Cirurgias eletivas e expansão da atenção primária são destaques da Saúde no 2º quadrimestre

As cirurgias eletivas e os investimentos na Atenção Primária em Saúde foram destaques nas ações do Governo do Estado nesta área, no segundo quadrimestre 2023.

Entre maio e agosto, houve 32.148 cirurgias eletivas, de média e alta complexidade, realizadas pelo SUS no Paraná, em um investimento de mais de R$ 62 milhões. Já em relação à APS, o Estado expandiu sua cobertura para 88% do território paranaense, superando a meta estipulada de 85%. 

Os dados constam no Relatório Detalhado do segundo quadrimestre, apresentado pela Secretaria da Saúde (Sesa) em audiência realizada pela Comissão de um Saúde Pública da Assembleia Legislativa do Paraná (Alep), nesta terça-feira (17).

"Estabelecemos o maior processo de cirurgias eletivas da história, com o Programa Opera Paraná. Esse é um ponto estratégico de muita importância, sobretudo considerando os gargalos que ainda carregamos da pandemia", destacou diretor-geral da Sesa, César Neves. "Também nessa linha, a Sesa promove investimentos históricos para a Atenção Primária em Saúde, para facilitar o acesso dos serviços ao cidadão paranaense", afirmou.

Até agosto, o Estado empenhou R$ 3,26 bilhões para programas, ações e serviços da área da saúde. Isso equivale a 10,8% dos 12% da receita líquida anual que os Estados precisam aplicar em saúde, conforme determina a Constituição Federal . 

URGÊNCIA E EMERGÊNCIA - A ampliação dos serviços direcionados para a urgência e emergência também foi evidenciada durante a audiência. Um dos principais pontos foi o alcance de 100% de cobertura do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU), que possuía uma meta de 97%. Outros dados importantes foram as ações de urgência realizadas por transporte aéreo, que somaram 1.094 atendimentos. Em relação à produção hospitalar de urgência e emergência, houve 134.908 procedimentos entre maio e agosto.

Outros temas abordados durante a sessão incluíram saúde bucal, linha de cuidado à saúde da mulher e atenção materno-infantil.

VACINAÇÃO – Um dos principais focos de atenção da Secretaria da Saúde é a cobertura vacinal, principalmente em relação às doses infantis contra a Covid -19. Os dados apresentados revelaram que, entre crianças de 0 a 2 anos, o Estado atingiu apenas 23,37% deste público, de uma meta de 95%. O diretor-geral César Neves atribuiu os baixos números, entre outros motivos, a movimentos negacionistas.

"Temos feito grandes esforços de campanhas de multivacinação para combater o negacionismo. Essa é uma luta que envolve a conscientização popular e deve ser travada com muito diálogo. A imunização é segura e fundamental para a proteção das crianças", enfatizou Neves.

No sábado, 14 de outubro, o Paraná deu início à Campanha de Multivacinação do Ministério da Saúde. O objetivo é intensificar as coberturas vacinais que fazem parte do Calendário Nacional de Imunização e, além disso, reforçar as campanhas vigentes (Covid-19 e Influenza), especialmente em crianças e adolescentes de até 15 anos. Neste (21) será o Dia D da mobilização estadual.

"Destaco a atuação dos deputados pelos questionamentos e à equipe da Sesa por reforçar a transparência do Estado. Sabemos que a saúde é um grande desafio e reuniões como esta ajudam a fortalecê-la”, afirmou o presidente da Comissão de Saúde da Assembleia, Tercilio Turini.

PRESENÇAS –  Também participaram da audiência os deputados Arilson Chiorato; Márcia Huçulak; Mabel Canto e Luis Corti; a diretora de Atenção e Vigilância em Saúde, Maria Goretti David Lopes; e o diretor-executivo do Fundo Estadual de Saúde, Adriano Rissati. Da Secretaria da Saúde, estavam presentes o chefe de gabinete, Ian Sonda; o chefe do Departamento de Obras, Adilson Silva Lino, e o diretor Administrativo, Carlos Batista.

 

 

 

 

 

Por - AEN

 Saúde alerta: tempo chuvoso exige reforço nos cuidados contra a leptospirose

A secretaria estadual da Saúde (Sesa) alerta a população para os cuidados contra a leptospirose neste período de chuvas mais intensas.

A infecção é causada pela bactéria Leptospira, presente na urina de animais, principalmente de ratos, e pode provocar danos renais e hepáticos, evoluindo até mesmo para morte. Dados preliminares da Sesa mostram que, somente este ano, o Paraná registrou 260 casos confirmados e 20 óbitos em decorrência da doença.

A infecção humana ocorre devido à exposição direta ou indireta à urina de animais infectados pela Leptospira, e pode ser adquirida em áreas urbanas e rurais. Com as chuvas, a bactéria se mistura à água de valetas, lama, lagoas, cavas e em locais com formação de enchentes. As inundações propiciam a disseminação e a permanência da bactéria no ambiente, facilitando a contaminação.

“Como não existe uma vacina contra a leptospirose no Brasil, os cuidados e a prevenção são as melhores ferramentas. A população deve evitar o contato com água e lama de enchentes e esgotos, e os pais e responsáveis devem estar atentos, evitando que as crianças nadem ou brinquem nesses locais, possivelmente contaminados com a urina de animais”, orienta o secretário da Saúde, Beto Preto.

CUIDADOS – Em caso de enchentes, após as águas baixarem, é preciso retirar a lama e desinfetar o local, lavando pisos, paredes e bancadas utilizando água sanitária, sempre com uso de luvas e botas de borracha. A orientação é diluir duas xícaras (400ml) do produto em um balde de 20 litros de água e deixar agir por 15 minutos. Após isso, prosseguir com a limpeza.

Pessoas que trabalham na limpeza de lama, entulho e esgoto também devem sempre usar botas e luvas de borracha para evitar o contato da pele com a água e lama contaminadas. Em ambiente domiciliar, é preciso tomar os cuidados básicos para evitar a presença de roedores, incluindo guardar alimentos em recipientes bem fechados, retirar sobras de alimentos, evitar o acúmulo de entulhos e lixos em geral.

SINTOMAS – O diagnóstico é realizado por meio de exames laboratoriais específicos. Os principais sintomas da doença são febre alta, mal-estar, dores de cabeça constantes e intensas, dores no corpo (principalmente na panturrilha), cansaço, calafrios, dores abdominais, náuseas, vômitos, diarreia e desidratação. Nos casos mais graves pode ocorrer amarelamento da pele e dos olhos.

TRATAMENTO – Ao identificar qualquer sintoma é preciso procurar atendimento médico imediatamente. Para os casos leves, o atendimento é ambulatorial. Nos casos graves, a hospitalização deve ser imediata, visando evitar complicações e diminuir a letalidade.

O período de incubação, ou intervalo entre a transmissão e o início das manifestações dos sintomas, normalmente ocorre entre sete e 14 dias após a exposição a situações de risco, mas pode variar de um até 30 dias.

 

 

 

 

 

 

Por - AEN

 Setor de serviços cresce 11,8% no Paraná de janeiro a agosto, melhor desempenho do Sul

O setor de serviços cresceu 11,8% no Paraná nos oito primeiros meses do ano em comparação ao mesmo período de 2022. O levantamento é da Pesquisa Mensal de Serviços (PMS) divulgada nesta terça-feira (17) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O resultado é o melhor da Região Sul e o segundo melhor de todo o País. O Estado ficou atrás apenas de Mato Grosso, que alcançou crescimento de 18,1% no acumulado de janeiro a agosto de 2023 – o terceiro melhor resultado do Brasil foi de Santa Catarina, com aumento de 10,3%. O índice paranaense também ficou acima da média nacional, cujo crescimento no mesmo período foi de 4,1%.

Na variação mensal do PMS, o Paraná foi um dos oito estados que apresentou em agosto crescimento no setor de serviços, que engloba atividades como transporte, alimentação, salões de beleza, viagens, entre outros. O Estado teve a segunda maior variação positiva, com aumento de 0,4% em comparação com o mês de julho, também ficando atrás somente de Mato Grosso, com 7,5%. Na terceira colocação, logo atrás do Paraná, ficou o Rio de Janeiro, com crescimento de 0,2%. Já a média nacional teve retração de 0,9%.

No comparativo de agosto de 2023 com o mesmo mês de 2022, o Paraná teve variação positiva de 9,8%. A variação também deixou o Estado na segunda colocação nesse levantamento, atrás novamente do Mato Grosso, com 26,3%. Na terceira colocação ficou Santa Catarina, com 7,1%. Na média nacional, o volume avançou apenas 0,9%.

No acumulado nacional de oito meses, quatro das cinco atividades pesquisadas pelo PMS tiveram taxas positivas. As contribuições mais importantes foram nos ramos de informação e comunicação (4,8%), transportes, serviços auxiliares aos transportes e correio (4,2%), serviços profissionais, administrativos e complementares (4,5%), serviços prestados às famílias (4,7%). A única influência negativa no levantamento do acumulado dos oito primeiros meses foi no setor de outros serviços (-0,4%).

TURISMO – Um dos segmentos que mais impactam no setor de serviços, o turismo registrou crescimento de 11% no Paraná no acumulado dos oito primeiros meses em comparação ao mesmo período de 2022. O resultado é o melhor da Região Sul e o terceiro melhor nacional. O Estado ficou atrás apenas de Minas Gerais (17,6%) e Bahia (13,6%).

Um dos destaques do crescimento do turismo no Paraná tem sido o Parque Nacional do Iguaçu (PNI), onde se encontram as cataratas em Foz do Iguaçu. Em agosto, o PNI registrou 129.763 turistas, somando 1,19 milhão de turistas no acumulado de janeiro a agosto. A visitação de agosto foi 88% maior do que em agosto de 2019, ano de maior visitação no parque, ainda no período pré-pandemia. Em setembro, o Parque Nacional do Iguaçu recebeu 151.958 visitantes, 17% a mais do que em agosto.

Já a média nacional do turismo de janeiro a agosto teve crescimento de 8%. O crescimento foi impulsionado por avanços nos ramos de locação de automóveis, restaurantes, hotéis, transporte aéreo, agências de viagens, serviços de bufê e transporte rodoviário coletivo de passageiros.

No comparativo mensal de agosto, o Paraná teve o maior crescimento no turismo nacional em relação ao mês de julho: 2,6%. Na sequência, vieram Goiás (1,8%) e Santa Catarina (1,1%). O resultado do Paraná ficou acima da média nacional, cujo resultado foi de queda de 1,5%.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Por - AEN

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