Paraná registra um caso de violência contra a mulher a cada 36 minutos

No último domingo (27), mais um caso de violência contra a mulher ganhou as manchetes. No bairro de Santa Felicidade, em Curitiba, um homem foi flagrado agredindo sua namorada com socos, esganaduras e pontapés. A cena toda foi filmada por uma terceira pessoa, que foi às redes sociais denunciar o ocorrido e se ofereceu à vítima como testemunha. “Se vocês conhecem este cara, denunciem!”, publicou a internauta.

 

Um dia depois do caso viralizar, a vítima, que tem 34 anos, se apresentou à polícia e registrou um Boletim de Ocorrência (BO) contra o homem, que tem 39 anos e era seu namorado há cerca de dois anos e meio. O crime registrado na delegacia foi de lesão corporal e um inquérito policial já foi instaurado. Ao ser interrogado, o suspeito reservou-se ao direito de permanecer em silêncio, ao passo que a vítima realizou a solicitação de medida protetiva de urgência — proibição de aproximação e de manter contato.

 

Apesar da repercussão alcançada por este caso específico, episódios de violência contra a mulher são mais comuns do que se poderia imaginar no Paraná. É o que revelam dados do Ministério da Saúde compilados pelo Bem Paraná, os quais apontam que, em média, uma notificação de agressão contra a mulher é registrada a cada 36 minutos no estado.

 

Entre os anos de 2013 e 2017 (último ano com dados disponíveis ao público no Sistema de Informação de Agravos de Notificação – Sinan), um total de 72.966 casos suspeitos ou confirmados foram notificados por profissionais de saúde no Paraná.

 

No Brasil, inclusive, a notificação desses casos é compulsória, ou seja, obrigatória. Se a vítima for uma mulher adulta (e que não idosas nem deficientes), não há previsão legal para qualquer tipo de comunicação e acionamento de órgão de Segurança Pública. Isso significa, também, que se a pessoa não deseja registrar o boletim de ocorrência, sua vontade deverá ser respeitada, sem prejuízo ao atendimento integral à saúde e de todas as orientações necessárias sobre os seus direitos.

 

Voltando aos dados, o tipo de violência mais comum contra as mulheres é justamente a física. No Paraná, 40.083 (54,9% das notificações) dizem respeito a esse tipo de violência.

 

O dado que mais chama a atenção, no entanto, é que os casos de violência estão se tornando mais comuns. Em 2016, por exemplo, haviam sido registradas 15.591 notificações. Em 2017, já foram 20.273 – um crescimento de 30%.

 

Violência contra as mulheres no Paraná

 

2017 20.273
2016 15.591
2015 14.087
2014 12.341
2013 10.674
TOTAL 72.966

 

Fonte: Ministério da Saúde/SVS - Sistema de Informação de Agravos de Notificação - Sinan Net

 

Episódios assim devem ser divulgados, diz delegada da Delegacia especializada

 

Além da violência em si, outra situação que chamou a atenção no caso registrado em Santa Felicidade foi o fato de a testemunha ter divulgado o vídeo da agressão em redes sociais. Segundo a delegada Márcia Rejane Vieira Marcondes, coordenadora da Delegacia Mulher, casos assim devem, sim, ser divulgados nas redes sociais e na imprensa, até para que os agressores entendam que esse tipo de atitude não é mais aprovada pela sociedade.

 

“A divulgação destes casos, principalmente em locais públicos é muito importante, mas sempre protegendo a vítima, porque são casos muito complicados. Nem sempre é fácil para a vítima se libertar do agressor”, disse a delegada, que ainda explicou que, independente do registro de boletim de ocorrência, a situação já estava sendo investigada.

 

“Qualquer lesão corporal, independente da iniciativa da vítima, pode se tornar uma ação penal. É claro que, com a colaboração da vítima, todo o processo de investigação fica mais fácil.” (Com Bem Paraná)

 

 

 

 

 

Hashtag:
Cascavel - Uma pessoa morre e 4 ficam feridas em grave acidente na PR 180

Uma pessoa morreu e quatro ficaram feridas nesta manhã de segunda dia 28, em um grave acidente registrado na PR 180, próximo a BR 277 em Cascavel.

 

A batida envolveu quatro veículos. 

 

Conforme informações repassadas no local, um caminhão do tipo caçamba que seguia sentido a Rio do Salto teria batido de frente com um caminhão baú que seguia no sentido contrário.

 

Com impacto um dos caminhões rodou na pista. Na sequencia um caminhão e veículo Pálio que seguia atrás dos caminhões atingiram a traseira dos caminhões. 

 

Os condutores dos dois caminhões ficaram encarcerados. Duas ambulâncias do Siate, caminhão ABTR do Corpo de Bombeiros e o aeromédico do Consamu foram deslocados para atender as vítimas, sendo três em estado grave e outras duas com ferimentos moderados. 

 

Diógenes Mezarina, 41 anos, não resistiu aos ferimentos e morreu antes de chegar no hospital. 

 

Nelson Carlos Elias de 34 anos sofreu escoriações pelo corpo e um fratura aberta na perna. Ele foi levado para o Hospital Universitário. 

 

Uma terceira vítima um homem de 36 anos, em estado grave com trauma de tórax e extremidades foi trazido para o HU transportada pelo aeromédico do Consamu.

 

A Polícia Rodoviária Federal, Polícia Rodoviária Estadual e Ecocataratas foram acionadas para registrar a ocorrência e controlar o trânsito que ficou interditado nos dois sentidos da rodovia. (Com Tarobá News).

Agronegócio do Paraná mantém ritmo de crescimento, segundo Censo

O Paraná mantém crescimento vertiginoso e diversificado no agronegócio, com margem para ampliar ainda mais o faturamento e a geração de emprego a partir da industrialização, segundo dados do Censo Agropecuário 2017, apresentado nesta sexta dia 25, para todo o País no Palácio Iguaçu, em Curitiba.

 

O recorte do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostra o Estado entre os cinco maiores produtores do Brasil, na disputa pela liderança em segmentos importantes como soja, milho e suinocultura, e em primeiro lugar na avicultura. “A nossa agricultura tem produzido em escala e com qualidade mesmo em espaço reduzido”, afirmou o governador Carlos Massa Ratinho Junior.

 

Ele destacou que o agronegócio é a principal matriz econômica do Paraná e que o Estado produz de maneira diversificada e estratégica. “Nós ainda concentramos 85% da produção em pequenas propriedades, onde a agricultura familiar é muito forte”, afirmou.

 

Segundo o governador, apesar dos dados mostrarem que esse segmento registrou perdas nos últimos dez anos, o Paraná quer estimular a manutenção do jovem no campo e para isso há uma série de iniciativas nas áreas de tecnologia, infraestrutura e comunicações. “O desafio é manter a atratividade dos negócios para as novas gerações”, ressaltou.

 

Parte desse movimento é o incentivo de industrialização do agronegócio. Para Ratinho Junior, os investimentos nessa área farão do Paraná e do Brasil atores ainda mais relevantes no jogo geopolítico. “O próximo ciclo é o da industrialização. Os agricultores têm deixado a enxada pela tecnologia, pelos smartphones e drones. Nós temos incentivado o cooperativismo e realizamos investimentos na rede trifásica de energia para manter uma agricultura forte e diversificada, capaz de gerar ainda mais renda”, pontuou.

 

O governador também citou que o Código Florestal mudou a realidade da produção agrícola entre os dois Censos (2006 e 2017), movimento que foi acompanhado pelos órgãos paranaenses e pela iniciativa privada. “Nós fazemos uma agricultura sustentável e verde, preservamos nossos rios e a injeção de defensivos agrícolas no Estado é feita de maneira equilibrada”, acrescentou.

 

Norberto Ortigara, secretário estadual de Agricultura e do Abastecimento, complementou que o agronegócio paranaense cresceu nas últimas décadas mesmo diante de oscilações na economia. “Continuamos fortes e diversificamos a produção para horticultura e fruticultura. Nos tornamos líderes na produção de proteínas. O campo continua se desenvolvendo, em que pese altos e baixos da economia e das crises mundiais. A leitura que fazemos dos dados de 2017 é bastante satisfatória, e eles nos ajudarão a formular novas políticas públicas”, destacou.

 

BASE NACIONAL - O secretário também comemorou a escolha do Paraná como base de apresentação dos dados nacionais, o que sinaliza a relevância da cadeia produtiva estadual. “O meio rural não discute mais o preservar e produzir. Temos consciência de que é preciso fazer bem-feito. Estamos usando tecnologias e nos organizamos no meio rural. É um setor dinâmico. Agora vamos iniciar um processo de industrialização mais acelerado”, complementou.

 

Segundo José Roberto Ricken, presidente do Sistema Ocepar, a produção paranaense aumentou 53% em uma década, com 28% da área nova destinada a solucionar a questão ambiental. “Esse aumento aconteceu em função de tecnologia e dos esforços coletivos do Estado, dos agricultores e das cooperativas. Talvez ainda não consigamos dimensionar os números, mas temos que nos orgulhar do que já fizemos”, pontuou.

 

RETRATO – A presidente do IBGE, Susana Cordeiro Guerra, disse que o primeiro Censo foi feito antes mesmo da criação do instituto, em 1920, e mostrava um País com 650 mil estabelecimentos agropecuários e área plantada de 175 milhões de hectares. Os dados de 2017 mostram outro patamar.

 

“Os dados de 2017 apontam uma síntese do País neste século. O cenário mudou não só em termos de expansão, mas diversificação. Os estabelecimentos agropecuários foram multiplicados por sete, chegando a mais de cinco milhões, e a área foi duplicada, superando os 350 milhões de hectares”, afirmou. “Esse setor se transformou numa grande potência para a economia brasileira”.

 

Wilson Vaz de Araújo, secretário-adjunto da Secretaria de Política Agrícola do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, destacou que o Censo retrata os impactos do Código Florestal e seus rigores, além de programas estaduais e federais para armazenagem, redução de gases do efeito estufa e incentivos tecnológicos. “Nós temos várias realidades no País e problemas pontuais. Vamos nos debruçar nos dados do Censo para ver em quais áreas podemos melhorar”, afirmou. “A expectativa é de manutenção desse crescimento e de que próximo Censo já retrate a revolução tecnológica no campo”.

 

PRESENÇAS – Estiveram presentes na cerimônia no Palácio Iguaçu o secretário estadual de Planejamento e Projetos Estruturantes, Valdemar Bernardo Jorge; o presidente da Federação dos Trabalhadores Rurais Agricultores Familiares do Estado, Marcos Brambila; o presidente da Associação dos Municípios do Paraná e prefeito de Pérola, Darlan Scalco; o superintendente do IBGE no Paraná, Sinval Dias dos Santos; o gerente-técnico do Censo Agropecuário, Antônio Carlos Simões Florido; o deputado estadual Luiz Cláudio Romanelli; representantes e diretores da Adapar, Emater, Codapar e Iapar; empresários, lideranças do agronegócio e técnicos do IBGE. (Com AEN)

 

 

 

Governo e empresariado colocam Paraná em novo patamar

A somatória de esforços do Governo do Estado e do empresariado coloca o Paraná em um novo patamar de desenvolvimento, afirmou o governador Carlos Massa Ratinho Junior, nesta sexta-feira (25), em Foz do Iguaçu. Ele participou do Congresso Empresarial Paranaense, promovido pela Federação das Associações Comerciais e Empresariais do Paraná (Faciap).

 

Ratinho Junior defendeu que a estratégia do governo para aumentar o crescimento do Estado é a de consolidar um ambiente favorável para investimentos, com pacificação política, desburocratização e um trabalho de parceria com o setor produtivo. “Consolidamos um ambiente em que o Estado não atrapalha quem produz. Pelo contrário, o poder público passa a ser um facilitador, criando um ambiente propício para quem quer trabalhar e gerar empregos”, afirmou ele.

 

“Esse bom momento também se deve ao setor empresarial paranaense, que é forte, arrojado e mostra que está preparado para competir com grandes centros”, destacou no evento, que reúne cerca de 1,2 mil empresários e diretores de associações comerciais..

 

O governador citou iniciativas já implantadas pela sua gestão, como o programa Descomplica, que agiliza a abertura de empresas, e o Banco da Mulher Paranaense, uma linha de crédito subsidiado da Fomentou Paraná voltada às mulheres empreendedoras. Ele lembrou que o Paraná é o Estado que teve o maior crescimento industrial do Brasil, de 6,5%. “Um índice comparado com a China. Foram gerados quase 60 mil novos empregos neste ano”, salientou.

 

FORTALECER - O presidente da Faciap, Marco Tadeu Barbosa, afirmou que o empresariado trabalha de forma conjunta para fortalecer o ambiente econômico do Estado. “Se cruzarmos os braços para esperar a coisa acontecer, o País não anda. Esperar não é o caminho, então procuramos fazer a nossa parte”, disse.

 

“O Paraná tem uma sociedade engajada, empreendedores que fazem a diferença, um agronegócio forte e o poder público que trabalha em sinergia com o setor produtivo”, declarou Barbosa. “O governo sabe da importância de ter empresas mais ágeis, com menos burocracia, que está sendo muito bom, tem nos ajudado muito”.

 

LOGÍSTICA - Além do incentivo ao setor produtivo, o Governo do Estado também investe na melhoria da infraestrutura e ampliação dos modais logísticos. Um exemplo é o programa Voe Paraná, que retomou a aviação regional do Estado ao levar voos para 12 cidades do Interior.

 

EVENTO - O congresso faz parte da 29ª edição da Convenção Anual da Faciap, que acontece até o sábado (26). Além de empresários e diretores de associações comerciais, participaram também nomes reconhecidos do mercado de gestão, da economia e da inovação.

 

Durante o evento, os participantes também têm a chance de conversar com os consultores da Faciap para fechar parcerias na Feira de Negócios, que com expositores estratégicos que apresentam soluções voltadas para todos os tipos de empresa.

 

PRESENÇAS - Participaram o chefe da Casa Civil, Guto Silva; o secretário de Estado do Planejamento e Projetos Estruturantes, Valdemar Bernardo Jorge; o prefeito de Foz do Iguaçu, Chico Brasileiro; o diretor-presidente da Fomento Paraná, Heraldo Neves; o chefe de Gabinete da Governadoria, Daniel Villas Bôas; os presidentes da Confederação das Associações Comerciais do Brasil, George Teixeira; e da Associação Comercial do Paraná, Gláucio Geara; o superintendente do Sebrae-PR, Vítor Tioqueta; o deputado federal Vermelho e os deputados estaduais Tiago Amaral e Marcel Miqueletto. (Com AEN)

 

 

 

Quase 7 mil candidatos perdem a prova da primeira fase da UFPR

Muitos chegaram em cima da hora e tiveram de dar um 'galeto' para não perder o horário. Mas ainda assim quase 7 mil candidatos acabaram faltando à primeira fase do vestibular da Universidade Federal do Paraná (UFPR), realizado neste domingo (27 de outubro). Segundo dados divulgados pela própria instituição, um total de 6.896 faltantes foi registrado nesta primeira etapa do processo seletivo, com o equivalente a 12,55% de faltantes - o total de inscritos foi de 38.453.

 

As provas foram realizadas neste domingo (27) em Curitiba, Jandaia do Sul, Matinhos, Palotina e Toledo, com início às 14 horas - os portões abriram às 12h40 e fecharam às 13h35. Durante cinco horas e trinta minutos, os vestibulandos responderam 90 questões objetivas.

 

O vestibular 2019/2020 da UFPR oferece 5.628 vagas de graduação para ingresso em 2020 em 127 cursos, considerando opções de turno e habilitações. Do total de vagas, 50% são destinadas à concorrência geral e 50% para quem fez o ensino médio integralmente em escolas públicas, conforme prevê a legislação específica. Essa parcela de vagas é dividida em dois grupos de concorrência: o de candidatos de baixa renda e o de concorrentes com qualquer renda. Esses campos, por sua vez, abrangem listas de concorrência às vagas reservadas para negros, indígenas e pessoas com deficiência.

 

A convocação dos aprovados na primeira fase para a segunda fase do vestibular será realizada no dia 13 de novembro e as provas da segunda etapa acontecem nos dias 24 e 25 do mesmo mês. No dia 24 acontece a prova de compreensão e produção de textos e no dia 25, as específicas e de habilidades específicas para os cursos de Biologia, Física, Química, Matemática, Geografia, História, Sociologia, Filosofia e Música. A data provável para a divulgação do resultado final do vestibular é dia 10 de janeiro de 2020. (Com Bem Paraná)

 

 

 

Hashtag:
feed-image
SICREDI 02