Prova do Enade será aplicada a partir das 13h30; portões fecham às 13h

As provas do Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes (Enade) 2023 serão aplicadas neste domingo (26) em todas as unidades federativas. Ao todo, 408.037 estudantes concluintes farão o exame, composto por questões objetivas e discursivas. O fechamento dos portões ocorre às 13h. A aplicação das provas terá início às 13h30 e finalizará às 17h30.

O Enade avalia o rendimento dos concluintes dos cursos de graduação em relação aos conteúdos programáticos previstos nas diretrizes curriculares dos cursos; o desenvolvimento de competências e habilidades necessárias ao aprofundamento da formação geral e profissional; bem como o nível de atualização dos estudantes quanto à realidade brasileira e mundial.

Serve também para compor o perfil do participante do exame e o contexto de seus processos formativos, relevantes para a compreensão dos resultados dos estudantes no exame, bem como para subsidiar os processos de avaliação de cursos de graduação e de instituições de educação superior.

Para o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), o Enade é uma ferramenta que possibilita uma visão mais precisa dos diversos aspectos das condições de oferta dos cursos e da qualidade da educação superior no Brasil.

Em 2023, o Enade avaliará cursos de bacharelado das áreas de agronomia, arquitetura e urbanismo, biomedicina, enfermagem, engenharia ambiental, engenharia civil, engenharia de alimentos, engenharia de computação I, engenharia de controle e automação, engenharia de produção, engenharia elétrica, engenharia florestal, engenharia mecânica, engenharia química, farmácia, fisioterapia, fonoaudiologia, medicina, medicina veterinária, nutrição, odontologia e zootecnia.

Também serão avaliados os cursos superiores de tecnologia das áreas de estética e cosmética; gestão ambiental; radiologia; gestão hospitalar; segurança no trabalho; e agronegócio.

 

 

 

Por Agência Brasil

 

 

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Clima instável desorienta abelhas e afeta produção de mel no país

Em trinta anos de apicultura, o presidente da Associação Gaúcha de Apicultura (AGA), Abenor Furtado, diz que nunca viu uma situação como a vivida este ano no Rio Grande Sul. Com todas as floradas — de árvores nativas ou plantadas — perdidas desde o início da primavera após sucessivas tempestades, ele estima que 80% da produção de mel do Estado, maior produtor do país com mais de 9 mil toneladas em 2022, esteja perdida este ano.

“As informações que eu recebo dos nossos associados não são nada animadoras. É muita mortandade de abelha por causa das intempéries”, relata.

O problema dos apicultores gaúchos se repete em toda a região Sul, responsável por 36,8% das 60,9 mil toneladas produzidas pelo Brasil em 2022. Com o tempo chuvoso ainda em outubro e novembro, intercalado com períodos de calor extremo, as abelhas têm trabalhado menos, resultando em menor produção de mel e menor reprodução.

Com pouco mel, há menor disponibilidade de alimento para as colmeias, que aos poucos têm definhado de fome, afirma o presidente da Federação das associações de apicultores e meliponicultores de Santa Catarina (FAASC), Ivanir Cella.

“Mesmo que consigam sobreviver, as colônias pararam de crescer e as que estavam grandes diminuíram”, comenta o apicultor. Segundo ele, há pelo menos cinco anos a região não tem uma produção regular, reflexo de um clima irregular.

Com as chuvas se estendendo para além de setembro, é como se as abelhas fossem “enganadas”, explica Cella. “O problema é que a rainha está sendo enganada. Quando abre a primeira florada, com o calor, a rainha se apura a colocar bastante ovos e aí é pega ela de calça curta”. Com a população da colmeia em alta e o tempo fechado, o resultado é a escassez e o colapso das colônias.

“Estamos tendo casos de canibalismo, com as abelhas comendo as crias por falta de proteína. Isso seria normal em setembro, mas não nesta época”, observa o presidente da FAASC.

De acordo com o dirigente, os meses de outubro e novembro costumavam ser marcados pelas principais floradas, com cerca de 60% do total do mel colhido. Mas com as chuvas cada vez mais prolongadas essa produção tem se concentrado entre os meses de março e maio, até então considerados o de menor rendimento. “O fato é que não dá pra esperar uma safra boa”.

No Paraná, a previsão também é de que a safra de primavera seja frustrada este ano, dado que em novembro a região já deveria estar colhendo o mel produzido a partir das floradas de setembro e outubro – também frustradas.

“Ano passado, só fomos colher em janeiro e este ano o panorama é praticamente o mesmo”, afirma o gerente de produção da Unimel, Gabriel Ghezzi Munhoz. Com uma produção de 70 toneladas de mel ao ano, a empresa teve uma queda de 60% no volume produzido em 2022 — cenário que deve se repetir em 2023.

“Se der uma melhorada boa no tempo, pode ser que a gente até colha no final do ano com uma segunda safra entre fevereiro e março, mas a tendência é que a gente consiga uma só”, avalia o apicultor.

O calor extremo também tem impactado o comportamento das abelhas no Sul do país. “Elas não conseguem trabalhar direito porque têm que refrigerar a colmeia. Aí, em vez de trabalhar buscando néctar, elas ficam trabalhando para buscar água e batendo asas para se ventilar”, detalha Furtado, da AGA.

Além do aspecto produtivo, os enxames também têm se mostrado mais agressivos, afirma Tiago Luiz Glowaski, associado da Associação Paranaense de Apicultura (APA). Responsável pela retirada de colmeias em áreas urbanas da grande Curitiba, ele tem recebido mais chamados em áreas rurais este ano, onde os ataques, quando ocorrem, costumam ser mais severos diante da dificuldade de as pessoas encontrarem abrigo e proteção.

“O agricultor, para chamar a gente, é porque a coisa não está fácil. Geralmente, eles dão o jeito deles, costumam ser bem mais habilidosos do que nós que somos da cidade, mas se não tiver como resolver, eles vão chamar quem entende”, comenta o apicultor.

Com as abelhas mais estressadas pelo calor, Glowaski tem redobrado o cuidado no manejo dos mais de 200 apiários em que atua. “Para o apicultor, se torna mais perigoso o ataque e ele tem que ser mais cauteloso, usar mais fumaça e buscar trabalhar no horário da tarde ou mais cedo, quando a temperatura está mais amena e as abelhas menos agressivas”, ele orienta.

 

 

 

Por Globo Rural

 

 

Moraes manda soltar preso pelos atos golpistas de 8 de janeiro

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), mandou soltar nesta sexta-feira (24) o réu Geraldo Filipe da Silva, um dos presos pelos atos de golpistas de 8 de janeiro.

Em troca da liberdade, Moraes determinou que o acusado deverá cumprir medidas cautelares diversas de prisão, como uso de tornozeleira eletrônica, proibição de sair do país, suspensão de autorizações de porte de arma e de certificado de colecionador, atirador desportivo e caçador (CAC), entrega do passaporte e apresentação semanal à Justiça.

No dia 7 deste mês, a Procuradoria-Geral da República (PGR) enviou ao Supremo parecer pela absolvição de Geraldo por falta de provas. No entendimento do subprocurador Carlos Frederico Santos, há "dúvida razoável" da participação do réu nos crimes.

“Não há provas de que o denunciado tenha integrado a associação criminosa, seja se amotinando no acampamento erguido nas imediações do QG do Exército, seja de outro modo contribuindo para a execução ou incitação dos crimes e arregimentação de pessoas”, escreveu Santos.

Na segunda-feira (20), o réu Cleriston Pereira da Cunha, que também foi preso pelos atos golpistas, morreu após um mal súbito na penitenciária da Papuda, em Brasília.

Antes da morte, a defesa de Cleriston pediu liberdade a Moraes e citou parecer favorável da PGR favorável à soltura. No entanto, o pedido de soltura não foi analisado.

 

 

 

 

 

 

 

Por - Agência Brasil

Brasil é eliminado da Copa do Mundo de futebol sub-17

A seleção brasileira se despediu da Copa do Mundo de futebol sub-17. A eliminação do Brasil nas quartas de final da competição disputada na Indonésia veio após derrota de 3 a 0 para a Argentina nesta sexta-feira (24) em Jacarta.

O triunfo da equipe argentina teve um destaque, o camisa 10 Echeverri, que marcou os três gols dos hermanos na partida. Com o revés a seleção brasileira cumpriu uma campanha com três vitórias e duas derrotas.

“Um sentimento de tristeza muito grande. Precisamos reconhecer o mérito que o adversário teve hoje. Sair de uma Copa do Mundo do jeito que foi, penso que não condiz com o que esses meninos fizeram ao longo desses dois anos. Deixo aqui que nós temos a certeza de ter grandes jogadores. O futuro do futebol brasileiro pode esperar algo positivo”, afirmou o técnico Phelipe Leal após o revés.

 

 

 

Por Agência Brasil

 

 

Investimentos no Tesouro Direto somam R$ 3,325 bilhões em outubro

As vendas de títulos do Tesouro Direto superaram os resgates em R$ 659,6 milhões em outubro deste ano. Segundo dados divulgados nesta sexta-feira (24), em Brasília, pelo Tesouro Nacional, as vendas de títulos atingiram R$ 3,325 bilhões.

Já os resgates totalizaram R$ 2,666 bilhões, todos relativos a recompras de títulos públicos. Não houve resgates por vencimentos, quando o prazo do título acaba e o governo precisa reembolsar o investidor com juros.

Os títulos mais procurados pelos investidores foram os corrigidos pela Selic - a taxa básica de juros - que corresponderam a 62,8% do total. O interesse por papéis vinculados aos juros básicos é justificado pelo alto nível da taxa Selic.

Em março de 2021, o Banco Central (BC) começou a elevar a Selic. A taxa - que estava em 2% ao ano, no menor nível da história - saltou para 13,75% ao ano. Em agosto deste ano, o BC iniciou o ciclo de redução da Selic, hoje em 12,25%. Mesmo com a expectativa de queda dos juros básicos neste semestre, os investidores continuam a comprar esses títulos.

Já os papéis vinculados à inflação (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo – IPCA) tiveram participação de 26,1% nas vendas, enquanto os prefixados - com juros definidos no momento da emissão - representaram 11,1%.

O estoque total do Tesouro Direto alcançou R$ 125 bilhões no fim de outubro, com aumento de 1,3% na comparação com o mês anterior (R$ 123,4 bilhões) e de 23,4% em relação a outubro do ano passado (R$ 101,2 bilhões).

Investidores

Quanto ao número de investidores, 360.887 novos participantes cadastraram-se no programa no mês passado. O número de investidores atingiu 26.161.352, alta de 21,3% nos últimos 12 meses. O total de investidores ativos - com operações em aberto - chegou a 2.427.088, aumento de 15,4% em 12 meses. No mês, o acréscimo foi de 23.598 investidores ativos.

A procura do Tesouro Direto por pequenos investidores pode ser observada pelo considerável número de vendas até R$ 5 mil, que corresponderam a 84,3% do total de 582.581 operações ocorridas em outubro. Só as aplicações de até R$ 1 mil representaram 63,1%. O valor médio por operação foi de R$ 5.708,87.

Os investidores têm preferido papéis de médio prazo. As vendas de títulos com prazo de um a cinco anos representaram 32,4% e aquelas com prazo de cinco a dez anos, 49,7% do total. Os papéis de mais de dez anos de prazo chegaram a 17,9% das vendas.

O balanço completo do Tesouro Direto está disponível na página do Tesouro Nacional na internet.

Fonte de recursos

O Tesouro Direto foi criado em janeiro de 2002 para popularizar a aplicação e permitir que pessoas físicas adquirissem títulos públicos diretamente do Tesouro Nacional - pela internet - sem intermediação de agentes financeiros. O aplicador só precisa pagar uma taxa para a corretora responsável pela custódia dos títulos.

Mais informações podem ser obtidas no site do Tesouro Direto.

A venda de títulos é uma das formas que o governo tem de captar recursos para pagar dívidas e honrar compromissos. Em troca, o Tesouro Nacional se compromete a devolver o valor com um adicional que pode variar de acordo com a Selic, os índices de inflação, o câmbio ou uma taxa definida antecipadamente no caso dos papéis prefixados.

 

 

 

 

 

 

Por - Agência Brasil

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