Valor das vendas industriais atingiu R$ 2,6 tri em 2018, mostra IBGE

O valor das vendas industriais no país atingiu R$ 2,6 trilhões em 2018, de acordo com a Pesquisa Industrial Anual Produto (PIA Produto), divulgada hoje dia 18, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Foram pesquisados 3.400 produtos fabricados pelas 32,5 mil empresas com 30 ou mais pessoas ocupadas e suas 39 mil unidades locais industriais. A PIA Produto constitui a principal fonte de informações sobre a produção de bens e serviços industriais no Brasil.

 

O ranking das atividades em 2018, em comparação ao ano anterior, foi liderado pela fabricação de produtos alimentícios, cuja participação no valor de vendas alcançou 16,9%. A fabricação de produtos químicos aparece em segundo lugar, com 10,3%, seguido da fabricação de coque, de produtos derivados de petróleo e de biocombustíveis (10,1%).

 

Os maiores aumentos de participação no valor das vendas, em relação a 2017, foram observados na fabricação de coque, de produtos derivados de petróleo e de biocombustíveis, da ordem de 1 ponto percentual, seguido de extração de petróleo e gás natural (0,9 pp) e de metalurgia (0,7 pp). A maior queda na participação no valor de vendas foi registrada na fabricação de produtos alimentícios (-1,8 pp).

 

A pesquisa do IBGE mostra que os dez maiores produtos ou serviços industriais representaram, em conjunto, 20,8% do valor das vendas em 2018. A liderança coube a óleos brutos de petróleo e diesel, cujas participações atingiram 3,4% e 3,2%, espectivamente.

 

Cem maiores


De acordo com a pesquisa, os 100 produtos industriais com maior valor de vendas registraram, em 2018, receita de R$ 1,4 trilhão ou o equivalente a 54,7% do total das unidades locais industriais das empresas com 30 trabalhadores ou mais pessoas ocupadas. Os maiores ganhos de posição no ranking foram observados nos produtos zinco e ligas de zinco em formas brutas (lingotes, placas), que passaram da 152ª posição para a 93ª colocação, nafta (da 112ª para 69ª), ligas de alumínio em formas brutas (da 111ª para 84ª), caminhão-trator (cavalo mecânico) para reboques e semirreboques (da 56ª para 30ª) e máquinas para colheita (da 105ª para 80ª).

 

Em contrapartida, as maiores perdas de posição foram sentidas em sabões ou detergentes em pó (da 68ª para 100ª colocação) e leite em pó (da 63ª para 90ª).

 

Análise regional


A sondagem revela ainda que tomando por base o fator regional, a participação na distribuição do valor de vendas no período 2009/2018 aumentou em todas as regiões brasileiras, à exceção do Sudeste, onde caiu de 62% para 55,4%. O destaque positivo foi para as regiões Nordeste, que subiu de uma participação de 8,6%, em 2009, para 11%; Norte, de 6,6% para 6,9%; Sul, de 18,8% para 20,2%; e Centro-Oeste, de 4% para 6,5%.

 

Os principais produtos no valor de vendas em cada grande região, no ano da pesquisa, foram minério de ferro no Norte, com participação de 19,3%; carne bovina fresca ou refrigerada no Centro-Oeste (12,6%); óleos brutos de petróleo no Sudeste (6,1%); óleo diesel no Nordeste (5,9%); e óleo diesel no Sul (3,9%).

 

A PIA Produto mostrou também que, à exceção de óleos brutos de petróleo da Região Sudeste, que entraram no ranking entre 2009 e 2018, todos os principais produtos citados que lideraram a participação no valor de vendas nas quatro demais regiões subiram na década analisada. (Com Agência Brasil)

 

 

 

 

 

Usuários do Google Chrome são alvo de ataque cibernético

Um ataque de spyware recém-descoberto mirou 32 milhões de downloads de extensões do navegador de internet Google Chrome, disseram pesquisadores da Awake Security, destacando a falha do setor de tecnologia em proteger browsers apesar de serem cada vez mais usados para acesso a emails, folhas de pagamento e outras funções sensíveis.

 

O Google disse que removeu mais de 70 extensões maliciosas da Chrome Web Store depois de ser alertado pelos pesquisadores no mês passado.

 

"Quando somos alertados sobre extensões na Web Store que violam nossas políticas, agimos e usamos esses incidentes como material de treinamento para melhorar nossas análises automáticas e manuais", disse o porta-voz do Google, Scott Westover, à Reuters.

 

A maioria das extensões gratuitas pretendia alertar os usuários sobre sites questionáveis ou converter arquivos de um formato para outro. Em vez disso, eles extraíram o histórico de navegação e os dados que forneciam credenciais para acesso a ferramentas corporativas.

 

Com base no número de downloads, foi o ataque de maior alcance na Chrome Store até o momento, segundo o cofundador e cientista-chefe da Awake, Gary Golomb.

 

O Google se recusou a discutir como o spyware se compara a ataques anteriores, a amplitude dos danos ou por que a empresa não detectou e removeu as extensões comprometidas por conta própria.

 

Não ficou claro que grupo está por trás do esforço de distribuição do malware. A Awake disse que os desenvolvedores forneceram informações de contato falsas quando enviaram as extensões ao Google.

 

Se alguém usar o Chrome infectado por uma dessas extensões em um computador doméstico, o malware transmitirá as informações roubadas da máquina, afirmaram os pesquisadores. Em redes corporativas, que incluem serviços de segurança, o computador não envia os dados confidenciais nem se conectará a versões falsas de sites, segundo eles.

 

Todos os domínios em questão, mais de 15 mil que eram conectados entre si, foram comprados de uma pequena empresa em Israel, Galcomm, conhecida formalmente como CommuniGal Communication. A Awake disse que a Galcomm deveria saber o que estava acontecendo.

 

Em um e-mail, o proprietário da Galcomm, Moshe Fogel, disse à Reuters que sua empresa não havia feito nada errado.

 

"A Galcomm não está envolvida e não cumpre nenhuma atividade maliciosa", escreveu Fogel. "Você pode dizer exatamente o contrário: cooperamos com os órgãos policiais e de segurança para impedir o máximo que pudermos." (Com Agência brasil)

 

 

 

Covid-19: OMS espera produção de milhões de doses da vacina neste ano

 A Organização Mundial da Saúde (OMS) espera que centenas de milhões de doses de uma vacina contra a Covid-19 possam ser produzidas neste ano e dois bilhões de doses até o final de 2021, disse a cientista-chefe Soumya Swaminathan, nesta quinta dia 18.

 

A OMS está elaborando planos para ajudar a decidir quem deveria receber as primeiras doses uma vez que uma vacina seja aprovada, afirmou a cientista.

 

A prioridade seria dada a profissionais da linha de frente, como médicos, pessoas vulneráveis por causa da idade ou outra doença e a quem trabalha ou mora em locais de alta transmissão, como prisões e casas de repouso.

 

"Estou esperançosa, estou otimista. Mas o desenvolvimento de vacinas é uma empreitada complexa, ele envolve muita incerteza", disse. "O bom é que temos muitas vacinas e plataformas, então, se a primeira fracassar ou se a segunda fracassar, não deveríamos perder a esperança, não deveríamos desistir."

 

Cerca de 10 vacinas em potencial estão sendo testadas em humanos na esperança de que uma possa se tornar disponível nos próximos meses para prevenir a infecção. Países já começaram a fazer acordo com empresas farmacêuticas para encomendar doses antes mesmo de se provar que alguma vacina funciona.

 

Swaminathan descreveu o desejo por milhões de doses de uma vacina ainda neste ano como otimista, acrescentando que a esperança de até dois bilhões de doses de até três vacinas diferentes no ano que vem é um "grande se".

 

A cientista afirmou que os dados de análise genética coletados até agora mostraram que o novo coronavírus ainda não passou por nenhuma mutação que alteraria a gravidade da doença que causa. (Com Agência Brasil)

 

 

 

 

 

Pandemia leva Macapá a inaugurar ala em hospital universitário

O Hospital da Universidade Federal de Macapá (Unifap) inaugurou uma ala para se tornar referência no tratamento da covid-19 no estado. As obras do novo hospital vêm sendo feitas desde dezembro de 2016, mas agora, pela necessidade urgente de tratamento dos infectados pelo novo coronavírus, a ala foi aberta.

 

O total do investimento feito pelo Ministério da Educação foi de R$ 172 milhões. Ao todo, são 30 leitos para adultos, dois para crianças e quatro para indígenas, num corredor exclusivo para eles, com direito a redes na enfermaria. No novo hospital há 34 respiradores e mais seis de reserva. “Temos mais respiradores que leitos”, diz o administrador Sávio Sarquis, funcionário do governo do estado.

 

Inaugurado no dia 5 de junho, o hospital universitário teve, em 12 dias, 22 pacientes que receberam alta (uma delas uma criança indígena) e somente dois óbitos por covid-19. “Pouco mais de 50 pacientes já estiveram internados aqui conosco. Todos vêm referenciados, ou seja, antes já estavam internados em outro lugar. Agora temos 12 pacientes na UTI”, disse explicou Sarquis.


Para que o novo hospital tivesse um corpo clínico maior, as Forças Armadas abriram um programa de voluntariado. Assim, 12 militares profissionais de saúde, entre médicos, enfermeiros e técnicos, aceitaram o desafio de assistir à população civil de Macapá, além de indígenas da região.

 

É o caso da médica Fabiana Grossi Machado, que saiu de Porto Alegre. No Norte do país, ela usou sua experiência para fazer um procedimento inédito: uma ultrassonografia pulmonar. “Como médica e como militar, me move ajudar e cooperar, estar onde o povo precisa da gente. Não podemos nos esconder”.

 

O apoio médico-militar chegou dos estados do Rio Grande do Sul e Rio de Janeiro. A enfermeira Thaís Fioravanti, primeira-tenente do Exército, aceitou o desafio. Largou temporariamente o Hospital Geral de Santa Maria (RS) e foi para Macapá. “Logo no segundo dia em que estávamos aqui, um paciente teve alta. A gratidão dele nos deu força para continuar”, afirmou.

 

A psicóloga maranhense Sabla Figueiredo contou um dos “segredos” da rápida recuperação dos infectados no Hospital Universitário: “Fizemos até festa de aniversário para uma paciente. Ela queria comer churrasco. Nós providenciamos. Num momento em que o paciente está fragilizado, tudo ajuda na recuperação”.

 

Camilo Teles, fisioterapeuta intensivista do estado, se contaminou ao tratar de pacientes em outro centro de saúde. “Atuei por dois meses na Unidade 01 até ser contaminado e ter 30% do pulmão comprometido. A doença evoluiu e logo já estava com 50% de comprometimento”.

 

No hospital, ele foi tratado por três médicos e conseguiu ter alta. Em casa, no bairro Santa Rita, em Macapá, ao lado dos familiares, ele ainda está frágil, mas sem a doença. “Hoje eu me sinto cansado quando faço esforço, mas me mantenho de forma estável. Cada dia melhor, exame de uma pessoa saudável. Logo, logo, estaremos na linha de frente para continuar a guerrear”, disse Camilo, demonstrando ainda faltar fôlego para uma entrevista curta.

 

Até essa quarta-feira (17), o Amapá contabilizava mais de 18.600 casos confirmados de coronavírus; - 338 pessoas morreram e mais de 8 mil se recuperaram. Esses números podem aumentar com a abertura do comércio da capital Macapá.

 

Se isso acontecer, o administrador Sávio Sarquis garante que o hospital está preparado. “Nós estamos abrindo os leitos escalonadamente”.

 

Segundo Sarquis, para quem está na linha de frente desta guerra, a tática é uma só: não ter medo. “Há o risco de contaminação, mas você tem de esquecer e fazer o que deve que ser feito. Os pacientes já estão angustiados e ansiosos. Cabe a nós fazer com que eles fiquem calmos e tranquilos”, disse Thaís Fioravanti. (Com Agência Brasil)

 

 

 

 

Abertura de empresas cai 29,5% em abril, mostra Ministério da Economia

A crise gerada pela pandemia de covid-19 na economia levou a acentuada queda na abertura de empresas em abril, segundo o Ministério da Economia, que divulgou hoje dia 18, o Boletim do Mapa de Empresas. Em abril deste ano, foram abertas 189.878 empresas, queda de 29,5% na comparação com igual mês de 2019.

 

Por outro lado, os fechamentos de empresas chegaram a 58.623, queda de 41,1% na comparação com abril de 2019 (99.468).

 

Segundo o secretário especial adjunto de Desburocratização, Gestão e Governo Digital, Gleisson Rubin, uma das possibilidades para a queda no fechamento de empresas pode ser o fechamento de juntas comerciais devido à necessidade de isolamento social ou a postergação da decisão dos empreendedores em virtude das medidas de socorro às empresas anunciadas pelo governo.

 

De acordo com o secretário, ainda é preciso esperar os próximos resultados para verificar a tendência para a abertura e fechamento de empresas. “Abril foi o mês com maiores percentuais de isolamentos social, consequentemente o efeito sobre a atividade econômica foi mais severo. Já em maio nós observamos o início da retomada da atividade produtiva e isso pode vir a impactar os indicadores de abertura de empresa e também o fechamento”.

 

De janeiro a abril, foram abertas 1.038.030 empresas, o que representa aumento de 1,2% em relação ao último quadrimestre de 2019 e queda de 1,1% quando comparado com o primeiro quadrimestre de 2019. No mesmo período, foram fechadas 351.181 empresas, queda de 6,6% no quantitativo de empresas fechadas se comparado com o último quadrimestre de 2019 e recuo de 12% em relação ao mesmo período no ano anterior. Com esses resultados, o saldo positivo ficou em 686.849 empresas abertas, recorde na série histórica iniciada em 2010. O número total de empresas ativas chegou a 18.466.444.

 

Segundo Rubin, o resultado do quadrimestre indica que o período anterior à pandemia “mostrava forte retomada a atividade empreendedora”.

 

Estados


São Paulo é o estado com o maior número de empresas no Brasil, com 5,2 milhões, sendo 295 mil abertas no primeiro quadrimestre de 2020. Em seguida aparecem Minas Gerais com quase 2 milhões de empresas, 115 mil abertas no 1º quadrimestre, e o Rio de Janeiro com 1,7 milhão das quais 101 mil foram abertas no período.

 

O estado de Mato Grosso foi o que apresentou o maior crescimento percentual de empresas abertas no primeiro quadrimestre de 2020, com aumento de 19,1% em relação ao último quadrimestre de 2019 e 5,8% quando comparado com o primeiro quadrimestre de 2019. Por outro lado, o estado de Pernambuco registrou a maior queda: 10,9% em relação ao último quadrimestre de 2019 e queda de 2,1% em relação ao primeiro quadrimestre de 2019. O estado de São Paulo registrou o maior número de empresas fechadas: 97 mil empresas.

 

Tempo de abertura


O tempo para abertura de uma empresa no país é, em média, de 3 dias e 21 horas, uma melhora, com redução de 14 horas (13,1%) em relação ao último quadrimestre de 2019.

 

O Distrito Federal foi a unidade da federação que apresentou o menor tempo de abertura de empresas neste primeiro quadrimestre de 2020: 1 dia e 1 hora, uma diminuição de 2 dias e 7 horas (68,8%) em relação ao último quadrimestre de 2019.

 

No mesmo período, o estado da Bahia registrou o maior tempo de abertura de empresas no Brasil: 10 dias e 8 horas, ainda assim há uma diminuição de 4 dias e 8 horas (29,5%) em relação ao último quadrimestre de 2019.

 

Atividades econômicas


Entre as atividades mais exploradas pelas empresas abertas estão Cabeleireiros, manicure e pedicure, com 55.984 empresas abertas, crescimento de 9,1% em relação ao último quadrimestre de 2019 e queda de 7% em relação ao 1º quadrimestre do ano passado. Nesse segmento, 825.026 empresas ativas.

 

O Comércio varejista de artigos do vestuário e acessórios teve 51.064 empresas abertas, queda de 14,4% em relação ao 3º quadrimestre de 2019 e de 14,6% em relação ao 1º quadrimestre do ano passado. São 1.101.983 empresas ativas.

 

No caso da Promoção de vendas, foram 43.275 empresas abertas, queda de 2,6% em relação ao 3º quadrimestre do ano passado e crescimento de 13,5% em relação ao 1º quadrimestre de 2019, com 364.780 empresas ativas). (Com Agência Brasil)

 

 

 

 

Receita recebeu até hoje 20,3 milhões de declarações de IR

A Receita Federal recebeu até às 11h de hoje dia 18,  20.351.406 declarações de Imposto de Renda da Pessoa Física. A expectativa é de que 32 milhões de declarações sejam entregues esse ano.

 

A Receita alerta que os contribuintes não deixem a entrega para última hora. Se perderem o prazo, os contribuintes estarão sujeitos ao pagamento de uma multa mínima de R$ 165,74 e máxima de 20% do imposto devido.

 

Segundo a Receita, o quanto antes a declaração for regularmente enviada, mais rápidos serão o processamento e a restituição.

 

Para quem tiver dúvidas ou dificuldades no preenchimento da declaração, a Receita Federal, em parceria com diversas instituições de ensino, tem o Núcleo de Apoio Contábil e Fiscal (NAF). Segundo a Receita, por meio dele, o contribuinte recebe atendimento virtual e gratuito, para esclarecimentos.

 

A entrega, que devia ser feita até o dia 30 de abril, poderá ser realizada até 30 de junho. No site da Receita, também estão disponíveis orientações sobre a Declaração do IRPF 2020. (Com Agência Brasil)

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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