UFPR divulga ações para lidar com impacto de cortes

A reitoria da Universidade Federal do Paraná reuniu-se na sexta dia 03, pela manhã, com os diretores de setores e superintendentes da instituição a fim de definir diretrizes organizacionais frente ao corte de mais de R$ 48 milhões da verba da universidade.

 

Para esclarecer a gravidade da situação, a reitoria apresentou mais um vez, como tem feito ao longo da gestão, a base numérica com que tem trabalhado. Esse corte, de R$ 48 milhões, foi subtraído do orçamento de manutenção da instituição, que era de R$ 161 milhões.

 

Para a manutenção da UFPR, até o momento foram gastos cerca de R$ 50 milhões e o corte do governo federal não atingiu a verba de R$ 20 milhões destinados à assistência estudantil (Programa PNAES).

 

Em resumo: até o final de 2019, por sete meses, precisaremos manter a centenária Federal com cerca de R$ 40 milhões.

 

A fim de tentar minimizar os impactos no segundo semestre da UFPR, as seguintes ações serão adotadas:

 

• Avaliação de possíveis ajustes nos contratos vigentes da UFPR;

• Articulação das universidades paranaenses junto à bancada parlamentar;

• Comitê jurídico para avaliar os impactos e consequências das ações;

• Comitê de comunicação para informar a comunidade interna e externa dos impactos das medidas e do papel das universidades públicas;

• Ações que busquem apoio nas esferas municipais e estaduais; e

• Ato em defesa das Universidades Federais em conjunto com as entidades representativas de professores, técnico-administrativos e estudantes da UFPR.

 

 

 

 

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Justiça condena 13 pessoas em processo que investiga desvios de recursos públicos na UFPR

O juiz federal Marcos Josegrei da Silva condenou treze investigados em um processo da Operação Research, que investiga fraudes no repasse de bolsas e de auxílios à pesquisa pela Universidade Federal do Paraná (UFPR).

 

Entre os condenados estão a a ex-chefe do setor de Orçamento e Finanças, Conceição Abadia Mendonça, condenada a 17 anos e oito meses de reclusão, e a ex-secretária da pró-reitoria de Planejamento e Orçamento, Tânia Márcia Catapan, condenada a 16 anos e seis meses de reclusão.

 

As duas vão responder pelos crimes de associação criminosa, peculato e lavagem de dinheiro e tinham sido presas pela Polícia Federal (PF) em fevereiro de 2017 e foram soltas no mesmo ano. Em março de 2018, elas foram demitidas da universidade.

 

No caso específico de Conceição Abadia Mendonça, as investigações apontam que ela se valeu do cargo para tirar proveito pessoal ou de outros, se aproveitando da função pública, além de utilizar pessoal ou recursos materiais da repartição em atividades particulares. Conceição prestou serviços por mais de 40 anos na UFPR, conforme as investigações.

 

Outros 21 investigados no processo foram absolvidos pelo juiz.

 

R$ 7,3 milhões desviados

 

A investigação aponta desvios de pelo menos R$ 7,3 milhões em bolsas de pesquisa para 27 pessoas entre 2013 e 2016. O dinheiro desviado, conforme o juiz, financiou cruzeiros marítimos, joias, roupas, viagens e jantares aos investigados.

 

"No caso, parte desses valores deveria ser devolvida à sociedade sob a forma de bolsas para estudantes e pesquisadores. Mas foi usada para permitir o deleite pessoal de um pequeno grupo de criminosas, algumas delas travestidas de servidoras públicas e suas familiares e amigas próximas", declarou o juiz.

 

Na sentença, Marcos Josegrei destacou ainda que o mecanismo que envolvia o esquema era relativamente simples e que funcionava em procedimentos de pagamentos de bolsas que eram submetidos ao pró-reitor e à pró-reitora substituta de pós-graduação da UFPR para que fossem aprovados e encaminhados para quitação.

 

Na sequência, os valores pagos mensalmente para nomes e dados bancários de pessoas das relações pessoais das líderes e agenciadoras do esquema que não tinham nenhuma relação com a universidade.

 

"O estratagema, conquanto rudimentar, funcionou mensalmente sem que fosse detectado por qualquer sistema de controle interno da UFPR, até ser descoberto com relativa facilidade pela Controladoria Geral da União em inspeção realizada no segundo semestre de 2016", declarou o juiz.

 

 

 

 

 

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Conselho de Segurança busca alternativas para deixar BR 277 livre de criminosos

A batida aconteceu depois que a condutora do carro branco, precisou frear ao ver o homem armado, que vinha em direção ao veículo.

 

Não há tempo para evitar o roubo. O comparsa do homem armado chega logo atrás e rapidamente os dois levam o carro embora. O caso foi registrado recentemente na BR 277, em Foz do Iguaçu.

 

Nessa outra situação, também registrada na BR 277, a Polícia Rodoviária conseguiu recuperar o veículo em São Miguel do Iguaçu.

 

Horas antes do carro ter sido localizado, o casal que estava no veículo foi rendido. As vítimas foram deixadas em uma estrada rural, às margens da rodovia.

 

É por conta de situações como essa que o Conselho de Segurança de Cascavel quer encontrar alternativas para tornar a BR 277 um local mais seguro, principalmente no trecho de Cascavel a Foz do Iguaçu. O intuito é mobilizar as prefeituras e também abrir um diálogo com os deputados da região.

 

A previsão é que a reunião aconteça no mês que vem. Até lá, a PRF segue mapeando os trechos da rodovia onde os assaltos mais acontecem. O objetivo é intensificar as fiscalizações nestes locais e evitar que os casos se repitam. Para os motoristas que utilizam a 277, a atenção deve ser redobrada. (Com EPC)

 

 

 

 

 

 

Acidentes de trânsito voltam a crescer no Paraná neste começo de ano

O quinto mês do ano teve início e, com ele, também se iniciam as atividades do chamado “Maio Amarelo”, cujo intuito é reduzir o número de acidentes no trânsito e preservar a vida. No Paraná, contudo, há mais motivos para se preocupar do que para se celebrar neste momento. Segundo informações do Corpo de Bombeiros, o número de acidentes de trânsito voltou a subir no Estado e na Capital.

 

Desde o início do ano até ontem, segundo informações do Sistema Digital de Dados Operacionais do Corpo de Bombeiros (SYSBM-CCB), foram registrados 15.145 acidentes de trânsito em todo o Paraná, dos quais 2.870 em Curitiba. No mesmo período do ano passado, haviam sido 14.628 registros no estado (3,5% a menos que em 2019) e 2.748 na Capital (4,44% a menos do que neste ano).

 

Por outro lado, a boa notícia é que, apesar dos acidentes estarem ocorrendo com maior frequência, o número de mortes segue em tendência de queda. No Estado, foram 423 mortes neste ano ante 449 nos primeiros meses de 2018 (uma redução de 5,8%). Na Capital, foram 100 mortes neste ano e 118 no ano passado (queda de 15,3%).

 

Ainda assusta, porém, a frequência com que acidentes e mortes são registradas. No Paraná, foram 61.623 acidentes de janeiro de 2018 até o início de maio deste ano, com a média de uma ocorrência a cada 11 minutos. Curitiba responde por 19,12% do total. Já quanto aos óbitos, foram 1.811 mortes no trânsito paranaense no período analisado, o que dá a média de quase quatro mortes por dia (sendo que uma de cada quatro mortes, ou 25,8% do total, é registrada na Capital).

 

“Temos números de mortes (no trânsito) superiores a países que vivem em guerra. Precisamos tratar disso com responsabilidade de Estado”, disse ontem o vice-governador Darci Piana, no evento de lançamento do Maio Amarelo, cujo tema deste ano é “No trânsito, o sentido é a vida”, que busca apelar para o poder das crianças em influenciar o comportamento dos pais.

 

“A população precisa ter a consciência de que muito dinheiro que se gasta com acidentes de trânsito poderia ser usado de outras maneiras pela saúde”, afirmou o vice-governador. “Todos nós, motoristas, pedestres, ciclistas, precisamos fazer o nosso papel, pensar sempre na conscientização. É que ela venha com os nossos filhos e netos. Que o pai entenda quando o filho avisa que ele está correndo muito”, reforçou.

 

Ocorrências


Paraná
2019 15.145
2018 46.478 (14.628 até 02 de maio)
TOTAL 61.623

Curitiba
2019 2.870
2018 8.918 (2.748 até 02 de maio)
TOTAL 11.788

Mortos
Paraná
2019 423
2018 1.388 (449 até 02 de maio)
TOTAL 1.811

Curitiba
2019 100
2018 368 (118 até 02 de maio)
TOTAL 468

 

Palestras, blitzes educativas e fiscalização reforçada


No Paraná, a campanha do Maio Amarelo envolve o Comitê Trânsito Seguro, que reúne Detran-PR, Batalhão de Trânsito da Polícia Militar (BPTran), Polícia Rodoviária Estadual (BPRV), Políica Rodoviária Federal (PRF), secretarias municipais de trânsito e o Observatório Nacional de Segurança Viária.


No Estado, haverá palestras, blitzes educativas e fiscalização em todos os municípios. O cronograma prevê ainda atividades por áreas específicas – pedestres, ciclistas, motociclistas e motoristas. As ações se encerrarão com o 7º Fórum de Mobilidade Urbana, nos dias 30 e 31, no Parque Barigui, em Curitiba.


Amanhã uma tenda móvel com orientações teóricas com um instrutor e uma pista elaborada pela PRF e Setran será motanda no estacionamento da Havan na Linha Verde. O evento reúne lojistas e motoclubes no local. Na semana que vem um carro acidentado ficará exposto na Rua XV.

 

Maio Amarelo


O Maio Amarelo ocorre simultaneamente em 27 países e 423 cidades diferentes. O mês de conscientização foi lançado em 2014 a partir da “Década de Ações para segurança no Trânsito”, ação da Organização das Nações Unidas (ONU) sobre mortes no trânsito em todo o mundo. Em sua sexta edição, a campanha traz o tema “No trânsito é o sentido é a vida”, propondo o envolvimento direto da sociedae nas ações e uma reflexão sobre uma nova forma de encarar a mobilidade. (Com Bem Paraná)

 

 

 

 

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‘Se corte de verbas não for revertido, as consequências serão graves’, afirma UFPR

A Universidade Federal do Paraná (UFPR) afirmou em nota, na tarde desta quinta dia 02, que caso o corte de verbas anunciado pelo governo não seja revertido, as consequências serão graves para o segundo semestre do ano.

 

Com a medida do Ministério da Educação (MEC) anunciada na última terça (30), que vai bloquear 30% do orçamento de todas as instituições federais do país, a UFPR deixará de receber R$ 48 milhões. Segundo a universidade, a falta desse valor vai atingir diretamente despesas como consumo de água, energia, contratos de prestação de serviços e restaurantes universitários.

 

Em nota, a UFPR ainda ressaltou a importância do investimento nas universidades federais para o desenvolvimento da sociedade e descreveu os rankings nacionais e internacionais em que se destacou.

 

Leia a nota abaixo:


A UFPR reforça, como tem feito reiteradamente, que o investimento nas universidades federais é importante para a soberania nacional, para a formação de excelência das futuras gerações, para o aumento da qualidade de vida da população e para o próprio desenvolvimento pleno da economia nacional, nas indústrias ou no agronegócio, por exemplo.

 

Sendo a mais antiga universidade em funcionamento no país, a UFPR atende a uma comunidade com mais de 33 mil alunos, em 164 cursos de graduação e 89 programas de pós-graduação com 89 mestrados e 61 doutorados, além de 45 cursos de especialização e profunda inserção na nossa comunidade em 392 projetos e programas de extensão.

 

Contamos com o diálogo com as instâncias competentes do governo federal para continuar atendendo à comunidade paranaense, como temos feito há mais de 106 anos, sem o perigo de interrupção das nossas atividades, o que acarretará prejuízos imensuráveis para os nossos estudantes e para a sociedade.

 

Rankings

 

Nossa Universidade é pautada pela tolerância, pluralidade, inclusão social e é destaque entre as melhores universidades brasileiras, como demonstram os mais sérios rankings nacionais e internacionais. Segundo o Ranking Universitário Folha (RUF) 2018 (divulgado em out/18):

 

* 7ª colocada no ranking geral;

* melhor nota entre as universidades do Paraná (92.82);


* 2ª colocada no ranking de inovação;

* 9ª colocada no ranking de ensino;

* 11ª colocada no ranking de pesquisa;

* 13ª colocada no ranking de mercado.

 

No ranking de universidades estão classificadas as 196 universidades brasileiras, públicas e privadas, a partir de cinco indicadores: pesquisa, internacionalização, inovação, ensino e mercado.

 

* 8ª. instituição que mais publica trabalhos científicos no Brasil, responsável por 3,8% da produção científica no país, segundo Clarivate Analytics, com dados do serviço de indexação de citações científicas Web of Science, a pedido do Jornal da USP, divulgado em abril/19;

 

* 9ª melhor instituição de ensino superior do Brasil; 1ª no Paraná; 583ª posição no mundo entre 3 mil instituições. Segundo o University Ranking by Academic Performance (URAP) 2018-2019, divulgado em jan/19. (O foco do sistema de classificação da URAP é a qualidade acadêmica e para mensurar isso a instituição leva em consideração a produtividade científica atual, o impacto e a qualidade das pesquisas e a aceitação internacionais).

 

* Uma das 20 instituições de ensino superior brasileiras incluídas entre as mil melhores do mundo; 10º lugar entre as brasileiras; única universidade do Paraná incluída no ranking Center for World University Ranking (CWUR), divulgado em jun/18. (No ranking geral, formado por mil universidades do mundo todo, a UFPR subiu 229 posições em relação a 2017, passando da 938ª para a 709ª posição. A Universidade é a 436ª em resultados de pesquisa e a 657ª em qualidade de publicações. Para elaborar o ranking, o CWUR leva em conta dados relacionados à qualidade do ensino, empregabilidade dos ex-alunos, relevância, impacto e influência das pesquisas desenvolvidas na instituição).

 

* 24ª melhor universidade da América Latina; 12° lugar entre as universidades brasileiras; Das 30 universidades brasileiras mais bem classificadas, 24 são federais e as restantes são estaduais – ou seja, todas são públicas; segundo o portal norte-americano especializado em rankings de educação US News & World Report, divulgado em nov/18. (O ranking é elaborado com base nos dados da Web of Science e nas métricas do InCites fornecidas pela Clarivate Analytics. A metodologia leva em conta fatores que medem a reputação da pesquisa global e regional de uma universidade e o desempenho da pesquisa acadêmica. Para o ranking geral, isso inclui indicadores bibliométricos, como publicações, citações e colaboração internacional).

 

 

 

 

 

 

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Paraná está entre os primeiros em número de presos que estudam

O Paraná atingiu em março a marca de 47,72% dos presos fazendo algum tipo de atividade educacional, segundo o Departamento Penitenciário (Depen-PR). O índice é consideravelmente superior a fevereiro, quando o Estado fechou com 36,3% e alcançou o segundo lugar entre as unidades da federação, perdendo apenas para o Piauí (40%).

 

O estado nordestino ainda não contabilizou os números de março, mas são boas as chances de o Paraná ter tomado a liderança no índice de detentos em atividades educativas. O Depen tem sob custódia 21.508 presos atualmente. Desses, 10.264 praticam algum tipo de estudo.

 

Marca expressiva também em relação a detentos que trabalham. São 6.601 com vínculo empregatício no Paraná ou 30,2% da população carcerária. Apenas Sergipe (37,2%), Mato Grosso do Sul (35,4%) e Mato Grosso (33,9%) são ligeiramente superiores. Esses números são do Depen e relativos ao mês de fevereiro.

 

REDUÇÃO DA PENA

 

Além da reinserção gradativa na sociedade, trabalhar ou estudar na prisão significa a diminuição da pena. A cada três dias trabalhados, um é descontado. Doze horas de estudo também valem o crédito de um dia. "Os números são bons, claro, mas o projeto é muito mais ambicioso. A ideia é fazer com que todos os presos no Paraná estudem ou trabalhem", ressalta Francisco Caricati, diretor do Depen.

 

Para isso, o Depen foca em duas medidas: as prisões (ou galerias) 100% escola e as celas com tablet. O primeiro projeto já funciona em dez unidades prisionais do Estado, nas cidades de Piraquara, Ponta Grossa, Guarapuava, Londrina, Maringá, Cruzeiro do Oeste, Francisco Beltrão e Foz de Iguaçu. Já a "prisão multimídia" tem caráter experimental e começou em Cruzeiro do Oeste.

 

"Há uma disputa interna grande entre os presos para irem para essas penitenciárias-escolas. Isso tem um reflexo muito positivo, gerando bom comportamento, mudança de postura. Como um dos requisitos é não pertencer a facções, eles estão deixando essas associações", afirma o diretor, que conta também com o apoio da sociedade civil para melhorar ainda mais os índices. "Precisamos que outras empresas venham ajudar, venham para o sistema. A mão de obra tem menor custo e elas ainda ficam isentas de taxas sociais".

 

VITÓRIA

 

Mauri, 48 anos, é um bom exemplo do sucesso do programa. Começou a trabalhar enquanto cumpria pena na Colônia Penal Agrícola, em Piraquara, na Região Metropolitana de Curitiba. Por sete anos, fez de um tudo na olaria de tijolos ecológicos que existe dentro do complexo. Desde o molde do tijolo até o conserto das máquinas que estragavam, nada fugia aos seus olhos.

 

Virou peça tão imprescindível no trabalho que o patrão não pensou duas vezes em recontratá-lo, com carteira assinada, quando ficou quites com a Justiça. Já são 7 anos de contrato regular. "Foi uma vitória muito grande. Me sinto como um soldado que foi para guerra e voltou com alguma sequela, mas com uma grande vitória. Estou na sociedade, com os direitos de cidadão restituídos", diz.

 

"A verdadeira liberdade é estar numa sociedade livre e usufruir dos direitos de cidadão de uma maneira plena", ressalta. Atualmente, a Colônia Penal conta com 704 presos trabalhando de um universo de 1.068 pessoas.

 

CONHECIMENTO

 

Éder, 33 anos, trilha um caminho diferente rumo à ressocialização. Detento da Unidade de Progressão da Penitenciária Central do Estado (PCE), também em Piraquara, colocou na cabeça que teria ensino superior. Lá dentro, após muita pesquisa, decidiu cursar Filosofia para, segundo ele, entender melhor a mente humana.

 

"Eu não tinha muitas perspectivas, não sabia o que queria da vida. Pelo acesso à biblioteca daqui, comecei a ler muitos livros, e isso me despertou o interesse, me aproximou mais do conhecimento humano", conta ele, que já cumpriu um semestre da caminhada de 3 anos na faculdade a distância. "Quero continuar estudando, fazer vários cursos. Lá fora, minha intenção é cursar Engenharia Química e Biomedicina", diz.

 

Leandro, também de 33 anos, retomou agora, em 2019, a 7ª série na Colônia Penal. "Quero buscar uma vida melhor, uma vida digna lá fora. Tenho um filho e vou atrás de coisa melhor. Está em tempo ainda", afirma ele, que, além da escola, trabalha fazendo artesanato dentro da unidade.

 

Estado com menor superlotação carcerária

 

O Paraná lidera outra estatística. Passou, também em março, a ser o estado com menor superlotação carcerária do país. Atualmente o índice é de 15,4% acima da capacidade " 21.508 presos para 18.635 vagas. Números que devem melhorar neste ano. O diretor do Depen, Francisco Caricati explica que quatro presídios serão inaugurados até o fim de 2019 no Estado " dois em Piraquara (feminino, PEC 2), Campo Mourão e Foz do Iguaçu. A capacidade será para 1.500 presos.

 

Ao longo dos quatro anos da gestão Carlos Massa Ratinho Junior, a previsão é entregar 13 novas penitenciárias e Casas de Custódia, que permitirão a abertura de 6 mil novas vagas. "Os recursos já foram liberados", afirma. Outra ação foi a transferência da administração de 37 carceragens de delegacias da Polícia Civil para o Depen. Com isso, cerca de 6 mil detentos passam a ter as mesmas condições de custódia fornecidas em todo o sistema prisional. A Secretaria da Segurança Pública e Administração Penitenciária do Paraná investiu também na instalação de 57 celas modulares, que geraram um total de 684 novas vagas, diminuindo o número de detentos em delegacias. (Com AEN)

 

 

 

 

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