Nesta segunda-feira (17), data em que é celebrado o Dia Nacional da Vacinação, a Secretaria Estadual de Saúde do Paraná (Sesa) alerta sobre a importância da imunização.
Os índices de cobertura vacinal vêm caindo em todo Brasil e essa baixa adesão por parte da população, além de colocar em risco a saúde de quem não se imuniza, pode levar ao ressurgimento de doenças de fácil contágio que já haviam sido eliminadas, como a poliomielite.
A meta de vacinação da campanha poliomielite, por exemplo, é de 95% em crianças menores de 5 anos, mas apenas 72,5% do público estimado recebeu a vacina. Em recente campanha nacional, a estimativa era vacinar mais de 620 mil crianças em todo Paraná, mas o número de doses foi de aproximadamente 450 mil.
“Estamos com risco eminente da volta da poliomielite, e precisamos que as pessoas entendam a importância da imunização”, alertou o secretário de Saúde, Beto Preto. “Quanto mais pessoas vacinadas, maior a barreira que não deixa o vírus se espalhar”.
Só neste ano o Estado já promoveu diversas campanhas de vacinação e multivacinação, além de dias D para garantir a atualização da caderneta de vacinação.
“Mesmo com o fim das campanhas mais midiáticas e com envolvimento maior da sociedade, as doses permanecem disponíveis para atualizar a caderneta de vacinação da população nas 1.850 salas de vacinas públicas de todo Estado, e a orientação da Sesa é para que os municípios, atendam com horário estendido e se possível também no final de semana”, ressaltou o secretário.
A chefe da Divisão de Vigilância do Programa de Imunização, Virginia Dobkowski Franco dos Santos, explica que a aplicação e disponibilização das doses até mais tarde é justamente para aqueles pais que não conseguem levar seus filhos durante o horário de trabalho. "A ideia é que possam garantir a imunização das crianças e também aproveitar para colocar em dia a sua própria rotina vacinal”, afirmou.
CALENDÁRIO – O Programa Nacional de Imunização (PNI) do Sistema Único de Saúde (SUS) contempla crianças, adolescentes, adultos, idosos e gestantes. Desde o nascer até os 15 meses e são ofertadas 13 vacinas. Adultos e idosos também devem atualizar a caderneta, pois muitas delas precisam de reforço nessa faixa etária. Às gestantes são disponibilizadas doses para prevenir doenças como hepatite, tétano, difteria o vírus da gripe H1N1 e Covid-19.
BAIXA COBERTURA – De acordo com o Ministério da Saúde, além da pandemia da Covid-19 ter agravado os índices de cobertura vacinal que já apresentavam queda há alguns anos, a percepção de inexistência de risco, somado ao medo de eventos adversos, às fake news e teorias antivacinais são alguns fatores para essa queda vertiginosa.
“Percebemos que há uma nova geração de pessoas que não conviveram com os surtos e doenças preveníveis, o que traz a falsa sensação de segurança. O crescimento de grupos antivacina e as notícias falsas sobre o tema também atrapalham para o aumento da cobertura vacinal”, completa a diretora de Atenção e Vigilância em Saúde da Sesa, Maria Goretti David Lopes.
DADOS – De acordo com o Ministério da Saúde, a cobertura vacinal considerada ideal é de no mínimo 90% para a BCG e Rotavírus e de 95% para os outros imunizantes do calendário vacinal. No entanto, dados preliminares do Sistema de Informações do Programa Nacional de Imunizações (SIPNI) revelam que a vacina da Hepatite B, que é aplicada logo após o nascimento, fechou o ano de 2021 com cerca de apenas 59%, e neste ano, até a presente data, registra cobertura de 64%.
Outra vacina que é aplicada logo ao nascer e protege contra a tuberculose, a BCG, registrou 80,79% em 2021 e neste ano o percentual mostra que cerca de 75% das crianças estão imunizadas. A Tríplice Viral, responsável pela proteção contra o sarampo, caxumba e rubéola, é aplicada aos 12 e 15 meses de idade e fechou 2021 com 85%, contra 71% de cobertura em 2022.
A Pentavalente, que é aplicada aos dois, quatro e seis meses e protege contra difteria, tétano, coqueluche, hepatite B e infecções causadas pelo Haemophilus Influenza marcou em 2021 aproximadamente 81% de alcance, contra 69% em 2022. A cobertura da segunda dose (D2) contra a Covid-19 está em 74% nas crianças; 85% nos adolescentes e 95% nos adultos elegíveis para a imunização.
Confira o calendário vacinal .
Por - AEN
O Governo do Paraná, por meio da Secretaria da Justiça, Família e Trabalho (Sejuf), realizará na segunda-feira (17) um Mutirão de Serviços aos PCDs (Pessoas com Deficiência), em parceria com a Fundação Ecumênica de Proteção ao Excepcional (Fepe).
“Essas parcerias com as organizações da sociedade civil são fundamentais. Elas prestam um serviço valoroso à população, são referência na atenção, acolhimento, e auxiliam o Estado com o trabalho ofertado”, disse o secretário Rogério Carboni.
A Fepe é uma Organização da Sociedade Civil (OSC), sem fins lucrativos, com atuação nas áreas da saúde, educação e prevenção, e mantém projetos de destaque, como o Serviço de Referência em Triagem Neonatal, mais conhecido como Teste do Pezinho, e a Escola Ecumênica, que presta atendimento Clínico e Educacional para Pessoas com Deficiência Intelectual e Múltipla.
“Os mutirões têm dado um ótimo resultado pois proporcionam às pessoas sem acesso a computadores e internet fazerem o escaneamento dos documentos, entrar nos sites para a emissão de documentos e tantos outros serviços”, disse o chefe do Departamento de Políticas para Pessoa com Deficiência da Sejuf, Felipe Braga Côrtes. “Além disso, os servidores poderão auxiliar as pessoas na obtenção da carteira para aqueles que têm Transtorno do Espectro Autista”.
Durante o dia, das 8h30 às 16h30, os técnicos do Departamento de Políticas para Pessoa com Deficiência atenderão as famílias para orientar sobre os direitos das pessoas com deficiência, além de emitir o Passe Livre Intermunicipal e da Carteira do Autista (CIPTEA).
Serviço:
Mutirão de Serviços para PCDs (Pessoas com Deficiência).
Local: Fepe (Fundação Ecumênica de Proteção ao Excepcional) - Avenida Prefeito Lothário Meissner, 836 - Jardim Botânico – Curitiba
Horário: 8h30 até 16h30
Confira os documentos necessários:
Para a emissão do Passe Livre Interestadual
Requerimento de Passe Livre Intermunicipal.
Ficha da avaliação socioeconômica.
Laudo médico de avaliação fornecido por profissional habilitado no SUS - com CID 10 da patologia.
Uma foto 3x4 (recente e sem danos).
Cópia da carteira de identidade (RG).
Cópia do cadastro de pessoa física (CPF).
Cópia do comprovante de residência.
Comprovante de rendimentos de todos os membros do núcleo familiar.
Documentos dos acompanhantes.
Cópia da carteira de identidade (RG) de até três pessoas, maiores de 18 anos, quando houver prescrição médica da necessidade de acompanhante.
Para a Carteira de Identificação da Pessoa com Transtorno do Espectro Autista (CIPTEA)
Documento RG, CPF do autista.
Documento RG, CPF do responsável.
Fotografia do autista digitalizada, e deve ser a mais recente possível. Serão aceitas apenas fotos nas proporções usadas para documentos e com boa resolução para impressão.
Laudo Médico digitalizado. O laudo deve conter os dados do paciente, a Classificação Internacional de Doenças e Problemas Relacionados a Saúde (CID) e assinatura e carimbo de identificação com CRM do médico responsável.
Exame de tipo sanguíneo digitalizado, que pode constar em qualquer documento emitido por órgão público de Saúde, como carteira de vacina.
Por - AEN
No Paraná, grande parte das ações e operações policiais, especialmente as que têm por alvo apreensões de drogas e prisões, são baseadas nas queixas registradas pelo Disque-Denúncia 181 da Secretaria de Segurança Pública.
Somente neste ano, de 1º de janeiro até 13 de outubro, o canal recebeu mais de 37 mil denúncias, sendo 12.904 (35%) sobre tráfico de drogas. As informações repassadas para as forças de segurança via 181 resultaram na apreensão de 1,5 tonelada de entorpecentes durante o período.
Uma destas apreensões ocorreu na última quinta-feira (13), quando a Polícia Civil do Paraná (PCPR) apreendeu aproximadamente 390 quilos de maconha em uma residência no bairro CIC, em Curitiba. A ação foi desencadeada após uma denúncia anônima. Os policiais civis prenderam um homem de 35 anos que estava na residência e apreenderam, ainda, duas balanças de precisão profissional.
Com o resultado desta ação da PCPR, o chefe do Centro Integrado de Denúncias 181, major Edivan Fragoso, destacou a importância do canal para o combate ao crime no Estado. “A denúncia é importantíssima para que resultados como esse sejam atingidos, fortalecendo ainda mais o canal de ligação do cidadão com as atuações policiais que resultam nas prisões e apreensões de drogas em todo o Paraná”, afirmou.
Além de tráfico de entorpecentes, o Disque-Denúncia 181 recebe, de forma anônima, queixas dos mais variados tipos de crime, como violência contra a mulher, crimes ambientais, tráfico de drogas, desaparecimento de pessoas, estelionatos, dentre outros.
As denúncias registradas pelos cidadãos são encaminhadas aos órgãos competentes e resultam não somente na prisão de criminosos, na apreensão de ilícitos e na investigação de crimes, mas também auxiliam na localização de pessoas desaparecidas e foragidos da Justiça.
COMO DENUNCIAR – O contato com as forças policiais pode ser feito via telefone, discando 181. A ligação é gratuita. Também é possível registrar através da internet no endereço https://www.denuncia181.pr.gov.br/, onde deverá ser preenchido um formulário com as informações sobre o crime. Tanto pelo telefone, quanto pela internet, é possível manter o anonimato, pois não é necessário se identificar.
Por - AE
O serviço aeromédico da Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) da base de Maringá deve iniciar na próxima segunda-feira (17) um projeto inovador e experimental para realização de transfusões de sangue em pacientes graves no local da ocorrência, mesmo antes de serem encaminhados ao hospital.
Trata-se, na prática, de um sistema que permite esse tipo de procedimento já no local do acidente ou no helicóptero, durante o percurso até o internamento, o que hoje não é possível.
Foi instalada, dentro da base aeromédica de Maringá, uma sala somente para o acondicionamento das bolsas de sangue tipo “O-”, considerado universal, ou seja, que pode ser transfundido em qualquer pessoa, até o momento dos acionamentos, que é quando serão colocadas dentro de uma caixa específica para este transporte, e enviadas até o local da ocorrência.
Segundo o projeto, as bolsas que não forem utilizadas no período de até quatro dias serão devolvidas ao Hemocentro para que sejam utilizadas por outros pacientes, como já é realizado rotineiramente. A validade desta bolsa de sangue é de até 42 dias.
A aquisição dos equipamentos e reforma na estrutura ficou sob responsabilidade da empresa Helisul, contratada pelo Governo do Estado para disponibilizar as aeronaves e o hangar, com recursos repassados mensalmente pela Sesa para manutenção do serviço. Após o atendimento pelo serviço aeromédico esses pacientes transfundidos serão encaminhados necessariamente para o Hospital Universitário Regional de Maringá (HUM), referência para a continuidade dos procedimentos.
A iniciativa visa dar maior sobrevida aos pacientes vítimas de acidentes graves, principalmente em casos de hemorragia. No Brasil, este serviço de transfusões fora da unidade hospitalar foi implantado inicialmente no município de Bragança Paulista, em São Paulo, que utiliza bolsas de sangue em ambulâncias do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e, também no estado de Santa Catarina, que iniciou recentemente o sistema no helicóptero dos bombeiros e do Samu.
“O Paraná é o segundo estado e a terceira região a implantar essa modalidade, mas é o primeiro que disponibiliza este serviço aeromédico integralmente vinculado à saúde pública, seguindo critérios técnicos de qualidade internacionais e os protocolos de hemosegurança, que incluem desde o cuidado e controle no transporte, com monitoramento das bolsas por GPS, até a rastreabilidade deste sangue após a administração no paciente”, afirmou o secretário de Estado da Saúde, Beto Preto.
O projeto experimental estava sendo estruturado há dois anos e possui parceria com o Hemocentro Regional de Maringá, também vinculado à Sesa, e com o HUM. A ideia é expandir futuramente este serviço para as outras quatro bases aeromédicas do Estado, localizadas em Curitiba, Ponta Grossa, Cascavel e Londrina.
A implantação do projeto respeita todas as legislações e protocolos necessários e exigiu uma reorganização de equipe na base, que conta atualmente com 21 profissionais, entre médicos, enfermeiros, pilotos e mecânicos. Todas as medidas são necessárias para a garantia da qualidade deste serviço, que é fundamental para a área de urgência e emergência.
“A maior causa de mortes precoces em traumas é o sangramento, e a reposição desse sangue por transfusão reduz significativamente o risco de agravamento do quadro clínico e óbito do paciente. Esta modalidade de tratamento é respaldada na literatura contemporânea do trauma e nos guidelines internacionais da especialidade”, complementou o diretor de Gestão em Saúde da Sesa, Vinícius Filipak.
“Nossas equipes treinaram esses profissionais do serviço aeromédico para capacitar e garantir que todo o processo transfusional seja realizado de acordo com os protocolos exigidos ,garantindo a rastreabilidade total e necessidade de cada paciente. Este protocolo também exige que uma unidade hospitalar seja a referência para os pacientes atendidos com o sangue, que neste caso será o Hospital Universitário da região”, disse a diretora do Centro de Hematologia e Hemoterapia do Paraná (Hemepar), Liana Labres de Souza.
DADOS – Desde o início da implantação do serviço aeromédico no Paraná, mais de 23 mil atendimentos já foram registrados. Só este ano, as aeronaves já realizaram 2,4 mil voos. A base de Maringá possui quase seis anos de atuação e registra 3,5 mil acionamentos em toda a história. Destes, a base avaliou que grande parte dos pacientes atendidos foi de acidentados graves que poderiam se enquadrar no novo protocolo de transfusão.
Cada base é responsável por uma área de atendimento de até 250 quilômetros do seu ponto de origem, com voos de até duas horas de duração para possibilitar ida e volta sem a necessidade de abastecimento. Atualmente todo o Paraná é coberto pelas cinco bases aeromédicas, que atuam de forma coordenada e complementar. Somente a base de Maringá, por exemplo, atinge municípios de parte das macrorregiões Noroeste, Norte e Leste, num total de aproximadamente 2 milhões de paranaenses.
Por - AEN
O Governo do Paraná, referência no enfrentamento ao tráfico de pessoas, acompanha os casos de brasileiros que supostamente estariam sendo vítimas de cárcere privado e situação análoga à escravidão no Camboja, na Ásia. Dentre as vítimas estariam quatro paranaenses, segundo as denúncias já registradas.
As informações sobre essa situação foram recebidas pelo Núcleo de Enfrentamento ao Tráfico de Pessoas do Paraná, órgão da Secretaria de Estado da Justiça, Família e Trabalho (Sejuf), e encaminhadas para o Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), que também monitora o caso e atua na averiguação das informações, bem como o Ministério das Relações Exteriores (MRE).
Segundo os dados preliminares, as vítimas teriam sido cooptadas por meio de anúncios de emprego pela internet, com promessa de renda a partir de US$ 900, cerca de R$ 4.760 na cotação atual. O trabalho seria de negociação de criptomoedas. As denúncias dão conta de que, ao chegarem ao Camboja para realizar os treinamentos para o trabalho, as vítimas são obrigadas a entregar documentos e são submetidas a jornadas de trabalho excessivas, privação parcial de liberdade e ameaças.
De acordo com as informações já levantadas a respeito do caso, as oportunidades de trabalho seriam ofertadas por empresas que supostamente atuam no mercado financeiro e de crédito. As vagas temporárias de trabalho ofereceriam, além de um salário de base competitivo, comissões por venda de ativos. Também são prometidas, dentre outras coisas, condições dignas de moradia e emprego, além da possibilidade de crescimento dentro do mercado de moedas digitais.
“Logo que recebemos a primeira denúncia, com conversas, indícios e fotos, verificamos que a situação é extremamente delicada. Em reunião com as autoridades competentes, enviamos as denúncias para o Ministério da Justiça e Segurança Pública. Um fator que dificulta o resgate dessas pessoas, é que o país não possui embaixada ou consulado. Desta forma, estamos atuando diretamente com o Ministério e outros órgãos para auxiliarmos no que for necessário”, ressaltou Rogério Carboni, secretário de Justiça, Família e Trabalho.
ALERTA – O Núcleo de Enfrentamento ao Tráfico de Pessoas do Paraná informa que é sempre necessário ligar um sinal de alerta quando há ofertas profissionais e financeiras que pareçam extremamente vantajosas na internet. “É fundamental fazer uma pesquisa completa na própria rede sobre a empresa, o histórico dela e relatos. Além disso, é importante comunicar as autoridades sobre situações e ofertas suspeitas e tentar ao máximo, conseguir detalhes da vaga, falar com alguém que já tenha ido,” explicou a Chefe do Núcleo de Enfrentamento ao Tráfico de Pessoas, Silvia Xavier.
DENÚNCIAS – Denúncias podem ser feitas junto ao Núcleo por meio do telefone (41) 3221-7956 ou do e-mail Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.; pelos canais Disque 100 e Ligue 180, do Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos (MMFDH); ao Ministério Público do Paraná; e junto à Polícia Federal, pelo e-mail Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo..
Por - AEN
As chuvas frequentes registradas em setembro e nesta primeira metade de outubro dificultam a colheita do trigo e o plantio de soja, milho e feijão no Paraná.
Para as lavouras já implantadas, o excesso de umidade provoca a perda da qualidade. A análise está no Boletim Semanal de Conjuntura Agropecuária, referente ao período de 7 a 14 de outubro, elaborado pelo Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento.
No caso do trigo, que tem aproximadamente 50% da safra a ser colhida, as áreas consideradas ruins subiram de 4% para 7% no prazo de uma semana, devido quase que exclusivamente ao excesso de chuva. As lavouras que sofreram anteriormente com a seca e as geadas já foram colhidas.
Dos cerca de 500 mil hectares que restam para a colheita, 69% estão em condições boas – eram 73% na semana anterior – e 24% estão em situação média de qualidade. As lavouras consideradas melhores foram plantadas mais tarde e podem necessitar de mais aplicações de fungicidas, com aumento de custo e, possivelmente, produtividade restringida.
MILHO E SOJA – Com poucas condições para o agricultor entrar com as máquinas nas áreas de produção, o plantio da soja e do milho evolui de forma mais lenta no Estado. Ao solo encharcado unem-se as temperaturas mais baixas que o esperado para o período, acarretando impactos pontuais no planejamento do produtor, que sente a pressão de atraso no plantio e acende o alerta para a janela da segunda safra.
A semeadura do milho já atingiu 75% da área estimada e o desenvolvimento é satisfatório, com 91% em boas condições e 9%, medianas. A soja segue com menos intensidade de plantio, alcançando 26% da extensão projetada. No campo, 98% têm condição boa e 2%, mediana.
FEIJÃO E FRUTA – A mesma situação prejudicial ao plantio se verifica com o feijão, que tem aproximadamente 54% já semeados. O excesso de umidade e as baixas temperaturas também não favorecem o desenvolvimento do que já está no campo. Mesmo assim, ainda é mantida a expectativa de que sejam colhidas 243 mil toneladas, o que significa aumento de 24% em relação ao obtido no ano passado, quando a estiagem afetou profundamente a produção.
O boletim agropecuário traz, ainda, informações sobre a atividade da fruticultura no Estado, registrando que, dos 399 municípios, em apenas seis não se detectou cultivos comerciais em 2021. Os cinco principais produtores de frutas foram Paranavaí, Alto Paraná, Carlópolis, Cerro Azul e Marialva. Juntos, somaram 11,2 mil hectares, que propiciaram colheita de 311,1 mil toneladas e Valor Bruto de Produção (VBP) de R$ 411,9 milhões.
LEITE E SUÍNOS – O preço recebido pelo produtor por litro de leite sofreu redução de 4% na semana de 3 a 7 de outubro, comparativamente à última semana de setembro, ficando cotado em R$ 2,92%. Segundo o documento elaborado pelo Deral, parte da queda se dá pela diminuição na demanda. Além disso, importações ajudaram a reabastecer os mercados de derivados lácteos, aliviando um pouco a pressão sobre os laticínios.
A suinocultura paranaense produziu 545,7 mil toneladas de carne no primeiro semestre de 2022, volume 10% superior ao do mesmo período de 2021. O boletim agropecuário registra que o Paraná apresentou maior porcentual de crescimento. O Estado é o segundo produtor, com 21% de participação nas 1,3 milhão de toneladas produzidas pelo Brasil entre janeiro e junho deste ano. Santa Catarina, que cresceu 7% no primeiro semestre, responde por 29% da produção nacional.
Por - AEn



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