadual para a Igualdade Racial (Consepir), complementa as ações desenvolvidas anteriormente e estabelece novos objetivos no combate ao preconceito.
“O plano é o resultado de ideias conjuntas do governo e da sociedade civil para colocar em prática uma série de medidas que ajudam a combater o racismo e o preconceito”, diz o presidente do Consepir, Saul Dorval da Silva.
Entre as medidas, Saul cita, por exemplo, a atenção que a Secretaria estadual da Segurança Pública vai dar às abordagens feitas pela polícia para que não sejam feitas de forma discriminatória.
CANAL DE DENÚNCIAS – Atualmente, a Secretaria da Justiça tem um canal de denúncias, o SOS Racismo, pelo telefone 0800 642 0345 ou pelo email Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.. Através destes canais o denunciante será orientado sobre como juntar provas para fazer a queixa.
“A primeira atitude é ter em mãos todos os dados referentes à ação. A pessoa lesada precisa salvar tudo que puder colaborar na comprovação do crime”, destaca Leprevost.
“O canal de denúncias é importante, mas o principal é o amadurecimento da própria sociedade”, afirma Saul Dorval.
CONSCIÊNCIA NEGRA – Novembro é o Mês da Consciência Negra e também tem o Dia da Consciência Negra (20 de novembro), data de morte de Zumbi dos Palmares, maior líder do Quilombo dos Palmares.
Por - AEN
O Procon/PR dá orientações para evitar que os consumidores caiam em golpes, especialmente neste mês de novembro, em função do grande volume de ofertas motivadas pela Black Friday. Diante de tantas promoções e descontos, os riscos são maiores. De 2018 a 2020, o órgão recebeu 432 reclamações sobre vendas realizadas neste período.
“É importante ficar atento à veracidade das propagandas, se proteger e, em caso de fraudes, acionar o Procon”, destaca o secretário de Justiça, Família e Trabalho (Sejuf), Ney Leprevost.
Para evitar a perda de dinheiro e dores de cabeça, Claudia Silvano, chefe do Procon/PR, órgão vinculado à Sejuf, dá algumas:
Acompanhe a variação dos preços dos produtos ao longo do tempo
Monitorar os preços ao longo dos meses é uma boa maneira de observar se os produtos vendidos na Black Friday estão, de fato, com preços promocionais ou se as empresas estão apenas ludibriando os consumidores. Através de sites como Buscapé e Zoom, é possível fazer o comparativo dos preços dos produtos durante todo o ano.
Tome cuidado com os links recebidos através das redes sociais
Fique atento a links que vêm, principalmente, por meio de Whatsapp e e-mail. Um dos sinais de golpe, que pode ser notado quando se clica nesses links, é que a página direcionada costuma ser muito parecida com a da empresa que consumidor acreditou que era de fato. Só que diferente das páginas confiáveis, as falsas não aceitam cartão de crédito, apenas pagamento por meio de boletos ou pix – assim, o consumidor não consegue reverter os danos com facilidade.
Avalie se você realmente precisa comprar nesse momento
Ponderar a necessidade de adquirir algum produto e analisar a atual condição financeira ajuda a não comprar por impulso, a não cair em golpes e, consequentemente, não perder dinheiro.
Não considere as promoções somente online
Além das promoções online, muitas lojas físicas também participam da Black Friday, e podem apresentar bons preços e boas opções de pagamento. Considerar estes lugares para comprar o produto ajuda também a não cair em golpes, já que o pagamento é feito na hora. Apesar disso, todo cuidado é pouco e estar atento ajuda a não ter prejuízos.
Por - AEN








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