Posse do Ministro da Saúde, Nelson Teich

O Governo brasileiro realiza na manhã desta sexta dia 17, a solenidade de posse do novo Ministro da Saúde, Nelson Teich.

 

O ex-Ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, agradeceu e se despediu do cargo onde permaneceu por 16 meses, desde janeiro de 2019. Mandetta descreve que pegou o SUS (Sistema Único de Saúde) com muitos problemas e precisou intensificar os trabalhos e ressalta que não existe saúde sem economia.

 

"Criamos pela primeira vez nestes 31 anos do SUS a secretaria nacional de atenção primária e demos os seis passos de restruturação do sistema: a criação da secretaria, a ampliação do sistema de saúde na hora, os médicos pelo Brasil com métrica de trabalho para que o profissional seja reconhecido, também o financiamento da atenção primária para medir também pela primeira vez o que país faz em saúde. Se saúde é investimento, todo investimento precisa ser medido para saber do seu retorno a sociedade", disse em discurso o ex-ministro.

 

Mandetta oficializou sua saída do ministério via redes sociais na tarde de quinta dia 16, quando disse que ouviu a fala do presidente Jair Bolsonaro sobre seu desligamento. Nelson Teich assume o posto. ( Com Catve)

 

 

 

Educação vai adotar tradução simultânea de libras em aulas EaD

A Secretaria de Estado de Educação e do Esporte anunciou que a partir de quarta dia 22, as aulas EaD terão tradução simultânea de libras. A novidade chega após a Secretaria buscar por melhores alternativas que incluíssem as mais diversas demandas dentro da educação.

 

Os estudantes da rede estadual de Educação que possuem a necessidade de um tradutor poderão acompanhar seus estudos sem ser prejudicados.

 

O secretário estadual da Educação, Renato Feder, diz que alunos com necessidades especiais que não conseguiram acompanhar todo o material das duas primeiras semanas de aulas à distância não serão prejudicados. “O aluno pode, com calma, resolver as atividades que já foram passadas e enviar ao professor no seu tempo”, afirmou. “Como o conteúdo já lecionado não terá tradução, entendemos que ele precisará de um tempo maior para o término do exercício, mas a partir de quarta-feira os próximos conteúdos e videoaulas virão com tradução, o que já facilita para o estudante”, acrescentou.

 

Segundo ele, o Estado está passando por um período excepcional que também exige medidas excepcionais. Diz que as aulas EaD são a solução encontrada para que os estudantes do Paraná não tenham seu ano letivo prejudicado. “A equipe da Secretaria está trabalhando muito para que o conteúdo chegue com qualidade aos nossos alunos nesse momento tão difícil”, afirmou o secretário Renato Feder.

 

AULAS EAD – As aulas na modalidade EaD foram a alternativa encontrada para que os cerca de 1 milhão de estudantes da rede não tenham seu processo de ensino e aprendizagem prejudicado. Os colégios só serão reabertos quando a situação for considerada segura pelas autoridades sanitárias.

 

A proposta foi desenvolvida respeitando a Constituição Federal e o conceito de amplo acesso à educação. Vale ressaltar que houve ampla aceitação por parte do Conselho Estadual de Educação (CEE), que deliberou de forma favorável por 17 votos a um.

 

MAIORES AVANÇOS NA INCLUSÃO – “Sabemos que a tradução em libras é apenas uma das demandas que precisamos melhorar e garanto que estamos fazendo o possível para continuar avançando e melhorando o sistema Ead para o conforto dos alunos”, disse o secretário. (Com CGN)

 

 

 

 

 

 

Bolsonaro anuncia Nelson Teich como ministro da Saúde

O presidente Jair Bolsonaro anunciou, na tarde desta quinta dia 16, o médico Nelson Teich como novo ministro da Saúde, no lugar de Luiz Henrique Mandetta, que ficou pouco mais de 16 meses no cargo. Teich assume o cargo em meio à pandemia do novo coronavírus, que já infectou mais de 30 mil pessoas no país, levando cerca de 1,9 mil pacientes a óbito. Em um pronunciamento no Palácio do Planalto, ao lado do novo auxiliar, Bolsonaro ressaltou que é preciso combinar o combate à doença com a recuperação econômica e garantia de empregos, e defendeu uma descontuidade gradativa do isolamento social em vigor em todo o país.

 

"O que eu conversei com o doutor Nelson é que gradativamente nós temos que abrir o emprego no Brasil. Essa grande massa de humildes não tem como ficar presa dentro de casa, e o que é pior, quando voltar, não ter emprego. E o governo não tem como manter esse auxílio emergencial e outras ações por muito tempo", afirmou.

 

De acordo com Bolsonaro, houve um "divórcio consensual" entre ele e Mandetta, e destacou que o ex-ministro "se prontificou a participar de uma transição a mais tranquila possível, com a maior riqueza de detalhes que se possa oferecer".

 

Em seu discurso após o presidente, Nelson Teich disse que não haverá uma definição "brusca ou radical" sobre a questão das diretrizes para o isolamento social, mas enfatizou que a pasta deve tomar decisões com base em informações mais detalhadas sobre o avanço da pandemia no país. Nesse contexto, ele defendeu um amplo programa de testagem para a covid-19 e ressaltou que está completamente alinhado ao presidente Jair Bolsonaro, na perspectiva de retomar a normalidade do país o mais breve possível.

 

"Existe um alinhamento completo aqui, entre mim e o presidente, e todo o grupo do ministério, e que realmente o que a gente está aqui fazendo é trabalhar para que a sociedade retome cada vez mais rápido uma vida normal", disse.

 

Perfil
O novo ministro da Saúde é médico oncologista e empresário do setor. É natural do Rio de Janeiro, formado pela Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ), com especialização em oncologia no Instituto Nacional de Câncer (Inca). Também é sócio da Teich Health Care, uma consultoria de serviços médicos.

 

Teich chegou a atual como consultor informal na campanha eleitoral de Bolsonaro, em 2018, e foi assessor no próprio Ministério da Saúde, entre setembro do ano passado e janeiro deste ano.

 

Repercussão
A troca no comando do Ministério da Saúde repercutiu entre políticos, representantes da área médica e da sociedade civil. O presidente da Câmara, Rodrigo Maia, e o do Senado, Davi Alcolumbre, ambos do mesmo partido de Mandetta, divulgaram nota conjunta elogiando o trabalho do médico à frente da pasta, classificando-o como “guerreiro”.

 

“O trabalho responsável e dedicado do ministro foi irreparável. A sua saída, para o país como um todo, nesse grave momento, certamente não é positiva e será sentida por todos nós”, declararam os comandantes das duas casas do Congresso Nacional.

 

Partidos e lideranças do Congresso também divulgaram comunicados com avaliações positivas sobre o ex-ministro e sua gestão como o líder do PSDB na Câmara, deputado Carlos Sampaio (SP), a bancada do PSB na Câmara, o primeiro-vice-presidente do Senado, Antonio Anastasia (PSD-MG) e o DEM.

 

Já deputados da base do governo, como o líder do governo na Câmara, major Vitor Hugo (PSL-GO), a deputada Carla Zambelli (PSL-SP) e o senador Flávio Bolsonaro (PRB-RJ) elogiaram a mudança e deram boas-vindas ao novo ministro em seus perfis nas redes sociais.

 

O governador de São Paulo, João Dória, disse que a troca é uma “perda para o Brasil” e desejou sorte ao novo ministro, recomendando que “siga procedimentos técnicos e atenda às recomendações da OMS”. Eduardo Leite, governador do Rio Grande do Sul, lamentou a saída de quem “coordenou com competência a política de enfrentamento à covid-19”.

 

A Associação Médica Brasileira (AMB) divulgou nota em apoio a Nelson Teich e informou que participou da reunião entre ele e o presidente Jair Bolsonaro ocorrida na manhã de hoje.

 

“É um nome que conta com nosso total apoio e pelo qual temos muita simpatia. Respeitado na classe médica, eminentemente técnico, gestor e altamente preparado para conduzir o Ministério da Saúde”, afirma o presidente da entidade, Lincoln Ferreira.

 

Já o Conselho Nacional de Saúde, órgão do SUS com a participação de diversos segmentos da sociedade, considerou “irresponsável” a demissão de Mandetta frente ao cenário de agravamento da pandemia no território nacional.

 

“A decisão reafirma que o governo sobrepõe o discurso econômico diante da vida da população, no momento em que se aprofundam as contradições da sociedade já marcada pela desigualdade e pela exploração humana, em especial para as populações mais vulnerabilizadas, que podem ter aumento exponencial em número de óbitos por serem as que mais sofrem os efeitos desta conjuntura”, diz o texto do órgão.

 

A Oxfam Brasil, organização da sociedade civil, expressou “preocupação” com a substituição no que chamou de momento crucial da gestão da crise da saúde pública provocada pelo coronavírus. (Com Agência Brasil)

Caixa paga hoje auxílio emergencial para 3,3 milhões de pessoas

A Caixa Econômica Federal paga hoje dia 17, a 1.359.786 beneficiários do Bolsa Família cujo último digito do Número de Identificação Social - NIS - é igual a 2.

 

Também nesta sexta-feira, ela deposita o auxílio emergencial de R$ 600 para 1.958.268 de pessoas nascidas em setembro, outubro, novembro e dezembro (inscritas no Cadastro Único que não recebem Bolsa Família).

 

O crédito será feito na conta poupança digital da Caixa aberta pelo banco para cada beneficiário.

 

Saque em dinheiro


O auxílio emergencial começará a ser sacado em dinheiro no próximo dia 27. Os saques ocorrerão conforme o mês de nascimento do beneficiário. A medida visando reduzir os efeitos do coronavírus na economia brasileira.

 

As retiradas ocorrerão no dia 27 para os nascidos em janeiro e fevereiro, no dia 28 para os nascidos em março e abril, dia 29 para os nascidos em maio e junho e no dia 30 para os nascidos em julho e agosto. Em maio, será a vez de os nascidos em setembro e outubro sacar o benefício no dia 4; e os nascidos em novembro e dezembro, no dia 5.

 

O dinheiro poderá ser retirado sem a necessidade de cartão em casas lotéricas, caso elas estejam abertas, e em caixas eletrônicos.

 

A Caixa informou que não é necessário retirar o dinheiro porque o valor depositado na poupança digital pode ser movimentado por meio do aplicativo Caixa Tem, para pagamento de boletos e contas domésticas e para transferências ilimitadas para contas da Caixa, permitindo até transferências mensais gratuitas para outros bancos nos próximos 90 dias.

 

Bolsa família
Os beneficiários do Bolsa Família começam a receber o auxílio emergencial hoje, nos casos em que o valor é mais vantajoso que o recebido pelo programa de transferência de renda. (Com Agência Brasil)

 

O pagamento será feito para os beneficiários com Número de Identificação Social – NIS 1. Amanhã, será a vez de 1.359.786 famílias com NIS 2. Os valores serão creditados de acordo com o NIS até o dia 30 deste mês, quando será pago para aqueles com NIS 0. (Com Agência Brasil)

Sicredi: Em meio à pandemia, brasileiros reforçam reserva financeira e aumentam investimento na poupança

Em março, o Banco Central registrou R$ 12 bilhões a mais em depósitos do que retiradas da aplicação. Em todo o Sistema Sicredi, os investimentos na poupança somaram mais de R$ 850 milhões, maior incremento dos últimos três anos

 

Investimento tradicional dos brasileiros, a caderneta de poupança registrou o melhor desempenho do ano no último mês. Segundo dados do Banco Central, os depósitos superaram as retiradas em mais de R$ 12 bilhões, demonstrando que os brasileiros estão mais cautelosos em meio à pandemia do coronavírus, redescobrindo a importância de fazer uma reserva financeira.

 

Em todo o Sistema Sicredi, a poupança registrou um incremento de mais de R$ 850 milhões, o maior desempenho dos últimos três anos na instituição financeira cooperativa, que está presente em mais de 22 estados e no Distrito Federal. Só na Central Sicredi PR/SP/RJ, houve um incremento de quase R$ 450 milhões. “O cenário econômico atual tem exigido investimentos mais seguros por parte dos brasileiros, o que impactou positivamente nos resultados da poupança. Neste momento, é importante fazer uma reserva para lidar com possíveis imprevistos ou planejar com mais segurança os investimentos futuros”, afirma a gerente de Desenvolvimento de Negócios da Central Sicredi PR/SP/RJ, Adriana Cássia Zandoná França.

 

Enquanto outros investimentos apresentam instabilidade, principalmente devido ao impacto econômico do coronavírus, a poupança está rendendo cerca de 2,625% em 2020, com a atual fórmula de rendimento - considerando a redução da Selic para 3,75% ao ano. “A modalidade é uma boa opção para quem não quer correr riscos, por oferecer uma remuneração garantida, com disponibilidade de resgate imediato em casos de emergência”, explica Adriana.

 

Outro fator que contribuiu para o crescimento nos depósitos da poupança do Sicredi, de acordo com o diretor, é a confiança dos associados na instituição financeira. “Os brasileiros precisam guardar e investir o seu dinheiro em uma instituição sólida e que coloque o investidor no controle do seu patrimônio. Além disso, com o modelo de negócio que adotamos, transparente e participativo, as pessoas se sentem ainda mais seguras”, destaca.

 

Com mais de 4,4 milhões de associados, 28 mil colaboradores e cerca de 1.800 agências, o Sicredi possui a maior rede bancária dos estados do Rio Grande do Sul, Paraná, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, além de ser a única instituição financeira presente em mais de 100 municípios do Brasil. A instituição fechou o ano de 2019 com R$ 111 bilhões de ativos totais, R$ 17,5 bilhões em patrimônio líquido e R$ 3 bilhões de resultado líquido. O salto na carteira de crédito total foi de aproximadamente R$ 71 bilhões, com depósitos totais na casa dos R$ 70 bilhões.

 


Por Assessoria

Governo do Estado repassa mais R$ 319,3 milhões para a Saúde

O governador Carlos Massa Ratinho Junior autorizou nesta quarta dia 15, crédito suplementar de R$ 319,3 milhões para a Secretaria de Estado da Saúde apoiar os municípios nas estratégias de enfrentamento contra o novo coronavírus. Os recursos serão usados para infraestrutura das unidades próprias, leitos contratados para apoiar o atendimento no sistema público, compra de equipamentos, materiais e pagamento do quadro funcional.

 

“É uma soma expressiva que vai agilizar o planejamento do Estado no combate ao coronavírus. Tomamos decisões diárias para conter a pandemia e nossa estrutura está ganhando corpo, com novos leitos, profissionais e equipamentos. Esse é um reforço importante para diminuir o impacto da doença sobre a população paranaense”, afirmou Ratinho Junior.

 

Essa rubrica é resultado da interrupção do pagamento de seis meses das parcelas da dívida do Paraná com a União. No final de março, o Governo do Estado conseguiu uma liminar no Supremo Tribunal Federal (STF) que suspendeu os repasses desde que os recursos fossem direcionados parra o combate ao novo coronavírus. O Estado ainda pleiteia junto ao governo federal o adiamento das parcelas por doze meses.

 

Em março, a Secretaria da Fazenda já havia liberado R$ 100 milhões para utilização em ações de enfrentamento à pandemia. Esses recursos se somam a injeções financeiras extraordinárias com apoio da Assembleia Legislativa do Paraná (R$ 37,7 milhões), do Ministério Público do Trabalho (R$ 6,5 milhões), do Tribunal de Justiça do Paraná (R$ 50 milhões), do Tribunal de Contas do Estado (R$ 15 milhões) e da Defensoria Pública do Paraná (R$ 8 milhões).

 

REDE DE ATENDIMENTO - O Paraná tem uma rede contratada de hospitais próprios, municipais, universitários, de santas casas, privados e privados-filantrópicos para atender a demanda estadual de atendimento. Nove hospitais são considerados estratégicos em Curitiba, Cascavel, Francisco Beltrão, Londrina, Paranaguá, Ponta Grossa, Foz do Iguaçu, Maringá e Umuarama.

 

Os hospitais regionais de Guarapuava (Centro-Sul), Ivaiporã (Vale do Ivaí) e Telêmaco Borba (Campos Gerais) vão se incorporar a essa rede nos próximos 45 dias com mais 210 leitos (50 de UTI e 160 enfermarias) para reforçar o atendimento nessas regiões. As três estruturas ficariam prontas apenas no final do ano e as obras foram adiantadas para que atendam doentes com infecções causadas pelo novo coronavírus.

 

Até quinta  dia 09, o Governo do Estado havia contratado 419 novos leitos adultos de UTI em todas as regiões, incluindo áreas dos hospitais universitários de Londrina, Maringá, Cascavel e Ponta Grossa. A Secretaria da Saúde tem capacidade orçamentária para contratar mais 629 novos leitos adultos de UTI em toda a rede hospitalar para uso de pacientes do SUS que necessitem tratamento para a Covid-19.

 

Nas últimas semanas o Governo do Estado também autorizou a contratação de 362 novos servidores. Eles já finalizaram as avaliações médicas e estão atuando nos municípios. (Com AEN)

 

 

 

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