Governadores do Sul e Sudeste solicitam à União adiamento da redução tarifária para veículos eletrificados

Os governadores de Minas Gerais, Paraná, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e São Paulo enviaram no começo da noite desta terça-feira (29) uma carta ao vice-presidente do Brasil e presidente da Câmara de Comércio Exterior (CAMEX), Geraldo Alckmin, manifestando preocupação com a possibilidade de aprovação, pela CAMEX, da redução das tarifas de importação para veículos eletrificados nas modalidades semidesmontadas (SKD) e completamente desmontadas (CKD).

Representando os estados que concentram a maior parte da produção automotiva nacional, os governadores alertam para os riscos que a medida pode trazer à indústria local. Os governadores destacam que a aprovação dos pedidos pode desestimular a industrialização, prejudicar fornecedores nacionais e comprometer milhares de empregos qualificados. O documento aponta ainda que a medida pode enfraquecer a política industrial brasileira construída ao longo de décadas. 

"As medidas em análise, se aprovadas nos moldes pleiteados, podem representar risco de desestímulo à industrialização local e gerar efeitos adversos na cadeia automotiva como um todo. A substituição da produção local por montagens de kits importados com baixo valor agregado tende a comprometer empregos, fragilizar fornecedores nacionais e enfraquecer a política industrial construída ao longo de décadas", afirmam os governadores.

Na carta, os governadores se comprometem a buscar soluções que promovam a reindustrialização sustentável, a transição para uma economia de baixo carbono, o fortalecimento da indústria automotiva nacional e o investimento em inovação tecnológica para enfrentar os desafios da economia verde.

O texto pede para que a CAMEX adie a decisão, garantindo a preservação da capacidade produtiva instalada e o equilíbrio entre abertura comercial e desenvolvimento industrial, e que o governo federal estabeleça um canal de diálogo com os estados produtores e fabricantes de veículos automotores. A carta é assinada pelos governadores Ratinho Junior (PR), Romeu Zema (MG), Cláudio Castro (RJ), Eduardo Leite (RS), Jorginho Mello (SC) e Tarcísio de Freitas (SP).

 

 

 

 

 

 

Por - AEN

 Combate a quadrilhas gera redução de 75% nos roubos a bancos no Paraná de 2018 a 2024

O Paraná registrou queda de 75% nos roubos a instituições financeiras entre 2018 e 2024.

Foram 24 ocorrências naquele ano e apenas seis no mais recente levantamento. Com esse resultado, o Estado passou a figurar entre os cinco com menor número de crimes desse tipo no País. Na comparação entre 2023 e 2024, a redução foi de 38,5%, segundo dados do Anuário Brasileiro de Segurança Pública, o que reforça a tendência de queda contínua na modalidade.

A redução é resultado de uma política prioritária da Secretaria de Estado da Segurança Pública do Paraná (Sesp) no enfrentamento a organizações criminosas especializadas em ataques a bancos e carros-fortes.

O secretário da Segurança Pública, Hudson Leôncio Teixeira, atribui os resultados à integração das forças policiais e ao planejamento estratégico implementado desde o início da atual gestão. “Os avanços que temos conquistado refletem o fortalecimento da inteligência policial, a atuação coordenada entre as corporações e o investimento constante promovido pelo governo Ratinho Junior”, disse.

OPERAÇÕES – Em janeiro de 2025, uma ação conjunta da Polícia Civil do Paraná (PCPR) e da Polícia Militar do Paraná (PMPR) resultou na desarticulação de um grupo criminoso em Ponta Grossa. nos Campos Gerais. Durante a operação, houve confronto armado, e os policiais apreenderam fuzis, uma metralhadora calibre .50, explosivos, um carro blindado e coletes à prova de balas.

Nos meses seguintes, a investigação avançou com novas ações em Foz do Iguaçu e Matinhos. Em abril, mandados de busca e apreensão foram cumpridos contra suspeitos de integrar a mesma quadrilha. Um dos alvos, investigado por envolvimento em um roubo à Caixa Econômica Federal em Itaperuçu, foi preso em Foz do Iguaçu.

Em maio, sete integrantes de outro grupo criminoso foram presos durante operação conjunta das polícias do Paraná e de Santa Catarina, com prisões efetuadas em Maringá, Sarandi e Joinville.

Já em julho, uma nova operação integrada prendeu dez suspeitos de envolvimento na tentativa de roubo a uma agência do Banco Itaú em Bocaiúva do Sul, na Região Metropolitana de Curitiba. A ação foi realizada em Colombo, na mesma região, menos de uma semana após o crime. Na ocasião, foram apreendidos simulacros de armas, drogas, celulares e dinheiro em espécie.

INCIDENTE MARCANTE – Em 2022, as polícias do Paraná prenderam integrantes de uma quadrilha envolvida em um mega-assalto no estilo “novo cangaço”, em Guarapuava. A ação criminosa durou cerca de quatro horas e mobilizou intensa resposta das forças de segurança. Um policial militar morreu, outro ficou ferido e um terceiro foi salvo por seu colete balístico.

“Esse incidente marcou a polícia do Paraná e é um exemplo da dedicação dos seus integrantes no combate ao crime organizado. Tornou-se também um estímulo para todos nós das forças de segurança, reforçando o compromisso de impedir a ação desses criminosos”, afirmou o secretário.

O combate a esse tipo de crime segue como prioridade da segurança pública estadual, com foco na desarticulação de quadrilhas, no uso da inteligência policial e na ampliação da integração entre as forças.

ANUÁRIO – Dados do 19º Anuário de Segurança Pública também mostram que homicídios dolosos caíram 10% e o número de roubos reduziu 23,7% no Paraná em 2024, em relação a 2023. O Paraná não tem nenhum município entre os mais violentos do País e está entre os seis com as menores taxas de mortes violentas intencionais, acima da média nacional.

Outro destaque é o volume de apreensão de drogas, com o Paraná responsável por mais de um terço de todos os entorpecentes retirados de circulação no Brasil no ano passado. O Estado respondeu por 36,5% das apreensões de maconha e cocaína no País em 2024. Foram 769,4 mil kg (769 toneladas) apreendidos, tanto pelas forças de segurança estaduais (Polícia Militar e Polícia Civil), quanto pelas forças federais. Em todo o País foram retiradas de circulação cerca de 2,1 milhões de quilos de drogas.

 

 

 

 

Por - AEN

feed-image
SICREDI 02