Instituto PROA chega no Paraná e abre 1.000 vagas para curso on-line gratuito

Jovens de todo o Estado do Paraná, oriundos da rede pública de ensino podem se inscrever no processo seletivo.

  O Instituto PROA chegou ao estado do Paraná e está com as inscrições abertas para sua preparação on-line e gratuita para o mercado de trabalho. São mil vagas dirigidas a jovens de 17 a 22 anos que concluíram o Ensino Médio em escolas públicas.

O processo seletivo para o curso da Plataforma PROA está aberto até o dia 8 de maio. Para se inscrever, o jovem precisa entrar no site e passar por três momentos: primeiro, o jovem faz o cadastro, depois responde a um teste básico de Língua Portuguesa, Matemática e Análise de Perfil e, se for aprovado, segue para a etapa de preenchimento dos dados pessoais a fim de realizar a matrícula do curso.

O curso tem 100 horas e é dividido em 4 módulos que preparam os alunos para definirem metas profissionais e se saírem bem nas entrevistas de emprego: Autoconhecimento, Projeto Profissional, Raciocínio Lógico e Comunicação. São 7h30 de aulas por semana, cerca de 1h30 por dia. Semanalmente há também encontros mediados por tutores, sempre às quartas-feiras.

Ao final do curso, os participantes recebem certificado de conclusão e acesso a vagas de emprego disponíveis no mercado.

Após concluírem a formação essencial do curso, os jovens podem optar por cursar as trilhas técnicas disponíveis e potencializar ainda mais seu currículo profissional. São 7 carreiras à escolha, patrocinadas por grandes empresas, com 50 horas de preparação para cada: Análise de Dados (patrocinado pelo iFood), Varejo (Via - Fundação Casas Bahia), Administração (P&G), Logística (P&G), UX Design (Accenture), Promoção de Marcas (BRF) e Educação Financeira (Bloomberg e Dahlia Capital).

Segundo pesquisa realizada pelo IBGE, no 2º trimestre de 2022 a taxa de desocupação dos jovens de 18 a 24 anos do Estado do Paraná era de 12,6%, o triplo em comparação com adultos. Geralmente, a taxa de desemprego entre jovens é maior do que a taxa de desemprego entre adultos porque os jovens geralmente têm menos experiência e qualificações, o que os torna menos competitivos no mercado de trabalho.

“Todo nosso esforço e dedicação é para criar oportunidades de emprego para os jovens. Sabemos o quanto esse público sofre com a falta de qualificação profissional e o quanto isso reflete no primeiro emprego. Estamos muito felizes com a nossa chegada em um estado com tanto potencial como o Paraná, e a nossa ideia é trazer ainda mais oportunidades de desenvolvimento para os jovens paranaenses.”, afirma Alini Dal’Magro, CEO do Instituto PROA.

 

Sobre o Instituto PROA

O Instituto PROA foi fundado em 2007 com o objetivo de auxiliar jovens de baixa renda a ingressarem no mercado de trabalho, dividindo conhecimentos sobre carreiras, planejamento, autoconhecimento para vocações e comunicação. Desde então, já impactou mais de 36 mil alunos com seus dois principais projetos, Plataforma PROA -- preparação para o primeiro emprego -- e PROPROFISSÃO -- curso de programação para quem deseja ser um Desenvolvedor Java Junior. Atualmente, a Plataforma PROA atua nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul e Pernambuco.

 

 

Com assessoria

 

 

 Preços dos alimentos permaneceram estáveis em janeiro, aponta índice do Ipardes

Curitiba e Londrina ficaram em lados opostos na composição do Índice de Preços Regional (IPR) referente ao mês de janeiro, divulgado nesta terça-feira (7) pelo Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico e Social (Ipardes).

O índice, que reúne mensalmente dados das seis maiores cidades do Paraná a partir da análise da média de preço dos 35 itens alimentícios mais consumidos pelas famílias, mostrou Curitiba com a maior queda nos preços registrada (-0,66%) e Londrina como a única alta verificada (0,59%).

Ponta Grossa, (-0,35%), Cascavel, (-0,33%), Maringá, (-0,26%) e Foz do Iguaçu, (-0,10%) completam a formação do índice mensal, que apresentou um declínio de 0,18%, menor do que o observado em dezembro (-0,66%).

Entre os itens que formam o índice, a maior alta em janeiro foi da batata-inglesa, com variação positiva de 17,91%. Produtos com aumentos na faixa entre 4% e 5% no começo deste ano foram maçã, alface, feijão preto e molho e extrato de tomate.

Entre as quedas, a maior foi a da cebola, com redução de 27,15% dos preços no Estado, seguida da banana-caturra (-17,13%) e pernil suíno (-14,65%).

Segundo o sociólogo Marcelo Antonio, coordenador de pesquisas periódicas e editoração do Ipardes, essa segunda queda consecutiva do IPR teve forte influência da ampliação da oferta de cebola, por conta da nova safra que chega aos mercados.

Por outro lado, segundo o especialista, fatores climáticos contribuíram para a elevação de preços de batata-inglesa e alface. “O preço da maçã ainda traz resquícios de 2022, um ano marcado pela importação da fruta, dado que as colheitas no Sul do país não foram tão satisfatórias”, explica.

O feijão preto, o feijão carioca e o arroz aparecem com alta de preços em janeiro, o que, segundo Antonio, ocorre pela redução de área plantada. “Há uma substituição do produtor, que opta por plantações mais rentáveis, como soja e milho, frente ao feijão e arroz, causando assim uma menor oferta desses itens nas prateleiras dos supermercados”, diz.

IMPACTOS DO CLIMA – Antonio explica que, nos últimos 12 meses, o IPR carrega impactos das adversidades no clima, que contribuiu para o aumento do preço da maçã, os reajustes do leite e da batata-inglesa. “Por outro lado, houve oferta maior de banana-caturra, carne de frango, açúcar e óleo de soja – o que fez com que esses quatro produtos tivessem queda substancial no período”, afirma. 

No acumulado desse período, de fevereiro de 2022 até este janeiro de 2023, a inflação dos alimentos monitorados no Paraná chegou a 13,95%. Entre as cidades que compõem o índice, Maringá tem o maior aumento acumulado, com 14,44%, e Londrina, o menor, com 13,52%.

Nos últimos 12 meses, os produtos com maiores altas de preço no Paraná foram a maçã, com um incremento de 96,43%, e a batata-inglesa com 75,02%. Já as principais quedas de preços no período no Estado foram na banana-caturra, 11,65%, e no peito de frango, 5,27%.

Para o restante do ano de 2023, o Ipardes está na expectativa de uma safra positiva para os grãos, que pode suavizar o custo de produtos essenciais, entre os quais o leite, dado que o farelo de soja faz parte da alimentação do gado leiteiro. “Somam-se a isso expectativas positivas para a safra de maçã, feijão, batata e tomate, salvo não ocorram interferências climáticas representativas ao longo do ano”, diz Marcelo Antonio.

INDICADOR – Lançado em 15 de dezembro de 2022, o IPR utiliza os registros fiscais da Receita Estadual do Paraná. O Ipardes faz uma média de 382 mil registros de notas fiscais eletrônicas ao mês emitidas em 366 estabelecimentos comerciais de diferentes portes localizados nas cidades de Curitiba, Londrina, Maringá, Cascavel, Ponta Grossa e Foz do Iguaçu.

Os 35 produtos avaliados foram definidos a partir da Pesquisa de Orçamentos Familiares do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) para o Paraná e representam cerca de 65% das compras de alimentos e bebidas dos paranaenses. O instituto também trabalhou a série histórica de preços desde 2020, que permite analisar a flutuação no preço de alimentos e bebidas nos últimos dois anos no Estado.

Com a análise detalhada dos índices pelo Ipardes, as maiores cidades do Paraná têm condições de saber exatamente o comportamento dos preços dos alimentos, que possui um reflexo relevante na vida dos cidadãos. Os dados são importantes, por exemplo, para a elaboração de políticas públicas regionais e estaduais mais direcionadas em função da situação inflacionária de cada cidade.

 

 

 

 

 

 

 

Por - AEN

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