Médico curitibano cria exame para acompanhamento de transplante de rim e é finalista de concurso internacional

O médico curitibano Leonardo Riella é um dos três finalistas da competição internacional de medicina Bright Futures Prize (Prêmio Futuros Brilhantes). Ao todo, mais de trezentos projetos de médicos renomados no mundo foram inscritos para o concurso.

 

Ele é professor em Universidade de Harvard, nos Estados Unidos, e desenvolveu um exame que pode detectar, de forma rápida e barata, a rejeição ou infecção de um rim transplantado.

 

Além do médico Riella, também são finalistas Natalie Artzi, que desenvolveu um projeto sobre o combate ao câncer cerebral na infância e Mahmoud Nasr, que participa com um projeto sobre uma vacina universal contra a gripe.

 

A votação para a escolha do melhor projeto pode ser feita pela internet até as 18h desta quinta-feira (7).

 

O curitibano Leonardo Riella, que é formado em medicina pela Universidade Federal do Paraná (UFPR), explicou que o exame criado pela equipe de pesquisa dele funciona como um teste de gravidez, desses de farmácia, e é feito através de amostra de urina.

 

Ele destacou que atualmente um rim transplantado dura apenas dez anos, em média. E que, atualmente, a rejeição ou infecção após o transplante são detectadas apenas por exame de sangue, que pode ser realizado apenas a cada seis meses.

 

Conforme o médico, o projeto é revolucionário e muito barato em relação às condições atuais desse tipo de exame.

 

O doutor Riella é professor em Harvard há 14 anos. Lá, ele se dedica diariamente a questões de pesquisa na área de medicina. (Com G1/RPC Curitiba)

 

 

 

 

Secretaria da Saúde alerta: sarampo se espalha rapidamente no Paraná

A Secretaria de Estado da Saúde divulgou nesta quinta dia 07, mais um Boletim Epidemiológico com a situação do sarampo. Na última semana foram confirmados 43 casos novos, chegando ao número total de 316 pessoas que estão ou tiveram com a doença desde o mês de agosto.

 

Os novos dados mostram o grande aumento de casos e o alcance territorial no Paraná. Das 22 regionais de saúde, 20 têm casos confirmados ou em investigação. Apenas as regionais de Campo Mourão e Cornélio Procópio não têm casos notificados de sarampo.

 

“O vírus se espalha rapidamente e o sarampo pode ter consequências muito graves. É uma doença que pode comprometer seriamente a saúde. As complicações que uma pessoa que teve sarampo pode desenvolver são otites, infecções respiratórias e doenças neurológicas, a redução da capacidade mental, surdez, cegueira e retardo do crescimento”, frisou o secretário Beto Preto.

 

O sarampo é uma infecção viral, altamente contagiosa e de fácil transmissão. Os sintomas mais comuns da doença são: febre alta, tosse, coriza, conjuntivite, exantema (manchas avermelhadas na pele que aparecem primeiro no rosto e atrás da orelha e depois se espalham pelo corpo), outros sintomas como cefaléia, indisposição e diarréia também podem ocorrer. Como não existe tratamento específico para o sarampo, é importante ficar atento ao aparecimento dos sintomas.

 

“Aos primeiros sinais, indicamos que a pessoa procure o atendimento médico para exames e busque ficar sem contato com mais gente até que se descarte o sarampo. Não fique esperando passar ou piorar, é nesse período que a doença pode ser transmitida para outros”, recomendou o secretário.

 

Os 316 casos estão distribuídos nos seguintes municípios: 217 em Curitiba; 4 em Almirante Tamandaré; 1 em Araucária; 1 em Balsa Nova; 2 em Campina Grande do Sul; 3 em Campo do Tenente; 8 em Campo Largo; 20 em Colombo; 1 em Fazenda Rio Grande; 1 na Lapa; 1 em Mandirituba; 10 em Pinhais; 10 em Piraquara; 1 em Quatro Barras; 5 em Rio Branco do Sul; 11 em São José dos Pinhais; 2 em Castro; 1 em Ponta Grossa; 1 em Irati; 2 em Maringá; 7 em Londrina; 1 em Rolândia; 3 em Carlópolis; 3 em Jacarezinho.

 

VACINAÇÃO – O Ministério da Saúde organizou a Campanha Nacional de Vacinação contra o Sarampo. A primeira etapa foi realizada para o público de seis meses até cinco anos incompletos. A segunda etapa tem como público alvo os jovens com idade entre 20 a 29 anos. O período de intensificação para vacinação desta faixa de idade é entre 18 a 30 de novembro, com o dia D ocorrendo no sábado, 30.

 

“Para ter vacinas em todo o Estado, solicitamos ao Ministério da Saúde mais 100 mil doses da vacina tríplice (que previne sarampo, caxumba e rubéola). A nossa preocupação maior é com Curitiba e cidades com maior incidência do sarampo”, comenta o secretário Beto Preto.

 

O objetivo da campanha é interromper a circulação do vírus e proteger os grupos mais acometidos pela doença no país. Toda a população, com idade entre um a 29 anos deve receber duas doses da vacina tríplice viral e de 30 a 49 anos, uma dose.

 

Para saber mais informações sobre a situação do sarampo no Paraná, acesse o Boletim Epidemiológico nº 11. (Com Sesa-PR)

 

 

 

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AMP diz que projeto do Governo Federal que funde pequenos municípios não resolverá problema

O presidente da AMP (Associação dos Municípios do Paraná) e prefeito de Pérola, Darlan Scalco, disse hoje, em Curitiba, que o projeto do Governo Federal (Proposta de Emenda Constitucional 188/2019) que funde os municípios com até cinco mil habitantes e arrecadação própria menor que 10% da receita total não resolverá o problema de caixa das prefeituras e defende que a população seja ouvida sobre o tema. A AMP, a CNM (Confederação Nacional de Municípios) e as demais organizações municipalistas iniciaram hoje mesmo a mobilização para modificar o projeto.

 

De acordo com o projeto, as cidades têm até 30 de junho para alcançarem o valor de arrecadação estabelecido pelo Governo Federal para garantir sua autonomia. Caso isso não ocorra, a partir de 1º de janeiro de 2025, serão incorporadas por um dos municípios limítrofes, até o limite de no máximo três. O projeto adota, portanto, um único índice financeiro como critério para a fusão dos municípios.

 

Scalco afirmou que, em 2018, 82% dos municípios do Brasil não atingiram este índice porque no passado, o próprio Governo Federal arrecadou recursos sem dividi-los com os municípios. "O Governo destina parte das receitas dos impostos para as prefeituras, como o IPI e o IR, que compõem o FPM (Fundo de Participação dos Municípios). Mas usou uma manobra para fazer caixa criando as contribuições e taxas, cujas receitas são 100% do Governo Federal, sem divisão com os Estados e Municípios. Assim,quando quer fazer benefícios para as montadoras de automóveis, por exemplo, o Governo dá desconto em cima do dinheiro dos impostos, que é dividido com os municípios. Mas, quando quer fazer caixa, aumenta as contribuições, que são 100% dele. É por isso que as cidades não atingem este índice", disse.

 

Prefeitos e vereadores

 

Do ponto de vista administrativo, o presidente da AMP também entende que o projeto trará problemas. Isto porque, mesmo reduzindo o número de prefeitos e vereadores, os servidores dos menores municípios serão incorporados pelos maiores, o que os levará a superar os limites com comprometimento de folha de pagamento, de 54% da receita corrente líquida, estabelecidos pela LRF (Lei de Responsabilidade Fiscal).

 

Ele também afirmou que, se as cidades têm problemas de gestão, o que se deve fazer é trocar os prefeitos e vereadores a cada eleição - e não acabar com as cidades. "A população deveria ser ouvida sobre este projeto do Governo. Porque, quando precisa de ajuda, é aos prefeitos e aos vereadores que ela recorre. Como isso ficará se as cidades forem extintas?", comentou.

 

O presidente da AMP também afirmou que, ao contrário do que foi afirmado, o Brasil não tem excesso de municípios, em comparação com outros países. O Brasil tem 5,5 mil cidades, em uma área de 8,5 milhões de km quadrados. A Alemanha, por exemplo, tem 11 mil municípios em uma área de 357 mil km quadrados; na Espanha, são 8 mil cidades em uma área de 506 mil km quadrados. "Juntos, estes países não equivalem nem ao tamanho do Amazonas. A diferença é que, lá, o dinheiro é mais bem distribuído. Aqui no Brasil, a União fica com 66% de tudo o que é arrecadado", disse.

 

Prejuízo a prefeituras

 

Scalco lembrou ainda que, na grande maioria das pequenas cidades, a maior arrecadação é do meio rural, já que o agronegócio é sua maior atividade. "O que nós vamos fazer com esta receita que os municípios pequenos geram na esfera rural? Ela vai para o Estado, por meio do ICMS. Mas são as pequenas cidades que geram esta riqueza", finalizou o presidente da AMP.

 

De acordo com o IBGE, 102 municípios têm menos de 5 mil habitantes no Paraná. O Brasil tem 1.235 cidades com menos de cinco mil habitantes de um total de 5,5 mil municípios. A CNM (Confederação Nacional de Municípios) produziu nota sobre o assunto.

 

Por Assessoria

 

 

 

 

Governo abre 65 vagas para PSS do Programa Família Paranaense em 9 áreas; veja quais

A Secretaria de Estado da Justiça, Família e Trabalho autorizou nesta quarta dia 06, a abertura do Processo Seletivo Simplificado (PSS) para seleção de 65 candidatos com contratação temporária – por um ano – por meio do Programa Família Paranaense.

 

As vagas disponíveis serão para as funções de Administrador (6 vagas), Assistente Social (25 vagas), Contador (2 vagas), Economista (2 vagas), Estatístico (1 vaga), Pedagogo (3 vagas), Profissional de Tecnologia da Informação - TI (3 vagas), Psicólogo (22 vagas) e Sociólogo (1 vaga), de acordo com as normas estabelecidas no edital. O salário-base inicial será de R$ 3.657,27, com carga horária de 40 horas semanais.

 

O processo é exclusivamente para atender a necessidade temporária do programa, com aumento do efetivo profissional nos 24 Escritórios Regionais da Secretaria e nos municípios do Paraná.

 

INSCRIÇÃO 

 

Os candidatos devem ter ensino superior completo na área, apresentar o diploma ou histórico escolar (com data da colação do grau) e registro no respectivo Conselho de Classe, quando couber.

 

As inscrições poderão ser feitas a partir do dia 18, das 9h até às 17h do dia 22. (Com AN-PR)

 

 

 

Paraná prorroga prazo para o plantio da soja

A Adapar (Agência de Defesa Agropecuária do Paraná) publicou nesta quarta dia 06, nova norma que prorroga o prazo para a semeadura de soja no Estado. A portaria nº 342/2019, que estabelece o período de vazio sanitário e outras medidas para o controle da ferrugem asiática no Estado, substitui a nº 202/2017, que determinava 31 de dezembro como data limite para o plantio. A nova norma não define a data final para a semeadura.

 

No entanto, o produtor tem até o dia 15 de maio como limite para colheita ou interrupção do ciclo da cultura.

 

A prorrogação foi uma solicitação dos produtores paranaenses, já que fatores climáticos têm atrasado o plantio da soja, especialmente nas regiões Sul e Sudoeste. Eles argumentam que as características distintas do clima nas regiões do estado dificultam o cumprimento do calendário.

 

Outra justificativa é que o estado de Santa Catarina, que faz divisa com o Paraná, permite o plantio até 10 de fevereiro, o que tem exigido harmonização de procedimentos em algumas propriedades.

 

A decisão pela mudança aconteceu após reuniões entre a Secretaria da Agricultura, produtores e entidades do setor.

 

"A soja tem uma importância socioeconômica expressiva para o Paraná, que é o segundo maior produtor brasileiro. A decisão dará mais segurança para os produtores, considerando as diferenças climáticas no Estado", diz o secretário estadual da Agricultura, Norberto Ortigara.

 

Para os agricultores, a medida garante maior capacidade de planejamento. ?Agora temos condição de produzir soja durante o mês de janeiro. Ela oferece mais estabilidade para os produtores, ao contrário do feijão, por exemplo, que oscila muito, a ponto de perdermos a produção por causa da chuva?, diz o presidente do Sindicato Rural de Pato Branco, Oradi Francisco Caldato. ?Haverá mais planejamento nas lavouras. Além disso, a área de milho na primeira safra tende a aumentar, porque será possível plantar soja um pouco mais tarde. É uma vitória de todo o Estado, e sem prejuízo às questões sanitárias, acrescenta.

 

SANIDADE VEGETAL

 

A nova norma também reforça medidas fundamentais para a sanidade vegetal no Estado. A prática do vazio sanitário, adotada de 10 de junho a 10 de setembro de cada ano como estratégia para retardar o aparecimento e diminuir o número de pragas responsáveis pela ferrugem asiática, continua garantida. Nesse período é proibido cultivar, manter ou permitir a existência de plantas vivas de soja, emergidas, em qualquer estágio vegetativo. A Adapar está alinhada com o Programa Nacional de Controle de Ferrugem Asiática da Soja do Ministério da Agricultura. Assim, segue o fortalecimento do sistema de produção agrícola da soja com a defesa sanitária vegetal, diz o diretor-presidente da Adapar Otamir Cesar Martins.

 

?É importante ressaltar que é proibido o plantio de soja seguido de outro na mesma área, em um mesmo ano agrícola. Vamos seguir acompanhando o andamento da aplicação da medida e orientar os agricultores e cooperativas para que possamos obter os melhores resultados possíveis?, diz o presidente do sistema Ocepar, José Roberto Ricken. (Com AEN)

 

 

 

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