A Lei nº 14.040/2020 foi publicada hoje dia 19, no Diário Oficial da União (DOU) com seis vetos. A medida desobriga as escolas de educação básica e as universidades de cumprirem a quantidade mínima de dias letivos neste ano, em razão da pandemia da covid-19.
O texto, originado da Medida Provisória nº 934/2020, havia sido aprovado no Congresso no dia 23 de julho e foi sancionado na noite de ontem dia 18, pelo presidente Jair Bolsonaro. Os vetos serão analisados pelos parlamentares, que poderão mantê-los ou derrubá-los.
Quatro dos dispositivos vetados por Bolsonaro - parágrafos 7º e 8º do Artigo 2º e parágrafos 1º e 2º do Artigo 6º - dizem respeito à obrigatoriedade da União em prestar assistência técnica e financeira aos estados, municípios e Distrito Federal para a oferta aulas e atividades pedagógicas a distância e para implementar as medidas sanitárias necessárias ao retorno às atividades presenciais.
Em mensagem ao Congresso, também publicada nesta quarta-feira no DOU, a Presidência informou que a medida é inconstitucional pois as despesas excederiam os créditos orçamentários ou adicionais. Segundo o texto, mesmo a Emenda Constitucional nº 106, que flexibiliza regras fiscais, administrativas e financeiras durante a pandemia, “não estabeleceu dotação orçamentária específica para o combate à covid-19”.
A nova lei dispensa os estabelecimentos de educação infantil de cumprir tanto os 200 dias obrigatórios do ano letivo quanto a carga mínima de 800 horas exigidos pela Lei de Diretrizes e Bases da Educação. Já as escolas de ensino fundamental e médio terão de cumprir a carga horária exigida em lei, mas ficam dispensadas de cumprir o mínimo de 200 dias letivos.
Para assegurar que o conteúdo curricular dos estudantes seja aplicado com a diminuição dos dias letivos, o Conselho Nacional de Educação editará diretrizes nacionais para implantar a regra, segundo a Base Nacional Comum Curricular e sem prejuízo da qualidade do ensino e da aprendizagem. A critério dos sistemas de ensino, o cumprimento da carga horária deste ano poderá ser feito no ano que vem ou poderão ser desenvolvidas atividades pedagógicas não presenciais.
No próximo ano letivo, os sistemas de ensino também estão autorizados a matricular novamente os alunos que concluíram o ensino médio para cursarem o último ano escolar, de forma suplementar. A medida tem caráter excepcional e fica condicionada à disponibilidade de vagas na rede pública.
De acordo com a lei, a União, os estados, municípios e o Distrito Federal implementarão estratégias de retorno às atividades escolares regulares nas áreas de educação, de saúde e de assistência social. Nesse sentido, os estudantes que fizerem parte de grupos de riscos para covid-19 terão atendimento espacial, sendo garantido aos estudantes das redes públicas programas de apoio, de alimentação e de assistência à saúde, entre outros.
Mesmo com o ano letivo sendo afetado pela pandemia, serão mantidos os programas públicos suplementares de atendimento aos estudantes da educação básica e os programas públicos de assistência estudantil da educação superior.
Enem
O presidente Bolsonaro também vetou o dispositivo que prevê que o Ministério da Educação (MEC) deverá ouvir as secretarias estaduais de Educação para definir a nova data do Exame Nacional de Ensino Médio (Enem). Além disso, o Artigo 5º, vetado integralmente, prevê que os processos seletivos das instituições de ensino superior que tenham aderido ao Sistema de Seleção Unificada (Sisu) e ao Programa Universidade para Todos (Prouni) serão compatibilizados com a divulgação dos resultados do Enem.
Para a Presidência, a medida viola o pacto federativo, uma vez que é prerrogativa do governo federal a definição da data do exame. “No entanto, essa prerrogativa não afasta a manutenção de diálogo entre os entes federados. Ademais, ao condicionar os processos seletivos de acesso aos cursos das instituições de educação superior aderentes ao Sisu e ao Prouni com a divulgação do resultado do Enem poderá prejudicar os alunos que não o fizeram e muitos que não o farão em função da pandemia, bem como poderá inviabilizar que outros tantos alunos de baixa renda possam ingressar no Prouni”, diz a mensagem.
O Sisu é o sistema do MEC que seleciona, baseado na nota do Enem, os estudantes que ingressarão nas universidades públicas aderidas. Já o Prouni é o programa do governo federal que oferece bolsas de estudos em instituições privadas de ensino superior, de acordo com a renda do estudante.
Educação superior
As instituições de ensino superior também não serão obrigadas a cumprir os 200 dias letivos, mas a carga horária prevista da grade curricular de cada curso deve ser cumprida. Pelo texto, não deverá haver prejuízo aos conteúdos essenciais para o exercício da profissão e as atividades pedagógicas não presenciais também serão admitidas para completar a carga horária.
A nova lei também autoriza a antecipação da conclusão de cursos específicos da área de saúde, desde que cumpridos alguns requisitos. No caso de medicina, o aluno precisa ter cumprido 75% da carga horária do internato. Nos cursos de enfermagem, farmácia, fisioterapia e odontologia, o mínimo corresponde a 75% da carga horária dos estágios curriculares obrigatórios.
A mesma regra será aplicada aos cursos de educação profissional técnica de nível médio caso tenham relação ao combate à pandemia. O estudante precisará ter cumprido pelo menos 75% da carga horária dos estágios curriculares obrigatórios.
Merenda escolar
O último dispositivo vetado pelo presidente Bolsonaro, o Artigo 8º, diz respeito à distribuição, aos pais ou responsáveis de alunos da rede pública, dos alimentos adquiridos com recursos do Programa Nacional de Alimentação Escolar ou dos valores correspondentes. Ao justificar o veto, a Presidência informou que o tema já foi tratado na Lei nº 13.987/2020, que disciplina essa distribuição durante a pandemia.
“Além disso, a operacionalização dos recursos repassados é complexa, não se podendo assegurar que estes serão aplicados de fato na compra dos alimentos necessários aos estudantes, o que não favorece, ainda, a aquisição de gêneros da agricultura familiar”, diz a mensagem ao Congresso.
O artigo vetado também aumenta de 30% para 40% o valor mínimo dos recursos do (Pnae) a serem utilizados na compra de alimentos diretamente da agricultura familiar, para escolas das redes públicas municipais de cidade de até 50 mil habitantes. Para a Presidência, a medida “acarretará ônus aos municípios que já apresentam dificuldades no cenário atual para cumprimento da atual meta estabelecida”. “Ressalta-se, porém, que não haverá prejuízo aos recursos financeiros consignados no orçamento da União para execução do Pnae, repassados aos entes subnacionais”, diz. (Com Agência Brasil)
Não era simples. Até lá, muitos pontos de controle de grupos amados. E uma viagem difícil por estrada de terra. Era a segunda missão internacional da santista Nathália Estevam, profissional de relações internacionais, na República Centro-Africana, pelo Comitê Internacional da Cruz Vermelha. Ela era a responsável por interferir com os paramilitares para que as equipes conseguissem chegar ao local. O ferido era um rapaz de 17 anos, com um tiro no abdômen. “Voltamos muito devagar porque ele gritava de dor. Primeiro ele gritou muito. Depois, ele chorava baixinho. Depois, ficou em silêncio. Ele faleceu 10 minutos antes da gente chegar ao hospital. Isso me marcou. Era um menino. Todo trabalhador humanitário tem uma história em que chegou tarde demais”, afirma.
As marcas misturam as frustrações e as “pequenas vitórias”. Nesta quarta dia 19, Dia Mundial Humanitário, Nathália, há cinco anos na entidade, está na cidade de Hebron, na Cisjordânia, onde é chefe no escritório local. A data foi instituída pela ONU em 2008 para lembrar o dia do atentado ao escritório da entidade no Iraque, que vitimou, em 2003, 22 pessoas, incluindo o brasileiro Sérgio Vieira de Mello.
Em Hebron, Nathália experimenta as dificuldades de lidar com as necessidades de apoiar vítimas de conflitos em meio à pandemia do coronavírus. “As pessoas têm muitas dúvidas de como vai ser o futuro, depois que isso acabar. A gente continua trabalhando, mas mantendo a distância e os cuidados”. Ela sabe que cada dia tem a chance de auxiliar, de chegar antes. Como no Sudão do Sul, há um ano, ela chegou a um vilarejo isolado (para onde não há estrada) com veículo especial, em que caminhões não tinham como ir. O local abrigava também refugiados que chegavam a pé do Sudão.
“Era tempo de seca. As pessoas dividiram o pouco que elas tinham. No final, estavam todos comendo grama. É uma situação muito impactante. Conseguimos mobilizar que a Cruz Vermelha Internacional mandasse um avião como muitas toneladas de comida para que mantivesse aquelas pessoas até o tempo das chuvas e a próxima colheita. Tenho muito orgulho de ter participado dessa equipe. O trabalho humanitário é de pequenas vitórias. É indescritível”.
Hoje, na Cisjordânia, ela lida com militares e civis tanto de Israel quanto da Palestina, em uma rotina diferente para verificar situações de instabilidade, e de apoio também a pessoas presas em prol dos direitos humanos. Nesses cinco anos, Nathália já perdeu colegas em ataques de grupos armados no Sudão. “É necessário humildade, empatia e sangue frio para lidar com as situações”.
Dia após dia
“- Ele morreu?”
A pergunta repetiu-se por quatro dias. Como um rito, a adolescente refugiada, de 16 anos de idade, esperava a notícia que parecia inevitável. Nem nome tinha o bebê recém-nascido, após seis meses de gestação. Com o peso de 700 gramas, a pediatra brasileira Junia Cajazeiro, em missão na cidade de Gambela, na Etiópia, sabia que a situação era difícil. A profissional estava em atuação pela entidade humanitária internacional Médicos Sem Fronteiras. Ela passou aqueles dias entre manobras e procedimentos que contrariassem a lógica. Pediu esperança. Afinal, havia uma novidade: os prematuros estavam sobrevivendo pela primeira vez. Cada vitória não tem como medir o tamanho para quem atua em missões humanitárias
“Era um bebê que estava muito grave. No quinto dia, ela me perguntou: ' como ele está?' Nesse dia, meus olhos encheram de lágrimas e vi que ela acreditava. Eu falei para ela amamentar. Ela brilhou os olhos. O bebê foi para casa com ela e ganhou peso. Esses dias foram muito vitoriosos. Nesse dia, vi que valeu a pena”. Quem atua em missões humanitárias, como a belo-horizontina Junia, hoje com 33 anos de idade, sabe que nem todos os dias são de vitória. A rotina de salvar e ajudar, aliás, ficou ainda mais complexa com a pandemia do coronavírus.
A profissional que já tratou crianças com tuberculose multirresistente em Uzbequistão, por mais de um ano, outros seis meses na Etiópia, em 2018, e depois em Mossul, no Iraque, com a desnutrição dos menores e a esperança de olhar o céu azul depois que o Estado Islâmico foi derrotado. “Lembro que uma mãe yazidi tinha muito medo de levar o filho de sete meses para o hospital em Mossul. Medo do Estado Islâmico. Depois de 10 dias, falei que ela podia voltar para a cidade dele. Mas ela disse que queria continuar porque confiava na gente”, emociona-se.
Junia voltou do Iraque depois de adoecer com tuberculose. Após melhorar, atuou em Roraima também em prol dos refugiados, abrigados até em espaços improvisados. Em junho, foi para Manaus tratar pacientes com Covid-19 em um dos piores momentos da pandemia.“Todos esses lugares tenho histórias marcantes que me fazem lembrar por que devemos atuar em situações assim”. Hoje, Junia, mestranda em saúde pública, entende que é necessário plantar a semente da ação humanitária nos jovens profissionais de saúde. A confiança das pessoas nas missões sempre a emocionou, como nos episódios em que as mães pediam a presença da pediatra na hora do parto.
Além de atendimento, profissionais cuidam em distribuir doações, como em Roraima, durante pandemia - CICV/Comitê Internacional da Cruz Vermelha
Vai nascer...
O nascimento de uma criança é um alívio para quem atua nessas missões. A chefe da delegação do Comitê Internacional da Cruz Vermelha (CICV) no Brasil, a suíça Simone Casabianca Aeschlimann, de 40 anos, recorda que fez um parto muito especial em Darfur, no Sudão. “Fazia dois dias em que estava em trabalho de parto. Era um casal que andava pela estrada e não tinha nenhum transporte”. Mesmo não sendo médica, Simone recorda que conseguiu um cobertor e foi pedindo autorização para os colegas que a acompanhavam. “Foi um dos momentos que mais me marcaram nesses 15 anos em que trabalho na entidade”.
Ela, quando criança, ao saber de um conflito no Líbano, passou a sonhar em trabalhar em ações humanitárias. Atualmente, ela, que é mestre em negociação internacional e elaboração de políticas, lidera as equipes da entidade que atuam emergencialmente no combate ao Covid-19. Outro desafio que ela tem considerado bem-sucedido no Brasil é a Operação Acolhida, em Roraima, com integração entre entidades governamentais e ONGs. Em Boa Vista, o goiano Felipe Wunder, profissional de relações internacionais, é encarregado de uma missão emocionante: viabilizar o contato entre venezuelanos refugiados no Brasil com seus familiares no outro lado da fronteira. “Nós garantimos que eles mantenham o contato e tentamos evitar a perda. São pessoas em situação de muita vulnerabilidade”.
Trabalhar para que a vida de crianças volte ao normal foi uma missão do oficial de proteção à criança da Unicef, Augusto Souza, em uma missão no ano passado em Moçambique, após devastação provocada pelo ciclone Idai, em Maputo e Beira. Ele participou, entre outras atividades, pela reestruturação de pelo menos 170 escolas da região. “Ir à escola é uma rotina para eles. Quando tem um desastre dessa natureza, e muito violento. O trabalho é restaurar também o senso de normalidade que é tão importante para essas crianças, e também para que eles se recuperem dos traumas. É uma montagem em escolas em estruturas provisórias. A sensação de normalidade de volta à escola deve voltar com segurança e o mais rápido possível”.
Reagir à devastação do ciclone em Moçambique também foi missão do brasileiro Rafael Campos, do Programa Mundial de Alimentos das Nações Unidas (WFP). Ele está em Beira desde setembro de 2019 logo após o ciclone Idai, que praticamente destruiu a província de Sofala. “Nosso trabalho visa o combate à desnutrição e dar visibilidades às histórias. É um país que não sofre apenas com o ciclone, mas também as mudanças climáticas que afetam as rendas das famílias”. Para ele, a visita a lugares mais remotos e conversar com as pessoas é sempre muito impactante. “As histórias são assustadoras. Elas já não tinham muito. Perderam casas, ficaram dias e tiveram tudo alagado. Ficaram em cima de árvores por até cinco dias”.
Cuidados
Os profissionais de missões humanitárias precisam cuidar da saúde mental para encarar as dificuldades que aparecem na rotina. Cenários de fome e violência fazem parte da rotina. Nathalia Estevam, na Cisjordânia, faz terapia há um ano. “Procuro falar sempre com minha família e amigos”. Para a pediatra Junia Cajazeiro, não há como se blindar para essas situações. “Não faria sentido. Vivemos aquele momento também”.
Para a psicóloga Julia Bartsch, que também atua na Médicos sem Fronteiras, é fundamental garantir o suporte de apoio para as equipes. Dentre as experiências dela, uma das mais marcantes foi a presença em países africanos onde trabalhou no cuidado dos profissionais estrangeiros que lidaram com a epidemia de ebola e com sobreviventes de conflito armado. “Numa mesma história, escutamos muitas coisas trágicas. E todos precisam de um tempo para se restabelecer. A entidade sempre nos garantiu suporte psicossocial para isso. Precisamos reconhecer quais são os nossos limites. Ninguém deve ter vergonha de assumir os sentimentos. A gente não conta tudo o que vê. É uma escolha de vida”
É também uma escolha de vida para a irmã Rosa Zanchin, gaúcha missionária da congregação scalabriniana. Há 40 anos, trabalha para ajudar refugiados. Atualmente, está na cidade de Messina, no sul do país, onde apoia pessoas vindas da África e do Oriente Médio. Um dos grandes desafios dela na região é atender quem chega na Ilha de Lampedusa, no Mar Mediterrâneo. Entre as tarefas dela, está viabilizar a documentação de quem chega à Europa e precisa de alguma esperança para arrumar emprego. Essa era uma tarefa que ela já desempenhava em missões no Norte do Brasil, também com refugiados. Ela lamenta que o racismo e xenofobia são problemas que essas pessoas enfrentam. “A gente dá aulas de italiano e vai inserindo eles na realidade local”.
Vocação
Para quem sonha em fazer parte de missões humanitárias, é indispensável mais do que coragem e idealismo. Capacitação e fluência em idiomas tornam-se exigências dos processos de seleção. No Comitê Internacional da Cruz Vermelha, por exemplo, 86% dos funcionários são residentes nos próprios países em que nasceram. A entidade tem por missão levar proteção e assistência a vítimas de conflitos armados e violência. “Temos uma sede em Genebra e delegações em 102 países (com cerca de 20 mil funcionários).Para quem quer ingressar, entendo que a vontade de entregar o conhecimento e a capacidade de ajudar o próximo são fundamentais. Além disso, a pessoa deve estar preparada para as emergências e o olhar para o sofrimento do outro”, afirma Simone Casabianca. Existem ainda as entidades nacionais de Cruz Vermelha que recebem voluntários.
Na ONG Médicos sem Fronteiras , a concorrência faz com que o recrutamento envolva diferentes fases, incluindo envio de currículo em inglês e um período de espera. Um detalhe é que recebe candidaturas de profissionais de diferentes áreas da saúde, mas também de outros perfis. Em 2018, por exemplo, mais de 47 mil pessoas trabalharam em 70 países. No Unicef, presente em 190 países e 34 comitês nacionais, é possível enviar currículo para vagas disponíveis.
A ONU recebe também profissionais de diferentes áreas e exige domínio de língua estrangeira e, na maior parte das vezes, diploma universitário. “Eu queria salvar o mundo, mas ainda não consegui”, disseram entrevistados. Mas uma coisa é certa: eles garantem que nunca mais foram os mesmos. (Com Agência Brasil)
Hoje dia 19, é o Dia Nacional do Historiador, data instituída pela lei nº 12.130, de 17 de dezembro de 2009, e escolhida em homenagem ao historiador, diplomata, jornalista, jurista e político de Pernambuco Joaquim Nabuco. Este ano, pela primeira fez, os historiadores irão comemorar o seu dia com a profissão regulamentada.
A lei nº 14.038, que traz a regulamentação, foi publicada ontem dia 18, no Diário Oficial da União. O projeto de lei tramitou desde 2009 no Congresso Nacional e foi aprovado em fevereiro. Em abril, a Presidência da República vetou o texto completo e, na semana passada, o veto foi derrubado pelos parlamentares.
O texto legal assegura o exercício da profissão de historiador para quem tem diploma de curso superior, mestrado ou doutorado em História, expedido por instituição brasileira ou estrangeira, com revalidação no Brasil, e reconhecido pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior - Capes. Também garante o exercício aos profissionais diplomados em outras áreas, que tenham exercido há mais de 5 anos a profissão de historiador.
As atribuições dos historiadores foram definidas como magistério da disciplina de história para ensino fundamental e médio, com obrigatoriedade da licenciatura; organização de informações para publicações, exposições e eventos sobre temas de História; planejamento, organização, implantação e direção de serviços de pesquisa histórica; assessoramento, organização, implantação e direção de serviços de documentação e informação histórica; assessoramento voltado à avaliação e seleção de documentos para fins de preservação; e elaboração de pareceres, relatórios, planos, projetos, laudos e trabalhos sobre temas históricos.
A lei estabelece também a obrigatoriedade do registro profissional para o exercício e que as entidades que prestam serviços em História tenham historiadores legalmente habilitados.
Historiadores comemoram
Para a coordenadora da Olimpíada Nacional em História do Brasil (ONHB), Cristina Meneguello, formada há 30 anos, a regulamentação é uma vitória para os profissionais da área e qualifica o trabalho realizado pelos historiadores.
“Os historiadores estão muito felizes porque, como não existia profissão regulamentada, se você vai trabalhar em um órgão de proteção do patrimônio, por exemplo, o Iphan [Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional], ou em um órgão estadual ou de patrimônio da cidade, não existe o cargo de historiador. Então, quem é formado em história entrava como técnico. Não existe cargo de historiador em arquivo, público ou de empresa.”
Para o professor da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), Rodrigo Patto Sá Motta, ex-presidente da Associação Nacional de História (Anpuh), a falta de regulamentação implicava em desvantagens profissionais e, agora, a carreira de historiador deve se tornar mais atrativa.
“[A regulamentação] coloca os historiadores no mesmo nível que outras profissões reconhecidas por lei. Portanto, eleva o status e o prestígio social. Mas deve implicar também aumento de oportunidades de trabalho, pois alguns órgãos públicos não faziam concurso para historiadores devido à ausência de regulamentação profissional. Enfim, espera-se ampliação do mercado de trabalho e fortalecimento da profissão.”
Para o professor, a regulamentação só traz benefícios para a profissão de historiador e não prejudica a liberdade de pesquisa e de expressão por profissionais de outras áreas, que foram alguns argumentos apresentados contrários à lei.
“A lei não afeta a liberdade de expressão, e nem poderia, pois é preceito constitucional. E tampouco interfere na liberdade de pesquisa. Ela simplesmente regula o mercado de trabalho, ou seja, define que para a realização de atividades remuneradas na área de história é necessário contratar pessoas com a devida formação universitária.”
A lei regula apenas parte do mercado de trabalho, abrindo exceção inclusive para a docência no ensino superior. Não restringe, portanto, a produção do conhecimento histórico. (Com Agência Brasil)
A Caixa concluiu nesta terça dia 18, com duas semanas de antecedência, o depósito do resultado do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) do ano de 2019, no montante de R$ 7,5 bilhões. Cerca de 167 milhões de contas do FGTS que tinham saldo em 31 de dezembro de 2019 receberam o crédito, que foi distribuído de forma proporcional ao saldo dessas contas naquela data. Inicialmente, o prazo para conclusão dos créditos era o dia 31 de agosto de 2020.
A partir de hoje, os valores creditados nas contas do FGTS já podem ser verificados no extrato da conta do fundo. Os saques poderão ser feitos pelos trabalhadores nas situações previstas na Lei 8.036/90, como nos casos de demissão sem justa causa, saque aniversário, aposentadoria e outros.
Canais de informação
Os trabalhadores podem consultar o valor do crédito em seu extrato, disponível no aplicativo FGTS, no site fgts.caixa.gov.br e no Internet Banking Caixa. (Com Agência Brasil)
As compras realizadas com cartões de crédito, débito e pré-pagos cresceram 3% no primeiro semestre do ano, somando R$ 876,4 bilhões em transações, de acordo com dados divulgados hoje dia 19, pela Associação Brasileira de Cartões de Crédito e Serviços (Abecs). Ao longo do semestre os brasileiros movimentaram R$ 540,4 bilhões (+0,8%) com cartões de crédito, R$ 323,2 bilhões (+5,7%) com cartões de débito e R$ 14,7bilhões (+68,4%) com cartões pré-pagos, totalizando 10,5 bilhões de transações.
"No primeiro semestre já houve algum impacto no uso das maquininhas da poupança social digital, o auxílio emergencial aprovado pelo governo federal. Foi um aporte na ordem de um pouco mais de R$ 4 bilhões, que se for acrescido aos números do semestre teríamos um crescimento de 3,5% e no débito um crescimento de 6,3%. Tiramos o auxílio do volume total porque entendemos que é um valor atípico e só vai acontecer este ano e não gostaríamos de ter esse efeito nas análises seguintes", explicou o o diretor-executivo da Abecs, Ricardo de Barros Vieira.
Segundo os dados da Abecs, as compras não presenciais, principalmente pela internet, somaram R$ 173,5 bilhões, o que corresponde a um crescimento de 18,4% na comparação com o mesmo período do ano passado. No fim de junho, as compras remotas responderam por 35,5%de todo o volume transacionado com cartão de crédito. “Esse movimento é reflexo da mudança de hábito do consumidor e também dos setores de comércio e serviços, que precisaram se reinventar neste período de quarentena”, disse Vieira.
Os pagamentos por aproximação (aqueles em que não há contato físico com a máquina de cartão) cresceram 330% no 1° semestre, chegando aos R$ 8,3bilhões. O uso da função débito nessa modalidade foi o que mais cresceu, com alta de 792%. Além disso, subiu para 18% o número de pessoas que realizam pagamentos com essa tecnologia, três vezes mais do que em junho de 2019. A experiência foi considerada positiva para 84% dos usuários, que destacaram entre outras coisas o benefício da prevenção ao contágio do novo coronavírus.
A pesquisa da Abecs indicou que o maior impacto do uso dos cartões foi no segundo trimestre do ano, com o volume transacionado caindo -7,7% e somando R$ 400,7 bilhões. Esse resultado foi responsável pela primeira queda de redução das transações com cartões em um trimestre. A maior redução foi no uso do cartão de crédito (-11,9%). O cartão de débito caiu 2,3% e o pré-pago cresceu 59,6%. "Se os valores do auxílio emergencial fossem incorporados aqui ao invés de uma queda nos teríamos queda de 6,8% e o débito teríamos até um aumento do volume de 0,3%".
Os gastos de brasileiros no exterior caíram 40% e as compras realizadas por estrangeiros no Brasil tiveram redução de 30,1%. "O impacto da pandemia no setor de viagens é visível com esses números. É uma redução extremamente significativa", afirmou. (Com Agência Brasil)
A Mega-Sena sorteia nesta quarta dia 19, um prêmio acumulado de R$ 33 milhões. As seis dezenas do concurso 2.291 serão sorteadas a partir das 20h (horário de Brasília), no Espaço Loterias Caixa, localizado no Terminal Rodoviário Tietê, na cidade de São Paulo.
As apostas podem ser feitas até as 19h (horário de Brasília), nas casas lotéricas credenciadas pela Caixa, em todo o país ou pela internet. Um volante, com seis dezenas marcadas, custa R$ 4,50.
Lotofácil da Independência
As apostas para a Lotofácil da Independência, que vai pagar um prêmio estimado de R$ 120 milhões, podem ser feitas, em cartela específica, nas casas lotéricas.
O sorteio está previsto para o dia 12 de setembro a partir das 20h (horário de Brasília), no Espaço Loterias Caixa.
Assim como nos demais concursos especiais, o prêmio principal oferecido não acumula. Não havendo apostas premiadas com 15 números, o prêmio será rateado entre os acertadores de 14 números e assim sucessivamente.
A aposta custa R$ 2,50 e a pessoa deve escolher entre 15 a 20 números dentre os 25 disponíveis no volante. (Com Agência Brasil)























