17% das empresas abertas no Paraná em 2024 estão dentro do Decreto do Baixo Risco

Pouco mais de 17% das empresas abertas nos dois primeiros meses de vigência do Decreto de Baixo Risco (nº 3.434/2023) já foram enquadradas no novo dispositivo que facilita o processo de licenciamento. Entre fevereiro e março foram abertas 14.391 empresas, com exceção dos MEIs, e 2.481 foram enquadradas como de baixo risco.

Além disso, houve 1.544 alterações que viabilizaram enquadramento no decreto, alcançando 4.025 empresas beneficiadas até o momento. Os municípios que mais registram empresas com esse selo foram Curitiba (1.314, ou 32,8% do total), Maringá (394, ou 9,7%), Londrina (264, ou 6,5%), Cascavel (149, ou 3,7%) e São José dos Pinhais (133, ou 3,3%).

Do primeiro para o segundo mês de vigência do decreto, houve aumento de 68% no número de alterações que possibilitaram a obtenção do Selo de Baixo Risco, saltando de 575 para 969. Os dados foram publicados nesta quarta-feira (10) em um relatório da Junta Comercial do Paraná (Jucepar).

O Decreto de Baixo Risco regulamenta a Lei Estadual 20.436/2020, conhecida como Lei de Liberdade Econômica. O ato dispensa empresas enquadradas como de baixo risco das licenças no Corpo de Bombeiros, Vigilância Sanitária, Instituto Água e Terra (IAT) e Agência de Defesa Agropecuária (Adapar), no caso de municípios em que as prefeituras fizeram a adesão ao decreto estadual.

O informe também aponta que o primeiro trimestre de 2024 registrou saldo de 34.728 novas empresas no Paraná (diferença entre 79.667 aberturas e 44.939 fechamentos), um crescimento de 0,31% em relação ao mesmo período do ano anterior, quando o saldo registrado foi de 34.620 empresas.

Nos primeiros três meses do ano foram abertas 79,6 mil empresas no Paraná, superando em 4,5% o número registrado no mesmo período do ano passado (76,1 mil). Esse aumento representa 3.476 empresas no período comparado.

Sete em cada 10 registros no Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica (CNPJ) do ano são de MEIs. Na sequência aparecem as Sociedades Limitadas (LTDA), com 23,8% do total de registros, empresários, Sociedades Anônimas (fechada), cooperativas, Sociedades Anônimas (aberta) e consórcios.

Março também fechou com números positivos: saldo de 10,9 mil novas empresas (25.656 aberturas e 14.681 fechamentos) O Paraná possui atualmente 1.695.750 empresas ativas, sendo 1.617.758 matrizes e 77.992 filiais.

Confira o informe completo AQUI.

 

 

 

 

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 Com apoio do IDR-PR, Estado ganha associação de produtores de peixes para ampliar potencial

A piscicultura paranaense deve ganhar reforço na organização da cadeia e ampliação do potencial produtivo com uma nova associação de produtores.

A assembleia de constituição da Peixe Paraná aconteceu nesta terça-feira (09) durante o 21º Seminário Estadual de Aquicultura, na ExpoLondrina, no Norte do Estado. 

A formação da entidade contou com apoio do Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná (IDR-Paraná), que atuou na mediação e coordenação dos trabalhos.

O Paraná é líder nacional na produção de pescados. Em 2023 foram produzidas aproximadamente 200 mil toneladas. “Eu acredito que, pela organização, pelas iniciativas, sejam grandes ou pequenas, essa atividade vai ter um sucesso muito maior do que já está tendo. A gente vai ganhar mais eficiência na produção”, disse o secretário estadual da Agricultura e do Abastecimento, Norberto Ortigara.

A presidente em exercício do IDR-Paraná, Vânia Moda Cirino, falou sobre a relevância do trabalho desenvolvido em prol do setor. "Esse é um evento de grande importância, principalmente para a agricultura familiar. Nós queremos multiplicar essa produção. Todos os técnicos do Instituto têm se dedicado em levar conhecimento, tecnologia e planejamento para a atividade", disse.

Ela lembrou ainda que o IDR-Paraná lançou no ano passado, no Show Rural Coopavel, em Cascavel, o aplicativo "Venda seu peixe", que visa facilitar a comercialização.

Com sede em Toledo, no Oeste, a associação está aproveitando a ExpoLondrina para cadastrar produtores da região interessados, mas ao longo do ano a diretoria deve buscar novas adesões no Estado.

Segundo o presidente da Peixe Paraná, Valério Angelozi, o principal objetivo da associação é conseguir mais representatividade. "É para a gente se fortalecer e buscar apoio para as demandas do setor. A aquicultura é uma das grandes forças impulsionadoras da economia do Estado", disse.

Na avaliação dele, a piscicultura está passando por um bom momento no Paraná. “A demanda por proteínas saudáveis vem aumentando em todas as regiões, e isso tem proporcionado uma lucratividade muito boa”, afirmou.

Representando o Ministério da Aquicultura e Pesca na abertura do evento, Jackson Luiz da Cruz Pineli destacou o bom desempenho do Paraná no cenário nacional e explicou as políticas públicas federais voltadas ao setor. "Nós queremos ser parceiros de vocês", disse.

SEMINÁRIO – O Seminário Estadual de Aquicultura foi organizado pela Sociedade Rural do Paraná e Sistema Estadual de Agricultura e pela Universidade Estadual de Londrina (UEL). Ao longo do dia, a programação contou com palestras sobre sanidade, gestão, sistemas de informação, nutrição, manejo e melhoramento genético.

 

 

 

 

 

 

 

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 Paraná tem mais médicos por habitantes do que a média nacional, aponta pesquisa

A quantidade de médicos praticamente dobrou em 13 anos no Paraná. O número foi de 18.972 profissionais em 2011 para os atuais 37.144, um aumento de 96% no período.

O levantamento Demografia Médica 2024, publicado nesta semana pelo Conselho Federal de Medicina (CFM), também aponta que de 2011 para cá a média de profissionais no Estado saltou de 1,82 para 3,2 para cada grupo de mil habitantes.

A média paranaense é maior do que a nacional. Com o total de 598.573 profissionais, o Brasil tem a densidade de 2,81 médicos para cada grupo de mil habitantes. Apenas Distrito Federal (6,1), Rio de Janeiro (4,3), São Paulo (3,7), Espírito Santo (3,6), Minas Gerais (3,5) e Rio Grande do Sul (3,4) têm médias superiores. Maranhão, último da lista, tem média de 1,3.

Curitiba é a cidade com mais profissionais: são 15.902. Ou seja, 43% dos médicos do Estado atuam na Capital. Com isso, o município tem uma densidade quase três vezes maior do que a paranaense: são 8,83 médicos para cada grupo de mil habitantes da Capital. No Interior, que tem o total de 21.242 médicos, a densidade é de 2,16 por mil habitantes.

Nos dois indicadores o Paraná também aparece acima da média nacional (1,89 no Interior e 7 nas capitais). No Interior, são 2,2 médicos/100 mil no Paraná, atrás apenas de São Paulo (2,7), Minas Gerais, Rio de Janeiro e Santa Catarina (2,6) e Rio Grande do Sul (2,3). Na Capital, a média paranaense de 8,8/100 mil só perde para Espírito Santo (18,7), Rio Grande do Sul (11,8), Santa Catarina (10,5), Minas Gerais (10) e Pernambuco (9,9).

A maioria dos médicos que atua no Paraná tem Registro de Qualificação de Especialidade (RQE). São 20.911 com especialidade no Estado, o que representa 56,2%. Os médicos sem especialidade são 16.233 – percentual de 43,8%.

Já a média de idade dos médicos no Paraná é de 43,59 anos. A média de tempo de formado, por sua vez, é de 17,37 anos. Os homens seguem como maioria entre os médicos no Estado, representando 53,1%. As médicas representam 46,9% do total – 17.404 mulheres.

NOVOS HOSPITAIS – O Governo do Paraná está investindo R$ 260 milhões na construção ou ampliação de 11 hospitais. As unidades estão distribuídas em seis Regionais de Saúde nos seguintes municípios: Guaratuba, São José dos Pinhais, Curitiba, Colombo, Rio Branco do Sul, Guarapuava, São Mateus do Sul, Salto do Lontra, Santo Antônio do Sudoeste, Ubiratã e Cianorte.

Os investimentos na construção das unidades são parte de uma estratégia de distribuição do atendimento em saúde pelas regionais, fazendo com que os pacientes não precisem viajar grandes distâncias para realizar consultas ou cirurgias.

Desde 2019, já foram inaugurados, entre unidades próprias e convênios com prefeituras, hospitais em Ivaiporã, Telêmaco Borba, Guarapuava, Cornélio Procópio e Boa Vista da Aparecida. Também começaram a funcionar hospitais em Cafelândia e Toledo, que contaram com o apoio do Estado para aquisição de equipamentos e mobiliários.

Ao todo, considerando os investimentos em postos de saúde e Ambulatórios Médicos de Especialidades (AMES), são mais de 800 obras em andamento visando a descentralização dos atendimentos à população.

 

 

 

 

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 Número de aprendizes no mercado de trabalho paranaense aumentou 17,5% em cinco anos

O número de aprendizes contratados no Paraná passou de 29.083 em 2018 para 34.183 em 2022, um aumento de 17,5% em cinco anos.

Os números constam na Relação Anual de Informações Sociais (RAIS) do Ministério do Trabalho, levantados e organizados pelo Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico e Social (Ipardes).

Em 2022, o setor que mais admitiu aprendizes foi a Indústria, com 11.503 contratações, seguida pelo Comércio (9.461). Com 3.707 admissões, a Administração Pública também teve uma participação expressiva no crescimento. O segmento de Informação, Comunicação e Atividades Financeiras completa os números com 3.445 novos aprendizes.

Em termos geográficos, Curitiba liderou a criação de vagas nesta modalidade. Na Capital, foram 8.587 contratações de aprendizes apenas em 2022. Depois, ficaram Maringá (1.819 vagas), Londrina (1.703), Cascavel (1.598) e São José dos Pinhais (1.455).

A contratação de aprendizes se baseia na lei federal da aprendizagem e funciona sob uma lógica diferente da CLT, com foco nos jovens entre 14 e 24 anos,. Durante o contrato, eles participam de cursos profissionalizantes, alinhando teoria e prática no ambiente de trabalho. Essa formação visa prepará-los para assumir posições qualificadas no futuro, contribuindo para a sua empregabilidade e inserção produtiva na sociedade.

As jornadas de trabalho são reduzidas para que sejam compatíveis com o período de estudos do jovem, de 4 a 6 horas diárias. As empresas que adotam esse modelo são obrigadas a destinar entre 5% e 15% de suas vagas para aprendizes, fomentando a inclusão desses indivíduos no mercado de trabalho.

O crescimento dos contratos de aprendizes segue uma tendência geral do aquecimento do mercado de trabalho para jovens no Paraná. Em fevereiro, o Estado liderou a geração de empregos para pessoas entre 18 e 29 anos, no Sul do Brasil, com a criação de 15.668 novas vagas de emprego com carteira assinada.

Para o presidente do Ipardes, Jorge Callado, o aumento das contratações demonstra a preocupação do poder público e da iniciativa privada em viabilizar oportunidades de capacitação e inserção do jovem no mercado de trabalho. “Este crescimento reflete não apenas uma ampliação das oportunidades de emprego, mas também o estímulo maior à formação de novos talentos, para que haja cada vez mais profissionais capacitados para as os diversos segmentos econômicos”, afirma.

CARTÃO FUTURO – Nos últimos anos, o Governo do Paraná fortaleceu medidas que estimulam a contratação de jovens. Um exemplo é o Cartão Futuro. Criado em 2019, programa é uma das principais iniciativas do Estado nesta área. Por meio dele, são disponibilizadas subvenções de R$ 300 ao mês a instituições públicas e privadas que contratem pessoas de 14 a 24 anos de idade em situação de vulnerabilidade social.

Para ter acesso ao recurso, a família precisa estar inscrita no Cadastro Único para Programas Sociais do governo federal (CadÚnico) ou deter declaração de vulnerabilidade social emitida pela Assistência Social do município. O valor sobe para R$ 450 nas contratações de pessoas com deficiência (de qualquer idade), além de jovens vítimas de trabalho infantil ou análogo à escravidão, egressos de unidades prisionais ou do sistema de atendimento socioeducativo.

O programa, instituído por meio da lei estadual Lei Estadual nº 20.084/2019, é executado pela Secretaria de Estado do Trabalho, Qualificação e Renda (Setr). O processo de adesão das empresas pode ser iniciado pela página oficial do Cartão Futuro.

ALUNO DE SUCESSO – Também sob a coordenação da Setr, o projeto Aluno de Sucesso promove cerca de 800 cursos de qualificação profissional e empregabilidade para os estudantes da rede estadual de ensino. Os alunos também recebem auxílio para emissão de Carteira de Trabalho Digital e a consultas a vagas de emprego disponíveis e compatíveis com seus perfis.

Um dos principais focos é no uso das novas tecnologias. Por meio da Escola do Trabalhador 4.0, os estudantes podem acessar diversos cursos de tecnologia certificados pela Microsoft de forma gratuita.

O projeto-piloto do Aluno de Sucesso foi desenvolvido em escolas estaduais de Curitiba e, em 2024, servidores das Agências do Trabalhador e postos avançados foram capacitados para divulgação do projeto nos municípios do Interior. No total, foram contempladas 108 instituições que possuem aproximadamente 47 mil alunos matriculados.

A Central de Estágio do Paraná, administrada pela Secretaria da Administração e Previdência, é outra instituição que fomenta a inserção dos jovens no mercado de trabalho. Atualmente, há 106 vagas de estágio disponíveis para alunos do ensino médio regular ou profissionalizante.

 

 

 

 

 

Por - AEN

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