A realidade dos corredores do Hospital Universitário é de superlotação. Enquanto não há uma vaga definitiva para internação, os pacientes aguardam nas macas.
Quando o paciente não consegue uma vaga no H.U, é a regulação da 10ᵃ Regional de Saúde que busca uma vaga nos hospitais da região.
Quando se fala em leitos de UTI, três hospitais de Cascavel atendem os pacientes dos 25 municípios da décima regional de saúde. Quando as vagas se esgotam, começa a busca por leitos em outras regionais de saúde. A situação piorou ainda mais por conta do grande número de acidentes de trânsito. (Com EPC).
O programa Rede Elétrica Inteligente começou a tomar forma nesta semana no Paraná com o início da instalação de 37 mil medidores digitais inteligentes em Foz do Iguaçu e da conclusão dos projetos das redes e dos medidores em 20 municípios do Sudoeste. O início da fase de obras do programa foi anunciado nesta quarta dia 18, em uma cerimônia na C.Vale, em Palotina, no Oeste do Estado.
O Rede Elétrica Inteligente conta com investimento de R$ 820 milhões e tem como objetivo modernizar a gestão e a distribuição de energia elétrica no Estado. Na primeira fase serão atendidos 73 municípios das regiões Centro-Sul, Sudoeste e Oeste, beneficiando aproximadamente 1,5 milhão de paranaenses.
Com o novo sistema, as unidades consumidoras terão medidores digitais que se comunicam diretamente com o Centro Integrado de Operação da Distribuição da Copel, facilitando o controle de toda a cadeia, da subestação até o consumidor final. Esse investimento tecnológico permitirá leitura de consumo a distância e autonomia para cidadão monitorar seu consumo em tempo real por aplicativo. Além disso, o programa vai reduzir o tempo de desligamento provocado por intempéries e outros fatores externos ao sistema.
O governador Carlos Massa Ratinho Junior destacou que a rede será totalmente automatizada e que o programa é um salto histórico que permite, entre várias novas soluções, acabar com furtos de energia, tornar as cidades cada vez mais inteligentes e garantir monitoramento amplo da rede para, inclusive, diminuir as tarifas. O programa será implementado sem qualquer custo adicional para os clientes. Essa primeira fase de implementação deve durar 30 meses.
“Com esse programa teremos um sistema muito mais inteligente, evitando deslocamentos. Também evitaremos furto de energia, rapidez na volta de energia, e diminuir os riscos da operação. A estratégia é ter segurança energética para as próximas décadas”, disse Ratinho Junior.
O investimento nesta primeira fase levará a nova tecnologia para unidades consumidoras residenciais e empresas urbanas e rurais. A rede inteligente da Copel será a maior do Brasil, em um modelo que já existe em países como os Estados Unidos e o Japão. O programa foi idealizado para melhorar a qualidade de energia, dar agilidade ao atendimento dos serviços, garantir gestão energética pelo consumidor, reduzir custos operacionais, possibilitar novas modalidades tarifárias e facilitar a integração nas cidades inteligentes.
Segundo o presidente da Copel, Daniel Pimentel Slaviero, o programa é uma revolução tecnológica no setor e coloca o Paraná cada vez mais na vitrine dos investimentos privados, fundamentais, sobretudo, para a recuperação das condições da economia depois da pandemia. Ele ressaltou que o programa atende aos três principais pilares da companhia: redução de despesas, investimento seguro e qualidade de energia para os clientes. “A Copel quer ter a melhor energia, com a rede mais segura e moderna do País”, afirmou.
BENEFÍCIOS – Com os novos medidores inteligentes, a leitura do consumo será online e os clientes poderão acompanhá-la no telefone celular, em tempo real, por meio do aplicativo da Copel. A rede inteligente também terá sensores e dispositivos de controle a distância que permitem que ela se religue sozinha na maioria dos casos e, caso isso não ocorra, que a Copel possa detectar de imediato e sanar eventuais problemas de desligamento a partir do Centro Integrado de Operação da Distribuição, em Curitiba.
Com essa integração, quando houver necessidade de intervenção de técnicos, o centro saberá indicar o ponto exato que gerou a queda de energia. Essa solução elimina a necessidade de percorrer toda a rede afetada presencialmente para identificar o local onde ocorreu o problema. Consequentemente, o tempo para o restabelecimento da energia diminuirá, ampliando a qualidade de vida nos municípios e a segurança para o agronegócio e as indústrias, além de evitar danos aos eletrodomésticos.
Esses novos aparelhos terão potencial para integrar outros serviços, como a microgeração distribuída, tecnologias de armazenamento de energia, controle da iluminação pública e abastecimento de carros elétricos. Com a avaliação de todos os pontos de consumo do sistema de distribuição em tempo real também será possível identificar áreas de perdas e furtos de energia que oneram a tarifa, contribuindo para a eficiência das instalações. A rede inteligente contará, ainda, com reguladores de tensão automáticos.
ETAPAS – Esta primeira fase do programa Rede Elétrica Inteligente foi dividida em duas etapas. Em julho a Copel Distribuição promoveu a maior licitação da sua história para contratar o fornecedor que instalará a tecnologia nas primeiras 73 cidades das regiões Centro-Sul, Sudoeste e Oeste do Paraná. Somente nesta etapa são R$ 252 milhões aplicados já a partir deste ano, com benefício direto a 1,5 milhão de paranaenses (462 mil unidades consumidoras). A implantação definitiva ocorrerá até o segundo semestre de 2022.
“O programa foi anunciado há dois meses, mas estávamos assinando os contratos. É uma fase de recebimento de projetos. É mais elaborada porque integra energia elétrica com comunicação de dados, além da troca de medidores. Vamos ‘iluminar’ as regiões. Nessa primeira fase, no Sudoeste, estamos recebendo os projetos de 20 cidades. E em Foz do Iguaçu fazendo a substituição por medidores inteligentes, com instalação definitiva na segunda etapa, a partir do ano que vem”, explicou Júlio Omori, superintendente de Smart Grid e Projetos Especiais da companhia.
A troca dos equipamentos em Foz do Iguaçu acontece principalmente na região Norte da cidade e será realizada pela empresa parceira Dois Irmãos Instaladora Elétrica. O serviço é totalmente gratuito e envolve exclusivamente o quadro de medição, sem necessidade de acesso ao domicílio do cliente. A Copel vai investir cerca de R$ 15 milhões na modernização do sistema de medição de energia do município até o fim do ano.
A licitação para a segunda etapa do programa está prevista para o começo de 2021. Serão mais R$ 568 milhões, outro investimento histórico da Copel Distribuição, para atender mais 78 municípios das regiões Leste, Centro-Sul, Sudoeste e Oeste do Paraná. A previsão é que a implantação comece no segundo semestre de 2021 e atenda 3 milhões de paranaenses (1 milhão de unidades consumidoras).
Depois dessas etapas o projeto será levado para as outras cidades do Paraná em novas fases de implementação.
HISTÓRICO – O programa Rede Elétrica Inteligente nasceu depois que a Copel instalou o sistema em Ipiranga, cidades dos Campos Gerais, como projeto-piloto, em 2018. Foram cinco mil unidades consumidoras atendidas nas áreas urbana e rural do município e os resultados foram satisfatórios. A duração dos desligamentos de energia, por exemplo, diminuiu 52% na comparação entre os anos de 2018 e 2019.
Em 2019, como parte desse processo, a Copel inaugurou o Centro Integrado de Operação da Distribuição, em Curitiba, e adquiriu a solução ADMS, (Advanced Distribution Management System, ou Sistema Avançado de Gerenciamento de Distribuição), sistema mais moderno do mercado para gestão de redes de energia. O investimento adicional foi de R$ 60 milhões.
PRESENÇAS – Participaram do evento o chefe da Casa Civil, Guto Silva; os secretários Marcel Micheletto (Administração e Previdência) e Norberto Ortigara (Agricultura e Abastecimento); os deputados estaduais Ademar Traiano (presidente da Assembleia Legislativa) e Coronel Lee; o deputado federal Giacobo; o presidente da C.Vale, Alfredo Lang; diretores da Copel; prefeitos e lideranças regionais; além de produtores e cooperados da C.Vale.
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Confira as cidades que integram o Rede Elétrica Inteligente
PRIMEIRA ETAPA
Bituruna, Boa Ventura de São Roque, Campina do Simão, Cruz Machado, General Carneiro, Guarapuava, Laranjal, Mallet, Palmital, Paula Freitas, Paulo Frontin, Pinhão, Pitanga, Porto União, Porto Vitória, Santa Maria do Oeste, Turvo, União Da Vitória, Ampére, Barracão, Bela Vista da Caroba, Boa Esperança do Iguaçu, Bom Jesus do Sul, Bom Sucesso do Sul, Capanema, Chopinzinho, Clevelândia, Coronel Domingos Soares, Coronel Vivida, Cruzeiro do Iguaçu, Dois Vizinhos, Enéas Marques, Flor da Serra do Sul, Francisco Beltrão, Honório Serpa, Itapejara d’Oeste, Mangueirinha, Mariópolis, Marmeleiro, Nova Esperança do Sudoeste, Nova Prata do Iguaçu, Palmas, Pato Branco, Pérola D’Oeste, Pinhal de São Bento, Planalto, Pranchita, Realeza, Renascença, Salgado Filho, Salto do Lontra, Santa Izabel do Oeste, Santo Antônio do Sudoeste, São João, São Jorge d’Oeste, Saudade do Iguaçu, Sulina, Verê, Vitorino, Candói, Cantagalo, Espigão Alto do Iguaçu, Foz do Jordão, Goioxim, Laranjeiras do Sul, Manfrinópolis, Marquinho, Nova Laranjeiras, Porto Barreiro, Quedas do Iguaçu, Reserva do Iguaçu, Rio Bonito do Iguaçu e Virmond.
SEGUNDA ETAPA
Araucária, Balsa Nova, Campo do Tenente, Contenda, Fazenda Rio Grande, Lapa, Mandirituba, Piên, Quitandinha, Rio Negro, Agudos do Sul, Anahy, Antonio Olinto, Assis Chateaubriand, Boa Vista da Aparecida, Braganey, Cafelândia, Campo Bonito, Capitão Leônidas Marques, Carambeí, Cascavel, Catanduvas, Céu Azul, Corbélia, Diamante do Oeste, Diamante do Sul, Entre Rios do Oeste, Fernandes Pinheiro, Formosa do Oeste, Foz do Iguaçu, Guaíra, Guamiranga, Guaraniaçu, Ibema, Iguatu, Imbituva, Inácio Martins, Iracema do Oeste, Irati, Itaipulândia, Ivaí, Jesuítas, Lindoeste, Marechal Cândido Rondon, Maripá, Matelândia, Medianeira, Mercedes, Missal, Nova Aurora, Nova Santa Rosa, Ouro Verde do Oeste, Palmeira, Palotina, Pato Bragado, Ponta Grossa, Porto Amazonas, Prudentópolis, Quatro Pontes, Ramilândia, Rebouças, Rio Azul, Santa Helena, Santa Lúcia, Santa Tereza do Oeste, Santa Terezinha de Itaipu, São João do Triunfo, São José das Palmeiras, São Mateus do Sul, São Miguel do Iguaçu, São Pedro do Iguaçu, Serranópolis do Iguaçu, Teixeira Soares, Terra Roxa, Toledo, Três Barras do Paraná, Tupãssi e Vera Cruz do Oeste.
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Veja os principais benefícios para o consumidor
Menos tempo e menos desligamentos: Monitorado de forma remota, o medidor inteligente permite à Copel localizar com precisão o ponto onde ocorreu o desligamento na rede. Com a integração aos demais dispositivos de operação, ele permite o isolamento do defeito e o envio rápido de uma equipe para o local do problema.
Religação automática: O programa é composto de sistemas de reconfiguração de rede (religadores automáticos) e reguladores de tensão em tempo real. Eles se integram aos sistemas de informação e têm potencial para integrar outros serviços no futuro, como microgeração distribuída, tecnologias de armazenamento de energia, iluminação pública inteligente e abastecimento de carros elétricos.
Controle do consumo: O medidor inteligente fornece ao cliente informações para subsidiar o controle do consumo em tempo real como, por exemplo, quais equipamentos estão influenciando mais no gasto de energia.
Leitura à distância: A leitura do consumo nas residências será feita de forma remota.
Qualidade da energia: O medidor também permite à Copel monitorar a qualidade do fornecimento às unidades consumidoras a partir de variáveis como tensão, corrente e potência, antecipando possíveis falhas. (Com AEN)
Um dos pontos fortes da estratégia de enfrentamento da Covid-19 no Paraná é capacidade ampla para a testagem, afirma o secretário estadual da Saúde, Beto Preto. A medida garantiu, por exemplo, um aprofundamento no trabalho de bloqueio e de acompanhamento dos casos registrados nos municípios. “A nossa vacina hoje é a testagem, é o exame RT-PCR, o teste que identifica que a pessoa está infectada e que deve ficar isolada”, afirma o secretário.
Embora os laboratórios que atuam com testagem no Paraná tenham capacidade instalada para processar mais de 5 mil amostras por dia, a demanda reduziu. “Temos nosso laboratório Lacen, o IBMP que é parceiro, e outros laboratórios que atendem também SUS localizados em outras regiões do Estado. Precisamos que os municípios se organizem e façam a coleta para mais exames RT-PCR para identificação da doença”, ressalta Beto Preto. “Essa busca de casos na ponta, lá no primeiro atendimento é uma das medidas para reduzir o dano da doença”, enfatiza.
O serviço de atenção primária, prestado nas unidades de saúde dos municípios, pode fazer a coleta de amostras para enviar para laboratórios vinculados ao SUS. O gestor público da saúde municipal deve orientar suas equipes para retomar a atenção quanto aos sintomas e também para pessoas que têm histórico de contato com caso confirmado e que estejam assintomáticas.
“Temos capacidade de processamento, precisamos de mais amostras para identificar de forma ágil para tomar decisões que possam reduzir a transmissão do vírus no Paraná”, afirma o secretário Beto Preto.
MEDIDAS – Logo no período inicial da pandemia, a vigilância epidemiológica foi fortificada com o aumento da capacidade de processamento dos testes pelo Laboratório Central do Estado (Lacen). O Laboratório iniciou a pandemia com a capacidade operacional de 120 testes ao dia, passando para mais de 600, trabalhando 24 horas. Esse foi um dos pontos importantes.
A parceria firmada entre o Instituto de Biologia Molecular do Paraná (IBMP), Fundação Oswaldo Cruz e o Estado, por meio do Instituto de Tecnologia do Paraná (Tecpar), fortaleceu ainda mais a política de testagem incentivada pelo Governo.
Outra medida de destaque foi o uso da frota de aeronaves do governo estadual, que permitiu o rápido deslocamento do material coletado nos municípios e processamento dos exames em Curitiba.
O Sindicato das Empresas de Transporte Rodoviário Intermunicipal de Passageiros do Paraná (Rodopar) também auxiliou nesta ação. Diversos exames foram despachados nos ônibus das linhas que atuam em todas as regiões do Estado.
EVOLUÇÃO - Apesar de os protocolos de tratamento terem sido aperfeiçoados durante o período, a doença ainda evolui ao óbito em muitos casos. Neste período, a doença alcançou todos os municípios paranaenses, levando a óbito mais de 5,7 mil pessoas. São mais de 240 mil diagnósticos positivos entre os 11 milhões de moradores do Paraná, de acordo com o monitoramento da Secretaria da Saúde até o dia 17 de novembro.
Segundo o secretário Beto Preto, os números refletem o desafio que os 399 municípios paranaenses têm enfrentado. “Como ainda não há vacina para a Covid-19, todos os cuidados de distanciamento e higienização devem ser redobrados para evitar a transmissão do vírus”, afirma.
PARCERIA - Entre tantas parcerias firmadas no período da pandemia, uma de grande valor foi com o IBMP. A instituição ligada à Fiocruz desenvolve pesquisa e tecnologias para solucionar desafios na área da saúde e já realizou mais de 500 mil testes pelo método RT-PCR para identificar o novo coronarívus.
“É imensurável o valor do IBMP ao Paraná”, afirma o diretor-geral da Secretaria da Saúde, Nestor Werner Junior. “Especialmente na realização de testes para o novo coronavírus, o IBMP teve um peso imenso. Tivemos a segurança de ampliar a testagem com a contrapartida de um resultado fiel, ágil e com processos claros e integrados aos nossos”. (Com AEN)
Após duas reuniões, realizadas terça (17) e nesta quarta (18), a Secretaria de Estado da Educação e do Esporte e lideranças indígenas do Paraná entraram em acordo sobre a retirada da prova do Processo Seletivo Simplificado (PSS) 2021 relativo às comunidades indígenas e quilombolas.
A Educação compreendeu a demanda, já que, na prática, para atuar nas 39 escolas estaduais indígenas do Estado é preciso uma carta de anuência por autorização dada pelo cacique. Ou seja, a aplicação da prova seria inócua, uma vez que existe essa autonomia dos povos indígenas. O mesmo acontece nas duas escolas quilombolas do Estado, onde as lideranças é que autorizam a atuação dos profissionais.
Na manhã desta quarta-feira, aconteceu uma reunião entre representantes da Secretaria da Educação e dos indígenas e com participação (online) das Defensorias Públicas do Estado e da União, da Fundação Nacional do Índio (Funai) em Curitiba, da Advocacia Geral da União (AGU) e do Ministério Público Federal (MPF). O encontro confirmou o compromisso firmado na noite anterior e o comprometimento por parte da Secretaria da Educação com as demandas da comunidade indígena.
Ficou acertado que o Edital número 47/2020 será retificado, excluindo a possibilidade de os participantes atuarem nas escolas das aldeias indígenas e comunidades quilombolas. A ratificação será publicada no Diário Oficial do Estado do Paraná (DIOE) desta quarta-feira.
Dessa forma, um novo edital será publicado exclusivamente para profissionais PSS atuarem nas escolas indígenas e quilombolas, sem necessidade de prova e sem taxa de inscrição, com os mesmos critérios dos editais de anos anteriores.
NOVO EDITAL — O novo edital será exclusivo para atuação nessas escolas, em específico, e não valerá para os demais colégios da Rede Estadual de Educação. Para atuar em outras instituições de ensino da rede estadual, o profissional interessado deverá participar do Edital nº 47/2020, já publicado.
Esse novo edital irá tramitar na Secretaria da Educação e depois na Procuradoria Geral do Estado (PGE) para, então, ser publicado com data prevista para o início de dezembro. A Educação já previa um edital específico para o Ensino Infantil e línguas maternas nas aldeias (sem prova e taxa de inscrição), até por exigirem apenas o Ensino Médio, diferentemente do PSS em andamento.
Dessa forma, também vai constar nesse edital as vagas para as disciplinas da Base Nacional Comum Curricular (BNCC) – atualmente são 377 professores PSS que ministram aulas nessas condições.
Participaram da reunião diretores e representantes da Secretaria da Educação e do Esporte, representantes das comunidades indígenas do Paraná, os caciques Reginaldo Alves, Jefferson Gabriel Domingues, Domingos Zacarias, Dirceu Pereira Santiago, Kretãn Kaingang, Everton Lourenço, Janaína Kuita, Marcos dos Santos, Carlos Cabreia, Jucélio Silva, além de Bruno Müller, Defensoria Pública Estadual (on-line); Marcos Vinitius de Almeida Muniz.
Também participam o coordenador da Fundação Nacional do Índio (Funai) em Curitiba, Marcelo Alberto Gorski Borges, o chefe da Procuradoria da Funai na Advocacia Geral da União; João Juliano Josué Francisco, da Defensoria Pública da União; Derli Fiuza, da Procuradoria da Funai na Advocacia Geral da União. (Com AEN).
Levantamento online mostrou que o Programa Compra Direta Paraná, do Governo do Estado, tem ótima aceitação entre os participantes. Realizado pela Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento, o programa adquire, desde junho, de forma emergencial, produtos da agricultura familiar que são distribuídos para a rede socioassistencial, restaurantes populares, cozinhas comunitárias, bancos de alimentos e hospitais filantrópicos.
A pesquisa foi elaborada pelo Departamento de Segurança Alimentar e Nutricional (Desan) da Secretaria e contou com a participação de 89,11% das 147 organizações da agricultura familiar contratadas na Chamada Pública nº 04/2020 e de 57% das 905 entidades que receberam os produtos.
Entre os beneficiários, 90,5% avaliam que o programa é muito importante para os agricultores e 87% consideram muito importante para as entidades atendidas. A continuidade do Compra Direta é um desejo de 97,1% do grupo. A necessidade das doações para o abastecimento das entidades foi apontada por 98,8%.
O governador Carlos Massa Ratinho Junior afirma que o bom desempenho do programa é motivo de orgulho e satisfação para as equipes. “O Compra Direta é uma das ferramentas que permite ao Governo cumprir a importante missão de garantir alimentos de qualidade na mesa dos que mais precisam e, ao mesmo tempo, dar suporte aos agricultores familiares, fundamentais da cadeia de produção alimentar”, diz ele.
“Além do Compra Direta, temos outras iniciativas para atender os pequenos agricultores e garantir comida à população. Somos organizados para isso, o que nos permitiu reforçar as ações durante a pandemia. Nossas equipes abraçaram a causa e devemos a isso o fato de o Paraná ser uma referência no enfrentamento ao coronavírus e à proteção das pessoas vulneráveis”.
O Governo do Estado destinou R$ 20 milhões para a primeira fase do Compra Direta, recursos do Fundo Estadual de Combate à Pobreza, atingindo 393 municípios. “Conseguimos fortalecer o desenvolvimento local e regional em meio à pandemia do novo coronavírus, garantindo renda para os pequenos produtores e saúde para a população”, destaca o secretário estadual da Agricultura e do Abastecimento, Norberto Ortigara.
As entidades recebem principalmente frutas, hortaliças, legumes, temperos, arroz, fubá, feijão, sucos, geleias e pães.
QUALIDADE - Destaca-se, ainda, a avaliação positiva do sistema eletrônico de prestação de contas do Compra Direta, que 96,5% dos beneficiários disseram ser de fácil acesso.
Para cerca de 96%, a qualidade dos alimentos recebidos está entre ótima (48,3%) e boa (47,8%). Quanto ao atendimento prestado pelas cooperativas, 54,2% consideraram ótima e 42,5% consideraram boa. A satisfação com a periodicidade das entregas atingiu 91,1%.
AGRICULTURA FAMILIAR – A avaliação pelas cooperativas e associações da agricultura familiar também foi positiva, tanto no que diz respeito à importância do programa para a comunidade, quanto à transparência do processo e atendimento pelos servidores.
Segundo o levantamento, 91,1% avaliam que o programa é muito importante para as entidades atendidas, e 90,1% concordam que o Compra Direta é muito importante para as organizações da agricultura familiar neste período de pandemia.
Outro resultado que se destacou na pesquisa é o interesse das organizações por alimentos orgânicos. Entre os respondentes, 88,5% produzem alimentos convencionais, 39,7% orgânicos ou agroecológicos, e 22,1% produzem alimentos em processo de transição orgânica.
Do total, 66,4% concordam totalmente com a afirmação de que haveria maior interesse na transição orgânica caso os preços praticados para esses produtos fossem diferenciados.
ATENDIMENTO – A chefe do Desan, Márcia Stolarski, avalia que o Compra Direta contribuiu para melhoria da alimentação e, consequentemente, da imunidade e das condições de saúde dos paranaenses. “Num momento de pandemia e crise econômica, é fundamental a presença do Estado na garantia dos alimentos básicos. A avaliação altamente positiva dos beneficiários demonstra que a fórmula do programa foi acertada e ele está atingindo os objetivos propostos”, diz Márcia.
O edital prevê que os contratos do Compra Direta, regidos pela Lei Federal nº 13.979, de 2020, têm prazo de duração de até seis meses.
APOIO - Para colocar o programa em prática, uma grande rede de apoio se formou, incluindo os núcleos regionais da Secretaria da Agricultura e do Abastecimento e o Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná Iapar-Emater (IDR-Paraná). A extensionista Renata Lessa, que atua em Quitandinha, destaca que o Compra Direta Paraná funciona como mais um canal de comercialização para o agricultor familiar.
“Isso garante a valorização do pequeno produtor e estimula o cooperativismo”. No município, a cooperativa Direto da Roça, acompanhada pelo escritório regional do IDR-Paraná, fornece alimentos a duas instituições assistenciais: o Centro de Referência de Assistência Social (CRAS) Central, que entrega kits com alimentos a famílias em vulnerabilidade, e a Casa de Acolhimento, que utiliza os produtos para preparar as refeições diárias.
“O projeto tem grande importância não só para as famílias neste momento de isolamento social, mas também para a cooperativa, que teve seu trabalho consolidado e valorizado pelas instituições locais”, completa. A produtora Otília Ziomeck, que entrega feijão para as instituições, concorda. “A vantagem é que posso realizar a venda direta dos produtos, sem intermediários”.
Em Barbosa Ferraz, no Noroeste do Estado, o Lar dos Idosos Santa Rita, a Casa Lar e o CRAS receberam em novembro o último lote de alimentos doado pela Associação dos Feirantes de Barbosa Ferraz. O extensionista do IDR-Paraná, Marcelo Agenciano, afirma que a iniciativa dinamiza as economias locais.
"Além da melhoria de renda e qualidade de vida, o programa serviu para que os agricultores entendessem a importância do associativismo e que, somando os esforços individuais, é mais fácil alcançar o objetivo comum”, disse ele.
Com a feira da cidade parada devido à pandemia, o programa ajudou a recuperar as finanças da agricultora Mirian Colombo. “O projeto também estimulou a gente a investir no próprio negócio, pois eu mesma até comprei outra máquina de fazer biscoitos para atender essa demanda e outras que virão. Para a agricultura familiar foi excelente”, diz.
CRIATIVIDADE - A diretora de Proteção Social Básica da prefeitura de Curitiba, que envolve 39 Cras, Cintia Aumann, explica que a equipe organizou uma força-tarefa, com videoconferências entre coordenadores e cooperativas para ajustar o agendamento das entregas de forma prática e segura, sem aglomeração.
O número de famílias atendidas foi até maior do que o esperado. “A pandemia trouxe uma situação bastante desafiadora no que diz respeito às formas de atender à população. Mas o programa foi uma oportunidade de dar acesso a produtos de excelente qualidade. As famílias ficaram muito agradecidas, nos enviavam fotos dos produtos arrumados na mesa de casa, e algumas pessoas diziam que era a primeira vez na vida que estavam comendo geleia, por exemplo”, conta.
Quando algum produto era entregue em grandes quantidades, as equipes encontravam uma solução criativa para garantir o consumo. “As próprias equipes dos CRAS enviavam junto com o pacote de alimentos sugestões de receitas que podiam ser feitas com aquele produto”, conta Cintia. (Com AEN).
Um dos pontos fortes da estratégia de enfrentamento da Covid-19 no Paraná é capacidade ampla para a testagem, afirma o secretário estadual da Saúde, Beto Preto. A medida garantiu, por exemplo, um aprofundamento no trabalho de bloqueio e de acompanhamento dos casos registrados nos municípios. “A nossa vacina hoje é a testagem, é o exame RT-PCR, o teste que identifica que a pessoa está infectada e que deve ficar isolada”, afirma o secretário.
Embora os laboratórios que atuam com testagem no Paraná tenham capacidade instalada para processar mais de 5 mil amostras por dia, a demanda reduziu. “Temos nosso laboratório Lacen, o IBMP que é parceiro, e outros laboratórios que atendem também SUS localizados em outras regiões do Estado. Precisamos que os municípios se organizem e façam a coleta para mais exames RT-PCR para identificação da doença”, ressalta Beto Preto. “Essa busca de casos na ponta, lá no primeiro atendimento é uma das medidas para reduzir o dano da doença”, enfatiza.
O serviço de atenção primária, prestado nas unidades de saúde dos municípios, pode fazer a coleta de amostras para enviar para laboratórios vinculados ao SUS. O gestor público da saúde municipal deve orientar suas equipes para retomar a atenção quanto aos sintomas e também para pessoas que têm histórico de contato com caso confirmado e que estejam assintomáticas.
“Temos capacidade de processamento, precisamos de mais amostras para identificar de forma ágil para tomar decisões que possam reduzir a transmissão do vírus no Paraná”, afirma o secretário Beto Preto.
MEDIDAS – Logo no período inicial da pandemia, a vigilância epidemiológica foi fortificada com o aumento da capacidade de processamento dos testes pelo Laboratório Central do Estado (Lacen). O Laboratório iniciou a pandemia com a capacidade operacional de 120 testes ao dia, passando para mais de 600, trabalhando 24 horas. Esse foi um dos pontos importantes.
A parceria firmada entre o Instituto de Biologia Molecular do Paraná (IBMP), Fundação Oswaldo Cruz e o Estado, por meio do Instituto de Tecnologia do Paraná (Tecpar), fortaleceu ainda mais a política de testagem incentivada pelo Governo.
Outra medida de destaque foi o uso da frota de aeronaves do governo estadual, que permitiu o rápido deslocamento do material coletado nos municípios e processamento dos exames em Curitiba.
O Sindicato das Empresas de Transporte Rodoviário Intermunicipal de Passageiros do Paraná (Rodopar) também auxiliou nesta ação. Diversos exames foram despachados nos ônibus das linhas que atuam em todas as regiões do Estado.
EVOLUÇÃO - Apesar de os protocolos de tratamento terem sido aperfeiçoados durante o período, a doença ainda evolui ao óbito em muitos casos. Neste período, a doença alcançou todos os municípios paranaenses, levando a óbito mais de 5,7 mil pessoas. São mais de 240 mil diagnósticos positivos entre os 11 milhões de moradores do Paraná, de acordo com o monitoramento da Secretaria da Saúde até o dia 17 de novembro.
Segundo o secretário Beto Preto, os números refletem o desafio que os 399 municípios paranaenses têm enfrentado. “Como ainda não há vacina para a Covid-19, todos os cuidados de distanciamento e higienização devem ser redobrados para evitar a transmissão do vírus”, afirma.
PARCERIA - Entre tantas parcerias firmadas no período da pandemia, uma de grande valor foi com o IBMP. A instituição ligada à Fiocruz desenvolve pesquisa e tecnologias para solucionar desafios na área da saúde e já realizou mais de 500 mil testes pelo método RT-PCR para identificar o novo coronarívus.
“É imensurável o valor do IBMP ao Paraná”, afirma o diretor-geral da Secretaria da Saúde, Nestor Werner Junior. “Especialmente na realização de testes para o novo coronavírus, o IBMP teve um peso imenso. Tivemos a segurança de ampliar a testagem com a contrapartida de um resultado fiel, ágil e com processos claros e integrados aos nossos”. (Com AEN).

























