O governador Carlos Massa Ratinho Junior participou nesta quarta-feira (17) da largada oficial do 27º Rally Transparaná, uma das maiores competições off-road da América Latina. A largada foi no Parque Nacional do Iguaçu, em Foz do Iguaçu. A edição deste ano envolve 110 veículos (número delimitado em razão da pandemia) e participantes de 13 estados e 45 municípios diferentes.
Serão 1.360 quilômetros de Foz do Iguaçu até Curitiba, passando por trechos rurais de 32 cidades. O trajeto terá como cidades-dormitórios Cascavel, Guarapuava e Irati, com chegada no Palácio Iguaçu, em Curitiba, no próximo sábado, dia 20. A prova é organizada pelo Jeep Clube de Curitiba e conta com o apoio do Governo do Estado.
“O Transparaná é o rally mais antigo do País. É uma força muito grande no esporte e no turismo, além de ser um evento que prestigia os nossos municípios e valoriza as nossas belezas naturais. A ideia é fazer ele crescer aos poucos e ganhar corpo a partir de 2022 com a inclusão de motos e bicicletas. É um sucesso e, mesmo com as dificuldades da pandemia, está reanimando o turismo”, disse Ratinho Junior.
O governador destacou que o Transparaná também marca um ponto de retomada do calendário regular de eventos esportivos. “O rally cruza o Estado e vai levando consumo ao setor de serviços. Ele passa pela zona rural, por trilhas, reconecta as pessoas com a natureza. Ano passado praticamente não tivemos nada no esporte e a expectativa é que o Transparaná seja um pontapé nos eventos. Ainda temos todas as limitações da pandemia, mas começamos a ter uma grade voltada ao turismo e o esporte”, acrescentou Ratinho Junior.
Vinícius Gunha (Gallo), diretor-geral da competição e representante do Jeep Clube de Curitiba, disse que a 27º edição começou a ser organizada em setembro do ano passado. Ele também destacou que todos os protocolos de segurança sanitária estabelecidos para combate à pandemia da Covid-19 serão rigidamente cumpridos e fiscalizados. O uso de máscara é obrigatório, além da higienização com álcool em gel e a precaução com o distanciamento social.
“Tivemos que pensar em restaurantes, hotéis, postos de combustíveis e toda a logística necessária para esse deslocamento. São centenas de pessoas em movimento entre as cidades. Atravessaremos o Paraná pelo meio do mato”, disse. “É uma das provas mais tradicionais do Brasil e a ideia é fomentar o esporte e o turismo. Limitamos o número de inscritos neste ano para fazer um evento seguro, mas é uma tentativa de retomada já pensando no ano que vem”.
Os veículos inscritos estão divididos nas categorias Máster, Graduado, Turismo, Light e Adventure. A competição oficial é na modalidade de regularidade, com premiação, mas há cerca de 40 veículos apenas no rol do entretenimento.
RETOMADA - O superintendente de Esporte do Paraná, Helio Wirbiski, destacou que o Transparaná é um marco de retomada das atividades esportivas. “Tivemos que limitar as inscrições porque teríamos mais de 200 veículos participantes. Há pouco transformamos o Verão Maior em Verão Consciente, temos o Rally e daqui a 30 dias teremos o Pedala Paraná junto com as Rotas Caiçaras, no Litoral. Todo mês teremos um grande evento esportivo, com todos os protocolos de saúde mantidos. Torcemos muito pela vacinação e o segundo semestre será bem mais próximo da normalidade”, disse.
CALENDÁRIO - De acordo com o calendário esportivo estadual, de abril a dezembro serão 36 competições (todas pré-agendadas), entre ações próprias, realizadas com parceiros e algumas de nível nacional e mundial. Os Jogos de Aventura e Natureza terão seis etapas, tendo como novidade as programadas para Curitiba e Região Metropolitana, a que acontecerá nos Corredores das Águas (Guarapuava e entorno) e no Norte do Estado. Litoral, Angra Doce e Lindeiros também voltaram ao calendário.
O secretário estadual de Desenvolvimento Sustentável e Turismo, Márcio Nunes, ressaltou que o calendário esportivo é um indutor do turismo. “O que mais vai crescer nos próximos anos é o turismo responsável, de natureza. E isso tem tudo a ver com esporte. Essa união é fantástica. Todos que vêm ao Paraná contam para os amigos e essas correntes atraem cada vez mais turistas. Queremos que os turistas circulem no Estado todo, com roteiros oficiais e alternativos. Temos ótimos produtos e queremos induzir as visitações”, afirmou. “Teremos um grande Rally nesta semana, e com todas as responsabilidades que o momento exige”.
Segundo Eduardo Saçaki (Japonês Voador), diretor de esportes a motor do Estado e multicampeão do motocross, o Rally Transparaná 2021 marca o início de um projeto maior para o ano, que envolve, ainda, competições com motos e jet skis. “Temos muito potencial no Estado e queremos trazer eventos para o Paraná. Devemos ter uma etapa do Latino-Americano de Jet Ski e temos margem para crescer cada vez mais nos esportes com motor. É um filão que atrai pessoas de todos os lugares do mundo”, afirmou.
EXPECTATIVA - Um dos participantes da competição deste ano é o aposentado Eloi de Almeida, de Curitiba. Ele fará o trajeto na categoria Adventure com a esposa Luciana e o filho Gustavo. “Participo há muitos anos e agora, com criança pequena, é uma emoção diferente. Estou desde o 4º Transparaná e ele já é parte da minha família”, disse.
Sérgio Correia também trouxe a esposa, Luciane, e o filho João Arthur. Ele passará ao lado de casa, em Irati. “É nossa primeira vez. Ficamos sabendo e resolvemos participar. Será uma expedição de aventura”, afirmou. “A ideia é conhecer caminhos alternativos do nosso Estado”.
Os paulistas Fernando Moreira e Rosângela Moreira também marcam presença pela primeira vez no Rally. “Ficamos sabendo pelos amigos de trilha. Nos preparamos e viemos, estamos na expectativa para conhecer os lugares. Já participamos de competições off-road há seis anos”, afirmou ela.
AÇÃO SOCIAL - Nesta terça-feira (16), os 110 carros inscritos para a 27ª edição do Rally Transparaná passaram por uma vistoria e receberam seus kits de adesivagem e identificação. No ato de confirmação da inscrição cada equipe fez a doação de uma cesta básica. Foram arrecadadas três toneladas de alimentos - parte foi doada a uma instituição de Foz do Iguaçu e parte será levada para as cidades do trajeto da competição.
Ontem também houve uma visita exclusiva e em comboio às Cataratas do Iguaçu, uma das maravilhas naturais do mundo, com foto oficial do evento na passarela em frente às quedas d’agua.
PROGRAMAÇÃO - A largada aconteceu nesta quarta-feira (17), no Parque Nacional do Iguaçu, e o primeiro dia do rally termina na cidade de Cascavel. O roteiro margeará o Parque Nacional do Iguaçu e fazendas de eucaliptos.
No segundo dia de prova, entre Cascavel a Guarapuava, serão 310 quilômetros passando por Laranjeiras do Sul, Goioxim e Palmeirinha. O terceiro dia, de Guarapuava a Irati, envolve a passagem em uma pista de motocross localizada ao lado do Rio Jordão. Fazem parte do roteiro as localidades de Guará e Imbituva.
O trecho final seguirá rumo a Porto Amazonas e São Luiz do Purunã. O destaque ficará por conta da Fazenda Santa Joana, que oferece uma vasta opção de trilhas extremamente técnicas. O pórtico de chegada do Transparaná será montado no Palácio Iguaçu. Os veículos começarão a chegar na metade da tarde de sábado (20). (Com AEN)
Um estudo inédito investiga as características genéticas do novo coronavírus (SARS-CoV-2), relacionadas às diferentes manifestações clínicas em pacientes infectados, assim como os fatores de resistência e suscetibilidade à Covid-19. A pesquisa está vinculada ao Projeto Genoma Covid-19, conduzido pela Rede de Estudos Genômicos do Paraná, no âmbito do Novo Arranjo de Pesquisa e Inovação em Genômica (Napi Genômica). O projeto reúne mais de 200 pesquisadores de instituições de ensino e pesquisa públicas e privadas.
Sob a supervisão do coordenador do Curso de Medicina da Universidade Estadual do Centro-Oeste (Unicentro), médico e professor David Livingstone Alves Figueiredo, a pesquisa tem como objetivo contribuir para a compreensão dos mecanismos genéticos que regulam essa infecção viral, auxiliando nas decisões médicas e nas condutas terapêuticas mais apropriadas para os pacientes.
“Essa abordagem pode possibilitar, futuramente, uma análise mais acurada do impacto epidemiológico das cepas circulantes no território paranaense, assim como o impacto clínico, de acordo com aspectos genéticos de cada paciente”, afirma o professor, destacando a importância do sequenciamento genético em massa dos vírus circulantes para a vigilância epidemiológica e subsídios científicos.
Até meados de outubro do ano passado o Paraná havia sequenciado o genoma do novo coronavírus em 10 amostras de pacientes acometidos com a Covid-19. Com o desenvolvimento da pesquisa foi possível ampliar a investigação, aumentando esse número para 78 amostras, inicialmente sequenciadas.
O estudo revelou que 11% dessa amostragem pertencem à linhagem identificada como P.2 (B.1.1.28.2), detectada oficialmente no mês passado, no Rio de Janeiro. Com ampla circulação no Brasil, as alterações genéticas dessa cepa podem potencializar a velocidade de transmissão do vírus. As amostras analisadas nessa primeira fase são oriundas de Curitiba e Londrina. Nas próximas etapas a pesquisa deve contemplar amostras de pacientes de Cascavel, Foz do Iguaçu, Maringá e Ponta Grossa, com possibilidade de alcançar até 300 pessoas.
“Uma das mutações identificadas, a E484K, característica na linhagem P.2, pertence a uma amostra coletada em outubro de 2020, enquanto as demais são de pessoas acometidas pela doença em janeiro de 2021. Esse dado aponta que a circulação dessa linhagem do novo coronavírus já estava ocorrendo no Paraná, antes mesmo da primeira notificação no País”, pontua o pesquisador Wilson Araújo Silva Júnior, geneticista e diretor científico do Instituto para Pesquisa do Câncer (Ipec), em Guarapuava, onde o estudo está sendo desenvolvido.
“Essa pesquisa é fundamental para demonstrar se realmente as linhagens identificadas no Paraná podem estar associadas ao pior prognóstico e evolução da doença, bem como ao agravamento da pandemia registrado nos últimos meses”, afirma a professora Andréa Name Colado Simão, pesquisadora e coordenadora do Laboratório de Pesquisa em Imunologia Aplicada da UEL, que também atua como bioquímica do Laboratório de Diagnóstico Molecular do Hospital Universitário de Londrina.
As mutações podem trazer importante repercussão na evolução da doença, seja na gravidade ou na sua perpetuação. “Alterações genéticas podem ser responsáveis pelo prolongamento de pandemias e pela adaptação do vírus ao hospedeiro humano, dificultando ainda mais as ações de prevenção, até mesmo de vacinas”, alerta Felipe Tuon, professor e pesquisador do Laboratório de Infecções Emergentes da Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUCPR).
Segundo o virologista e professor da Unicentro, Emerson Carraro, na medida em que a população começa a ser vacinada, novas variantes podem surgir com perfil de replicação que escape desta imunidade induzida. “Um exemplo prático é o que ocorre com o vírus influenza, que necessita de atualização anual da vacina para acompanhar o surgimento de novas variantes virais”, conclui.
A pesquisa paranaense também revelou a presença da cepa inglesa, a VOC Variante SARS-CoV-2 emergente 202012/01, também chamada de B.1.1.7, em uma amostra de paciente com manifestação clínica grave. Essa variante, detectada tanto no Reino Unido quanto na África do Sul e no Brasil, tem sido caracterizada por uma disseminação mais rápida que as outras, cerca de 70% mais transmissível.
PESQUISA – O Projeto Genoma Covid-19 envolve mais de 200 pesquisadores, de 17 instituições de ensino superior, que estudam o comportamento do novo coronavírus em pacientes com quadros clínicos graves, mantidos na Unidade de Tratamento Intensivo (UTI) com ventilação pulmonar; em pacientes com quadros clínicos moderados, internados na enfermaria; em pacientes curados sem a necessidade de transferência para a UTI; e em pacientes com quadros clínicos leves ou assintomáticos.
Para realizar a pesquisa, iniciada em julho de 2020, foram coletadas amostras de sangue e de tecidos de pacientes com a Covid-19, obtidas de várias instituições de saúde, inclusive do Instituto de Biologia Molecular do Paraná (IBMP) e do Laboratório Central do Estado do Paraná (Lacen), ambos localizados em Curitiba. Em Londrina, no Norte do Estado, a coleta ocorreu no Hospital Universitário da UEL, a partir da seleção de 14 pacientes com quadro clínico leve da doença, 32 casos moderados e mais 84 amostras de pessoas com quadro grave.
O superintendente de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior do Paraná, Aldo Nelson Bona, afirma que os resultados desses estudos colocam o Estado na vanguarda do conhecimento científico sobre o novo coronavírus e, em curto prazo, devem orientar protocolos de tratamento e prevenção da doença.
“Por isso, conforme orientação do governador Ratinho Júnior, estamos liberando mais recursos financeiros para financiar a ampliação das pesquisas e a maior cobertura das análises, fundamentalmente com o intuito de melhor compreender as variações do vírus e as diferentes respostas do sistema imunológico dos pacientes”, salienta o superintendente, que atua como articulador da Rede de Estudos Genômicos, em nível estadual.
“Estamos financiando uma robusta e capacitada estrutura de recursos materiais e humanos, grandes ativos tecnológicos do Paraná, para que possamos melhorar o conhecimento da realidade da pandemia e, em consequência, propiciar a atuação mais adequada das estruturas de saúde do Estado em benefício de todos os paranaenses”, destaca o presidente da Fundação Araucária de Apoio ao Desenvolvimento Científico e Tecnológico do Paraná, Ramiro Warhaftig.
FINANCIAMENTO – O Projeto Genoma Covid-19 dispõe de recursos financeiros da ordem de R$ 800 mil, sendo metade desse montante viabilizada pelo Fundo Paraná, operacionalizado pela Superintendência Geral de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior. O restante do aporte financeiro, R$ 400 mil, tem como fonte o município de Guarapuava, por meio da Secretaria Municipal de Saúde.
A pesquisa conta ainda com bolsas de doutorado e pós-doutorado custeadas pela Fundação Araucária (FA) e Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes). (Com AEN)
Todo consumidor tem responsabilidades sobre a ligação de água em sua residência. Entre elas, zelar pela conservação do cavalete e consertar os possíveis vazamentos internos. O alerta é da Companhia de Saneamento do Paraná (Sanepar) que garante a qualidade de água distribuída nos 345 municípios paranaenses e em Porto União (SC).
A ligação de água é o elo entre a Companhia e cada um de seus clientes. Ao solicitar a ligação, o consumidor e a empresa firmam um termo de compromisso. As responsabilidades de cada um estão previstas no regulamento de serviços prestados pela Companhia e podem ser encontradas no guia do cliente, no site da Sanepar www.sanepar.com.br. A empresa assume o compromisso de fornecer água tratada após rigoroso controle de qualidade.
O ponto de entrega de água ao cliente é o cavalete, onde está fixado o hidrômetro, também conhecido por relógio. A partir daí, é do cliente a responsabilidade sobre o bom funcionamento da caixa de água, torneiras, chuveiros e toda a tubulação interna do imóvel.
CUIDADOS – Embora esteja sob seus cuidados, o cliente não tem autorização para mexer no cavalete ou no hidrômetro e pode ser penalizado se violar o sistema, conforme prevê o regulamento. O cliente também não tem permissão para misturar a água que recebe no imóvel com a água vinda de outro local, como poços artesianos, que não passam pelo mesmo controle de qualidade da água feito diariamente pela Sanepar.
A Sanepar dimensiona a capacidade da ligação de acordo com as características de consumo do cliente, do padrão construtivo e do projeto hidráulico sanitário. Qualquer violação do cavalete e do hidrômetro, furto, perda, quebra ou adulteração do padrão da ligação podem levar a Sanepar a adotar sanções administrativas e aplicar custos de regularização.
Também é responsabilidade do dono do imóvel instalar, e manter em condições adequadas, uma caixa-d’água que garanta reserva mínima. De acordo com a Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT), cada imóvel deve ter caixa-d’água com capacidade para atender as necessidades dos moradores por 24 horas. O reservatório domiciliar deve armazenar no mínimo 500 litros. Em caso de desabastecimento temporário, quem tem caixa-d’água está menos exposto ao risco de ficar sem o produto. (Com AEN)
O atendimento da Copel pelo aplicativo de conversas Whatsapp completa três meses de operação com 214 mil solicitações por até o fechamento de janeiro. A facilidade de contato por este canal tem aumentado significativamente o uso pelos clientes, que buscam principalmente consultar a existência de débitos junto à companhia. O número da Copel é (41) 3013-8973.
A consulta aos valores pendentes e a emissão de código de barras para o pagamento responde por 61% das solicitações recebidas pelo aplicativo. Em segundo lugar vem o registro de autoleitura – aquela informação sobre a posição do relógio enviada por produtores rurais ou clientes urbanos que eventualmente estão impossibilitados de fornecer acesso do leiturista ao medidor.
O novo canal de atendimento permite ainda informar falta de luz, pedir a religação da energia cortada e fazer o parcelamento de débitos. O app fornece uma variedade de informações e direciona o atendimento para uma série de outros serviços prestados pela agência virtual da empresa, na página http://www.copel.com, reformulada em 2020 para facilitar a navegação dos usuários.
Desde 2014, as solicitações por canais digitais superam os canais tradicionais na Copel, e hoje cerca de 90% das interações são realizadas a distância, sem que o cliente precise sair de casa, a qualquer hora do dia ou da noite.
O superintendente comercial da Copel, João Acyr Bonat Junior, ressalta que a companhia busca oferecer opções para que o cliente possa escolher a melhor forma de conversar com a empresa, de acordo com sua realidade. “Temos o atendimento presencial, mas também o telefone, site, aplicativo. Agora o Whatsapp completa esse conjunto e está tendo uma adesão excelente por parte dos clientes”, avalia. (Com AEN)
A experiência técnica dos profissionais da Cohapar na fiscalização de obras tem feito a diferença nos projetos de construção e reformas de escolas da rede estadual de ensino em todo o Paraná. Desde 2019, o trabalho dos engenheiros e técnicos envolvidos resultou na entrega de 158 reformas e melhorias e, também, na construção de novas unidades em todas as regiões.
O sucesso da participação da companhia nos projetos, sob a coordenação do Instituto Paranaense de Desenvolvimento Educacional (Fundepar), continua avançando. No momento, 146 unidades escolares ainda estão com obras em andamento sob a supervisão dos colaboradores da Cohapar e a perspectiva, segundo o presidente da Fundepar, Alessandro Oliveira, é de um volume ainda maior de contratações neste ano.
“A Cohapar tem excelência em fiscalização e acompanhamento de obras e isso dá à Fundepar a garantia de que os projetos estão sendo bem executados, de acordo com todas as normas e legislações vigentes”, destaca Oliveira. “Essa parceria vem desde 2019, e uma demanda maior em 2021 devemos ampliar as parcerias”, completa o presidente do instituto.
RETOMADA DAS AULAS – As melhorias feitas nas escolas existentes e a construção de novas unidades vão auxiliar no retorno das aulas presenciais, garante Oliveira. “Apesar da pandemia, nós mantivemos todas as obras funcionando e nos preparamos para essa retomada com todos os cuidados de saúde, de acordo com orientações da Secretaria da Saúde”, informa o presidente da Fundepar.
Para o presidente da Companhia da Habitação do Paraná, Jorge Lange, o resultado do trabalho realizado demonstra o sucesso do modelo de gestão implementado no Paraná, que estimula o trabalho integrado entre os órgãos estaduais.
“A Cohapar tem 12 escritórios regionais, com alcance nos 399 municípios do Estado, e nós estamos usando o quadro de engenheiros e técnicos para participar das obras que o Governo do Estado vem implantando nesta gestão”, explica Lange. “Nesse momento de pandemia é ainda mais importante que as escolas estejam preparadas e mais estruturadas para receber os alunos com segurança em todo o Paraná”.
COMO FUNCIONA – O desenvolvimento das atividades de fiscalização tem prazo máximo de 23 meses. Durante este período, os fiscais indicados por meio de portarias da Fundepar devem visitar os colégios designados, avaliar os serviços executados, fazer as medições programadas, notificar as empresas quando necessário, emitir relatórios periódicos e verificar as condições de trabalho.
INVESTIMENTOS – Desde o início da parceria entre os órgãos estaduais, as ações já envolveram obras em 244 municípios paranaenses. São reformas de salas de aula e administrativas, quadras esportivas e até mesmo a instalação de novas unidades escolares, tanto na área urbana quanto no meio rural.
Os projetos somam R$ 65,5 milhões, o que tem promovido a melhoria das condições dos estudantes, professores e demais trabalhadores da educação que se preparam para retomar gradativamente as rotinas das aulas presenciais após quase um ano de ensino remoto. (Com AEN)
O boletim semanal da dengue publicado nesta terça dia 16, pela Secretaria de Estado da Saúde registra 132 novos casos da doença no Estado. O período epidemiológico com início de agosto de 2020 soma 2.704 casos.
No Paraná, 205 municípios têm casos da doença,15 apresentam casos de dengue com sinais de alarme e seis têm casos de dengue grave. A diferença nas classificações está nos sintomas apresentados que podem ser considerados desde inaparentes e subclínicos até levar ao choque e ao óbito.
A dengue se manifesta com febre, de início abrupto, associada a dores de cabeça, dores musculares, nas juntas, atrás dos olhos e o surgimento de exantemas (vermelhidão pelo corpo). Neste caso, no período de até sete dias, a temperatura começa a cair e os sintomas geralmente regridem.
Os sinais de alerta apontando evolução para quadros mais graves associam dores abdominais fortes e contínuas, vômitos, tonturas, sangramentos, queda no número de plaquetas, hipotensão, entre outros. Na dengue grave podem surgir sangramentos severos, inclusive hemorragia digestiva, choques e formas de comprometimento neurológico, hepático e cardíaco.
O médico Enéas Cordeiro de Souza Filho, da Vigilância Ambiental da secretaria estadual da Saúde, ressalta que, dado ao momento da pandemia, compete ao médico o diagnóstico diferencial com a dengue, lembrando que sintomas respiratórios estão predominantemente relacionados à Covid-19.
ALERTA - “O Estado segue em alerta para a dengue e nossa principal recomendação é para que a população mantenha ambientes internos e externos das residências livres de recipientes que possam acumular água parada. A proliferação do mosquito da dengue, o Aedes aegypti, acontece nestes recipientes”, afirma o secretário de Estado da Saúde, Beto Preto.
“O Paraná tem hoje 44 municípios que apresentam incidência proporcional acima de 50 casos por 100 mil habitantes”, complementa o secretário.
A secretaria da Saúde tem deslocado equipes da Vigilância Ambiental para orientação junto aos municípios que estão com incidência elevada, como é o caso de Serranópolis do Iguaçu, na região de Foz do Iguaçu, com 4.010,64 casos por 100 mil habitantes, e Kaloré, na região de Apucarana, com 1.685,12 casos por 100 mil habitantes. Além da orientação, as equipes coordenam ações de busca e remoção dos criadouros do mosquito.
O boletim divulgado nesta terça-feira aponta 28.463 notificações para a dengue distribuídas por 342 municípios. (Com AEN)

























