Os secretários municipais de educação de vários município do Oeste do Paraná estão reunidos na manhã desta quinta dia (19), na AMOP, em Cascavel.
A pauta do dia é o retorno das aulas municipais no ano letivo de 2021, sobre como será feito esse procedimento, os cuidados básicos a serem tomados para evitar o contágio do novo coronavírus, a Covid-19. Bem como também é debatido o plano de ensino do próximo ano.
Desde março as aulas foram paralisadas de forma integral, assim que os dados começaram a avançar e a pandemia foi instaurada em todo mundo. Cascavel definiu por não retornar o ensino em 2020, mas manteve de forma remota, com atividades entregue aos pais semanalmente.
Ainda não há uma definição de data para que o sejam retomadas as atividades nas escolas, há o planejamento para que tudo esteja no controle das autoridades e não leve risco aos estudantes e também servidores. (Com Catve).
A Coordenadoria Estadual da Defesa Civil homenageou nesta terça-feira (17) a primeira-dama do Estado, Luciana Saito Massa, pelo apoio que tem sido dado por ela e pela Superintendência de Ação Solidária à Defesa Civil nas ações de atendimento à população vulnerável no Estado durante o período de pandemia. Também foram homenageados o secretário de Estado da Agricultura e do Abastecimento, Norberto Ortigara, e o diretor-presidente da Invest Paraná, José Eduardo Bekin.
Eles foram condecorados com a Medalha do Mérito da Defesa Civil Coronel QOBM Dario Natan Bezerra. A honraria é destinada a civis, militares e instituições públicas ou privadas por ações relevantes de proteção e defesa civil. Neste ano, 91 autoridades militares e 43 civis estão sendo condecorados, entre eles o governador Carlos Massa Ratinho Junior e o vice-governador Darci Piana. Por causa da pandemia, as entregas das medalhas estão sendo feitas gradualmente.
ATUAÇÃO CHAVE – A primeira-dama Luciana Saito Massa foi condecorada por sua atuação chave em diversas campanhas de arrecadação de doações, através de iniciativas como o Cesta Solidária (alimentos), Paraná Piá (brinquedos), Futebol Solidário (alimentos) e, agora, Natal Voluntário, que se inicia em apoio ao programa do Governo Federal Pátria Voluntária.
Luciana destacou a importância da atuação de sua equipe e de cada uma das pessoas que fizeram que contribuíram com estas ações, e de como cada uma delas é merecedora também desse reconhecimento.
TOMADA DE DECISÕES – A homenagem a Norberto Ortigada, secretário da Agricultura e do Abastecimento, foi um reconhecimento à sua participação ativa tomada de decisões e ações estratégicas do Estado, para que a população continuasse a ser atendida durante os momentos críticos da pandemia.
Foram ações como a identificação de serviços e atividades que não podiam ter paralisação. A atuação dos agricultores, especialmente com o programa de agricultura familiar, foi essencial nesse período de pandemia. Também houve um esforço em dialogar com produtores e lideranças para atender suas demandas e colaborar com o setor.
Entre as iniciativas, o Cartão Comida Boa, uma ajuda emergencial para garantir alimento à mesa das famílias atingidas pela pandemia. Aproximadamente 800 mil pessoas foram beneficiadas. O programa, concluído em agosto, garantiu uma movimentação de R$ 113 milhões na economia paranaense.
Já o programa Compra Direta Paraná garante segurança alimentar da população mais vulnerável e renda aos produtores rurais. Também é destaque o programa Leite das Crianças, que atende famílias de baixa renda. As entregas foram mantidas durante a pandemia.
INVESTIMENTOS - José Eduardo Bekin, diretor-presidente da Invest Paraná, recebeu a medalha da Defesa Civil devido à sua atuação durante a pandemia. Ele esteve à frente de ações de atração de investimentos, essenciais para manter a economia do Estado estabilizada e permitir a recuperação da crise causada pela pandemia.
A Invest Paraná é um instrumento de apoio a empresas locais e novos investimentos, fazendo a articulação entre governo e iniciativa privada. A instituição é responsável também pela criação do Programa Municipal de Atração de Investimentos (PMAI), que trabalha em conjunto com as prefeituras para melhorar o ambiente de negócios em cada cidade do Paraná. (Com AEN)
A Secretaria de Estado da Saúde divulgou nesta quarta dia (18) mais 1.328 casos confirmados e 35 mortes em decorrência da infecção causada pelo novo coronavírus.
O Informe traz também a confirmação de 1.712 casos retroativos que ocorreram entre o dia 23 de maio a 16 de novembro que estavam com investigação em aberto e agora foram encerrados como casos confirmados e automaticamente computados no sistema.
Os dados acumulados do monitoramento da Covid-19 mostram que o Paraná soma 243.654 casos e 5.742 mortos.
INTERNADOS – 690 pacientes com diagnóstico confirmado estão internados. São 599 pacientes em leitos SUS (290 em UTI e 309 em leitos clínicos/enfermaria) e 91 em leitos da rede particular (30 em UTI e 61 em leitos clínicos/enfermaria).
Há outros 1.085 pacientes internados, 445 em leitos UTI e 640 em enfermaria, que aguardam resultados de exames. Eles estão em leitos das redes pública e particular e são considerados casos suspeitos.
ÓBITOS – A secretaria informa a morte de mais 35 pacientes. Todos estavam internados. São 15 mulheres e 20 homens, com idades que variam de 32 e 93 anos. Os óbitos ocorreram entre 18 de setembro e 18 de novembro.
Os pacientes que morreram residiam em Araucária (3), Cascavel (3), Colombo (2), Maringá (2), Matinhos (2), Piraquara (2) e Ponta Grossa (2). A Sesa registra ainda a morte de uma pessoa que residia em cada um dos seguintes municípios: Apucarana, Cafeara, Campo do Tenente, Centenário do Sul, Contenda, Curitiba, Foz do Iguaçu, Francisco Beltrão, Irati, Itaipulândia, Jaboti, Jaguariaíva, Joaquim Távora, Lindoeste, Pinhais, Rolândia, Salto do Lontra, São José dos Pinhais e São Sebastião da Amoreira.
FORA DO PARANÁ – O monitoramento registra 2.515 casos de residentes de fora, 51 pessoas morreram. (Com AEN).
Um homem, de 55 anos morreu após ser atropelado por um trem na tarde desta quarta dia (18), no Jardim Novo Paulista, em Sarandi.
De acordo com o Corpo de Bombeiros, a vítima já estava morta quando os socorristas chegaram ao local. O maquinista informou a Polícia Militar que o homem seguia sobre os trilhos cambaleando e que todos os procedimentos de segurança foram adotados; como o acionamento da buzina para alertar e, em seguida, os freios de emergência, porém não foi possível evitar o acidente.
O corpo de um homem foi identificado como sendo Joaquim Aparecido da Silva, de 55 anos. (Com Plantão Maringá).
Ocupando a Alep (Assembleia Legislativa do Paraná) desde a tarde de quarta dia (18), a Justiça do Paraná determinou a desocupação imediata dos professores que estão acampados no local. Em caso de descumprimento, a multa diária é no valor de R$30 mil.
A liminar foi concedida pelo juiz substituto Fábio Machado no fim da noite de ontem, e garante a reintegração de posse. Ele afirmou que os manifestantes entraram no local de modo agressivo e que desrespeitaram as regras do local.
O juiz também afirmou que, o grupo impede a continuidade da atividade parlamentar e que a Alep tem o direito a reintegração de posse diante da detenção injusta e de má-fé dos manifestantes.
Reivindicação
Além da revogação do edital n. 47/2020, os educadores reivindicam a realização de concurso público, o cancelamento do processo de terceirização de funcionários de escola, a prorrogação dos contratos desses profissionais contratados pelo regime PSS, pagamento do salário mínimo regional e das promoções e progressões.
Nota Secretaria de Estado da Educação e Esporte
A Secretaria de Estado da Educação e do Esporte (Seed-PR) ressalta que sempre esteve aberta ao diálogo com os representantes dos professores. O Processo Seletivo Simplificado - PSS foi pauta presente em várias reuniões entre representantes da Seed-PR e dos professores ao longo do ano de 2020. Somente nos últimos três meses foram nove encontros oficiais e o PSS foi debatido em todos eles.
Em 21 de agosto e 02 de setembro, por exemplo, uma Comissão Especial para execução do Processo Seletivo Simplificado foi montada e debateu alterações para o processo seletivo que abriu as inscrições no último dia 11 de novembro.
Como resultado do amplo diálogo com os professores, a Seed-PR retirou do processo a prova de redação e a banca avaliativa, originalmente planejadas. Restou como novidade do PSS deste ano apenas a prova de conhecimento na disciplina escolhida (são até duas). Além disso, foram mantidos como parte importante do processo de seleção o tempo de serviço e a prova de títulos - critérios utilizados em anos anteriores.
Somente em outubro foram outros cinco encontros com representantes do sindicato e neste mês mais dois, sendo o último na terça (17) no Palácio Iguaçu, que contou além da presença do diretor-geral da Secretaria de Estado da Educação, Glaucio Dias, com o chefe da Casa Civil, Guto Silva, e o líder do governo na Assembleia Legislativa, deputado Hussein Bakri.
Segundo o edital do PSS, pelo menos 4 mil professores serão chamados, mas existe grande possibilidade de ampliação. Atualmente cerca de 20 mil professores PSS atuam na rede estadual de ensino.
Reuniões dos últimos três meses:
21/08 - Comissão Especial para execução do Processo Seletivo Simplificado
02/09 - Comissão Especial para execução do Processo Seletivo Simplificado
Pauta diversificada (com PSS)
06/10, 13/10, 15/10, 21/10, 30/10, 04/11 e 17/11 (a penúltima realizada no Palácio das Araucárias e a última no Palácio Iguaçu). (Com CATVE).
A Copel lançou nesta quarta dia (18), na sede da cooperativa C.Vale, em Palotina, no Oeste do Paraná, uma chamada pública para a contratação de energia proveniente de autogreradores. O edital, inédito no Brasil, foi autorizado pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) mediante solicitação feita pela Copel para implantar esse projeto-piloto de cinco anos. A previsão é contratar até 50 MW (megawatt) médios de energia nessa modalidade, equivalente a 438 mil MWh/ano ou 1,9% de sua carga anual.
O objetivo da chamada é atrair produtores independentes de pequeno e médio porte, incluindo minigeradores, aproveitando ainda mais o potencial energético do Estado, com capacidade para operar de maneira conectada. Para vender à Copel, os autogeradores terão de constituir uma microrrede - um sistema elétrico independente, que funciona como uma “ilha de energia”, integrando geração, armazenamento e consumo à rede de distribuição.
“A Copel abre a oportunidade para pequenas centrais hidrelétricas, produtores de energia a partir de cavaco de madeira, cana de açúcar, ou biogás com os dejetos de suínos. É mais uma fonte de renda e de oportunidade para os nossos produtores”, disse o governador Carlos Massa Ratinho Junior. “A ideia é fortalecer o campo, a produção de alimentos, colaborando ainda mais com as cooperativas. Com essa chamada e aplicação de recursos em energia, estamos promovendo uma transformação nessas propriedades, possibilitando segurança para os novos investimentos”.
Os autogeradores que constituirão as microrredes poderão vender a energia gerada para a Copel e, com isso, abastecer um grupo de consumidores próximos. Eles também deverão estar inseridos em uma das 32 macrorregiões listadas no Estado. A companhia ficará responsável pelo controle e segurança da operação. A chamada ficará aberta até o dia 16 de fevereiro.
“O Paraná Trifásico dá estabilidade para a energia. O Rede Elétrica Inteligente garante que, em eventual queda, a rede volte com rapidez, em um sistema totalmente interligado. E agora vamos integrar também as microrredes, estimulando o proprietário a produzir energia para a sua comunidade. É uma visão de longo prazo”, disse o presidente da Copel, Daniel Pimentel Slaviero. “A Copel quer ter a melhor energia, com a rede mais segura e moderna do País”.
CHAMADA - A chamada vai abranger “acessantes” que geram de 1 a 30 MW (potência capaz de atender 100 mil consumidores), sem restrição da fonte geradora, com custo máximo de venda de R$ 311/MWh.
Os proponentes terão de dar garantias de sustento da sua microrrede e controle sobre a potência por, pelo menos, cinco horas ininterruptas. Esse critério foi estabelecido com base no tempo médio de atendimento da Copel na troca de um poste, por exemplo.
A autorização da Aneel para a chamada pública é denominada sandbox regulatório – espécie de ambiente de teste, conhecido como “caixa de proteção” regulatória. Nessa regra a duração e as condições são previamente delimitadas para que os agentes do setor possam pôr em prática as inovações.
MELHORIAS – O programa piloto servirá para testar o modelo e auxiliará a Copel em casos de contingência. Diante de um eventual problema na linha, a companhia poderá isolar o sistema e manter boa parte dos consumidores do local abastecidos enquanto repara o ponto danificado.
Nesse caso, a inovação terá reflexo direto na melhoria do indicador DEC (Duração Equivalente de Interrupção por Unidade Consumidora), que diz respeito à quantidade de tempo que um cliente ou um grupo permanecem sem energia. Outra melhoria é a possibilidade de adiamento de investimentos de médio prazo.
“É um movimento mundial e inevitável para melhoria da distribuição. Queremos garantir que esses geradores tenham acesso à distribuição e mantenham seus processos quando houver algum tipo de problema na rede. Essa é uma ferramenta decisiva para melhorar a qualidade no fornecimento de energia da Copel”, afirmou Júlio Omori, superintendente de Smart Grid e Projetos Especiais da companhia.
“Essas microrredes criam pequenas ilhas constituídas por oásis de conexões perfeitas. Na geração distribuída são dois mil pedidos por mês na Copel, em média. Queremos, agora, utilizar essa energia e esse potencial”.
A maior parte da energia da Copel é adquirida em leilões, sistema invariavelmente mais barato, mas que, ao mesmo tempo, pode ter sido gerada no Norte e Nordeste, mais sujeita a intempéries no caminho. Esse programa piloto é uma maneira alternativa de composição do sistema elétrico estadual e que está ligado a outros projetos da companhia, como o Paraná Trifásico e o Rede Elétrica Inteligente. É um passo fundamental rumo à era das redes hiperconectadas.
QUALIDADE DO SERVIÇO - Na prática, o programa terá repercussão direta na qualidade do serviço prestado pela Copel por causa da redução das perdas e otimização do sistema (controle de tensão e perdas), sinergia com os outros projetos do braço de Distribuição, integração com a central de controle e viabilidade de mais negócios de geração distribuída porque o preço de venda será competitivo. É um incentivo à inovação e integração tecnológica.
“Uma rede normal tem produção, transmissão para a subestação e distribuição para o consumidor final. A novidade da microrrede é isolar uma região enquanto se corrige um eventual defeito. Continuaremos transmitindo energia mesmo com a queda na fonte principal e otimizaremos todo o sistema, que será mais robusto e mais forte”, afirmou Maximiliano Orfali, diretor-geral da Copel Distribuição.
Segundo ele, essa chamada é uma forma de aprimorar a geração distribuída porque o produtor não aproveita todo o potencial energético do seu sistema ou vende em leilões com preço de baixa competitividade. “Agora vamos viabilizar uma nova rede, com garantias e melhorias na distribuição da Copel e incentivo aos produtores locais de energia”, complementou.
REGULAÇÃO – Esses novos agentes produtores são sustentados pela Resolução Aneel 482/2012, marco regulatório da agência para micro e minigeradores. A Copel teve papel fundamental na criação do protocolo ao fornecer subsídios de contratação de energia de pequenas centrais geradoras de biogás proveniente de dejetos de animais, que podem compensar energia de outras contas.
Esse projeto-piloto que será realizado pela Copel também pode dar embasamento para a criação de uma resolução específica para o tema por parte da Aneel. Pela legislação atual, as distribuidoras podem adquirir até 10% de sua carga de empreendimentos de geração distribuída, por meio de chamada pública.
PÚBLICO-ALVO – O público-alvo do programa é formado por uma gama de produtores independentes de energia de baixa e média potência e também centrais geradoras hidrelétricas (CGHs), pequenas centras hidrelétricas (PCHs) e centrais geradoras térmicas (CGTs), entre outras.
Os produtores deverão estar localizados em uma das 32 macrorregiões estabelecidas na chamada. Elas são formadas por conjuntos elétricos estabelecidos pela Aneel, com uma ou mais cidades. Segundo a Copel, o projeto atinge cerca de 100 municípios.
As macrorregiões são Almirante Tamandaré, Alto Paraná, Arapoti, Barboza Ferraz, Campo do Assobio, Canteiro Segredo, Cascavel, Castro, Clevelândia, Colombo, Distrito Industrial de Telêmaco Borba, Figueira, Governador Parigot de Souza, Guaraituba, Igapó, Jaguariaíva, Lapa, Marialva, Morretes, Passo do Iguaçu, Piraquara, Pitanga, Ponta Grossa Norte, Ponta Grossa Sul, Pontal do Sul, Quatro Barras, Rio Branco do Sul, Sabará, Salto do Meio, Tafisa, Tunas e União da Vitória.
O Paraná é fértil na produção de energia por causa do potencial de suas águas. Segundo dados da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), há 32 PCHs e 69 CCHs em operação no Estado, que somam 404 Megawatts (MW) de potência instalada, 9,47% do total do País.
A Secretaria do Desenvolvimento Sustentável e Turismo trabalha com um horizonte de 1.100 novos empreendimentos de geração de energia no Estado nos próximos anos, incluindo CGHs, PCHs, Usinas Hidrelétricas, Termoelétricas, Usinas Eólicas, Usinas Fotovoltaicas e Microgeração.
PRESENÇAS – Participaram do evento o chefe da Casa Civil, Guto Silva; os secretários Marcel Micheletto (Administração e Previdência) e Norberto Ortigara (Agricultura e Abastecimento); os deputados estaduais Ademar Traiano (presidente da Assembleia Legislativa) e Coronel Lee; o deputado federal Giacobo; o presidente da C.Vale, Alfredo Lang, diretores da Copel; prefeitos e lideranças regionais; além de produtores e cooperados da C.Vale. (Com AEN).

























