A retomada do turismo voltado à natureza foi defendida pelo secretário estadual do Desenvolvimento Sustentável e do Turismo, Márcio Nunes, na 15ª edição do Festival das Cataratas. O evento ocorre até sexta-feira (04) com foco na geração de negócios, inovações tecnológicas e ações de responsabilidade socioambiental, estímulo à produção e disseminação da ciência, impactando toda a cadeia produtiva do turismo. A cerimônia de abertura aconteceu nesta quarta-feira (02), em Foz do Iguaçu, com transmissão online.
“A pandemia da Covid-19 atrapalhou uma atividade que estava andando muito bem, mas com união conseguimos nos adaptar e pensar em uma alternativa, que é o turismo de natureza”, afirmou o secretário. “O Paraná é um estado que está buscando se tornar cada vez mais receptivo para que a população do mundo todo aproveite os inúmeros atrativos que temos”, completou.
De acordo com ele, o festival é um ambiente que proporciona uma grande rodada de negócios para que o turismo possa alavancar crescimento, desenvolvimento, geração de emprego e renda, ao mesmo tempo em que proporciona melhoria na vida das pessoas com olhar para o meio ambiente.
Márcio Nunes lembrou, ainda, dos investimentos do Governo do Estado e da iniciativa privada, como a redução do ICMS do combustível da aviação; a duplicação do Trevo das Cataratas; a construção da segunda ponte que liga o município paranaense ao Paraguai; a ampliação da pista do Aeroporto Internacional de Foz do Iguaçu e as reformas no local, que é uma importante ligação do Paraná a diversos destinos do País e também internacionais.
O secretário também citou o programa Voe Paraná, lançado em 2019 para a oferta de mais voos regionais no Estado. “Estamos trabalhando para que os turistas que visitam os destinos mais procurados, como Foz do Iguaçu, visitem também outros atrativos naturais, como os Parques Estaduais, o Litoral, os Campos Gerais, as cachoeiras, entre outros".
Além disso, acrescentou, com a reforma administrativa na estrutura do Executivo, que reduziu o número de secretarias, entre outras medidas, a Paraná Turismo e a Invest Paraná passaram a ser vinculadas à Secretaria do Desenvolvimento Sustentável e do Turismo . “Entendemos que seria importante unir essas instituições à secretaria para prospectar mais negócios para o setor”, explicou Nunes.
A pasta também tem como órgãos vinculados o Simepar e o Instituto Água e Terra (IAT), que unificou os extintos Instituto Ambiental do Paraná (IAP), Instituto de Terras, Cartografia e Geociências (ITCG) e Aguasparaná – Instituto das Águas do Paraná.
DESTAQUE – Os atrativos turísticos de Foz do Iguaçu foram destaques na cerimônia de abertura do 15º Festival das Cataratas. A cidade abriga as Cataratas no Parque Nacional do Iguaçu e o Parque das Aves, além de diversos roteiros rurais.
O foco no turismo de natureza no Paraná vem ao encontro também aos ideais do governo federal, de acordo com o secretário de Desenvolvimento e Competitividade do Turismo do Ministério do Turismo, William França.
“O Paraná é um expoente, um estado líder na prospecção do turismo de natureza. Vamos trabalhar em uma política nacional para trazer turistas do mundo inteiro com mapeamento, cadastro, e elenco de ações para esse segmento”, afirmou.
O secretário nacional lembrou que o segmento apresentou crescimento de 2,6% no PIB, enquanto a economia em geral cresceu 1,1%. “O setor gerou 7 milhões de empregos novos em um conjunto de 25 milhões de empregos no ano passado”, completou.
Divulgada no mês passado, a segunda pesquisa de Sondagem dos Impactos da Covid-19 com potenciais turistas do Paraná aponta que, apesar do período de pandemia, 72% dos pesquisados pretendem viajar até o mês de março de 2021, sendo que 94% deles desejam fazer viagens pessoais. A pesquisa foi desenvolvida pela Paraná Turismo, em parceria com o Conselho Paranaense de Turismo (Cepatur).
FESTIVAL - Durante três dias, o 15º Festival das Cataratas engloba a Feira de Turismo e Negócios, que apresenta as 14 regiões turísticas em que o Paraná está dividido, reunindo grande variedade de atrativos, como belezas naturais, um rico acervo histórico e cultural, além de alternativas de lazer e gastronomia para os diferentes perfis.
Também fazem parte da programação do evento uma rodada de negócios, Salão de Turismo Cultural e Espiritualidade, Salão Mice Cataratas, Hackatour Cataratas (Maratona de programação de software), Salão do Vinho Argentino, Fórum Internacional de Turismo do Iguassu, Arena Gastronômica, capacitações, visitas técnicas e eventos sociais.
Devido à pandemia da Covid-19, o evento, que reuniu mais de 8,7 mil participantes em 2019, teve um público reduzido em 2020 e atendeu todos os protocolos sanitários exigidos pela Organização Mundial da Saúde (OMS), como uso de máscaras e disponibilização de álcool em gel, entre outras medidas.
PRESENÇAS – Também participaram da abertura a primeira-dama do Estado, Luciana Saito Massa, o deputado estadual e líder do Governo na Assembleia, Hussein Bakri; o prefeito em exercício de Foz do Iguaçu, Nilton Bobato; o presidente do Sindhoteis, Neuso Rafagnin; o vice-presidente da Fecomercio, Carlos Rodrigues do Nascimento; o presidente da Embratur, Gilson Machado Neto; o diretor-geral brasileiro da Itaipu Binacional, general Silva e Luna; e o coordenador-geral do festival, Paulo Angeli. (Com AEN)
A movimentação de cargas pela Ferroeste (Estrada de Ferro Paraná Oeste S/A), que liga Cascavel a Guarapuava e transporta a produção agropecuária do Oeste paranaense para o Porto de Paranaguá, cresceu 34% nos primeiros dez meses de 2020, em relação ao mesmo período de 2019. O volume de janeiro a outubro deste ano chegou a 1,2 milhão de toneladas transportadas e, mesmo sem contar novembro e dezembro, já é a maior quantidade registrada pela empresa em um ano.
Nesta terça dia (01), o governador Carlos Massa Ratinho Junior esteve na Ferroeste e entregou o primeiro pacote de revitalização e modernização das locomotivas e vagões empresa. Passam pelos trilhos da ferrovia grãos e frango refrigerado, que são enviados para exportação via Porto de Paranaguá, e fertilizantes e cimento ensacado, transportados até Cascavel. O trabalho apenas na movimentação de grãos (730 mil toneladas) atingiu patamar histórico, ajudando a potencializar as exportações de soja do Paraná, que atingiram US$ 4,4 bilhões até outubro, 31% de tudo o que saiu do Estado para outros países e 57% maior em relação a 2019.
Entre janeiro e outubro deste ano a Ferroeste registrou lucro operacional de R$ 1,2 milhão e faturamento bruto de R$ 19 milhões, segundo balanço da empresa. Também houve redução dos custos operacionais em relação a 2019, em cerca de 35%, consequência de um trabalho de austeridade. O resultado consolida o bom desempenho que a empresa vem conquistando desde o ano passado, quando pela primeira vez a estatal, criada em 1996, fechou com lucro.
“Queríamos mostrar que um bom trabalho pode fazer a diferença na Ferroeste. Ela nunca havia dado lucro e a média era de prejuízo de R$ 7 milhões por ano. Agora começou a dar lucro, estamos em novo patamar”, disse o governador Carlos Massa Ratinho Junior. “Hoje a Ferroeste é referência em volume, logística, em apoio ao agronegócio, manchete na imprensa nacional”.
EFICIÊNCIA - Segundo o secretário estadual de Infraestrutura e Logística, Sandro Alex, a Ferroeste parou de custar ao bolso do paranaense. “A empresa é símbolo de eficiência e isso é comprovado com números. Ano passado ela teve lucro e entramos no segundo ano da mesma forma, além de conseguir inclui-la no Programa de Parcerias de Investimentos (PPI) do governo federal”, disse. “Temos que agradecer essa equipe. Se fosse fácil, estava feito. Temos o objetivo de conectar a ferrovia com o Centro-Oeste e transformar a logística do Estado para sempre”.
Para o diretor-presidente da Ferroeste, André Gonçalves, esses números foram alcançados com austeridade, gestão, parceria com o setor produtivo e o acordo com a Rumo Logística para ampliar a capacidade de escoamento da safra da região Oeste pelo ramal ferroviário. As duas empresas passaram a dividir os trilhos no começo deste ano – a Rumo, que opera o trecho entre Guarapuava e Paranaguá, passou a entrar com seus vagões na malha da Ferroeste, dobrando a capacidade de operação das empresas.
“Esse ano trabalhamos com a Rumo em uma operação contínua. Em termos de faturamento não é tão alto, mas o resultado é bom. O grande ganho é a melhoria do atendimento do setor produtivo. Queremos aumentar gradativamente essa performance enquanto a Nova Ferrovia não sai do papel”, destacou Gonçalves. “A solução do gargalo logístico está na ferrovia. Ficamos para trás. É hora de recuperar esse tempo perdido”.
DESESTATIZAÇÃO - A Ferroeste foi qualificada em meados deste ano no âmbito do Programa de Parcerias de Investimentos (CPPI) do governo federal, o que deve acelerar o seu processo de desestatização. O pedido foi feito pelo Governo do Estado e significa que a União vai ajudar o Paraná com apoio técnico regulatório necessário em diversas áreas, da modelagem e meio ambiente à atração de investidores.
A expectativa é colocar a Ferroeste em leilão na B3 até o final de 2021 já com o Estudo de Viabilidade Técnica, Econômica e Ambiental (EVTEA), o Estudo de Impacto Ambiental (EIA) e seu respectivo Relatório de Impacto Ambiental (RIMA) da ferrovia que liga Maracaju (MS) a Paranaguá concluídos. O modelo de concessão (total ou parcial) será discutido em um Comitê de Governança do Projeto, mas a ideia é que o setor produtivo assuma a companhia é o compromisso com a construção desses novos trilhos.
A nova ferrovia terá 1.371 quilômetros. O projeto inclui a construção de uma malha entre Maracaju e Cascavel (Oeste do Paraná), a revitalização do atual trecho ferroviário operado pela Ferroeste, entre Cascavel a Guarapuava; a construção de um novo traçado entre Guarapuava e Paranaguá e de um ramal multimodal entre Cascavel e Foz do Iguaçu. Como está em fase de elaboração, não há um valor definido para a obra.
“Os estudos de viabilidade econômica e ambiental estão em andamento, e a modelagem econômico-financeiro está em fase final de contratação. Com os três vamos chegar no leilão da B3 até o final do ano que vem”, disse o diretor-presidente da Ferroeste. Segundo ele, o trilho original será conhecido ainda no final deste ano.
Além disso também está sendo feito o valuation da companhia para levantamento dos ativos da empresa.
INVESTIMENTOS - Também há melhorias em andamento com recursos do Governo do Estado na Ferroeste. Eles englobam R$ 1 milhão na construção de um parque fotovoltaico para reduzir em 50% os gastos com energia elétrica, R$ 1 milhão para resolver os nove pontos críticos do trecho Guarapuava-Cascavel, diminuindo as restrições de velocidade e melhorando a eficiência do transporte; e R$ 3 milhões com apoio de Itaipu Binacional para a contratação dos Estudos de Viabilidade Técnica, Econômica e Ambiental (EVTEA) dos terminais de Cascavel (novo plano-diretor para modernização do terminal, preparando a estrutura para a ferrovia Maracaju-Paranaguá) e Foz do Iguaçu (análise de localização para complementar as obras em andamento no município, tirando os caminhões do Centro). (Com AEN).
O governador do Paraná, Carlos Massa Ratinho Junior, assinou nesta terça dia (1) o decreto 6.284/2020 que estabelece limitação de horário para circulação de pessoas no período noturno, o chamado “toque de recolher”. O prazo de vigência é de 15 dias, prorrogáveis ou não.
Uma nota divulgada pelo Governo do Estado afirma que o novo decreto foi assinado "em razão do significativo aumento no número de pessoas contaminadas pela Covid-19 no Paraná". De acordo com o texto, a proibição valerá durante o fim da noite e a madrugada, das 23 horas às 5 horas. A medida entra em vigor a partir desta quarta-feira (2) e vale para todas as cidades do Paraná. Não foram estipuladas quais serão as punições para quem descumprir a nova regra.
Fiscalização:
Apenas serviços essenciais, como saúde e segurança pública, ficam liberados da restrição. O Governo garante que a Polícia Militar vai ampliar a fiscalização, reforçando o trabalho das guardas municipais. O documento ainda determina que a Secretaria de Estado de Segurança Pública deverá, durante o período indicado, intensificar operações de fiscalização e orientação, a fim de coibir aglomerações, principalmente aquelas com consumo de bebidas alcoólicas, especialmente entre as 23 horas e 5 horas.
Secretário de Estado da Saúde, Beto Preto explicou que a resolução busca conter a movimentação de pessoas durante o período noturno, especialmente dos mais jovens. A iniciativa, reforçou ele, é para evitar aglomerações em parques, bares, festas, casas noturnas e estabelecimentos do gênero.
“A situação é muito grave. Precisamos deste toque de recolher para quebrar a velocidade de transmissão do vírus. E conscientizar as pessoas para que fiquem em casa. Quem pode, precisa respeitar o isolamento e o distanciamento social”, afirma o secretário. “É a medida para que possamos ter um Natal mais calmo. Neste momento o ritmo abertura de leitos no Estado, seja de UTI ou de enfermaria, não consegue mais acompanhar a velocidade dos casos”, acrescenta.
Aumento de casos:
Beto Preto lembrou que houve um aumento de 23,9% na média móvel de casos e de 6,2% na média de óbitos nos últimos 14 dias no Paraná. Atualmente, de acordo com a Secretaria da Saúde, a equação aponta para 2.635 novas contaminações por dia e 24 mortes em decorrência do coronavírus.
“É difícil falar para as pessoas permanecerem em casa depois de nove meses de pandemia. Mas precisamos com urgência tentar mais uma vez o isolamento social, uso de máscara e principalmente o distanciamento”, destaca.
O novo decreto informa que “a expansão de leitos de UTI exclusivos para Covid-19 já se encontra em seu último estágio, havendo falta de recursos humanos, insumos e equipamentos no atual panorama”. (Com AEN).
O Governo do Paraná deve publicar nas próximas horas um decreto com novas medidas no combate ao coronavírus, entre elas o toque de recolher. A afirmação é do secretário estadual de Saúde Beto Preto.
"Teremos a edição de um decreto no sentido de instituir o toque de recolher, diminuir a circulação de pessoas de madrugada, a partir das 22h ou 23h". Parques e praças também devem ter restrições de circulação pessoas.
Beto Preto pediu que os prefeitos paranaenses sigam a mesma linha de ação e afirmou que os servidores estaduais deverão voltar ao trabalho remoto.
As medidas são necessárias para conter a disseminação do vírus no Paraná, que tem apresentado um crescimento significativo em todo o estado nas últimas semanas. Várias cidades registraram recordes no contágio da doença recentemente. (Com Tarobá News).
"É um momento crítico. Estamos numa curva ascendente íngreme nesse momento no número de casos e temos que interrompê-la", justificou.
Veja a nota divulgada pelo governo estadual:
O Governo do Estado reafirma que continuam válidas todas orientações divulgadas desde o início da pandemia da Covid-19 para evitar a propagação do novo coronavírus, como o distanciamento físico, o uso de máscara e a higiene pessoal.
Por meio da Secretaria de Estado da Saúde (SESA), e em alinhamento com os gestores municipais, serão produzidos dois novos instrumentos jurídicos para ajudar a conter a alta disseminação do vírus verificada nos últimos dias.
Um deles refere-se à restrição de horário para circulação de pessoas no período noturno – “toque de recolher”. A outra recomendará a retomada das atividades de trabalho remoto de servidores estaduais, semelhante à resolução anteriormente publicada pela SESA.
As normativas deverão ser publicadas até a quarta-feira (2).
Os prefeitos da região Oeste do Paraná estão reunidos na manhã desta terça dia (1°) de dezembro para debater os efeitos e quais as medidas necessárias a serem tomadas durante a segunda onda da Covid-19.
Com dados preocupante e número de casos aumentando significativamente em todas as cidades da região, a Amop (Associação dos Municípios do Oeste do Paraná) inicia o debate para identificar a fragilidade, onde estão os pontos mais preocupantes e quais medidas serão tomadas para controlar o contágio da população.
O Brasil, no geral, teve uma crescente nos dados nas últimas semanas, com número de vítimas fatais semelhantes ao comparado no meses de pico da doença.
O uso da máscara, apesar de ter sido abandonado por boa parte da população, é obrigatória, bem como acesso aos espaços públicos e estabelecimento privados. (Com Catve/AMOP).
Os portos do Paraná colecionam mais uma expressiva marca. Paranaguá e Antonina alcançaram nesta segunda-feira (30) o recorde de 53,382 milhões de toneladas de cargas movimentadas. O volume é o maior da história. O governador Carlos Massa Ratinho Junior participou em Paranaguá da contagem regressiva que consolidou o marco inédito e que foi comemorado com os trabalhadores portuários. A previsão é que apenas o mês de novembro feche com 4.459.487 de toneladas movimentadas.
“Um momento histórico, a maior movimentação em 85 anos do porto de Paranaguá. Quebramos um recorde que já havia sido batido no ano passado, com 53 milhões de toneladas. Mas em 2019, foi no último dia do ano e desta vez foi com um mês de antecedência”, afirmou. Ele ressaltou, também, que o recorde será ainda ampliado, já que falta um mês completo para fechar 2020.
Ratinho Junior destacou que a marca se torna ainda mais significativa em virtude dos percalços que marcaram 2020, especialmente a pandemia causada pelo novo coronavírus. A crise sanitária, reforçou ele, acabou por desencadear uma retenção na economia de todo mundo e, no Paraná, verificada com a diminuição da arrecadação.
“Trabalhamos muito com planejamento para que os portos paranaenses não fechassem um dia sequer por causa da pandemia. Tudo isso garantindo a segurança dos trabalhadores e de quem usa os nossos terminais. Nos tornamos referência para o País”. afirmou o governador. “Em um ano totalmente difícil, por isso temos muito a comemorar. É fruto de um excelente trabalho de equipe”, disse, enquanto vistoriava o Centro de Controle de Operações, que monitora as atividades portuárias.
SEIS RECORDES NO ANO - Diretor-presidente da Portos do Paraná, Luiz Fernando Garcia destacou que a conquista desta segunda-feira é a “cereja do bolo” de um ano bastante especial para os portos paranaenses. Ele lembrou que foram atingidos seis recordes no ano. Os melhores meses de março, abril, maio, setembro e outubro da história em movimentações.
Com 5.716.477 toneladas, maio se tornou também o melhor resultado mensal da história dos Portos. “É um resultado do Paraná, de toda a comunidade portuária. Sempre falamos aqui: o porto tem se ser cada vez mais competitivo e eficiente”, ressaltou Garcia.
“Apesar da pandemia, o ano foi de muito trabalho. As exportações de grãos e alimentos cresceram, com o câmbio favorável, e o tempo seco favoreceu os embarques”, completou. “Além disso a safra foi recorde do Paraná, uma união de fatores que aumenta a nossa responsabilidade em busca de novos recordes”, acrescentou.
EXPORTAÇÃO – Cerca de 65% da movimentação dos portos paranaenses, entre janeiro e outubro deste ano foram de produtos de exportação: 38,1 milhões de toneladas de cargas. O volume nesse sentido do comércio exterior é 13% maior que o registrado no mesmo período, em 2019 (28,2 milhões de toneladas). As importações somaram 17,1 milhões de toneladas. Cerca de 4% mais que no ano passado, com 16,4 milhões de toneladas.
GRÃOS – Mais de 66% das exportações e importações foram de granéis sólidos. Foram quase 32,5 milhões de toneladas de grãos, movimentadas entre de janeiro e outubro de 2020. No ano anterior, foram 29,6 milhões de toneladas (alta de 10%).
Nesse segmento, destaque para o aumento de 78% registrado no volume de açúcar embarcado. Já são 3,67 milhões de toneladas exportadas, ante 2 milhões em 2019. Somente no último mês, foram 566.617 toneladas, mais que o dobro do que o registrado em outubro do ano passado.
DESEMPENHO – Secretário de Estado da Infraestrutura e Logística, Sandro Alex reforçou que os resultados são frutos de uma administração independente, focada em entregar o melhor desempenho e fazer dos portos do Paraná os mais produtivos do País.
“Temos um quadro extremamente técnico que se dedica, diariamente, para manter a excelência nos serviços prestados nos portos de Paranaguá e Antonina. Mesmo com a pandemia, o Paraná não parou e seguiu avançando”, comentou o secretário. “É uma superação de todos, do povo paranaense. Temos sim o porto mais eficiente do País, reflexo da dedicação integral de toda uma equipe”, completou.
CAMINHÕES – Em 2020, de janeiro até o dia 27 de novembro, 422.774 caminhões passaram pelo porto de Paranaguá. O número é aproximadamente 12,7% maior que durante todo o ano de 2019, quando foram pouco mais de 375.899 veículos recebidos. Os caminhoneiros, que não pararam durante a pandemia de Covid-19, são responsáveis por 84% da movimentação de produtos que chegam ou saem pelo porto paranaense.
PRESENÇAS – Participaram do evento os prefeitos José Paulo Azim (Antonina) e Marcelo Roque (Paranaguá); os prefeitos eleitos Rudão Gimenes (Pontal do Paraná) e Lilian Ramos Narloch (Guaraqueçaba); os deputados estaduais Gilson de Souza e Nelson Justus; o capitão de Mar e Guerra, Rogério Antunes Machado; o delegado da Receita Federal em Paranaguá, Gerson Faucz; e os diretores do Porto André Pioli (Empresarial), Luiz Teixeira da Silva Júnior (Operações), Marcus Freitas (Jurídico), Luciano Costenaro (Administrativo Financeiro), Rogério Barzelay (Engenharia e Manutenção) e João Paulo Ribeiro Santana (Meio Ambiente).
Veja como foi a movimentação mês a mês dos Portos do Paraná em 2020
Janeiro – 3.446.288
Fevereiro – 3.863.794
Março – 5.235.158* (melhor março da história)
Abril - 5.528.124 * (melhor abril da história)
Maio – 5.716.477 ** (melhor maio e melhor resultado mensal da história)
Junho – 4.387.554
Julho – 5.118.798
Agosto – 5.376.451
Setembro – 5.261.752* (melhor setembro da história)
Outubro – 5.048.117* (melhor outubro da história)
Novembro – 4.459.487 - previsão
Total: 53.382.000
Quantidade de navios recebidos:
2020- 2.254
2019 - ano todo - 2.402
Quantidade de caminhões:
Até dia 27/11/2020 – 422.774
2019 (completo) – 375.899
Terminais paranaenses se destacam em premiação nacional
A empresa Portos do Paraná tem a melhor gestão pública do País. O reconhecimento foi feito pelo governo federal na premiação “Portos + Brasil”, entregue na terça-feira (24), pelo Ministério da Infraestrutura. Vencedora em duas das quatro categorias, a empresa pública paranaense liderou o ranking nacional nas práticas de mercado e em gestão.
Paraná alcançou a maior nota no Índice de Gestão das Autoridades Portuárias (IGAP): 98,5 pontos. O Estado foi o primeiro e o único a receber autonomia total na administração dos contratos de exploração dos portos organizados. A descentralização foi feita em agosto de 2019 e deu mais eficiência e celeridade aos processos envolvendo os terminais paranaenses.
A Portos do Paraná ainda ganhou na categoria Execução dos Investimentos Planejados, com índice de 81,8%. O conceito é importante para mensurar a proporção do orçamento de investimento disponível que foi efetivamente executada pela autoridade portuária.
“Esses troféus é o reconhecimento de que o Paraná é o Estado mais eficiente do País. Disputamos com portos importantes do País e ficamos com dois dos quatro principais prêmios. Para nós é motivo de muito orgulho”, ressaltou Ratinho Junior. “Somos a melhor gestão do País. É a comprovação da eficiência, de um trabalho fantástico feito em equipe", acrescentou o secretário de Estado da Infraestrutura e Logística, Sandro Alex.
INVESTIMENTOS – A empresa pública deve investir R$ 609 milhões em obras de infraestrutura terrestre e marítima nos próximos anos. Somente no programa de dragagem continuada serão R$ 403,3 milhões nos próximos cinco anos. Também estão em andamento o projeto executivo do novo Corredor de Exportação; a reforma do Píer de Inflamáveis (R$ 28,5 milhões); e a derrocagem da Pedra da Palangana (R$ 23,2 milhões), entre outros. (Com AEN)

























