IDR-Paraná e associação de criadores realizam exposição da raça Purunã no Show Rural

A raça de gado para corte Purunã será uma das principais atrações do Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná – Iapar-Emater (IDR-Paraná) no Show Rural, que começa na segunda-feira (6), em Cascavel, no Oeste do Estado.

A mostra realizada pelo Instituto, em parceria com a Associação de Criadores de Purunã (ACP), terá 15 animais. No estande haverá comercialização de reprodutores e sêmen, além de pessoal técnico qualificado para tirar dúvidas dos visitantes.

O diretor-presidente do IDR-Paraná, Natalino Avance de Souza, lembra que o Purunã resulta de décadas de melhoramento genético conduzido por especialistas do órgão. “Representa uma enorme contribuição à pecuária brasileira e um orgulho da pesquisa pública paranaense”, afirma.

A exposição, segundo o criador e secretário da ACP, Erlon Pilati, será uma oportunidade para os produtores visitantes do evento conhecerem melhor a raça. “O objetivo é divulgar os atributos do Purunã, como carne de alta qualidade, animais precoces e excelentes resultados”, explica.

A Purunã foi desenvolvida a partir do cruzamento entre as raças Charolês, Aberdeen Angus, Caracu e Canchim. O projeto para sua constituição durou mais de 30 anos.

Em novembro de 2016 o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento reconheceu oficialmente a raça e credenciou a Associação de Criadores de Purunã (ACP) para fazer seu controle genealógico, procedimento que atesta a origem dos animais, seus ascendentes e descendentes e a conformidade com os padrões zootécnicos.Adaptação às mais variadas condições de relevo e de temperatura, bom rendimento da carcaça e a alta qualidade da carne, com destaque para o marmoreio, são outras características que os criadores destacam na Purunã.

Pilati ressalta, ainda, o desempenho no cruzamento com raças zebuínas, como o Nelore. “As quatro raças que deram origem ao Purunã transmitem rusticidade, ganho de peso rápido e excelente rendimento de carcaça de animais meio-sangue”, resume.

SHOW RURAL – Realizado pela Coopavel (Cooperativa Agroindustrial de Cascavel), o Show Rural é um dos mais importantes eventos do país dedicados à disseminação de tecnologias para agricultura e pecuária. A edição deste ano começa segunda-feira (6) e prossegue até 10 de fevereiro.

 

 

 

 

 

 

 

Por - AEN

 Clientes da Fomento Paraná têm até 15 de fevereiro para renegociar dívidas

Clientes da Fomento Paraná que estejam com pagamentos de parcelas de empréstimos com saldo de até R$ 50 mil que estejam em atraso, ou inadimplentes, têm até o próximo dia 15 de fevereiro para renegociar os contratos em condições especiais e colocar as contas em dia.

A campanha para regularizar débitos oferece descontos que podem chegar a 100% dos juros e encargos moratórios. Os clientes também podem estender os prazos de pagamento, o que ajuda a reduzir o valor das parcelas e facilita o manejo do fluxo de caixa das empresas.

“Nossa intenção é regularizar a situação dessas empresas e dar mais fôlego no fluxo de caixa delas, permitindo inclusive que possam direcionar receitas para outros investimentos ou despesas urgentes ou oportunidades de negócio”, explica João Carlos Minéo, gerente de Recuperação de Crédito da Fomento Paraná.

A principal condição para renegociar é ter, no mínimo, uma parcela do contrato quitada. A campanha envolve micro e pequenas empresas, microempreendedores individuais (MEI) e empreendedores informais que possuem parcelas em atrasos. Eles podem solicitar a extensão do prazo de pagamento para até 60 meses (ou mais, dependendo da fonte dos recursos do empréstimo) podendo pagar a primeira parcela do refinanciamento em até 60 dias.

A renegociação pode ser feita por meio da rede de agentes de crédito, que estão disponíveis em Salas do Empreendedor e Agências do Trabalhador, nas prefeituras, e também correspondentes da Fomento Paraná. A relação de locais está disponível no portal da instituição em https://www.fomento.pr.gov.br/#mapa-form.

O atendimento também pode ser feito diretamente pela Fomento Paraná no telefone (41) 3235-7700 ou ainda por meio do aplicativo de mensagens WhatsApp (41) 99938-9215. Mais informações podem ser obtidas no endereço https://www.fomento.pr.gov.br/Renegociacao.

A campanha de descontos para renegociação também atende os empréstimos de microcrédito contratados com garantia do FAMPE – Fundo de Aval das Micro e Pequenas Empresas, do Sebrae, que estejam em atraso.

Clientes que estão com as parcelas de seus empréstimos em dia, mas que o empreendedor está com alguma dificuldade em honrar os pagamentos ou precisa alongar o prazo de parcelamento, também podem solicitar a renegociação e alongar prazos, para reduzir o valor das parcelas.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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 Chega ao Estado guindaste de grande proporção que ajudará descarga de granéis sólidos

O navio Maria atracou no berço 211 do Porto de Paranaguá carregado com três guindastes de grande porte, utilizados na operação portuária. Um dos equipamentos foi descarregado no terminal paranaense e irá reforçar a operação dos granéis sólidos de importação, principalmente fertilizantes.

A carga é classificada como especial e cada guindaste é um projeto. O equipamento vem desmontado. As peças são trazidas no porão e, os maiores volumes, no próprio convés da embarcação. A fabricação é da empresa Liebherr, de Rostock, Alemanha, país de origem do navio.

“Os portos do Paraná têm certa tradição na operação de cargas especiais já tendo recebido muitas peças desse porte e outras, até maiores”, comenta o diretor de Operações da Portos do Paraná, Luiz Teixeira da Silva Junior. A vinda de mais um equipamento dessa natureza, segundo Teixeira, com alto custo agregado, demonstra a confiança da iniciativa privada na Portos do Paraná.

Em Paranaguá, foi desembarcado um Guindaste Móvel Portuário LHM 550, referência mundial no segmento. Segundo a empresa que adquiriu o equipamento, a Harbor, operadora portuária no Porto de Paranaguá, o guindaste é o único do tipo, até o momento, no Paraná e um dos maiores em capacidade e produtividade para descarga de granéis do Brasil.

O cais do Porto de Paranaguá, ainda de acordo com o diretor de Operações, é reforçado e tem total condições de suportar esses grandes guindastes utilizados na descarga dos granéis de importação. “Além disso, a produtividade por berço nos portos de Paranaguá e Antonina reforça a eficiência dos operadores portuários e da mão-de-obra empregada”, complementa.

GUINDASTE – Como explica o gerente de Operações da Harbor, Douglas Soares Pires, o guindaste adquirido é um equipamento de ponta. “Tem capacidade para 154 toneladas, a cada movimento, e alcance de 54 metros, propiciando maior produtividade e atendimento de grandes navios Panamáx, Pós-Panamáx e Capesize”, comenta.

Com quase 400 toneladas, o LHM 550 é um guindaste com quatro cabos, específico para operações com granéis sólidos. “É um equipamento moderno, produtivo e com alto nível de tecnologia, com sistema de energia por acumulador e eletrônica, o que garante melhor desempenho, alto nível de segurança, controle de movimentos, ciclos de trabalhos curtos e produtivos”, garante o operador.

O navio Maria é de carga geral (breakbulk). Apesar de ser considerado pequeno – com 151,67 metros de comprimento (loa) e 21 metros de largura (boca) – tem guindastes de bordo robustos e tripulação treinada para carregar e descarregar peças de grandes proporções, até maiores e mais pesadas que os guindastes que vieram nessa viagem. O navio está programado para zarpar nesta sexta-feira (03) à tarde.

 

 

 

 

 

 

 

 

Por - AEN

 Com participação do Paraná, estados vão promover missão internacional para atrair negócios

Os estados das regiões Sul, Sudeste e o Mato Grosso do Sul vão organizar uma missão comercial internacional conjunta no segundo semestre de 2023 para atrair investimentos ao Brasil.

O Brazilian Day, como será chamada a missão, vai unir governos e empresas do Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Minas Gerais, São Paulo e Mato Grosso do Sul.

A missão conjunta dos estados foi a principal pauta do 1º Encontro das Agências de Atração de Investimentos em Curitiba nesta quarta (1º) e quinta-feira (2). O evento foi organizado pela Invest Paraná – órgão de prospecção e captação de novos negócios ligado à Secretaria estadual da Indústria, Comércio e Serviços (Seics) – junto com a Invest Minas.

“Temos que unir forças para tratar do Brasil, já que sozinha a andorinha não faz verão. Por isso é tão importante um encontro como esse para aprimorar a captação de investimentos em cada estado, sempre dentro da sustentabilidade, procurando investimentos que venham a agregar”, enfatizou o vice-governador do Paraná, Darci Piana, no primeiro dia do encontro, no Palácio Iguaçu.

“Aqui no Paraná conseguimos trazer R$ 183 bilhões de investimentos desde 2019, graças à aproximação cada vez maior do Governo com a iniciativa privada, que é uma demanda do governador Carlos Massa Ratinho Junior”, reforça o vice-governador.

A aproximação dos estados do Sul, Sudeste e o Mato Grosso do Sul na captação de investimentos também foi destacada pelo secretário estadual de Indústria, Comércio e Serviços, Ricardo Barros, no segundo dia do encontro, na sede do Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE).

“Com a articulação desse encontro organizado pela Invest Paraná estabelecemos uma linguagem harmônica entre todos os promotores de investimentos para passar a mensagem lá fora de que o Brasil é uma grande oportunidade de negócios, com um grande mercado interno a ser explorado”, apontou

Ele destacou também a troca de informações entre as agências de investimento. “O ideal é que cada agência estadual de investimentos seja competitiva. Mas não precisa guardar para si o seu sucesso. O compartilhamento de informações desse encontro vai ser benéfico para que todos os participantes melhorem seus processos”, completou o secretário.

A missão internacional conjunta entre os oito estados foi a principal pauta aprovada no 1º Encontro das Agências de Captação de Investimentos. O objetivo, aponta o presidente da Invest Paraná, Eduardo Bekin, será mapear as necessidades do mercado externo com as particularidades da produção de cada estado participante da missão.

“Temos que unir nossas forças quando vamos para fora do país porque lá somos uma única marca. Por isso temos que consolidar e fortalecer a marca Brasil. É isso o que estamos fazendo. Pegando as potencialidades de cada estado, o jeito de cada um captar negócios para levar para o Exterior”, afirmou.

É exatamente essa exposição conjunta que os estados vão buscar no Brazilian Day das agências estaduais de investimentos. “Vamos planejar um grande evento em um país que ainda vai ser escolhido. Será uma grande pauta com todos os estados do Sul, Sudeste mais o Mato Grosso do Sul para levar as empresas desses estados, seus governos e suas agências para captação conjunta de investimentos para o Brasil", explicou Bekin.

O planejamento da missão internacional conjunta será feito nos dois próximos encontros das agências de investimento. Do evento organizado pela Invest Paraná nessa semana em Curitiba ficaram definidos mais dois encontros: em março, no Rio Grande do Sul, e no segundo semestre, em Minas Gerais.

TROCA DE INFORMAÇÕES – O encontro também selou a troca de experiências entre as agências na captação de investimentos em cada estado. Um dos destaques foi a apresentação da ferramenta City Match, com a qual a Invest Paraná faz o mapeamento de empresas que possam se instalar em regiões do Paraná apropriadas para sua área de atuação.

“É uma ferramenta que inclui inúmeros robôs, sempre de dados abertos, para o cruzamento de informações que facilitam nossa avaliação se a proposta é realmente boa, se existe sinergia no nosso Estado. A ideia da ferramenta é nos ajudar a obter o melhor resultado na instalação de uma empresa, de forma mais profissional possível”, explicou Bekin.

Um caso em que a ferramenta City Match foi decisiva para captação de investimentos ao Estado aconteceu na Renault. Recentemente a Invest Paraná procurou a montadora francesa, cujo parque industrial é em São José dos Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba, para saber de onde a multinacional comprava os insumos que não eram produzidos no Estado.

“Descobrimos que cerca de 70% a 80% das peças da Renault que não eram produzidas aqui vinham da China e da Índia. A partir dessa informação, buscamos empresas chinesas e indianas desse setor que gostariam de se instalar aqui, fortalecendo a cadeia produtiva. Essa foi uma ideia que aplicamos antes da pandemia, mostrando que estávamos no caminho certo”, afirmou Bekin.

A ferramenta usada na captação de negócios no Paraná foi elogiada pelas outras agências de investimentos no encontro. “Uma das experiências que trocamos foi sobre a ferramenta da Invest Paraná que conecta oportunidades com as cidades, o que é muito útil. Em Minas também temos uma ferramenta como essa. Mas hoje percebemos que a nossa é 1.0 e a do Paraná é 2.0. Essa troca de experiência vai servir para melhorar nossa ferramenta”, elogiou o presidente da Invest Minas, João Paulo Braga.

BRDE – O presidente do Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul, Wilson Bley Lipski, que participou do segundo dia do encontro, colocou o BRDE à disposição para ajudar os estados para que busquem apoio da instituição na captação de investimentos. “O BRDE quer ser parceiro estratégico das agências de investimento. Essa é a casa de criação e execução de políticas públicas para ajudar no desenvolvimento”, disse.

Ele apresentou um resumo das principais ações do banco e destacou o recorde histórico de 2022, quando o BRDE alcançou R$ 4,4 bilhões em investimentos na Região Sul, com 10.410 contratos.

“Participamos da vida de 95% dos municípios do Sul e com cerca de 9 mil clientes nos últimos três anos. Tínhamos uma média de R$ 2,6 bilhões desde 2019, foi um crescimento significante, principalmente porque agrega elementos adicionais, não só a entrega de crédito e o suporte de garantias. Isso nos posiciona como o maior banco de desenvolvimento do Sul”, refletiu.

Também foram apresentados outros números relevantes do BRDE, como taxa de inadimplência de 0,54% (de 90 dias), enquanto a média dos bancos chega até 4,2%, além do aumento de clientes ativos do banco, que está em 39 mil.

No tópico em que as agências de investimentos debateram as práticas de ESG na captação de negócios, Bley enfatizou que o BRDE se posiciona como um Banco Verde, com diretrizes que seguem a sustentabilidade e inovação, diálogo permanente com sociedade e participação de políticas públicas alinhadas com os governos estaduais.

 

 

 

 

 

 

Por - AEN

Governo do Paraná promete zerar desmatamento ilegal em quatro anos

O Governo do Paraná promete zerar o desmatamento ilegal nos próximos quatro anos. O compromisso foi assumido pelo secretário estadual de Desenvolvimento Sustentável, Valdemar Bernardo Jorge.

 "Esse é o objetivo: desmatamento ilegal zero. A cada ano vai ter uma redução, isso vai ser de forma gradativa, não conseguimos estancar isso de um momento pro outro", disse em entrevista à RPC.

De acordo com o secretário, o estado deve realizar concurso público para contratar mais pessoas para a pasta e para o Instituto Água e Terra (IAT).

O secretário disse ainda que foi contratado junto a organismos internacionais financiamento para modernizar o sistema de fiscalização.

"Para que eu possa ter uma fiscalização eletrônica em que eu consigo, através de satélite, olhar a área desmatada e já emitir de forma automática o auto de infração."

 

Mata Atlântica 'comida pelas bordas'

Um levantamento feito de janeiro a outubro de 2022 pelo sistema de alertas da SOS Mata Atlântica e do MapBiomas revela que o Paraná foi o estado da região Sul que mais derrubou a floresta atlântica.

A área derrubada no estado equivale a quase 20 vezes o parque Barigui, em Curitiba:

  • Paraná: 2.954 hectares desmatados;
  • Santa Catarina: 1.714 hectares desmatados;
  • Rio Grande do Sul: 1.177 hectares desmatados.

 

Os dados também apontam que, de julho a outubro de 2022, a quantidade de mata derrubada aumentou 83% no estado.

Em todo o Brasil, 48 mil hectares de Mata Atlântica foram derrubados nos dez primeiros meses do ano passado. No ranking nacional de desmatamento, o Paraná aparece em quarto lugar, atrás da Bahia, de Minas Gerais do Piauí.

Os flagrantes de desmatamento registrados pelo levantamento foram feitos por um satélite que tem a capacidade de enxergar áreas menores, de até de um hectare.

No Paraná, 76% dos alertas de desmatamento são de pequenas áreas. Entre as cidades que mais cortaram a floresta no estado estão:

 

  1. Bocaiúva do Sul: 138 hectares;
  2. Nova Laranjeiras: 135 hectares,
  3. Prudentópolis: 110 hectares,
  4. Pinhão: 91 hectares;
  5. Ortigueira: 81 hectares.

 

Cidades do Paraná que mais derrubaram Mata Atlântica de janeiro a outubro — Foto: RPC Curitiba

Cidades do Paraná que mais derrubaram Mata Atlântica de janeiro a outubro — Foto: RPC Curitiba

 

O diretor executivo da SOS Mata Atlântica, Luís Fernando Guedes Pinto, explica que a "marca" do Paraná são os pequenos desmatamentos para expansão da agropecuária.

"O satélite nos revela que a floresta está sendo comida pelas bordas, um padrão de tentar enganar a fiscalização e o satélite, cortando pequenas áreas. São muitas áreas desmatadas e isso tem um efeito enorme para a degradação da Mata Atlântica."

O diretor vê no fim do desmatamento ilegal uma questão de sobrevivência.

 

"É uma obrigação a gente chegar ao desmatamento zero, isso é uma obrigação moral e é uma necessidade para o futuro das próximas gerações, para o o futuro da população brasileira, para a gente ter o mínimo pra gente sobreviver."
Por - G1
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