A Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) enviou mais 423,1 mil vacinas contra a gripe (Influenza) para as 22 Regionais de Saúde. Os imunizantes foram encaminhados durante a semana e incluem 382 mil doses da 6ª remessa do Ministério da Saúde para início da segunda etapa da campanha, além de um residual de 41.140 da 5ª remessa, ainda referente a primeira fase.
A 23ª Campanha Nacional de Vacinação Contra a Influenza iniciou em 12 de abril e desde terça-feira (11) está na segunda fase, que inclui idosos com 60 anos ou mais e professores da rede pública e privada. Aproximadamente 1.949.851 paranaenses estão inseridos nestes grupos.
“Reforçamos a importância da vacinação contra a Influenza mesmo neste momento de pandemia. A imunização contra a gripe auxilia no processo do diagnóstico da Covid-19 e aqueles que se enquadram nos grupos prioritários devem se vacinar”, afirmou o secretário de Estado da Saúde, Beto Preto.
Até o momento, o Ministério da Saúde enviou seis remessas de vacinas contra a Influenza para o Estado, somando mais de 1,7 milhão de imunizantes. A estimativa da pasta é de que 4,4 milhões de pessoas sejam vacinadas no Paraná.
Segundo a Rede Nacional de Dados em Saúde (RNDS), mais de 650,5 mil paranaenses receberam a vacina até esta sexta-feira (14), a cobertura vacinal está em 14,5%.
BAIXA COBERTURA – O primeiro grupo prioritário para a vacina era composto por crianças de seis meses a menores de seis anos (5 anos, 11 meses e 29 dias), gestantes, puérperas, indígenas e trabalhadores da saúde. Este grupo atingiu pouco mais de 38% da meta estabelecida do Ministério da Saúde, de 90% de cobertura vacinal.
“Mesmo com baixa cobertura o Paraná vacinou quase meio milhão de pessoas deste primeiro grupo. Obviamente que queremos atingir a meta de cobertura vacinal, assim como fazemos todos os anos, mas precisamos da colaboração das equipes, para realizar a busca ativa nos municípios, e também que a população não deixe de tomar a vacina”, finalizou Beto Preto. (Com AEN)
Os primeiros trabalhadores da educação vacinados contra a Covid-19 como parte do processo de retomada gradativa às aulas presenciais da Rede Pública de Ensino já começam a aparecer no Vacinômetro da Secretaria de Estado da Saúde. O ranking apontava no início da tarde desta sexta-feira (14) que 1.464 profissionais do setor, das mais diferentes funções e com menos de 60 anos, iniciaram o processo de proteção contra o vírus com a aplicação da primeira dose do imunizante da AstraZeneca/Oxford/Fiocruz – o intervalo entre as doses é de três meses. As primeiras escolas estaduais reabriram as portas no Paraná no dia 10.
O grupo está sendo imunizado exclusivamente com as 32.760 doses separadas pelo Governo do Estado e que começaram a ser distribuídas para as 22 Regionais de Saúde na quarta-feira (5). A eles soma-se aproximadamente outros 8 mil profissionais que já receberam ao menos uma dose da vacina por integrarem o grupo prioritário elaborado pelo Ministério da Saúde formado por pessoas com mais de 60 anos.
Por determinação do governador Carlos Massa Ratinho Junior, todas as remessas de vacinas que chegarem ao Paraná terão um porcentual de doses separado para a educação, seguindo o modelo já usados para os profissionais de segurança.
De acordo com a Secretaria de Estado da Saúde, serão levados em consideração dois critérios nas divisões dentro do grupo de trabalhadores da educação. Além da idade, com a redução da faixa etária conforme a quantidade de vacinas, quem já retomou o trabalho presencial nas escolas passará a ter prioridade.
“É essa taxa de imunização, aliada ao diagnóstico diário da circulação da doença e dos números de leitos disponíveis que vai balizar o avanço no retorno presencial de alunos e professores nas escolas do Estado”, afirmou o governador.
PLANO ESTADUAL – As mais de 32 mil doses já encaminhadas pelo Estado aos municípios corresponde a 14% dos trabalhadores da educação previstos no Plano Estadual de Vacinação contra a Covid-19, estimado em 223.167 pessoas (incluindo Ensino Superior). O número leva em consideração profissionais das rede pública (estadual e municipal), privada e da assistência social – são em torno de 90 mil educadores e assistentes ligados apenas à Secretaria de Estado da Educação e do Esporte.
Neste primeiro momento serão vacinados aqueles com idades entre 55 a 59 anos do Ensino Básico. Algumas cidades, porém, ainda não começaram a aplicar as doses, como é o caso de Curitiba. A Capital começa a imunizar os trabalhadores da educação na segunda-feira (17).
AULAS PRESENCIAIS – A vacinação dos profissionais da Educação acontece em paralelo ao retorno das aulas presenciais em 200 colégios estaduais, em 68 municípios. Essas instituições estão adotando o modelo híbrido de ensino, com parte dos alunos em sala de aula e parte em ensino remoto, assistindo às aulas ao vivo.
Os demais colégios estaduais permanecem no ensino remoto (por meio da plataforma digital Aula Paraná, das videoaulas exibidas na TV aberta e no YouTube, além dos kits pedagógicos impressos) e devem retornar às atividades presenciais gradualmente, ao longo das próximas semanas. (Com AEN)
A produção leiteira paranaense diminuiu nos últimos dias. Entre as principais causas estão a estiagem, que prejudicou pastagens já implantadas e o plantio de novas, e os custos crescentes da atividade. A análise está no Boletim de Conjuntura Agropecuária elaborado pelo Deral (Departamento de Economia Rural), da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento, referente à semana de 8 a 14 de maio.
O Estado vive uma situação de falta de chuvas generalizadas há quase 60 dias. Com isso, muitas propriedades precisaram adaptar bebedouros ou buscar água fora. E, tão grave quanto essa situação, é a das pastagens em péssimas condições em algumas bacias leiteiras, como a do Sudoeste e do Oeste. Com menos oferta de alimento, a produção se reduz.
Aliado a isso, o atual período é de transição de pastagens. Ou seja, as forrageiras de verão estão em fase final e começa o plantio das espécies de inverno: aveia e azevém. Entretanto, a seca impossibilitou a semeadura na época mais propícia, que seria até o início deste mês, prevendo-se que a falta de alimentação pode persistir.
Mas as dificuldades do produtor não se restringem às pastagens. As lavouras de milho safrinha destinadas à produção de silagem foram igualmente prejudicadas pela estiagem e muitas não poderão ser usadas para alimentar o rebanho. Com isso, a dieta deverá ser de produtos com preço em alta no mercado, como milho e soja, o que acarreta aumento no custo de produção do leite e desistência de alguns produtores.
Como em outras atividades, também na agropecuária o uso de tecnologias garante uma condição mais confortável. É o que acontece com produtores de leite da região centro-oriental do Estado, onde estão municípios como Palmeira, Ponta Grossa e Castro. Ali, a dependência de pastejo é menor e os produtores trabalham com alimentação estocada de boa qualidade e produzida na propriedade, ajudando a reduzir custos e ter menos problemas com a produção. Há relatos pontuais de perda de menos de 5%. Nessa região, a dificuldade atual é o atraso no plantio das forragens de inverno.
FEIJÃO, MILHO E TRIGO – O boletim retrata também a situação da cultura de feijão no Paraná, que igualmente sofre as consequências de adversidades climáticas. Da produção inicial projetada para a segunda safra de 491 mil toneladas, estima-se redução de, pelo menos, 93 mil toneladas, segundo levantamento do final de abril.
O milho é outra cultura que tem sentido o problema hídrico. A segunda safra 2020/21 continua apresentando piora nas condições de lavoura. Da área estimada em 2,5 milhões de hectares, 25% estão em boas condições, enquanto 45% apresentam situação mediana e 30%, ruim. Espera-se que as chuvas desta semana, ainda que poucas, possam minorar as perdas.
Sobre o trigo, o documento fala da importação de 2,2 milhões de toneladas pelo Brasil no primeiro quadrimestre de 2021. Grande produtor do cereal, o Paraná também está importando e é responsável por 7% do que entrou no País. Para o Estado, as principais regiões de origem são a Argentina e o Paraguai.
OUTROS PRODUTOS – O boletim registra, ainda, as previsões divulgadas nesta semana para uma safra brasileira de 135,41 milhões de toneladas de soja no período 2020/21, também afetada pela seca. Ao tratar da fruticultura, o documento faz considerações sobre o Zoneamento Agrícola de Risco Climático (Zarc), que foi adotado como política pública desde 1996.
A avicultura também é destaque, sobretudo em razão de a Arábia Saudita ter anunciado, nesta semana, a suspensão de importação de carne de frango de 11 plantas frigoríficas brasileiras, três delas instaladas no Paraná. De forma unilateral, os sauditas alegaram que ultrapassaram limites e padrões microbiológicos estabelecidos em regulamento.
Sobre a suinocultura, o documento preparado pelos técnicos do Deral registra exportação de 346,4 mil toneladas de carne entre janeiro e abril de 2021. Do Paraná, saíram 46,5 mil toneladas. O quadrimestre também marcou a entrada da JBS no segmento de pescados, o que pode significar maior disponibilidade ao consumidor. (Com AEN).
O Paraná é o segundo estado que, proporcionalmente, mais aplicou a segunda dose da vacina contra a Covid-19. Levantamento do Consórcio de Veículos de Imprensa, divulgado pelo portal G1, mostra que 9,4% dos paranaenses já completaram o esquema vacinal. Com essa porcentagem, o Estado fica atrás apenas de São Paulo, onde 10,71% da população recebeu as duas doses dos imunizantes.
De acordo com o consórcio, até a quarta-feira (12), o Paraná tinha aplicado um total de 3.132.592 de doses, das quais 1.083.000 eram da segunda aplicação. Além disso, até então, 2.049.592 paranaenses haviam recebido a primeira dose do imunizante, o que representa 17,8% da população do Estado.
No recorte de números absolutos de doses aplicadas, o Paraná ocupa a quinta posição entre as 27 unidades da Federação. No Brasil, 17,57% da população recebeu pelo menos uma dose do imunizante, sendo que 8,81% dos brasileiros completaram o ciclo vacinal.
O governador Carlos Massa Ratinho Junior ressaltou que o Paraná lançou diferentes estratégias para atingir o maior número de pessoas imunizadas, incluindo a vacinação de domingo a domingo e horários estendido em salas espalhadas pelo Estado.
“A notícia de que o Paraná é o segundo estado em que a população já está de fato imunizada contra a Covid-19 nos dá bastante alegria, mostra que estamos comprometidos com a vacinação”, afirmou o governador, durante agenda nesta quinta-feira (13) em Arapongas, no Norte do Paraná.
Ratinho Junior também elogiou o trabalho feito pelos trabalhadores que estão na linha de frente da saúde, seja atendendo os pacientes ou responsáveis pela vacinação nos municípios. “Todo o mérito de combate à pandemia é dos profissionais da saúde, que estão trabalhando 24 horas por dia, há mais de um ano, para fazer esse enfrentamento”, disse. “Essa campanha de vacinação é muito importante e estamos na luta para que todos os paranaenses sejam vacinados”.
O governador explicou que as vacinas que Ministério da Saúde encaminha ao Estado são proporcionais à população que será atendida na respectiva fase da vacinação. Esse é o motivo pelo qual o Paraná recebeu menos doses que o Rio Grande do Sul, estado que tem uma população equivalente à paranaense, mas com um público idoso maior.
“O Paraná tem mais habitantes que o Rio Grande do Sul, que é um estado muito parecido conosco em termos de população. Mas eles têm 300 mil idosos a mais, de acordo com o IBGE, e acabaram recebendo, proporcionalmente, mais doses em um primeiro momento”, ressaltou. “Conforme vai baixando a idade do público vacinado, o Paraná acabará aumentando a população vacinada”.
VACINÔMETRO – O Vacinômetro da Secretaria de Estado da Saúde mostra que o Estado já ampliou o número de pessoas imunizadas. Até as 17h30 desta quinta-feira, 2.080.122 pessoas tinham recebido a primeira dose e 1.088.804 completaram o esquema vacinal. Isso representa 18,8% e 9,8% da população, respectivamente. (Com AEN)
O Paraná receberá mais 62 mil doses do imunizante Coronavac, da parceria do Instituto Butantan com a chinesa Sinovac, nesta sexta-feira (14). As vacinas chegarão no Aeroporto Internacional Afonso Pena, em São José dos Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba, às 14 horas. Logo em seguida elas serão encaminhadas para o Centro de Medicamentos do Paraná (Cemepar).
A maior parte das doses deve ser usada para ajustes nos esquemas vacinais nos grupos prioritários já imunizados com a primeira dose, uma vez que a Coronavac requer intervalo curto de aplicação entre a primeira e a segunda. A entrega é motivada por um pedido de estados e municípios para correções na segunda dose.
Mas essa remessa também será usada para cobrir grupos prioritários com primeira dose. Os públicos ainda serão definidos.
É o terceiro envio da semana. O Paraná recebeu nesta quinta-feira (13) 244,8 mil vacinas contra a Covid-19, sendo 118 mil doses da Covishield, produzida pela AstraZeneca e Fiocruz, além de 126.800 doses da Coronavac. Todos os imunizantes serão usados para doses de reforço. Na segunda-feira (10) foram 67,8 mil doses da Pfizer. que integram a pauta de distribuição anterior.
Até o momento, o Paraná recebeu 4.361.260 doses de vacina contra a Covid-19. São 2.488.400 doses de CoronaVac, 1.840.100 doses de AstraZeneca e 100.620 doses da Pfizer. Segundo o Vacinômetro, até às 7h desta sexta-feira (14), 3.168.926 vacinas haviam sido aplicadas no Estado, sendo 2.080.122 D1 e 1.088.804 D2. Ao todo 2.080.122 paranaenses já completaram o esquema vacinal com as duas doses do imunizante contra a doença.
O Estado já começou a vacinar 19 grupos prioritários: indígenas; idosos em Instituições de Longa Permanência; pessoas com deficiência institucionalizadas; trabalhadores da saúde; trabalhadores da educação; trabalhadores da segurança pública; forças de salvamento; Forças Armadas; quilombolas; sete faixas etárias entre a população idosa, dos 60 a 64 aos mais de 90 anos; pessoas com comorbidades; pessoas com deficiência permanente; e grávidas. (Com AEN)
Reunião na tarde da última quarta (12) com a Secretaria da Educação tratou de outros temas, como eleição dos diretores(as) de escolas e o modelo e processo de terceirização na rede pública estadual.
A APP-Sindicato reafirmou à Secretaria de Educação do Paraná que é contra a volta às aulas presenciais nesse momento da pandemia de Covid 19 e comunicou que vai acionar judicialmente os responsáveis quando surgirem focos de contaminação nas escolas da rede pública estadual. Durante reunião remota na tarde da última quarta dia (12), ficou nítido que a Secretaria desconsidera critérios epidemiológicos na definição da volta às aulas presenciais, priorizando apenas medidas localizadas nas escolas, como distanciamento entre as pessoas e disponibilização de álcool gel. Na reunião foram tratados outros temas, como a eleição de diretores de escolas e a reposição de faltas para quem participou da mobilização do dia 29 de abril e está na "Greve pela Vida" desde 10 de maio.
A Secretaria se comprometeu a responder por ofício 16 questões apresentadas pela APP sobre a terceirização dos trabalhos dos agentes educacionais 1 e 2. A APP-Sindicato é contra a terceirização e defende a revogação da Lei 20.190, que possibilitou ao Governo Ratinho Jr demitir milhares dr servidores(as) PSS e substituí-los(as) por um número menor de contratados(as) por empresas privadas, que embolsam um dinheiro fácil na operação. A Secretaria da Educação informou que as rescisões dos contratos PSS foram feitas no dia 10 de maio, exceto em oito Núcleos Regionais de Educação, onde as empresas terceirizadas ainda não fizeram as contratações necessárias. As rescisões feitas no dia 10 serão pagas na folha de salários deste mês, segundo a Secretaria.
Ficou agendada com a Seed para a próxima quinta uma reunião para tratar especificamente da organização das aulas remotas. A APP-Sindicato apresentou novamente a contrariedade ao modelo adotado de obrigatoriedade de realização de Meet de 40 minutos em todas as aulas do dia, o que tem levado os professores ao esgotamento e adoecimento.
A diretora geral da Secretaria da Educação, Fércea Maciel, se comprometeu a encaminhar ao secretário Renato Feder o pedido da APP para que os servidores(as) que se mobilizaram no dia 29 de abril e possam repor a falta, evitando o desconto nos salários. O diretor de Educação da Secretaria, Roni Miranda, afirmou a intenção de realizar eleições para as direções de escolas no dia 9 de julho, com votações presenciais nos colégios que estiverem abertos e on line, nos fechados. A APP-Sindicato reafirmou à defesa da realização de eleições apenas quando do retorno das aulas presenciais com segurança.
A APP-Sindicato manifestou à Secretaria posição contrária à realização dos Jogos Escolares neste ano, mesmo que de forma reduzida. O diretor de Educação da Seed, Roni Miranda, disse que avalia a realização dos Jogos apenas em sua fase final, que seria disputada em Campo Mourão, no mês de julho. Apenas as etapas municipais, regionais e macrorregionais seriam suspensas.
A secretária de Finanças da APP-Sindicato, Walkiria Mazeto, alertou que o atual quadro da epidemia de Covid 19 no Paraná não permite a volta segura às aulas presenciais. “A fila de espera por leitos de UTI aumentou nessa semana em todas as regiões e algumas estão decretando lockdown durante os finais de semana”, disse. “A gente ainda não encontrou a justificativa para a volta presencial, pois não temos um quadro muito diferente de algumas semanas atrás”, completou.
Hermes Leão, presidente da APP-Sindicato, afirmou na reunião que estudo de cientistas do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (INPA) indicam que a volta às aulas presenciais é contra-indicada no Paraná, a partir de modelos computacionais que incluem dados epidemiológicos como vacinação, número de casos e mobilidade urbana. Além de Hermes e Walkiria, também participaram da reunião a secretária Geral da APP-Sindicato, Vanda Bandeira; e a secretária de Funcionários, Nádia Brixner. (Com APP Sindicato).


























