Estado e CNH Industrial discutem parceria para ampliar a conectividade no campo

O governador Carlos Massa Ratinho Junior se reuniu nesta quinta-feira (19) com o presidente da CNH Industrial, Vilmar Fistarol, e demais diretores da empresa para começar a delinear projetos visando aumentar a conectividade no campo. O encontro ocorreu de forma virtual.

 

A intenção, explicou o governador, é criar mecanismos para levar internet de qualidade para as zonas rurais do Paraná, com foco na diminuição de custos, ampliação da produtividade e evolução dos indicadores sociais, especialmente nas regiões com baixos Índice de Desenvolvimento Humano (IDH). “A New Holland é um patrimônio do Paraná. Estamos criando, juntos, condições para ampliar a parceria e melhorar a vida de quem mora e trabalha no campo, base econômica do nosso Estado”, afirmou Ratinho Junior.

 

Uma das possibilidades em estudo, destacou o diretor-presidente da Invest Paraná, Eduardo Bekin, é a utilização de crédito presumido de Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) como parte do financiamento do projeto, que vai envolver também uma empresa de internet móvel. “O ambiente para investimentos no Paraná é extremamente favorável, com transparência e a máxima disposição do Governo do Estado em colaborar. Agora é buscar caminhos operacionais para fazer acontecer”, destacou.

 

MÁQUINAS – Estão em andamento, também, estudos para uma parceria no desenvolvimento de máquinas agrícolas com tecnologia embarcada, movidas a biometano, priorizando a energia limpa. “As equipes da CNH e do Estado vão se reunir e encontrar os melhores caminhos para viabilizar essas operações”, disse o presiente da CNH Industrial. “É algo que vai além da questão econômica. Terá influência no desenvolvimento educacional, com alunos e escolas rurais passando a contar com uma internet rápida e confiável”, acrescentou o vice-presidente da New Holland, Rafael Miotto.

 

 

EMPRESA – A New Holland Agriculture possui três fábricas no Brasil: em Curitiba, Sorocaba e Piracicaba, ambas no interior de São Paulo, além de uma fábrica em Córdoba, na Argentina. As três plantas brasileiras empregam cerca de 4.400 colaboradores.

 

A unidade da capital paranaense, que este ano vai completar 46 anos, possui 750 mil metros quadrados, emprega 2.145 funcionários e tem capacidade instalada para montar 100 tratores, 12 colheitadeiras e 14 plataformas de colheita por dia.

 

PRESENÇAS – Participaram também da reunião o diretor financeiro da CNH Industrial, Elias Mendes; o diretor digital da empresa, Gregory Riordan; e o diretor de Relações Institucionais, Alexandre Bernardes. (Com AEN)

 

 

 

Saúde orienta a prescrição de vacinas contra a Covid-19 em gestantes e puérperas

Profissionais de saúde que atendem gestantes e puérperas (mulheres que deram à luz há até 45 dias) devem estar comprometidos com a ampliação da vacinação contra a Covid-19 nesse público. Essa é a orientação da Secretaria de Estado da Saúde (Sesa), que promoveu na terça-feira (17) uma videoconferência com entidades médicas paranaenses sobre as últimas evidências da prescrição de vacinas em mulheres grávidas ou no pós-parto.

 

Consideradas grupos de risco para a doença, elas foram incluídas como prioritárias nos planos nacional e estadual de Vacinação contra a Covid-19 para evitar o aumento da mortalidade materna em consequência do novo coronavírus. Porém, várias questões levantadas ao longo da campanha de imunização colocaram em dúvida o atendimento a esse público.

 

“É isso que queremos esclarecer agora, porque nossa principal arma de prevenção contra o coronavírus é a vacinação. Não queremos perder mais nenhuma vida, principalmente dessas mulheres”, afirmou o secretário estadual da Saúde, Beto Preto. “A imunização resultou na queda de internamentos e de leitos ocupados em enfermarias e unidades de terapia intensiva em todo o Estado. Uma orientação mais clara vai ajudar o médico, a enfermeira e os profissionais de saúde lá na ponta”, disse.

 

Participaram do encontro virtual entidades como o Conselho Regional de Medicina (CRM-PR), Associação Médica do Paraná e a Sociedade de Obstetrícia e Ginecologia do Paraná (Sogipa).

 

Terceiro estado que mais aplicou vacinas nesse público, o Paraná imunizou, até o momento, 72.514 gestantes e puérperas. Mais da metade delas já completou o esquema de imunização, como mostram os dados do Vacinômetro do Ministério da Saúde.

 

A principal orientação é que as vacinas são seguras para as gestantes, e que elas devem ser vacinadas em qualquer idade gestacional e mesmo durante a lactação. A indicação é pelos imunizantes Comirnaty (Pfizer/Biontech) ou Coronavac (Sinovac/Butantan). Para aquelas que receberam a primeira dose da Covishield (Oxford/AstraZeneca), o parecer da Secretaria da Saúde é pela intercambiabilidade da vacina – para que elas completem o esquema vacinal preferencialmente com um dos outros dois imunizantes.

 

“Não há contraindicação na vacinação das mulheres grávidas maiores de 18 anos. Pelo contrário, já foi identificado que as células de defesa dos bebês são estimuladas quando mãe é vacinada, além da presença dos anticorpos também no leite materno”, explicou Carolina Bolfe Poliquesi, chefe da Divisão de Atenção à Saúde da Mulher da Sesa.

 

Segundo ela, é necessária uma orientação clara dos profissionais, sejam eles médicos da família, clínicos gerais, ginecologistas ou obstetras, para que esclareçam a essas mulheres sobre a segurança da vacinação, assim como a continuidade do pré-natal mesmo durante a pandemia.

 

“Ficaram muitas dúvidas com relação à imunização desse público, principalmente após o caso de uma gestante que apresentou reação à vacina da AstraZeneca. Os profissionais passaram a fazer orientações individuais, com restrições aos imunizantes ou à idade gestacional”, disse Carolina. “Por isso, a Secretaria da Saúde reafirma a importância de que os trabalhadores da saúde estejam comprometidos com a vacinação. É a nossa maior estratégia para evitar a morte materna por causa da Covid-19”.

 

OUTRAS MEDIDAS – Desde o início da pandemia, a Secretaria de Estado da Saúde toma medidas para evitar a contaminação de gestantes e puérperas com o coronavírus, orientando essas mulheres e também os profissionais que as atendem.

 

Em março do ano passado, a Sesa publicou uma nota orientativa sobre o tema, que tem sido atualizada ao longo dos meses. Já a circular nº 8, publicada em abril deste ano, traz os 10 passos para a prevenção da mortalidade materna por Covid-19.

 

Na videoconferência de terça-feira, também foram abordados assuntos como a análise da mortalidade materna por Covid-19 no Paraná; segurança e efetividade da imunização de gestantes e puérperas contra a doença; importância do acompanhamento pré-natal e puerperal na pandemia; ações da Sesa para a saúde das mulheres e monitoramento do near miss materno (que se refere a uma mulher que quase morreu, mas sobreviveu a uma complicação grave que ocorreu durante a gravidez).

 

PRESENÇAS – Participaram do evento, a diretora de Atenção e Vigilância em Saúde da Sesa, Maria Goretti David Lopes, o presidente do CRM, Roberto Issamu Yosida, o presidente da Associação Médica do Paraná, Nerlan Tadeu Gonçalves de Carvalho, a presidente da Sogipa, Rita Maira Zanine, a coordenadora de Vigilância Epidemiológica da Sesa, Acácia Nasr, a professora da Universidade Federal do Paraná (UFPR), Sonia Raboni, a também professora da UFPR e membro da diretoria da Sogipa, Lenira Gaede Senesi, a chefe da Divisão de Atenção à Saúde da Mulher da Sesa, Carolina Bolfe Poliquesi, e a enfermeira também da Divisão, Glaucia Osis Gonçalves. (Com AEN)

 

 

 

Em Brasília, governador apresenta como Paraná marcará presença na Expo Dubai

O governador Carlos Massa Ratinho Junior se reuniu nesta quarta-feira (18) com o ministro das Relações Exteriores, Carlos Alberto Franco França, para apresentar o projeto de exposição que representará o Paraná no Pavilhão do Brasil na Expo Dubai 2020. O evento internacional concentra mais de 190 países, e terá participação do Paraná entre os dias 10 a 17 de outubro. A agenda foi realizada no Itamaraty, em Brasília.

 

“O Paraná terá um espaço nessa feira para mostrar tudo aquilo que produzimos, desde nosso agronegócio até as indústrias, e em especial o desenvolvimento sustentável promovido nos últimos anos. A ideia é que, nesse grande evento, a gente possa ter a chance de gerar oportunidades de novos negócios e novos visitantes, buscando mais investimentos e gerando novos empregos”, afirmou o governador.

 

O principal tema a ser tratado pelo Paraná na exposição é a sustentabilidade, através de um espetáculo imersivo e sensorial com 18 atos que apresentam diferentes aspectos da cultura do Estado. A história começa no Litoral e segue de Leste a Oeste, do Porto de Paranaguá às Cataratas do Iguaçu. O conceito da exposição é batizado de “Wow! All Around” – que pode ser traduzido do inglês como “surpresa por toda parte”, e sugere as diversas formas de encantamento que o Paraná pode proporcionar a quem o conhece.

 

A Expo Dubai 2020 será realizada entre 1º de outubro de 2021 e 31 de março de 2022. A expectativa é receber mais de 25 milhões de visitantes ao longo dos seis meses de duração. O Pavilhão do Brasil é organizado pela Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil) e vai receber outros espetáculos temáticos ao longo da feira.

 

PORTO SECO - Na reunião com o Ministério das Relações Exteriores, o governador também apresentou o pleito do Paraná para implementar um Porto Seco em Santo Antônio do Sudoeste, próximo à fronteira com a Argentina, na região Sudoeste do Estado.

 

O local é estratégico para a entrada e saída de produtos para o Mercosul. A proposta do Governo é que seja instalado um terminal em um imóvel de 60 mil metros quadrados localizado a 500 metros da aduana, pertencente ao Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná-Iapar-Emater (IDR-Paraná). A nova unidade ajudaria a desafogar a movimentação dos portos secos de Foz do Iguaçu e de Dionísio Cerqueira (SC).

 

COP 26 - Ratinho Junior também solicitou ao Ministério a participação do Governo do Estado na delegação brasileira que irá à Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas de 2021 (COP26). O evento será realizado em Glasgow, na Escócia, entre 31 de outubro de 12 de novembro.

 

A COP vai reunir representantes de 197 países, avaliando os resultados do Acordo de Paris (COP21). A participação do Paraná endossaria a agenda ambiental do Estado, que inclui iniciativas como o Plano Estadual de Mudanças Climáticas, o Programa Estadual de Resíduos Sólidos e a Política Estadual de Crédito de Carbono.

 

PRESENÇAS - Estiveram presentes na reunião o chefe da Casa Civil, Guto Silva; o secretário estadual do Desenvolvimento Sustentável e do Turismo, Marcio Nunes; o diretor-presidente da Invest Paraná, Eduardo Bekin; o secretário-geral do Ministério de Relações Exteriores, Fernando Magalhães; o diretor do Departamento de América Latina, ministro João Marcelo de Queiroz; o presidente da Apex-Brasil, Augusto Pestana; o embaixador Paulino Franco de Carvalho Neto, entre outros embaixadores. (Com AEN)

 

 

 

Uso de serviços online do Detran/PR aumenta 70%

O uso de serviços online do Departamento de Trânsito do Paraná (Detran/PR) – por meio do portal do órgão e do aplicativo Detran Inteligente – cresceu 70% no primeiro semestre de 2021, na comparação com o mesmo período do ano passado. Foram 1.577.295 serviços efetivados por esses canais nos primeiros seis meses deste ano, contra 924.715 de janeiro a junho de 2020.

 

O aplicativo Detran Inteligente registrou um aumento de acessos de 113,5% – houve 10.631.076 acessos no primeiro semestre deste ano e 4.977.180 de janeiro a junho de 2020.

 

Por meio do portal www.detran.pr.gov.br o crescimento de serviços efetivados foi de 27,7%, com 19.549.186 acessos nos seis primeiros meses de 2021 e 15.428.160 em 2020.

 

Os números refletem a oferta de mais serviços digitais pelo Departamento. “Cada vez mais estamos aprimorando e ofertando mais serviços online. Quanto menos o cidadão precisar ir até uma unidade, melhor”, afirma o diretor-geral, Wagner Mesquita.

 

Com consequência natural, o número de atendimentos presenciais caiu 17,24%, um saldo muito positivo, segundo Mesquita, evitando que os cidadãos precisassem se deslocar até uma unidade, principalmente neste momento de pandemia.

 

“O ano de 2021 está sendo de grandes conquistas para o Detran/PR. Aperfeiçoamos os serviços online e avançamos em nossos projetos, como a liberação dos nossos pátios, e a criação do nosso Detranzinho, que vai levar educação de trânsito para as crianças”, destacou o diretor-geral.

 

LEILÕES - Com os leilões, feitos na modalidade online, o Detran/PR arrecadou quase R$ 6 milhões com o arremate de 14.138 veículos, sendo 441 na categoria de circulação e demais na categoria de reciclagem.

 

O valor recebido é para o custeio da realização do leilão, pagamento das estadas, da remoção e débitos incidentes sobre o prontuário dos veículos, respeitando a ordem de preferência estabelecida no Art. 328, da Lei 9503/97 do Código de Trânsito Brasileiro (CTB) e a Resolução 623/2016 do Conselho Nacional de Trânsito (Contra).

 

INVESTIMENTOS - O Departamento também investiu em infraestrutura. No primeiro semestre deste ano foram aplicados aproximadamente R$ 3,2 milhões, entre obras em andamento e aquelas em processo de assinatura de contrato.

 

As Ciretrans contempladas são as de Toledo, Cruzeiro do Oeste, Santo Antônio do Sudoeste, Faxinal, Curitiba, Curitiba, Prudentópolis, Jacarezinho, Maringá, Loanda, Porecatu, Sertanópolis, Londrina, Ribeirão Claro e Goioerê.

 

Desse montante, quase R$ 886 mil serão aplicados no projeto Detranzinho, que já está em andamento, e levará educação de trânsito a crianças de Curitiba e Região.

 

SERVIÇOS ONLINE - São oferecidos mais de 130 serviços de habilitação, veículo e infrações no portal do Detran-PR e no aplicativo Detran Inteligente. Entre eles estão a renovação da Carteira Nacional de Habilitação (CNH); solicitação da Permissão Internacional para Dirigir (PID); agendamento de exames; solicitação da segunda via da CNH; consulta de débitos do veículo; emissão do CRLV-e; emissão de guia para pagamento de multas; e solicitação de recursos, entre outros.

 

Para ter acesso a esses serviços, é só acessar o PORTAL ou baixar o aplicativo Detran Inteligente, disponível para os sistemas Androide e iOS. (Com AEN)

 

 

 

Quebra da safra e exportações devem elevar o preço do café em até 40%

O preço do café que chega à mesa do consumidor deve aumentar entre 35% e 40% até o fim de setembro. A estimativa é da Associação Brasileira da Indústria de Café (Abic), que aponta uma série de fatores para explicar a iminente alta do preço, como a queda da produtividade devido às condições climáticas adversas e a maior demanda do mercado externo.

 

“Este ano, há uma soma de fatores como não se via desde o início da década de 1990. O dólar está extremamente alto, o que, ao mesmo tempo que eleva os custos de produção, amplia a demanda externa [ao tornar o produto brasileiro financeiramente mais atraente]. Além disso, após colhermos uma excelente safra em 2020, a produção, que este ano já seria menor, foi prejudicada pela falta de chuvas e por sucessivas geadas”, disse à Agência Brasil o diretor-executivo da Abic, Celírio Inácio, apontando as condições climáticas como o principal fator para a redução da produção.

 

Previsão de safra

 

De acordo com a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), a safra atual não deve ultrapassar 48,8 milhões de sacas de 60 kg de grãos. Se atingida, esta marca representará um resultado 22,6% inferior ao da temporada anterior. Situação que, conforme alertam os técnicos da empresa pública, pode se agravar caso a seca em regiões produtoras se prolongue por mais tempo.

 

Segundo Inácio, os produtores já esperavam colher um volume de grãos menor do que o do ano passado. Isto porque uma das características do cultivo do café é a bienalidade, ou seja, o fato de intercalar um ano de alta produtividade com outro de menor volume. Contudo, a intensidade da seca e/ou geadas que atingiram as principais regiões de cultivo do país obrigaram o setor a reduzir ainda mais suas expectativas iniciais.

 

Estados

 

Os estados mais afetados são Minas Gerais, São Paulo e Paraná. Em algumas localidades, principalmente do sul mineiro, lavouras foram inteiramente destruídas por geadas. Fato que motivou o Conselho Monetário Nacional (CMN) a reservar R$ 1,32 bilhão para linhas especiais de crédito do Fundo de Defesa da Economia Cafeeira (Funcafé) destinadas a socorrer produtores prejudicados pelas geadas.

 

Perdas

 

A dimensão exata das consequências para o setor cafeeiro da seca e das fortes geadas registradas este ano ainda está sendo avaliada. Contudo, em nota, o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) informou que levantamentos preliminares indicam que só as geadas atingiram cerca de 200 mil hectares de cafezais (cada hectare corresponde, aproximadamente, a um campo de futebol oficial).

 

Além dos estragos diretos, as condições climáticas adversas geram incertezas quanto ao desempenho da próxima safra. O que também contribuiu para a alta dos preços da commodity. De acordo com o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea-USP), nessa terça-feira (17), a saca do café arábica tipo 6 (entregue na cidade de São Paulo) estava sendo comercializada a R$ 1.032,50. Há um ano, a mesma saca era vendida a R$ 566,51.

 

“Com tudo isto, a indústria é pressionada a repassar o preço ao varejo”, acrescentou Inácio, destacando que, entre dezembro de 2020 e julho de 2021, os custos da matéria-prima utilizada no plantio aumentou, em média, 82%. Já o preço do café, segundo ele, subiu, nas prateleiras, no mesmo período, cerca de 16%, menos que outros produtos alimentícios considerados básicos, como o arroz e o óleo de soja. “Mas este aumento de 35% a 40% que estamos estimando é considerando o momento atual. Se não tivermos chuvas dentro dos próximos dois meses, quando ocorre a florada, isto tende a ser ainda maior.”

 

No boletim de acompanhamento do setor que divulgou na semana passada, a Conab aponta que, “nos próximos meses de 2021, o retorno das chuvas em volumes satisfatórios torna-se fundamental para amenizar os danos já causados pela seca e pelas geadas e para sustentar a florada da safra a ser colhida em 2022”, aponta a Conab.

 

Exportações

 

Apesar das adversidades que os produtores enfrentam no campo, as exportações brasileiras seguem em alta, motivadas pela taxa de câmbio do real em relação ao dólar e pela alta dos preços pagos no mercado externo. Cerca de 70% de toda produção nacional é vendida para outros países.

 

De janeiro a julho, o Brasil exportou cerca de 25,2 milhões de sacas de café, o que corresponde a um aumento de 11,3% em comparação ao mesmo período de 2020. Segundo a Conab, historicamente, o volume exportado durante o segundo semestre do ano tende a ser ainda maior, mesmo que a quebra da produção e as incertezas climáticas para a safra de 2022 limitem o resultado final. Inclusive, a companhia aponta que, entre maio e julho, o volume exportado caiu mês a mês, em parte devido à “limitação da oferta interna diante da quebra da produção deste ano”.

 

Segundo o diretor-executivo da Abic, gargalos logísticos têm afetado as vendas para o mercado externo, o que, de certa forma, evita um aumento ainda maior dos preços para o consumidor brasileiro. “Temos, hoje, um problema sério: a falta de contêineres. E há também o preço do transporte marítimo, cujos fretes estão caríssimos. São dois fatores que estão afetando absurdamente os custos de exportação. Não fosse por isso, com o dólar valorizado, os importadores comprariam mais, fazendo com que o preço do café subisse ainda mais.” (Com Agência Brasil)

 

 

 

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