A parceria entre Governo do Estado, Volkswagen e Senai-PR, com o projeto Carretas do Conhecimento, leva, desde 2019, cursos de qualificação profissional para cidades paranaenses através de escolas móveis. Para este ano, o programa contará com investimento de R$ 2,2 milhões para atingir um número ainda maior de paranaenses.
O documento com o valor a ser investido no programa foi assinado nesta quarta-feira (01) pelo secretário de Estado do Trabalho, Qualificação e Renda, Mauro Moraes, durante reunião com representantes da Volkswagen e do Senai-PR. Ele destacou a importância do programa para a geração de empregos no Paraná e o quanto sua estrutura móvel gera interesse de gestores municipais e de empresas instaladas em todas as regiões do Estado.
Desde sua criação, o programa recebeu investimento de R$ 3,6 milhões e levou qualificação profissional em unidades móveis (carretas com equipamentos adequados para cursos profissionalizantes) para 172 localidades do Paraná. Foram formados 9.020 alunos.
Os cursos são gratuitos, têm carga horária de 80 horas, com turmas de 16 a 20 alunos. As aulas são ministradas de manhã, tarde e noite. Ao completar a grade e carga horária, o estudante recebe um certificado do Senai.
"Nossa meta, neste quinto ano consecutivo do projeto, é levar as unidades móveis de ensino para o maior número possível de municípios, permitindo que mais paranaenses tenham a oportunidade de aprender a desempenhar funções com excelência", afirmou Mauro Moraes.
Executiva de Relações Governamentais da Volkswagen, Amanda Vieira Soldá reforçou o interesse da empresa em atingir positivamente mais municípios e pessoas. "O projeto Carretas do Conhecimento é de grande importância para o desenvolvimento da comunidade. Por isso queremos que ele chegue a um número ainda maior de pessoas, beneficiando a população vulnerável e impulsionando a empregabilidade e o empreendedorismo", afirmou.
Para este ano, serão oferecidos cursos profissionalizantes em 55 localidades ou municípios indicados pela Secretaria do Trabalho, Qualificação e Renda. A pasta também fará a indicação dos cursos disponíveis para cada cidade, através de articulação com as prefeituras municipais.
Os cursos serão Soldagem, Confecção, Inovação e Criatividade, Informática, Instalações Elétricas, Manutenção de Motocicletas, Mecânica Automotiva, Mecânica Industrial, Panificação e Refrigeração.
Por - AEN
Uma exposição montada no Palácio Iguaçu, sede do Governo do Estado, marcou os 50 anos de existência da Defesa Civil do Paraná.
A instituição completou o cinquentenário no dia 20 de dezembro de 2022 e comemorou a data nesta quarta-feira, 01 de fevereiro, o Dia Nacional da Defesa Civil. O vice-governador Darci Piana participou da mostra.
A Coordenadoria Estadual da Defesa Civil atua na proteção da população, com medidas para reduzir riscos de desastres, com ações de prevenção, mitigação, preparação, resposta e recuperação, com participação de outros órgãos do governo e da comunidade. O órgão foi estabelecido pelo Decreto 3.002, de 29 de dezembro de 1972, que também definiu a sua estrutura e suas atribuições.
À época já constava a articulação entre as instituições públicas e privadas para proporcionar o atendimento adequado em casos de catástrofes, além de contar com o apoio de voluntários nas calamidades.
A mostra contou a história da instituição, incluindo os grandes desastres registrados no Paraná. Um exemplo é a inundação de União da Vitória, em 1983, quando chuvas fortes atingiram diversos municípios do Sul. O Rio Iguaçu subiu de 2,50 m para 10,42 m, deixando milhares de pessoas desalojadas e desabrigadas. A exposição também apresentou materiais e equipamentos que são utilizados ou distribuídos aos municípios para fortalecer todo o sistema e garantir a segurança da população.
"São inúmeras ações ao longo da história, que vêm sendo reforçada pela implementação de novas tecnologias, drones e outros equipamentos que dão celeridade e eficiência ao serviço em prol da segurança da população", afirmou o coordenador estadual da defesa civil, Coronel Fernando Raimundo Schunig.
“É essencial lembrarmos da nossa história e toda a jornada que tivemos para chegar ao patamar de excelência que alcançamos. Sempre reconhecendo aqueles que contribuíram para que a missão da Defesa Civil no Paraná se desenvolvesse para atender cada vez melhor a população paranaense”, disse. “É uma felicidade poder fazer parte deste momento e contribuir para que mais um passo seja dado”.
NOVAS TECNOLOGIAS E METODOLOGIAS – Um dos destaques da exposição foi o SISDC, o primeiro sistema de defesa civil do Brasil, criado em 2005, para fazer a gestão das ocorrências em todo o Paraná. Ao longo do tempo, o sistema foi aprimorado e ganhou ferramentas para a gestão de riscos, como o Plano de Contingência Online. O SISDC foi premiado em 2015 pela ONU como melhor sistema de gestão interna das Américas.
A Defesa Civil também implementou outras ferramentas, como a utilização de drones para o mapeamento de áreas de risco, o sistema de alerta por SMS ou WhatsApp ou o levantamento de danos decorrentes de desastres. A tecnologia garante que a resposta seja muito mais célere e eficiente.
O Kit Compdec, voltado a fortalecer a estrutura das Coordenadorias Municipais de Proteção e Defesa Civil, com capacetes, lanternas, roupas para alagamento e motosserras, também ajudou a entender como a entidade atua nas principais ocorrências. Neste ano estão sendo entregues 50 kits para municípios.
Outro destaque foi a implementação do Centro de Estudos e Pesquisas sobre Desastres – CEPED, órgão de assessoramento a Coordenadoria Estadual da Defesa Civil que visa o incentivo à pesquisa e projetos. Uma das iniciativas é o Projeto Fauna, apresentado durante a exposição dos 50 anos da Defesa Civil no Palácio do Iguaçu. O projeto tem o apoio da Portos do Paraná, em conjunto com a Funespar, visando a preservação do meio ambiente e conservação da fauna local.
Já os radioamadores voluntários da REER (Rede Estadual de Emergência de Radioamadores), que apoiam na comunicação em situação de desastres, participaram da exposição mostrando os equipamentos utilizados nestas ações. Os radioamadores voluntários auxiliaram, por exemplo, no desastre acontecido na BR-376, em que foi necessário o estabelecimento de repetidora no local para possibilitar uma comunicação mais rápida.
O Programa Brigadas Escolares foi outra ação apresentada. O programa capacita a comunidade escolar sobre como agir em situação de incêndio ou outras emergências, incluindo ações de evacuação. Em 2022 completou 10 anos de existência e, juntamente com a marca, ampliou a oferta para os municípios, que agora poderão também desenvolver os treinamentos nas escolas municipais.
Por - AEN
As universidades estaduais de Londrina (UEL), Maringá (UEM), do Oeste do Paraná (Unioeste) e do Norte do Paraná (UENP) estão com 690 vagas disponíveis para cursos presenciais de graduação em turmas especiais do Programa Nacional de Formação de Professores da Educação Básica (Parfor).
As oportunidades são exclusivas para a licenciatura de professores em exercício profissional na rede pública, no âmbito da educação infantil, do ensino fundamental e do ensino médio.
Os interessados têm até 7 de fevereiro para efetivar a inscrição e atualizar os currículos, diretamente na plataforma de Educação Básica da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), instituição vinculada ao Ministério da Educação (MEC). As inscrições serão validadas pelas respectivas secretarias municipais de educação.
O programa possibilita uma segunda licenciatura para professores que trabalham fora da área de formação, assim como uma formação pedagógica para os docentes graduados nas modalidades de bacharelado e tecnologia, que atuam em cursos profissionalizantes de escolas públicas. No ato da inscrição, o profissional da educação deve observar as áreas em que necessitam de formação, de acordo com as disciplinas que já aplicam em sala de aula e com as informações do currículo cadastrado.
A professora Zuleika Piassa, do Centro de Educação, Comunicação e Artes da UEL, destaca a importância da educação continuada. “Os professores precisam continuar estudando e ampliando os conhecimentos para atender o dinamismo das escolas e demandas da educação. Os estudantes, cada vez mais, se diferenciam das gerações anteriores com novos conhecimentos, principalmente em relação às tecnologias e mídias sociais, de forma que os professores precisam se atualizar para dialogar e compreender essas experiências e ajudar no desenvolvimento dos alunos”, afirma a docente, que atua no Departamento de Educação.
CURSOS – No Norte do Paraná, a UEL oferta 320 vagas distribuídas entre os cursos de Artes Visuais, Ciências Biológicas, Física, Geografia, Matemática, Música, Pedagogia e Química. No Norte Pioneiro, a UENP disponibiliza 160 vagas para Ciências Biológicas no campus de Bandeirantes e para os cursos de Letras Português-Inglês, Matemática e Pedagogia no campus de Jacarezinho.
Na região Noroeste, a UEM oferta 130 vagas para graduação em História, Música (habilitação em Educação Musical) e Pedagogia. No Oeste do Estado, a Unioeste tem 80 vagas para os cursos de Pedagogia e Letras Português e Literatura, ambos no campus de Cascavel, e licenciatura em Pedagogia no campus de Foz do Iguaçu.
Além das instituições estaduais de ensino superior, a Universidade Federal do Paraná (UFPR) e a Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUCPR) somam 100 vagas no programa, sendo 40 oportunidades no curso de Ciências Sociais e 60 em Pedagogia, respectivamente.
PROGRAMA – Idealizado pelo MEC, o Parfor integra a política nacional de formação de profissionais do magistério da educação básica, com a finalidade de qualificar esses professores. O programa promove o acesso de docentes de todo o Brasil à educação superior, em conformidade com a Lei nº 9.394/1996, popularmente conhecida como Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB).
Serviço:
Pré-inscrição: até 7 de fevereiro – AQUI
Resultado preliminar: 17 de abril
Resultado final: até 12 de maio
Matrículas: 15 de maio a 30 de junho
Início das aulas: de acordo com os calendários acadêmicos das universidades
Por - AEN
As cultivares de feijão IPR Águia e IPR Cardeal serão lançadas oficialmente no decorrer de 2023, mas quem for ao Show Rural vai conhecer em primeira mão os atributos das novas opções que o Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná-Iapar-Emater (IDR-Paraná) oferece ao mercado. O Show Rural 2023 começa na segunda-feira (6) e prossegue até 10 de fevereiro, em Cascavel.
A diretora de Pesquisa e Inovação da instituição, Vania Moda Cirino, explica que os cultivares atendem as exigências do produtor, da cadeia de processamento e do consumidor. “São grãos de bom aspecto comercial, cozimento rápido, caldo consistente e alto teor nutritivo”, descreve.
Em condições adequadas de armazenamento, os grãos de IPR Águia, feijão do grupo comercial carioca, levam cerca de nove meses para escurecer, uma característica bastante desejada por toda a cadeia produtiva, mas especialmente importante para os agricultores.
“É um atributo que permite aos produtores estocar a produção e, dessa forma, ganhar mais autonomia para decidir sobre a venda”, explica a diretora, que também é pesquisadora na área de melhoramento vegetal.
As duas cultivares são adaptadas aos estados do Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, São Paulo e Mato Grosso do Sul.
No campo, IPR Águia tem ciclo de 88 dias e potencial produtivo em torno de 3,3 toneladas por hectare. É resistente a doenças da ferrugem, oídio e mosaico comum, moderadamente resistente à antracnose, crestamento bacteriano comum, murcha de curtobacterium e mancha angular, e suscetível a mosaico dourado.
O IDR-Paraná também apresenta no Show Rural sua nova cultivar do grupo comercial especial, IPR Cardeal, de grãos vermelhos (tipo Dark Red Kidney), desenvolvida para o segmento de exportação, particularmente a indústria de enlatados e conservas. Com ciclo de 78 dias, pode alcançar produtividade de 3 toneladas por hectare. É resistente à ferrugem e ao mosaico comum; moderadamente resistente à antracnose, mancha angular e murcha de curtobacterium; e suscetível a mosaico dourado, crestamento bacteriano comum e oídio.
SOJA – A soja na alimentação humana é o outro destaque do IDR-Paraná no Show Rural, com as cultivares IPR Basalto, IPR Petrovita e IPR Pé-Vermelho, obtidas em parceria com a UEL (Universidade Estadual de Londrina) e UFV (Universidade Federal de Viçosa).
Desenvolvidas para o consumo humano direto e sem o uso da transgenia, as cultivares produzem grãos de sabor delicado, pois foram retiradas as enzimas que geram o gosto desagradável característico da soja.
As três cultivares têm produtividade potencial que supera 5 toneladas por hectare e apresentam bom desempenho agronômico. O ciclo é precoce, chegam à colheita entre 115 e 125 dias. No Show Rural, será possível conferir o desempenho dessas cultivares em duas épocas de plantio.
MILHO – Também serão levados ao evento variedades de milho, como a IPR 216. O diferencial desta variedade IPR 216 é a dupla aptidão, pois pode ser cultivado tanto para obtenção de grãos como para silagem. É uma variedade de porte médio, boa tolerância ao acamamento e quebramento, ciclo precoce, espigas bem empalhadas e bom comportamento em relação às principais doenças da cultura.
Se o objetivo é produzir grãos, sua produtividade pode chegar a 80% de um híbrido de alto rendimento. Se cultivada para silagem, o rendimento pode alcançar 55 toneladas por hectare. A IPR 216 foi lançada como opção para produtores que adotam a estratégia de aplicar tecnologias de baixo custo ou que buscam minimizar perdas em plantios de risco.
A IPR 164 é outra opção de milho que o IDR-Paraná leva ao Show Rural. A cultivar tem boas características agronômicas e flexibilidade de semeadura para ser adotada tanto na primeira como na segunda safra. É moderadamente resistente às principais doenças da cultura, tem boa tolerância ao acamamento e ao quebramento e produz espigas com excelente empalhamento. O baixo custo de sementes é uma vantagem adicional.
Para os agricultores que se dedicam à produção de milho branco, o IDR-Paraná mostra a cultivar IPR 127, um híbrido simples, desenvolvido para produtores interessados no mercado de canjica, fubá, amido e farinha. Indicada para cultivo nas duas safras, a cultivar tem ciclo precoce e boa tolerância ao acamamento e ao quebramento. Os grãos são do tipo duro, preferidos no segmento, e muito valorizados pelo alto rendimento no processamento industrial.
MANDIOCA – Apropriada para a obtenção de farinha e de fécula, IPR Paraguainha é mais produtiva que as opções atualmente disponíveis no mercado e apresenta alto rendimento de amido no processamento industrial.
Indicada para plantio direto ou convencional, pode ser cultivada tanto em solos argilosos e também em terrenos com maior teor de areia. Possui resistência moderada às principais doenças, plantas de porte médio que facilitam os tratos culturais na lavoura e altura de inserção das ramificações que beneficiam o cultivo mecanizado.
Já a cultivar IPR Upira, para o consumo de mesa, destaca-se pelo alto valor nutritivo e a cor alaranjada das raízes, decorrente do alto teor de carotenoides, substância precursora da vitamina A. Outro ponto positivo é o cozimento rápido, em cerca de 20 minutos.
SHOW RURAL – Realizado pela Coopavel (Cooperativa Agroindustrial de Cascavel), o Show Rural é um dos principais eventos do país dedicados à disseminação de tecnologias para agricultura e pecuária. A edição deste ano começa segunda-feira (6) e prossegue até 10 de fevereiro, em Cascavel (Oeste do Estado).
Por - AEN
O Paraná fechou o ano passado com 118.149 novas vagas, o quinto Estado no País em números absolutos e o primeiro na região Sul a gerar mais empregos com carteira assinada.
O setor de serviços, que envolve restaurantes, lanchonetes, hotéis, imobiliárias, transporte, entre outras áreas, liderou o número de vagas geradas, concentrando 76.999 novos postos de trabalho no período, o equivalente a 65,17% do total. Os dados são do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério do Trabalho e Previdência, divulgado nesta terça-feira (31).
Os serviços foram os maiores geradores de vagas com carteira assinada no Paraná em quase todos os meses de 2022, com destaque para fevereiro, cujo saldo foi de 20.781 novos postos. As exceções foram em novembro, quando o setor com o melhor resultado foi o comércio, somando 5.234 vagas criadas e, em dezembro, mês em que todos os estados apresentaram saldo negativo na abertura de vagas em razão do fim dos contratos temporários após as contratações para as festas de fim de ano.
O destaque entre os setores ficou para os serviços de informação, comunicação e atividades financeiras, imobiliárias, profissionais e administrativas, que somaram mais de 38 mil novas vagas. Em segundo lugar estiveram os serviços que envolvem a área de administração pública, defesa e seguridade social, educação, saúde humana e serviços sociais, com mais de 16 mil. E, em terceiro, alojamento e alimentação, com 11 mil vagas.
Na sequência esteve o segmento de transporte, armazenagem e correio, com 7 mil novos postos, e serviços domésticos com 55, enquanto outros serviços somaram 3,4 mil.
Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o segmento como um todo (volume de atividades) cresceu 4,4% no ano passado (último recorte disponível, do acumulado até novembro). O principal destaque no Paraná é em serviços prestados às famílias, com alta de 19,5% em relação a 2021. Serviços profissionais, administrativos e complementares também registraram crescimento expressivo no Paraná, de 9,9%.
O resultado foi impactado pela retomada de serviços que ficaram de lado durante a pandemia (2021), como parques de diversão, serviços de bufê, cabeleireiros, gestão de espaços cênicos, discotecas e danceterias, promoção de eventos esportivos, pesquisas de mercado, locação de mão-de-obra, limpeza e agências de viagem.
OUTROS SEGMENTOS – O segundo maior gerador de empregos no Estado em 2022 foi o comércio, com 21.154 postos criados. Em terceiro lugar, esteve a indústria, com a criação de 15.271 vagas, impulsionada principalmente pela indústria de transformação, que, sozinha, gerou 15.361 oportunidades. Os outros setores também tiveram indicadores positivos: construção gerou 2.514 novas vagas e a agropecuária 2.154 postos.
NACIONAL – No Brasil, o setor de serviços também liderou a criação de empregos em 2022, com saldo de 1.176.502 postos de trabalho: a área foi responsável por 57,73% do saldo nacional de 2.037.982 postos. O comércio veio em segundo lugar, com 350.110 vagas, seguido pela indústria, com 251.868, construção, com 194.444, e agropecuária, com saldo de 65.062.
EVOLUÇÃO MÊS A MÊS – Com exceção de dezembro, o Paraná teve resultados positivos nos números gerais de geração de emprego todos os meses do ano. O destaque foi em fevereiro, quando foram abertos 29.382 novos postos.
No mês a mês, foram 19.695 vagas em janeiro, 29.382 em fevereiro, 5.387 em março, 9.769 em abril, 14.084 em maio, 14.624 em junho, 16.593 em julho, 15.639 em agosto, 13.100 em setembro, 11.020 em outubro, 4.757 em novembro e -35.901 em dezembro. Com o bom resultado no ano, o Paraná chega a um estoque de 2.931.182 pessoas com empregos com carteira assinada.
MUNICÍPIOS – Três em cada quatro municípios paranaenses tiveram saldo positivo na geração de empregos em 2022. Das 399 cidades, 299 tiveram mais contratações do que demissões no ano. Nas outras 100, o saldo foi negativo, com mais desligamentos do que admissões.
Curitiba liderou a geração de empregos entre janeiro e dezembro, com a criação de 31.195 novas vagas. Na sequência estão Londrina (7.232), São José dos Pinhais (6.666), Maringá (4.479), Ponta Grossa (3.696), Toledo (3.044), Foz do Iguaçu (2.782), Pinhais (2.560), Francisco Beltrão (1.605) e Fazenda Rio Grande (1.450).
Por - AEN
Como forma de celebrar o Dia Nacional das Reservas Particulares do Patrimônio Natural (RPPNs) e ampliar a conscientização ambiental, o Governo do Estado, por meio do Instituto Água e Terra (IAT), lançou nesta terça-feira (31) a Cartilha de Apoio para Implantação do Programa de Pagamento por Serviços Ambientais Municipais (PSAM).
O manual de 48 páginas ensina de forma didática como as cidades paranaenses podem ampliar a conservação ambiental, repassando parte dos recursos oriundos do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) Ecológico para propriedades particulares reconhecidas pelo IAT como Unidades de Conservação.
O Estado transfere com o carimbo do ICMS Ecológico, em média, R$ 400 milhões anualmente para os municípios. O valor destinado é proporcional à manutenção das Unidades de Conservação (em função do tamanho, importância para conservação e qualidade da área) e dos Mananciais de Abastecimento Público de Água. Atualmente 262 cidades são beneficiadas.
A intenção com a cartilha, explica a gerente de Biodiversidade do IAT, Patrícia Calderari, é promover um ciclo virtuoso em todo o Paraná, com a redivisão orçamentária atuando como indutora do crescimento de áreas verdes nos municípios.
“Sugerimos na cartilha que as prefeituras repassem parte do ICMS Ecológico para as propriedades privadas reconhecidas como Unidades de Conservação. Com esse estímulo, o proprietário vai cuidar melhor da terra ou até ampliar a área de proteção. Com maior conservação, o município melhora sua avaliação e se credencia a receber uma fatia maior do ICMS Ecológico, ampliando a arrecadação”, afirma.
De acordo com a legislação estadual em vigor, a verba do imposto verde é de livre uso, podendo ser aplicada pelas administrações em diferentes áreas, como saúde, educação e infraestrutura, entre outras. O levantamento mais recente do IAT aponta para 321 RPPNs no Paraná, com uma área de conservação estimada em mais de 55 mil hectares.
“Estamos falando apenas de uma parte do repasse do ICMS que já corresponde à proteção ambiental. A prefeitura que define qual o percentual será destinado para o programa e o restante ficará com aplicação livre. Reforçando que o estímulo à conservação vai resultar em uma cidade mais verde, sustentável, com reflexo no ICMS Ecológico repassado pelo Estado”, reforça Patrícia.
Técnicos do IAT fazem vistorias anuais às Unidades de Conservação para verificar o atendimento a uma série de requisitos que resultam na nota final da qualidade ambiental e refletem no valor total destinado ao município via ICMS Ecológico. “É uma lista extensa que busca manter a qualidade ambiental sempre alta”, ressalta.
ICMS ECOLÓGICO – Os valores repassados pelo Governo do Estado são provenientes do total do ICMS destinado aos municípios paranaenses. Deste montante, 5% referem-se ao ICMS Ecológico, proporcionalmente às Unidades de Conservação e aos Mananciais de Abastecimento Público de Água.
Metade desses 5%, ou seja, 2,5%, são destinados para cidades que tenham em seu território mananciais cuja água se destina ao abastecimento da população de outro município; e outra metade para municípios que tenham integrado em seu território Unidades de Conservação, Áreas de Terras Indígenas e Áreas Especiais de Uso Regulamentado (Aresur).
USO SUSTENTÁVEL – Uma RPPN é a modalidade de Unidade de Conservação de domínio privado (pessoa física ou jurídica), gravada com perpetuidade na matrícula do imóvel e sua criação não afeta a titularidade do imóvel. A área destinada deve possuir relevante importância para a conservação da biodiversidade e dos atributos naturais.
A área pode ser reconhecida pelo órgão ambiental como RPPN com diferentes finalidades, desde que se cumpra o objetivo principal de preservar a fauna e a flora. Para isso, o proprietário deve solicitar o reconhecimento junto ao órgão ambiental.
Posteriormente, por se tratar de uma Unidade de Conservação deve-se elaborar o Plano de Manejo, que é um importante instrumento de gestão e define o uso das áreas protegidas de domínio particular.
Os Planos de Manejo proporcionam o ordenamento das ações de forma coordenada para fazer frente aos desafios que se apresentam para uma gestão integrada das RPPNs. “Preservar o meio ambiente é uma maneira de garantir qualidade de vida às gerações futuras. As Reservas Particulares são importantes instrumentos de conservação da biodiversidade como um todo, cuidando da fauna e da flora existente no Estado”, diz o diretor-presidente do IAT, Everton Souza.
A Cartilha de Apoio para Implantação do Programa de Pagamento por Serviços Ambientais Municipais está disponível no site do IAT.
Por - AEN


























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