Uruguai confirma detecção de variantes brasileiras do novo coronavírus

O ministro da Saúde do Uruguai, Daniel Salinas, confirmou nessa segunda-feira (22) a presença das variantes brasileiras P1 e P2 do novo coronavírus, no momento em que ocorre um aumento de contágio e das mortes no país.

 

Segundo membros do Grupo de Trabalho Interinstitucional (GTI) na Vigilância da SARS-CoV-2, foram analisadas 175 amostras recolhidas em pontos distintos do Uruguai e concluiu-se que a cepa P1 estava presente em 24 delas, e em 4 foi detectada a variante P2. Ambas são originárias do Brasil.

 

"A variante P1 entrou no país", disse Salinas, que comentou que isso pode "modificar os rumos ou iniciar novos caminhos na prevenção desse flagelo".

 

O presidente uruguaio, Luis Lacalle Pou, convocou o conselho de ministros para uma reunião nesta terça-feira diante das novidades.

 

"Existe uma circulação comunitária da variante P1", disse Gregorio Iraola, cientista do GTI, ressaltando que a situação é "mais complicada".

 

Nas últimas semanas o país sul-americano teve um crescimento acelerado no número de casos positivos, mortes e ocupação de leitos de tratamento intensivo, o que começou a comprometer sua capacidade sanitária.

 

Segundo relatório da Sociedade Uruguaia de Medicina Intensiva, o nível de ocupação das UTIs no país chega a 64%, com 22% correspondendo aos pacientes com covid-19. (Com Agência Brasil)

 

 

 

Butantan entrega hoje mais 1 milhão de doses da CoronaVac ao Brasil

Nesta segunda-feira (22) foram liberados mais 1 milhão de doses da vacina do Instituto Butantan contra o coronavírus para uso em todo o país. Somente nos últimos dez dias, o Instituto Butantan entregou ao Brasil 8,3 milhões de doses, o equivalente a 830 mil unidades diárias do imunizante.

 

“Até o final do próximo mês de abril, serão 46 milhões de doses. Fico muito feliz, como brasileiro, como filho de baiano que sou, de saber que em todo Brasil, baianos, paraibanos, sergipanos, gaúchos, catarinenses, paulistas, cariocas, todos estão recebendo a vacina do Butantan. No dia de hoje, de cada mil brasileiros vacinados, 950 estão sendo vacinados com a vacina do Butantan”, destacou o governador de São Paulo, João Doria.

 

Com o novo carregamento, o total de vacinas oferecida por São Paulo ao Plano Nacional de Imunizações (PNI) chega a 25,6 milhões de doses desde o início das entregas, em 17 de janeiro. Até o final de abril, o total de vacinas garantidas pelo Butantan ao país somará 46 milhões.

 

O Instituto Butantan informou que trabalha para entregar outras 54 milhões de doses para vacinação dos brasileiros até o dia 30 de agosto, totalizando 100 milhões de unidades. Atualmente, 85% das vacinas disponíveis no país contra a covid-19 são do Butantan.

 

No último dia 4, uma remessa de 8,2 mil litros de Insumo Farmacêutico Ativo (IFA), correspondente a cerca de 14 milhões de doses, desembarcou em São Paulo para produção local.

 

Outros 11 mil litros de insumos enviados pela biofarmacêutica Sinovac, parceira internacional no desenvolvimento do imunizante mais usado no Brasil contra a covid-19, chegaram ao país em fevereiro.

 

Até o fim de março, o Butantan aguarda nova carga de IFA correspondente a cerca de 6 milhões de doses, o que permitirá o cumprimento integral do acordo inicial de 46 milhões de doses contratadas pelo Ministério da Saúde.

 

Com o aporte regular de matéria-prima, o Butantan formou uma força-tarefa para acelerar a produção de doses da vacina para todo o país. Uma das medidas foi dobrar o quadro de funcionários na linha de envase para atender a demanda urgente por imunizantes contra o coronavírus. (Com Agência Brasil)

 

 

 

Confiança dos empresários do comércio cai 1,5%

O Índice de Confiança dos Empresários do Comércio (Icec) recuou 1,5% na passagem de fevereiro para março deste ano, segundo dados divulgados hoje (22), no Rio de Janeiro, pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC). É a quarta queda consecutiva do indicador, que atingiu 103,6 pontos, em uma escala de zero a 200 pontos.

 

Na comparação com março de 2020, o recuo chegou a 19,3%, a 12ª queda consecutiva neste tipo de comparação.

 

“A implementação de medidas restritivas e indefinições sobre o novo auxílio emergencial respondem por essa desconfiança do setor. A dependência do varejo presencial ainda é grande, apesar dos avanços na digitalização. Esperamos que haja uma agilidade em relação à vacinação, que é o mais urgente no momento. Mas precisamos também de salvaguardas econômicas e sociais”, disse o presidente da CNC, José Roberto Tadros, em nota.

 

Situação da economia

 

Na comparação com fevereiro deste ano, a queda do indicador foi puxada principalmente pela confiança dos empresários no momento atual, que cedeu 4,1%. A avaliação sobre a situação atual da economia, por exemplo, caiu 4,8%.

 

A expectativa dos empresários em relação aos próximos meses teve retração de 0,4%. Já a intenção de investimentos perdeu 0,9% em relação a fevereiro. A intenção de investir na empresa recuou 2,3%.

 

Na comparação com março de 2020, também foi observada uma queda de confiança maior em relação ao momento atual (-32,3%) do que ao futuro (-13,5%). A intenção de investimentos caiu 14,4%. (Com Agência Brasil)

 

 

 

Governo federal lança o Programa Águas Brasileiras

O governo federal lançou hoje (22) o Programa Águas Brasileiras, voltado para a revitalização de bacias hidrográficas. Foram selecionados 26 projetos de revitalização de bacias hidrográficas, que contemplam mais de 250 municípios de dez estados. Entre as ações, está o plantio de 100 milhões de mudas ao longo das bacias dos rios São Francisco, Parnaíba, Tocantins e Taquari. As ações são coordenadas pelo Ministério do Desenvolvimento Regional (MDR).

 

Durante a cerimônia de lançamento, o presidente Jair Bolsonaro realizou, ao lado do ministro do Desenvolvimento Regional, Rogério Marinho, o plantio simbólico de sementes de ipê roxo nas bacias hidrográficas. A cerimônia marcou o Dia Mundial da Água, comemorado em 22 de março.

 

“[Esta é] mais uma feliz iniciativa. Estamos dando certo, apesar de um problema gravíssimo que enfrentamos desde o ano passado, mas o Brasil vem dando exemplo, somos um dos poucos países que está na vanguarda em busca de soluções”, disse Bolsonaro.

 

Na cerimônia, também foi entregue o selo “Aliança pelas águas brasileiras”, voltado para empresas que atuam em defesa e preservação das águas. Entre as empresas agraciadas estão Caixa Econômica Federal, Ambev, MRV, JBS, Bradesco, Rumo e Vale, entre outras.

 

Além do plantio de árvores, também estão previstas ações de ministérios, como o do Meio Ambiente; da Ciência, Tecnologia e Inovações e da Agricultura, Pecuária e Pesca. 

 

Durante o lançamento, o ministro da Ciência, Tecnologia e Inovações, Marcos Pontes, anunciou que a pasta abriu uma linha de crédito, por meio da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep).

 

A Finep é uma empresa pública de fomento à ciência, tecnologia e inovação que financia projetos em empresas, universidades, institutos tecnológicos e outras instituições públicas ou privadas.

 

“Abrimos uma linha de crédito, através da Finep, com condições especiais para o desenvolvimento de tecnologias que tratem de temas como poluição, tratamento de resíduos sólidos, salvar a água, para ações como reduzir o consumo de águas em empreendimentos, reaproveitamento e distribuição de água sem perdas”, disse.

 

A ministra da Agricultura, Tereza Cristina, anunciou que vai lançar em abril um programa, batizado de Águas do Agro, com foco em microbacias hidrográficas e no fortalecimento de tecnologias sustentáveis do uso da água e do solo.

 

“O objetivo do ministério é acelerar o crescimento das áreas de agricultura irrigada, com o uso racional e sustentável da agua”, disse. (Com Agência Brasil)

 

 

 

Grupo de trabalho vai formular a Política Nacional de Cuidados

O Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos criou um grupo de trabalho com o objetivo de formular a proposta de criação da Política Nacional de Cuidados. De acordo com a portaria, a política deverá levar em conta estudos e projetos de lei que tenham, por objeto, a temática do cuidado e as informações relativas a ações e iniciativas em curso nessa área.

 

O grupo pretende encontrar soluções para problemas como o crescente abandono afetivo de idosos no Brasil, de forma a subsidiar a prática de acolhimento e a adoção de pessoas idosas em situação de vulnerabilidade ou abandono.

 

Com duração prevista de um ano, quando deverá ser apresentado um relatório final de suas atividades, o grupo será composto por representantes dos ministérios da Cidadania; da Educação; da Saúde; e do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), além do próprio Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos.

 

As reuniões do grupo serão mensais, em caráter ordinário. Poderá se reunir, em caráter extraordinário, sempre que houver necessidade. Poderá também convidar representantes de outros órgãos e entidades e especialistas em assuntos relacionados às suas atribuições, mas não terão direito a voto. (Com Agência Brasil)

 

 

 

 

 

 

 

Brasileiros acreditam que inflação será de 5,5% nos próximos 12 meses

Os consumidores brasileiros acreditam que a inflação no país ficará em 5,5% nos próximos 12 meses, segundo pesquisa realizada em março pela Fundação Getulio Vargas (FGV). A taxa é superior aos 5,3% observados na pesquisa de fevereiro da FGV.

 

Essa é a sétima alta consecutiva da expectativa mediana de inflação dos consumidores brasileiros, que atingiu seu maior patamar desde novembro de 2018.

 

A pesquisa é feita com base em entrevistas com consumidores, que respondem à seguinte pergunta: na sua opinião, de quanto será a inflação brasileira nos próximos 12 meses?

 

“O movimento de altas das expectativas medianas de inflação dos consumidores brasileiros para os próximos 12 meses está relacionado à trajetória de alta dos preços de alimentos e bebidas, influência tanto pela mudança de hábito de consumo provocada pela pandemia quanto pelo preço das commodities associada à alta do dólar. Nesse cenário, o aumento dos preços tende a afetar de maneira mais intensa consumidores em faixas de renda mais baixas, em virtude da elevada participação de alimentos e bebidas na cesta de consumo desses indivíduos”, afirma a economista da FGV Claudia Perdigão. (Com Agência Brasil)

 

 

 

 

 

 

 

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