Governo do Estado propõe atualizar a Lei de Inovação

O Governo do Estado encaminhou para a Assembleia Legislativa do Paraná a proposta de uma nova lei de inovação, que busca fomentar o desenvolvimento em áreas estratégicas do Estado. A nova lei conecta Instituições de Pesquisa Científica e Tecnológica (ICT) com o mercado de trabalho, com foco na solução de demandas em áreas estratégicas.

 

O projeto foi construído com a colaboração de várias instituições, sob a coordenação da Superintendência Geral de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, e lideranças do Sistema Estadual de Parques Tecnológicos (Separtec), em parceria com as universidades estaduais, Fundação Araucária, Instituto Tecnológico do Paraná (Tecpar), Detran-PR e representantes do setor produtivo.

 
 

O projeto faz parte de uma série de ações com o objetivo de impulsionar o ecossistema de empreendedorismo e inovação em todo o território paranaense. É resultado de debate entre a comunidade acadêmica e o setor empresarial e produtivo, a fim de elaborar um instrumento regulatório que proporcione segurança jurídica aos pesquisadores e empresários.

 

“Nesse cenário, essa interação é fundamental para fomentar a ciência aplicada, que contribui significativamente para o desenvolvimento sustentável, econômico e social”, afirma o superintendente estadual de Ciência, tecnologia e Ensino Superior, Aldo Bona.

 

O presidente da Assembleia Legislativa, deputado Ademar Traiano, reconhece a necessidade de um marco legal atualizado, e em consonância com as exigências do mercado. “Vamos iniciar imediatamente a tramitação desse projeto para que possamos dar ao estado e ao setor produtivo todas as condições necessárias para tornar o Paraná cada vez mais eficiente e tecnológico”, ressalta.

 

“Esse novo marco legal de inovação do Estado é fundamental para que estejamos alinhados com as demandas que o mundo exige. É a gente trabalhar a tríplice hélice da inovação de uma forma mais coesa: governo, setor produtivo e academia”, acrescenta o superintendente de Inovação do Paraná, Henrique Domakoski.

 

PROPOSTA – A proposta moderniza a legislação estadual de Inovação de 2012 (Lei Ordinária nº 17.314), incorporando atualizações do Novo Marco Legal de Ciência, Tecnologia e Inovação, instituído pela Lei Federal nº 13.243/2016.

 

A expectativa é minimizar barreiras legais, que dificultam o desenvolvimento do setor produtivo. A legislação também estabelece cooperação entre diferentes setores e fomenta o desenvolvimento econômico-social.

 

A diretora de Propriedade Intelectual na Agência de Inovação Tecnológica da Universidade Estadual do Centro-Oeste (Unicentro), Cláudia Crisostimo, diz que a adequação ao Normativo Federal possibilita a aproximação entre os setores público e o privado. “Essa medida vai promover mais competitividade entre startups e outras empresas locais com avanços tecnológicos significativos”, afirma.

 

Para o presidente da Federação das Associações das Empresas Brasileiras de Tecnologia da Informação (Assespro), Adriano Krzyuy, a nova lei vai ajudar a criar um ambiente de inovação. “Vai ajudar a criar um ambiente de inovação tanto para que o empresário seja mantido dentro do Estado para continuar inovando, quanto atrair novas empresas e startups”, diz Krzyuy.

 

POTENCIAL – Um ranking divulgado no mês de outubro pela Assessoria de Assuntos Econômicos do Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI) apontou que as Universidades Estaduais do Paraná estão entre as 50 instituições brasileiras que mais registraram patentes em 2019.

 

Para o coordenador de Ciência e Tecnologia da Superintendência de Ciência, tecnologia e Ensino Superior, Paulo Parreira, o resultado demonstra a capacidade das universidades na geração soluções a sociedade. “Queremos criar um ambiente cada vez mais favorável às universidades, empresas e startups, para que possam estimular o surgimento de novos produtos e serviços inovadores”, destaca.

 

CONSULTA PÚBLICA – A proposta da Lei de Inovação foi construída de maneira coletiva com contribuições fundamentadas em estudos e pesquisas, por meio de uma consulta pública, realizada de maio a junho de 2019.(Com CGN)

 

 

 

 

 

Projeto de lei lista grupos prioritários para receber a vacina contra a covid-19 no Paraná

O deputado estadual Michele Caputo (PSDB) apresentou nesta quarta dia 25, na Assembleia Legislativa do Paraná, o projeto de lei 664/2020 que estabelece grupos prioritários de vacinação contra a covid-19 no Paraná. A medida valeria apenas para as vacinas adquiridas pelo Governo do Estado, tendo em vista que as vacinas ofertadas pelo governo federal seguirão as diretrizes do Programa Nacional de Imunização.

 

Entre os prioritários estão os profissionais de saúde, cuidadores de idosos e de instituições de longa permanência, bem como aqueles que estiverem ligados diretamente ao combate da covid-19. 
“Temos que proteger em primeiro lugar quem está na linha de frente do combate à essa pandemia. Pessoas que se expõe ao risco todos os dias para salvar vidas”, explicou o deputado.

 

Conforme a proposta serão priorizadas ainda as pessoas com 60 anos de idade ou mais; pessoas com doenças crônicas não transmissíveis, outras condições clínicas especiais (doença respiratória crônica, doença cardíaca crônica, doença renal crônica, doença hepática crônica, doença neurológica crônica, diabetes, imunossupressão, obesos, transplantados e portadores de trissomias) e/ou outras comorbidades passíveis de agravamento da covid-19.“Essa atenção especial aos idosos e pessoas com comorbidades se deve ao fato deles terem maior risco de internamento e morte por conta da infecção por covid-19”, justifica Caputo.

 

O texto estabelece ainda que outros grupos prioritários poderão ser definidos também pela Secretaria de Estado da Saúde. “Estamos a passos largos em busca de uma vacina comprovadamente eficaz e atestada pela Anvisa. Assim que ela estiver no mercado com toda certeza o Governo do Paraná fará a compra e disponibilizará aos paranaenses”, disse Michele Caputo. 

 

A Assembleia Legislativa do Paraná, destaca o deputado, repassou ao Governo do Estado R$ 100 milhões para aquisição de vacinas contra a covid-19. “Somado ao orçamento 2021, são R$ 200 milhões para aquisição de vacinas para imunizar todos aqueles que precisam e poderão ser vacinados”, lembra. (Com CGN)

 

 

 

 

 

 

UEL integra equipe que produz enxaguante bucal contra o vírus da Covid-19

A Universidade Estadual de Londrina (UEL) participou do estudo que desenvolveu uma fórmula para um enxaguante bucal que elimina 96% do Sars-CoV-2, vírus causador da Covid-19. Também integraram a pesquisa a Faculdade de Odontologia da Universidade de São Paulo (USP), em Bauru (SP), o Instituto de Ciências Biológicas da USP e o Instituto Federal do Paraná.

 

Trata-se do Detox Pro. O estudo é coordenado pelo cirurgião-dentista Fabiano Vieira Vilhena, pesquisador da USP, que também coordena o Centro de Pesquisa e Inovação da empresa que desenvolveu o produto.

 

A professora Andrea Name Colado Simão, do Departamento de Patologia, Análises Clínicas e Toxicológicas, do CCS, explica que a participação da UEL ocorre em três etapas. 

 

Na primeira, pesquisadores da universidade comprovaram a eficácia do antisséptico bucal no Laboratório de Pesquisa em Imunologia Clínica. Foram analisadas amostras de saliva de pacientes que participaram da pesquisa clínica, realizada em outros centros de pesquisa.

 

Andrea destaca que a experiência do laboratório foi fundamental na padronização da análise de detecção viral em amostras de saliva, assim como na agilidade dos resultados, possibilitando que o produto possa ser lançado ainda este ano. 

 

A segunda etapa refere-se à realização de um estudo clínico, iniciado em outubro, que vai avaliar a eficácia do antisséptico bucal na carga viral em pacientes com diagnóstico de Covid-19 atendidos pelo setor de Moléstias Infecciosas do Hospital Universitário (HU/UEL).

 

O antisséptico vai ser usado individualmente ou em associação com spray nasal. “As pesquisadoras propuseram uma nova abordagem para avaliação da eficácia do produto aqui no HU de Londrina e irão analisar o efeito do antisséptico bucal não apenas em amostras de saliva, mas também em amostras coletadas com swab de naso-orofaringe”, explica a professora.

 

De acordo com ela, até o momento, 23 pacientes  participaram do estudo e o produto tem sido bem aceito por eles, sem nenhum efeito colateral relatado.

 

A terceira etapa será avaliar como o antisséptico atua de forma preventiva em funcionários do HU, como enfermeiros, médicos e residentes. Essa fase está prevista para janeiro de 2021.

 

VANTAGENS – Andrea Colado Simão afirma que o antisséptico apresenta como uma das vantagens ser administrado de forma tópica – ou seja, local – podendo reduzir a carga viral de Sars-CoV-2 e também a microbiota nasofaríngea. “Isso melhora clinicamente o paciente infectado e reduz a contaminação do ambiente”, afirma.

 

BLOQUEIO – O pesquisador da USP Fabiano Vilhena, que coordena os estudos, afirmou que o antisséptico bucal elimina o vírus da Covid-19 em 96%, evitando a propagação para outras pessoas. Ele ressaltou que as pesquisas foram aprovadas em Comitês de Ética em Pesquisa com Seres Humanos, que estabelecem regras para o levantamento ético dos dados.

 

Além disso, há registro no Clinical Trials da Organização Mundial de Saúde e Registro Brasileiro de Ensaios Clínicos. Ao todo, foram dez estudos, entre epidemiológicos, clínicos e estudos de caso controle.

 

Vilhena explicou que o vírus, ao entrar no organismo humano, percorre uma rota. Ele vai para a glândula salivar, língua, amígdala e vias respiratórias. “Inativar a transmissão da Covid-19 nas vias aéreas é uma das formas mais eficazes de não avançar a doença para as vias aéreas respiratórias inferiores”, destaca. “O antisséptico é capaz de bloquear o vírus na cavidade oral, impedindo que ganhe forças e avance para o restante do organismo”.

 

Pela UEL, a coordenação dos trabalhos é da professora Audrey Alesandra Stinghen Garcia Lonni, do Departamento de Ciências Farmacêuticas, do Centro de Ciências da Saúde (CCS).

 

Também participam da pesquisa o professor Marcell Alysson Batisti Lozovoy, do Departamento de Patologia, Análises Clínicas e Toxicológicas; os professores Walton Luiz Del Tedesco Junior e Philipe Quagliato Bellinati, do Departamento de Clínica Médica; a médica infectologista Zuleica Naomi Tano; a mestranda Luiza Mara Venâncio, do Programa de Pós-Graduação em Ciências Farmacêuticas; a pós-doutoranda Nicole Perugini Stadtlober do Programa de Pós-Graduação em Fisiopatologia Clínica e Laboratorial; e os estudantes do curso de Medicina Guilherme Lerner Trigo e Pedro Luis Candido de Souza Cassela.(Com AEN)

 

 

 

 

 

Governo e empresários discutem investimentos e infraestrutura

O governador Carlos Massa Ratinho Junior se reuniu nesta quarta dia 25 ,com presidentes de cooperativas e de uma agroindústria para discutir projetos de infraestrutura, o cenário da economia e os investimentos planejados pelo agronegócio para os próximos anos, na cadeia de grãos e de carne. Os encontros contaram com a participação do vice-governador Darci Piana e dos secretários Norberto Ortigara, da Agricultura e Abastecimento, e Sandro Alex, de Infraestrutura e Logística.

 

“O agronegócio é muito forte no Paraná e, apesar da pandemia, tem registrado números ainda mais expressivos de exportação e de geração de empregos. Esses encontros ajudam a entender a demanda dos cooperados e dos industriais e também possibilitam que o Governo do Estado e a iniciativa privada acertem nos investimentos para favorecer o desenvolvimento de cidades de pequeno porte e melhorar a logística de escoamento dos produtos”, disse o governador.

 

O Paraná é o principal produtor do País em algumas culturas do campo (cevada, trigo e feijão) e de segmentos importantes da carne, como avicultura e piscicultura (tilápias), além de segundo maior responsável por soja, milho, suínos e leite. Também é sede das maiores cooperativas da América Latina e de um ecossistema integrado de crédito, apoio técnico, oferta de trabalho e logística de exportação que favorece o crescimento anual de geração de bens a partir dessas conexões.

 

Essa percepção do investidor, afirmou o governador, leva em consideração esse contexto e os novos investimentos públicos em infraestrutura, facilitando acessos e encurtando distâncias, uma política fiscal que incentive a geração de empregos e o desenvolvimento social, e o crescimento observado no Porto de Paranaguá nos últimos dois anos – nesta terça-feira (24), a empresa pública Portos do Paraná foi eleita a mais eficiente do País no setor, segundo o Ministério da Infraestrutura.

 

Segundo Norberto Ortigara, os encontros tiveram como saldo "uma boa colheita". Ele destacou o ânimo dos empresários do campo com o câmbio favorável, a modernização dos sistemas produtivos e a urgência em acelerar os investimentos para atender mercados cada vez mais exigentes, dentro e fora do País.

 

Outro fator, segundo ele, é a conquista do selo de sanidade de área livre de febre aftosa sem vacinação, outorga que será internacional a partir de 2021, facilitando a abertura de novos mercados consumidores.

 

“O Paraná tem disposição para reunir as maiores cooperativas, acredita na possibilidade de estar cada vez mais presente nos mercados, em prosperar, competir de igual para igual, inibir a importação e agredir na exportação”, disse. “É uma boa safra de investimento chegando no Paraná, para construção ou ampliação, especialmente em proteínas animais. Agora vamos trabalhar para concretizar os investimentos utilizando esse sistema de crédito e incentivos fiscais”.

 

IDH E PROJETOS – Na rodada com os empresários, o governador Ratinho Junior também afirmou que a prioridade do Estado é a atração de novos negócios nos 60 municípios com baixo Índice de Desenvolvimento Humano (IDH). A esse estímulo se somam aportes em energia e em infraestrutura para facilitar a rotina dos parques industriais, e a possibilidade de usar crédito de exportação para investimentos.

 

O governador também pediu auxílio do setor produtivo para a contratação de projetos executivos para obras que são necessárias para a viabilização desses empreendimentos, com apoio técnico do Departamento de Estradas de Rodagem do Paraná (DER-PR), o que imprime velocidade às modernizações e desafoga o trabalho dos técnicos do órgão. Ele citou o projeto da revitalização da PR-160 entre Imbaú e Reserva, nos Campos Gerais, que a Klabin doou para o Estado no ano passado. A obra já entrou em licitação.

 

O governador citou, ainda, investimentos planejados no Porto de Paranaguá, que serão como “um novo porto dentro do atual”. Os dois principais são o novo sistema de carga e descarga, com aporte projetado de R$ 400 milhões, e o novo Corredor de Exportação do terminal, com expectativa de emprego de R$ 800 milhões para aumentar a movimentação de grãos. Esses investimentos vão aumentar em 65% a capacidade de carga no terminal, favorecendo, ainda mais, o alcance de novos recordes de transporte de cargas – 2019 já foi o melhor ano da história e 2020 ultrapassará a marca.

 

PRESENÇAS – Participaram das agendas o diretor de Desenvolvimento Econômico, Mercado e Relações Internacionais da Invest Paraná, Giancarlo Rocco; o diretor-geral do Departamento de Estradas de Rodagem do Paraná (DER-PR), Fernando Furiatti; o diretor de Operações do Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE), Wilson Bley Lipski; e diretores das cooperativas e agroindústrias envolvidas diretamente nos projetos.(Com AEN)

 

 

 

 

 

Crianças precisam ser vacinadas contra a pólio e as demais doenças graves

A Secretaria de Estado da Saúde alerta os pais e responsáveis por crianças de 12 meses até 5 anos para que as levem a postos para a imunização. Todas as salas de vacina estão adotando os protocolos de segurança estabelecidos para a prevenção da Covid-19. O Paraná tem 1.850 salas distribuídas em todos os municípios.

 

“Reafirmamos que a vacinação contra a pólio e contra outras graves doenças é fundamental para a saúde. Alertamos os paranaenses também para a questão das doenças consideradas erradicadas, que podem voltar a qualquer momento. Foi o que aconteceu com o sarampo, que voltou a registrar casos depois de 20 anos”, afirma o secretário estadual da Saúde, Beto Preto.

 

“Neste momento que antecede a chegada da vacina contra a Covid-19, a população deve atualizar a caderneta de vacinação. Entendemos a expectativa quanto a vacina da Covid, mas alertamos que é preciso estar imunizado contra todas outras doenças para as quais temos as doses disponibilizadas na rede pública. São 18 vacinas ofertadas para imunizar contra doenças tão graves quanto a Covid e que também podem levar a óbito”, enfatiza o secretário.

 

VIGILÂNCIA - A Vigilância Epidemiológica da Secretaria da Saúde atua com medidas permanentes de controle, acompanhando todas as notificações e casos suspeitos de doenças consideradas erradicadas como sarampo, pólio, rubéola e difteria.

 

A notificação compulsória das ocorrências suspeitas é a principal fonte da Vigilância. A partir dos registros feitos pelos serviços de saúde são desencadeadas as ações de contenção.

 

No caso da pólio, que é a paralisia infantil, doença infectocontagiosa viral aguda, a Vigilância é feita com a notificação e monitoramento de casos suspeitos de paralisias que chegam aos hospitais, como quadros de fraqueza muscular e outras manifestações que indiquem redução de tônus muscular. Identificando esses casos é feito o controle da poliomielite.

 

O Paraná não registra casos de pólio desde 1.986, mas para que a população esteja totalmente protegida é preciso atingir 95% de 583 mil crianças na faixa de 1 ano até menores de 5 anos.

 

“Até o momento, o Paraná apresenta a cobertura vacinal de 76% desta faixa, o que indica que milhares de crianças ainda precisam receber a dose”, afirma a diretora de Atenção e Vigilância em Saúde da Secretaria, Maria Goretti David Lopes.

 

SARAMPO – O sarampo é outra doença de contágio viral que sempre preocupa a Vigilância e o Programa Estadual de Imunizações, pois pode levar a complicações como encefalite, meningite e pneumonia e, em casos de maior gravidade, pode provocar o óbito.

 

O Paraná saiu da situação de surto do sarampo em setembro, depois de completar 90 dias sem registro de novos casos. Entre agosto do ano passado e agosto deste ano o estado totalizou 1.976 casos. Uma pessoa contaminada pode transmitir para outras 18.

 

“São várias as ações desenvolvidas pela Vigilância para garantir o controle, mas a proteção contra a doença acontece mesmo com a vacina, que no caso do sarampo tem 95% de eficácia”, disse a diretora.

 

Para estar imunizado contra o sarampo é preciso receber duas doses da Vacina Tríplice Viral entre 1 ano e 29 anos. Entre 30 a 59 anos a imunização acontece com dose única.

 

A Campanha Nacional de Vacinação contra o Sarampo, também segue em todo Estado até dia 18 de dezembro e nesta fase é dirigida às pessoas na faixa de 20 a 29 anos. (Com AEN). 

Hashtag:
Governo recebe empresários para discutir investimentos e infraestrutura

O governador Carlos Massa Ratinho Junior se reuniu nesta quarta dia 25, com presidentes de cooperativas e de uma agroindústria para discutir projetos de infraestrutura, o cenário da economia e os investimentos planejados pelo agronegócio para os próximos anos, na cadeia de grãos e de carne. Os encontros contaram com a participação do vice-governador Darci Piana e dos secretários Norberto Ortigara, da Agricultura e Abastecimento, e Sandro Alex, de Infraestrutura e Logística.

 

“O agronegócio é muito forte no Paraná e, apesar da pandemia, tem registrado números ainda mais expressivos de exportação e de geração de empregos. Esses encontros ajudam a entender a demanda dos cooperados e dos industriais e também possibilitam que o Governo do Estado e a iniciativa privada acertem nos investimentos para favorecer o desenvolvimento de cidades de pequeno porte e melhorar a logística de escoamento dos produtos”, disse o governador.

 

O Paraná é o principal produtor do País em algumas culturas do campo (cevada, trigo e feijão) e de segmentos importantes da carne, como avicultura e piscicultura (tilápias), além de segundo maior responsável por soja, milho, suínos e leite. Também é sede das maiores cooperativas da América Latina e de um ecossistema integrado de crédito, apoio técnico, oferta de trabalho e logística de exportação que favorece o crescimento anual de geração de bens a partir dessas conexões.

 

Essa percepção do investidor, afirmou o governador, leva em consideração esse contexto e os novos investimentos públicos em infraestrutura, facilitando acessos e encurtando distâncias, uma política fiscal que incentive a geração de empregos e o desenvolvimento social, e o crescimento observado no Porto de Paranaguá nos últimos dois anos – nesta terça-feira (24), a empresa pública Portos do Paraná foi eleita a mais eficiente do País no setor, segundo o Ministério da Infraestrutura.

 

Segundo Norberto Ortigara, os encontros tiveram como saldo "uma boa colheita". Ele destacou o ânimo dos empresários do campo com o câmbio favorável, a modernização dos sistemas produtivos e a urgência em acelerar os investimentos para atender mercados cada vez mais exigentes, dentro e fora do País.

 

Outro fator, segundo ele, é a conquista do selo de sanidade de área livre de febre aftosa sem vacinação, outorga que será internacional a partir de 2021, facilitando a abertura de novos mercados consumidores.

 

“O Paraná tem disposição para reunir as maiores cooperativas, acredita na possibilidade de estar cada vez mais presente nos mercados, em prosperar, competir de igual para igual, inibir a importação e agredir na exportação”, disse. “É uma boa safra de investimento chegando no Paraná, para construção ou ampliação, especialmente em proteínas animais. Agora vamos trabalhar para concretizar os investimentos utilizando esse sistema de crédito e incentivos fiscais”.

 

IDH E PROJETOS – Na rodada com os empresários, o governador Ratinho Junior também afirmou que a prioridade do Estado é a atração de novos negócios nos 60 municípios com baixo Índice de Desenvolvimento Humano (IDH). A esse estímulo se somam aportes em energia e em infraestrutura para facilitar a rotina dos parques industriais, e a possibilidade de usar crédito de exportação para investimentos.

 

O governador também pediu auxílio do setor produtivo para a contratação de projetos executivos para obras que são necessárias para a viabilização desses empreendimentos, com apoio técnico do Departamento de Estradas de Rodagem do Paraná (DER-PR), o que imprime velocidade às modernizações e desafoga o trabalho dos técnicos do órgão. Ele citou o projeto da revitalização da PR-160 entre Imbaú e Reserva, nos Campos Gerais, que a Klabin doou para o Estado no ano passado. A obra já entrou em licitação.

 

O governador citou, ainda, investimentos planejados no Porto de Paranaguá, que serão como “um novo porto dentro do atual”. Os dois principais são o novo sistema de carga e descarga, com aporte projetado de R$ 400 milhões, e o novo Corredor de Exportação do terminal, com expectativa de emprego de R$ 800 milhões para aumentar a movimentação de grãos. Esses investimentos vão aumentar em 65% a capacidade de carga no terminal, favorecendo, ainda mais, o alcance de novos recordes de transporte de cargas – 2019 já foi o melhor ano da história e 2020 ultrapassará a marca.

 

PRESENÇAS – Participaram das agendas o diretor de Desenvolvimento Econômico, Mercado e Relações Internacionais da Invest Paraná, Giancarlo Rocco; o diretor-geral do Departamento de Estradas de Rodagem do Paraná (DER-PR), Fernando Furiatti; o diretor de Operações do Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE), Wilson Bley Lipski; e diretores das cooperativas e agroindústrias envolvidas diretamente nos projetos. (Com AEN)

 

 

 

feed-image
SICREDI 02