As inscrições para o Vestibular 2025 da Universidade Estadual do Oeste do Paraná (Unioeste) estão abertas e podem ser feitas até 11 de novembro, às 17h, somente pelo site da universidade. São ofertadas 1.324 vagas e as provas serão realizadas em 15 de dezembro de 2024.
A taxa de inscrição neste ano é de R$ 199,00. A instituição oferece a possibilidade de parcelamento do valor em até duas vezes, apenas no cartão de crédito, buscando facilitar o acesso aos candidatos. Para quem vai solicitar isenção da taxa de inscrição, o período é o mesmo das inscrições – até 11 de novembro. A isenção será concedida para candidatos que estejam regularmente inscritos no Cadastro Único (CadÚnico), registro oficial do governo federal.
As vagas do Vestibular 2025 serão compostas da seguinte forma: 50% vagas para ampla concorrência e 50% para alunos de escolas públicas, das quais 10% são para candidatos pretos e pardos. Ainda existem 5% de vagas adicionais e exclusivas para a pessoa com deficiência (vaga PCD).
O Sistema de Cotas da Unioeste garante a reserva de vagas em cada curso de graduação, conforme disposto no edital de inscrição, sendo considerado cotista aquele que atender os respectivos requisitos para ingresso na vaga escolhida.
As duas etapas do vestibular da Unioeste serão realizadas no mesmo dia, de manhã e à tarde, ambas de forma unificada, simultânea e obrigatórias, nas cidades de Cascavel, Curitiba, Foz do Iguaçu, Francisco Beltrão, Guarapuava, Marechal Cândido Rondon, Maringá e Toledo, no Paraná, além da cidade de Campo Grande, no Mato Grosso do Sul.
O ensalamento será disponibilizado no site www.unioeste.br/vestibular, a partir das 17 horas do dia 18 de novembro de 2024. É responsabilidade exclusiva do candidato comparecer na cidade, estabelecimento, sala, carteira, data e horário determinados.
VESTIBULAR SERIADO – O Vestibular Seriado é a oportunidade de o candidato se organizar a longo prazo para ingressar na Unioeste. A modalidade é realizada em três fases, por três anos consecutivos, sendo o conteúdo da prova de cada fase referente ao currículo do Ensino Médio.
Após a conclusão das três fases, se aprovado, o candidato escolhe o curso e cidade para matrícula. Para este vestibular aplicam-se apenas a primeira e segunda fase da modalidade seriado, denominadas Seriado 1 e 2, respectivamente, sendo considerado apto a participar do Seriado 1 apenas o candidato que esteja regularmente matriculado no primeiro ano do Ensino Médio e do Seriado 2 apenas o candidato matriculado no segundo ano do Ensino Médio (desde que tenha participado regularmente do Seriado 1).
Quem optar pelo Vestibular Seriado vai fazer o pagamento da taxa de inscrição reduzida, com valor de R$ 70,00. Todos os detalhes e o conteúdo específico para quem escolher essa modalidade estão disponíveis no edital, no site da Unioeste.
Candidatos que optarem por realizar a prova na modalidade treineiro (por não estarem em período apto para ingressarem no Ensino Superior) também vão pagar taxa de inscrição de R$ 70,00, Além disso, mesmo sem estar concorrendo a uma vaga, será dada uma projeção de como eles se sairiam na prova, caso a pontuação obtida fosse utilizada para classificação.
ISENÇÃO – Além da inscrição para alunos cadastrados no CadÚnico, a própria Unioeste oferece isenção em diversos cursos de graduação, automaticamente, no momento que o candidato optar por um dos cursos dos cinco câmpus da universidade.
São eles:
Campus de Cascavel – Ciências Biológicas (Bacharelado e Licenciatura), Ciências Econômicas, Engenharia Agrícola, História, Letras (Português/Espanhol e Português/Italiano), Matemática e Pedagogia/Matutino
Campus Foz do Iguaçu – Ciências Contábeis, Enfermagem, Engenharia Elétrica, Engenharia Mecânica, Hotelaria, Letras (Português/Espanhol e Português/Inglês), Matemática e Turismo
Campus Francisco Beltrão – Ciências Econômicas, Geografia (Bacharelado e Licenciatura), Pedagogia (Matutino e Noturno) e Serviço Social
Campus Marechal Cândido Rondon – Educação Física, Geografia, História, Letras (Português/Espanhol e Português/Inglês) e Zootecnia
Campus Toledo – Aquicultura/Engenharia de Pesca, Ciências Econômicas, Ciências Sociais, Engenharia Química, Filosofia (Matutino e Noturno), Química (Bacharelado e Licenciatura), Secretariado Executivo Trilíngue e Serviço Social
Por - AEN
A Secretaria de Estado de Saúde realizou nesta semana o curso de formação em auriculoterapia para mais de 800 profissionais que atuam na Atenção Primária à Saúde (APS) no Paraná.
Os participantes certificados estão aptos, a partir de agora, a utilizar a prática terapêutica nas Unidades Básicas de Saúde (UBS) nos municípios paranaenses.
Ele reuniu profissionais de saúde de todas as regiões e teve o apoio das referências técnicas de Práticas Integrativas e Complementares em Saúde (PICS) das regionais de Paranaguá, Ponta Grossa, União da Vitória, Foz do Iguaçu, Maringá e Londrina. As aulas aconteceram nos municípios-sede das regionais.
A formação em auriculoterapia visa ampliar essa oferta no Sistema Único de Saúde (SUS). A técnica estimula pontos específicos da orelha, alinhando conhecimentos da Medicina Tradicional Chinesa, reflexologia e biomedicina e tem sido usada em atendimentos individuais e coletivos para diversos tipos de problemas de saúde, após avaliação clínica da equipe.
A auriculoterapia é indicada para o tratamento de uma série de condições agudas e crônicas, como dores lombares, cefaleia, torcicolo e contraturas musculares, dores articulares, ansiedade, depressão, insônia, azia, náuseas, sintomas do climatério, obesidade, constipação, cólicas menstruais, tabagismo, entre outras. Pode ser usada como tratamento principal ou, mais comumente, em associação com outras terapêuticas, de modo a enriquecer as possibilidades de cuidado.
De acordo com a nutricionista e coordenadora de Promoção da Saúde da Sesa, Elaine Cristina Vieira, o uso da técnica pode contribuir para a redução do consumo de medicamentos e melhorar a qualidade de vida e saúde da população, tanto nos aspectos físicos quanto mentais. “Ela pode ser usada como tratamento principal ou, mais comumente, em associação com outras terapêuticas, de modo a enriquecer as possibilidades de cuidado, visando o cuidado integral à saúde”, afirma.
CURSO – O curso é ofertado e certificado pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e executado no Paraná em parceria com a Divisão de Promoção da Alimentação Saudável e Atividade Física da Sesa, via convênio com a coordenação nacional de Práticas Integrativas e Complementares em Saúde (PICS), do governo federal. Foram 75 horas de aulas EaD, de cinco módulos sequenciais, e uma etapa presencial, com carga horária de 5 horas.
“Ele veio trazer para a minha vida pessoal e profissional uma oportunidade de aprender uma técnica para benefício do corpo. Mudou muito a minha visão e atingiu todas as minhas expectativas esse curso, com excelente conteúdo e adequado para a prática”, disse Rose Calixto, enfermeira no município de Palmeira e participante do curso.
AURICULOTERAPIA – A auriculoterapia é uma das 29 Práticas Integrativas disponíveis no SUS. Essa terapia consiste na aplicação de agulhas esféricas finas, sementes de mostarda em pontos específicos na orelha. "A orelha é considerada um microssistema que reflete todo o corpo e seus órgãos. Ao estimular os pontos na orelha, a auriculoterapia busca equilibrar a energia do corpo e melhorar as funções dos órgãos internos", pontuou o professor Eduardo, que ministrou a aula prática em três polos.
As Práticas Integrativas atuam de forma complementar aos tratamentos convencionais. Em 2023, segundo dados extraídos do Sistema de Informação em Saúde para a Atenção Básica (Sisab), foram realizados 30.059 procedimentos de auriculoterapia em 80 municípios do Paraná.
Por - AEN
O Paraná registrou a maior alta da atividade industrial do País para o mês de julho, com 14,1% na comparação com o mesmo mês de 2023.
Foi também o melhor julho da indústria paranaense em 14 anos, quando, em 2010, o crescimento frente ao mês no ano anterior foi de 23,7%. Os dados constam na Pesquisa Industrial Mensal (PIM) Regional, divulgada nesta sexta-feira (13) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
O crescimento da indústria paranaense é mais do que o dobro da média registrada no Brasil, de 6,1%, entre julho de 2024 e o mesmo mês do ano passado. Completam o pódio neste recorte os estados do Amazonas (12%) e Santa Catarina (11,8%). Rio Grande do Sul aparece em 6º lugar (8,4%), enquanto que as maiores quedas foram registradas no Mato Grosso do Sul (-1,6%), Maranhão (-1,9%) e Mato Grosso (-2,2%).
Na passagem de junho para julho, a indústria paranaense também foi bem, com o terceiro melhor resultado a nível nacional. O setor teve 4,4% de crescimento, atrás apenas do Amazonas (6,9%) e do Espírito Santo (5,8%). Na contramão, a média do País teve recuo, de -1,4%, puxada principalmente por São Paulo (-1,8%), Bahia (-2,3%) e Pará (-3,8%).
Já no acumulado do ano, entre janeiro e julho, a indústria do Paraná cresceu 3,2%, o mesmo índice da média do Brasil. É o segundo melhor resultado da Região Sul. Santa Catarina teve aumento de 6,5% no período, enquanto que o Rio Grande do Sul praticamente ficou estável, com 0,4%.
Nos últimos 12 meses, período entre agosto de 2023 e julho de 2024, a indústria paranaense teve o 5º melhor resultado do Brasil, com 5,1%, empatado com o Mato Grosso e acima da média nacional (2,2%). No Sul, foi o melhor desempenho entre os três estados, com Santa Catarina registrando 4,8% e Rio Grande do Sul queda de -1,2%.
A pesquisa do IBGE também aponta que o índice de média móvel trimestral para a indústria no Paraná teve o segundo maior avanço do País, com 2,1%, bem acima da variação nacional, de 0,4% no trimestre encerrado em julho de 2024 frente ao mês anterior, mantendo a trajetória de crescimento iniciada em agosto do ano passado. Além do Estado, Pará (6,1%), Minas Gerais (0,7%), Santa Catarina (0,7%) e Região Nordeste (0,6%) registraram os maiores aumentos.
SETORES – Segundo a pesquisa do IBGE, os principais setores que puxaram a alta paranaense em julho deste ano (14,1%), na comparação com o mesmo mês de 2023, foram as fabricações de veículos automotores, reboques e carrocerias (85,5%), de máquinas, aparelhos e materiais elétricos (38,6%), de móveis (36,1%) e de produtos de madeira (15,1%). Indústria de transformação (14,1%) e fabricação de bebidas (13,6%) completam as maiores altas.
No acumulado dos últimos 12 meses, na comparação com o mesmo período anterior, as fabricações de produtos derivados do petróleo (20,4%), de máquinas, aparelhos e materiais elétricos (14,2%) e de produtos de madeira (14,1%) foram os principais responsáveis pelo crescimento de 5,1%.
Já o acumulado de janeiro a julho, as fabricações de máquinas, aparelhos e materiais elétricos (30,9%), de produtos de madeira (13,2%), de móveis (11,6%) e de bebidas (11,8%) foram responsáveis pelo aumento de 3,2% no período.
BRASIL – A indústria brasileira registrou queda de -1,4% na passagem entre o mês de junho e julho de 2024. No comparativo entre julho de 2024 e julho de 2023, no entanto, cresceu 6,1%, enquanto que no acumulado do ano registrou crescimento de 3,2% e nos últimos 12 meses, 2,2%.
Os dados completos da Pesquisa Industrial Mensal Regional estão no sistema Sidra, do IBGE.
Por - AEN
De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), a demência é uma das principais causas de incapacidade e dependência entre os idosos e ocupa a sétima posição entre as causas de morte nesta faixa etária.
O Alzheimer é a forma mais comum, responsável por 60% a 70% dos casos. Estima-se que no Paraná cerca de 110 mil pessoas convivam com a demência.
Neste mês de setembro, instituído como o Mês Mundial do Alzheimer, a Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) alerta sobre os cuidados adequados para evitar a doença e ressalta a importância de empatia e compreensão para melhorar a qualidade de vida dos pacientes e das famílias que os acompanham.
A estratégia de cuidado à saúde das pessoas idosas do Paraná, proposta na Linha de Cuidado e no Projeto Envelhecer com Saúde, prevê a prevenção e identificação precoce da fragilidade e dos principais fatores de comprometimento da saúde deste segmento etário, entre eles o declínio cognitivo que inclui as síndromes demenciais.
“A demência não faz parte do envelhecimento normal, precisamos estar atentos aos primeiros sinais da doença e realizar o diagnóstico precoce, que pode ajudar a melhorar o acesso ao tratamento, cuidados e suporte social e familiar”, disse o secretário de Estado da Saúde, César Neves.
Além das questões relacionadas ao diagnóstico da doença, algumas ações e hábitos de vida saudáveis podem retardar ou minimizar os impactos desta condição. Entre eles está a prática regular de exercícios, evitar o tabagismo e o consumo excessivo de álcool, controlar o peso, manter uma dieta saudável e garantir níveis adequados de pressão arterial, colesterol e glicose.
Os fatores de risco incluem depressão, isolamento social, baixa escolaridade, inatividade cognitiva, poluição do ar, obesidade, perda auditiva, perda visual e níveis elevados de LDL colesterol.
O tratamento da demência tem o objetivo de controlar os sintomas e retardar a evolução da doença. A Sesa, por meio do Componente Especializado da Assistência Farmacêutica (CEAF), fornece gratuitamente os medicamentos específicos para todas as fases dessa condição.
“Não existe a cura para a demência, mas manter a qualidade de vida e promover o bem-estar, como a prática de atividade física e participação de atividades e interações sociais, ajudam a estimular o cérebro e manter as funções diárias. Além disso, os medicamentos podem ajudar a controlar os sintomas da demência”, enfatizou a diretora de Atenção e Vigilância em Saúde da Sesa, Maria Goretti David Lopes.
Veja os 10 sinais de alerta mais comuns da demência:
- Perda de memória que interfere na vida cotidiana, como esquecer informações aprendidas recentemente, datas/eventos, fazer perguntas repetidas
- Dificuldade de planejamento ou resolução de problemas
- Problemas com a linguagem verbal ou escrita (dificuldade em nomear objetos)
- Desorientação em relação ao tempo e lugar
- Capacidade de julgamento ruim ou reduzida, como por exemplo, menos atenção à higiene pessoal e limpeza
- Dificuldade para acompanhar os acontecimentos
- Perda de objetos (colocá-los em locais errados e não conseguir reencontrá-los)
- Mudança de humor e comportamento, podendo apresentar confusão, desconfiança, ansiedade, irritabilidade
- Dificuldade em entender imagens visuais e relações espaciais, comprometimento do equilíbrio e no julgamento de distâncias
- Afastamento do trabalho e das atividades sociais
Por - AEN
A Secretaria de Estado do Planejamento (SEPL) recebeu, quinta-feira (12), a equipe do Instituto Água e Terra (IAT), vinculado à Secretaria do Desenvolvimento Sustentável (Sedest), para o desembolso da parcela de US$ 7,5 milhões (cerca de R$ 40 milhões), do Banco Mundial, referente ao projeto Paraná Eficiente, que visa melhorar a gestão pública do Paraná.
Desta vez, o aporte teve como foco a ampliação do Painel da Vigilância em Saúde, ferramenta já em funcionamento que, agora, correlaciona fatores que agravam a ocorrência de dengue e leptospirose, permitindo uma análise que possa embasar políticas públicas mais eficientes.
O diretor presidente do IAT, José Luiz Scroccaro, explica que esta atualização amplia a integração dos dados de vigilância em saúde, associando informações sobre dengue com saneamento ambiental, esgotamento sanitário e tratamento de resíduos sólidos, bem como dados de leptospirose com inundações e desastres ambientais.
Scroccaro explica que este passo permite cruzamentos mais detalhados entre ocorrências de saúde pública e variáveis ambientais e reforça o caráter estratégico da plataforma GeoPR para a tomada de decisões governamentais, atendendo às premissas do Paraná Eficiente.
“Com este georreferenciamento estamos colocando que os focos principais dessas doenças estão em determinados pontos mais claros, em um distrito, município e bairro mais específicos, minimizando o impacto de custos que temos para combater essas doenças”, diz.
O secretário de Estado do Planejamento, Guto Silva, ressalta que o Paraná se tornou uma referência no trabalho com o Banco Mundial, e esta nova liberação do Paraná Eficiente, que envolve, ainda, a Secretaria de Estado da Saúde e a Defesa Civil, possibilita o cruzamento de informações estratégicas para combater epidemias e doenças vinculadas ao meio ambiente.
“É mais um instrumento importante de gestão, de prevenção, para que, de uma forma organizada, junto com as prefeituras, a gente possa atacar o problema de forma definitiva e melhorar a qualidade da vida das pessoas, com soluções práticas para aquela realidade”, diz.
O secretário explicou que esse cruzamento de dados epidemiológicos da Secretaria da Saúde com os dados da Defesa Civil, vai identificar se aquela anomalia de novas incidências em uma região está vinculada, ou não, a uma questão ambiental.
“Com essa vinculação dos dados, o Estado vai intervir junto ao município para poder resolver esse tipo de problema e garantir mais saúde para a população paranaense”, disse Guto Silva.
Durante a reunião, o diretor-presidente do Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico e Social (Ipardes), que atua como agência de verificação independente do projeto, Jorge Callado, entregou o relatório de verificação dessa nova etapa de desembolso.
Segundo o diretor de projetos da SEPL, Marcos Marini, o projeto tem sido realizado no prazo estipulado, cumprindo o objetivo de levar mais eficiência a diversas áreas da gestão pública.
“Essa ação é importante e conseguimos cumprir mais uma etapa dos desembolsos junto ao financiamento que o Governo do Estado do Paraná assinou, em contrato de 2021 junto ao Banco Mundial, e com isso avançamos em ações efetivas para beneficiar a população paranaense”, disse ele.
MONITORAMENTO - O IAT, como executor do Programa i9 Ambiental, é responsável pela melhoria dos sistemas de fortalecimento da capacidade de monitorar e gerir informações geoespaciais para integrar dados da saúde referente a doenças de veiculação hídrica, como a dengue e a leptospirose.
A implantação do Painel de Vigilância em Saúde, em funcionamento desde agosto, integrou dados geoespaciais sobre casos notificados de dengue, zika, chikungunya, leptospirose e surtos de doenças diarreicas agudas e qualidade da água para consumo humano, febre amarela e epizootias de febre amarela.
Este painel foi disponibilizado por meio da GeoPR que é a Infraestrutura de Dados Espaciais do Estado, tornando as informações acessíveis a agentes públicos, acadêmicos e à população, o que permitiu o aporte inicial de recursos no valor de US$ 8,750 milhões ao Programa i9 Ambiental.
SOBRE O PROJETO – O Paraná Eficiente, previsto para durar cinco anos, é dividido em dois componentes: o componente 1 com foco em programa por resultados (PforR), no valor de US$ 120,5 milhões, e o componente 2, que compreende assistência técnica, com áreas transversais para apoiar o programa para resultados, no valor de US$ 9,5 milhões.
Os recursos da operação serão destinados ao financiamento parcial de ações já previstas no PPA (Plano Plurianual) e em conformidade com as alocações estabelecidas na LOA (Lei Orçamentária Anual).
As áreas que se beneficiarão dos resultados são Saúde, na prestação e modernização dos serviços; Instituto Água e Terra e Coordenadoria Estadual da Defesa Civil do Paraná, na modernização ambiental e de riscos de desastres; e secretarias do Planejamento, da Administração e da Previdência da Inovação, Modernização e Transformação Digital no fortalecimento do planejamento do setor público e gestão de investimentos.
Por - AEN
A Secretaria de Estado do Desenvolvimento Sustentável (Sedest) estabeleceu novas diretrizes e critérios técnicos para o enfrentamento da estiagem no Paraná.
A situação de emergência assinado pelo governador Carlos Massa Ratinho Junior, será publicada na edição desta sexta-feira (13) do Diário Oficial do Estado, mas só entra em vigor a partir aprovação de cada um dos 12 Comitês de Bacias Hidrográficas (CBHs) do Paraná.
, com base no decreto deOu seja, os CBHs, órgãos colegiados com atribuições normativas, deliberativas e consultivas, vinculados ao Conselho Estadual de Recursos Hídricos (CERH/PR), terão autonomia para decidir se acatam a normativa dentro da região que representam. Segundo a Companhia de Saneamento do Paraná (Sanepar), aproximadamente 2/3 das bacias do Estado estão atualmente classificadas como críticas (próximo do limite de captação) ou em situação de alerta (situação intermediária, mas que requer cuidados).
Entre as medidas, a peça jurídica altera de 0,5 para até 0,8 o coeficiente para o cálculo da vazão máxima outorgável em corpos hídricos superficiais de domínio estadual para captações/derivações de água e lançamentos de efluentes.
Porém, ficam proibidas as ampliações e a instalação de novos usuários e empreendimentos em áreas de manancial, cujas finalidades de uso não sejam abastecimento público ou dessedentação de animais; e também as ampliações e a instalação de novos usuários e empreendimentos em bacias hidrográficas que já estão no limite máximo outorgável para diluição de efluentes.
A Resolução estabelece ainda a prioridade na análise e emissão de outorgas de pontos de captação de água emergenciais e destinados a empreendimentos de saneamento. Em casos de indisponibilidade hídrica para abastecimento público, o texto prevê que os usos de recursos hídricos considerados não prioritários serão restringidos por Portaria específica.
A regulamentação reforça também que o Instituto Água e Terra (IAT), órgão vinculado à Sedest, disponibilizará equipamentos para perfuração de poços artesianos aos municípios atingidos pela estiagem e destaca o pedido para uso racional dos recursos hídricos, com priorização para o reuso da água.
“São formas de proteger os recursos hídricos do Paraná neste momento de evento crítico, de estiagem, por um período determinado. Lembrando que essa alternativa elaborada pela Sedest, com foco no abastecimento público, na dessedentação animal (consumo de água por animais de diferentes espécies) e no saneamento, vai passar pelo crivo dos comitês, que vão poder decidir se para aquela região em que estão instalados as medidas são viáveis ou não”, destacou o secretário de Estado do Desenvolvimento Sustentável, Everton Souza.
“Além disso, é claro, contamos com a colaboração e a conscientização da população para o uso racional desse bem tão importante que é a água”, acrescentou o secretário.
COMITÊS – Os Comitês de Bacias Hidrográficas têm o objetivo de contribuir para a aplicação da Política Estadual de Recursos Hídricos na sua área de atuação a fim de garantir o controle social da gestão das águas, conforme estabelecido pela Lei Estadual 12.726/1999 e Decreto Estadual nº 9.130/2010.
Constituídos por representantes do Poder Público, setores usuários de águas e sociedade civil, compartilham responsabilidades na gestão dos recursos hídricos. Eles funcionam como uma espécie de “conselho comunitário” especializados em água, onde as diferentes partes interessadas se reúnem para discutir e decidir sobre o uso e a conservação dos recursos hídricos.
Essas decisões são cruciais para garantir que todos tenham acesso adequado à água, ao mesmo tempo em que se protege o meio ambiente e se planeja o uso sustentável da água para o futuro.
Os 12 comitês do Paraná são: Bacia Litorânea, Bacia do Paraná 3, Bacia do Rio Jordão, Bacia do Rio Tibagi, Bacias do Alto Iguaçu e Afluentes do Alto Ribeira - Coaliar, Bacias do Baixo Ivaí e Paraná 1, Bacias do Rio Cinzas, Itararé, Paranapanema 1 e 2 – Norte Pioneiro, Bacias dos rios Pirapó, Paranapanema 3 e 4 - Piraponema, Bacia do Alto Ivaí, Bacias dos rios Piquiri e Paraná 2, Afluentes do Médio Iguaçu e Afluentes do Baixo Iguaçu.
PERÍODO CRÍTICO – O Paraná atravessa o período mais crítico para a ocorrência de queimadas florestais em razão do tempo seco, baixa umidade do ar e falta de chuvas. Segundo o Corpo de Bombeiros, foram registrados mais de 10 mil focos de incêndio no Estado de janeiro a agosto deste ano. A chuva, de acordo o Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná (Simepar), está prevista para chegar ao Estado a partir do sábado (14).
Por - AEN