Audiência pública do STF vai discutir abertura de cursos de medicina

Será realizada nesta segunda-feira (17), com transmissão pela TV Justiça e pela Rádio Justiça, uma audiência pública para discutir a exigência de chamamento público antes da autorização para funcionamento de novos cursos de Medicina.

O tema é objeto da Ação Declaratória de Constitucionalidade (ADC) 81 e da Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) 7187, ambas relatadas pelo ministro Gilmar Mendes.

A programação da audiência pública terá exposição de 47 entidades da sociedade civil nas áreas de educação e saúde, universidades, autoridades do Poder Executivo, parlamentares, ex-ministros, secretarias de Saúde, municípios e estudantes de Medicina. Cada exposição terá 10 minutos. A audiência ocorrerá das 9h30 às 12h30 e das 14 h às 20 h, na Sala de Sessões da Primeira Turma do STF.

De acordo com o ministro Gilmar Mendes, a escolha dos participantes se baseou em critérios de representatividade, especialização técnica, diversidade de gênero, expertise e garantia de pluralidade de opiniões, com paridade dos pontos de vista a serem defendidos. No total houve mais de 80 inscritos para participar da audiência pública.
Todos os inscritos, inclusive os que não foram selecionados como expositores, poderão enviar contribuições por escrito, até 17 de outubro para o endereço eletrônico Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.. O material será incorporado ao relatório final da audiência pública. 

O chamamento público é um procedimento feito pela administração pública para selecionar parcerias para executar atividades ou projetos que tenham interesse público. No caso dos cursos de Medicina, ele está previsto no Programa Mais Médicos (Lei 12.871/2013, artigo 3º), sob a responsabilidade do Ministério da Educação.
Na ADC 81, a Associação Nacional das Universidades Particulares (Anup) defende a exigência, enquanto o Conselho de Reitores das Universidades Brasileiras (Crub) sustenta que a medida favorece grandes grupos e viola a autonomia universitária, entre outros princípios.

 

 

 

 

 

 

Por - Agência Brasil

Justiça Eleitoral envia novas urnas para votação no exterior

A Justiça Eleitoral iniciou o envio de 220 novas urnas eletrônicas que serão utilizadas pelos eleitores brasileiros que estão no exterior durante o segundo turno, que será realizado em 30 de outubro. 

A tarefa é do Tribunal Regional Eleitoral (TRE) do Distrito Federal, órgão responsável pelas zonas eleitorais fora do país. 

Os equipamentos vão substituir 95 urnas que apresentaram defeito no primeiro turno. Também serão distribuídas para as seções localizadas fora do Brasil mais 125 urnas de contingência. As máquinas ficarão reservadas para substituição no caso de problemas de funcionamento. A medida evitará o uso de cédulas de papel, medida que poderia atrasar a apuração dos resultados.

As urnas começaram a ser distribuídas na quinta-feira (13) e serão entregues pela empresa de logística DHL em seções eleitorais localizadas na Alemanha, Austrália, Áustria, no Canadá, na Espanha, nos Estados Unidos, no Japão, em Portugal, na Inglaterra, em Moçambique, na Nova Zelândia e Suíça.

Eleitores no exterior

De acordo com a legislação eleitoral, os eleitores brasileiros que estão no exterior votarão somente para presidente da República.

Nas eleições de 2022, mais de 697 mil pessoas estão aptas a votar em outros países, número que representa um aumento de 39,21% em relação a 2018. A votação ocorre em 100 países. Cerca de 990 urnas eletrônicas foram enviadas às seções eleitorais.

Os locais que concentram a maior quantidade de brasileiros aptos ao voto no exterior são Lisboa, Miami e Boston, com 45.273, 20.189 e 37.159 eleitores cadastrados, respectivamente. Os países com o maior número de eleitores brasileiros são, respectivamente: Estados Unidos, Japão e Portugal.

 

 

 

 

 

 

 

 

Por - Agência Brasil

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Feira de ciência aborda alternativas para alimentação de crianças

Quais os caminhos para estimular e motivar as crianças a ter uma alimentação saudável? Esse é o questionamento que a nutricionista da Secretaria de Saúde do Distrito Federal, Sumara Santana, abordará em palestra na quinta edição da feira de ciência e tecnologia Pesquisadores do Futuro: Inclusão de Crianças e Jovens do Distrito Federal e Entorno no Mundo da Ciência. O evento será realizado entre os dias 18 a 21 de outubro.

Segundo a nutricionista, o ato de comer envolve fatores biológicos, históricos, sociais, econômicos, culturais e emocionais. Para ela, o desafio é identificar os caminhos para estimular e motivar as crianças a terem uma alimentação saudável. “Vamos falar de três fatores importantes para construir a motivação interna das crianças e também trazer exemplos bem-sucedidos nessa missão”, ressaltou Santana.

Durante o evento, serão apresentadas palestra e mesa-redonda com o tema Inovar na educação. O painel terá participação de representantes da Secretaria de Saúde do Distrito Federal e dos projetos Hortas Pedagógicas e Plantar, Colher e Cozinhar.

A palestra de Viviane Prets, coordenadora do projeto Plantar, Colher e Cozinhar, de Porto Alegre (RS), partirá do tema Aprender plantando na Educação Infantil e no Ensino Fundamental, com abordagens sobre as experiências vivenciadas no cultivo com hortaliças, da semente até a colheita.

“A festa da colheita é feita mensalmente com a oficina culinária e uso de vegetais colhidos pelas crianças que, ao longo dos meses, são apresentados a novas hortaliças, culminando com a formatura de pequenos horticultores no fim do ano”, explicou Prets.

No caso do Projeto Hortas Pedagógicas (PHP), que vem ganhando espaço em vários estados do Brasil, as linhas de atuação e as experiências serão apresentadas pela coordenadora Keliane Fuscaldi, que atua no Programa Nacional de Agricultura Urbana, no âmbito de Ministério da Cidadania.

Segundo a coordenadora, no estado do Tocantins o programa contribuiu para a formulação de projeto de lei que incentiva as hortas pedagógicas, enquanto no Pará, a horta foi fundamental para promover a segurança alimentar e nutricional de estudantes, suas famílias e comunidades próximas durante a pandemia de covid-19.

De acordo com Warley Nascimento, chefe-geral da Embrapa Hortaliças, que abrirá a feira com a palestra Difusão e popularização da ciência pela Embrapa Hortaliças, a ideia é reduzir a distância entre o ensino e a pesquisa na educação.

Para ele, o painel tem como pano de fundo disseminar e popularizar soluções de pesquisa, desenvolvimento e inovação que possam "impactar positivamente na redução das desigualdades entre os segmentos da sociedade, especialmente os mais vulneráveis".

A partir desta perspectiva, Nascimento aposta na presença de professores, coordenadores, pesquisadores, estudantes e da sociedade em geral para participação nas discussões.

Semana da Ciência

A quinta edição da feira de ciência e tecnologia Pesquisadores do Futuro: Inclusão de Crianças e Jovens do Distrito Federal e Entorno no Mundo da Ciência integra as atividades da Semana Nacional de Ciência e Tecnologia (SNCT), que em 2022 tem como temática o Bicentenário da Independência: 200 anos de Ciência, Tecnologia e Inovação no Brasil.

 

 

 

 

 

 

Por - Agência Brasil

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