Frutas luxuosas: restaurante vende abacaxi premium por R$ 2 mil nos EUA

Com uma casca externa vermelha, polpa amarela brilhante e um sabor doce distinto, o abacaxi Rubyglow começa a ganhar destaque no mercado internacional.

Vendido a US$ 395,99, o equivalente a R$ 2 mil reais, a fruta premium é a nova variedade da fruta tropical no mercado dos Estados Unidos, depois de ter sido lançada em janeiro na China.

 

A Del Monte, um atacadista especializado em abacaxi, levou uma década e meia para desenvolver a fruta de cor vermelha. Recentemente, Del Monte decidiu ver como a fruta se sairia nos EUA e colocou a Melissa’s Produce, uma vendedora de frutas e vegetais especiais com sede na Califórnia a vendê-la por um preço surpreendente.

A raridade e o processo de cultivo detalhado contribuem para o alto custo do Rubyglow. No site da Melissa’s Produce, a fruta é apresentada como uma “joia rara”. Desde o cuidado na seleção das sementes até o rigoroso controle de qualidade, cada etapa reforça o valor deste produto no nicho de mercado de frutas de luxo.

Apesar de seu preço, a fruta desperta curiosidade e desejo, uma vez que oferece não apenas sabor, mas também uma experiência visual e sensorial inigualável.

“Os consumidores estão dispostos a pagar por algo que é especial”, disse Cindy van Rijswick, estrategista de produtos frescos da equipe de pesquisa global do Rabobank, segundo a CNN. Quando se trata de produtos especiais, “há sempre um pequeno mercado para restaurantes sofisticados, ou gourmets, ou certos canais online”, disse ela.

 

O que torna o abacaxi Rubyglow único?

Cultivado na Costa Rica após um período de desenvolvimento de 15 anos, o abacaxi Rubyglow é uma planta patente registrada nos EUA. Del Monte o descreve como um cruzamento do abacaxi tradicional. A fruta híbrida leva dois anos para crescer e sua oferta limitada de sementes é a razão da escassez de abacaxi no mercado global.

Del Monte afirma que todos os abacaxis Rubyglow seguem práticas sustentáveis ​​de plantio, colheita e transporte.

 

 

 

 

 

Por - O Globo

Helicóptero com presidente do Irã cai nas montanhas

Um helicóptero que transportava o presidente iraniano, Ebrahim Raisi, e seu ministro das Relações Exteriores, Hossein Amirabdollahian, caiu neste domingo (19) enquanto atravessava uma área montanhosa sob forte neblina ao retornar de uma visita à fronteira do Azerbaijão, informou uma autoridade iraniana.

Segundo a autoridade, as vidas de Raisi e do ministro das Relações Exteriores estavam em risco após a queda do helicóptero. O mau tempo dificultou os esforços de resgate, com equipes enfrentando um forte nevoeiro na área montanhosa.

A TV estatal interrompeu sua programação regular para exibir orações realizadas por Raisi em todo o país e cobrir ao vivo as buscas das equipes de resgate na região. O vice-presidente, Mohammas Mokhber, partiu para Tabriz, acompanhado de membros do governo, para monitorar a situação.

Em caso de morte súbita do presidente, a Constituição iraniana estabelece que o primeiro vice-presidente assume a presidência sob a aprovação do líder supremo. Raisi, de 63 anos, foi eleito presidente em 2021 e tem implementado medidas de endurecimento das leis morais e negociado nas questões nucleares com potências mundiais.

Muitos consideram Raisi um forte candidato a suceder o líder supremo do Irã, aiatolá Ali Khamenei. O ministro do Interior, Ahmed Vahidi, relatou apenas que um dos helicópteros precisou realizar um pouso difícil e aguardava mais detalhes sobre o ocorrido. Raisi estava na fronteira com o Azerbaijão para inaugurar a represa Qiz-Qalaisi, um projeto conjunto.

 

 

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Guaíba é rio ou lago? Especialistas explicam polêmica

Um dos mais conhecidos cartões-postais do Rio Grande do Sul, o Guaíba é tema de discussão quando o assunto é a sua classificação. 

Alguns chamam de rio, outros de lago, mas não há consenso. O debate é antigo, mas, por causa das chuvas que atingem o estado desde o fim de abril, o tema voltou à tona, já que as águas do Guaíba invadiram o centro da capital, Porto Alegre, e obrigaram centenas de pessoas a deixar suas casas. 

Até os anos de 1990, o Guaíba foi considerado rio. A partir daí, passou a ser definido como lago. Oficialmente, a prefeitura de Porto Alegre assumiu recentemente o Guaíba como lago. O executivo municipal criou, inclusive, o Comitê da Bacia do Lago Guaíba.

Segundo o professor Joel Avruch Goldenfum, diretor do Instituto de Pesquisas Hidráulicas da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFGRS), não existe consenso científico em torno da definição do Guaíba como rio ou lago, porque o corpo hídrico tem comportamento dual. “As margens se comportam bem como lago, principalmente envolvendo questões de recirculação, baixa profundidade, sendo basicamente bidimensional, ou seja, não existe direção predominante. O rio tem uma direção como se fosse uma linha. No lago, a água fica girando”, afirmou em entrevista à Agência Brasil.

De acordo com Goldenfum, no meio do Guaíba passa um canal grande, de onde vêm águas do Rio Jacuí, que drena 80 mil quilômetros quadrados, ou um terço das águas do estado. “É muita água; então, tem uma corrente importante. Por isso, pessoas argumentam que um lago pode ter um rio passando por ali. Só que, muitas vezes, o comportamento é predominante como rio e, outras vezes, pode ser predominante como um lago.”

Para o professor, em termos de modelagem, de variação de níveis, de como o Guaíba enche ou esvazia, pouco importa se vão chamá-lo de lago ou de rio. O que importa é modelar os processos. “Porque, na verdade, eu vou modelar o sistema considerando todas as influências que ele tem, considerando o que acontece quando ele sobe, onde ele recircula etc.” Goldenfum ressaltou, contudo, que existem outras questões envolvidas que são mais de questão legal e que mudam o problema.

Interpretações

De acordo com a legislação, se o Guaíba for um rio, tem que ter um recuo não edificado muito grande que, dependendo do local, pode variar de 100 a 500 metros. Ninguém tiraria o que já existe, mas não poderia edificar novas construções. Se for considerado lago, a área não edificada varia entre 10 e 30 metros, dependendo das interpretações. “Existem interpretações distintas sob o ponto de vista científico, sem se preocupar com a questão legal, e pessoas que dizem que o Guaíba se comporta predominantemente como rio, ou predominantemente como lago. “Quem chega primeiro dá o nome”, afirma o professor.

Goldenfum lembrou que o nome dos biomas aquáticos é dado pela população. “A população sempre chamou de Rrio Guaíba. De repente, houve essa movimentação, que pode ter tido motivação técnica, no sentido de que o Guaíba seria predominantemente lago, ou pode ter outras motivações”. O consenso não existe, porque o Guaíba tem comportamento dual, reafirmou o professor. Por outro lado, existe um movimento legal, capitaneado pela Associação Gaúcha de Proteção ao Ambiente Natural e o Instituto Gaúcho de Estudos Ambientais, para que o Guaíba tenha uma faixa de proteção permanente. Há também uma ação civil pública questionando a definição do Guaíba como lago. “Quem vai decidir isso, no final das contas, vai ser a Justiça, e não a ciência”, disse Goldenfum.

Ciência

O  coordenador-geral do Atlas Ambiental de Porto Alegre e também da UFRGS, Rualdo Menegat, disse à Agência Brasil que a polêmica geográfica em torno do Rio ou Lago Guaíba e da Lagoa ou Laguna dos Patos não se justifica. Menegat afirmou que, do ponto de vista da ciência, o correto é Lago Guaíba. “Não temos dúvida sobre isso. Mas há também o nome mais popular, que é Rio Guaíba.”

Segundo o geólogo, nos últimos 20 anos, o nome Lago Guaíba tem sido mais usado porque as pessoas foram se convencendo que ele, na verdade, funciona como um lago. “Também é importante que as pessoas se conscientizem pelo nome correto, porque aquilo que a gente joga em um lago fica ali. Aquilo que se joga no rio, as pessoas pensam que é um problema do vizinho de baixo.”

Por isso, insistiu que do ponto de vista da gestão ambiental, é importante que se usem conceitos corretos porque estes são os que os professores vão ensinar na sala de aula. O Guaíba é definido como um lago aberto que recebe água da rede fluvial, formada por quatro rios (Jacuí, dos Sinos, Caí e Gravataí) que afluem para o Lago Guaíba, que, por sua vez, também escoa essa água para a Laguna dos Patos. “Está conectado com ela.”

Atlântico

A Laguna dos Patos está conectada com o Oceano Atlântico. “Por esta razão, por estar conectada com o Atlântico, é uma laguna, e não uma lagoa. Isso se explica porque tanto escoa água para o Oceano Atlântico, como também recebe água de lá. Existe uma interconexão. A água sai, mas também a água salgada entra e saliniza as águas na região sul da laguna.”

O professor Rualdo Menegat informou que, na região costeira do Rio Grande do Sul, há um complexo sistema de lagos e lagunas, que tem quatro lagoas interconectadas: o Lago Guaíba, a Lagoa do Casamento, a Laguna dos Patos e a Lagoa Mirim. Esse sistema de vasos comunicantes é interconectado, por sua vez, com o Oceano Atlântico, por meio da Laguna dos Patos.

“Isso quer dizer que as lagoas estão no nível do mar. Isso é importante porque, na medida em que o nível do mar sobe, impede a saída de água da laguna. Já, na medida em que o nível do mar desce, permite a saída de águas da laguna e, por conseguinte, de todo o sistema interconectado, que nós chamamos mar de dentro, pela sua grandeza”.

Este é o maior sistema do tipo na América do Sul e um dos maiores do mundo, destaca Menegat.

Confirmação

O professor Jaime Federici Gomes, do curso engenharia civil da Escola Politécnica da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul, explicou que laguna é um espaço que está em contato com o mar. Daí, Laguna dos Patos. Lagoa é uma coisa isolada, de água doce. “Já laguna, não, tem contato direto com o mar”, enfatizou, em entrevista à Agência Brasil.

Ao definir o que é um lago, Gomes disse que é quando este tem características que não são totalmente unidimensionais. “Eu prefiro falar Lago Guaíba. Ele tem uma zona central, que parece um rio, mas dos lados, no corpo dele, apresenta escoamento bidimensional, com áreas de recirculação do fluxo e zonas mais paradas.”

Segundo o professor, Rio Guaíba não é uma concepção adequada, porque ele tem mais características de lago do que de rio, com escoamento que tem circulação, acumulação e retenção de água.

 

 

 

 

 

 

 

Por - Agência Brasil

Comer alho em jejum ajuda a emagrecer? Especialista explica os benefícios e riscos

Depois da dieta do limão, paleolítico e jejum intermitente, vem aí o alho amassado.

O novo método, compartilhado por famosas como Carol Peixinho, se tornou um aliado para quem buscar perder peso de forma rápida... Mas será que isso funciona mesmo ou é mais um mito da internet?

A resposta é: sim, consumir o alimento em jejum, de fato, traz este benefício, mas ele não faz milagres sozinho. A nutricionista e personal trainer Aline Becker explica que ele deve ser considerado um “a mais”:

“Você precisa incluir na rotina os exercícios físicos, de preferência contra resistência – como musculação ou funcional –, para aumentar sua massa muscular corporal, acelerando seu metabolismo e garantindo benefícios a saúde, junto com uma dieta anti-inflamatória e hipocalórica para acontecer a queima de gordura.”

 

Explicando as dietas..

  • A anti-inflamatória, na verdade, é uma estratégia alimentar que inclui alimentos considerando variedade de cores, nutrientes e minerais para que esta oferta nutricional melhore o funcionamento do corpo, de modo geral, na produção de hormônios, no funcionamento do intestino, na melhora da imunidade e nas respostas da dieta.
  • A hipocalórica consiste em uma restrição calórica, ou seja, consumir menos calorias do que você gasta por dia: “Essa é a matemática que a gente tem que pensar na hora do emagrecimento. Ele não é o único fator para o emagrecimento, mas é um fator determinante”.

 

 

Como funciona a dieta?

Segundo a nutricionista, há estudos que comprovam que alho consumido em jejum pode ajudar a reduzir a glicemia, ou seja, o nível de glicose no sangue, “fazendo com que o indivíduo sinta menos fome e vontade de doce ao longo do dia e, consequentemente, ingerindo menos calorias e toxidade ao organismo”.

Para aproveitar suas vantagens, o alimento deve ser consumido em jejum e cru: até mesmo aquecê-lo no micro-ondas pode fazer com ele perca alguns componentes importantes, como a alicina. “Ele é o principal ativo responsável pelas propriedades medicinais do alho, que potencializa seus efeitos antioxidantes no organismo e garante os resultados”. Outra dica é amassar o alho e esperar 10 minutos para que este ativo seja liberado e, assim, garantir as vantagens.

 

 

Outros benefícios

Associado a um estilo de vida saudável, a especialista afirma que o alho também atua na melhora da saúde cardiovascular e redução da pressão arterial. Além disso, ele possui efeito antioxidante, o que ajuda a melhorar a saúde da microbiota intestinal e, portanto, potencializa a queima de gordura. E ele tem mais vantagens, como:

 

  • Melhora do perfil lipídico (exame que analisa os níveis de colesterol e triglicerídeos)
  • Níveis de glicemia de jejum
  • Qualidade da saúde intestinal
  • Reduz o colesterol LDL (o chamado “colesterol ruim”) e total
  • Previne doenças como câncer, Alzheimer e Parkinson
  • Minimiza o risco de AVC, trombose e doenças neurodegenerativas!
  • Melhora a imunidade, diminuindo riscos de gripes e resfriados

 

Alho — Foto: Reprodução da Internet

Alho — Foto: Reprodução da Internet

 

 

Riscos e cuidados

 

Mas, como qualquer método de emagrecimento, este também apresenta riscos, não pode ser consumido por qualquer pessoa e nem em quantidade ilimitada. Aqui, Aline Becker lista alguns mitos e verdades sobre o consumo do alho amassado em jejum:

Consumir alho amassado e cru em jejum garante maiores resultados?Verdade! Como dito anteriormente, quando aquecido, o alimento perde alguns nutrientes.

Alho ajuda a reduzir os efeitos da TPM? Verdade! Isso acontece porque ele tem efeito anti-inflamatório e melhora a microbiota intestinal: “Deixando-a saudável, a pessoa tem melhor produção de serotonina (neurotransmissor da alegria) e, consequentemente, uma melhora no humor durante esse período”.

O alho deve ser consumido em quantidade limitada? Verdade! A nutricionista explica que, em excesso, o alimento “pode irritar a mucosa, causando desconforto e irritação gástrica”. A recomendação é incluir 3 dentes de alho por dia na rotina, sendo 6 o limite diário.

Qualquer um pode entrar nesta dieta? Mito! A expert destaca que pessoas com refluxo gastresofágico e gastrite não toleram o alho em grandes quantidades, pois as substâncias podem ter efeito irritativo na mucosa: “Pessoas com intolerância ao FODMAP também devem evitar, pois pode ocasionar distensão abdominal, constipação ou até diarreia, levando a uma inflamação”.

 
  • FODMAP é uma sigla em inglês para oligossacarídeos, dissacarídeos, monossacarídeos e polióis fermentáveis. O termo se refere aos carboidratos que fermentam as bactérias do intestino e que tendem a causar mais desconforto abdominal, além de ter uma “probabilidade maior de distensão abdominal, excesso de gases, constipação intestinal ou até mesmo de diarreia – justamente por causa dessa rápida fermentação que acontece nas bactérias do intestino”, explica Aline.

 

Alho — Foto: Reprodução/Unsplash

Alho — Foto: Reprodução/Unsplash

 

 

 

 

 

 

 

Por - Globo-Receitas

Inteligência artificial pode ser ferramenta de ensino, mostra estudo

Três em cada quatro professores concordam com o uso da tecnologia e inteligência artificial como ferramenta de ensino.

Os docentes também dizem que a tecnologia impactou a educação tanto positivamente, com acesso mais rápido à informação, quanto negativamente, fazendo com que os estudantes fiquem mais dispersos.

Os dados são da pesquisa inédita Perfil e Desafios dos Professores da Educação Básica no Brasil, divulgada nesta quarta-feira (8), pelo Instituto Semesp - entidade que representa mantenedoras de ensino superior. A pesquisa foi realizada entre 18 a 31 de março de 2024, com 444 docentes das redes pública e privada, do ensino infantil ao médio, de todas as regiões do país.

Segundo o levantamento, 74,8% dos entrevistados concordam parcial ou totalmente com o uso da tecnologia e inteligência artificial no ensino. Apesar disso, apenas pouco mais de um terço, 39,2%, dos professores entrevistados disseram que sempre utilizam a tecnologia como ferramenta de ensino.

Embora considerem importante o uso dessas ferramentas, os professores também relatam problemas estruturais e pedagógicos que impedem ou dificultam o uso da tecnologia nas escolas. Há problemas também em relação ao uso excessivo de tecnologias, principalmente pelos alunos. Entre esses problemas estão a falta de internet na escola, a falta de formação dos próprios professores para o uso das tecnologias no ensino e também maior dificuldade para prender a atenção dos alunos.

“Percebo que os alunos ficaram mais dependentes de ferramentas de pesquisa e respostas imediatas e têm dificuldade de ter resiliência, paciência e atuar solucionando problemas”, diz um dos professores que participou da pesquisa e que não foi identificado. Outro afirmou: “A tecnologia avançou, mas, às vezes, o acesso a elas na escola não é satisfatório. Internet ruim. O laboratório de informática é um espaço restrito. Laboratório móvel não tem pacote Office. O uso do celular é inviável pois os estudantes não têm Internet. Agora, até a internet está restrita para os próprios professores na escola”.

Pouco menos da metade dos professores, 45,7%, respondeu que, na escola em que leciona, os professores e alunos têm acesso à tecnologia, como computadores, internet, etc. Outros 7% responderam que ainda não há acesso à tecnologia nas unidades de ensino nas quais trabalham. 

Os professores relatam ainda que, com a presença de tecnologias, os estudantes estão mais dispersos. “A escola não consegue acompanhar o uso das novas tecnologias na velocidade que os estudantes conseguem, o que gera descompasso entre a aula ministrada e a aula que os estudantes querem. O uso desenfreado de redes sociais e a alta exposição dos jovens, as redes estão prejudicando o contato do professor com o aluno”, diz docente que participou do estudo.

Interesse dos jovens

A pesquisa Perfil e Desafios dos Professores da Educação Básica no Brasil faz parte do 14ª edição do Mapa do Ensino Superior no Brasil, que reúne dados oficiais coletados pelo próprio instituto para traçar o cenário atual do setor educacional no país. Esta edição tem como foco principal Cursos de Licenciaturas: cenários e perspectivas.

O mapa inclui dados de levantamento feito pelo Semesp sobre quais carreiras os jovens pretendem seguir. Conforme o levantamento, no ensino superior, a área de computação e tecnologias da informação e comunicação é a mais desejada (30,1%), seguida pela área de saúde e bem-estar (18,1%). O curso de ciência da computação aparece no topo do ranking, desejado por 11,5% dos jovens que participaram do levantamento. Administração (10,8%), direito (3,8%) e medicina (3,4%) aparecem em seguida.

Para aproximar os estudantes que ainda estão no ensino médio do ensino superior, o diretor executivo do Semesp, Rodrigo Capelato, diz que uma proposta é que as instituições possam receber esses alunos em cursos técnicos. Ele defende que isso seja feito no âmbito do programa Pé-de-Meia.

Segundo o Semesp, o Pé-de-Meia trará impacto no aumento da conclusão do ensino médio e, consequentemente, mais estudantes ingressarão no ensino superior. Lançado este ano pelo governo federal, o programa é uma espécie de poupança voltado para estudantes de baixa renda, com o objetivo de estimular que eles não deixem os estudos por questões financeiras.

“Nós temos alguns projetos para o ensino privado colaborar com o Pé-de-Meia, oferecendo para os alunos do programa cursos técnicos dentro das instituições de ensino superior. Isso pode ajudar a diminuir ainda mais a evasão. Acho que o Pé-de-Meia vai ser um grande estimulador disso. Mas, junto com o curso técnico, ajuda o estudante a se manter no ensino médio. Também o traz para uma realidade do ensino superior, a fim de que conheça o que quer nessa etapa de ensino”, afirma.

 

 

 

 

 

Por - Agência Brasil

Oito em cada dez professores já pensaram em desistir da carreira

Oito em cada dez professores da educação básica já pensaram em desistir da carreira.

Entre os motivos estão o baixo retorno financeiro, a falta de reconhecimento profissional, a carga horária excessiva e a falta de interesse dos alunos. Os dados são da pesquisa inédita Perfil e Desafios dos Professores da Educação Básica no Brasil, divulgada nesta quarta-feira (8), pelo Instituto Semesp.

A pesquisa foi realizada entre 18 e 31 de março de 2024, com 444 docentes das redes pública e privada, do ensino infantil ao médio, de todas as regiões do país. Os dados mostram que 79,4% dos professores entrevistados já pensaram em desistir da carreira de docente. Em relação ao futuro profissional, 67,6% se sentem inseguros, desanimados e frustrados.

Entre os principais desafios citados pelos professores estão: falta de valorização e estímulo da carreira (74,8%), falta de disciplina e interesse dos alunos (62,8%), falta de apoio e reconhecimento da sociedade (61,3%) e falta de envolvimento e participação das famílias dos alunos (59%).

Segundo os dados da pesquisa, mais da metade dos respondentes (52,3%) diz já ter passado por algum tipo de violência enquanto desempenhava sua atividade como professor. As violências mais relatadas são agressão verbal (46,2%), intimidação (23,1%) e assédio moral (17,1%). São citados também racismo e injúria racial, violência de gênero e até mesmo ameaças de agressão e de morte. A violência é praticada principalmente por alunos (44,3%), alunos e responsáveis (23%) e funcionários da escola (16,1%).

Apesar disso, a pesquisa mostra que a maioria (53,6%) dos professores da educação básica está satisfeita ou muito satisfeita com a carreira. Os professores apontam como motivos para continuar nas salas de aula, principalmente, o interesse em ensinar e compartilhar conhecimento (59,7%), a satisfação de ver o progresso dos alunos (35,4%) e a própria vocação (30,9%).

“Apesar de todos os problemas é o que eu gosto de fazer e tenho maior capacidade”, diz um dos professores entrevistados, cujo nome não foi revelado. “A paixão pelo processo de ensinar e aprender, contribuindo para a evolução das pessoas”, aponta outro, que também não foi identificado.

Para Lúcia Teixeira, presidente do Semesp, entidade que representa mantenedoras de ensino superior no Brasil, esses dados são importantes porque mostram o que motiva os professores. “Ele fala da sua vocação. Fala do interesse em ensinar, da satisfação de ver o progresso do aluno. São fatores que estão interligados. Tanto a vocação como o interesse em compartilhar o conhecimento e a satisfação de ver o progresso do aluno. Esse é um dado muito importante em termos do perfil daquele que escolhe ser professor”, destaca

Licenciaturas

A pesquisa Perfil e Desafios dos Professores da Educação Básica no Brasil faz parte da 14ª edição do Mapa do Ensino Superior no Brasil, que reúne dados oficiais e coletados pelo Instituto Semesp para traçar o cenário atual do setor educacional no país. Esta edição tem como foco principal Cursos de Licenciaturas: Cenários e Perspectivas.

De acordo com a publicação, o Brasil tem 9,44 milhões de estudantes matriculados no ensino superior. A maioria deles está em instituições privadas (78%). Por lei, pelo Plano Nacional de Educação (PNE), até 2024, o país deveria ter 33% dos jovens de 18 a 24 anos matriculados no ensino superior. Até 2022, essa taxa era 18,9%.

Atualmente, 17% dos alunos do ensino superior cursam alguma licenciatura, o que equivale 1,67 milhões de universitários. Pedagogia aparece como 17° curso com mais estudantes nos cursos presenciais diurnos e como o primeiro curso com mais estudantes em ensino a distância (EAD).

Apesar do grande número de estudantes, os dados mostram que as desistências nesses cursos são altas. Cerca de 60% dos estudantes de licenciaturas na rede privada e 40% dos estudantes da rede pública desistem da formação. Entre os mais jovens, apenas 6,6% dos entrevistados pelo Instituto Semesp têm interesse em cursar cursos da área de educação.

“Nós pensamos que é necessário repensar também o modelo de oferta dos cursos de licenciatura, com essa campanha que estamos fazendo para atrair os jovens para os cursos de licenciatura. Os currículos têm que ter mais prática e mais capacitação para esse uso de tecnologia, a necessidade de financiamento das mensalidades, porque a maioria dos que vão para o curso de licenciatura é de uma classe social mais baixa e, por isso, a necessidade de uma bolsa permanência para o aluno não evadir e não precisar trabalhar”, defende Lúcia Teixeira.

Formação a distância

Recentemente, as altas taxas de matrícula em cursos a distância e a preocupação com a qualidade da formação dos estudantes, especialmente dos futuros professores, levaram o Ministério da Educação (MEC) a buscar uma revisão do marco regulatório da modalidade.

Para o diretor executivo do Semesp, Rodrigo Capelato, a formação presencial pode não ser a única solução. Ele defende uma revisão da avaliação dos cursos. Ainda que seja na modalidade a distância, ele ressalta que os cursos de formação de professores preveem uma carga horária presencial, em estágios, por exemplo.

“Eu acho que o que precisa é melhorar a avaliação dessa presencialidade. Se eu tenho obrigatoriedade de estágios e esses estágios não são cumpridos ou são muito ruins, aí eu tenho um problema. Se é ruim e eu só aumento a carga [horária presencial], eu só vou aumentar a ruindade. Então, eu acho que, primeiro, antes de discutir mais carga presencial ou menos carga presencial, não estou falando que a gente defende ou não defende, mas eu acho que é preciso melhorar esse monitoramento do presencial”, diz.

A pesquisa feita com os docentes pelo Instituto Semesp mostra que 50,1% dos respondentes discordam parcial ou totalmente da afirmação de que o ensino a distância não é adequado. Além disso, para 55,7% dos entrevistados, os cursos de licenciatura devem ser ofertados apenas na modalidade presencial.

 

 

 

 

 

 

Por - Agência Brasil

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