Agro do Brasil opera com baixo apoio estatal em relação a outros países

Diante das mudanças climáticas e dos riscos crescentes à segurança alimentar, as maiores economias do planeta bateram recorde em subsídios ao setor agropecuário durante a pandemia, segundo estudo da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE).

Já o Brasil vai contra a tendência, no time dos países com uma agricultura competitiva no mercado internacional e que opera com baixo apoio estatal.

De acordo com a OCDE, foram injetados US$ 851 bilhões ao ano em subsídios ao setor, entre 2020 e 2022, um volume considerado recorde pela entidade, que analisou a tendência em 54 países.

Alguns especialistas consideram, no entanto, que, por atrás do discurso de garantia da segurança alimentar, esses países principalmente transferiram renda para grupos econômicos e produtores rurais, os quais, de outra forma, deixariam de ser competitivos em vários nichos internacionais.

“A maior concentração de subsídios ocorre nas economias mais ricas, e não é naturalmente para conter a insegurança alimentar, mas para garantir um determinado nível de renda e padrão de vida aos produtores locais. Com isso, visam proteger a produção local da concorrência dos produtores de fora, com destaque para os das economias emergentes”, avalia o economista Felippe Serigati, pesquisador do Centro de Estudos do Agronegócio da FGV.

Um dos efeitos da estratégia, diz Serigati, é o encarecimento das commodities no mercado internacional, o que distorceria a concorrência internacional. “Ao dificultar o comércio com os países emergentes, esses deixam de gerar renda aos seus produtores, criando-se um conjunto de distorções. E é justamente a turma dos países emergentes que fica mais exposta à insegurança alimentar”, considera o economista.

Serigati concorda com a avaliação da OCDE, a partir do estudo realizado periodicamente, segundo o qual melhor seria rever os apoios financeiros, com menor peso aos mecanismos tradicionais, como suporte artificial de preços, para liberar recursos para adaptação às mudanças climáticas.

“Um volume de recursos que poderia ser alocado para mitigar uma série de problemas está sendo alocado justamente para garantir uma competitividade de forma artificial, como um anabolizante para esses produtores”, diz o economista da FGV.

Além do volume crescente mundo afora, o estudo da OCDE também destaca a concentração dos subsídios, com China, Índia, EUA e União Europeia responsáveis por 36%, 15%, 14% e 13%, respectivamente. Juntos, somam 78% do total de subsídios.

“Desses, a China foi a única a ampliar o volume de recursos em relação ao PIB, talvez devido à memória de fome que o país possui”, comenta Serigati.

Já os subsídios brasileiros, de cerca de US$ 8,2 bilhões ao ano no período estudado, são apontados pela OCDE como historicamente baixos e inferiores à média dos países da OCDE.

O Brasil, avalia entidade, possui uma “agricultura exportadora competitiva, com baixos níveis de subsídios e proteção” e “preços domésticos quase que totalmente alinhados aos internacionais”.

Segundo a OCDE, entre 2020 e 2022, os subsídios brasileiros representaram cerca de 3,1% da receita bruta dos produtores, com queda em relação a duas décadas atrás, quando o indicador ficou em 7,6%.

No caso dos subsídios brasileiros, Serigati explica que a maior parcela deles decorre dos recursos do Plano Safra, a partir da oferta de crédito a juros menores do que os praticados no sistema financeiro. E defende que seria o caso de reforçar os subsídios dados ao seguro rural, justamente um dos mecanismos existentes para reduzir os efeitos das mudanças climáticas.

“O seguro rural é fundamental não apenas para o produtor. Se um evento climático adverso pega uma região relevante, toda aquela região tem redução de renda, como no caso do comércio varejista e todo o setor de serviços local, todo mundo sente este impacto. E o programa de seguro rural tem um efeito multiplicador muito grande. Por isso, se for para alocar uma fração adicional de recursos, minha sugestão é justamente no programa do seguro rural, dado o desenho que temos”, considera Serigati.

 

Inovação

Apesar do crescimento no volume total de subsídios, o levantamento da OCDE chama atenção para a redução persistente do apoio financeiro nos países pesquisados a inovação, biossegurança e infraestrutura, que ficaram 12,5% no período de 2020 a 22, porém com queda ainda maior, de 16%, em relação ao início dos anos 2000.

Avesso à intervenção estatal, o secretário-geral da OCDE, Mathias Cormann, criticou a forma como os países têm lançado mão dos subsídios. “Essas medidas distorcem o comércio, investimento e alocação da produção, minando tanto o valor de acesso ao mercado como os benefícios dos mercados competitivos e do comércio aberto”, afirmou.

A OCDE recomenda eliminar gradualmente as políticas que dificultem os ajustes de produção, como no caso das políticas de sustentação de preços, sugerindo priorizar o envolvimento do governo na gestão de riscos agrícolas.

Defende ainda que os países invistam na adaptação às alterações climáticas e na transição para uma agricultura e sistemas alimentares mais sustentáveis e resilientes. E incentivem a conservação da biodiversidade, entre outras iniciativas que reduzam a necessidade de apoio financeiro ao agro.

 

 

 

Por Globo Rural

 

 

Haddad pede mais tempo para definir meta fiscal

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, e seus auxiliares têm buscado convencer o Palácio do Planalto de que é preciso "mais tempo" para perseguir a meta fiscal. Diante disso, o prazo pedido pela equipe econômica, nas últimas conversas com a cúpula do governo, é março de 2024, quando o Executivo divulga o 1º Relatório de Avaliação de Receitas e Despesas Primárias de 2024.

A proposta é rechaçada, no entanto, pela Casa Civil, que tem tentado influenciar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva na direção contrária.

Ao tentar postergar o debate da meta para o ano que vem, o objetivo da equipe de Haddad é ter em mãos informações certeiras sobre um possível desequilíbrio orçamentário e, consequentemente, a necessidade ou não de contingenciamento. Na prática, isso significaria aprovar o projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2024 sem alteração no déficit, tese que também enfrenta resistência dos parlamentares.

 

 

 

Por Valor Investe

 

 

Mega-Sena sorteia nesta quarta-feira prêmio de R$ 105 milhões

As seis dezenas da Mega-Sena serão sorteadas nesta quarta-feira (1º), a partir das 20h (horário de Brasília), no Espaço da Sorte, em São Paulo, com transmissão ao vivo pelo canal da Caixa no YouTube e no Facebook das Loterias Caixa. 

O sorteio do concurso 2.651 ocorre excepcionalmente hoje, devido ao feriado do Dia de Finados, nesta quinta-feira (2). O prêmio está acumulado e estimado em R$ 105 milhões 

Caso apenas um ganhador ganhe o prêmio principal e aplique todo o valor na poupança, receberá R$ 625,4 mil de rendimento no primeiro mês.  

As apostas podem ser feitas até as 19h (horário de Brasília) nas casas lotéricas credenciadas pela Caixa, em todo o país ou pela internet. O jogo simples, com seis dezenas marcadas, custa R$ 5. 

 

 

 

 

 

Por - Agência Brasil

Conheça como são preparadas e distribuídas as provas do Enem

Nos próximos dois sábados - 5 e 12 de novembro -, mais de 3,9 milhões de candidatos vão fazer as provas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) em todo o país.

A realização do exame conta com a participação de quase meio milhão de pessoas, entre os processos de elaboração, impressão, armazenamento, distribuição e aplicação das provas.

As questões que compõem a prova são definidas ainda no final do primeiro semestre. Tudo começa com a publicação de um edital para a seleção de colaboradores para a produção dos itens da prova. Os itens, como são chamadas as questões, são elaborados conforme os parâmetros do Enem e do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep).

Após passar por revisores e especialistas, cada questão é testada antecipadamente por um grupo de estudantes e classificada de acordo com a dificuldade. Assim, é possível compor várias provas do Enem, com temas diferentes, mas com o mesmo nível de dificuldade. O processo é sigiloso e os estudantes não sabem que estão respondendo a possíveis questões do Enem.

Os itens aprovados passam a integrar o Banco Nacional de Itens (BNI), que é um repositório de questões que fica à disposição do Inep para uso em futuras provas do Enem. Para ter acesso ao BNI, é preciso seguir um protocolo de segurança. Todos os servidores e colaboradores com autorização de acesso aos itens assinam termos de sigilo e confidencialidade.

O Enem é composto por uma prova de redação e quatro provas com 45 questões objetivas cada: linguagens, matemática, ciências humanas e ciências da natureza.

Impressão e distribuição 

Após concluída a escolha das questões, a prova é enviada para a gráfica que tem um esquema de segurança máxima. A diagramação é feita por colaboradores dentro de uma sala segura. A videoprova em libras é gravada em um estúdio montado dentro do ambiente Físico Integrado Seguro, situado no Inep.

A distribuição das provas para todas as capitais começa no início do quarto trimestre, com escolta da Polícia Federal ou da Polícia Rodoviária Federal. As provas são encaminhadas para galpões logísticos de segurança máxima e ficam sob vigilância até o dia da aplicação.

Os malotes com as provas, já separados por sala e local de aplicação, são lacrados ainda na gráfica e só podem ser abertos após o fechamento dos portões.

 

 

 

 

 

 

Por -Agência Brasil

Mais de 5 mil denúncias de agressões a idosos são registradas no país

Mais de 5 mil denúncias de maus-tratos contra idosos foram registradas no país durante o mês de outubro. No mesmo período, 11.500 vítimas foram atendidas e 182 pessoas foram presas.

Esses foram alguns dos dados da Operação Virtude, de combate à violência contra idosos, apresentados nesta terça-feira (31), pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública. O Estatuto da Pessoa Idosa completou 20 anos em outubro.

O ministro da Justiça e Segurança Pública, Flávio Dino, salientou que os números de violência contra os idosos são altos no país. Ele citou o último censo que revela que a população brasileira está, em média, cada vez mais velha. Para ele, a tendência é existirem mais ações de proteção a idosos, como a Operação Virtude.

“Vimos agora indicadores do IBGE mostrando o crescimento da faixa etária da população. Provavelmente, essas operações relativas às pessoas idosas constituem, na verdade, uma tendência”, disse.

Entre as violações registradas pela Polícia Civil que a operação buscou combater, estão: exploração, negligência e discriminação praticada contra a pessoa idosa.  

A Operação Virtude contou com apoio da Ouvidoria Nacional dos Direitos Humanos, por meio do Disque 100, e da Secretaria Nacional dos Direitos da Pessoa Idosa.

 

 

 

 

Por - Agência Brasil

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