Governador institui grupo para agilizar nova reserva hídrica

O governador Carlos Massa Ratinho Junior assinou nesta terça-feira (24), no simbólico Dia do Rio, um decreto que institui um Grupo de Trabalho para agilizar a construção de um corredor ecológico com quatro novos parques e reservatórios de água ao longo do Rio Iguaçu na Região Metropolitana de Curitiba.

 

O objetivo do projeto é criar uma reserva hídrica alternativa para abastecimento dos cidadãos, mas também estruturas que darão segurança contra inundações. A ideia inclui, ainda, espaços para lazer, recreação, pesca, visitação e educação ambiental, além de ajudar a evitar invasões, loteamentos clandestinos e aterramento de cavas.

 

O grupo será composto por técnicos da Coordenação da Região Metropolitana de Curitiba (Comec), da Sanepar e do Instituto Água e Terra (IAT). Também podem ser requisitados profissionais de outras áreas para ajudar nos projetos.

 

O principal objetivo do Grupo de Trabalho é a revisão do Plano Diretor da Área de Interesse Especial Regional do Iguaçu (AIERI), a fim de permitir a criação do Parque Ambiental do Itaqui, do Parque Ambiental de Piraquara, do Parque Natural do Iguaçu e do Parque Metropolitano do Iguaçu. Também está no escopo um corredor ecológico de 97 quilômetros ao longo do traçado do Rio Iguaçu.

 

“O objetivo é preservar a riqueza do Rio Iguaçu e fazer a interligação das cavas já existentes para criação de alguns reservatórios lineares. Esse Grupo de Trabalho dará mais dinâmica a esse processo que já vinha sendo desenvolvido pela Comec e pela Sanepar”, afirmou o governador Ratinho Junior. “A ideia é integrar esforços e realizar todos os ajustes necessários para dar prosseguimento aos projetos”.

 

PROJETO – A primeira etapa envolve a construção dos parques em si. O Parque Metropolitano do Iguaçu prevê um complexo de lagoas entre São José dos Pinhais e Curitiba. O Parque Ambiental do Itaqui também ficará na região, perto a Piraquara, com quatro grandes lagos.

 

O Parque Ambiental de Piraquara ficará próximo ao Contorno Leste, na divisa com Quatro Barras, e o Parque Natural do Iguaçu, em Araucária, ficará entre a Rodovia do Xisto e a PR-423. Serão impactados pelo projeto desses parques os municípios de Curitiba, São José dos Pinhais, Pinhais, Piraquara e Araucária.

 

Os projetos, contratados há alguns anos pela Comec, ainda passam por revisão.

 

A segunda etapa engloba a criação de reservatórios lineares de água para abastecimento. A proposta prevê intervenções em uma área total de 17 mil hectares, que abrangem as quatro barragens do Sistema de Abastecimento Integrado de Curitiba e Região Metropolitana. Haverá estruturação em 97 quilômetros lineares ao longo do traçado do Rio Iguaçu, conectando Quatro Barras a Porto Amazonas.

 

A previsão é que o volume de água reservada nesse sistema linear seja equivalente a até duas barragens do Iraí, que tem capacidade de armazenar 58 bilhões de litros de água. O projeto prevê, ainda, a implantação de jardins de infiltração (wetlands) que teriam a função de despoluir rios usando raízes de plantas.

 

APOIO – No início do mês, o governador Ratinho Junior apresentou esse projeto ao ministro do Desenvolvimento Regional, Rogério Marinho, em Brasília. O governo federal poderá ajudar a viabilizar os recursos necessários para as obras. Essa é uma das estratégias de ataque direto contra a pior crise hídrica dos últimos 100 anos. (Com AEN)

 

 

 

Portos do Paraná lidera premiação de melhores do Brasil

A empresa Portos do Paraná tem a melhor gestão pública do País. O reconhecimento foi feito pelo governo federal na premiação “Portos + Brasil”, entregue na noite desta terça-feira (24), pelo Ministério da Infraestrutura. Vencedora em duas das quatro categorias, a empresa pública paranaense lidera o ranking nacional nas práticas de mercado e em gestão.

 

“O setor de portos operou com intensidade mesmo em um momento de crise e respondeu rapidamente. Esse é um dia de celebrar a meritocracia. Nos próximos anos, o setor deve receber investimentos de US$ 30 bilhões”, disse o ministro de Infraestrutura, Tarcísio Freitas, durante o evento de premiação, em Brasília.

 

Ele ainda destacou a parceria com o Estado na área de infraestrutura. “No ano que vem vamos leiloar seis lotes de rodovia no Paraná, o que vai transformar a logística do Estado. Serão mais de R$ 40 bilhões em investimentos e mais de 2 mil quilômetros apenas de duplicações”, reforçou.

 

GESTÃO – O Paraná alcançou a maior nota no Índice de Gestão das Autoridades Portuárias (IGAP): 98,5 pontos. O Estado foi o primeiro e o único a receber autonomia total na administração dos contratos de exploração dos portos organizados. A descentralização foi feita em agosto de 2019 e deu mais eficiência e celeridade aos processos envolvendo os terminais paranaenses.

 

“O IGAP mede indicadores de desempenho para atestar a capacidade de gerência dos portos. São índices financeiros, contábeis, de transparência administrativa, regularidade tributária e trabalhista, além da manutenção dos acessos aquaviários”, explicou o secretário Nacional de Portos e Transportes Aquaviários, Diogo Piloni.

 

Para ele, a autonomia comprova o alto nível técnico dos Portos do Paraná, que passaram por um extenso processo de análise e validação. “A administração local está mais próxima das empresas, conhece todas as particularidades da região e conta com estrutura organizacional, física e funcional para gerir com segurança e competência a exploração das instalações portuárias”, completou.

 

O secretário estadual de Infraestrutura e Logística, Sandro Alex, reforçou a importância do bom trabalho realizado pela equipe paranaense. “Temos um quadro extremamente técnico que se dedica, diariamente, para manter a excelência nos serviços prestados nos portos de Paranaguá e Antonina. Mesmo com a pandemia, o Paraná não parou e seguiu avançando”, arrematou.

 

PLANEJAMENTO – A Portos do Paraná ainda ganhou na categoria Execução dos Investimentos Planejados, com índice de 81,8%. O conceito é importante para mensurar a proporção do orçamento de investimento disponível que foi efetivamente executada pela autoridade portuária.

 

“Como empresa pública, precisamos garantir aos nossos usuários segurança jurídica e financeira. Além de garantir que temos capacidade operacional para concretizar os investimentos necessários”, ressaltou o diretor-presidente da Portos do Paraná, Luiz Fernando Garcia.

 

Segundo ele, a empresa pública deve investir R$ 609 milhões em obras de infraestrutura terrestre e marítima nos próximos anos. Somente no programa de dragagem continuada seão R$ 403,3 milhões nos próximos cinco anos. Também estão em andamento o projeto executivo do novo Corredor de Exportação; a reforma do Píer de Inflamáveis (R$ 28,5 milhões); e a derrocagem da Pedra da Palangana (R$ 23,2 milhões), entre outros.

 

“Já entregamos obras que eram aguardadas há anos pela comunidade. Em setembro, por exemplo, inauguramos a ampliação do cais e a modernização do berço 201, com investimentos de quase R$ 178 milhões. Em 2019 também foram entregues a recuperação da avenida Bento Rocha (R$ 15,9 milhões) e o novo viaduto da BR-277 (R$ 12,7 milhões)”, lembrou Garcia.

 

FÓRUM – O prêmio “Portos + Brasil” aconteceu no encerramento do Fórum Nacional de Logística e Infraestrutura Portuária – Brasil Export. O evento reuniu autoridades do setor, empresários e usuários de todo o País. (Com AEN)

 

 

 

A 15ª SDP de Cascavel iniciou a campanha "NÃO CAIA EM GOLPE", que consistirá na divulgação semanal de orientações e dicas de prevenção em relação aos golpes mais aplicados.

 

A primeira delas trata sobre falsos sites ou anúncios de compra.

(Imagem - Polícia Civil).

 

Siga as dicas e não caia em golpe. 

 

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Inscrições para o PSS encerram com 47 mil candidatos

O prazo de inscrições para o Processo Seletivo Simplificado (PSS), que prevê a contratação de professores temporários para 2021, terminou nesta segunda dia 23, às 23h59. Ao todo, 47.008 profissionais se candidataram para a seleção.

 

As inscrições começaram em 11 de novembro e tinham o encerramento previsto para as 18 horas de segunda (23), mas foram prorrogadas até o fim do dia. Os dados são do Centro Brasileiro de Pesquisa em Avaliação e Seleção e de Promoção de Eventos (Cebraspe), empresa responsável pela aplicação da prova de conhecimentos do PSS deste ano.

 

Os professores inscritos farão a prova objetiva em 13 de dezembro nas cidades-sede dos Núcleos Regionais de Educação (NRE) para os quais se candidataram. No dia da avaliação serão adotadas normas rígidas de prevenção da Covid-19, seguindo protocolo da empresa que organiza a prova e determinações da Secretaria de Estado da Saúde.

 

Além da avaliação, que tem caráter classificatório e é composta por questões da área em que o candidato pretende lecionar, outros critérios de seleção são o tempo de serviço e a titulação, que já eram utilizados nos anos anteriores.

 

Após amplo diálogo com a classe dos professores, foi decidido não utilizar redação e banca como critérios de avaliação. Originalmente, essas duas etapas também comporiam a nota.

 

“O processo de seleção dos profissionais da nossa rede está sendo aprimorado e, ao mesmo tempo, estamos mantendo a valorização dos profissionais que já contam com uma titulação e experiência, e que compartilham de uma caminhada com a gente”, disse o secretário estadual da Educação e do Esporte, Renato Feder.

 

O PSS prevê a contratação de pelo menos 4 mil profissionais para lecionar no ano letivo de 2021. Existe grande possibilidade de ampliação das vagas. Os salários podem chegar a até R$ 3.720.

 

GRUPOS DE RISCO - Parte dos profissionais selecionados no Edital PSS vai substituir professores do grupo de risco da Covid-19 que não tenham possibilidade de atuar presencialmente. Porém, o processo seletivo está aberto a todos os profissionais, inclusive aos candidatos do grupo de risco. Não será vedada a realização da prova para nenhum candidato.

 

A classificação do profissional do grupo de risco está garantida e será mantida. O candidato será convocado para as aulas assim que acabar a situação emergencial da pandemia. (Comk AEN)

 

 

 

 

 

 

Do óleo às farinhas: como a produção de grãos chega à mesa do consumidor

Margarina, óleos, farinhas, misturas para pães e bolos, cafés. A variedade de produtos é grande e cada vez mais trazem no rótulo a marca de agroindústrias paranaenses. A produção de grãos no Paraná é historicamente destinada à exportação, mas as cooperativas do Estado têm investido cada vez mais na ampliação de unidades fabris para processar a produção primária e fornecê-lo ao consumidor como produto final.

 

Na série de reportagens do projeto Feito no Paraná, vamos conhecer algumas cooperativas que têm produção agroindustrial de beneficiamento de grãos. A Ocepar contabiliza 18 plantas de processamento de grãos, açúcar e café ligadas ao cooperativismo. Elas reforçam a grande cadeia da indústria paranaense de alimentos, que faz deste segmento um dos mais importantes da economia estadual.

 

“Por que as pessoas se juntam? Para fazer algo que não podem fazer sozinhas”. É com esta filosofia sempre em mente que o presidente-executivo da Coamo, Airton Galinari, define o trabalho da cooperativa, que completa 50 anos de existência.

 

Além de fomentar e dar suporte ao plantio, a empresa tem investido de forma pioneira na transformação de produtos agrícolas. Com produção em Campo Mourão, Paranaguá e em Dourados (MS), a cooperativa emprega cerca de 12 mil pessoas só no processo fabril.

 

“O objetivo da industrialização é verticalizar o produto e trazer mais valor agregado ao que produzimos”, explica Galinari. Com as marcas Coamo, Primé, Aniella e Sollos, a cooperativa vende farinhas, óleos, margarinas, massas prontas para pães e bolos, fios de algodão e café.

 

UNIDADES - Em Campo Mourão, a unidade fabrica margarinas, gorduras vegetais, óleo de soja, fios de algodão, tem uma torrefação de café e moinho de trigo. Em Dourados, a fábrica inaugurada em novembro do ano passado produz óleo de soja (embalagem PET) e farelos especiais. Em Paranaguá, a produção é exclusiva de óleo degomado (óleo bruto) e farelo para exportação.

 

A maior parte dos produtos industrializados pela cooperativa é destinada ao mercado interno, informa Galinari. “Temos compradores que levam nosso produto para a Venezuela e Paraguai. Já a soja, o farelo de soja, milho e óleo de soja, estes exportamos para o mundo todo”, afirma o executivo.

 

FARINHAS - Em Ponta Grossa, o moinho Herança Holandesa, do grupo Unium - que reúne as cooperativas Frísia, Castrolanda e Capal - foi pensado para produzir farinhas especiais para linhas industriais do mercado B2B, como é conhecida a produção para outras marcas.

 

No entanto, em 2017, a empresa investiu em tecnologia, ampliou seu mix e iniciou a produção de farinhas para uso doméstico. No início do ano passado os produtos começaram a chegar às gôndolas dos supermercados da região dos Campos Gerais.

 

Cleonir Vitório Ongarato, coordenador de negócios da Herança Holandesa, informa que a unidade produz farinhas premium, tradicional e integral. Há ainda a linha especial, formada por farinhas para pizza, pastel e a farinha Precisa, uma segunda marca da empresa e com preço reduzido para o consumidor.

 

O moinho emprega cerca de 100 pessoas, de forma direta e indireta, e processa 450 toneladas de trigo por dia. A maior parte da matéria-prima usada no moinho vem dos cooperados da região dos Campos Gerais ligados à Frisia, Capal e Castrolanda.

 

Segundo Ongarato, o projeto da cooperativa é conquistar o mercado de dentro para fora. “Primeiro, temos que ser bons em casa e depois ir avançando, a medida que comprovamos a qualidade do nosso produto e conquistamos a confiança do produtor e dos clientes”, afirma.

 

FEITO NO PARANÁ – Criado pelo Governo do Estado, o projeto busca dar mais visibilidade para a produção estadual. O objetivo é estimular a valorização e a compra de mercadorias paranaenses.

 

O projeto foi elaborado pela Secretaria do Planejamento e Projetos Estruturantes e quer estimular a economia e a geração de renda. Empresas paranaenses interessadas em participar do programa podem se cadastrar pelo site www.feitonoparana.pr.gov.br. (Com AEN)

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Educadores(as) completam 120 horas de greve de fome em defesa de empregos

A greve de fome dos(as) educadores(as) que estão acampados em frente ao Palácio Iguaçu completam nesta terça dia (24), 120 horas. Acampados desde quinta-feira (19) no Centro Cívico, os(as) trabalhadores(as) da educação, mobilizados junto com a APP-Sindicato, estão resistindo em defesa da empregabilidade de mais de 30 mil profissionais, que estão sendo ameaçados pelo governador Ratinho Jr e o secretário da Educação, Renato Feder. 

 

As principais denúncias da categoria são a realização da prova para o Processo Seletivo Simplificado (PSS), que foi instituída pelo edital 47/2020, a falta de diálogo com o governador Ratinho Jr e o autoritarismo do governo ao implementar projetos para a educação paranaense. A APP-Sindicato cobra ainda o pagamento de progressões e promoções, prorrogação de contratos para Funcionários(as) de Escola e a suspensão da militarização escola. 

 

A secretária de Finanças, Walkiria Olegário Mazeto, enfatiza ainda que a luta da categoria reivindica do Estado respeito para com os(as) trabalhadores(as), que correm o risco de perder seus empregos. “Nós reivindicamos a manutenção dos empregos das pessoas em um período de pandemia, tão duro e tão difícil”.

 

O Sindicato reafirma que os(as) trabalhadores(as) em greve continuam sendo monitorados(as) 24 horas por uma equipe médica. 

 

Assembleia Estadual

Por falta de diálogo com a gestão, o comando de greve deliberou a convocação da categoria para uma assembleia estadual extraordinária nesta quinta dia (26). A reunião será realizada de forma virtual, para preservar a saúde dos(as) educadores(as) presentes. Para participar, é preciso fazer um cadastro prévio no endereço https://appsindicato.org.br/assembleia. Um dos pontos que estará na pauta é o início de uma greve geral em todo o estado

 

O sistema de credenciamento já está liberado. É preciso informar o RG para criar um login e uma senha. A assembleia será realizada através da ferramenta de videoconferência. O(a) educador(a) receberá o link de acesso no e-mail utilizado no cadastrado. (Com APP Sindicato). 

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