A Operação Nacional Mata Atlântica em Pé teve inicio em todo o país na última segunda-feira e terminou nesta quarta dia 12.
Aqui no Paraná uma balanço parcial aponta que as ações de fiscalização em quatro municípios (Guarapuava, Inácio Martins, Pinhão e Prudentópolis) já constatou desmatamento de 121 hectares de floresta.
Só na segunda-feira, primeiro dia da Operação, houve cinco autuações ou notificações e interdição de quatro áreas com uma pessoa presa. Até o momento são 38 ocorrências. Em 12 casos foram identificadas ações ilegais. Foram abordadas 102 pessoas. Os resultados finais da operação serão apresentados hoje a tarde. De 2016 para 2017 foram 1643 hectares desmatados somente no Paraná. 240 imóveis foram vistoriados na primeira fase da operação, em 2016, no Estado. Segundo o promotor Alexandre Gaio, a nova fase da operação deve trazer informações atualizadas para cobrar responsabilidades.
O bioma da Mata Atlântica está presente em 17 estados brasileiros e cobre 13% do território nacional, onde vivem aproximadamente 140 milhões de pessoas, que dependem das funções ambientais dela.
A operação foi realizada simultaneamente em 15 estados. Os donos das propriedades onde estão sendo confirmados os cortes ilegais serão autuados e poderão responder criminalmente. O valor das multas ultrapassa até o momento R$ 200 mil. Em muitos locais, afirmam os policiais, a vegetação típica deu lugar a pastos para animais. (Com CBN)
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Em 2017, o país teve safra recorde de cereais, leguminosas e oleaginosas, chegando a 238,4 milhões de toneladas. Os dados estão na Pesquisa Agrícola Municipal (PAM) ? 2017, divulgada na quinta dia 13, pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).
O aumento foi de 28,2% na comparação com 2016, com crescimento da área colhida em 5,9%. Segundo o IBGE, a produtividade foi impulsionada pelas condições climáticas favoráveis, depois de um ano influenciado pelo fenômeno El Niño.
Soja
A soja responde por 48,1% da produção do grupo, seguida do milho, com 41%.
Um dos destaques, segundo o gerente de agricultura do IBGE, Alfredo Guedes, é o avanço da soja sobre a Região Norte - com produção de 5 milhões de toneladas e atrás apenas do açaí. "A soja não entra direto sobre as áreas de floresta. Geralmente, essas áreas já deixaram de ser floresta há alguns anos, eram pastagens, e os produtores tiram a pastagem e colocam a soja".
Milho
A área plantada do milho cresceu 10,4%, o que elevou a produção em 52,3%, alcançado safra recorde de 97,7 milhões de toneladas. Porém, o crescimento não se refletiu no valor da produção, que somou R$ 32,9 bilhões, ante os R$ 37,7 bilhões de 2016. A explicação é a quebra de safra naquele ano, que elevou o valor da saca para R$ 29,15 em média. Com a volta das chuvas e da normalidade em 2017, o produtor recebeu R$ 13,89 por saca.
Arroz e feijão
A produção de arroz teve aumento de 17,4% e a de feijão 15,9%, o que resultou em queda no valor ao consumidor final, após o aumento de preço em 2016. O país produziu, em 2017, 12,5 milhões de toneladas de arroz e 3 milhões de toneladas de feijão. A redução no valor da produção de feijão foi de 56,9%, com R$ 6,9 bilhões no total. No arroz, o valor ficou em R$ 9,8 bilhões, aumento de 12,6% em relação ao ano anterior.
Somados, os 14 produtos do grupo cereais, leguminosas e oleaginosas respondem por 77,4% da área colhida no país e 54,6% do valor de produção.
Fruticultura
Os 23 produtos frutíferos pesquisados pelo IBGE somaram R$ 38,9 bilhões em 2017, um aumento de 4,6% em relação a 2016 e um novo recorde. O destaque é a laranja, com R$ 8,6 bilhões, 2% a mais do que no ano anterior. A área colhida de laranja foi de 631,7 mil hectares, sendo que 77,8% estão nos estados de São Paulo, Bahia e Minas Gerais.
Guedes explica que o açaí foi incluído na pesquisa a partir da safra de 2016 e apresenta dados surpreendentes, alcançando o posto de terceiro lugar na produção de frutas. Na pesquisa, é levado em conta o açaí plantado, excluída a produção extrativista.
A gente já vinha monitorando, mas só incorporou ele em 2016, retroagindo os dados a 2015. A gente já vinha acompanhando o consumo do açaí pela população, que vinha aumentando bastante, e 2017 veio a confirmar que continua o crescimento do consumo e produção do açaí, que se encontra principalmente na Região Norte.
A produção de açaí em 2017 foi de 1,3 milhão de toneladas, com valor total da produção de R$ 5,5 bilhões. Isso elevou o Pará ao posto de segundo estado produtor de frutas, com crescimento de 25,1% no valor de produção no ano, chegando a R$ 6,8 bilhões. O Pará também se destacou com o aumento de 49,9% na colheita de laranja, de 107,9% no limão e de 2.462,4% de tangerina.
São Paulo é o principal produtor de frutas, com destaque para a laranja; e o Rio Grande do Sul vem em terceiro, tendo como principal produto a uva.
Em 2017, o país produziu 17,5 milhões de toneladas de laranja, 6,7 milhões de toneladas de banana, 1,9 milhão de toneladas de uva e 1,5 milhão de toneladas de abacaxi. (Com Agência Brasil)
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O candidato à Presidência pelo PSL, Jair Bolsonaro, foi submetido no final da noite desta quarta dia 12, a uma cirurgia para correção de aderência na região abdominal. Após mais de uma hora de operação, o Hospital Albert Einstein informou na madrugada desta quinta dia 13, que o procedimento foi "bem-sucedido".
A assessoria do hospital informou ainda que maiores detalhes serão fornecidos nesta quinta-feira por volta das 10h em um novo boletim médico. A cirurgia foi acompanhada pela mulher de Bolsonaro, Michelle, que está em São Paulo, e por assessores.
Agravamento
Bolsonaro vinha experimentando melhoras no seu estado clínico. Depois de passar os últimos dias sem febre nem sinais de infecção e submetido a medidas de prevenção de trombose venosa, Bolsonaro teve um agravamento do quadro de saúde ao longo desta quarta dia 12.
Terça dia 11, havia recebido alta da Unidade de Terapia Intensiva (UTI), passando para uma unidade de cuidados semi-intensivos. Além disso, iniciou a alimentação por via oral, que foi suspensa depois dos problemas apresentados.
Nesta quarta-feira, o candidato reclamou de dores e náuseas, o que fez os médicos retomarem a alimentação via venosa, suspendendo a ingestão de alimentos.
Por volta das 22h30, o Hospital Albert Einstein informou que o candidato seria submetido a uma cirurgia, pois apresentou "distensão abdominal progressiva e náuseas, foi submetido a uma tomografia de abdômen".
Bolsonaro fez o exame que mostrou a presença da obstrução e a indicação foi o tratamento cirúrgico.
Orações
Pouco depois da cirurgia, o deputado estadual Flávio Bolsonaro (PSL), filho do candidato confirmou que a operação terminou bem. "A cirurgia de emergência acabou bem, graças a Deus! Meu pai está pagando um preço muito alto por querer resgatar o Brasil, está literalmente dando seu sangue".
Durante o procedimento, Flávio Bolsonaro postou nas redes sociais que o pai passava por nova cirurgia e pedia orações. "Seu estado ainda é grave."
Ataque
No último dia 6, em Juiz de Fora, Minas Gerais, Bolsonaro levou uma facada na região abdominal no momento em que estava em campanha de rua na cidade. Ele foi atendido pela Santa Casa de Juiz de Fora e passou por cirurgia.
Os médicos constataram uma lesão de uma veia na região do abdômen, perfuração no intestino grosso, com contaminação fecal, controlada, além de o intestino delgado também ter sido afetado. Foram feitas suturas.
A equipe médica optou por uma colostomia temporária para evitar uma infecção no intestino grosso. O candidato foi transferido para o Hospital Albert Einstein na sexta-feira (7), a pedido da família. Lá, foi mantido o mesmo procedimento.
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Um homem matou o próprio filho, um bebê de 6 meses, na madrugada desta quarta dia 12 com um tiro no peito, no município de Luziânia, em Goiás.
O crime aconteceu depois do assassino ter se irritado com a recusa da mulher para fazer sexo com ele. Maycon Salustiano, de 25 anos, foi preso em flagrante e confessou o crime. A criança chegou a ser levada para uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA), mas não resistiu aos ferimentos.
À polícia, Maycon afirmou que tinha intenção de transar com a mulher, mas ela não quis. Ao ser contrariado, ele foi para outro cômodo e pegou uma garrucha calibre 22 e ameaçou atirar no bebê, que estava no berço no quarto do casal. De acordo com a delegada Caroline Matos, responsável pelo caso, Maycon perguntou se a mãe da criança duvidava de que ele seria capaz de disparar. Ela pediu para o marido manter a calma, mas não adiantou. Após dar seu depoimento, a mulher foi liberada.
— Os pais do Michael contaram ter ingerido drogas e bebidas alcoólicas antes de dormir. A mãe do bebê disse que seu marido acordou e falou nada com nada, tentou manter relação sexual com ela, e ela negou. Os dois começaram a discutir, quando o homem pegou uma arma, uma garrucha calibre 22, e voltou para o quarto. Primeiro apontou para a mulher, que pediu para ele manter calma, e depois apontou para criança, que estava no berço. O Maycon teria ficado indagando a Jennifer se ela duvidava do que ele faria — disse Matos.
A Polícia Militar foi acionada por uma vizinha por volta de 1h30 desta quarta-feira, que afirmou ter ouvido gritos de uma mulher pedindo socorro. No entanto, a mãe do bebê disse que não se lembra de ter gritado. Para a delegada, isso pode significar que ela tenha ficado em estado de choque. O bebê deu entrada na UPA cerca de 2h depois, mas ainda não se sabe ao certo o horário do disparo.
— A gente não sabe dizer o tempo que levou do disparo até a criança ser socorrida. A entrada na UPA foi por volta das 3h30. A mãe alega que depois do disparo teve um apagão, não sabe dizer se desmaiou ou dormiu, nem por quanto tempo. Quando acordou, correu para a UPA, mas o bebê já estava em óbito — afirmou a delegada, acrescentando que não foram encontrados antecedentes criminais contra o pai da vítima.
De acordo com a Polícia Civil, Maycon foi autuado em flagrante por homicídio, mas pode ainda ser também indiciado por ter ameaçado a mulher. (Com Extra)
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A Executiva Nacional do PT aprovou nesta terça dia 11, o nome do ex-prefeito de São Paulo Fernando Haddad como novo candidato da legenda a presidente. O nome da deputada estadual Manuela D’Ávila (PCdoB-RS) como vice também foi aprovado.
A votação é apenas um trâmite burocrático, já que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, líder do partido, já havia dado sua benção a Haddad. Lula deixa a disputa em razão da decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) de barrar sua candidatura em razão da Lei da Ficha Limpa.
O anúncio oficial será feito na tarde desta terça em frente à Superintendência da PF (Polícia Federal) em Curitiba, onde Lula cumpre sua pena em função do processo do tríplex.
Em pesquisa Datafolha divulgada nesta segunda-feira (10), Haddad teve 9% das intenções de voto, atrás de Jair Bolsonaro (PSL) e empatado tecnicamente com Marina Silva (Rede), Ciro Gomes (PDT) e Geraldo Alckmin (PSDB). No Datafolha de 22 de agosto, último em que seu nome apareceu, Lula liderava com folga: ele tinha 39% das intenções de voto. (Com Yahoo Notícias)
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Os 13 candidatos à Presidência da República declararam ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) ter arrecadado R$ 143 milhões.
Desse montante, R$ 92,7 milhões são recursos públicos do Fundo Especial de Financiamento da Campanha (FEFC), o que representa 64,8% do total. Até o momento, o candidato Cabo Daciolo (Patri) não declarou movimentação financeira à Justiça Eleitoral.
Os candidatos têm prazo de 72 horas para informar à Justiça Eleitoral as doações recebidas para financiamento da campanha. Nesta quinta dia 13, os partidos e os candidatos devem fazer a prestação de contas parcial da movimentação financeira ocorrida do início da campanha até o último sábado dia 08. Segundo o TSE, a ausência de informações sobre doação financeira recebida ou gasto contratado será examinada no julgamento da prestação de contas de cada candidato.
Pelo Artigo 29, da Lei 9054/1997, "a inobservância do prazo para encaminhamento das prestações de contas impede a diplomação dos eleitos, enquanto perdurar". A legislação prevê ainda que eventuais dívidas de campanha poderão ser assumidas pelo partido do candidato.
Maior arrecadação
Segundo dados disponíveis no portal do TSE, o tucano Geraldo Alckmin foi o presidenciável que informou maior arrecadação até este momento: R$ 46,3 milhões, sendo 97,9% do Fundo Especial de Financiamento de Campanha. O candidato declarou despesas de R$ 9,4 milhões, boa parte com impressão de material (R$ 7,2 milhões) e transporte (R$ 1,3 milhão).
O candidato Henrique Meirelles (MDB) faz questão de dizer que está financiando pessoalmente a sua campanha. Meirelles declarou ter destinado R$ 45 milhões para a eleição presidencial, bem como despesas de R$ 39,1 milhões. Mais da metade desse total - R$ 24,7 milhões - foi gasto na produção dos programas de rádio e televisão, além de R$ 5,3 milhões para a criação e inclusão de páginas na internet.
De acordo com o PT, a campanha presidencial recebeu R$ 20,6 milhões, sendo R$ 20 milhões do fundo especial. O restante foi de financiamento coletivo. O partido, que ainda não tem candidato a presidente homologado pela Justiça Eleitoral, informou ao TSE ter gasto cerca de R$ 19,8 milhões, sendo R$ 14,5 milhões na produção dos programas para o horário gratuito.
A campanha petista destinou R$ 900 mil para o escritório Aragão e Ferraro Advogados Associados que faz a defesa da candidatura do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Horário eleitoral
O candidato Ciro Gomes (PDT) declarou ter arrecadado pouco mais de R$ 10 milhões, quase a totalidade do fundo especial. Cerca de R$ 53.649 é de financiamento coletivo. O PDT declarou despesas de R$ 1,4 milhão, sendo R$ 1,3 milhão para impressão de material de campanha e confecção de adesivos.
Segundo a Rede, a campanha de Marina Silva recebeu R$ 6,1 milhões - 87% do FEFC - e gastou pouco mais de R$ 1,8 milhão, especialmente na produção dos programas do horário eleitoral.
O candidato Guilherme Boulos (PSOL) arrecadou quase R$ 6 milhões - 99,7% do FEFC - e gastou R$ 2,4 milhões, principalmente com pagamento de serviços de advocacia e assessoria, além da produção dos programas de rádio e televisão.
A campanha de Alvaro Dias (Podemos) disse ter recebido R$ 5,1 milhões: 62% do fundo especial. Mais R$ 1,9 milhão foi doado por pessoas físicas, incluindo o candidato ao Senado na coligação de Dias, Oriovisto Guimarães, empresário do setor de ensino que destinou R$ 1,7 milhão para a campanha presidencial. Dias informou despesas da ordem de R$ 5 milhões - valor aplicado especialmente na produção do horário eleitoral gratuito e nos deslocamentos pelo país.
Financiamento coletivo
O candidato João Amoêdo (Novo) dispensou os recursos públicos para a campanha. Amoêdo informou ao TSE uma arrecadação de R$ 1,3 milhão de doações de pessoas físicas e financiamento coletivo, além de despesas de R$ 172.698, especialmente com impressão de material. José Maria Eymael (DC) declarou ter recebido R$ 828 mil e gasto R$ 42 mil com serviços de contabilidade.
A campanha de Jair Bolsonaro (PSL) informou ao TSE uma arrecadação de R$ 685.611, sendo R$ 334.044 repassados pelo partido e R$ 332.867 de financiamento coletivo. O candidato declarou despesas contratadas em valor superior ao arrecadado até este momento - R$ 825.683. Uma fatia desse montante destina-se ao pagamento de serviços de terceiros (R$ 347.500) e à produção do programa eleitoral (R$ 240.000).
Os dados disponíveis no portal do TSE mostram que o candidato João Goulart Filho (PPL) arrecadou R$ 431.800 e aplicou R$ 320.380 na campanha eleitoral. A candidata Vera Lúcia (PSTU) recebeu R$ 401.835 - 99,5% do fundo especial. Até o momento a candidata disse ter gasto R$ 30.440. (Com Agência Brasil)
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