IDR lança aplicativo com atlas climático do Paraná

IDR-Paraná (Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná — Iapar-Emater) lançou um aplicativo, o ClimAtlas-19, para pautar o trabalho diário dos agricultores do Estado. Ele já pode ser baixado gratuitamente na Apple Store e no Google Play.

Com 188 mapas, o ClimAtlas-19 apresenta as variações normais de chuvas (conjunto de dados médios coletados por um período mínimo de 30 anos), temperatura máxima e mínima, radiação, insolação, vento e evapotranspiração obtidas em estações meteorológicas do IDR-Paraná e do Simepar (Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná). 

“Variáveis climáticas influenciam a dinâmica da produção agropecuária e até a formação de preços no mercado. Seu acompanhamento é importante para o processo de decisões em todos os elos das cadeias produtivas”, afirma o pesquisador Pablo Ricardo Nitsche, do IDR-PR. “As informações estão organizadas em escala de tempo anual, mensal e trimestral, nesse último caso para simular as estações do ano”.

Ele também explica a inclusão das "variações normais". “Algumas estações meteorológicas do IDR-Paraná operam há bem mais que três décadas, como, por exemplo, a unidade de Irati, onde as informações são coletadas desde 1963”, explica.

O aplicativo ClimAtlas-19 é a versão para smartphones do Atlas Climático do Estado do Paraná, que teve sua última atualização publicada em 2019 e está disponível também em formato PDF.

 

 

 

 

 

 

Por - AEN

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Cataratas do Iguaçu: entenda como é feita medição da vazão de água; fluxo ultrapassou 16 milhões de litros por segundo nesta quinta

O fluxo de água das Caratas do Iguaçu, em Foz do Iguaçu, no oeste do Paraná, registrou a segunda maior vazão de água desde que a Companhia Paranaense de Energia (Copel) iniciou a medição.

Em 2014 foram mais de 47 milhões de litros por segundo, nesta quinta-feira (13), a vazão chegou a 16,5 milhões às 6h da manhã. A vazão considerada normal é de 1,5 milhão de litros por segundo. 

Conforme a engenheira de Recursos Hídricos da Copel, Cassia Silmara Aver Paranhos os valores de vazão são estimados de acordo com monitores instalados ao longo do leito do Rio Iguaçu, que nasce em Curitiba e segue no sentido leste/oeste do Paraná. Veja foto abaixo.

 
Equipamento usado para medição de vazão de água nas Cataratas/ parte fica acima do nível de água e outra submersa — Foto: Copel/Divulgação

Equipamento usado para medição de vazão de água nas Cataratas/ parte fica acima do nível de água e outra submersa — Foto: Copel/Divulgação

Ela explicou que para a medição nas Cataratas a um sensor instalado próximo as quedas que monitora a vazão 24 horas por dia e está disponível para a população na internet.

 “Em cada um desses pontos de monitoramento, a Copel tem uma estação automática e ele tem um sensor que fornece o nível do rio em cada um desses pontos", explicou Cassia.

A partir dos dados obtidos, a engenheira explicou que é usada a chamada "curva de descarga". O termo se refere a medições de vazões feitas anteriormente e a partir dos dados obtidos no momento, é possível estimar a vazão através de cálculos comparativos.

 
 

“Eles captam o nível da água. Esse nível em cada um desses pontos de monitoramento que ficam, um na margem do rio e um que fica submerso. A partir da coluna de água que está acima dele (parte do equipamento submerso), ele consegue me fornecer o nível do rio", explicou a engenheira.

Equipamentos estão instalados em diversos pontos do Rio Iguaçu — Foto: Copel/Divulgação

Equipamentos estão instalados em diversos pontos do Rio Iguaçu — Foto: Copel/Divulgação

A "coluna de água" citada por Cassia é a água que fica acima do sensor que fica submerso. Os equipamentos medem a pressão exercida pela água nos equipamentos, através do "peso" da água.

  “Esse peso é convertido em centímetros ou metros e temos uma referência para transformar em vazão”, explicou a engenheira.

Conforme a Copel, o pior período de seca nas quedas d'água, ocorreu em maio de 1978. À época, a vazão foi de 114 mil litros de água por segundo.

As medições de vazão são feitas desde 1949, mas neste período a vazão era medida por outros órgãos, segundo a companhia.

Conforme a Copel, o grande volume de chuvas no decorrer da bacia do Rio Iguaçu é um dos fatores que ajudam a entender o grande fluxo, especialmente as chuvas nas regiões oeste e sudoeste do estado, registradas desde a segunda-feira (10).

Além disso, a Copel afirmou que os reservatórios das seis usinas hidrelétricas instaladas ao longo do Rio Iguaçu estão com o armazenamento de água próximo da capacidade máxima.

 

Chuvas no oeste e sudoeste do Paraná

Conforme a Defesa Civil, 24 cidades do oeste e sudoeste do Paraná foram afetas por temporais, enxurradas e alagamentos. Equipes da Defesa Civil e dos Bombeiros trabalharam na quarta-feira (12) nas cidades para minimizar os impactos.

Cerca de 4,4 mil pessoas foram diretamente afetadas, pelo menos 455 casas foram danificadas, 151 pessoas estão desabrigadas, 1,2 mil desalojados e duas crianças estão desaparecidas em Pato Branco.

  

Cataratas do Iguaçu

Conforme o Parque Nacional do Iguaçu, são catalogados 275 saltos, o que dá às Cataratas o título de maior conjunto de quedas d'água do mundo. Além disso, elas são consideradas uma das Sete Maravilhas da Natureza.

80% das cachoeiras estão no lado argentino do parque, e os 20% restantes estão no lado brasileiro.

As Cataratas do Iguaçu foram eleitas neste ano como a sétima principal atração turística do mundo pelo “Travelers’ Choice 2022 – Best of the Best”, do site de viagens TripAdvisor.

 

 

 

 

 

 

Por  - G1

 Número de famílias atingidas pelas chuvas no Paraná chega a 5,5 mil, aponta Defesa Civil

Uma nova atualização da Defesa Civil Estadual sobre as chuvas no Oeste e Sudoeste, de 12h desta quinta-feira (13), aponta mais municípios atingidos, chegando a 27, e aumento no número de pessoas diretamente impactadas, para 5.344 paranaenses. Há ainda 1.199 desalojados e 288 casas danificadas. Os novos municípios são Nova Esperança do Sudoeste, Toledo e Palmas.

A cidade com maior número de pessoas desalojadas é Dois Vizinhos (1.000), seguida de Verê (60), Salto do Lontra (30), Renascença (26) e Pato Branco (24). A cidade com mais casas danificadas é Pato Branco (65), seguida de Francisco Beltrão (60) e São Miguel do Iguaçu (60).

A Defesa Civil também confirmou a primeira morte envolvendo as chuvas de segunda e terça-feira. O Corpo de Bombeiros de Pato Branco encontrou o corpo de uma das duas crianças desaparecidas na cidade, de sete anos. Ela estava próxima ao incidente, onde o carro ficou preso em uma enxurrada, na área rural do município. As buscas continuam para encontrar a outra criança, de apenas oito meses.

Também foram encontrados três indígenas mortos, duas mulheres de 45 e 15 anos e um homem de 35 anos, no Rio das Cobras, em Nova Laranjeiras, no Centro-Sul do Estado. Eles teriam sido levados por uma enxurrada. As causas, no entanto, ainda estão sendo investigadas, e não é possível afirmar com 100% de certeza que tenham relação direta com as chuvas.

O Governo do Estado já enviou ajuda humanitária (colchões e kits de higiene) para a região Sudoeste e trabalha ao lado das prefeituras para minimizar os impactos para a população. Em Francisco Beltrão, a Defesa Civil retirou pessoas de 25 casas em um bairro que apresenta vulnerabilidade frente a deslizamentos de terra e algumas famílias da região de Itapejara d’Oeste e Coronel Vivida foram orientadas a deixar suas casas com o limite máximo atingido na Central Geradora Hidrelétrica Chopim I, da Copel.

Após dois dias de atendimentos intensos no Sudoeste e Oeste, regiões mais atingidas pelas chuvas, a Copel e a Sanepar também já restabeleceram as conexões de luz e água em praticamente todas as casas atingidas pelos temporais e enxurradas.

Confira o boletim da Defesa Civil AQUI .

 

 

 

 

 

 

 

Por - AEN

 Teste do Tecpar que permite viagens internacionais de animais é reconhecido em 36 países

O Instituto de Tecnologia do Paraná (Tecpar) está credenciado para realizar testes de sorologia antirrábica que são aceitos na Europa, América e Ásia, somando 36 países.

O exame é uma exigência legal para viajantes brasileiros que queiram levar consigo seus animais de estimação (cães, gatos e furões) em viagens internacionais.

Alinhado aos mais rígidos padrões internacionais, o laudo emitido pelo Tecpar atende as exigências de 27 países membros da União Europeia, quatro do Reino Unido, além dos Estados Unidos, Suíça, Noruega, Coreia do Sul e Emirados Árabes. Este documento comprova que o animal que recebeu a vacina antirrábica no Brasil realmente está imunizado e produziu anticorpos contra o vírus da raiva.

“O Tecpar é o único laboratório do Sul do País credenciado pelos Estados Unidos e União Europeia para realizar este tipo de teste e está preparado para atender clínicas e médicos veterinários de todo o país. Mais uma vez o Paraná reforça seu protagonismo quando o assunto é inovação em saúde”, destaca o diretor-presidente do Tecpar, Jorge Callado.

MAIS ESTRUTURA – O Tecpar começou a ofertar o exame de sorologia antirrábica em junho de 2021, ampliando o seu portfólio de serviços relacionados à saúde animal. O serviço trouxe benefícios aos veterinários paranaenses, que antes precisavam buscar por laboratórios em outros estados. A oferta local do exame de sorologia antirrábica reduziu custos logísticos com o envio das amostras e agilizou o recebimento dos laudos, facilitando a vida de tutores, clínicas e médicos veterinários.

Para atender às normativas internacionais, o instituto modernizou o complexo laboratorial do seu campus no bairro Juvevê, em Curitiba. Atualmente os testes são feitos pelo Laboratório de Ensaios In Vitro da Divisão de Controle da Qualidade do Tecpar, mesmo local onde é realizado o controle de qualidade da vacina antirrábica produzida pelo instituto.

CREDENCIAMENTO INTERNACIONAL – A primeira habilitação do Tecpar foi junto à União Europeia, em 2021. Para obter o credenciamento, foi necessário passar por um teste de proficiência organizado pela agência francesa Anses-Nancy, laboratório de referência da UE. O Tecpar foi ainda o primeiro laboratório da Região Sul credenciado pelo Centro para Controle e Prevenção de Doenças (Centers for Disease Control and Prevention) para realizar o teste de sorologia em animais de companhia para os EUA.

COMO SOLICITAR – O exame de sorologia antirrábica é uma exigência legal da Organização Mundial de Saúde (OMS) para viajantes que queiram levar seus pets a países que exijam o Certificado Veterinário Internacional (CVI).

A amostra para a realização do teste deve ser coletada por uma clínica ou laboratório veterinário, por isso o tutor deve entrar em contato com um médico veterinário, que é o responsável por orientar sobre os procedimentos necessários e por fazer a solicitação do exame a um laboratório habilitado, além de posteriormente fornecer o atestado de saúde do animal.

Para evitar contratempos, os viajantes devem se informar com antecedência sobre as exigências legais para o embarque e transporte de animais, de acordo com o seu país de destino. Isso porque cada país estipula documentação, prazos e regras distintas, como a idade mínima do animal, forma de ingresso, necessidade de microchip e data do certificado de vacinação, entre outros quesitos.

Clique aqui para acessar os documentos solicitados pelos EUA e pela UE.

 

 

 

 

 

 

Por -AEN

 Fazenda desenvolve sistema para que cidadão acompanhe as Requisições de Pequeno Valor

A Secretaria da Fazenda do Paraná e a Celepar estão desenvolvendo um novo sistema gestor para a Requisições de Pequeno Valor (RPV).

Ele vai trazer mais agilidade e transparência ao cidadão paranaense com relação aos processos judiciais envolvendo ações trabalhistas, execução fiscal, e indenização de danos morais e materiais.

As RPVs são processos judiciais julgados na esfera estadual nos quais o Governo do Estado é condenado a pagar uma quantia de até R$ 20.441,80, valor máximo estabelecido em lei. São parecidos com precatórios, mas com outra legislação porque envolvem valores e prazos menores. O prazo para pagamento desse tipo de obrigação é de até 60 dias, contados a partir da data de expedição da requisição por ordem judicial. Entre 2021 e setembro de 2022 foram quitados R$ 180 milhões em processos dessa natureza no Paraná. 

Integrado com o Portal da Transparência, o novo sistema vai possibilitar que o cidadão possa acompanhar o andamento de seu processo de maneira virtual, o que até então não é possível, além de facilitar o recebimento do valor da requisição de pagamento direto em conta corrente, processo que era feito por meio de depósito judicial, com necessidade de autorização da Justiça para transferência dos valores.

O sistema faz parte do Projeto de Modernização da Gestão Fiscal do Estado do Paraná (Profisco II), programa de modernização do controle das contas públicas que tem financiamento internacional. Ele busca trazer novas funcionalidades tecnológicas aos servidores da Fazenda, como extração de relatórios mais detalhada e precisa, análise das informações sobre valores de credores, pagamentos realizados, baixa no estoque, dentre outras melhorias, além de garantir o acesso do cidadão a todas as informações que desejar.

De acordo com o secretário da Fazenda, Renê Garcia Junior, este projeto que está sendo desenvolvido no âmbito do Profisco II vai contribuir para prover melhorias nos serviços aos contribuintes. "Na prática os processos judiciais são bem morosos e de difícil acesso por grande parte da população, e a implantação desse sistema vai facilitar o caminho para o cidadão poder receber a requisição de pequeno valor que tem direito e acompanhar o dia a dia da tramitação”, ressaltou. 

O sistema funcionará de forma totalmente online e também vai viabilizar o aumento no grau de automatização da gestão da dívida pública do Estado do Paraná no que tange às RPVs, a fim de praticamente eliminar possíveis erros. O Estado também poderá fazer a retenção do Imposto de Renda cobrado no momento do pagamento (imposição da lei que regulamenta os RPVs), diminuindo o fluxo de processos burocráticos, que hoje é feito de maneira manual e individualizada, agilizando o repasse ao governo federal. 

Este novo mecanismo também integra mais o fluxo de informações entre Secretaria de Estado da Fazenda do Paraná, a Procuradoria-Geral do Estado (PGE) e o Tribunal de Justiça do Paraná (TJPR).

DÍVIDA PÚBLICA – Outro sistema contratado dentro do Profisco II é o de Dívida Pública, destinado a usuários internos da Fazenda e da Receita Estadual que necessitem de informações acerca da gestão das contas. A Dívida Pública envolve financiamentos nacionais e internacionais para obras públicas e programas de modernização da gestão e de apoio aos municípios, além de processos antigos com a União.

Com esse sistema o servidor terá mais detalhes sobre os processos inerentes da Dívida Pública, como contratação de novas operações e acompanhamentos e pagamentos dos contratos vigentes. O Paraná é considerado bom pagador, com nota alta no Capag, do Tesouro Nacional.

 

 

 

 

 

 

 

 

Por - AEN

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