Com cursos na Finlândia e Canadá, Governo lança Ganhando o Mundo para professores

O programa de intercâmbio Ganhando o Mundo, do Governo do Estado, lançou nesta segunda-feira (30) mais uma edição, voltada aos professores e pedagogos da rede estadual de ensino do Paraná, com embarque previsto para setembro deste ano.

Os destinos são Finlândia e Canadá, onde os candidatos selecionados terão uma experiência de até quatro semanas de formação continuada em uma instituição de ensino superior. As inscrições começam nesta segunda, seguem até 12 de fevereiro e devem ser feitas por meio de formulário (deve ser acessado com o @escola).

Para se inscrever, é preciso ser professor ou pedagogo QPM (Quadro Próprio do Magistério) atuando na rede pública estadual. Também é necessário ter participado do programa Formadores em Ação, da Secretaria da Educação do Paraná (Seed-PR) — ou como cursista em 2022 ou como professor formador suprido para atuar em 2023. Ao todo, são 96 vagas, destas, 63 são para professor ou pedagogo formador e 33 são para professor ou pedagogo cursista.

Na instituição de ensino no exterior, os cursos ofertados tratam de temas como gestão de sala de aula, metodologias ativas, currículo por habilidades e competências, orientação pedagógica, sistema educacional local, avaliação de aprendizagem, educação inclusiva, além de momentos de vivência nas escolas de educação básica do país.

Durante esse período, os professores e pedagogos produzirão projetos educacionais ou propostas de curso de curta duração, que serão colocados em prática (na escola e no grupo de estudos Formadores em Ação) após o retorno ao Brasil.

"O Ganhando o Mundo é uma grande estratégia de educação pública. Nós levamos jovens ao Canadá e Nova Zelândia na primeira gestão e já há um edital aberto para mais mil estudantes conhecerem outro país e ampliarem seus conhecimentos. Esses jovens voltam para o Brasil como líderes e exemplos em suas escolas. É um dos programas que estão ajudando a transformar a nossa realidade, assim como as aulas de programação, robótica e novas tecnologias em salas de aula", afirma o governador Carlos Massa Ratinho Junior.

Os cursos serão ministrados em português no Canadá e em inglês na Finlândia. São 24 vagas para a Häme University of Applied Sciences, na Finlândia, e 72 vagas para instituições canadenses que integram a associação Colleges and Institutes Canada.

Após concluir o período de formação, os professores e pedagogos terão mais quatro semanas de mentoria on-line com profissionais das instituições de ensino onde fizeram o intercâmbio. Essa etapa os auxiliará a implementar no Brasil os projetos que foram desenvolvidos durante o intercâmbio.

"Nesse intercâmbio, os professores vão conhecer novos currículos e metodologias de ensino. É um programa que agrega à educação do Paraná porque eles vão retornar e contribuir com seus colegas, trazendo todo esse aprendizado e sendo grandes multiplicadores de conhecimento", completa Roni Miranda, secretário da Educação.

SELEÇÃO – Serão selecionados os candidatos melhor classificados em relação à nota, formada a partir de dois fatores: experiência no Formadores em Ação (serão atribuídos pontos a cada jornada concluída) e prova didática. Esta consiste na entrega de um plano de ação e de um vídeo, ambos abordando uma situação-problema do ambiente escolar e uma proposta de solução, dentro de um dos temas propostos no edital: currículo, metodologias ativas, educação inclusiva, avaliação de aprendizagem gestão de sala de aula ou baixa aprendizagem.

Também será preciso fazer um teste de proficiência em inglês, para determinar o possível país de destino do participante. O candidato que tiver nota igual ou superior a B2, conforme o Quadro Europeu Comum de Referência para Línguas (CEFR), será classificado às vagas na Finlândia (com curso ministrado em língua inglesa). O que tiver nota inferior a B2 será classificado às vagas no Canadá (com formação em português) e realizará um curso preparatório de inglês ofertado pela Seed, para que possa se comunicar no país.

INVESTIMENTO – O investimento total nesta edição do Ganhando o Mundo é de R$ 3 milhões Seed. O Estado arcará com os custos de passagem aérea internacional de ida e volta; deslocamento do aeroporto à instituição de ensino e da instituição de ensino ao aeroporto; alojamento; alimentação; taxas escolares e passagem de Curitiba até a embaixada emissora do visto, bem como hospedagem e alimentação no período para obtenção do visto.

DESENVOLVIMENTO PROFISSIONAL – O objetivo desta edição do Ganhando o Mundo é possibilitar que, a partir da imersão no sistema educacional de outro país, professores e pedagogos da rede estadual possam compartilhar metodologias de ensino, aprendizagem e avaliação, além de ampliar sua capacidade de contextualização social, histórica e cultural.

Durante o intercâmbio, os profissionais terão vivência em sistemas educacionais que são referência no Programa Internacional de Avaliação de Estudantes (PISA) e desenvolverão projetos que, ao serem aplicados nas escolas da rede pública estadual, contribuirão para o processo de ensino-aprendizagem.

 

 

 

 

 

Por - AEN

 Casa Fácil Paraná ajudou quase 32 mil famílias a realizarem o sonho da casa própria

Cerca de 90% dos paranaenses que não possuem uma casa própria têm renda familiar mensal que varia entre um e três salários mínimos, o que torna juntar o dinheiro para dar como entrada uma das principais dificuldades para se livrarem do aluguel.

Com base neste cenário, o Governo do Estado criou o programa Casa Fácil Paraná, que desde o seu lançamento, em 2021, já ajudou quase 32 mil famílias a conquistarem uma moradia.

Com um orçamento inicial de R$ 450 milhões do Tesouro Estadual, a iniciativa envolve a concessão de R$ 15 mil de subsídio por casa, utilizado para abatimento do valor de entrada. O benefício é concedido em imóveis financiados pela Caixa Econômica Federal no âmbito do programa Casa Verde e Amarela, que deve voltar a se chamar Minha Casa Minha Vida.

Os descontos são oferecidos em moradias cujos empreendimentos são habilitados pelas construtoras em um chamamento público da Companhia de Habitação do Paraná (Cohapar), responsável por coordenar o programa. Segundo o presidente da empresa, Jorge Lange, o programa foi elaborado a partir de um amplo estudo técnico e diálogo com os diversos setores envolvidos para garantir o seu sucesso.

“Transformamos o Plano Estadual de Habitação de Interesse Social em uma política pública perene, por isso aprovamos leis e fizemos toda a parte técnica da montagem dos programas para que ele pudesse ter continuidade”, explicou Lange. “Percebemos que a maior dificuldade das famílias em adquirir a casa própria, principalmente aquelas que ganham até três salários mínimos, é ter o recursos disponível para dar o valor de entrada, que no caso dos imóveis financiados pela Caixa é de 20%”.

A legislação à qual Lange se refere é a lei estadual 20.394 de 2020, de autoria do executivo estadual, e que transformou o Casa Fácil Paraná, até então uma política de governo, em um programa permanente de Estado voltado para a habitação popular. Em 2021, foi publicado o decreto estadual 7.666, que trouxe a regulamentação detalhada do programa em suas diferentes modalidades e públicos atendidos, incluindo a concessão de subsídios financeiros.

De acordo com o presidente da Cohapar, as regras foram desenhadas a partir do entendimento mútuo entre os representantes do poder público e do setor produtivo. “Fizemos um trabalho extenso junto ao Sinduscon-PR (Sindicato da Indústria da Construção Civil no Estado do Paraná), CREA-PR (Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Paraná), Secretaria Nacional de Habitação, Caixa Econômica e municípios, o que nos permitiu desatar os nós e avançar rapidamente na iniciativa”, apontou.

REFERÊNCIA NACIONAL – Menos de dois anos depois do lançamento, o Casa Fácil Paraná já é considerado o maior programa de habitação popular em vigência no Brasil. Os resultados chamaram a atenção do governo federal, que promoveu diversas reuniões e tratativas sobre o programa, e motivou a visita de delegações de outros estados à Cohapar para aprenderem detalhes do sistema utilizado.

“Recebemos representantes de oito estados que vieram trocar experiências conosco e entender o funcionamento do programa, os quais estamos ajudando a construírem as suas próprias iniciativas. Hoje, o modelo do Paraná já está em operação no Mato Grosso e Pernambuco e deve entrar em operação em breve na cidade de Porto Alegre (RS). Os governos de Minas Gerais e Espírito Santo também têm estudos em andamento para a sua implantação”, disse Lange.

No fim de 2022, o programa foi premiado com o Selo de Mérito, um troféu nacional organizado pela Associação das Cohabs e Agentes Públicos de Habitação (ABC) e que reconhece as melhores práticas do poder público voltadas ao setor. A conquista foi comemorada pelo governador Carlos Massa Ratinho Junior.

“O Casa Fácil é um programa que ajuda quem mais precisa, dá moradia digna para os paranaenses. Foram praticamente 32 mil famílias beneficiadas em dois anos do programa, com um investimento estadual de R$ 450 milhões, ajudando estas famílias a darem a entrada na compra da casa própria”, disse o governador.

O programa, inclusive, consta no Plano de Governo do segundo mandato de Ratinho Junior com meta ampliada e previsão de revisão do valor a ser subsidiado, em fase de análise técnica pela Cohapar e Governo do Estado.

“A meta estipulada pelo governador era de 30 mil famílias atendidas nesta primeira fase, o que já foi superado. Para a segunda etapa, vamos trabalhar com a meta de construir 10 mil unidades por ano, totalizando 40 mil até 2026. Os recursos já estão previstos no orçamento e vamos fazer uma correção no subsídio em função da inflação e das mudanças nos valores de financiamento da Caixa Econômica, o que vai facilitar ainda mais o atendimento daquelas famílias com menor poder aquisitivo”, garantiu Lange.

RECOMEÇO – Bianca Aparecida Parreira, de Ibiporã, precisou parar de trabalhar temporariamente em função de um quadro depressivo. Em dezembro, a família se mudou para o Residencial Terra de Santa Cruz II. Segundo ela, a mudança para a casa própria ao lado do marido e dois filhos a tem ajudado a superar o momento

“Morávamos na casa do meu sogro e depois de aluguel, onde pagávamos R$ 600 por mês. Agora, eu pago uma parcela de R$ 585, mas por um lugar que é nosso, pela realização de um sonho. Então é uma sensação de alívio”, contou Bianca. “A parcela tá cabendo no nosso bolso e é diferente de pagar aluguel, que era como jogar dinheiro fora. Pagar pelo que é nosso é um prazer, sem falar que a gente pode deixar a casa do jeito que quisermos”.

Para a família dela, o subsídio do Governo do Estado fez toda a diferença na conquista da moradia, com redução do valor de entrada de R$ 25 mil para R$ 10 mil. “Havíamos tentado algumas vezes e nunca deu certo porque o valor de entrada era sempre muito pesado. Se nós não tivéssemos esse desconto não teríamos comprado o apartamento”, explicou.

Além do aspecto financeiro, a estrutura do condomínio onde Bianca e a família moram conta com espaços de uso comum que estimulam o convívio e o lazer. “Está sendo bem tranquila a relação com os vizinhos e já fizemos várias amizades, o que tem me ajudado a sair mais de casa e voltar a procurar emprego. Os meus dois filhos também estão amando. Nós usamos mais a área da piscina e a quadra, e eles tem aproveitado bastante especialmente agora nas férias”, disse.

Aos 25 anos, a assistente administrativa Franciane Silva Santana soube sobre adquirir um apartamento no Terra Santa Cruz II através de parentes. Com o desconto do Estado, ela pagou apenas R$ 5 mil de entrada. “Eu nunca tinha pensado em ter um imóvel próprio, mas soube do programa pela minha cunhada que comprou um na primeira etapa. Vim conhecer a segunda etapa e, com apoio da família e do namorado, decidi comprar uma unidade. Acredito que foi uma boa oportunidade para todos”, afirmou

“Para mim, conseguir um imóvel próprio assim tão novo é um investimento no futuro. Eu morava na casa dos meus pais e agora eu vou ter mais conforto e ter a minha vida mais independente. A gente está terminando de ajeitar as coisas e logo ele estará todo mobiliado”, acrescentou Franciane.

MENOS BUROCRACIA – Um dos aspectos que garantiu agilidade à liberação dos recursos foi o sistema adotado pelo Governo do Paraná para andamento do Casa Fácil. Praticamente todo o processo, da inscrição à liberação do recurso, ocorre de forma digital, com acesso de informações pela Cohapar, Caixa Econômica e a construtora responsável pelo empreendimento escolhido.

Os interessados podem consultar a lista de projetos disponíveis no site da Cohapar e conferir detalhes sobre valores de venda, tamanho dos imóveis, endereço dos conjuntos habitacionais e outros benefícios disponíveis aos compradores. Após a escolha do empreendimento, é necessário preencher uma ficha de inscrição familiar com dados pessoais, sociais e financeiros, além de informações de contato. Ao final do preenchimento, um certificado de habilitação é gerado para que o cidadão dê continuidade à negociação com a respectiva construtora.

Caso opte pela compra, o pretendente passa por uma análise de crédito da Caixa, cujos técnicos checam possíveis restrições financeiras e, em caso de aprovação, informam à Cohapar via sistema. A partir de então, o recurso estadual é automaticamente liberado para ser usado no abatimento do valor entrada, previsto no contrato assinado entre o comprador e o banco.

GERAÇÃO DE EMPREGOS – Além das famílias diretamente beneficiadas, o sucesso do Casa Fácil Paraná contribuiu com a redução do desemprego no Estado. “Estudos da CBIC (Câmara Brasileira da Indústria da Construção) apontam que cada unidade habitacional construída gera em torno de três empregos diretos e indiretos, então projetos geraram em torno de 100 mil postos de trabalho, além dos R$ 8,5 bilhões que circularam na economia paranaense em função das obras”, explica o presidente da Cohapar.

“O programa se disseminou muito rapidamente pelo Estado inteiro porque limitamos as cotas de subsídio por município e empreendimento. Dessa forma o programa, além de desburocratizado e rápido, teve capilaridade, abrangendo todas as regiões paranaenses”, afirmou Lange.

SÉRIE – “Paraná, o Brasil que dá certo” é uma série de reportagens da Agência Estadual de Notícias. São apresentadas iniciativas da administração pública estadual que são referência para o Brasil em suas áreas. Confira AQUI as reportagens já publicadas da série.

 

 

 

 

 

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 Com trecho do Show Rural pronto, duplicação da BR-277 alcança 63% de conclusão

Com o trecho do Show Rural finalizado, as obras de duplicação da BR-277 em Cascavel avançaram bastante no Oeste do Estado.

Segundo medição mais recente do Departamento de Estradas de Rodagem do Paraná (DER/PR), 63% dos trabalhos já foram concluídos. O projeto abrange a duplicação das pistas entre o posto da Polícia Rodoviária Federal (PRF) e a Nova Ferroeste, em uma extensão de 5,81 quilômetros.

A prioridade das obras, inicialmente, foi finalizar a execução em frente ao Parque Tecnológico da Coopavel, local onde acontece o Show Rural, um dos maiores eventos do setor do agronegócio brasileiro, que neste ano será de 6 a 10 de fevereiro.

“Concluímos o trecho do Show Rural, que recebe mais de 280 mil visitantes, melhorando o tráfego nos dias do evento e proporcionando mais segurança aos demais usuários da rodovia. Agora, as obras estão concentradas na passagem superior da trincheira de ligação da BR-277 com a PR-180, para melhorar ainda mais o acesso dos visitantes”, explica o secretário estadual de Infraestrutura e Logística, Fernando Furiatti.

A previsão é que a passagem superior da trincheira da PR-180 seja liberada para o tráfego de veículos até o início do Show Rural. Na sequência, os esforços serão para finalizar a trincheira de acesso à Nova Ferroeste. A previsão da entrega da obra é março de 2023.

Os serviços de terraplanagem ultrapassaram os 56%, com a pavimentação do trecho atingindo 73%, obras de drenagem em 55%, e iluminação já com 70% concluída. Também está sendo pavimentada a via marginal esquerda da rodovia do km 581,7 ao km 583,3, em uma extensão de 1,56 quilômetros.

PARCERIA – A duplicação da BR-277 integra convênio entre o Governo do Estado e a Itaipu Binacional, representando um investimento de R$ 48.009.661,88. A parceria já rendeu outros grandes investimentos em infraestrutura, como a Ponte da Integração Brasil – Paraguai e a implantação da rodovia Perimetral Leste de Foz do Iguaçu; a duplicação da Rodovia das Cataratas; as obras de pavimentação da Estrada Boiadeira entre Umuarama e Icaraíma e da estrada entre Ramilândia e Santa Helena; e a nova iluminação viária da BR-277 em Foz do Iguaçu.

 

 

 

 

 

 

 

 

Por - AEN

 Volume de milho embarcado em janeiro em Paranaguá é 161% superior ao mesmo mês de 2022

O mês de janeiro ainda nem terminou, mas o volume de milho carregado pelo Porto de Paranaguá, neste ano, impressiona.

Até o último dia 29, foram 569.461 toneladas do cereal embarcadas. O volume é quase 161% maior que as 218.358 toneladas exportadas pelos terminais paranaenses durante os 31 dias do mesmo mês de 2022.

“O que estamos percebendo pelos grandes volumes registrados nos embarques aqui pelo Porto de Paranaguá é que essa movimentação já vem se intensificando desde o ano passado”, diz o diretor-presidente da Portos do Paraná, Luiz Fernando Garcia.

No último mês de dezembro foram carregadas 580.147 toneladas de milho. Comparado às 97.124 toneladas exportadas em dezembro de 2021, o volume foi 947% maior.

“Também o line-up dos navios que chegarão para carregar milho aqui pelo Paraná mostra que a tendência é que continue assim pelo menos ainda no próximo mês”, afirma Garcia.

EMBARQUE – No mês de janeiro, até este domingo (29), 19 navios atracaram no Porto de Paranaguá para carregar milho. Segundo o line-up desta segunda-feira (30), escala das embarcações para receber o granel, nove navios já estão em porto para carregar 587.324 toneladas e outros oito estão na sequência para embarcar 511.839 toneladas de milho. Já há outro anunciado, que deve receber 67 mil toneladas. Somado, o volume quase chega a 1,1 milhão de toneladas do cereal a serem exportados por Paranaguá.

MERCADO – A engenheira agrônoma Ana Paula Kowalski, técnica do Departamento Técnico e Econômico (DTE) do Sistema Faep/Senar-PR, confirma que janeiro realmente não é típico período de exportação de granéis, especialmente milho. Porém, segundo ela, uma combinação de fatores tem impulsionado a demanda pelo cereal brasileiro.

Além do fato dos produtores precisarem fazer espaço para receber a nova safra de soja, a lacuna aberta no mercado internacional pela situação da guerra na Ucrânia e a nova demanda da China também aquecem os embarques pelos portos brasileiros.

“No último mês de novembro, com o novo acordo comercial com a China, 136 empresas foram auditadas e habilitadas pelo Ministério da Agricultura para armazenar e exportar milho no Brasil”, afirma a agrônoma. O Paraná, de acordo com ela, é o segundo Estado com maior número de plantas autorizadas pelos governos chinês e brasileiro.

Como explica a especialista, a Ucrânia e os Estados Unidos costumavam ser os principais exportadores de milho para a China. As exportações ucranianas reduziram 24%, já que tiveram menor produção e dificuldades para embarcar o produto, devido ao conflito com a Rússia. E, no caso dos norte-americanos, há conflito comercial.

“O Brasil surge como uma alternativa importante. O país vem se tornando uma potência na exportação de milho, com um crescimento anual bastante expressivo”, afirma.

Ainda de acordo com a análise de Ana Paula Kowalski, nos Estados Unidos o volume de milho embarcado já tem sido reduzido. “O Brasil ocupou essa lacuna e a tendência é que isso se mantenha para os próximos anos”, acrescenta.

 

 

 

 

 

 

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 Agências do Trabalhador do Paraná têm 13 mil oportunidades de emprego

As Agências do Trabalhador do Paraná e postos avançados de atendimento começam a semana com a oferta de 13.621 vagas de emprego com carteira assinada no Paraná.

A maior parte é para auxiliar de linha de produção, com 2.830 oportunidades. Na sequência, aparecem as funções de alimentador de linha de produção, com 580 vagas disponíveis no Estado, magarefe, com 425, e safrista, com 421.

A Região Metropolitana de Curitiba concentra o maior volume de postos de trabalho disponíveis (2.482). Deste total, 130 vagas são para preenchimento imediato. A procura é por trabalhadores para as funções de atendente de lanchonete (60), cozinheiro (37), ajudante de carga e descarga de mercadoria (29), nutricionista (3) e fonoaudiólogo (1). 

Ainda na Capital, para a função de operador de telemarketing ativo e receptivo são oferecidas 273 colocações. Também há vagas para alimentador de linha de produção (140), operador de cobrança (85) e operador de caixa (77).

A regional de Toledo tem 2.077 oportunidades. São 492 vagas para auxiliar de linha de produção, 150 para operador no processo de produção, 100 para abatedor de aves e 80 para operador de máquinas. 

Ainda no Interior, Cascavel (1.427), Londrina (1.067) e Apucarana (824) completam o top-5 de regiões com mais ofertas. Em Cascavel, as funções que lideram são auxiliar de linha de produção, com 434 vagas, magarefe, com 200, desossador, com 40, e auxiliar de operação, com 26.

Em Londrina, os destaques são para alimentador de linha de produção (332), safrista (110) e auxiliar de produção de gorduras vegetais comestíveis (60).

Em Apucarana, há oferta de emprego para as funções de auxiliar de linha de produção, com 57 oportunidades, costureiro, com 49, vendedor interno, com 32, e auxiliar de costeiro, com 17.

As regiões de Foz do Iguaçu, Pato Branco, Francisco Beltrão, Umuarama e Maringá também têm centenas de oportunidades em todos os ramos: comércio, indústria, serviços e agropecuária. Ponta Grossa, Pitanga, Guarapuava e Paranavaí contam com mais de uma centena de empregos disponíveis.

ATENDIMENTO – Os interessados em ocupar as vagas devem buscar orientações entrando em contato com a unidade da Agência do Trabalhador de seu município. Para evitar aglomeração, a sugestão é que o atendimento seja feito com horário marcado. O agendamento deve ser feito AQUI.

Confira as principais vagas por Regionais AQUI .

 

 

 

 

 

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 Agências do Trabalhador recebem R$ 7 milhões de grupo francês para modernizar tecnologia

Após um longo processo de seleção que envolveu a rede Sine de todo o País, o Paraná foi escolhido pela Agência Francesa de Desenvolvimento para um projeto piloto de cooperação técnica voltada ao fortalecimento da política de intermediação de mão de obra.

A parceria vai garantir aproximadamente R$ 7 milhões em investimento no sistema de tecnologia para atendimento ao trabalhador paranaense. 

Uma comitiva francesa estará em Curitiba na segunda e terça-feira (30 e 31) para conhecer a estrutura da rede Sine estadual. O objetivo é mostrar aos representantes da Agência de Desenvolvimento da França como serão aplicados os recursos do convênio.

"Os excelentes resultados apresentados pela rede sine estadual fizeram com que o Paraná se destacasse no processo de seleção. Temos a maior estrutura do País, com 216 agências e 83 postos avançados de atendimento, levando emprego a todo o Interior", ressalta o secretário do Trabalho, Qualificação e Renda, Mauro Moraes.

Além disso, o Estado foi o primeiro colocado no ranking nacional de colocações e encaminhamentos de emprego via Agências do Trabalhador em 2022, sendo responsável por 33% das colocações em todo o Brasil. Foram 118.839 novos empregos, contra 48.107 do Ceará, segundo colocado.

O objetivo da parceria é melhorar o sistema de tecnologia para atendimento ao trabalhador e também para a geração de dados e relatórios sobre a intermediação de vagas. As 216 Agências do Paraná ainda utilizam o sistema do Sine, do Ministério do Trabalho, que está defasado em relação à tecnologia disponível. Roraima foi o outro estado selecionado.

"O convênio vai acelerar ainda mais a meta estabelecida pelo governador Carlos Massa Ratinho Junior, que é transformar o Paraná no maior celeiro de geração de empregos do País. Vamos melhorar a estrutura da rede Sine e certamente avançar em empregabilidade, em parceria com a iniciativa privada", afirma Moraes.

 

 

 

 

 

 

 

 

Por - AEN

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