O feriado de Natal foi menos violento nas rodovias do Paraná este ano em relação a 2021.
Dados divulgados pela Polícia Rodoviária Estadual e pela Polícia Rodoviária Federal mostram uma queda de 50% no número de mortes nos acidentes registrados nas estradas do Estado.
A Operação Natal foi realizada entre os dias 23 e 25 de dezembro e foram constatadas 10 mortes nas rodovias estaduais, contra 18 no ano passado, mesmo com o aumento do número de acidentes, que saltou de 47 para 59 na comparação dos dois anos.
Os feridos subiram de 62 para 67. Já nas estradas federais, o número de mortes caiu de 12 para seis.
A Operação Natal teve o objetivo também de combater a embriaguez ao volante e o excesso de velocidade.
Durante as abordagens, quatro pessoas foram presas em flagrante por dirigirem embriagadas nas rodovias estaduais paranaenses e outras 28 foram notificadas. Ao todo, foram realizados 610 testes com os etilômetros por suspeita de embriaguez. Em 2021, foram feitos 300 testes e três pessoas foram detidas.
No total, a PRE abordou 1.557 carros e 2.201 pessoas nas rodovias paranaenses.
Além disso, foram registradas 4.620 imagens de radar que resultaram em 1.225 autos de infração de trânsito por excesso de velocidade nas rodovias paranaenses.
Por Lucio Flávio Cruz - Grupo Folha
Há um ano, em 27 de novembro de 2021, ocorria a desativação de 27 praças de pedágio no Anel da Integração do Paraná.
Um levantamento do setor produtivo do estado indica que a condição das estradas, aliada a demora no atendimento de emergências diminuiu a velocidade média das viagens em cerca de 20%. Com isso, uma viagem de 1h passou a ser de 1h15.
Para o setor que depende do transporte pelas rodovias, o impacto pode ser grande.
"Se antes tinha uma empresa com dez caminhões para fazer uma determinada rota, e aumenta esse tempo de viagem em 20%, você precisa ter dois caminhões a mais naquela mesma rota para compensar. Isso gera custo", exemplifica o gerente de assuntos estratégicos da FIEP, João Mohr.
O estudo indica também que, com o pedágio, as ambulâncias demoravam uma média de 7 minutos para chegar em casos de acidente. Agora, o tempo é de 20 minutos.
A desobstrução parcial da BR-277 após um deslizamento de pedras em Morretes, por exemplo, demorou cerca de dois meses para ser iniciada.
O caminhoneiro autônomo Valdecir Ramos Vieira conta que economizou R$ 20 mil em pedágio neste último ano, mas teve prejuízo por conta das condições do asfalto.
"Hoje em dia já não tá compensando mais. Eu já estourei pneu do caminhão da minha esposa na estrada, porque bateu em buraco e cortou o pneu zero. Hoje um pneu novo custa R$ 2 mil", relata.
Manutenção
Com o fim dos contratos de pedágio, a responsabilidade da manutenção das rodovias voltou a ser do governo federal e estadual.
Para o gerente de assuntos estratégicos da FIEP, houve também uma mudança no estilo da gestão.
"Nós passamos de uma manutenção preventiva – que evitava o aparecimento de buracos na rodovia, ou até de deslizamentos de encostas – para ações corretivas. Ou seja, depois que apareceu o buraco, você vai lá e tampa, depois que há um deslizamento, você tenta desobstruir a estrada", explica Mohr.
Entre as condições indicadas pelo estudo, há buracos em trechos importantes das BR-277 e BR-376, e as praças de pesagem dos caminhões estão destruídas.
A Justiça determinou que a responsabilidade pelas estruturas nas rodovias federais é do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT), que afirmou ter criado um plano de ação da manutenção das praças.
Entretanto, Hélio Gomes da Silva Junior, superintendente do DNIT no Paraná, reitera a explicação de Mohr.
"Se nós tivéssemos feito a guarda e vigilância nós teríamos um custo gigantesco. Na verdade, nós jogamos a favor da economia da União. É muto mais fácil reconstruir essas praças, que infelizmente foram vandalizadas, do que fazer a guarda e a vigilância", afirma.
Ainda conforme o superintendente, o órgão foi "pego de surpresa".
"Não tínhamos essa expectativa financeira. Não tínhamos como saber se nós teríamos, ou não, que assumir a rodovia. Era para, no momento em que acabou uma concessão, ter sido feita outra", defende.
Com G1 e RPC
Um mulher de 58 anos foi presa após o filho furtar uma carga de cerveja, em Londrina, no norte do Paraná, de acordo com a Polícia Militar (PM).
Conforme a corporação, uma equipe recebeu a informação de que em um endereço no Bairro Nova Esperança havia uma carga de bebidas possivelmente furtada.
Ao acessar imagens de câmeras de segurança do local do furto, os policiais identificaram uma carreta utilizada no crime conduzida por um homem.
Chegando na casa – indicada como local para onde a carga furtada havia sido levada – a polícia encontrou o veículo que aparecia nas imagens das câmeras de segurança. A mãe do suspeito estava na residência.
No local, a equipe policial encontrou a carga de cerveja roubada. Ela foi presa e conduzida a delegacia de Polícia Civil.
A carreta, que foi apreendida juntamente com a carga, apresentava sinais identificadores adulterados, segundo a PM.
Até a publicação desta reportagem a polícia não havia confirmado se a mulher permanecia presa e se o suspeito havia sido preso também.
Com G1
Uma gestante ficou ferida em um acidente na BR-277 em Balsa Nova, na Região Metropolitana de Curitiba, na noite de domingo dia 25.
De acordo com a Polícia Rodoviária Federal (PRF), ela estava em uma ambulância do município de Ortigueira.
A batida aconteceu entre três veículos após o tombamento de um caminhão do lado de fora da pista. Não há registro de outros feridos.
A carreta derramou parte da carga de grãos na rodovia e, na sequência, os carros colidiram. Até a publicação desta reportagem, a PRF não deu detalhes da dinâmica do acidente.
A gestante foi atendida no local por socorristas do Serviço Integrado de Atendimento ao Trauma em Emergência (Siate) e depois foi encaminhada para um hospital na região da capital.
Com RPC
Mulheres em período gestacional e até três meses após o parto passarão a ter direito à isenção de tarifa no transporte intermunicipal para que possam comparecer em consultas médicas, de acordo com o número de consultas, exames e reconsultas atestadas pela Unidade de Saúde no momento do cadastramento, mais 3 vale-passagens para casos de emergência, considerando cada valepassagem o deslocamento de ida e de volta.
O projeto de lei 762/2019, do deputado Arilson Chiorato (PT), foi aprovado em redação final na sessão desta quinta, dia 22, na Assembleia Legislativa do Paraná e segue para sanção ou veto do Poder Executivo.
“Esse projeto de lei é sobre cuidado com o ser humano. É de suma importância olharmos com carinho e respeito para as gestantes e proporcionarmos meios para garantir uma gestação tranquila, com acesso aos serviços médicos. Considero a aprovação desse projeto um avanço, porém sei que precisamos fazer muito mais para fazer valer o direito constitucional de proteção à vida, à maternidade e à infância”, avalia o autor do projeto.
O deputado Arilson explica que a gratuidade das tarifas atenderá gestantes integrantes de famílias com renda de até três salários mínimos regionais e tem por objetivo criar condições e incentivar a inscrição e frequência nos programas de assistência pré-natal, ao parto, puerpério e neonatal, conforme as diretrizes do Sistema Único de Saúde.
Ainda de acordo com o parlamentar, a lei será aplicada a todas as novas concessões ou novas autorizações em caráter provisório, sem prejuízo ao equilíbrio econômico e financeiro dos contratos vigentes.
Orçamento
Os deputados também aprovaram em segundo turno e redação final o projeto de lei 432/2022 que trata do Orçamento do Estado para o ano de 2023. A proposta prevê um orçamento de R$ 60,5 bi. Ao texto original foram incorporadas 738 alterações propostas pelos deputados.
Entre as mudanças aprovadas estão recursos que garantem parte do reajuste salarial dos servidores do Executivo; a possibilidade de contratação de servidores caso haja excesso de arrecadação e a redução no percentual de remanejamento do Orçamento sem autorização legislativo, de 15% para 10%.
A proposta segue para sanção ou veto do Poder Executivo.
Sanção
Diversos projetos do Poder Executivo tiveram a redação final aprovada e também seguem para sanção. Foram aprovados os projetos 289/2021 que dispõe sobre o tratamento tributário em relação ao ICMS aos estabelecimentos industriais de produtos eletroeletrônicos, de telecomunicação e de informática; 491/2022 que altera a lei que trata do subsídio da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros; e os projetos de lei 507/2022 e 522/2022 que tratam das gestões dos hospitais regionais e universitários.
Seguirá também para a sanção o projeto de lei 508/2022 que cria o Serviço Social Autônomo Viaje Paraná; e o 526/2022 que regulamenta o Fundo Paraná, destinado a apoiar o desenvolvimento científico e tecnológico do estado; 547/2022 que ratifica o protocolo de intenções celebrado entre diversos estado para a constituição do Consórcio Interestadual sobre o Clima – Consórcio; 548/2022 que prorroga a isenção do pagamento de IPVA até 31 de dezembro de 2023 para os veículos elétricos; assim como o projeto de lei 483/2022 que fiz os subsídios do governador, vice-governador, secretários de Estado e membros da Assembleia Legislativa.
Por fim, também aprovados em redação final, os projetos de lei 549/2022, do Tribunal de Justiça, que altera a lei que trata do regime de custas. Segundo a proposta, o objetivo é reduzir o valor cobrado na informação e emissão de Certidão de Protesto. O valor cobrado atualmente é R$ 8,86 e será reduzido para R$ 5,20, uma redução de 41,31%; 218/2021 que reconhece o risco da atividade e a efetiva necessidade do porte de armas de fogo ao atirador desportivo integrante de entidades de desporto legalmente constituídas; 663/2020 que veda expressamente à administração estadual, inclusive instituições de ensino e bancas examinadoras de seleções e concursos, em publicidade institucional, entre outros meios, de formas de flexão de gênero e de número das palavras da língua portuguesa em contrariedade às regras gramaticais consolidadas; 180/2022 que altera e lei 13228/2001 que criou o Fundo de Apoio ao Registro Civil de Pessoas Naturais; e por fim, o projeto de lei 502/2022 que concede o título de Capital Paranaense do Agronegócio ao município de Toledo.
Por assessoria
Novos deslizamentos foram registrados na madrugada desta quinta dia 22, na BR-277 em Morretes, no litoral do Paraná, em pontos já danificados da rodovia.
Com isso, o Departamento de Estradas de Rodagem (DER-PR) bloqueou a faixa adicional de tráfego liberada na quarta dia 21, no km 39.
Agora, conforme o órgão, a rodovia volta a ter tráfego por apenas duas pistas do km 39 ao 40, uma para cada sentido.
Segundo o DER-PR, os escorregamentos aconteceram por conta das chuvas intensas de quarta-feira. Ninguém foi atingido.
Em comunicado o departamento frisou que "os índices pluviométricos estão muito acima do esperado" e prejudicam as condições de tráfego de veículos e dificultam estudos e avaliações executados no trecho.
A previsão é que a faixa adicional seja liberada ainda nesta quarta após limpeza e inspeção do trecho. A situação contudo, conforme o órgão, pode ter alterações por conta das condições climáticas.
"A situação é imprevisível devido ao grande volume de água, que não demonstra sinais de trégua", cita trecho.
Barreiras contêm deslizamento
Segundo o DER, as barreiras instaladas pelo órgão nos kms 39 e 41 contiveram o material do escorregamento. Desta forma, não houve danos às pistas que estavam em funcionamento.
Uma limpeza e uma nova inspeção serão feitas no local.
Além disso, equipes do departamento permanecem realizando o monitoramento constante do trecho.
Conforme o órgão, a prioridade de aumentar a trafegabilidade na BR-277 está mantida, mas ela será feita apenas com garantia de segurança aos usuários e funcionários que atuam no trecho.
Com G1 e RPC



























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