Nos primeiros três meses de 2024, o Sistema de Gestão Hospitalar e Ambulatorial do SUS - GSUS, desenvolvido pela Celepar, chegou a 1.100 estabelecimentos de saúde cadastrados.
A marca alcançada por essa ações inovadora, que impacta diretamente na qualidade de atendimento à população, é um dos destaques do final de semana em que é celebrado o Dia Mundial da Saúde (7 de abril).
A plataforma é utilizada para a gestão operacional de unidades de assistência de saúde que trabalham segundo as regras do SUS, incluindo hospitais, prontos-socorros, clínicas ambulatoriais, laboratórios, farmácias, centros de diagnóstico e centrais de regulação.
Além dos estabelecimentos de saúde, o sistema também é usado, atualmente, por 398 secretarias municipais, além das 22 Regionais da Secretaria de Estado da Saúde (Sesa).
“O GSUS auxilia hospitais e demais instituições da área da saúde a funcionarem de maneira mais eficaz no cotidiano operacional, o que se reflete, por consequência, num atendimento mais eficiente à população”, diz Gustavo Garbosa, diretor-presidente da Celepar.
Ele lembra, ainda, que a plataforma faz parte do Celepar Cid@des, um pacote de serviços tecnológicos oferecido aos municípios. “O GSUS é uma das muitas soluções do Celepar Cid@des que ajudam os municípios a se tornarem mais ágeis, eficientes e conectados”, afirma.
OUTRAS INICIATIVAS – Além do GSUS, desenvolvidas em parceria com a Sesa, a Celepar trabalha com outras tecnologias para a saúde pública.
Uma delas é a Farmácia Digital, que ajuda a garantir o acesso online do cidadão a medicamentos padronizados no Componente Especializado da Assistência Farmacêutica (CEAF). Para receber esses medicamentos, é necessário que o paciente realize o cadastro da solicitação e apresente um conjunto de documentos e exames.
O acesso ao sistema é simples. O cidadão informa os dados pessoais, anexa a documentação e laudos necessários para comprovar a enfermidade e solicitar o medicamento. O cadastro é enviado para o sistema Sismedex, no qual os técnicos da farmácia fazem a triagem e verificação. Após avaliação, se o pedido for aprovado, o cidadão é contatado para fazer a retirada do medicamento ou pode receber em sua casa.
Segundo dados mais recentes do Sismedex, foram realizadas 222 mil solicitações de medicamentos por meio do sistema no primeiro trimestre deste ano.
Outra funcionalidade desenvolvida pela Celepar foi o software que coordena as chamadas do Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência). Com interface moderna e segurança aprimorada, ele garante maior agilidade no registro do atendimento e disponibiliza um banco de dados com o armazenamento de todas as chamadas. De janeiro a março deste ano, foram 290 mil chamadas.
A Celepar também criou o sistema que administra as doações de sangue, o NovoSHT – Sistema de Controle Hemoterápico, e o Sievisa — Sistema Estadual de Informação em Vigilância Sanitária, essencial para o mapeamento das informações referentes à situação sanitária de estabelecimentos em funcionamento no Paraná.
Por - AEN
O Instituto Água e Terra (IAT) finalizou nesta sexta-feira (5) o relatório de atividades referente à Operação Quaresma II. A ação ocorreu em 13 municípios do Paraná das regiões Sul e Sudeste entre os dias 21 e 28 de março, próximo ao feriado da Páscoa, e buscou combater a pesca predatória e o uso de equipamentos proibidos, de acordo com a Portaria IAT nº 219/2022.
Além disso, com o apoio de embarcações e aeronave, foram fiscalizados focos de caça à fauna silvestre e de supressão de vegetação nativa em área de preservação permanente. Ao todo, houve a lavratura de 25 notificações e 16 Autos de Infração Ambiental (AIA), com a aplicação de R$ 1.214.520,00 em multas.
“Reunimos diversos profissionais de várias regionais do IAT no Estado para coibir todo e qualquer crime ambiental, e o resultado foi bastante significativo”, afirma o chefe do escritório do IAT em União da Vitória, Augusto Arruda Lindner. “Com o suporte do helicóptero pudemos avançar para a identificação de desmatamentos, já que essa é uma das regiões mais florestais do Paraná e conta com bastante madeireiras”.
De acordo com o levantamento, foram abordadas 97 embarcações de pescadores amadores para verificação da carteira profissional ou amador, tamanho e quantidade dos peixes capturados e os equipamentos utilizados.
Entre os materiais apreendidos e recolhidos por estarem fora da legislação há 3,4 mil metros de redes de malhas diversas, 300 metros de espinheis, 73 anzóis de galhos, 2 varas com molinetes, 62 galões de seva e galões de apoito que se encontravam no leito do rio, 6 tarrafas de malhas e tamanhos diversos e uma serraria móvel.
“Nos deparamos com várias situações, mas o que chamou mais a atenção foi a quantidade de materiais predatórios recolhidos. Fizemos alguns trabalhos de conscientização na região, mas nunca teve uma quantidade tão grande desses equipamentos. Espero que com essa operação, esses crimes ambientais possam diminuir na região”, destaca Antônio Carlos Cavalheiro Moreto, coordenador da operação e chefe do escritório do IAT em Maringá.
VEGETAÇÃO
Além da questão dos peixes, a operação atuou em alertas de desmatamento ilegal. Foram identificados 119,6 hectares de supressão de vegetação em estágio médio; 19,3 hectares em estágio inicial; 13,8 hectares de área de preservação permanente, além do corte de 149 araucárias, espécie que corre risco de extinção. Houve, ainda, fiscalização de serrarias móveis, fornos de carvão e de construções irregulares.
“Essas serrarias móveis não são licenciadas porque não existe uma modalidade específica. Há muitas na região, algo bem difícil de coibir. Os madeireiros colocam no reboque e levam para qualquer ponto da propriedade, impedindo a identificação. Só chegamos até elas com o apoio da aeronave”, explica Lindner.
ABRANGÊNCIA
A operação ocorreu nos seguintes municípios: Antônio Olinto, São Mateus do Sul, Paula Freitas, Paulo Frontin, Mallet, Rebouças, Bituruna, Rio Azul, General Carneiro, Pinhão, Coronel Domingos Soares, Reserva do Iguaçu e Mangueirinha. Os rios de abrangência foram o Iguaçu, Potinga, Claro, Jangada, Negro e da Areia, além das represas do Foz da Areia e Salto Segredo.
Por AEN/PR
Preso no final do mês passado por suspeita de cortar a corda que segurava um funcionário que fazia a limpeza da fachada de um prédio em Curitiba, o morador da cobertura do edifício, Raul Ferreira Pelegrin, morreu na madrugada desta sexta-feira (5) no Hospital Angelina Caron, na Região Metropolitana de Curitiba, segundo a Polícia Penal do Paraná.
Em nota, a Polícia Penal do Paraná informou que Raul Pelegrin, que estava custodiado desde 27 de março na Casa de Custódia de Piraquara, foi internado na quinta (4) com dificuldades respiratórias. "Na data de hoje (05/04), por volta das 01h30min a unidade penal foi informada que ele morreu no hospital após passar por tratamento médico, tendo como causa pneumonia", comunicou.
Ao g1, a defesa disse que Pelegrin enfrentava problemas de dependência química há alguns anos. Os advogados tentaram a liberdade provisória para que ele fosse internado em uma clínica particular, o que foi negado pela Justiça.
Pelegrin havia sido preso em flagrante após cortar, com uma faca, a corda que segurava um trabalhador que fazia a limpeza no 6º andar do edifício em que ele morava. Conforme o Ministério Público do Paraná, a vítima só não despencou por conta de um dispositivo de segurança que impediu a queda.
O caso aconteceu em 14 de março no bairro Água Verde, mas só foi divulgado no dia 24 pelo MP, que denunciou o homem por homicídio tentado.
Entenda o caso
A polícia foi acionada após o corte da corda. Os policiais tiveram que arrombar a porta de um dos quartos do apartamento, onde Pelegrin foi encontrado e reconhecido pelo trabalhador.
Conforme o Ministério Público, os agentes encontraram a faca usada no crime e um pedaço da corta cortada na sacada do apartamento de Pelegrin.
Ao ser interrogado, ele ficou em silêncio e disse "não saber os motivos de ter sido conduzido à delegacia".
Na denúncia à Justiça, o MP considerou duas qualificadoras: recurso que dificultou a defesa da vítima e uso de meio insidioso – ou seja, o crime foi cometido sem que a vítima percebesse.
Trabalhador estava a 18 metros de altura
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Trabalhador estava a 18 metros de altura quando teve corda cortada por morador da cobertura — Foto: Artes/RPC
O trabalhador que fazia a limpeza estava a 18 metros de altura quando a corda que sustentava ele foi cortada por Pelegrin, segundo a Polícia Civil.
O dispositivo que o segurava é chamado de trava-quedas dentro da área de segurança do trabalho.
Segundo Carlos Eduardo Lunelli, engenheiro de segurança do trabalho e professor na PUC-PR, quando um profissional trabalha em uma fachada de prédio, por exemplo, ele é sustentado por cordas que são presas no topo do edifício.
"O trava-quedas é um dispositivo que trava no momento em que você tem um deslocamento vertical rápido. Então em uma situação de queda, esse dispositivo trava", explica Lunelli.
De acordo com o engenheiro, há também um cordão, geralmente de aço, chamado de "linha de vida", que vai desde o topo do prédio até a base dele. Nesse cabo é fixado o equipamento "trava-quedas", que fica preso ao cinturão de segurança usado pelo profissional.
Por - G1
O Governo do Estado inaugurou nesta sexta-feira (5) a Ala Materno Infantil Elvira Feiten Franz, no Hospital Universitário do Oeste do Paraná (HUOP), situado em Cascavel, região Oeste do Estado.
O novo prédio, com 5.127,54 metros quadrados de área construída, reforçará o atendimento em toda a região, sobretudo em relação à qualidade nos serviços obstétricos. O investimento total foi de R$ 19 milhões com recursos do Estado.
A infraestrutura conta com 70 leitos para adultos e 98 berços, que incluem unidades de Cuidados Intensivos Neonatais (UCI) e Unidades de Terapia Intensiva (UTI). Atualmente, o HUOP realiza cerca 300 partos ao mês e, com a nova ala, elevará essa média para 600 procedimentos mensais, somando cerca de 7 mil partos ao ano.
“Essa era uma obra que estava parada, e foi retomada pela gestão do governador Ratinho Junior. Não são apenas tijolos, mas a realização de um sonho em prol da saúde e bem-estar de mães e bebês da região”, destacou o secretário de Estado da Saúde, Beto Preto, na inauguração.
O Leonaldo Paranhos disse que Cascavel tem recebido grandes investimentos em todas as áreas por parte do governo estadual, mas a saúde é sempre um tema especial. “Muitas vidas nascerão aqui e, sem dúvidas, esse é um grande marco na história do HUOP e do município”, destacou.
Para o diretor-geral do HUOP, Rafael Muniz de Oliveira, a iniciativa reforça a importância da unidade como referência para toda a região.
“Este hospital se solidificou como um grande braço para a rede hospitalar de toda a Macrorregião Oeste e com essa nova ala poderemos reforçar ainda mais essa relação, garantindo mais assistência ao atendimento materno-infantil com qualidade e segurança”, afirmou.
HOSPITAL – O HUOP, hospital-escola vinculado à Universidade Estadual do Oeste do Paraná (Unioeste), possui atualmente 279 leitos, ambulatórios de especialidades, centro cirúrgico, centro obstétrico, UTI adulto, pediátrica e neonatal, pronto-socorro, diagnóstico por imagem, radiologia e banco de leite humano. Ao todo são mais de 21,6 mil metros quadrados.
PRESENÇAS - Também participaram do evento o deputado federal Nelsinho Padovani, os deputados estaduais Márcio Pacheco, Gugu Bueno e Oziel Batatinha, além de prefeitos, vereadores e lideranças locais.
Por - AEN
Mais de 10% dos 247 municípios previstos para receber vistoria de seus equipamentos de segurança viária na parceria entre o Instituto de Tecnologia do Paraná (Tecpar) e o Departamento de Trânsito do Paraná (Detran-PR) já tiveram seus materiais avaliados por técnicos do instituto.
Com experiência de mais de quatro décadas no segmento, o Tecpar é referência em avaliações de materiais para sinalização viária, sendo o único laboratório na região Sul e um dos mais reconhecidos no Brasil a prestar esse serviço ao mercado público e privado.
Para proporcionar mais segurança viária aos municípios paranaenses, o Tecpar e o Detran-PR, parceiros há mais de 20 anos, firmaram, em 2023, um contrato que prevê a avaliação da qualidade dos materiais utilizados em sinalização viária em 247 cidades paranaenses. Até março deste ano, 28 municípios indicados pelo Detran já haviam recebido a vistoria da equipe técnica do Tecpar.
O contrato entre as duas instituições contempla a análise tecnológica e emissão de laudo de conformidade de materiais de sinalização. O instituto também faz vistorias técnicas em vias urbanas e rodovias, para verificar se a sinalização aplicada no local está em conformidade com a legislação vigente.
“O serviço realizado pelo Tecpar ajuda a evitar a compra de materiais de baixa qualidade e sem conformidade técnica. Dessa forma, os municípios podem otimizar o uso dos recursos públicos e evitar desperdícios. Além disso, evita que a deterioração rápida desses materiais coloque em risco a segurança de pedestres e motoristas”, destaca o diretor-presidente do Tecpar, Celso Kloss.
“O Detran-PR está investindo na sinalização dos municípios, e são quase 250 com a pintura de faixa e instalação de placas de sinalização. Além disso contamos com essa grande parceria com o Tecpar, que está certificando a qualidade dessa sinalização”, disse o diretor-presidente do Detran, Adriano Furtado.
PARCERIA – O Manual Brasileiro de Sinalização de Trânsito, criado em conformidade com o Código de Trânsito Brasileiro (CTB) e a Política Nacional de Trânsito, fornece informações sobre as dimensões, cores e maneiras pelas quais os sinais viários devem ser colocados no Brasil.
No Paraná, antes de ser contratado, o projeto de sinalização viária elaborado pelos municípios deve passar pela análise e aprovação do Detran. Na etapa seguinte, as empresas que fornecem o material são vistoriadas tecnicamente pelo Tecpar, que confere se as especificações técnicas do Detran e as normas da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) foram atendidas.
Segundo o gerente do Centro de Tecnologia de Materiais do Tecpar, Wellington Vechiatto, a verificação é feita depois da instalação da sinalização de trânsito no município e inclui análises de retrorrefletância de faixas de sinalização horizontal (pintura) e vertical (placas).
“A retrorrefletância é a propriedade de um objeto refletir a luz de volta na direção de onde ela veio, sendo fundamental para a segurança no trânsito, pois garante que as placas e a sinalização sejam visíveis a distância, em condições de pouca luz ou em locais de grande movimentação”, explica.
Após a inspeção no local, o Tecpar emite laudo aprovando ou reprovando os materiais utilizados.
ESTRUTURA – A avaliação de conformidade é um serviço que exige alto nível técnico, por isso o Tecpar conta com profissionais especializados em Tecnologia de Materiais e investe em equipamentos tecnológicos de alta precisão para fazer as vistorias. Um dos equipamentos adquiridos recentemente é o retrorrefletômetro horizontal.
“Este instrumento possibilita a realização de ensaios para atender a legislação de placas de automóveis padrão Mercosul, de faixas de segurança para caminhões e motos, além de ter a configuração necessária para atender as normativas de vestimentas de segurança”, destaca Vechiatto.
EXPERIÊNCIA – O Tecpar faz análises de sinalização viária desde o início dos anos 1980. Logo depois, no período das concessões de rodovias, o instituto ficou responsável por avaliar grande parte da sinalização vertical e horizontal implantada em trechos sob concessão no Paraná.
Além da parceria com o Detran, o Tecpar também faz avaliações para o Departamento de Estradas de Rodagem do Paraná (DER), Polícia Militar do Paraná, e atende prefeituras e setor privado.
Confira a lista dos municípios que já receberam a vistoria técnica do Tecpar:
- Andirá
- Cafezal do Sul
- Cambará
- Carlópolis
- Céu Azul
- Colorado
- Floresta
- Florestópolis
- Godoy Moreira
- Goioerê
- Inajá
- Iretama
- Jaguapitã
- Jataizinho
- Marialva
- Marilena
- Marumbi
- Nossa Senhora das Graças
- Nova Londrina
- Paranacity
- Planalto
- Prado Ferreira
- Rio Bom
- Santa Lúcia
- Santa Mônica
- Santo Inácio
- São João do Caiuá
- Terra Rica
Por - AEN
Como pessoas que convivem com HIV e Aids nos Campos Gerais se relacionam com os tratamentos de saúde disponíveis? É o que pesquisadores da Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG) estão investigando há mais de uma década.
Desde 2011, professores e alunos da instituição avaliam contextos epidemiológicos, biológicos e de qualidade de vida de 1.750 pacientes atendidos pelo Serviço de Atenção Especializada e Centro de Testagem e Aconselhamento (SAE-CTA).
O projeto é ligado ao Departamento de Saúde Pública da UEPG e tem o objetivo de monitorar os parâmetros de carga viral no organismo, taxa de transmissão e proliferação da doença e interação medicamentosa no tratamento.
“A partir do momento em que o paciente começa a tomar o medicamento, vemos se ele vai diminuir as cargas virais, se vai responder ao tratamento e quais as consequências terá com colesterol, triglicerídeos e pressão arterial”, explica o professor coordenador da pesquisa Erildo Vicente Müller. Ele ressalta que, embora o trabalho tenha iniciado há 13 anos, são monitorados dados registrados de pacientes desde 2002.
Os resultados já compilados mostram que 30% das pessoas monitoradas tiveram síndrome metabólica, condição que aumenta o risco de doenças cardíacas, acidente vascular cerebral e diabetes. Os dados ainda apontam para o aumento de hipertensão arterial em comparação com pessoas que não vivem com HIV.
“Registramos também situações de neurotoxicidade e diminuição de força muscular. Agora, estamos estudando a procura da Prep, medicamento tomado antes da relação sexual e que prepara a pessoa para um possível contato com o HIV”, explica Erildo. “Com o aumento da procura pelo remédio, outras infecções sexualmente transmissíveis estão aumentando, pois o preservativo não é uma barreira física apenas para o HIV, mas também previne gonorreia e sífilis, por exemplo”.
A partir do momento em que os pacientes entram para atendimento no SAE-CTA e recebem o diagnóstico de HIV, são acompanhados pela pesquisa da UEPG. A equipe envolvida analisa como o paciente irá se comportar clinicamente com o tratamento medicamentoso e como o HIV fará a resposta inflamatória no organismo, o que faz com que ocorram outros problemas de saúde, como a própria síndrome metabólica.
“Isso a gente consegue entender por meio de intervenção direta com os pacientes, porque vai mudando os comportamentos, vai mudando as formas de entender as relações sexuais e assim por diante”, diz o professor.
Segundo Erildo, esse contato direto auxilia no trabalho de prevenção e a melhor forma de abordagem a cada população infectada. “Na pesquisa, a gente pensa numas intervenções, mas elas muitas vezes não dão certo porque a gente não entendeu o que é o pensamento daquela geração para que possamos intervir, por isso acompanhamentos de longo prazo auxiliam, com evidência científica, na condução correta do serviço público de saúde”, complementa.
ALUNOS – A pesquisa conta com alunos dos cursos da saúde, que trabalham de forma direta com pacientes, além de realizar análise de dados. Rafaela Jacob é aluna do curso de Medicina e relata a importância do projeto para sua trajetória acadêmica. “Por ser aluna do primeiro ano, nós ainda não temos muito contato com os pacientes. Então eu acho que essa pesquisa está ajudando muito no lado humanitário, de enxergar os pacientes para além de casos, ver como isso impacta o dia a dia deles e como podemos ajudá-las”, afirma.
“Esta oportunidade abre caminhos para a pesquisa para os alunos”, destaca o acadêmico Gabriel Hito dos Santos. “Eu acho que é o jeito que temos de devolver para a sociedade o que foi investido na gente esse tempo todo”.
O coordenador do SAE-CTA de Ponta Grossa, Jean Zuber, também colabora na análise de dados da pesquisa. Segundo ele, a parceria é fundamental para dar um retorno para a população que frequenta o serviço. “Conseguimos entender algumas variáveis que são regionais, só nossas. Conseguimos olhar de marcadores laboratoriais para os de adesão do paciente, o que influencia na rotina do serviço”, afirma. “O HIV traz um peso grande do estigma, e essas pesquisa traz evidências de como a gente pode mudar o atendimento e melhorar a qualidade de vida dessas pessoas”.
Por - AEN